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  • HIV volta a aparecer no sangue de criança considerada curada

    HIV volta a aparecer no sangue de criança considerada curada

    A menina que médicos acreditavam ter sido curada da infecção por HIV voltou a apresentar níveis detectáveis do vírus, anunciaram autoridades sanitárias dos EUA nesta quinta-feira (10).
     
    O histórico da criança, revelado pela primeira vez num encontro médico em março de 2013, tinha sido o primeiro relato de um bebê que se livrara da infeção após receber um tratamento agressivo de antirretrovirais em suas primeiras 30 horas de vida.
     
    O caso gerou a esperança de que 250 mil crianças nascidas soropositivas anualmente no mundo pudessem ter uma chance de cura. Mas, na semana passada, médicos descobriram que o HIV tinha voltado a se reproduzir.
     
    “É uma reviravolta frustrante para essa jovem criança, para a equipe médica envolvida em seu tratamento e para a comunidade de pesquisa em HIV/Aids”, afirmou Anthoni Fauci, diretor do Instituto Nacional de Doenças Alergênicas e Infecciosas dos EUA, em entrevista coletiva.
     
    A menina, hoje com quatro anos, havia nascido prematura num hospital do Mississipi. Sua mãe, que é soropositiva, não havia recebido nenhum cuidado pré-natal. Após o parto, a criança foi transferida às pressas para o Centro Médico da Universidade do Mississipi, onde Hannah Gay, pediatra especialista em HIV, iniciou um tratamento intenso, administrando um coquetel de três drogas antivirais poderosas.
     
    Normalmente, crianças com suspeita de infecção por HIV recebem terapias menos agressivas antes de testes confirmarem o problema.
     
    A criança permaneceu por 18 meses em tratamento, que depois foi interrompido. Ao retornar para o centro médico algumas semanas mais tarde, a menina não apresentava nenhum sinal do vírus.
     
    MUDANÇA DE PLANO
     
    A evolução da criança foi acompanhada de perto pelos médicos. Na semana passada, ela havia completado 27 meses sem necessidade de receber drogas. Ela agora está sendo tratada com antirretrovirais que provavelmente terá de tomar pelo resto de sua vida, a não ser que uma cura seja encontrada dentro das próximas décadas.
     
    Hannah Gay descreveu sua decepção como “um soco no estômago”. Fauci, porém, afirma que a criança do Mississipi ainda é um caso importante, pois mostra que um tratamento rápido e intenso pode impedir o vírus de se reproduzir. Em maio, ele havia anunciado a intenção de testar a técnica em mais crianças, mas afirma que deve reavaliar o plano agora. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Vacina contra a dengue consegue 56% de proteção

    Vacina contra a dengue consegue 56% de proteção

    Um estudo publicado na revista científica “Lancet” apresentou os resultados da fase 3 (última etapa de testes, que avalia a eficiência de uma substância) de uma vacina contra a dengue. A proteção total alcançada foi de 56%.
     
    Não existe atualmente nenhuma vacina que previna a doença. “O grande problema de se produzir uma vacina contra a dengue é que você precisa de 4 vacinas em 1, uma para cada subtipo”, explica o infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP.
     
    Neste ano, pela primeira vez, os quatro subtipos da doença circularam no Estado de São Paulo.
     
    Kallás considera o resultado da proteção de “moderado para baixo”. “É muito difícil imaginar a aprovação de uma vacina contra a dengue que apresente uma proteção desse nível, diz.
     
    Lucia Bricks, diretora de saúde pública da Sanofi Brasil, empresa que produziu a vacina, diz que “o resultado é muito bom dentro do contexto da dengue no mundo, já que temos milhões de casos todos os anos”. Ela diz que a meta da Organização Mundial de Saúde é que até 2020 o número de casos de dengue diminua 25%. “Nossa vacina conseguiu mais do que o dobro disso.”
     
