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  • Célula-tronco alivia dor nas costas

    Célula-tronco alivia dor nas costas

    Um dos mais recentes avanços contra a dor nas costas é ministrar injeções de células-tronco para tratar lesões nos discos intervertebrais – estruturas que funcionam como amortecedores durante o movimento, garantem a flexibilidade e impedem a fricção entre as vértebras. Até agora, os tratamentos para aliviar a dor que provém da degeneração dos discos são medicamentos, fisioterapia e cirurgia.
     
    A lógica por trás do uso das células-tronco reside no fato de que essas estruturas dão origem a diversas células. Uma vez injetadas no local das lesões, o que se espera é que formem um novo tecido, regenerando a região. Os primeiros testes sobre a hipótese foram realizados na Clínica Mayo (EUA), com cobaias. As células-tronco foram extraídas da gordura abdominal e injetadas nos pontos das lesões. O que se viu foi uma melhora de 26% na altura dos discos e um aumento na quantidade da substância gelatinosa contida em seu interior.
     
    O método agora está sendo testado em 100 voluntários, em três hospitais americanos. No Centro Intervencionista da Dor da Universidade de Columbia (EUA), por exemplo, os pesquisadores estão avaliando o desempenho das células-tronco tiradas da medula óssea. “Os resultados de nossa análise são encorajadores”, disse Donald J. Meyer, principal autor do estudo. Ele e sua equipe selecionaram 22 pacientes com dores havia quatro anos provocadas por alterações nos discos. Até 24 meses após a terapia, os participantes relataram desde alívio completo da dor até nenhuma melhora, e não houve agravamento. Todos que se sentiram aliviados diminuíram o uso de remédios.
     
    Mais estudos são necessários para determinar por que a terapia é bem-sucedida para alguns e não dá resultados para outros. Na Europa, cientistas britânicos também fazem experimentos com células-tronco tiradas da medula óssea. “Nosso alvo é determinar a fonte mais adequada de células-tronco para reparar os discos intervertebrais”, informa Jane Tadman, porta-voz do Arthritis Research Uk, entidade voltada ao estudo da artrite.
     
    Fonte: IstoÉ
  • Anvisa estuda liberar um dos compostos da maconha para terapia

    Anvisa estuda liberar um dos compostos da maconha para terapia

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda retirar o canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha, da lista F1, de substâncias proibidas no país, e colocá-lo na lista C1, de medicamentos permitidos, mas sujeitos a controle.
     
    O anúncio foi feito nesta quinta (15) por Luiz Klassmann, diretor-adjunto da agência, durante o 4º Simpósio Internacional de Cannabis Medicinal.
     
    Segundo a Anvisa, a proposta ainda precisa ser votada pelos diretores. Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, disse que há uma recomendação da área técnica para classificar o produto como C1, mas os diretores vão avaliar o melhor enquadramento para a substância.
     
    “Não queremos contaminar essa discussão com a liberação ou não da maconha. Estamos buscando uma forma de viabilizar [o uso] quando tiver fundamento.”
     
    Se a mudança for feita, deverá ter impactos na importação, na prescrição e no registro de medicamentos.
     
    Hoje, há dúvidas de médicos sobre se é possível prescrever a substância. Além disso, as importações de remédios com a substância podem ser facilitadas, já que hoje são tidas como uma exceção, demandando decisão judicial ou autorização da Anvisa.
     
    Em nota, o Conselho Federal de Medicina informa que atualmente realiza discussões sobre medicamentos derivados da maconha e deve enviar parecer à comissão que avalia o reconhecimento de novos tratamentos.
     
    Um estudo de revisão publicado pela USP de Ribeirão Preto em 2011 no “Current Drug Safety”, analisou 119 estudos feitos com canabidiol em humanos. Segundo o estudo, a droga é segura mesmo em doses mais altas.
     
