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  • Medicamento similar deve passar por testes de equivalência, propõe Anvisa

    Medicamento similar deve passar por testes de equivalência, propõe Anvisa

    Medida foi anunciada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16).
    Similar é medicamento que busca mesmo efeito do de referência.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (16) proposta para que todos os medicamentos similares passem, até o final deste ano, por testes que comprovem a equivalência aos chamados medicamentos de referência. Um rémedio de referência também é conhecido como “de marca” ou “inovador”, que foi primeiramente lançado no mercado. O similar é o medicamento produzido depois, que pretende ter os mesmos efeitos.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, os medicamentos similares já existiam antes dos genéricos e não passavam pelos mesmos testes para atestar que tinha os mesmos efeitos do remédio de referência. Agora os similares terão que ser submetidos aos mesmos procedimentos que os genéricos.
     
    Com a medida anunciada nesta quinta, o consumidor poderá usar a mesma prescrição médica que atualmente o permite optar entre o medicamento de referência e o genérico. O similar, portanto, passará a ser a terceira opção do consumidor.
     
    A Anvisa lançará nesta sexta-feira (17) consulta pública de 30 dias para ouvir o setor farmacêutico, a sociedade e os órgão de defesa do consumidor.
     
    Após esse prazo, uma resolução será publicada determinando que, até o final de 2014, os medicamentos similares deverão passar por três testes que comprovem o mesmo comportamento no organismo e as mesmas características de qualidade do medicamento de referência. Esses procedimentos são de bioisenção, equivalência farmacêutica e biodisponibilidade relativa / bioequivalência. Os testes deverão ser aprovados pela agência.
     
    Os genéricos já passam por esses mesmos testes antes de serem colocados no mercado e, assim como o similar, pode ser considerado uma “cópia” do medicamento de referência, segundo informou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. A diferença é que os similares possuem nome comercial ou marca, enquanto o genérico possui a denominação genérica do princípio ativo, não possuindo nome comercial.
     
    Os similares, após aprovados nos testes, passarão a ser chamados de medicamentos “equivalentes” e receberão em sua embalagem uma faixa amarela com o símbolo “EQ”, semelhante a dos remédios genéricos.
     
    “O símbolo vai ajudar os consumidores e os médicos a saberem que aquele produto tem comprovação de equivalência e têm a exata mesma função terapêutica que os medicamentos de referência”, explicou o diretor da Anvisa.
     
    A expectativa do Ministério da Saúde é de que até o final de 2014, todos os medicamentos similares sejam tecnicamente iguais aos produtos de referência.
     
    “Estamos estendendo as mesmas exigências de qualidade que foram estabelecidas pelos genéricos. A partir do final de 2014, nenhum medicamento similar que não tenha os teste de equivalência não poderão ser comercializado no país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
     
    Redução de preços
    O Ministério da Saúde espera redução do preço dos medicamentos equivalentes, que, assim como os genéricos, serão obrigados a registrarem valor 35% mais barato que os produtos de referência.
     
    “Quando existir o medicamento equivalente, ele também vai ser obrigado a ter um registro de preço 35% menor que o medicamento de marca. Mas para o consumidor esse preço poderá ser ainda menor porque vai ter disputa, concorrência”, disse Padilha.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Agentes rejeitam EPIs e não retomam combate à dengue em Maceió

    Agentes rejeitam EPIs e não retomam combate à dengue em Maceió

    Categoria devolve coletes e botas para a Secretaria de Saúde da capital.
    Plano Integrado continua parado e não há previsão para retorno.
     
    O Plano Integrado de Controle e Combate à Dengue, aprovado há um mês, em uma reunião entre a Secretaria de Saúde de Maceió e o Ministério Público, ainda não tem previsão para ser executado. A categoria devolveu, na manhã desta quinta-feira (16), coletes e botas que receberam no kit de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), motivo alegado para não retornar às atividades.
     
    Os agentes deflagraram greve em outubro do ano passado. No dia 12 de dezembro, ela foi decretada ilegal pela Justiça. A categoria retomou aos postos de trabalho, mas não saiu às ruas para fazer o trabalho externo. Na ocasião, o material de proteção foi colocado como condição para o retorno das atividades.
     