    O resultado da proteção por subtipo foi desigual: para o tipo 1, a proteção foi de 50%, para o tipo 2, 35%, para o tipo 3, 78%, e 75% para o tipo 4. “Traz preocupação essa proteção menor da dengue tipo 2”, diz Esper Kallás. Esse tipo circulou na epidemia em Campinas, neste ano.
     
    O estudo contou com 10.275 crianças de 2 anos a 14 anos da Ásia. Destas, 6.851 receberam a vacina e 3.424, um placebo. Segundo Bricks, um estudo com a mesma vacina com cerca do dobro de participantes na América Latina, incluindo o Brasil, deve estar pronto em breve.
     
    A proteção é feita em três doses, com intervalos de seis meses. Para Kallás, esse esquema de vacinação torna a vacina pouca prática.
     
    “Esse é o esquema pelo qual conseguimos demonstrar a resposta imune mais equilibrada e que acreditamos que forneça a proteção mais longa”, explica Bricks.
     
    A eficácia da vacina contra a dengue hemorrágica (forma mais grave da doença) foi de 88,5%. No grupo de vacinados, houve três casos dessa forma da doença. No grupo-controle, porém, houve 13 casos. “É uma diferença significativa”, diz Kallás.
     
    O infectologista lembra que o estudo foi feito na Ásia com crianças. “Mas, no Brasil, o número de casos de dengue em crianças é muito menor do que em adultos.” Para ele, não é possível extrapolar os resultados dessa vacina para o contexto brasileiro.
     
    Segundo Bricks, nos últimos anos têm aumentado os casos de crianças com dengue no Brasil. Ela diz que estudos preliminares mostram que a resposta imune de adultos e adolescentes seria até maior do que a apresentada pelas crianças.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Cientistas europeus ameaçam boicotar estudo sobre o cérebro

    Cientistas europeus ameaçam boicotar estudo sobre o cérebro

    Mais de 130 cientistas europeus escreveram uma carta aberta à Comissão Europeia, ameaçando boicotar um projeto que tenta desvendar segredos do cérebro, o órgão mais complexo e misterioso para a ciência.
     
    Os pesquisadores reivindicam mais transparência na gestão dos recursos do Human Brain Project (HBP), lançado no ano passado, que conta com um orçamento de 1,2 bilhão de euros.
     
    Seu objetivo é criar, a partir de estudos de neurociência, uma simulação em supercomputador do cérebro humano. Mais de 110 instituições estão envolvidas nos estudos, que vão se estender por dez anos.
     
    O projeto, porém, levantou controvérsia desde o início. Muitos pesquisadores se recusaram a integrar a equipe do HBP por acreditarem que ainda é muito cedo para atingir sua meta. Agora, muitos protestam contra os rumos seguidos pelo programa.
     
    Os signatários da carta também acreditam que os gestores do programa desperdiçam verbas.
     
    Os cientistas pedem para que a Comissão Europeia seja mais rigorosa na avaliação do projeto, antes de renovar seu financiamento.
     
    Para eles, a revisão do HPB, que deve ser cumprida em meados do ano que vem, encontrará “falhas substanciais” na governança, flexibilidade e transparência do programa.
     
    Outras reivindicações são ligadas à suposta negligência com pesquisas de ciência cognitiva, que estuda funções cerebrais de alto níveis, como pensamento e comportamento.
     
    — O projeto é um desperdício de dinheiro. Vai acabar com fundos valiosos para a pesquisa neurocientífica e deixará o público chateado com toda razão — ataca Peter Dayan, diretor de Neurociência Computacional da University College London.
     
    O HBP estimulou cientistas americanos a criarem o seu próprio projeto para o estudo do cérebro. O Brain Iniciative, porém, terá um orçamento mais generoso. Nos próximos dez anos, será abastecido com US$ 3 bilhões.
     
    Um porta-voz da Comissão Europeia ressaltou, em comunicado, que o HBP “só está em funcionamento há nove meses e é muito cedo para tirar conclusões”.
     
    O texto também assinala que o projeto envolve instituições de 24 países e que, “em um esforço desta magnitude, não é estranho que haja divergências sobre os pontos de vista”.
     