    “Temos um preceito aqui na USP de experimentar primeiro qualquer composto dado a pessoas saudáveis”, diz José Alexandre Crippa, psiquiatra que comanda os estudos na USP. “Eu já tomei 600 mg de canabidiol e não senti nada”, diz. “Posso dizer que o composto é seguro.”
     
    A USP de Ribeirão Preto estuda o canabidiol desde os anos 1970. Em humanos, a droga já foi testada com efeitos benéficos para mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos de ansiedade e esquizofrenia. E, em ratos, houve resultados para epilepsia e transtorno de estresse pós-traumático.
     
    O CBD ganhou notoriedade no país após a família de Anny Fischer, 5, que sofre de uma forma grave de epilepsia, fazer campanha nacional para importar o medicamento. A família trazia o composto de forma ilegal dos EUA.
     
    Com um laudo médico da USP de Ribeirão Preto, que apontava os efeitos benéficos da droga à criança, entretanto, Anny conseguiu na Justiça o direito de importar e usar o canabidiol. A Anvisa auxiliou à família no processo de importação da droga, que chegou no começo do mês.
     
    Antes do canabidiol, Anny tinha até 80 convulsões por semana e não se alimentava. Segundo a família, hoje ela tem duas crises por mês e conseguiu ganhar peso.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS

    Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS

    A expectativa de vida no mundo aumentou em média seis anos entre 1990 e 2012 e a Espanha é o segundo país onde as mulheres vivem mais, segundo as estatísticas anuais da OMS (Organização Mundial da Saúde).
     
    Um homem nascido em 2012 pode viver até os 68 anos e uma mulher até os 73. Seis anos a mais que os nascidos em 1990.
     
    Independente do local do mundo em que nasçam, as mulheres sempre têm maior expectativa de vida que os homens.
     
    Nos países ricos a diferença é de seis anos e nos pobres de três anos.
     
    As que têm maior expectativa de vida são as mulheres que vivem no Japão, seguidas por Espanha, Suíça, Cingapura, Itália, França, Austrália, Coreia do Sul, Luxemburgo e Portugal.
     
    Quanto aos homens, os que podem esperar viver mais tempo são os de Islândia, Suíça, Austrália, Israel, Cingapura, Nova Zelândia, Itália, Japão, Suécia e Luxemburgo.
     
    O aumento mais expressivo foi registrado nos países pobres, com uma média de mais nove anos. Na Libéria passou de 42 a 62 anos, na Etiópia de 45 a 64 anos, nas Maldivas de 58 a 77, no Camboja de 54 a 72, em Timor Leste de 50 a 66 e em Ruanda de 48 a 65 anos.
     
    “Uma das principais razões que explica que a expectativa de vida tenha aumentado tanto é o fato de que morrem menos crianças antes dos cinco anos”, declarou a médica Margaret Chan, diretora-geral da OMS, enquanto outra é a diminuição do consumo do tabaco.
     
    Uma criança que nasce em 2012 em um país rico pode viver até os 76 anos, ou seja, 16 anos a mais que uma nascida no mesmo ano em um país pobre.
     
    A diferença é ainda maior entre as mulheres. Uma menina que nasce em um local pobre tem uma expectativa de vida de 63 anos, enquanto em um país rico pode viver até os 82.
     
    Segundo o médico Ties Boerma, diretor do serviço de estatísticas de saúde da OMS, “nos países ricos a expectativa de vida maior é explicada porque há menos homens e mulheres que morrem antes dos 60 anos por ataques ou doenças cardíacas”.
     
    De acordo com o relatório apresentado pela OMS, as três primeiras causas de morte prematura são as doenças coronárias, as infecções respiratórias do trato inferior e o acidente vascular cerebral. Também menciona a obesidade infantil como o aumento de risco de doenças prematuras.
     
    No outro lado da escala ainda existem nove países africanos com uma expectativa de vida inferior aos 55 anos tanto entre homens quanto entre as mulheres.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Superdose de sarampo modificado fez câncer desaparecer em estudo

    Superdose de sarampo modificado fez câncer desaparecer em estudo

    Vacina com o vírus foi aplicada em paciente com tumores na medula.
    Experiência foi descrita no periódico 'Mayo Clinic Proceedings'.
     
