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  • Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Cientistas americanos notaram que desempenho na habilidade de diferenciar imagens sutilmente diferentes era melhor em voluntários que tinham ingerido cafeína.
     
    Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória. O estudo, publicado na revista especializada “Nature Neuroscience”, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas.
     
    Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
     
    O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
     
    Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
     
    Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo. Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
     
    No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
     
    Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
     
    Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens 'semelhantes' era maior que o que repondia – de forma errada – que eram as mesmas imagens.
     
    “Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína”, disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
     
    “Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso”, acrescentou.
     
    O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
     
    Poucos efeitos
     
    A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o 'centro de memória' do cérebro, para compreender o efeito da cafeína. Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína. “Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente”, disse Yassa.
     
    O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que “sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas”. “Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar”, acrescentou.
     
    “E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos.”
     
    Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens “melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado”.
     
    “Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas.”
     
    Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisa identifica DNA que regula atividade no pâncreas humano

    Pesquisa identifica DNA que regula atividade no pâncreas humano

    Mutações associadas a doenças do pâncreas estão em regiões do DNA.
    Investigação foi publicada no periódico científico 'Nature Genetics'.
     
    Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a informação do genoma humano que regula a atividade dos genes do pâncreas e conseguiu demonstrar que seu mau funcionamento está associado ao desenvolvimento de diabetes e outras doenças do metabolismo.
     
    O estudo foi publicado no último número da revista “Nature Genetics”. Segundo explicou um dos autores do trabalho, Lorenzo Pasquali, do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer, em Barcelona, o trabalho “ajudará a compreender, em nível molecular, por que algumas pessoas tendem a desenvolver diabetes”.
     
    Na investigação, Pasquali e Jorge Ferrer, do Imperial College, em Londres, conseguiram identificar o conjunto de regiões reguladoras do genoma que opera no pâncreas humano ativando todos os genes necessários para formar o órgão.
     
    “Algo assim como o mapa genômico global de todos os 'interruptores de luz' que acendem os genes necessários para construir um pâncreas”, explicou José Luis Gómez-Skarmeta, pesquisador do Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento (Espanha).
     
    Todas as células do organismo têm a mesma informação genética, os mesmos genes, mas o que diferencia uma célula do pâncreas de uma do coração, por exemplo, é quais genes estão “acesos” em cada tecido, e essa informação procede das regiões reguladoras, disse Gómez Skarmeta. 
     
    A segunda parte da pesquisa consistiu em “associar essas regiões com seus genes alvo”, com os quais “respondem suas instruções”, acrescentou.
     
    Relação com doenças humanas
     
    Por último, Ferrer e Pasquali relacionaram estas instruções com doenças humanas e observaram que muitas mutações associadas a doenças do pâncreas ou do metabolismo estão localizadas nas regiões do DNA que contêm a informação reguladora.
     
    “Essas mutações alteram o mecanismo do 'interruptor de luz', que não funciona bem e como consequência o gene também não funciona bem no pâncreas e provoca diabetes ou outros problemas”, conclui Gómez-Skármeta.
     
    Para entender a importância do estudo é preciso se partir da premissa que só 5% do DNA humano contém genes que servem para produzir proteínas. É nos 95% restantes do genoma onde é produzida a imensa maioria das mutações conhecidas que causam doenças.
     
    Este DNA, chamado DNA não codificante, contém sequências que permitem que uns e não outros genes se ativem em determinados órgãos. Tais sequência são chamadas 'regiões reguladoras'. No entanto, este DNA não codificante, até pouco tempo denominado 'DNA lixo', foi um grande desconhecido durante muitos anos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” opõe pediatras e fonoaudiólogos

    ” opõe pediatras e fonoaudiólogos

    A obrigatoriedade de um teste em recém-nascidos para detectar uma alteração na membrana que conecta a língua ao assoalho da boca está colocando em lados opostos pediatras e fonoaudiólogos.
     
    Um projeto de lei que exige a realização do “teste da linguinha” por profissionais de saúde em todas as maternidades no país já passou na Câmara e está no Senado.
     
    Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, afirma que a entidade tomou essa iniciativa porque é comum o atendimento de crianças mais velhas com problemas de fala por falta de diagnóstico quando eram bebês.
     
    “Problemas que começam pequenos como esse acabam passando despercebidos pelos médicos.”
     
