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  • Farmanguinhos obtém registro de dois medicamentos estratégicos para o SUS

    Farmanguinhos obtém registro de dois medicamentos estratégicos para o SUS

    O Instituto de Tecnologia de Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Instituto Oswaldo Cruz obteve registros de dois medicamentos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS): um antirretroviral que associa dois princípios ativos em um único comprimido e é empregado no combate à Aids; e outro para tratamento do excesso de hormônio feminino prolactina, responsável pelo estímulo à produção de leite.
     
    Os dois medicamentos vão atender às necessidades do SUS. O antirretroviral do tipo 2 em 1 combina o fumarato de tenofovir desoproxila com a lamivudina, cada substância com 300 miligramas (mg) na composição. Já o cabergolina, indicado para o tratamento da hiperprolactinemia, tem apresentação de 0,5 mg. Os registros dos dois medicamentos foram publicados no Diário Oficial da União de segunda-feira (31).
     
    A produção dos dois medicamentos é fruto de parcerias de desenvolvimento produtivo pelas quais, enquanto o Farmanguinhos recebe a tecnologia de produção dos medicamentos, uma empresa farmoquímica nacional adquire a tecnologia para a produção do insumo farmacêutico ativo.
     
    A parceria é considerada pela coordenadora de Desenvolvimento Tecnológico de Farmanguinhos, Kátia Miriam, como estratégica para o fortalecimento do setor. No caso do antirretroviral, a pesquisadora disse que a formulação, chamada dose fixa combinada, traz dois grandes benefícios: “Além de melhorar a adesão, já que se trata de dois fármacos em um único comprimido, o custo é mais baixo”.
     
    O antirretroviral será fabricado pela própria Farmanguinhos em parceria com a empresa Blanver. Na avaliação da gerente do projeto de transferência de tecnologia, Maristela Rezende, a produção do 2 em 1 na Farmanguinhos, além de garantir o fornecimento do medicamento para a rede pública de saúde, poderá propiciar uma economia de cerca de R$ 215 milhões aos cofres públicos, ao longo dos cinco anos do acordo.
     
    A produção do cabergolina, por sua vez, resulta de uma parceria de desenvolvimento produtivo envolvendo a Fundação Baiana de Pesquisa Científica, Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), pela qual cada instituto atenderá à metade da demanda nacional. Além de tornar disponível o medicamento na rede pública, a iniciativa contribuirá para descentralizar a produção da indústria farmacêutica para o Nordeste.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Critério para aceitar doação de sangue varia em relação a parceiros sexuais

    Critério para aceitar doação de sangue varia em relação a parceiros sexuais

    Quando uma pessoa vai doar sangue, passa por uma entrevista e responde a perguntas íntimas, como o número de parceiros sexuais com que se relacionou nos últimos meses. Essa medida é determinada pelo Ministério da Saúde e tomada para diminuir ao máximo os riscos de doenças transmitidas para quem receberá o sangue durante a transfusão. Mas os critérios para considerar um candidato apto ou não a doar podem variar nos centros de coleta do país, conforme consulta feita pelo UOL.
     
    Um doador que pode ser considerado apto em Minas Gerais, por exemplo, pode ser barrado no Paraná. Foi por essa situação que Bruno Vangel e um casal de amigos, que prefere não se identificar, passaram ao se candidatarem recentemente à doação de sangue no Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina.
     
    O casal, atendido primeiro, passou pela triagem realizada pela médica do hemocentro. De acordo com eles, entre outras perguntas, ambos tiveram que responder se estavam em um relacionamento estável. A resposta foi afirmativa e o casal foi considerado apto para o procedimento.
     
    Com Vangel, no entanto, a situação foi um pouco diferente. Doador de sangue há quase 10 anos, já sabia das condições para doar e se sentia preparado para a coleta. Durante a triagem, a médica perguntou se ele tinha parceira fixa e a resposta foi negativa. Em seguida, questionou se havia tido mais de uma parceira no ano passado. A resposta, nesse caso, foi positiva. Logo em seguida, a médica informou que ele estava inapto para realizar a doação.
     
    Indignado, Vangel questionou a recusa. “A responsável pela triagem me informou que apenas pessoas com parceiros fixos no último ano estariam aptos para a doação. Eu ainda questionei se o número de doadores havia caído, mas ela informou que não, pois a maior parte das pessoas que doam seriam casadas ou possuiriam parceiros fixos”, relata.
     