    Uma dose fortíssima do vírus do sarampo manipulada em laboratório eliminou pela primeira vez o câncer em uma paciente, informaram cientistas americanos esta semana.
     
    “Temos aqui um tratamento que você aplica uma vez e o efeito pode ser a remissão de longo prazo do câncer”, disse Stephen Russell, hematologista que codesenvolveu a terapia, descrita na edição desta semana do periódico “Mayo Clinic Proceedings”. “Acreditamos que possa se tornar uma cura de aplicação única”, prosseguiu.
     
    A paciente, de 49 anos, foi diagnosticada com um tipo de câncer na medula denominado mieloma múltiplo. Ela tinha um tumor na fronte e o câncer se espalhou pela medula espinhal. Ela recebeu uma dose intravenosa do vírus do sarampo, conhecido como MV-NIS, que é seletivamente tóxico às células de plasma do mieloma.
     
    Uma dose normal de vacina do sarampo contém 10 mil unidades infecciosas do vírus do sarampo. A dose neste estudo foi de 100 bilhões de unidades infecciosas. “Ela teve uma resposta notável”, disse Russell.
     
    Apesar de alguns efeitos colaterais precoces, como fortes dores de cabeça, o tumor na testa logo desapareceu e sua medula ficou limpa. Russell disse que sua remissão durou nove meses. Quando o tumor em sua fronte começou a reaparecer, os médicos o trataram com radioterapia local.
     
    Experiências
     
    Uma reportagem publicada no jornal “Minneapolis Star Tribune” noticiou que a mulher, agora com 50 anos, continua a gozar de boa saúde e espera que a visita ao seu médico, no mês que vêm mostre que ela ainda está livre do câncer.
     
    Uma segunda paciente acompanhada no estudo não se saiu tão bem. Ela tinha grandes tumores nas pernas e a terapia não conseguiu erradicá-los.
     
    No entanto, usando estudos de geração de imagem avançados, os médicos conseguiram rastrear o caminho do vírus do sarampo em seu corpo e descobriram que ele, na verdade, estava atacando as áreas onde os tumores estavam se desenvolvendo.
     
    As duas foram as primeiras estudadas na mais elevada dose possível do tratamento, que não funcionou em doses menores. As mulheres também tiveram uma exposição limitada ao sarampo no passado. Seus cânceres se espalharam a um ponto em que não tinham outras opções de tratamento.
     
    Em editorial que acompanha o artigo, escrito por John Bell, do Centro de Pesquisas Inovadoras sobre o Câncer do Instituto de Pesquisas do Hospital de Ottawa, no Canadá, informou que as evidências eram “convincentes”.
     
    “São resultados animadores que finalmente validam o potencial clínico deste tipo de tratamento. No entanto, há muita pesquisa a ser feita”, escreveu Bell.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cientistas criam exame de sangue que prevê partos prematuros

    Cientistas criam exame de sangue que prevê partos prematuros

    Especialistas canadenses desenvolveram um exame de sangue que pode prever as chances de uma mulher grávida, que sofre contrações antes do tempo, de ter um bebê prematuro.
     
    Cerca de 5% das mulheres que começam a ter contrações antes das 37 semanas de gravidez dão à luz em até 10 dias, afirmam os especialistas, em pesquisa publicada na revista científica PlosOne.
     
    Atualmente, mulheres com contrações antes da hora não têm formas confiáveis de saber se estão prestes a entrar em trabalho de parto ou se as contrações vão parar.
     
    Em algumas ocasiões, são realizados esfregaços vaginais, mas esses testes muitas vezes podem acusar resultados errados.
     
    O teste de sangue desenvolvido por pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Toronto, foi capaz de prever partos prematuros em 70% dos 150 casos analisados em um hospital na Austrália.
     
    O cientista Stephen Lye explica que o exame de sangue se baseia na busca por marcadores genéticos ligados ao parto.
     
