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  • Alagoas vai receber mais de R$ 2,2 mi para ações do programa DST/Aids

    Alagoas vai receber mais de R$ 2,2 mi para ações do programa DST/Aids

    Repasse será feito em 12 parcelas aos fundos estaduais e municipais.
    Incentivo financeiro é destinado também para ações contra hepatites virais.
     
    O governo federal, através do Ministério da Saúde (MS), vai disponibilizar mais de R$ 2,2 milhões para as ações de vigilância, controle e prevenção de DST, Aids e hepatites viras, no estado de Alagoas.
     
    De acordo com a Portaria 3.276, publicada em 27 de dezembro de 2013, no Diário Oficial da União (DOU), o repasse financeiro será feito pelo MS, por meio do Fundo Nacional de Saúde, aos fundos estaduais e municipais, dividido em 12 parcelas.
     
    O incentivo também poderá ser destinado para ações desenvolvidas por organizações da sociedade civil, para a manutenção de casa de apoio a pessoas vivendo com HIV e Aids e também para a aquisição da fórmula láctea para crianças nascidas de mães soropositivas.
     
    A definição dos valores do incentivo financeiro a serem distribuídos às secretarias estaduais e municipais de saúde levam em conta critérios como número de casos de Aids, hepatite B e C e número de casos de nascidos com sífilis congênita.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, em 2013 o investimento do governo federal no combate ao HIV, Aids, hepatites virais e DST chegou a R$ 1,2 bilhão. Desse total, cerca de R$ 770 milhões custeiam a oferta de medicamentos. Há 10 anos, a verba era quase a metade disso: R$ 689 milhões, dos quais R$ 551 milhões foram usados em tratamento, o que representou um aumento de 75 % no investimento.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Organização excessiva que atrapalha o dia a dia pode ser sintoma de TOC

    Organização excessiva que atrapalha o dia a dia pode ser sintoma de TOC

    Bem Estar desta terça-feira (7) explicou quando ser organizado é doença.
    Médicos deram dicas ainda para evitar acúmulo de objetos dentro de casa.
     
    Você se considera uma pessoa muito organizada ou muito bagunceira? Não consegue ver nada fora do lugar? Ou não se importa se a casa estiver toda bagunçada?
     
    No Bem Estar desta terça-feira (7), o psiquiatra Daniel Barros e o neurologista Tarso Adoni explicaram como identificar se a organização ou bagunça excessivas são sinais de um problema mais sério e até mesmo uma doença.
     
    A organização, por exemplo, se atrapalhar o dia a dia da pessoa e fugir do controle, pode ser que seja um transtorno obssessivo compulsivo, o TOC, como explicou o psiquiatra Daniel Barros. Se isso acontecer, é importante procurar ajuda para confirmar o diagnóstico. O paciente com TOC geralmente tem uma disfunção de julgamento em uma área do cérebro – segundo o neurologista Tarso Adoni, há uma região do cérebro que julga a necessidade de arrumar algo e, se houver, ela envia uma mensagem para outra região, responsável por executar a ação. Em pessoas com o transtorno, há um problema nessa região “julgadora”, ou seja, mesmo com o ambiente limpo, elas continuam acreditando que há algo sujo e, por isso, acabam arrumando repetidamente.
     
    Já a desorganização, se estiver associada a outros problemas, pode ser também um sintoma de algo maior. Na depressão, por exemplo, é comum as pessoas deixarem as coisas para a última hora e acabarem se desorganizando; no déficit de atenção, a desorganização também é um dos sinais, como lembrou o psiquiatra Daniel Barros.
     
    No caso da dona de casa Isabelle Alves França, porém, a organização excessiva passou a ser uma preocupação – ela não consegue relaxar enquanto não estiver tudo limpo e arrumado na casa dela.
     
    Para se certificar de que as panelas estão limpas, por exemplo, ela chega a limpar de duas a três vezes. Fora isso, todos os objetos da casa da família são guardados em uma ordem específica, sempre organizados.
    Apesar de se considerar um pouco exagerada, a Isabelle acha que não tem nenhum transtorno, mas segundo o psiquiatra Daniel Barros, quando ocorre essa obsessão, que é a ideia de fazer algo repetidamente, junto com uma compulsão, que é a realização disso, pode ser que a pessoa tenha TOC.
     