    Outra vantagem de realizar o teste no recém-nascido, segundo ela, é evitar dificuldades de amamentação que podem ser causadas pela falta de movimentos da língua.
     
    Quando o problema da língua presa é detectado, um corte simples da membrana resolve o problema, afirma Marchesan. O projeto de lei para tornar o teste da linguinha obrigatório não prevê a exigência de realização desse corte, mas o procedimento já é feito no SUS.
     
    “Se o corte é feito depois que a criança já não fala bem, a fala nunca vai ficar perfeita”, diz Marchesan.
     
    Mas a Sociedade de Pediatria de São Paulo é contra a aprovação da lei. Um parecer da entidade afirma que o exame da cavidade oral já é realizado rotineiramente pelos pediatras e que a lei criaria uma despesa desnecessária –o que os fonoaudiólogos negam, já que o projeto não prevê que um especialista realize o teste.
     
    Ainda segundo a entidade, raramente a alteração no frênulo (membrana que conecta a língua ao assoalho da boca) causa problemas para a amamentação, e a correção pode ser feita mais tarde, não na maternidade.
     
    Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria –que endossou o parecer da entidade paulista–, diz que tornar o teste obrigatório pode levar a cirurgias desnecessárias de corte da membrana.
     
    Mário Roberto Hirschheimer, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, cita estudos americanos que dizem que só 12% dos casos diagnosticados realmente precisam do corte.
     
    Segundo ele, outros testes que já são rotina em recém-nascidos, como o do pezinho, são exigidos porque, sem o diagnóstico e o tratamento precoces, há consequências imediatas para a criança.
     
    Para Marchesan, da sociedade de fonoaudiologia, os médicos só pensam assim porque não precisam lidar, anos depois, com problemas de fala irreversíveis apresentados por crianças e adultos.
     
    OUTROS TESTES
     
    Eduardo Vaz afirma que outros testes importantes realizados nos recém-nascidos, como o do coraçãozinho e o do olhinho, precisam mais de uma lei federal do que o da linguinha.
     
    O chamado teste do coraçãozinho mede a oxigenação do sangue do bebê. Uma baixa saturação de oxigênio indica possíveis problemas cardíacos congênitos.
     
    “Cerca de 3% das crianças nascem com uma cardiopatia congênita, sendo que 10% delas, cerca de 9.000 bebês por ano no Brasil, têm um problema grave. Uma lei federal garantiria a presença do aparelho necessário para o teste em todos os lugares.”
     
    Por enquanto, esse exame é previsto em leis estaduais e municipais no país.
     
    O teste do olhinho, que também não tem lei federal, detecta problemas na visão que podem ser causados por renitoblastoma (câncer nas células da retina) e catarata, entre outras doenças.
     
    Já são obrigatórios os testes do pezinho (um rastreamento de doenças congênitas assintomáticas) e o da orelhinha, que detecta surdez.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Nova terapia genética ajuda a reduzir tremor de doentes de Parkinson

    Nova terapia genética ajuda a reduzir tremor de doentes de Parkinson

    Resultado de teste clínico sobre tratamento foi divulgado em revista médica.
    Estudo foi feito com 15 pacientes com estágio avançado da doença.
     
    O primeiro estudo clínico de uma nova terapia genética para o tratamento do Mal de Parkinson mostra que a injeção de genes que produzem dopamina diretamente na região do cérebro que controla o movimento do corpo foi capaz de reduzir os tremores de pacientes que sofrem da doença. De acordo com um artigo publicado na noite desta quinta-feira (9) na revista médica The Lancet, o tratamento foi feito em 15 pacientes com idades entre 48 e 65 anos que já tinham sido diagnosticados com Parkinson há pelo menos cinco anos.
     
    Os médicos responsáveis pela terapia genética afirmam que todos os pacientes apresentaram melhoras nos sintomas e, apesar de todos também terem apresentado efeitos colaterais, eles foram considerados “de leves a moderados”.
     
    Os tremores, os membros rígidos e a perda de equilíbrio, alguns dos sintomas que caracterizam a doença resultam da falta de dopamina, um neurotransmissor produzido por um grupo de células nervosas. O Mal de Parkinson provoca a morte progressiva destas células, e por isso, o quadro dos pacientes é degenerativo.
     