    Fonte: O Globo
  • Remédio para tratar a tuberculose em falta

    Remédio para tratar a tuberculose em falta

    Problemas recentes de distribuição do remédio para tratar a tuberculose, um composto de quatro antibióticos que só é fornecido pela rede pública de saúde, tornam cada vez mais urgente que o Brasil tenha produção independente do medicamento. Segundo Carlos Basília, coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), houve registros de desabastecimento da droga em São Paulo. Isso ocorre três meses depois de os municípios do Rio de Janeiro e de Petrolina (PE) terem passado por situação semelhante. Basília afirma também que um dos testes usados para fazer o diagnóstico da doença está em falta. 
     
    O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Dráurio Barreira, esclarece que, em março, um lote do medicamento distribuído pelo governo federal próximo do prazo da validade, com o aviso sobre a necessidade de ser distribuído rapidamente, enfrentou lentidão para chegar a algumas unidades de saúde do Rio e de Petrolina. Sobre São Paulo, ele diz que houve uma “ameaça de desabastecimento”, sem registro de falta de remédio. Barreira considera importante, entretanto, que o Brasil produza a droga. “A rifampicina é um antibiótico que precisa ser fabricado em condições especiais, em um local exclusivo. Nosso desafio é esse”, afirma.
     
    Sobre a produção interna do medicamento, de acordo com Barreira, a tecnologia e os insumos não são o problema. O que falta é encontrar um local exclusivo para processar a rifampicina, um dos ingredientes da droga, crucial no tratamento de 80 mil pacientes. Segundo ele, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, vem tentando fazer uma parceria com o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército ou com outra instituição pública do setor para fabricar a rifampicina. Até dois anos atrás, o principal empecilho para produzir o composto usado contra a tuberculose no Brasil era uma resolução da Anvisa que proibia a junção de quatro drogas em uma mesma apresentação. Devido à necessidade de se fazer o remédio para a doença, essa regra caiu.
     
    Apesar das promessas, o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil afirma que está acompanhando a situação desde o fim de abril e já havia recebido respostas do Ministério da Saúde de que o problema da distribuição seria pontual. “A gente imaginou que essa questão estivesse resolvida, fomos surpreendidos”, disse. Segundo ele, a previsão é de que o teste tuberculínico seja entregue até agosto. “No entanto, estamos em uma situação crônica. A produção em território nacional é fundamental para acabar com a dependência e dar automonia ao Brasil”, disse. 
     
    Na avaliação de Basília, embora o governo afirme que o Brasil está a poucos passos para produzir internamente, falta vontade política. “A questão é que queremos transparência. Queremos saber qual é o tamanho do problema, o que está sendo feito para solucionar e um cronograma de quando isso será resolvido”, afirma.
     
    A enfermidade em números
     
    O Brasil é o 17º dos 22 países no mundo que 
    concentram 80% dos casos de tuberculose. Saiba mais:
     
    » Taxa de incidência é 35,4 por 100 mil habitantes
    » O número de mortes por ano, em 2012, chegou a 4,6 mil
    » 70 mil novos casos foram notificados em 2013
    » Cerca de 9 mil pacientes precisam refazer o tratamento no período de um ano
    » 4ª causa de morte por doenças infecciosas
    » 1ª causa de morte entre doenças infecciosas definidas em pacientes com Aids.
     
    Fonte: Observatório Tuberculose Brasil 
     
  • Brasil supera meta de vacinação contra a gripe

    Brasil supera meta de vacinação contra a gripe

    São Paulo – O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 9, que mais de 41,7 milhões de pessoas já se vacinaram contra a gripe neste ano, o que representa uma cobertura de 84%. Com isso, a meta de 80% estabelecida pela pasta foi superada. Desde o último dia 22 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS) para os integrantes do grupo considerado prioritário (49,6 milhões de pessoas).
     
    O público-alvo – considerado mais suscetível à doença – é formado por crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis. 
     