    O casal que acompanhava Vangel se sentiu incomodado com o critério – afinal, eles estão juntos há apenas quatro meses e, no ano passado, também poderiam ter tido mais de um parceiro. No entanto, isso não foi levado em consideração. Um deles, inclusive, dividiu com a médica a insegurança de ter alguma doença infecciosa, já que havia terminado um casamento recentemente e não tinha certeza se havia sido traído. A médica, ainda assim, o considerou apto.
     
    Tânia Anegawa, diretora do Hemocentro em Londrina, explica que cada instituição tem seu manual de normas e estabelece a quantidade de parceiros considerada de risco para cada doador. “No caso do nosso hemocentro, consideramos que mais de dois parceiros sexuais no período de seis meses torna o indivíduo inapto temporariamente”, esclarece.
     
    Vangel foi considerado inapto em Londrina, mas seria aceito no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul (Hemorgs), de Porto Alegre, e na Fundação Hemocentro de Brasília, por exemplo, caso tivesse tido menos de três parceiros sexuais no período de 12 meses.
     
    Já no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), em Curitiba, o candidato que tiver mais de dois parceiros diferentes nos últimos doze meses é considerado inapto temporariamente. Ainda há a ressalva de que a pessoa deve estar com o mesmo parceiro há, no mínimo, seis meses.
     
    O Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), em Salvador, e o Instituto Brasileiro de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), no Rio de Janeiro, não se baseiam em um número fixo para a quantidade de parceiros. Ambos afirmam utilizar uma triagem rigorosa e, a partir das perguntas e detalhes de cada situação, tornam um candidato apto ou não para a doação.
     
    Por meio de sua assessoria de imprensa, a Fundação Pró-Sangue – Hemocentro de São Paulo, em São Paulo, declarou que prefere não divulgar a quantidade de parceiros ocasionais permitidos, pois pode induzir os candidatos a mentirem durante a triagem. Para eles, é uma questão de segurança que a seleção seja realizada de forma criteriosa e aprofundada.
     
    Legislação e variações
     
    A Portaria 2.712 do Ministério da Saúde, publicada em novembro de 2013, que estabelece os serviços de hemoterapia, torna inapto para doação de sangue, por 12 meses, o candidato que tenha se exposto a determinadas situações, como pessoas que tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas; que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos; e homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com as parceiras sexuais destes.
     
    No entanto, a portaria não especifica o número parceiros sexuais por período que é considerado comportamento de risco, explica Sandra Garcia Bueno, psicóloga e responsável pelo núcleo de doadores no Hemorgs, em Porto Alegre (RS). Durante a triagem, o médico responsável precisa investigar o passado desse doador e, assim, julgá-lo apto ou não a doação.
     
    A falta de determinação da quantidade de parceiros gera algumas falhas no sistema de triagem, opina Fausto Trigo, médico hematologista e hemoterapeuta. Para ele, a partir do momento que cada instituição faz sua interpretação sobre o que é comportamento de risco, não há uniformidade na triagem como um sistema. “A legislação brasileira é muito boa, mas alguns pontos polêmicos não são estabelecidos e precisariam ser padronizados. Uniformidade gera esclarecimento”, opina Trigo.
     
    O hematologista considera que o fato de não ter relacionamento estável coloca o candidato numa situação de risco, mas lembra que isso é relativo: “Caso a pessoa seja casada, mas tenha amantes, por exemplo, ela possui um comportamento de risco”.
     
    Já Tânia Anegawa também ressalta que essa liberdade é necessária para que cada unidade adapte a quantidade de parceiros à realidade de cada região brasileira. Essa é uma estratégia, segundo ela, para não reduzir a quantidade de doadores em todo o país.
     
    Janela imunológica
     
    O fator que leva os centros de coleta a questionarem ao status de relacionamento do doador nos meses anteriores à coleta é a janela imunológica. Essa expressão se refere ao período que o organismo leva, a partir de uma infecção, para produzir anticorpos. É por meio deles, no exame de sangue, que se identifica a doença em um paciente.
     
    A diretora do Hemocentro de Londrina acredita que seis meses são suficientes para que eventuais vírus contraídos já tenham se manifestado e possam ser identificados nos exames a que todo sangue coletado é submetido. Mas Trigo ressalta que as janelas imunológicas são variadas para cada tipo de doença.
     