    De acordo com a revista The Lancet, atualmente o tratamento mais usado para a doença é a droga levodopa, substância que o cérebro converte em dopamina. Porém, a morte das células com o passar do tempo acaba reduzindo a eficácia do tratamento. Entre outros efeitos disso está o desenvolvimento de espasmos musculares involuntários nos pacientes.
     
    O tratamento ProSavin, objeto do estudo clínico, usa um vírus inerte para transmitir três genes capazes de fabricar dopamina à região do estriado, que controla o movimento. Segundo o professor Stéphane Palfi, do grupo Henri-Mondor Albert-Chenevier, da França, afirmou à revista, a intenção é “converter neurônios do estriado que não produzem dopamina em fábricas de dopamina para substituir a fonte constante de dopamina que se perdeu por causa do Mal de Parkinson”.
     
    Para testar a segurança, a tolerabilidade e a eficácia de três doses diferentes do tratamento, o estudo categorizou os 15 pacientes em uma escala de funções motoras. Entre os itens desta divisão estão a fala, os tremores, a rigidez, o movimento dos dedos, a postura, o andar e a bradicinesia (a dificuldade ou lentidão em inicar movimentos voluntários).
     
    Após a cirurgia de injeção da substância, os pacientes foram monitorados durante 12 meses. Segundo os resultados do estudo, 11 pacientes apresentaram espasmos musculares enquanto estavam sob a influência do medicamento, e nove apresentaram outros efeitos colaterais, de leves a moderados.
     
    O estudo afirma ter registrado uma “melhora no comportamento motor foi observado em todos os pacientes”. De acordo com o professor Palfi, porém, embora a eficácia registrada seja promissora, “a magnitude dos efeitos está dentro do intervalo de placebo apresentado em outros estudos clínicos do Mal de Parkinson que usam técnicas cirúrgicas, e deve ser interpretada com cuidado”. Segundo ele, a conclusão do estudo é que essa abordagem terapêutica proporciona uma substituição contínua e estável de dopamina, restrita a uma região do cérebro que não tem a substância, e pode se tornar um tratamento efetivo de longo prazo sem provocar complicações comportamentais.
     
    Atualmente, a doença afeta cinco milhões de pessoas em todo o mundo e é o segundo mal neurodegenerativo mais comum, depois do Alzheimer.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Vacina nasal contra coqueluche tem sucesso em teste com humanos

    Vacina nasal contra coqueluche tem sucesso em teste com humanos

    Dados sobre pesquisa clínica foram publicados no periódico 'PLOS One'.
    Doença voltou a ser motivo de preocupação em países desenvolvidos.
     
    Uma vacina nasal contra a coqueluche foi testada com sucesso em humanos e uma única dose dela poderá ser suficiente para proteger os bebês com menos de seis meses, de acordo com estudo preliminar divulgado nesta quarta-feira (9) no periódico on-line “PLOS One”.
     
    Patologia respiratória altamente contagiosa e de origem bacteriana, a coqueluche continua a atingir milhões de pessoas e é responsável por cerca de 300 mil mortes todos anos no mundo, sobretudo, nos bebês muito novos para serem imunizados pelas vacinas atuais.
     
    A doença voltou a ser motivo de preocupação há alguns anos em vários países ocidentais, como Estados Unidos, Austrália, Grã-Bretanha e França.
     
    A vacina experimental foi preparada por uma equipe de pesquisadores europeus no âmbito de um consórcio europeu liderado por pesquisadores do Inserm. Ela é geneticamente modificada e especialmente concebida para uma administração nasal.
     
    Segundo a coordenadora do projeto Child-Innovac, Camille Locht, o medicamento foi aplicado com sucesso em 48 pessoas adultas em um teste de fase 1, que permitiu mensurar, sobretudo, sua inocuidade.
     
    Como foram os testes
    Os adultos foram distribuídos em quatro grupos: um recebeu um placebo, enquanto os outros três receberam diferentes doses da vacina.
     
    Depois de seis meses de acompanhamento, os resultados mostraram que uma única dose nasal seria suficiente para induzir, rapidamente, uma resposta imunológica, e que a vacina não apresentava qualquer efeito colateral, mesmo uma forte dose, declarou Locht.
     