    De acordo com o portal do Ministério da Saúde, a pasta recomendou, no dia 8 de maio, que os municípios que ainda não haviam alcançado a meta continuassem a vacinar a população até atingir a cobertura de 80% no grupo prioritário. Os Estados com as maiores coberturas até o momento são Goiás (92,6% do público-alvo vacinado), seguido por Santa Catarina (90,32%) e Paraná (90,28%).
     
    O grupo de mulheres pós-parto (puérperas) registrou a maior cobertura vacinal, com 381,7 mil doses de vacinas aplicadas – o que representa 106,6% deste público. Os grupos das gestantes (75,4%) e das crianças menores de cinco anos (80,6%) apresentam uma menor cobertura.
     
    O Ministério da Saúde distribuiu aos Estados 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no inverno passado (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina é segura, sendo contraindicada para pessoas que têm alergia a ovo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo descarta relação entre vacina contra HPV e risco de coágulos

    Estudo descarta relação entre vacina contra HPV e risco de coágulos

    Pacientes relataram aumento de coágulos no sangue após tomar dose.
    Testes foram realizados com 500 mil mulheres na Dinamarca.
     
    A vacina tetravalente, que imuniza contra quatro tipos de vírus do papiloma humano, que podem causar câncer de colo de útero, não aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos, afirmam cientistas.
     
    Estas são as conclusões de um estudo divulgado no “Journal of the American Medical Association (JAMA)” e realizado com 500 mil meninas e mulheres com idades entre 10 e 44 anos, vacinadas contra o HPV entre 2006 e 2013 na Dinamarca.
     
    Cientistas dinamarqueses, que trabalharam a partir de estatísticas nacionais, constataram que estas pacientes não tinham desenvolvido trombose venosa (ou flebite) até 42 dias depois de tomar a vacina, o período considerado o mais arriscado.
     
    Na amostragem de 500 mil pacientes, foram registrados 4.375 casos de aparecimento de coágulos sanguíneos durante o período de 42 dias entre as pacientes que tinham sido vacinadas. Quando os cientistas afinaram seus resultados, levando em conta o fato de que entre elas havia mulheres que tomavam pílula anticoncepcional, que aumenta o risco de coágulos, não encontraram nenhuma correlação entre a flebite e a vacina.
     
    “Nossos resultados, que consideraram a ingestão de anticoncepcionais orais, não deram evidência de um aumento do risco de trombose venosa depois da injeção da vacina tetravalente contra o HPV”, afirmaram os cientistas.
     
    Análises anteriores
     
    O estudo destaca que duas pesquisas anteriores tinham mencionado uma relação entre a vacina tetravalente Gardasil, fabricada pelos laboratórios Merck, e um risco maior de coágulos sanguíneos. Em 2009, os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmaram que as pacientes tinham constatado um aumento no número de coágulos de sangue depois desta vacina.
     
    No entanto, em um comunicado posterior, os CDCs disseram que 90% destas mulheres “apresentavam um risco conhecido de formação de coágulos como (o de) a pílula anticoncepcional”. As autoridades sanitárias americanas recomendam que meninos e meninas sejam vacinados antes de iniciar a vida sexual.
     
    Esta vacina foi criada para evitar a transmissão do HPV, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais contagiosas. Alguns tipos de HPV podem causar câncer de útero, cérebro, pescoço e ânus.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Exame de sangue pode prever o aparecimento do mal de Alzheimer

    Exame de sangue pode prever o aparecimento do mal de Alzheimer

    Uma colaboração internacional liderada por cientistas do King's College, na Inglaterra, identificou dez proteínas no sangue que podem predizer o aparecimento do mal do Alzheimer.
    A pesquisa, publicada na revista “Journal of the Alzheimer's Association”, identificou biomarcadores que podem prever o surgimento do alzheimer com um ano de antecedência e 87% de precisão em pessoas com problemas de memória.
     
    Os cientistas usaram amostras de sangue de 1.148 pessoas. As amostras foram testadas para 26 proteínas previamente identificadas associadas ao mal de Alzheimer (veja infográfico).
     