    O uso de preservativo também é algo considerado questionável nos centros de coleta pesquisados pela reportagem. Todos eles consideram que relações com preservativo também são consideradas de risco.
     
    Apesar do uso da camisinha ser estimulado em campanhas de sexo seguro, Anegawa explica que a forma como o preservativo é usado pode ser considerada inadequada. “O uso é questionável porque nem todo mundo coloca a camisinha durante o coito. E nesse momento, já pode haver a contaminação”.
     
    Doações no país
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, são coletadas no Brasil cerca de 3,6 milhões de bolsas por ano, o que corresponde ao índice de 1,8% do parâmetro estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, o Ministério da Saúde trabalha para chegar ao índice de 3%.
     
    Em 2012, com mudança da idade mínima para doação de 18 para 16 anos (com autorização do responsável) e em 2013, da idade máxima de 67 a 69, houve a abertura para 8,7 milhões novos voluntários. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     

     

  • A volta do vírus mais letal

    A volta do vírus mais letal

    O surto do misterioso e letal vírus Ebola que já matou 78 pessoas na Guiné é “sem precedentes”, segundo um especialista da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que trabalha na região.
     
    De acordo com o profissional, o surgimento de focos em diferentes locais do país torna o controle da disseminação muito complicado.
     
    Na última sexta-feira, o vírus chegou à capital, Conacry, uma cidade com dois milhões de habitantes.
     
    É a primeira vez, desde que o vírus foi identificado, em 1976, que o Ebola chega a uma cidade desse porte.
     
    O Ebola provoca uma grave febre hemorrágica que mata em poucos dias, às vezes em algumas horas. Trata-se do agente infeccioso mais letal já enfrentado pelo homem.
     
    Sua letalidade pode chegar assustadores 90%.
     
    No caso desta epidemia, a mortalidade está na casa dos 60% — um percentual, ainda assim, extremamente alto.
     
    — Estamos enfrentando uma epidemia de magnitude nunca vista antes em termos de distribuição dos casos — afirmou o médico Mariano Lugli, coordenador do MSF na Guiné, em entrevista à BBC.
     
    — Do ponto de vista geográfico, essa disseminação é preocupante porque complica demais a tarefa de controlar a epidemia.
     
    PEDIDO PARA NÃO FAZER SEXO Equipes de MSF e da própria Organização Mundial de Saúde (OMS) aumentaram seus efetivos na região, na tentativa de deter a doença.
     
    O surto começou numa região remota do sul do país, Nzerokore, mas as autoridades levaram seis semanas para identificar a doença, que acabou chegando à capital e à vizinha Libéria.
     
    O cantor senegalês Youssou Ndour cancelou um show marcado para sábado, em Conakry. Embora já estivesse no país, ele contou para a BBC que desistiu de se apresentar porque “não era uma boa ideia reunir milhares de pessoas em um local fechado”.
     
    A maioria da população está se mantendo isolada, em casa, com medo da doença.
     
    Números divulgados ontem pelo Ministério da Saúde da Guiné confirmaram 78 mortes em 122 casos registrados como “suspeita de Ebola” desde janeiro — uma taxa de letalidade de 63%.
     
    Deste total, 22 já foram confirmados como Ebola em testes de laboratório.
     
    A Libéria registrou sete casos, incluindo quatro mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
     
    Os primeiros confirmados foram de duas irmãs, uma das quais tinha voltado da Guiné.
     
    O ministro da Saúde da Libéria pediu às pessoas que parem de fazer sexo, de se beijar e mesmo de apertar as mãos, uma vez que o vírus é transmitido por fluidos corporais.
     
    As pessoas vêm sendo alertadas também a não realizarem ritos tradicionais de sepultamento — que incluem a lavagem do corpo do morto — sob risco de contraírem a doença e disseminarem o vírus.
     
    Os sintomas incluem febre alta, fraqueza, dor de cabeça, vômitos, sangramento e problemas renais graves.
     
    Serra Leoa também registrou cinco casos suspeitos, mas nenhum deles foi ainda confirmado.
     
    Por precaução, o Senegal, outro país vizinho da Guiné, fechou sua fronteira terrestre.
     
    A OMS, no entanto, ainda não emitiu alerta de viagem.
     
    Embora o vírus venha aparecendo em surtos ocasionais desde que foi isolado pela primeira vez, em 1976, na República Democrática do Congo, ele ainda é considerado bastante misterioso.
     