    A próxima etapa consistirá em “otimizar” a dose necessária e “estabilizar” a vacina para planejar seu desenvolvimento industrial, acrescentou a pesquisadora. Entre as vantagens da vacina, a pesquisadora destaca sua facilidade de administração e um custo bem mais baixo do que o das outras vacinas disponíveis no mercado.
     
    As vacinas existentes precisam de três injeções no total, geralmente realizadas nos dois, três, ou quatro meses, para obter uma proteção a partir dos seis meses. A coqueluche pode ser fatal nos bebês mais jovens.
     
    Inicialmente criada para a luta contra a coqueluche, a vacina nasal também poderá ser utilizada para prevenir outras infecções respiratórias, como a bronquiolite no recém-nascido (basicamente fruto do vírus VRS), um “efeito positivo que não antecipamos”, completou a pesquisadora.
     
    Reunido há dois anos e meio, o consórcio europeu Child-Innovac conta com especialistas de sete países e com um financiamento de 5 milhões de euros, concedidos pela Comissão Europeia.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Estudo de Harvard prova que placebo tem efeito de remédio para enxaqueca

    Estudo de Harvard prova que placebo tem efeito de remédio para enxaqueca

    Quando o assunto é dor, a expectativa de melhora criada pelas palavras do médico na hora de prescrever um medicamento pode ser tão importante para a eficácia da terapia quanto os efeitos farmacológicos do remédio propriamente dito, segundo um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard.
     
    A pesquisa avaliou a influência do efeito placebo no tratamento de pessoas com enxaqueca e concluiu que uma pílula inócua pode ser tão eficiente quanto um medicamento de verdade no alívio da dor de cabeça durante um ataque, dependendo da mensagem que é dada ao paciente no início. Pacientes que receberam mensagens positivas se beneficiaram mais da terapia do que aqueles que receberam mensagens neutras ou negativas, independentemente de estarem tomando placebo ou medicação de verdade.
     
    “Fica claro que cada palavra na clínica conta”, disse à reportagem Ted Kaptchuk, um dos pesquisadores que liderou o estudo no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. Publicado nesta quinta-feira (9), na revista Science Translational Medicine, o estudo apresenta “a medição mais precisa do efeito placebo feita até hoje”, segundo ele.
     
    Vários estudos já demonstraram que o efeito placebo pode trazer benefícios clínicos reais para os pacientes. Mas nenhum até agora, segundo Kaptchuk, havia conseguido medir o tamanho desse efeito, separando-o dos efeitos farmacológicos diretos da medicação.
     
    Ao sofrer um ataque de enxaqueca, os pacientes tinham de tomar uma pílula que podia estar identificada de três formas: placebo (mensagem negativa); placebo ou remédio (mensagem neutra); ou remédio (mensagem positiva). Os cientistas calculam que 50% da melhora observada nos pacientes, em qualquer uma das condições, foi por causa do efeito placebo.
     
    Fonte: Estadão
  • França autoriza remédio para alívio da dor derivado da planta cannabis

    França autoriza remédio para alívio da dor derivado da planta cannabis

    Spray bucal é produto do laboratório britânico GW Pharmaceuticals.
    Medicamento alivia dores ocasionadas pela esclerose múltipla.
     
    As autoridades médicas francesas autorizaram nesta quinta-feira (9) o lançamento comercial do medicamento Sativex, derivado da Cannabis, planta da qual é produzida a maconha, voltado para aliviar as dores ocasionadas pela esclerose múltipla.
     
    De acordo com a agência de notícias France Presse, esta autorização “é uma etapa prévia à comercialização do produto, que será realizada por iniciativa do laboratório”, declarou o ministério.
     
    O Sativex, um spray bucal do laboratório britânico GW Pharmaceuticals, deve ser comercializado na França por outro laboratório, Almirall.
     
    Segundo o jornal francês “Le Monde”, o Sativex terá indicação terapêutica será limitada e deve ser comercializado a partir de 2015.
     
    De acordo com a Agência Nacional de Segurança, órgão francês responsável pela liberação de medicamentos, a prescrição deve durar por seis meses. A permissão ocorreu após estudos clínicos comprovarem a eficácia do produto.
     
    O Sativex foi o primeiro medicamento no mundo a ser aprovado contendo como base a Cannabis. Ele foi lançado em 2005.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Conselho Federal de Medicina aprova nova técnica para tratar próstata aumentada

    Conselho Federal de Medicina aprova nova técnica para tratar próstata aumentada

    Um parecer aprovado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) abre caminho para a utilização no Brasil de uma técnica menos invasiva para tratar o aumento benigno da próstata (hiperplasia), problema que atinge cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos.
     
    Trata-se da embolização das artérias da próstata, que pode servir como alternativa a medicamentos e a outros procedimentos cirúrgicos.
     
    Análise: Método esbarra em entraves e é pouco acessível na rede pública
     
    A técnica foi desenvolvida por médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde vem sendo usada na forma de pesquisa, e já está sob avaliação do governo americano.
     
    Consiste no uso de um pequeno tubo, que entra pela virilha e, guiado por um aparelho que emite raio X, percorre vasos sanguíneos até a próstata. Lá, uma substância é liberada a fim de obstruir parte do fluxo sanguíneo que alimenta a próstata, favorecendo a redução de seu tamanho e, assim, reduzindo a pressão do órgão sobre a uretra, diz Francisco Carnevale, chefe do serviço de radiologia intervencionista do HC.
     
    Nela é usada anestesia local, e o paciente pode deixar o hospital no mesmo dia.
     
    Cacilda Pedrosa, relatora do parecer do CFM, diz que ainda será preciso que o conselho aprove uma resolução sobre o tema para que o procedimento seja liberado em definitivo, o que deve ocorrer entre janeiro e fevereiro, diz.
     
    Segundo Carnevale, o procedimento da embolização já é usado no país, mas para outras finalidades. Por exemplo, para atacar miomas uterinos e tumores no fígado.
     
    Alberto Azoubel Antunes, urologista que chefia o serviço de próstata do Hospital das Clínicas, explica que a nova técnica beneficia sobretudo pacientes com obstrução leve –a maior parte dos casos–, aliviando sintomas como ardor e urgência para urinar e jato fraco de urina.
     
    Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, diz que o procedimento foi utilizado em cerca de 60 pacientes nessa fase de pesquisa. Mais de 50 deles voltaram a urinar normalmente, sendo que não houve complicações em nenhum dos casos.
     
    Segundo Srougi, a técnica é segura e apresentou resultados sólidos, embora haja algumas críticas no meio médico sobre o procedimento. “Se [a técnica] pegar, a cirurgia mais realizada em próstata vai deixar de ser feita num grupo grande de pacientes”, afirma o médico.
     
    PARECER
    Após cerca de quatro anos utilizando a técnica no Brasil dentro de protocolos de pesquisa, o grupo solicitou ao CFM o reconhecimento da nova técnica. Em parecer aprovado no fim de 2013, o conselho reconheceu os benefícios da embolização, chancelando seu uso desde que cumpridos alguns requisitos.
     
    Por exemplo, a consulta a um urologista e a realização da técnica por médico formado em radiologia intervencionista credenciado e capacitado para o procedimento. O parecer também vincula a liberação da técnica ao acompanhamento dos resultados, pelo CFM, por até cinco anos.
     
    Carnevale explica que a proposta é criar centros de capacitação de profissionais para a utilização da técnica em outros hospitais do país, em conjunto com sociedades da área.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Risco de morte por câncer cai 20% em 20 anos nos EUA, aponta relatório

    Risco de morte por câncer cai 20% em 20 anos nos EUA, aponta relatório

    Dados foram divulgados pela Sociedade Americana contra o Câncer.
    Levantamento prevê 1,6 milhão de novos casos este ano no país.
     
    O risco de morte por câncer nos Estados Unidos caiu 20% em 20 anos, fato que seria reflexo de uma prevenção maior e de avanços no tratamento da doença, segundo o último relatório da Sociedade Americana contra o Câncer (ACS), divulgado nesta semana.
     
    A mortalidade por câncer caiu ininterruptamente nessas duas décadas, informou a ACS, destacando que os maiores avanços ocorreram em homens adultos negros. Nesse grupo, a taxa de mortalidade causada pela doença diminuiu pela metade.
     
    Mas, apesar dos feitos impressionantes, os negros americanos ainda registram a maior incidência de câncer e morte pela doença entre todos os grupos étnicos. De acordo com o relatório da ACS, esse grupo registra o dobro dos casos em relação aos asiáticos, os menos afetados.
     
    Queda entre homens
    De 2006 a 2010, ano das últimas estatísticas disponíveis, a incidência de câncer diminuiu 0,6% por ano entre os homens nos EUA e permaneceu estável entre as mulheres. A taxa de mortalidade pela doença, no entanto, caiu 1,8% por ano entre os homens e 1,4%, entre as mulheres.
     
    A taxa combinada de mortalidade diminuiu nas últimas duas décadas, passando do nível máximo de 215,1 por 100 mil habitantes, em 1991, para 171,8 por 100 mil, em 2010. Essa redução de 2% se traduz em 1,34 milhão de mortes evitadas (952.700 homens e 387.700 mulheres) durante o período.
     
    No entanto, a magnitude dessa queda varia significativamente de acordo com a idade, a origem étnica e o sexo dos doentes, passando de uma taxa de mortalidade que continua imutável entre mulheres brancas de 80 anos para uma queda de 55% entre homens negros entre 40 e 49 anos.
     
    “O progresso que estamos vendo é excelente e excepcional, mas podemos e devemos torná-lo melhor”, disse o presidente da ACS, John Seffrin.
     
    “A redução à metade do risco de morte entre os homens negros de 40 a 49 anos em apenas duas décadas é algo extraordinário”, destacou Seffrin, mesmo tendo ressaltado que “a taxa de mortalidade por câncer continua sendo mais alta entre os negros que entre os brancos, em quase todos os principais tipos da doença”.
     
    Segundo o relatório, “essa disparidade racial na sobrevivência é explicada sobretudo pelas diferenças de tratamento no momento do diagnóstico”.
     
    Novos casos em 2014
    O relatório da ACS também prevê 1,66 milhão de novos casos de câncer nos Estados Unidos em 2014, além de 585.720 mortes – 1.600 por dia – causadas pela enfermidade.
     
    Entre os homens, os cânceres de próstata, pulmão e colorretal serão a metade de todos os tipos de carcinomas diagnosticados. Um em cada quatro cânceres detectados no país é de próstata.
     
    No caso das mulheres, os três tipos de tumores mais comumente diagnosticados em 2014 serão o de mama, o de pulmão e o colorretal, que representarão a metade de todos os casos. O câncer de mama equivalerá a 29% de todos os novos casos de câncer entre as mulheres americanas, segundo projeções da ACS.
     
    Os cânceres de pulmão, próstata, mama e colorretal são as principais causas de morte relacionadas com a doença, representando quase metade do total de mortes por câncer entre homens e mulheres nos EUA.
     
    “Atualmente, estamos em um ponto de inflexão (desvio) na história da medicina do câncer”, disse o médico Ronald DePinho, presidente do MD Anderson Cancer Center, em Houston, no Texas, sul dos EUA, um dos institutos mais importantes do mundo em pesquisas sobre a doença.
     
    “Agora, teremos uma profunda compreensão sobre os mecanismos do câncer e avanços tecnológicos que nos permitem tratar muito melhor os pacientes” e detectar previamente os tumores, explicou DePinho, durante entrevista à emissora de televisão CNN, no ano passado.
     
    Segundo o presidente, o avanço mais importante da medicina na última década foi na área de imunoterapia, que é a capacidade de ensinar o sistema imunológico do corpo a lutar com eficácia contra as células cancerosas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Saúde lança diretrizes para diagnóstico e tratamento do câncer de tireoide

    Saúde lança diretrizes para diagnóstico e tratamento do câncer de tireoide

    Uma portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (7) no Diário Oficial da União estabelece o protocolo clínico e as diretrizes para tratamento do carcinoma diferenciado da tireoide ou câncer da tireoide – tipo de câncer do sistema endócrino de maior prevalência no mundo.
     
    O texto estabelece critérios de diagnóstico, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação a serem utilizados pelas secretarias de saúde dos estados e dos municípios.
     
    “Os gestores estaduais e municipais do SUS [Sistema Único de Saúde], conforme a sua competência e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com a doença em todas as etapas descritas no anexo desta portaria.”
     
    Ainda de acordo com o texto, é obrigatória a cientificação do paciente ou do responsável legal em relação aos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao tratamento preconizado para o carcinoma diferenciado da tireoide.
     
    Fonte: Uol Saúde