    Após a reunião com agentes e representantes do MP, os gestores da Prefeitura de Maceió destacaram os detalhes do plano, elaborado pela SMS e afirmaram que o Município estaria viabilizando a demanda do material. Porém, quando o kit chegou, na última quarta-feira (15), foi recebido com reclamação por parte dos agentes, que recusam voltar aos trabalhos de campo.
     
    De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (Sindas/AL), Maurício Sarmento, os coletes não são adequados para o trabalho e as botas foram entregues sem palmilha. “Entregamos o material porque ele é inadequado para o serviço. O ideal é o que o Ministério da Saúde recomenda, com bolsos e uma outra blusa para ser usada por baixo. Não vamos nos expor ao ridículo. Vamos comunicar o fato ainda hoje ao Ministério Publico Estadual e ao Ministério do Trabalho”, informou.
     
    O diretor de Vigilância e Saúde, Celso Tavares, disse que tudo que havia sido combinado na reunião com o Ministério Público foi cumprido pela secretaria. “Já realizamos a compra dos EPIs e os coletes foram feitos dessa forma para dar mais conforto ao agente. Sabemos que o trabalho deles é fundamental para a população e buscamos dar as condições para que isso aconteça”, afirmou  o diretor, ao comunicar que haverá uma reunião com gestores da pasta ainda nesta quinta para discutir a situação.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas evitam cegueira graças a terapia genética

    Cientistas evitam cegueira graças a terapia genética

    Cirurgiões de Oxford, na Grã-Bretanha, usaram uma técnica de terapia genética para melhorar a visão de seis pacientes que, caso contrário, teriam ficado cegos.
     
    O tratamento, que envolve inserir um gene dentro das células dos olhos, é responsável por restaurar as células que detectam luz.
     
    Os médicos envolvidos acreditam que o tratamento pode, eventualmente, ser usado para tratar formas comuns de cegueira.
     
    Robert MacLaren, o cirurgião que liderou a pesquisa, disse que ele estava “muito contente” com o resultado.
     
    “Nós realmente não poderíamos pedir por resultado melhor”, disse ele.
     
    A BBC deu a notícia, exclusivamente, quando os testes clínicos começaram há dois anos. O primeiro paciente foi Jonathan Waytt, que na época tinha 63 anos.
     
    Wyatt tem uma condição genética conhecida como choroideremia, que resulta na morte gradual das células que detectam luz localizadas no fundo do olho.
     
    Visão melhorada
     
    Wyatt ainda enxergava um pouco quando fez a cirurgia. Sua esperança era de que o procedimento evitaria que sua visão continuasse deteriorando e salvaria a pouca capacidade de enxergar que lhe restava.
     
    Ele, assim como outro paciente que participou do teste clínico de MacLaren, descobriu que a cirurgia não apenas estabilizou, como também aperfeiçoou, sua visão. Os outros pacientes, que ainda viviam os primeiros estágios da cegueira, tiveram melhoras em sua capacidade de enxergar à noite.
     
    Wyatt é agora capaz de ler três linhas a mais em um teste de visão.
     
    “Eu me sentia na beira de um abismo”, ele disse à BBC.
     
    “Eu enxergava a escuridão. MacLaren bateu no meu ombro e disse 'venha por aqui, é possível enxergar novamente'.”
     
    A mulher de Wyatt, Diane, confirmou que a perspectiva de cegueira total o deixou muito deprimido.
     
    “Ele agora está muito otimista”, ela explicou.
     
    “Ele está mais independente, ele consegue encontrar coisas que não conseguia antes, consegue sair sozinho, e deixou de ser um incômodo!”
     
    Outro paciente que participou do tratamento, Wayne Thompson, disse que ele notou um resultado imediato depois da cirurgia.
     
    Vendo estrelas
     
    “Minha visão colorida melhorou. Árvores e flores parecem muito mais vivas, e eu consegui ver estrelas pela primeira vez desde que eu tinha 17 anos, quando a minha visão começou a deteriorar”, ele disse à BBC.
     
    Thompson disse que ele passou a vida conformado com o fato de que ficaria cego.
     
    “Eu vivi os últimos 25 anos com a certeza de que eu vou ficar cego, e agora (depois da operação) existe a possibilidade de continuar enxergando”, ele disse.
     
    Quando Thompson foi diagnosticado pela primeira vez, disseram que não conseguiria ver sua filha, que agora tem nove anos, crescer.
     
    “Eu agora espero conseguir ver meus netos crescerem”, disse Thompson.
     
    Se os pacientes continuarem a melhorar, o objetivo é oferecer o tratamento à pacientes mais jovens com choroideremia, para evitar que eles percam a visão.
     
    A condição é relativamente rara: acredita-se que mil pessoas são afetadas na Grã-Bretanha.
     
    Mas MacLaren acredita que o sucesso com os casos de choroideremia demonstra que a terapia genética pode ser usada para curar outras formas de cegueiras genéticas, incluindo a degeneração macular ligada a idade.
     
    Essa condição causa cegueira em 300 mil pessoas na Grã-Bretanha, e causa a deterioração na visão de uma em quatro pessoas com mais de 75 anos.
     
    “Os mecanismos da choroideremia, e o que estamos tentando fazer com o tratamento, seriam, provavelmente, aplicáveis a casos de cegueira mais comuns”, explicou MacLaren.
     
    “A choroideremia tem algumas similaridades com a degeneração macular, já que procuramos atingir as mesmas células. Nós ainda não sabemos quais os genes devemos atingir na degeneração macular, mas nós sabemos como fazer e como colocar os genes de volta.”
     
    Clara Aglen, do Royal National Institute of Blind People, também está, cautelosamente, otimista.
     
    Ela disse à BBC: “No momento, a terapia está em estágio inicial, mas oferece esperança para pessoas com condições genéticas, como a degeneração macular e glaucoma.”
     
    “Enquanto esse processo avança, existe a esperança de que pode ser usado, e prover a cura, para causas comuns de cegueira.”
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Remédios ganham usos além das indicações da bula

    Remédios ganham usos além das indicações da bula

    A história da medicina é rica em casos de medicamentos que foram desenvolvidos para uma finalidade e acabaram sendo benéficos para o combate de outras doenças.
     
    “Off label” é o termo em inglês usado para medicamentos que têm mais de uma aplicação, embora não sejam indicados na bula.
     
    Um exemplo bem antigo é o Dramin, ou dimenidrinato, que foi desenvolvido para combater náuseas e tonturas causadas pela gravidez ou durante viagens em navios ou aviões, mas acabou ganhando uso popular como indutor de sono (um de seus efeitos colaterais).
     
    Anti-histamínicos, remédios contra alergia, também já foram usados pelos insones. O abuso foi tanto que fabricantes alteraram a fórmula para que as drogas não causassem mais sono.
     
    Atualmente, a loratadina é vendida com uma formulação que inclui algum medicamento que impeça a sonolência, como a pseudoefedrina.
     
    Recentemente, outro medicamento que ganhou amplo uso off-label foi o Lyrica, ou pregabalina. Criada com finalidade analgésica, rapidamente a substância passou a ser observada por médicos como uma poderosa estabilizadora de humor. O medicamento hoje é usado também como um suave calmante em pessoas com dificuldades de sono.
     
    Outro medicamento que, no passado, ganhou duplo uso foi o antiepiléptico Tegretol (carbamazepina). Desenvolvido para combater convulsões e crises epilépticas, o remédio também mostrou utilidade no combate à síndrome de abstinência alcoólica e alguns distúrbios como TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e coadjuvante no tratamento de indivíduos com bipolaridade.
     
    O mesmo ocorreu com a gabapentina, um anticonvulsivo que passou a ser prescrito como coajuvante em tratamentos contra a depressão e abstinência de drogas.
     
    Segundo o psiquiatra Danilo Baltieri, do HC, o próprio topiramato foi estudado inicialmente para auxiliar no tratamento de portadores de alguns tipos de diabetes antes de ter suas propriedades anticonvulsivantes descobertas.
     
    Há também casos clássicos de mau uso “off label”, como o que tem ocorrido com a Ritalina, ou metilfenidato. Desenvolvido no combate ao deficit de atenção, o medicamento é usado por jovens em baladas ou para ficar ficar “ligadão”. Eles chegam a moer os comprimidos e aspirá-los.
     
    Um exemplo clássico de remédio que começou a ser desenvolvido com uma finalidade e ganhou outra completamente diferente é o popular Viagra. O laboratório Pfizer procurava uma substância que combatesse a angina, mas acabaram descobrindo que a substância provocava rapidamente a maior irrigação de sangue no pênis.
     
    Foi assim que o óxido nítrico salvou muitos relacionamentos e devolveu a vida sexual a muitos homens que havia anos se consideravam impotentes.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Farmacêutica vai explorar compostos naturais em busca de novos antibióticos

    Farmacêutica vai explorar compostos naturais em busca de novos antibióticos

    A fabricante francesa de medicamentos Sanofi fechou uma parceria com um centro alemão de pesquisas para encontrar novos antibióticos, destacando um interesse ressurgente em doenças infecciosas entre certas companhias farmacêuticas.
     
    A Sanofi afirmou nesta quarta-feira (15) que assinou um acordo com a Fraunhofer-Gesellschaft para identificar compostos biológicos ou quimícos naturais que possam ser usados como medicamentos para combater infecções.
     
    A penicilina é um exemplo de um antibiótico derivado de um produto natural. Nos últimos anos, porém, o fluxo de novos antibióticos desacelerou e o número de “superbactérias” resistentes tem aumentado, gerando preocupações sobre a oferta de remédios no futuro.
     
    Embora o novo “centro de excelência” que está sendo criado pelas duas parceiras vá dar foco prioritário a doenças infecciosas, a Sanofi disse que seu trabalho também pode se estender sobre outros males, como dores, diabetes e doenças raras.
     
    A empresa não deu detalhes financeiros sobre a parceria.
     
    Fonte: REUTERS
     
  • Pesquisa da UFPE identifica genes que auxiliam ação de vacinas anti-HIV

    Pesquisa da UFPE identifica genes que auxiliam ação de vacinas anti-HIV

    Redução da carga viral chegou até quase 100% em alguns pacientes.
    Graças a resultado, laboratório receberá amostras de todo o mundo.
     
    Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Genética do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou dois genes que, em conjunto com uma vacina imunoterapêutica, diminuem a reprodução viral de pacientes com HIV. A partir disso, pessoas soropositivas que possuem esses genes poderão, futuramente, trocar o coquetel de remédios que usam atualmente por uma vacina. Este resultado foi alcançado após o estudo do genoma de 18 pacientes submetidos ao tratamento, com 8 deles tendo a sua carga viral reduzida até quase zero.
     
    “Ainda não sabemos quantas doses ou que outros genes respondem à vacina, mas isso já é um resultado muito promissor. Quanto mais genomas nós analisarmos, mais genes vão ser descobertos e mais refinadas as vacinas poderão ser”, disse o titular do Departamento de Genética da UFPE e líder da pesquisa, professor Sergio Crovella.
     
    “As pesquisas sobre a Aids não costumam focar muito no ser humano, apenas no vírus e na composição da vacina. Mas é como uma aspirina: algumas pessoas respondem melhor que outras devido a seu código genético”, informou Crovella. Com isso em mente, ele, com uma equipe de outros dois professores, quatro alunos de pós-graduação e um clínico, começaram a avaliar o DNA dos 18 pacientes e concluíram que os portadores de pelo menos um dos dois genes, CNOT1 e PARD3B, foram os que melhor responderam ao tratamento.
     
    Os resultados foram apresentados no congresso internacional Aids Vaccine 2013, em Barcelona, na Espanha, em outubro passado. “É um encontro voltado só para o desenvolvimento de vacinas contra a Aids, com os países mais desenvolvidos do planeta. Foi nossa Copa do Mundo e saímos de lá vitoriosos, pois nomearam a UFPE como o local de referência para todos os estudos sobre o genoma do hospedeiro de todos os pacientes submetidos a vacinas terapêuticas no mundo”, revelou o professor.
     
    Isso significa que todas as amostras do mundo voltadas para esse tipo de estudo vão ser encaminhadas para o laboratório do CCB, onde serão analisadas. Os primeiros 78 espécimes devem chegar da Espanha no fim de março. “Em três meses, devemos finalizar o mapeamento completo dessas amostras e identificar outros genes”, afirmou o doutorando em genética Ronald Moura, que participa da pesquisa e, em parceria com o também doutorando Antônio Campos, desenvolveu um software que acelera o processo de identificação dos genes.
     
    Pesquisa
     
    Iniciado em 2004, o estudo começou com o interesse em criar uma vacina que “reiniciasse” o reconhecimento do sistema imunológico humano do vírus, pois a Aids o desativa. Após anos, cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da UFPE desenvolveram a vacina terapêutica, que reduziu para quase zero a carga viral de 45% dos pacientes.
     
    Após testes, a equipe de Sergio Crovella decidiu, em 2012, fazer o mapeamento do genoma de 18 pacientes portadores do vírus HIV que não apresentavam sintomas da doença e não recebiam nenhum tipo de tratamento. O objetivo era identificar que fatores individuais de cada um influenciavam no funcionamento da vacina desenvolvida. Depois de dois anos de trabalho, a equipe identificou os genes CNOT1 e PARD3B, que reprimem a reprodução viral.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • MT, TO e MA registram as maiores incidências de hanseníase do país

    MT, TO e MA registram as maiores incidências de hanseníase do país

    Balanço divulgado nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde indica que três Estados registram as maiores incidências de hanseníase do país, com coeficiente de prevalência acima de três casos para cada 10 mil habitantes – Mato Grosso (7,69), Tocantins (5,54) e Maranhão (5,22). Já Rio Grande do Sul (0,12), Santa Catarina (0,29) e São Paulo (0,34) apresentam as menores taxas de prevalência da doença.
     
    Dados da pasta mostram que o Brasil identificou 33.303 novos casos de hanseníase em 2012. Os números referentes ao ano passado ainda não foram fechados, mas a estimativa do governo é que eles fiquem entre 30 mil e 33 mil novos casos. Ainda assim, a taxa de prevalência da doença caiu 65% nos últimos dez anos, passando de 4,33 para cada 10 mil habitantes em 2002 para 1,51 para cada 10 mil habitantes em 2012.
     
    De acordo com o balanço, em 2012, o coeficiente de detecção da hanseníase no Brasil foi 17,17 para cada 100 mil habitantes na população em geral. Entre menores de 15 anos, o índice foi 4,81/100 para cada 100 mil habitantes.
     
    Entre as ações adotadas pelo ministério está o Monitoramento para Eliminação da Hanseníase, que coletou dados em 60 municípios brasileiros. Foram pesquisadas 164 unidades de saúde de todo o país, representando 27% da população brasileira (52,8 milhões de pessoas). Os municípios selecionados foram os que apresentam maior carga da doença e concentram 60% dos casos.
     
    Ao todo, foram examinados 6.170 prontuários, além de 656 entrevistas feitas com pacientes e 279 com profissionais de saúde. Os dados mostram que 87,5% das cidades oferecem serviços de diagnóstico e tratamento para a hanseníase. Também foi observada uma redução de 18% da proporção de casos com grau 2 de incapacidade física, quando comparado os anos de 2007 e 2011, demonstrando que o diagnóstico precoce está crescendo.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Unidade móvel realiza exames de mamografia e ultrassom em Maceió

    Unidade móvel realiza exames de mamografia e ultrassom em Maceió

    Carreta percorrerá bairros da capital alagoana por três anos.
    Atendimento gratuito é agendado nas unidades de saúde dos bairros.
     
    A partir desta terça-feira (14), Maceió passa a contar com uma carreta móvel com equipamentos de mamógrafo e ultrassom para realizar exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    A Unidade Móvel de Saúde da Mulher (UMSM), conhecida como “Carreta Saúde Cidadã, Saúde da Mulher”, tem capacidade para fazer 50 exames de cada procedimento por dia e vai percorrer bairros da capital por um período de três anos.
     
    A coordenadora de Distrito Sanitário da Secretaria Municipal de Saúde, Flávia Melro, explicou que todos os 8 distritos de saúde do município serão visitados. Para fazer os exames, as mulheres não precisarão agendar uma consulta, mas procurar a unidade de saúde mais próxima, fazer a ficha cadastral e solicitar a guia para o atendimento.
     
    “A pessoa vai fazer o exame em dia agendado para evitar longas filas. Depois, ela recebe o resultado na unidade que fez o cadastro e, caso seja apontada alguma enfermidade, será encaminhada a um especialista”, explicou.
     
    Durante a inauguração da carreta, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), destacou que a iniciativa busca chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento. “A carreta e uma das ações para melhorar o atendimento na saúde pública do município. Sabemos da importância dos exames preventivos e acredito que essa será uma forma de alertar as mulheres”, disse.
     
    O secretário municipal de Saúde, Jaelson Gomes, explicou que o atendimento para os exames já começam nesta quarta-feira (15). A unidade móvel estará na Praça Pingo D’Água, no Vergel, região do 2º Distrito Sanitário, que abrange oito Unidades de Saúde e o PAM Dique Estrada. “As mulheres interessadas já podem procurar as unidades de saúde para marcar os exames”, completou.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Estudo vincula nascimento prematuro de bebês a bactérias

    Estudo vincula nascimento prematuro de bebês a bactérias

    Rompimento precoce da bolsa de fluido que envolve o bebê, causa comum de partos prematuros, pode ter origem bacteriana.
     
    Uma das causas mais comuns de partos prematuros – a ruptura precoce da bolsa de fluido que envolve o bebê dentro do útero – pode estar associada à presença de certas bactérias, segundo um estudo americano.
     
    A descoberta pode resultar em testes para identificar a presença de bactérias e tratamentos para mulheres sob risco de entrar em trabalho de parto prematuramente, informou a equipe responsável pelo trabalho.
     
    Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que as bactérias identificadas produziriam um afinamento das membranas que envolvem o bebê no útero, levando à sua ruptura.
     
    E essa ruptura, que na linguagem popular é chamada de 'estouro da bolsa d'água', responde por quase um terço de todos os partos prematuros.
     
    O estudo, feito por pesquisadores da Duke University School of Medicine em Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, foi publicado na revista científica “PLoS One”.
     
    Tratamento
     
    Normalmente, as membranas que compõem a bolsa que envolve o bebê, ou bolsa amniótica, se rompem no início do parto. Se elas se partem cedo, antes do início das contrações, isso pode – embora nem sempre aconteça – levar a um parto prematuro.
     
    A equipe americana encontrou grandes quantidades de bactérias no ponto onde as membranas se rompem.
     
    Se for constatado que as bactérias são a causa – e não a consequência – da ruptura da membrana, talvez seja possível desenvolver-se novos tratamentos ou criar-se práticas de monitoramento de mulheres sob risco – os especialistas explicaram.
     
    “Por exemplo, se acharmos que certas bactérias estão associadas à ruptura prematura das membranas, podemos fazer testes para identificar sua presença já no início da gravidez”, disse Amy Murtha, autora do estudo. “Talvez então possamos ser capazes de tratar as mulheres afetadas com antibióticos”.
     
    “Nosso estudo ainda está muito longe disso, mas nos dá oportunidades de explorar intervenções terapêuticas direcionadas, algo que nos falta na obstetrícia”.
     
    Os pesquisadores examinaram amostras de membranas retiradas de 48 mulheres que tinham acabado de parir, entre elas, mulheres que tinham sofrido rupturas prematuras da bolsa amniótica, mulheres que haviam tido partos prematuros por outras razões e também mulheres que haviam completado os nove meses de gestação.
     
    Eles verificaram que havia bactérias presentes em todas as amostras, mas quanto mais bactérias presentes, mais finas as membranas, especialmente nas mulheres que tinham tido partos prematuros em decorrência da ruptura da bolsa d'água.
     
    Comentando o estudo, o médico Patrick O'Brien, do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, disse que já se sabia há algum tempo que infecções bacterianas eram responsáveis por rupturas prematuras da bolsa amniótica em algumas mulheres. “Agora, o que realmente precisamos é entender em detalhes o mecanismo pelo qual bactérias provocam a ruptura da bolsa”.
     
    Duncan Wilbur, porta-voz da ONG britânica de suporte para bebês prematuros Bliss, acrescentou: “Damos boas vindas a qualquer estudo que nos ajude a compreender melhor as causas de partos prematuros e a identificar as mulheres sob maior risco”.
     
    “As conclusões desse estudo são muito interessantes e mais pesquisas precisam ser feitas para encontrar tratamentos que ajudem a prevenir partos prematuros”.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Cientistas americanos notaram que desempenho na habilidade de diferenciar imagens sutilmente diferentes era melhor em voluntários que tinham ingerido cafeína.
     
    Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória. O estudo, publicado na revista especializada “Nature Neuroscience”, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas.
     
    Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
     
    O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
     
    Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
     
    Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo. Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
     
    No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
     
    Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
     
    Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens 'semelhantes' era maior que o que repondia – de forma errada – que eram as mesmas imagens.
     
    “Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína”, disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
     
    “Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso”, acrescentou.
     
    O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
     
    Poucos efeitos
     
    A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o 'centro de memória' do cérebro, para compreender o efeito da cafeína. Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína. “Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente”, disse Yassa.
     
    O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que “sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas”. “Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar”, acrescentou.
     
    “E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos.”
     
    Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens “melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado”.
     
    “Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas.”
     
    Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.
     
    Fonte: Bem Estar