    As origens da doença, por exemplo, permanecem desconhecidas.
     
    Tampouco há uma terapia específica para combatêlo. E os motivos que levam à deflagração dos surtos ainda são pouco conhecidos.
     
    Novas linhagens surgiram recentemente.
     
    A última grande epidemia de Ebola aconteceu em 2007-2008 na República
     
    Democrática do Congo.
     
    À época, 187 das 264 vítimas morreram, uma taxa de mortalidade superior a 70%.
     
    VÍRUS É CONSIDERADO ARMA BIOLÓGICA
     
    Na mesma ocasião também houve uma epidemia separada no distrito de Bundibugyo, em Uganda, em que foi identificado o novo subtipo que leva o nome da localidade.
     
    Lá, 42 dos 131 doentes morreram.
     
    O Centro de Controle de Doença (CDC) dos EUA mantém um laboratório e um grupo de cientistas em Uganda para estudar o Ebola, além de outros vírus letais e febres hemorrágicas que volta e meia surgem naquela região da África.
     
    O Ebola foi recentemente listado pelo governo americano como uma arma biológica em potencial e uma ameaça.
     
    Fonte: O Globo
  • Cirurgia bariátrica é tratamento mais eficaz contra diabetes em obesos

    Cirurgia bariátrica é tratamento mais eficaz contra diabetes em obesos

    A cirurgia bariátrica, que consiste em restringir a absorção de alimentos, é de longe o método mais eficaz para controlar o diabetes tipo 2 em pessoas obesas ou com sobrepeso – é o que mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira (31), que acompanhou pacientes durante três anos.
     
    Cerca de 80% dos 23 milhões de norte-americanos com diabetes também têm sobrepeso ou são obesos, segundo os autores da pesquisa. O estudo clínico foi o mais amplo e de maior duração já realizado, e foi apresentado durante a conferência anual do Colégio Norte-Americano de Cardiologia (ACC), em Washington.
     
    Os 150 participantes, com idades entre 41 e 57 anos no momento do recrutamento, sofriam de diabetes tipo 2 não controlada. O grupo, 66% composto por mulheres, foi dividido aleatoriamente em três sub-categorias.
     
    O primeiro foi submetido a um tratamento médico intenso, que combinava exercícios, dieta e medicação. O segundo recebeu tratamento anti-diabetes e foi submetido à cirurgia de de bypass gástrico, que reduz o estômago em 2 a 3% de seu volume original mediante a criação de uma derivação no trato digestivo para reduzir a absorção de nutrientes pelo intestino delgado.
     
    Por último, o terceiro grupo – além do tratamento com medicamentos – sofreu uma gastrectomia, que consiste numa incisão no estômago para reduzir seu volume.
     
    O objetivo do estudo, batizado “Stampede”, era comparar a eficácia dos três enfoques para o controle do diabetes mantendo uma taxa de açúcar no sangue superior a 6% em média, durante três meses.
     
    Os participantes tinham uma taxa média de glicose de 9,2% antes de começar o estudo.
     
    “Diabesidade”, uma verdadeira epidemia
     
    Três anos após as intervenções, somente 5% dos integrantes do primeiro grupo – tratado apenas com medicamentos – foram capazes de controlar o diabetes, contra 37,5% dos que se submeteram à cirurgia de bypass gástrico e 24,5% daqueles que fizeram a diminuição de estômago.
     
    “Vemos pessoas que tinham a vida devastada pelo diabetes, e três anos mais tarde este estudo mostrou que a cirurgia bariátrica é o tratamento mais eficaz, com maiores efeitos positivos duradouros para pessoas com obesidade de grau II e III”, disse Sangeeta Kashyap, endocrinologista da Clínica Cleveland (Ohio, norte dos Estados Unidos), um dos principais autores da pesquisa.
     
    “Mais de 90% dos pacientes submetidos a uma das cirurgias bariátricas conseguiram perder 25% de seu peso e controlar o diabetes sem necessidade de recorrer à insulina ou a múltiplos anti-diabéticos”, explicou.
     
    Em comparação, os participantes do primeiro grupo, tratados apenas com uma terapia convencional, reduziram somente 4% de seu peso.
     
    O estudo mostra também que a cirurgia permite melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir a necessidade de tomar medicamentos para controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol se comparados aos tratados com a terapia convencional.
     
    Assim, os participantes submetidos a um procedimento bariátrico tomavam significativamente menos remédios cardiovasculares e contra o diabetes. O estado mental dos voluntários também apresentou uma notável melhora.
     
    Os médicos ressaltam que, apesar dos grandes benefícios, a cirurgia bariátrica não está isenta de riscos, já que pode acarretar em complicações como sangramento, infecção e embolia.
     
    Nenhuma complicação importante foi observada entre as 100 pessoas que foram submetidas a uma intervenção durante o estudo, segundo os autores da pesquisa. Após um ano, os problemas mais frequentes foram sangramentos e desidratação.
     
    A obesidade, que afeta mais de um terço dos adultos nos Estados Unidos, é o principal fator desencadeador do diabetes tipo 2. As autoridades sanitárias falam de uma verdadeira epidemia, à qual deram o nome de “diabesidade”.
     
    Segundo a Associação Norte-Americana de Diabetes, caso a tendência atual continue, um em cada três adultos norte-americanos será diabético em 2050.
     
    O estudo também foi publicado na versão online da revista New England Journal of Medicine.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estados Unidos já testam exames alternativos à colonoscopia

    Estados Unidos já testam exames alternativos à colonoscopia

    Uma das alegrias de se completar 50 anos é que seu médico passará a recomendar uma colonoscopia. Muitas pessoas têm pavor do exame, no qual um tubo é inserido no reto em busca de cânceres e anormalidades que podem prenunciar a doença.
     
    Mesmo assim, a aceitação cresceu tremendamente. Em 2010, 55% dos norte-americanos com idade entre 50 e 65 anos fizeram o exame, quase três vezes a mais do que o índice de 2000, e a cifra foi ainda mais elevada, 64%, entre as pessoas com mais de 65 anos.
     
    Tantos exames parecem estar compensando. A incidência de câncer intestinal em pessoas com mais de 50 anos caiu 30% nos últimos dez anos, e as mortes declinaram, segundo relatório publicado na semana passada pela Sociedade Americana do Câncer.
     
    Índices elevados
     
    A notícia é boa, mas não o bastante, asseguram especialistas. Ainda existe gente demais morrendo: 50.310 devem morrer neste ano, em conjunto com 136.830 novos casos. A incidência e o índice de morte são significativamente mais elevados em negros do que em brancos, por motivos não completamente compreendidos. O menor poder aquisitivo entre os negros parece responder por parte da diferença, mas não por toda.
     
    Essa é uma doença que pode com frequência ser curada quando encontrada nos primeiros estágios. É também um dos poucos tipos de câncer que pode ser prevenido, com o uso da colonoscopia para encontrar e remover crescimentos anormais, chamados pólipos adenomatosos, potencialmente cancerosos. É possível detectar aproximadamente 95% dos cânceres e pólipos grandes por meio da colonoscopia, mas pólipos menores podem ser facilmente ignorados.
     
    Boa parte das mortes acontece em pacientes que não fizeram exames, segundo a Sociedade, a qual estima que perto de 23 milhões de norte-americanos com idades entre 50 e 75 anos não estão sendo examinadas.
     
    Um problema: a colonoscopia é cara, custa centenas ou milhares de dólares, dependendo da remoção dos pólipos e da região dos Estados Unidos em que é realizada. O sistema de saúde pública e alguns planos de saúde pagam o exame por completo, mas não a remoção de pólipos. Às vezes, o paciente recebe uma conta inesperada de centenas de dólares.
     
    A colonoscopia também exige que a pessoa perca um dia de trabalho e a tome fortes laxantes, e o procedimento apresenta riscos reais, ainda que pequenos, de hemorragia ou lesão no intestino.
     
    Com todos esses pontos negativos, a colonoscopia pelo menos não precisa ser tão frequente – somente uma vez a cada dez anos na maioria dos casos, se não forem encontrados pólipos. Quem tiver pólipos ou outros fatores de riscos costuma ser aconselhado a fazer o exame com maior frequência.
     
    Outros exames
     
    Existem outros exames, como os que procuram sangue nas fezes ou examinam a parte baixa do intestino. Porém, não são muito populares, pois é preciso manejar amostras de fezes ou introduzir instrumentos no reto. E esses exames devem ser feitos anualmente, programação que muita gente não segue.
     
    No entanto, os médicos acreditam que se mais métodos se tornarem disponíveis, mais pessoas encontrarão um exame que possam tolerar.
     
    Na semana passada, um estudo sobre um novo tipo de exame de fezes foi publicado no “New England Journal of Medicine”. O Cologuard, como é chamado, procura o DNA de células intestinais espalhadas nas fezes em busca de alterações que possam indicar câncer. Caso sejam encontradas anormalidades, recomenda-se que o paciente faça uma colonoscopia.
     
    O objetivo do estudo era comparar o método do DNA com o exame do sangue existente nas fezes, chamado imunoquímico fecal. Aproximadamente 10 mil pessoas com risco médico de câncer intestinal fizeram os dois exames e, em seguida, passaram por uma colonoscopia. Então, os dois foram comparados à colonoscopia.
     
    A colonoscopia encontrou 65 casos de câncer, o de DNA detectou 92% desse total. O exame de DNA também detectou 42% dos 757 pólipos com potencial canceroso encontrados pela colonoscopia. O antigo exame de fezes não se saiu tão bem, detectando 74% dos cânceres e 24% dos pólipos.
     
    Contudo, o exame do DNA teve mais resultados de falso positivo do que o de fezes, somando 13% contra 5% do segundo. Ou seja, 13% dos pacientes saudáveis receberiam um alarme falso e seriam encaminhados à colonoscopia.
     
    Ao contrário do atual exame de fezes, que utiliza uma escova para coletar um pouquinho de fezes do vaso sanitário, o de DNA exige que os pacientes enviem até 300 gramas de fezes ao laboratório. O kit do exame inclui um recipiente ajustável à abertura do assento do vaso.
     
    “Não tem como errar”, afirmou Kevin Conroy, presidente da Exact Sciences, fabricante do Cologuard.
     
    Não disponível
     
    O exame ainda não está disponível, mas um grupo de consultores da FDA, agência norte-americana reguladora de alimentos e medicamentos, ficou de avaliá-lo e votar sua aprovação. Esse grupo também vai analisar um exame de sangue capaz de detectar 70% dos cânceres de cólon. A decisão final da FDA sairá num instante posterior.
     
    O médico Robert A. Smith, diretor de controle do câncer da Sociedade Americana do Câncer, disse que o exame de DNA das fezes é uma boa ideia porque as pessoas precisam de todas as opções possíveis. A entidade e outros institutos de saúde anunciaram uma campanha para aumentar o índice de exame de 50% para 80% até 2018, e Smith afirmou que a ideia de um novo tipo de exame poderia ajudar.
     
    Porém, o médico David A. Rothenberger, chefe de cirurgia da Universidade do Minnesota, mostrou-se preocupado com o fato de o teste de DNA só ter encontrado 42% dos pólipos. Segundo ele, a grande vantagem da colonoscopia é a capacidade de impedir o câncer por completo ao encontrar os pólipos que, então, podem ser removidos.
     
    Às vezes, o índice de detecção geral de um exame pode ser aumentado se ele for realizado com certa frequência, por exemplo, uma vez por ano, o que é recomendado no exame de fezes normal. Porém, o intervalo ideal entre exames do Cologuard não é claro. O preço também não foi definido, mas pode ficar ao redor de US$ 500, disse Conroy. O exame de fezes comum custa US$ 25.
     
    Mesmo que o novo exame seja aprovado, ele não substituirá a colonoscopia nem o presente exame de sangue, o qual as pessoas podem preferir por ser mais barato e por exigir uma amostra bem menor.
     
    Todos os resultados positivos no teste de DNA serão encaminhados à colonoscopia. E esta será recomendada para pessoas com risco elevado por causa de histórico familiar, pólipos já encontrados ou outros problemas, disse Smith.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Após bons resultados, teste cardíaco feito pela Novartis é finalizado

    Após bons resultados, teste cardíaco feito pela Novartis é finalizado

    Farmacêutica criou droga para insuficiência cardíaca crônica.
    Pacientes que receberam o remédio foram menos hospitalizados.
     
    A Novartis antecipou o encerramento de um ensaio clínico em estágio final de uma droga para insuficiência cardíaca crônica, após resultados mostrando que a eficácia do remédio para tratamento da doença.
     
    Além disso, contratempos detectados em avaliações com outro remédio voltado para insuficiência cardíaca forçaram a empresa a tomar esta decisão.
     
    A farmacêutica suíça informou nesta segunda-feira (31) que uma comissão independente recomendou por unanimidade o encerramento do estudo Paradigm-HF antes do tempo.
     
    Os resultados mostraram que os pacientes que receberam a droga LCZ696 viveram mais tempo sem serem hospitalizados em comparação aos o enalapril, o tratamento padrão.
     
    A empresa, por muito tempo grande competidora em medicina cardiovascular, volta seu foco para o LCZ696 como um dos dois novos tratamentos para insuficiência cardíaca que poderiam reviver seu passado, num momento em que a pílula para pressão arterial Diovan, uma campeã de vendas, enfrenta a concorrência de genéricos.
     
    A companhia informou também que vai apresentar os dados completos em uma próxima conferência, e que vai buscar a aprovação para a droga junto a reguladores globais.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Reajuste de remédios começa a valer nesta segunda-feira

    Reajuste de remédios começa a valer nesta segunda-feira

    Aumento autorizado é de até 5,68% para mais de 9 mil medicamentos.
    Veja a lista dos remédios que poderão ter o preço reajustado.
     
    O reajuste nos preços dos remédios poderá ser feito a partir desta segunda-feira (31). O aumento autorizado para mais de 9 mil medicamentos é de até 5,68% e terá como referências os preços dos fabricantes praticados em 31 de março de 2013.
     
    As elevações de preços são autorizadas em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos. Veja abaixo os medicamentos de cada classe de reajuste, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    Os produtos de nível 1 tiveram aumento autorizado de 5,68%. Para os de nível 2, o novo valor pode ser 3,35% superior. Já para os de nível 3, o Ministério da Saúde informou, na quarta-feira (26), que o reajuste será de 1,02%. Segundo o ministério, mais de 40% dos medicamentos regulados estão na categoria nível 3.
     
    A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamentos, com mais ou menos participações de genéricos. A decisão segue a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento autorizado também pode ser maior.
     
    O ajuste de preços leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,68% em 2013.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Adesivo inteligente colado na pele aplica remédios na quantidade certa

    Adesivo inteligente colado na pele aplica remédios na quantidade certa

    Criado por sul-coreanos, adesivo identifica quando aplicar medicamento.
    Sensores e nano materiais do adesivo 'sabem' quantidade a ser aplicada.
     
    Para evitar esquecer a hora de tomar remédios ou de tomar as doses erradas dos medicamentos, pesquisadores da Coreia do Sul desenvolveram um adesivo inteligente que consegue aplicar o remédio na quantidade correta e nos momentos corretos. O projeto foi publicado na revista “Nature Nanotechnology”.
     
    Sensores colocados no adesivo são capazes de obter informações sobre o paciente em tempo real e saber o momento e a dose correta do medicamento a ser aplicada. Ainda, o adesivo sabe o momento de parar de aplicar o remédio por meio da pele do usuário. O remédio é absorvido pela pele.
     
    O adesivo tem tamanho de duas polegadas e é feito de nano materiais flexíveis, inclusive um tipo de sílica que é ativada com calor do corpo e que, com isso, consegue monitorar a atividade muscular e liberar os medicamentos baseado nessa temperatura.
     
    Os criadores do adesivo afirmam que ele ajudará pacientes com o Mal de Parkinson: os tremores que acompanham a os movimentos confusos não são constantes e quando o paciente apresentar estes tremores musculares, o adesivo pode liberar o medicamento para aliviar o problema.
     
    O adesivo não é totalmente perfeito porque ele ainda não pode ser ativado remotamente por meio de uma conexão sem fio. Isso permitiria que o médico fosse alertado sobre o quadro de seu paciente e liberasse o medicamento à distância.
     
    A previsão dos criadores é que o adesivo inteligente só esteja disponível no mercado dentro de cinco anos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Veja mitos e verdades sobre doação de sangue e saiba como ser doador

    Veja mitos e verdades sobre doação de sangue e saiba como ser doador

    Doação não transmite doenças e todos os tipos sanguíneos são aceitos.
     
    Há muitos anos, as pessoas tinham medo de doar sangue porque achavam que a doação poderia transmitir doenças como Aids e hepatite. Com o tempo, esse receio passou e o mito foi esclarecido, mas hoje ainda faltam doadores no Brasil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) Dimas Tadeu Covas, isso acontece porque falta uma cultura de doação no país e geralmente as pessoas só doam quando há um parente ou amigo precisando ou quando há alguma campanha em andamento.
     
    No Bem Estar desta quinta-feira (27), o especialista desvendou mitos e verdades sobre a doação e deu dicas para quem quer se tornar um doador.
     
    No Brasil, existem cerca de 3 milhões e meio de doações ao ano e há ainda uma rede de hemocentros que os doadores podem procurar.
     
    Como o sangue não é fabricado, os hospitais dependem muito de doações para ajudar principalmente quem tem leucemia, anemia hereditária ou outras doenças do sangue, quem fez cirurgias grandes ou quem teve algum traumatismo.
     
    Apesar de o doador universal ser o sangue tipo O negativo, todos os tipos sanguíneos são necessários nos hemocentros, como alertou o especialista. De maneira geral, a regra para ser um doador é que a pessoa esteja em bom estado de saúde e que a doação não faça mal a ela.
     
    Mas existem ainda algumas recomendações: é preciso ter mais de 50 kg, ter entre 18 e 68 anos (os pais devem autorizar a doação de menores de idade) e não estar em tratamento com antibióticos.
     
    Em caso de tatuagens, é preciso esperar pelo menos 6 meses antes de doar para ter certeza de que não houve contaminação.
     
    A doação é proibida apenas para quem tem alguma doença inflamatória crônica ou teve hepatites B ou C – quem teve hepatite A pode doar porque não há sequelas. Grávidas ou mulheres no pós-parto também não podem doar, como lembraram os médicos.
     
    Ao optar pela doação, o paciente não precisa fazer nenhum agendamento – basta chegar e doar. Não é preciso também estar em jejum e a recomendação é que o doador faça um lanche leve. Vale lembrar ainda que doar não transmite doenças.
     
    O especialista explica que homens podem doar até 4 vezes ao ano em intervalos de 2 meses e mulheres até 3 vezes, em intervalos de 4 meses.
     
    Em um procedimento que dura de 40 a 60 minutos, o doador doa cerca de meio litro de sangue e consegue ajudar de 2 a 3 pessoas.
     
    O sangue doado possui duas partes – a parte celular, utilizada imediatamente em procedimentos médicos; o líquido, que é o plasma, utilizado no tratamento da hemofilia.
     
    Hemofilia
     
    A hemofilia acontece quando há falta ou baixo nível de um dos fatores de coagulação – por isso, o sangue tem dificuldade em formar coágulo, aumentando a duração de hemorragias.
     
    No caso do jovem Fábio, a hemofilia foi um obstáculo durante a infância já que, por causa dela, ele não podia brincar de nada. A doença dele é a tipo A grave, em que falta um tipo de proteína no sangue para ajudar na coagulação. Por causa disso, qualquer esbarrão que o Fábio sofrer pode evoluir para uma hemorragia grave.
     
    A maneira tradicional de tratar a hemofilia é aplicar a proteína que falta no sangue sempre que houver sangramento. Mas isso não afasta o risco de sequelas nas articulações e o Fábio começou a ter problemas sérios por causa dos sangramentos repetidos no tornozelo. Por isso, ele teve que começar a tomar a proteína diariamente, em um tratamento que os médicos chamam de profilaxia – ou seja, o medicamento é usado para prevenir o surgimento de sintomas.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Autismo é resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo

    Autismo é resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo

    O autismo resulta de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto. É o que revelaram nesta quinta-feira (27) neurologistas americanos. A descoberta faz parte de estudo que mostra uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas.
     
    “Se for confirmada por outras investigações, poderemos deduzir que isso reflete um processo que se produz bem antes do nascimento”, explicou Thomas Insel, diretor do Iasm (Instituto Americano da Saúde Mental), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine. “Esses resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo, que atinge uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos”, acrescentou.
     
    O autismo é “geralmente considerado um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável”, disse Insel.
     
    “O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex – ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurónios”, precisou Eric Courchesne, diretor do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal coautor da pesquisa. “Nós descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas”, acrescentou.
     
    Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral de 11 crianças autistas, com idade entre 2 e 15 anos, no momento da sua morte, e compararam com amostras de um grupo de 11 crianças não autistas.
     
    Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que esses marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra 9% no grupo de controle (crianças não autistas).
     
    Fonte: Uol Saúde