    Depois, os cientistas fizeram testes para estabelecer quais dessas proteínas poderiam predizer a progressão do comprometimento cognitivo leve para alzheimer. O resultado foi a identificação de dez proteínas do sangue capazes de prever se um indivíduo vai desenvolver alzheimer.
     
    “Problemas de memória são muito comuns. O desafio é identificar quem são as pessoas com mais chance de desenvolver demência. Nosso estudo é a culminação de um trabalho de muitos anos para identificar quais proteínas são clinicamente relevantes”, disse Abdul Hye, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em comunicado.
     
    Entre 5% e 10% das pessoas com comprometimento cognitivo leve vão desenvolver alguma forma de demência no período de um ano, sendo o alzheimer a demência mais comum no mundo. No Brasil, 4,9% das pessoas com mais de 65 anos têm a doença.
     
    “O estudo tem mais relevância para a pesquisa do que para a prática clínica. Isso porque mesmo que identifiquemos que uma pessoa pode desenvolver o alzheimer, ainda não há nada que possamos fazer para evitar a doença”, diz Jerusa Smid, do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP.
     
    As proteínas identificadas, explica Smid, podem ser importantes para o desenvolvimento e teste de novas drogas contra o alzheimer. “Se eu consigo identificar alguém que sabidamente irá desenvolver o mal de Alzheimer, eu devo testar novas drogas para a doença justamente nesses indivíduos.”
     
    Segundo os autores do trabalho, os próximos passos são validar os resultados com amostras maiores de pessoas a fim de melhorar a precisão e reduzir o risco de um diagnóstico errado.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Vitória dos farmacêuticos!

    Vitória dos farmacêuticos!

    Depois de uma grande mobilização das lideranças da Farmácia, coordenada pelo Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, foi aprovado na tarde desta quarta-feira, dia 02 de julho, pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 4385/94, da ex-senadora Marluce Pinto, que classifica a farmácia como uma unidade de prestação de serviços, destinada a prestar de assistência farmacêutica e assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, onde se processe a manipulação e /ou dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos.
     
    Relatado pelo deputado federal Ivan Valente, atualizado por meio de uma subemenda aglutinativa proposta pelo Fórum, e, ao longo da tramitação transformada em emenda substitutiva de plenário, o PL ratifica a obrigatoriedade da presença permanente de farmacêuticos nas farmácias de qualquer natureza e em postos da indústria farmacêutica, como responsáveis técnicos. Agora o projeto de lei precisa ser novamente votado pelo Senado.
     
    A votação foi acompanhada por representantes do Fórum e por farmacêuticos de vários estados, que comemoraram muito. Com o projeto de lei, não haverá mais dúvidas de que farmácias não são estabelecimentos comerciais, simplesmente. Além disso, está claro, também, que somente os farmacêuticos podem assumir a responsabilidade técnica nas farmácias de qualquer natureza e na indústria farmacêutica. Essa permanência, diz a Lei nº 5.991/73, deve ser em tempo integral, ou seja, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.
     
    Qual a importância dessas mudanças? A resposta vem do presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, uma das lideranças que trabalharam incansavelmente pela aprovação do projeto, principalmente nas últimas semanas, com plantões em tempo integral na Câmara e uma manifestação que parou a Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 14 de maio: “Trata-se de um ganho para os farmacêuticos, que terão sua importância profissional muito mais reconhecida, e para a população, que ganha em qualidade dos serviços prestados nos estabelecimentos farmacêuticos.”
     
    Para Walter Jorge João, a nova legislação contribuirá para modificar a relação da população com os medicamentos, reduzindo a automedicação, hoje um problema de saúde pública no País. “Se a farmácia deixa de ser um estabelecimento comercial comum, com o tempo, os medicamentos também passarão a ser vistos da forma adequada pelo cidadão, como coadjuvantes importantes para a saúde.”
     