    O mesmo acontece com o jovem Daniel, mostrado na reportagem da Natália Ariede – para ele, a organização também é uma parte fundamental no dia a dia.
     
    Ao contrário da irmã gêmea Fernanda, de 13 anos, ele gosta de ver tudo sempre arrumado e ordenado; já ela não se importa com a desordem.
     
    Fora a organização dos objetos, existe ainda a organização das tarefas do dia a dia, que muita gente também tem dificuldade. O psiquiatra explica que há ainda uma diferença na maneira com que as pessoas lidam com os problemas – enquanto uns são corajosos e enfrentam tudo, outros têm dificuldade em se organizar. A dica, portanto, é dividir o problema em partes e começar a encarar aos poucos.
     
    Outro hábito que pode ajudar é fazer uma tabela com três informações – o quê, prazo e nota. Depois, é só fazer uma lista de todas as atividades que precisam ser feitas e colocar ao lado de cada uma delas a data limite e a prioridade.
     
    Acumuladores
     
    Além do problema da bagunça ou desorganização, tem gente ainda que tem dificuldade de se desapegar de algumas coisas.
     
    Segundo o neurologista Tarso Adoni, isso acontece porque o cérebro precisa se apegar a objetos para lembrar e reviver certas emoções, mas isso pode ser também um sinal de algum problema maior, como lembrou o psiquiatra Daniel Barros. Isso é ainda mais perigoso se a casa acabar virando um depósito de objetos antigos.
     
    Para se livrar dessa mania, existem algumas dicas: reserve 15 minutos por dia para dar uma organizada na casa; se você não vai usar revistas, jornais e cartas no futuro, jogue fora no dia que recebe; se você não usou algum objeto no último ano, como roupas e até eletrodomésticos, descarte; se você perceber que não consegue começar a organização sozinho, talvez seja o momento de buscar ajuda profissional.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Reduzir níveis de gordura no sangue continua fundamental, dizem médicos

    Reduzir níveis de gordura no sangue continua fundamental, dizem médicos

    Novas orientações das sociedades americanas de cardiologia estão deixando muita gente em dúvida: pessoas que não tiveram infarto ou derrame e têm colesterol alto devem ou não tomar remédios para baixar esses níveis?
     
    Ao eliminar as chamadas metas de colesterol –o número máximo de LDL, o colesterol “ruim”, que cada grupo de pessoas deve ter de acordo com seu perfil de risco para derrame e infarto-, o documento publicado em novembro deixou a impressão de que já não importa qual o nível de gorduras no sangue.
     
    Assim, não seria mais necessário tomar remédios contra colesterol, as estatinas, nem fazer exames para ver o progresso do tratamento.
     
    No sábado retrasado, o oncologista Drauzio Varella, colunista da Folha, escreveu, ao citar as novas diretrizes da American Heart Association e do American College of Cardiology: “Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais. Se seu LDL é alto, não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado”.
     
    Cardiologistas brasileiros envolvidos na elaboração das diretrizes nacionais de controle do colesterol, publicadas também neste ano, discordam do colunista.
     
    Raul Santos Filho, da Faculdade de Medicina da USP, diz que a nova diretriz dos EUA é clara ao recomendar redução de 30% a 50% ou mais dos níveis de colesterol a depender do perfil de risco do paciente como ato eficaz para evitar infarto e derrame.
     
    “Se o nível de colesterol não fosse importante, por que mandariam baixar tanto?”
     
    O cardiologista Hermes Toros Xavier, editor da atual diretriz brasileira sobre o tema, diz que as metas não foram suspensas pela irrelevância dos níveis de colesterol, e sim porque os estudos nos quais as orientações se basearam viam só o efeito da redução das taxas, e não o desempenho em cada nível.
     
    De fato, o texto americano classifica a redução de 50% do colesterol “ruim” como um “fator crítico” para evitar eventos cardiovasculares.
     
     
    REMÉDIO PRA QUEM?
     
    Tendo como base estudos nos quais a resposta de grupos equivalentes de pacientes a um tratamento ou a um placebo são comparados, a diretriz americana conclui que há quatro tipos de pessoas para as quais o uso de remédios anticolesterol tem mais benefícios do que riscos.
     
    O primeiro grupo é são os que já têm doenças cardíacas, como os infartados. Aqui não há controvérsia. Depois vêm as pessoas com LDL bem alto, maior do que 190 mg/dl. Os diabéticos com LDL entre 70 e 189 mg/dl constituem o terceiro grupo.
     
    O último e mais controverso grupo é tem potencial de incluir o maior número de pessoas: adultos sem doenças cardíacas, com LDL entre 70 e 189 mg/dl e com risco igual ou maior a 7,5% de ter um evento cardiovascular nos próximos dez anos.
     
    Esse risco é calculado por meio de uma fórmula já bem conhecida dos cardiologistas mas que foi atualizada para a nova diretriz –e muito criticada, por superestimar o risco em certos grupos e por subestimá-lo em outros.
     
    A tabela leva em conta os seguintes itens: sexo, idade, raça (afroamericana ou branca e outras), níveis de colesterol, pressão arterial, se a pessoa faz tratamento para baixar a pressão, se tem diabetes e se fuma.
     
     
    EVIDÊNCIAS
     
    A última pesquisa grande sobre estatinas em pessoas sem doenças cardiovasculares foi publicada neste ano pela Cochrane, entidade de renome que realiza grandes revisões de estudos. Ela concluiu que o tratamento com estatinas é benéfico mesmo para quem nunca teve problemas cardíacos e que não traz efeitos colaterais graves.
     
    John Abramson, da Escola Médica de Harvard, publicou uma análise no “British Medical Journal” questionando conclusões dessa revisão e de outra de 2012, a CTT, uma colaboração internacional.
     
    O problema principal é o número de pessoas que precisam tomar as estatinas para que um evento cardiovascular ou uma morte sejam evitados. Esse número deve ser comparado com o de pessoas que precisam tomar o remédio para que uma tenha um efeito colateral grave. Pesando o benefício e o risco, chega-se a uma indicação.
     
    Mas esses números são controversos. O estudo da CTT mostra que, entre pessoas com risco de 20% ou menor de problemas cardíacos em dez anos, são evitados 11 eventos cardiovasculares por mil pessoas tratadas a cada 39 mg/dl de redução de LDL. As conclusões da CTT classificam esse benefício como mais importante do que o risco trazido pelo tratamento.
     
    Nesse estudo, era preciso tratar 2.000 pessoas para haver um caso de problema nos músculos, um dos efeitos colaterais mais comuns do tratamento. No entanto, Abramson, no “BMJ”, cita outros estudos que mostram um número muito maior de casos de dores musculares causados por estatina.
     
    Segundo esses estudos, é preciso tratar só 19 pessoas para que uma sofra de miopatia. O diabetes também aumenta entre os tratados,em especial entre mulheres.
     
    Segundo Xavier, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o risco de diabetes sobe cerca de 9% entre usuários de estatina, risco menor do que o benefício do remédio.
     
    Para Drauzio Varella, o importante é trazer à tona a discussão sobre esse tema. “Quis mostrar [com o artigo] que a questão não é tão simples assim. É preciso discutir.”
     
     
    TENTAIVA DE EVITAR INFARTOS
     
    Por que, afinal, existe um esforço tão grande para saber quem deve tomar um remédio para evitar uma doença que pode nem se manifestar?
     
    As estatinas são classificadas como “blockbusters”, drogas responsáveis por grande fatia do faturamento das maiores farmacêuticas. Enquanto as patentes e os preços desses remédios vêm caindo, novas substâncias têm sido testadas para serem usadas como estatinas ou por pessoas que não toleram o tratamento com elas.
     
    Para críticos da indústria farmacêutica, existe um esforço grande em demonstrar benefício desses remédios simplesmente para fazer gente saudável comprar remédio.
     
    Mas a questão não pode ser resumida a uma “teoria da conspiração”, segundo Raul Santos Filho, da USP. Cerca de metade das pessoas que infartam nunca teve sintomas de doenças cardíacas antes de sofrer o evento ou até morrer por causa dele.
     
    A esperança dos médicos é identificar pessoas com maior risco de infartar ou ter derrame e evitar que isso aconteça. Daí surgem as escalas de risco futuro e as receitas de estatinas e anti-hipertensivos.
     
    Além das mudanças de estilo de vida, que dependem muito da força de vontade do paciente, o colesterol é um fator no qual os médicos conseguem interferir, principalmente com remédios.
     
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     

     

  • Terapias genéticas conseguem avanço contra cânceres do sangue

    Terapias genéticas conseguem avanço contra cânceres do sangue

    Em um dos maiores avanços contra a leucemia e outros tipos de câncer de sangue em muitos anos, médicos estão relatando um sucesso sem precedentes no uso de terapia genética para transformar células do sangue dos pacientes em soldados que procuram e destroem o câncer.
     
    Alguns pacientes com um tipo de leucemia receberam por uma vez a terapia experimental vários anos atrás e alguns permanecem livre do câncer hoje. Agora, pelo menos seis grupos de pesquisa já trataram mais de 120 pacientes com vários tipos de cânceres do sangue e da medula óssea, com resultados impressionantes.
     
    “É muito emocionante “, disse Janis Abkowitz , chefe doenças do sangue da Universidade de Washington em Seattle e presidente da Sociedade Americana de Hematologia . “Você pode pegar uma célula que pertence a um paciente e modificá-la para ser uma célula de ataque.”
     
    Em um estudo, todos os cinco adultos e 19 entre 22 crianças com leucemia linfocítica aguda, ou ALL, tiveram uma remissão completa. Ou seja, nenhum caso de câncer poderia ser encontrado após o tratamento, embora alguns tenham tido uma recaída desde então .
     
    Esses pacientes estavam gravemente doentes e já não tinham mais opções . Alguns haviam tentado vários transplantes de medula óssea e até dez tipos de quimioterapia ou outros tratamentos.
     
    O câncer estava tão avançado em Emily Whitehead,8, de Philipsburg, na Pensilvânia, que os médicos disseram que seus principais órgãos iriam falhar em questão de dias. Ela foi a primeira criança a receber a terapia genética e hoje, quase dois anos depois, não mostra nenhum sinal do câncer.
     
    Os resultados em outros pacientes com mieloma , linfoma e leucemia linfocítica crônica , ou LLC, serão relatados na conferência da sociedade de hematologia, que começou no sábado, em Nova Orleans (EUA).
     
    Os médicos dizem que isso tem o potencial para se transformar na primeira terapia genética aprovada nos Estados Unidos e a primeiro para o tratamento do câncer em todo o mundo. Apenas uma terapia genética é aprovado na Europa, para uma doença metabólica rara .
     
    O tratamento envolve filtrar o sangue dos pacientes para remover milhões de células brancas do sangue, as chamadas células-T, alterá-las em laboratório para conter um gene que tem como o câncer como alvo, e devolvê-las ao paciente em infusões ao longo de três dias.
     
    “O que estamos dando é essencialmente uma droga viva” – células permanentemente alteradas que, no corpo, se multiplicam em um exército para lutar contra o câncer, disse o David Porter, cientista da Universidade da Pensilvânia que liderou um estudo.
     
    Várias empresas farmacêuticas e de biotecnologia estão desenvolvendo essas terapias . A Universidade da Pensilvânica patenteou seu método e licenciou para a farmacêutica suíça Novartis AG. A empresa está construindo um centro de pesquisa no campus da universidade, na Filadélfia, e planeja um ensaio clínico no próximo ano, que poderia levar à aprovação federal do tratamento, já em 2016.
     
    Conversando com os pesquisadores , “há um sentido de fazer história … uma sensação de fazer algo muito especial”, disse Hervé Hoppenot, presidente da Novartis Oncology, a divisão principal do trabalho.
     
    Lee Greenberger, diretor científico da Sociedade de Leucemia e Linfoma, concorda.
     
    “Do nosso ponto de vista, esta parece ser um grande avanço”, disse ele . “Estamos vendo respostas poderosas (…) o tempo vai dizer o quão duradouras essas remissões virão a ser .”
     
    O grupo doou US $ 15 milhões para vários pesquisadores testando essa abordagem. Esperam-se cerca de 49 mil novos casos de leucemia, 70.000 casos de linfoma não Hodgkin e 22 mil casos de mieloma diagnosticados nos Estados Unidos em 2013.
     
    Muitos pacientes são tratados com sucesso com quimioterapia, transplante de medula óssea ou de células-tronco, mas os transplantes são arriscados e nem sempre consegue encontrar doadores. Até agora , a terapia genética foi testada em pessoas que estavam em perigo de morte , porque outros tratamentos fracassaram.
     
    A terapia genética deve ser feita individualmente para cada paciente, e os custos de laboratório são agora cerca de US $ 25.000, sem margem de lucro . Isso ainda é menos do que os custos de muitos medicamentos para tratar essas doenças, além de muito menos do que um transplante.
     
    O tratamento pode causar sintomas semelhantes aos da gripe graves, além de outros efeitos colaterais, mas eles foram reversíveis e temporários, dizem os médicos.
     
    Os médicos da Pensilvânia têm tratado a maioria dos casos até agora: 59. Dos primeiros 14 pacientes com leucemia linfocítica crônica, quatro tiveram remissão completa, quatro tiveram parciais e o restante não respondeu. No entanto, alguns respondedores parciais continuaram a ver seu câncer encolher um ano após o tratamento .
     
    “Isso é muito especial para esse tipo de terapia” e dá esperança de que tratamento ainda pode destruir o câncer, disse Porter. Outros 18 pacientes com leucemia linfocítica crônica foram tratados, e metade respondeu até o momento.
     
    Médicos da universidade também trataram 27 pacientes com ALL (leucemia linfocítica aguda). Todos os cinco adultos e 19 entre as 22 crianças tiveram remissão completa. Uma taxa de sucesso “extraordinariamente alta”, disse o Stephan Grupp, do Hospital Infantil da Filadélfia.
     
    Desde então, seis tiveram uma recaída, mas os médicos estão ponderando se fazem uma segunda tentativa de terapia genética.
     
    No Instituto Nacional do Câncer dos EUA, James Kochenderfer e colegas trataram 11 pacientes com linfoma e quatro com CLL, começando cerca de dois anos atrás. Seis tiveram remissão completa, seis tiveram parcial, uma está com a doença estável. Para os outros, ainda é muito cedo para dizer.
     
    Dez outros pacientes receberam a terapia genética para tentar matar leucemia ou linfoma remanescente após transplantes de medula óssea . Esses pacientes receberam infusões de células sanguíneas tratadas com genes feitas com material de seus doadores, em vez de usar as suas próprias células sanguíneas . Um deles teve uma remissão completa, e outros três apresentaram redução significativa de sua doença.
     
    “Eles receberam todo tratamento conhecido pelo homem. Conseguir obter algumas respostas é muito encorajador”, disse Kochenderfer . O instituto do câncer está trabalhando com uma empresa de biotecnologia de Los Angeles, a Kite Pharma Inc., em sua abordagem de terapia genética.
     
    Pesquisadores do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, apresentarão um relatório sobre 13 pacientes com LLA. Médicos da Universidade do Texas Anderson Cancer Center, apresentará um relatório sobre cerca de duas dezenas de pacientes com LLA ou linfoma e a Universidade Baylor apresentará resultados em 10 pacientes com linfoma ou mieloma .
     
    Os pacientes são encorajados porque relativamente poucos tiveram uma recaída.
     
    “Ainda estamos nervosos todos os dias, porque eles não podem nos dizer o que vai acontecer amanhã”, disse Tom Whitehead, o pai de Emily, de 8 anos.
     
    Doug Olson , 67, um cientista de uma fabricante de dispositivos médicos, não mostra nenhum sinal de câncer desde a terapia genética em setembro de 2010. Ele tinha CLL desde 1996.
     
    “Dentro de um mês, ele estava em remissão completa. Isso foi completamente inesperado”, disse Porter, médico da Universidade da Pensilvânia .
     
    Olson correu sua primeira meia-maratona em janeiro e já não se preocupa com quanto tempo sua remissão irá durar.
     
    “Eu decidi que eu estou curado . Eu não vou deixar que isso paire sobre minha cabeça nunca mais”, disse ele.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Justiça proíbe a venda de andadores infantis em todo o país

    Justiça proíbe a venda de andadores infantis em todo o país

    Decisão de juíza do RS atende ação da Sociedade Brasileira de Pediatria. 
    Associação de fabricantes diz que vai recorrer da decisão.
     