    “Os dados indicam que marcadores no sangue de mulheres com contrações antes da hora são capazes de indicar as chances de elas darem à luz prematuramente ou não”, disse Lye.
     
    “Isso trará benefícios para as mães, para o bebê e para o sistema de saúde”, acrescentou.
     
    O exame será testado em um hospital em Toronto e deve estar disponível no mercado em cinco anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Brasil tem 1º caso de sucesso em terapia celular contra doença de Crohn

    Brasil tem 1º caso de sucesso em terapia celular contra doença de Crohn

    Um procedimento similar ao transplante de medula óssea para tratamento de linfoma conseguiu pela primeira vez no Brasil salvar uma paciente com doença de Crohn, transtorno autoimune que causa inflamação intestinal.
     
    O procedimento foi realizado por médicos da Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto (SP) após a paciente conseguir uma liminar autorizando o tratamento.
     
    O método, tecnicamente um transplante de células-tronco sanguíneas, ainda não foi aprovado por autoridades regulatórias brasileiras. Apesar disso, já esta sendo usado para casos mais graves da doença em hospitais nos Estados Unidos e Europa.
     
    Os médicos de Rio Preto afirmam que procuraram fazer o transplante de células-tronco nesse caso porque a paciente não reagiu bem a nenhum dos tratamentos disponíveis para a doença de Crohn, que é considerada um problema crônico, sem cura.
     
    “Ela já tinha sido submetida a uma retirada de parte do intestino fino e do grosso, já havia sido tratada com dois medicamentos diferentes e, quando chegou aqui, tentamos uma terceira alternativa de medicação”, conta Roberto Kaiser Jr., proctologista da Beneficência Portuguesa que a acompanhou. O que o levou a buscar uma alternativa foi uma reação alérgica à última droga, que fez a paciente sofrer parada respiratória.
     
    “Chegou um ponto em que a gente não tinha mais o que oferecer para ela”, diz o médico. Kaiser então procurou um hematologista do hospital, Milton Ruiz, que o apresentou a um médico do Memorial Hospital de Chicago, uma das instituições com mais experiência para o tratamento de células-tronco contra a doença de Crohn.
     
    O americano Richard Burt foi então a Rio Preto, onde ajudou Ruiz e Kaiser a estabelecerem um protocolo para o lidar com o caso.
     
    Antes de ser submetida ao transplante em outubro do ano passado, Giselle Idalgo, 29, situava-se entre os casos mais graves de Crohn.
     
    “Tive que parar de trabalhar, parar a faculdade, parar tudo”, conta. “Precisava de ajuda em casa até para pentear o cabelo e tomar banho, porque não tinha mais força.”
     
    Na fase mais crítica da doença, que avançava desde 2010, a paciente de 1,78 m chegou a pesar 35 kg. Após breve período de alívio antes de a medicação de último recurso provocar uma reação alérgica, ela voltou a sofrer dores abdominais, diarreia, sangramentos e náusea.
     
    Depois de submetida ao transplante -um processo que ao todo resultou em 40 dias de internação-, Giselle começou a melhorar progressivamente e, hoje, sem precisar tomar medicações, está fazendo cursinho e recuperou parte do peso.
     
    Ruiz compara o procedimento ao botão “reiniciar” de um computador. Um processo que estava funcionando mal no organismo pode ser corrigido, desde que retomado desde o início. A Beneficência Portuguesa diz agora que já está habilitada a repetir o procedimento, quando houver autorização judicial.
     
    Flávio Steinwurz, do hospital Albert Einstein de São Paulo, diz que são recentes as evidências clínicas de que o transplante pode beneficiar alguns pacientes de Crohn. O Einstein planeja agora um ensaio clínico para a técnica. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus

    EUA recomendam pílula anti-HIV para pessoas com risco de contrair o vírus

    Autoridades de saúde dos EUA lançaram hoje (14) diretrizes oficiais que recomendam que americanos com maior risco de contrair o HIV tomem uma pílula diária que previne a infecção pelo vírus.
     