    História – O acordo pela aprovação do PL foi fechado no dia 4 de junho, com a Abrafarma, a ABCFarma e o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Alves, em encontro no gabinete da Presidência da Câmara. Participaram representantes dos farmacêuticos e de proprietários de farmácias, além dos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Leonardo Quintão (PMDB-MG), entre outros parlamentares envolvidos nas negociações.
     
    A construção do acordo foi coordenada pelo Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica – CFF, Fenafar, Feifar, Abef e Enefar –, tendo contado, também, com a participação de conselheiros federais e lideranças da Farmácia nos estados. A votação, que ocorreria no dia 10 de junho, acabou sendo mais uma vez adiada, porque a pauta foi trancada por partidos de oposição.
     
    O Projeto de Lei nº 4385/94 está em tramitação há 20 anos e, embora tivesse passado por mudanças, ainda continha pontos discrepantes em relação à realidade atual da saúde. Criado em fevereiro com o objetivo de unificar a luta das entidades representativas da Farmácia, o Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica estabeleceu, como prioridade, o estudo aprofundado do projeto. Ao final dos trabalhos, propôs, aos parlamentares, a sua atualização por meio de uma subemenda aglutinativa, transformada em emenda substitutiva de plenário. A proposta foi acatada e, finalmente, o projeto foi aprovado.
     
    Parabéns a todos os farmacêuticos e ao povo brasileiro!
     
    Fonte: CFF
  • EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos

    EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos

    Medicamento Afrezza pode substituir injeções no controle glicêmico.
    Níveis de insulina são alcançados até 15 minutos após administração.
     
    A Agência de Alimentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no país a comercialização da insulina inalável Afrezza, medicamento de ação rápida e que substitui as injeções para o controle glicêmico em pessoas que têm diabetes.
     
    É uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes que devem usar insulina antes de ingerir alimentos.
     
    A aprovação ocorreu no fim de junho. O Afrezza consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea.
     
    Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produziu o medicamento, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração.
     
    Mas a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética.
     
    Antes da aprovação, testes foram realizados com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil.
     
    Dados sobre a doença
     
    A diabetes é uma doença que atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Se bem controlada, ela não prejudica a qualidade de vida do paciente; porém, se não houver o controle adequado, o diabético pode ter riscos de problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração.
     
    A doença também favorece o aumento de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
     
    Para metabolizar o açúcar, ou seja, quebrar suas moléculas e aproveitá-lo como energia nos tecidos muscular e gorduroso, o pâncreas produz insulina. Pessoas com resistência a esse hormônio têm dificuldade de executar o processo, e aí o açúcar se acumula na corrente sanguínea.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Vacina contra sarampo não causa autismo, reafirma estudo

    Vacina contra sarampo não causa autismo, reafirma estudo

    Uma revisão de estudos publicada na revista “Pediatrics” reafirmou que a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba não causa autismo.
     
    Com esses resultados, os autores do estudo esperam acalmar pacientes e cuidadores que têm dúvidas sobre a segurança da imunização.
     
    Na Europa e nos EUA, há um movimento antivacinal crescente que associa as imunizações oferecidas na infância a diversos transtornos, principalmente o autismo. Por isso, a incidência de doenças que podem ser prevenidas com as vacinas subiu. No Brasil, esse movimento ainda é minoritário.
     
    Os autores do novo estudo analisaram 67 estudos quanto aos efeitos adversos de vacinas aplicadas na infância. Eles concluíram que algumas dessas vacinas podem causar efeitos graves, mas eles são extremamente raros e não incluem autismo, leucemia ou alergia a alimentos.
     
    A vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, por exemplo, pode causar febre.
     
    Há também alguma evidência de que crianças imunodeficientes podem ter infecções ou reações alérgicas à vacina da catapora.
     
    No período analisado pelos cientistas (de 2010 a 2013), não houve nenhuma morte. Os autores ainda descrevem as vacinas como “uma das maiores conquistas do século 20 por seu papel em erradicar a varíola e controlar a poliomielite e outras doenças infecciosas”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo