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  • Quase 40% das jovens brasileiras nunca ou quase nunca usam camisinha

    Quase 40% das jovens brasileiras nunca ou quase nunca usam camisinha

    Uma pesquisa feita em todo o país e divulgada nesta quarta-feira (26) mostra que 38,2% das jovens de 14 a 25 anos nunca ou quase nunca usam camisinha. Entre os homens da mesma faixa etária, a proporção é de 29,6%. Considerando ambos os sexos, 34% negligenciam o uso de preservativo. 
     
    Os dados são do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa contou com 4.600 pessoas com 14 anos ou mais de 149 municípios brasileiros. As entrevistas consideraram o uso no ano anterior às entrevistas, feitas em 2012. 
     
    Do total de entrevistados, apenas 12% já doou sangue ou realizou exame de HIV. E 0,1% se declarou portador do vírus. 
     
    Gravidez
     
    O levantamento também mostra que 32% das adolescentes entre 14 e 20 anos já engravidaram. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), essa faixa etária faz a gravidez ser considerada precoce. De acordo com o 2º Lenad, 2% dos rapazes com 20 anos ou menos já são pais. 
     
    O levantamento ainda apurou a incidência de interrupção da gravidez, tanto natural quanto por aborto. Do total de entrevistadas, 12,4% das jovens de 14 a 20 anos tiveram uma gestação interrompida. Entre mulheres de 20 a 25 anos, 14,8% tiveram a gestação interrompida. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • USP São Carlos desenvolve sistema que detecta dengue em 20 minutos

    USP São Carlos desenvolve sistema que detecta dengue em 20 minutos

    Diagnóstico de pacientes tem redução de 4 dias com o novo sistema.
    Objetivo é disponibilizar biosensor em postos de saúde dos municípios.
     
    Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, pode trazer agilidade no diagnóstico da dengue. Por meio de um exame de sangue do paciente, o sistema consegue identificar a doença no estágio inicial e informa o resultado em 20 minutos. Outro benefício é que o método amplia a chance de disponibilizar os kits de exame em postos de saúde dos municípios. O biosensor será produzido por uma empresa de biociência em São José do Rio Preto. O custo estimado deve ser de R$ 100.
     
    Foi em um ovo de galinha que pesquisadores encontraram uma forma rápida de identificar a doença. Em laboratório eles produziram o anticorpo NS1 por meio de uma proteína eliminada pelo vírus da dengue. O plasma e o anticorpo vão para um medidor de dengue, aparelho criado pelo Instituto de Física da universidade. O equipamento possui uma pequena película feita com ouro, material que não enferruja e que é mais sensível para identificar a doença.
     
    “A gente utiliza como receptor o anticorpo de reconhecimento da proteína produzido em galinha. Já no paciente, a substância é um marcador que entra em contato com o plasma, a parte branca do sangue com suspeita da doença”, explicou o pesquisador Nirton Vieira.
     
    Exame
     
    Para descobrir o vírus da doença, o exame convencional só pode ser feito depois do sétimo dia que os sintomas apareceram, por causa do período que o organismo começa a apresentar defesa. Depois de feito, o exame demora em média de três dias a uma semana para identificar o anticorpo em um estágio que, muitas vezes, já está avançado. Com o novo biosensor o diagnóstico sai mais rápido, a partir do terceiro dia de sintoma da doença.
     
    Depois de passar por um circuito elétrico, o exame sai em um gráfico.  Quando a curva oscila para baixo significa que o paciente está com dengue. Segundo o pesquisador Francisco Guimarães, o método é eficiente principalmente para prevenir os casos mais graves da doença.
     
    “Os médicos podem tomar atitude rápida para evitar complicações como a dengue hemorrágica e até a morte do paciente”, alertou.
     
    O aparelho pode ficar até quatro vezes menor que o protótipo desenvolvido. Os primeiros testes em pessoas já começaram a ser feito.  Para o médico sanitarista da Unesp, Rodolpho Telarolli, a diferença é grande.
     
    “Os sangues são coletados e mandados para alguns laboratórios do Adolfo Lutz em algumas regiões do estado. Espero que o novo tipo de exame possa ser feito na rede pública, porque o custo é bem menor que os testes usuais e dá resultados mais rápidos, o que possibilita estar presente em todos os municípios”, indicou.
     
    Vítima
     
    Leme teve epidemia de dengue no ano passado. O auxiliar de serviços gerais Adão Aparecido Donizete foi uma das vítimas da doença. “Demorou uma semana para eu saber o que realmente tinha. Um teste mais rápido poderia ter evitado tanto sofrimento. Acredito que vai ajudar bastante para já saber qual o tratamento correto”, disse.
     
    Região
     
    Segundo os dados das Vigilâncias Epidemiológicas da região, a cidade com maior número de casos da doença é Casa Branca, são 788 registros. O município vive epidemia, assim como Boa Esperança do Sul, que já tem 512 casos. Araraquara possui 83 e São Carlos 20 casos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Canadá detecta caso com sintomas semelhantes ao ebola

    Canadá detecta caso com sintomas semelhantes ao ebola

    Uma pessoa que apresenta sintomas de febre hemorrágica, semelhantes aos provocados pelo vírus ebola, foi hospitalizada no Canadá pouco depois de ter regressado da África Ocidental, informaram os serviços de saúde canadenses.
     
    O paciente regressou recentemente dos países em que se registram casos de ebola, como a Libéria, afirmou Denise Werker, diretora adjunta dos Serviços de Saúde da província de Saskatchewan (no oeste do Canadá).
     
    “Tudo o que sabemos a essa altura é que temos uma pessoa extremamente doente e que se deslocou a um desses países onde a doença foi detectada”,  explicou a diretora em entrevista divulgada pela televisão. Werker referiu-se aos casos de morte por febre hemorrágica na África.
     
    Nesta terça-feira (25), os serviços de saúde da Libéria indicaram a existência de seis casos suspeitos de ebola, que provocaram a morte de cinco pessoas. Mais 87 casos foram detectados na Guiné Conacri.
     
    A diretora canadense informou que o paciente internado está “em situação de isolamento” e as pessoas com quem convive estão de quarentena e já foram submetidas a análises.
     
    A pessoa internada desenvolveu sintomas depois de ter chegado ao Canadá, o que significa que não ocorreu o perigo de contágio no avião em que viajou, pois o período de incubação não provoca risco de epidemia. Ela destacou que os riscos de contágio ocorrem pelo sangue e pelas secreções corporais.
     
    Sem ter garantido que se trata do vírus ebola, pois espera ainda o resultado das análises, Denise lembrou que os sintomas são idênticos: febre forte e sangue na boca.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo nega que cigarros eletrônicos ajudem a deixar de fumar

    Estudo nega que cigarros eletrônicos ajudem a deixar de fumar

    Um estudo científico divulgado nesta segunda-feira (25) nega que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado a maiores taxas de abandono do tabaco ou a reduções de seu consumo.

    O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco e publicado na revista JAMA Internal Medicine, rejeita uma vinculação entre o consumo dos cigarros eletrônicos e o do tabaco convencional.
     
    As autoras do estudo analisaram os dados de 949 fumantes, 88 dos quais eram também fumantes de cigarros eletrônicos, para determinar se estes dispositivos que não têm tabaco e nos quais se inala nicotina líquida e outros produtos químicos vaporizados influem no consumo de tabaco.
     
    O baixo número de usuários destes dispositivos que participaram do estudo pode ter afetado à capacidade das pesquisadoras de encontrar uma associação entre o uso de cigarros eletrônicos e o abandono do tabagismo, reconhecem as autoras no estudo.
     
    Os cigarros eletrônicos são promovidos como uma ferramenta para deixar de fumar e foram realizadas diferentes pesquisas sobre sua efetividade, mas os resultados são contraditórios.
     
    O estudo da Universidade da Califórnia concluiu que o uso de cigarros eletrônicos não estava relacionado com o abandono do tabagismo nem com uma mudança no consumo de tabaco, um ano após começar a utilizar estes dispositivos.
     
    Além disso, a pesquisa destaca que as mulheres, os jovens e as pessoas com menores níveis de educação são os setores da população que mais utilizam os cigarros eletrônicos.
     
    “Infelizmente, a evidência de se os cigarros eletrônicos ajudam os fumantes a deixar de fumar é contraditória e pouco conclusiva”, explicou o subdiretor da JAMA Internal Medicine, Mitchell H. Katz, em comunicado.
     
    Katz acrescentou que Rachel Grana, a diretora do estudo, e suas colegas “aumentam o peso das provas que indicam que os cigarros eletrônicos não estão associados a maiores taxas de abandono do hábito de fumar”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Três milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose, alerta OMS

    Três milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose, alerta OMS

    Mais de 3 milhões de pessoas ignoram que estão infectadas com o bacilo da tuberculose, alertou nesta quinta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Alcancemos os 3 milhões” é o lema da campanha da OMS para conscientizar da importância da tuberculose no Dia Mundial desta doença, lembrado na próxima segunda-feira, 24 de março.
     
    “Estimamos que anualmente se dão entre 8,6 e 9 milhões de casos de tuberculose. Os sistemas de saúde dos países nos notificam (à OMS) cerca de 6 milhões, isso quer dizer que outros 3 milhões ficam sem diagnóstico”, informou em entrevista coletiva Mario Raviglione, diretor do departamento dedicado à doença na OMS.
     
    Mas, além disso, dos 6 milhões detectados se estima que aproximadamente entre 450 mil e 500 mil são casos de tuberculose multirresistente (MDR-TB, na sigla em inglês).
     
    Desses 500 mil, “apenas” cerca de 90 mil se diagnosticam, “o que é muito alarmante porque é um número muito baixo”, alertou o especialista.
     
    A OMS declarou no ano passado que a MDR-TB era uma “crise” da saúde e deveria ser tratado “imediatamente”, segundo Raviglione.
     
    Por isso, a organização aplicou em 27 países em desenvolvimento o programa Expand TB, para melhorar as técnicas de detecção e diagnoses da doença em geral e da multirresistente em particular.
     
    Diagnóstico rápido
     
    O programa permite que o diagnóstico seja feito em duas horas, que em vez de demorar dois meses como ocorre em muitos países, especialmente os mais pobres, que contam apenas com um laboratório central ou que inclusive têm que mandar as mostras a outra nação.
     
    Segundo os primeiros resultados, nos países onde o projeto foi iniciado, o número de casos detectados triplicou.
     
    “Sem diagnoses, a medicina é cega. O projeto Expand TB é crucial para aumentar a capacidade de detectar tuberculose multirresistente”, assinalou, por sua vez, Catherina Boehme, diretora-executiva de FIND's, uma ONG que participa do projeto.
     
    Os 27 países onde se aplica o programa contam com 40% dos casos estimados de tuberculose multirresistente no mundo.
     
    Até o momento, o projeto ofereceu “enormes resultados”, dado que mais do 30% dos casos de MDR-TB detectados no mundo em 2012 foram graças à Expand TB.
     
    De fato, de 2009 a 2013 triplicou o número de casos detectados de tuberculose multirresistente nos 27 países onde se aplica o projeto.
     
    Na Índia, graças ao projeto foram detectados 90% dos casos de tuberculose multirresistente.
     
    Diante do sucesso, a OMS solicita à comunidade internacional mais fundos para financiar o projeto em sua estrutura atual de 92 laboratórios, e poder expandi-lo para conseguir o objetivo de alcançar os 3 milhões de casos no mundo que ficam sem diagnóstico.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Antiviral reduziu em 25% risco de óbito por gripe H1N1

    Antiviral reduziu em 25% risco de óbito por gripe H1N1

    O tratamento com antivirais do tipo Tamiflu (nome comercial do oseltamivir) reduziu em 25% o risco de óbito nos adultos hospitalizados durante o surto de gripe A (H1N1) no período 2009-2010, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (19).
     
    Divulgado na revista médica britânica The Lancet Respiratory, a meta-análise (análise de uma série de estudos) mostra que o Tamiflu foi considerado ainda mais eficaz – com um risco de falecimento reduzido em 50% – quando era ministrado nos dois dias que se seguiam à aparição dos sintomas da gripe.
     
    Em contrapartida, passados esses dois dias, cada dia de atraso no início do tratamento aumentou em 20% o risco de óbito, alertaram os autores do estudo.
     
    Os pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, investigaram mais de 29 mil pacientes originários de 38 países, hospitalizados entre 2 de janeiro de 2009 e 14 de março de 2011 com confirmação ou suspeita de contaminação por vírus A (H1N1).
     
    Embora a sobrevida com o uso do Tamiflu tenha sido de 25% nos adultos, incluindo mulheres grávidas e pacientes em reanimação por sintomas graves, nenhuma redução “significativa” da mortalidade foi observada em menores de 16 anos.
     
    Considerado o tratamento antiviral básico contra a gripe, o Tamiflu é produzido pelo grupo farmacêutico suíço Roche, que financiou o estudo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Reclamação de plano de saúde pode ser seguida online a partir desta quarta

    Reclamação de plano de saúde pode ser seguida online a partir desta quarta

    A partir desta quarta-feira (19), consumidores que registrarem reclamações sobre planos de saúde nos canais de relacionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) poderão acompanhar o andamento de suas queixas pelo site do órgão.
     
    A consulta poderá ser feita na seção Acompanhamento de Solicitações, dentro do Espaço do Consumidor.
     
    O cliente conseguirá acessar todos os documentos referentes à demanda, como pareceres da agência e respostas das operadoras.
     
    Os consumidores podem registrar reclamações sobre planos de saúde no site da ANS, por telefone (0800-701-9656) ou em postos de atendimento. 
     
    Ampliação do serviço de mediação de conflitos
     
    Também a partir desta quarta, a agência vai passar a tratar mais demandas por meio da chamada mediação de conflitos. Esse tratamento permite que as queixas sejam resolvidas mais rapidamente do que por meio de processos administrativos, por exemplo.
     
    Na mediação de conflitos, depois que o cliente entra em contato com a agência, a operadora é notificada eletronicamente sobre a queixa. A partir do primeiro dia útil seguinte ao recebimento da notificação, a empresa tem um prazo para resolver o problema.
     
    Se o problema for resolvido dentro do prazo, a demanda é encerrada. Caso não seja dada uma solução, a ANS inicia uma apuração que pode resultar em abertura de processo administrativo ou aplicação de multa contra a operadora, o que geralmente demora mais.
     
    Até agora, a mediação era usada apenas no caso de queixas de natureza assistencial, como descumprimento de prazos máximos para agendamento de consultas, exames e cirurgias, negativa de autorização para realização de procedimentos e dificuldades para recebimento de reembolso.
     
    A partir desta quarta-feira, reclamações de problemas não assistenciais também serão tratadas dessa forma. Entre os problemas não assistenciais estão, por exemplo, reajustes indevidos, quebra de contratos e alteração de rede credenciada.
     
    O prazo para as operadoras resolverem os problemas pela mediação, antes que o caso vá para o âmbito administrativo, é de cinco dias úteis, no caso de problemas assistenciais, e de dez dias, no caso dos não assistenciais.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Nova tomografia desenvolvida pela USP complementa cateterismo em exames

    Nova tomografia desenvolvida pela USP complementa cateterismo em exames

    Uma nova tecnologia de imagem em tomografias pode revolucionar o processo de acompanhamento médico de hipertensão arterial pulmonar (HAP). Em estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o médico André Hovnanian mostrou que a utilização da chamada tomografia de impedância elétrica (TIE) permite detectar a gravidade e o prognóstico da doença de forma não-invasiva.
     
    A tese de doutorado de Hovnanian buscou comparar os resultados de dois processos de diagnóstico de hipertensão arterial pulmonar, o cateterismo e a tomografia de impedância elétrica. Os resultados, ainda não publicados, são inéditos na literatura médica e apontam uma forte correlação entre as medidas obtidas pela TIE e os parâmetros hemodinâmicos coletados nos exames de cateterismo.
     
    Tecnologia pode revolucionar 
     
    A grande vantagem da tomografia em questão é sua característica não-invasiva. No cateterismo, exame que hoje fornece os dados mais completos e precisos da doença, um tubo (cateter) é inserido no lado direito do coração, através de uma veia no pescoço, até atingir a circulação pulmonar.
     
    “O cateterismo, apesar de muito eficaz, possui alguns efeitos negativos: por ser invasivo, está associado a riscos, sendo motivo de grande apreensão por parte dos pacientes”.
     
    A tomografia de impedância elétrica vem sendo desenvolvida há cerca de dez anos poe intermédio de uma parceria entre a disciplina de pneumologia da FMUSP, a Escola Politécnica (EP) e o Instituto de Matemática e Estatística (IME), ambos da USP, sob coordenação do professor Marcelo Amato.
     
    O aparelho, que realiza a medição de um elemento físico chamado impedância, consiste em uma faixa de eletrodos colocada ao redor do peito do paciente que fica acoplada à máquina. “O dispositivo permite, sem usar radiação e sem invasões, mostrar a situação do pulmão em tempo real”.
     
    Na pesquisa, 43 pacientes adultos do Ambulatório de Hipertensão Pulmonar do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, tiveram seus exames de TIE e cateterismo comparados simultaneamente. Desse número, 35 já apresentavam diagnóstico da doença e tiveram piora no quadro, e oito tinham suspeitas de hipertensão arterial pulmonar.
     
    “Os pacientes possuÍam o mesmo perfil demográfico e hemodinâmico daqueles encontrados nos registros internacionais, o que trouxe mais consistência e capacidade de generalização ao estudo”.
     
    Próximas etapas
     
     O pesquisador ressalta que a correlação entre o valor de impedância elétrica medido pelo tomógrafo e o desempenho do coração medido pelo cateterismo é muito forte, o que possibilita “uma análise melhorada da gravidade e sobrevida dos pacientes”. Para ele, esses resultados podem trazer um avanço na estruturação da abordagem dessa doença, já que “o acompanhamento desses pacientes de forma não-invasiva pode se tornar uma realidade”.
     
    Segundo Hovnanian, o próximo passo é melhorar a resolução espacial da imagem e analisar sua capacidade diagnóstica em HAP. “Se conseguirmos tornar a imagem do tomógrafo mais nítida, teremos uma possível alternativa ao cateterismo”.
     
    O médico aponta ainda a diferença de custos entre os dois processos. A tomografia de impedância elétrica (TIE) possui um custo muito menor aos hospitais e clínicas do que as aplicações de cateterismo. “Com estudos mais avançados e após a entrada da tecnologia no mercado, em 5 a 10 anos poderemos ter esse método consolidado na prática médica”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa

    Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa

    A falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.
     
    Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience.
     
    Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar “compensar” as horas de sono perdidas.
     
    Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.
     
    O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.
     
    Análise
     
    Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.
     
    Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos – três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia – o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.
     
    Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.
     
    Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.
     
    Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, “nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível”.
     
    “Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos”.
     
    Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post-mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais.
     
    A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono.
     
    Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos.
     
    “Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental”, disse Piggins.
     
    “Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem estar.”
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Ministério anuncia redução de 80% de casos de dengue no 1º bimestre

    Ministério anuncia redução de 80% de casos de dengue no 1º bimestre

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (18), a redução de 80% dos casos de dengue nos primeiros dois meses no Brasil. Ao todo foram registrados 87 mil notificações de casos da doença entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 427 mil no mesmo período de 2013.
     
    Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o balanço ainda não permite comemorações, já que o verão está acabando, mas 90% dos casos de dengue registrados no país todos os anos ocorrem entre janeiro e maio.
     
    O balanço também revelou outros dados positivos para a prevenção da doença, dentre eles a redução de 95% dos casos de mortes por dengue no primeiro bimestre. O número de casos graves também caiu 84% em comparação ao ano passado. Segundo a pasta, todas as regiões brasileiras tiveram queda no números de casos nesse período.
     
    De acordo com os dados do ministério, a região Região Sudeste obteve a maior redução no número de casos, de 232,5 mil notificações em 2013 para 36,9 mil neste ano. O Centro-Oeste passou de 122,8 mil registros no ano passado para 28,2 mil em 2014.
     
    Já o Nordeste teve queda de 29,6 mil casos em 2013 para 7,9 mil neste ano. O ministério apontou também que a Região Norte reduziu o número de casos de 22,3 mil no ano passado para 6,9 mil. A região Sul, que em 2013 registrou 20,3 mil casos, só teve 6,9 mil notificações neste ano.
     
    Chioro avalia a redução como positiva, mas reitera que as ações de combate não devem parar. “Os resultados são algo a comemorar, mas isso não significa que podemos baixar a guarda. Não podemos deixar de fazer esse trabalho de prevenção, pois se isso acontecer podemos inverter os bons resultados que tivemos até aqui”, declara.
     
    Concentração dos casos de dengue
     
    Dez estados brasileiros concentram 86% dos casos de dengue registrados em todo o país – Goiás (22.850), São Paulo (16.147), Minas Gerais (14.089), Paraná (6.851), Espírito Santo (4.093), Rio de Janeiro (2.608), Mato Grosso (2.208), Tocantins (2.122), Ceará (2.082) e Amazonas (1.991).
     
    As cidades com o maior número de casos da doença são: Goiânia (GO), com 6.089; Luziânia (GO), com 2.888; Aparecida de Goiânia (GO), com 1.838; Campinas (SP), com 1.739; Americana (SP), com 1.692; Belo Horizonte (MG), com 1.647; Maringá (PR), com 1.540; São Paulo (SP), com 1.536; Brasília (DF), com 1.483 e Campo Belo (MG), com 1.410.
     
    Ainda segundo o levantamento, 321 municípios estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. O percentual de cidades em situação de risco chega a 22% do total. Em 2013, o índice era 27%. Os dados fazem parte do Liraa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) que teve neste ano participação de 1.459 municípios – 48% a mais que na edição de 2013.
     
    Fonte: Uol Saúde