    Caso seja seguida, a recomendação aumentaria em 50 vezes o número de prescrições do medicamento Truvada -de 10 mil por ano para 500 mil. A droga custa US$ 13 mil por ano, e a maioria das seguradoras de saúde no país cobrem o valor.
     
    As diretrizes dos CDCs (Centros de Controle de Doença e Prevenção) pedem que médicos considerem a prescrição da profilaxia pré-exposição para homens gays que fazem sexo sem preservativo, heterossexuais com parceiros de alto risco, como bissexuais e usuários de drogas injetáveis, pacientes que regularmente fazem sexo com alguém que esteja infectado e pessoas que compartilham agulhas ou usam drogas injetáveis.
     
    Em 2012, o órgão já havia recomendado, em diretrizes provisórias, que médicos considerassem a prescrição do Truvada para homens gays e para mulheres e homens heterossexuais com maior risco de contrair o vírus. Naquele ano, o governo americano aprovou a venda do Truvada como medida preventiva para homossexuais e homens bissexuais saudáveis com alto risco de contrair o HIV.
     
    Apesar de não haver garantias de que homens gays vão adotar a profilaxia, autoridades dizem que algo precisava ser feito, já que o uso da camisinha tem caído. Numa pesquisa recente, o número de homens gays que admitiram que fizeram sexo desprotegido recentemente subiu 20% de 2005 para 2011.
     
    O Truvada é o único antirretroviral aprovado para prevenir o HIV nos EUA. Ele é considerado relativamente seguro com poucos efeitos colaterais, como dor de cabeça, de estômago e perda de peso. Efeitos raros, mas sérios, incluem danos hepáticos e renais.
     
    Oficialmente, os CDCs estão endossando a profilaxia em conjunto com a camisinha. Mas autoridades de saúde dizem estar conscientes de que as pessoas vão parar de usar o preservativo, o que aumenta o risco de contrair outras doenças, como sífilis e gonorreia.
     
    Desde 2010, três estudos separados com o Truvada mostraram que, quando usado diariamente, pode reduzir bastante as chances de infecção. Isso se mostrou verdade para homens gays, casais heterossexuais e usuários de drogas injetáveis.
     
    As novas diretrizes dizem que as pessoas devem fazer um teste de HIV antes de usar a droga para prevenção, para se certificarem de que não estão infectadas. Os usuários da profilaxia devem ainda fazer o teste novamente a cada três meses para checar se ainda estão livres do vírus e de outras doenças sexualmente transmissíveis e se não estão desenvolvendo efeitos colaterais.
     
    Enquanto muitos especialistas em Aids endossam a profilaxia pré-exposição, a prática ainda não é comum entre os médicos.
     
    Uma pesquisa com 1.175 infectologistas nos EUA e no Canadá mostrou que 74% apoiavam o regime, mas apenas 9% realmente o prescreviam.
     
    Além disso, a profilaxia ainda não “pegou” entre homens gays, que ainda são o grupo de maior risco.
     
    BRASIL
     
    No Brasil, não há aprovação de medicamentos para a prevenção do HIV. O governo anunciou no ano passado que, neste ano, iniciaria um estudo de profilaxia pré-exposição para prevenir a transmissão do HIV entre grupos prioritários, que incluem gays, profissionais do sexo e usuários de drogas. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Depressão é a doença mais frequente na adolescência, alerta a OMS

    Depressão é a doença mais frequente na adolescência, alerta a OMS

    Relatório diz ainda que o mundo não dedica atenção à saúde dos jovens.
    Dados divulgados foram recolhidos em 109 países.
     
    A depressão é a principal causa de doença e de inaptidão entre os adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um documento que destaca que os três principais motivos de morte no mundo nesta faixa de idade: acidentes de trânsito, a Aids e o suicídio. Em 2012, 1,3 milhão de adolescentes morreram no mundo.
     
    Esta é a primeira vez que a agência das Nações Unidas publica um relatório completo sobre os problemas de saúde dos adolescentes. Para elaborar o documento, a organização utilizou dados fornecidos por 109 países.
     
    Os problemas nesta faixa de idade estão relacionados, com o cigarro, o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, a Aids, os transtornos mentais, a nutrição, a sexualidade e a violência. “O mundo não dedica atenção suficiente à saúde dos adolescentes”, declarou a médica Flavia Bustreo, subdiretora geral para a saúde das mulheres e das crianças na OMS.
     
    Os homens sofrem mais acidentes de trânsito que as mulheres, com uma taxa de mortalidade três vezes superior. A morte durante o parto é a segunda maior causa de mortalidade entre as jovens com idades entre 15 e 19 anos, depois do suicídio, segundo a OMS.
     
    Entre 10 e 14 anos, a diarreia e as infecções pulmonares representam a segunda e quarta causas de falecimento. O documento destaca ainda que pelo menos um adolescente em cada quatro não realizam exercícios físicos suficientes, pelo menos uma hora por dia, e que em alguns países um em cada três é obeso.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ANS anuncia nova suspensão de 161 planos de saúde de 36 operadoras

    ANS anuncia nova suspensão de 161 planos de saúde de 36 operadoras

    Punição é por descumprimento de prazos e negação de atendimento.
    Suspensões valem a partir desta sexta-feira (16), por três meses.
     
    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quarta-feira (14) a suspensão da venda, por três meses, de 161 planos de saúde administrados por 36 operadoras. As suspensões valem a partir desta sexta-feira (16).
     
    A medida foi tomada por descumprimento de prazos estabelecidos para atendimento médico e realização de exames e internações, além de negativas indevidas de cobertura. Veja todos os prazos máximos para atendimento na tabela abaixo, à esquerda.
     
    De acordo com a ANS, 26 operadoras do país continuam com a suspensão desde o ciclo anterior, divulgado em fevereiro, e 10 novas empresas entraram na lista – oito delas tiveram os planos suspensos pela primeira vez.
     
    Este é o 9° ciclo de monitoramento anunciado pela agência, que faz suspensões a cada três meses, há mais de dois anos. De acordo com a agência, as operadoras que apresentaram avanços no atendimento às reclamações dos consumidores podem voltar a comercializar seus planos. No ciclo atual, 21 operadoras foram totalmente e 16 parcialmente reativadas.
     
    Segundo as regras, são punidas com a suspensão das vendas todas as operadoras que atingiram, por dois trimestres consecutivos, um índice de reclamação superior a 75% da mediana do setor apurada pela ANS. A determinação dura três meses, até que um novo relatório seja divulgado.
     
    Além da proibição, é aplicada multa de R$ 80 mil por descumprimento da norma para cada reclamação comprovada. Se for um caso de urgência ou emergência, a multa sobe para R$ 100 mil.
     
    A suspensão das vendas feita pela agência, porém, não afeta o atendimento às pessoas que já usam os planos de saúde atingidos – apenas impede a inclusão de novos clientes. Segundo o órgão, o objetivo da suspensão não é simplesmente punir as operadoras, mas levá-las a oferecer produtos com maior qualidade.
     
    “Não dá para as operadoras se acomodarem, [pois] a metodologia busca a indução de mudança de comportamento. Nós temos feito fiscalização ativa: todas as operadoras montaram uma central fixa de monitoramento para [que seja feita] a fiscalização da ANS”, disse o presidente da agência, André Longo Araújo de Melo, em coletiva de imprensa realizada em Brasília pelo Ministério da Saúde e pela ANS.
     
    Neste ciclo, o órgão diz que as suspensões de planos são resultado de 13.079 reclamações recebidas entre 19 de dezembro de 2013 e 18 de março de 2014, a respeito de 513 operadoras. Desse total, a agência obteve 86,3% de resolução na mediação de conflitos entre consumidores e empresas, sem a necessidade de abertura de processos administrativos.
     
    “Temos que olhar para aquilo que não se resolveu, para poder indicar problemas importantes de ofertas de serviços, que merecem fiscalização intensa”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na coletiva.
     
    Como são as suspensões
     
    As supensões dos planos de saúde feitas pela ANS ocorrem com base em uma resolução normativa publicada em dezembro de 2011, que estabelece um prazo máximo para a marcação de exames, consultas e cirurgias. O período entre o agendamento e a consulta com um clínico geral, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de uma semana.
     
    Para verificar o cumprimento da resolução, a agência vem monitorando as operadoras por meio de reclamações feitas em seus canais de relacionamento. E, a cada três meses, publica um novo relatório.
     
    Em janeiro de 2013, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão de novos critérios para a suspensão de vendas por operadoras, como o caso em que os planos se negam a liberar o atendimento aos clientes, quando há irregularidades na exigência de carência e em situação de não pagamento de reembolsos.
     
    As reclamações devem ser solucionadas pelas operadoras em até cinco dias úteis, a partir do momento em que as queixas são registradas na agência. Na sequência, o consumidor tem até 10 dias úteis para informar se seu problema foi resolvido ou não.
     
    A agência diz que esse processo garante maior agilidade à resolução de eventuais problemas assistenciais que podem afetar os 50,3 milhões de consumidores de planos de assistência médica e 20,7 milhões de clientes de planos odontológicos no país.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Laboratórios britânicos fecham acordo sobre pesquisa em animais

    Laboratórios britânicos fecham acordo sobre pesquisa em animais

    Empresas da área médica vão divulgar mais dados de testes com animais.
    Acordo sobre transparência foi divulgado nesta quarta-feira.
     
    Mais de 70 instituições da área médica com atuação na Grã-Bretanha, incluindo grandes empresas farmacêuticas como Pfizer, GlaxoSmithKline e AstraZeneca, assinaram um compromisso para serem mais abertas sobre o uso de animais em experimentos científicos.
     
    O Acordo sobre Transparência em Pesquisa Animal foi publicado nesta quarta-feira (14) após longas negociações entre cientistas, universidades, ONGs médicas, companhias farmacêuticas, jornalistas e pessoas do público geral.
     
    O acordo cobre atividades apenas na Grã-Bretanha, mas foi assinado por 72 organizações britânicas e internacionais, como a norte-americana Pfizer – a qual busca comprar a AstraZeneca.
     
    “Este amplo apoio por abertura demonstra a mudança de atitude que temos visto no setor de ciências da vida nos últimos anos”, disse Geoff Watts, que presidiu o grupo coordenador que esboçou o acordo.
     
    Apoio com restrições
     
    Os britânicos de modo geral apoiam amplamente o uso de animais em experimentos, mas com condições estritas e apenas quando não há alternativa.
     
    Uma pesquisa Ipsos MORI conduzida em 2012 descobriu que cerca de 80% das pessoas questionadas sobre “condições de aceitação” para o uso de animais em pesquisas científicas aprovaram a prática para propósitos médicos, sob boas condições.
     
    Mas cerca de 20% dos britânicos estavam insatisfeitos com o uso de animais em pesquisas. Muitos disseram que gostariam de saber mais sobre o que acontece em laboratórios onde os experimentos são conduzidos. Cerca de 4 milhões de experimentos foram realizados em animais na Grã-Bretanha em 2012, a vasta maioria (74%) em ratos.
     
    O acordo obriga os signatários a “serem mais claros sobre quando, como e por quê” animais são usados, e melhorar as comunicações com a imprensa e o público sobre tais trabalhos.
     
    Há também o compromisso de serem “proativos no fornecimento de oportunidades para o público tomar conhecimento sobre pesquisas que utilizam animais”, e relatarem a cada ano o progresso e as experiências.
     
    A lei da Grã-Bretanha obriga os novos tratamentos médicos a serem testados em animais antes de seguirem para testes em humanos.
     
    Fonte: G1 Saúde