    Uma liminar da Justiça de Passo Fundo (RS) determinou a proibição da comercialização de andadores infantis em todo o país. Na decisão, a juíza Lizandra Cericato Villarroel destaca que nenhuma das marcas comercializadas estão dentro das normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e que “a natureza do produto se destina a bebês e crianças na fase de aprendizagem do ato de caminhar, portanto, em situação biológica de vulnerabilidade potencializada”.
     
    A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso. Os fabricantes dizem que vão recorrer.
     
    Segundo a decisão, a empresa que não cumprir a determinação será multada em R$ 5 mil por dia.
     
    A proibição do RS atende a uma solicitação de ação civil pública da Associação Carazinhense de Defesa do Consumidor, por solicitação do pediatra Rui Locatelli Wolf, da
    Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). No início do ano, uma campanha iniciada pela SBP foi lançada para coibir no país o uso do andador de bebês, com o objetivo de aumentar a proteção de crianças contra acidentes que, segundo os pediatras, podem ser ocasionados pelo uso do equipamento.
     
    O andador infantil é um aparelho usado para ajusar bebês no aprendizado de andar. Compõe-se de estruturas rígidas, de formato variado – normalmente circulares –, dentro das quais fica o bebê, preso à estrutura por meio de tiras ou similares. A parte superior é construída de maneira a proporcionar apoio à criança, ao passo que a parte inferior é aberta ou mais larga, permitindo o movimento das pernas e dos pés. Um conjunto de rodas presas à estrutura possibilita o deslocamento do aparelho em diferentes direções.
     
    O produto, que segundo os fabricantes proporciona “liberdade” a bebês com idade entre 6 e 15 meses, que ainda não andam sozinhos, é considerado “perigoso” por especialistas. Eles alertam para o risco de acidentes e traumatismos decorrentes da queda de crianças em escadas, ou mesmo queimaduras, já que dentro deles os bebês podem encostar em superfícies quentes.
     
    Segundo o pediatra Danilo Blank, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, o andador também pode retardar a atividade muscular da criança, “que fica pendurada, sem mexer a perna ou as articulações”. “É um instrumento que não tem benefício e oferece risco grave de traumatismo”, explicou o médico.
     
    Fabricantes vão recorrer
     
    O presidente da Associação Brasileira de Produtos Infantis (Abrapur), Synesio Batista da Costa, critica a decisão judicial e afirma que os fabricantes vão entrar com recurso. Ele considera a determinação “emocional” e ressalta que o andador infantil é usado no mundo todo.
     
    “Nem os europeus, que são muito certificadores, proibiram o uso”, afirmou. O Canadá é o único país onde os andadores são proibidos.
     
    Costa destacou que no Brasil são vendidos, em média, 2 milhões de andadores por ano, e que é de responsabilidade dos pais usar o equipamento corretamente.
     
    “Acidentes com crianças acontecem sempre por falta de cuidado das mães. Andador não é para descer escada, é para andar em espaço doméstico sob supervisão de um adulto.”
     
    Em julho, o Inmetro avaliou dez marcas de andadores disponíveis no mercado. Todas foram reprovadas pelo órgão. Em agosto, o Inmetro anunciou que vai fazer uma certificação compulsória dos equipamentos. Segundo o órgão, de todos os relatos feitos sobre a categoria de “produtos infantis”, 9,3% são relacionados a andadores.
     
    “Ainda não existe uma norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) relacionada aos andadores infantis”, destacou Costa. Ele afirmou, ainda, que a decisão da juíza não considera os equipamentos importados. “Trabalhamos para crianças, temos de fazer produtos cada vez mais seguros.”
     
    Fonte: Bem estar
  • 5º SIMPÓSIO DE FARMÁCIA E ANÁLISES

    5º SIMPÓSIO DE FARMÁCIA E ANÁLISES

    A ficha de inscrição se encontra na aba de DOWNLOADS deste site, deve ser preenchida e enviada para o email [email protected] (Maceió) e [email protected] (Arapiraca).

  • Regra para venda de similar e genérico pode ser unificada

    Regra para venda de similar e genérico pode ser unificada

    As diferenças entre as regras para venda de drogas genéricas e similares podem deixar de existir, a depender de decisão a ser tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
     
    Esses dois tipos de cópia do remédio original serão tecnicamente iguais até 2014. É quando passará a valer a obrigatoriedade para que os similares comprovem funcionar no corpo da mesma maneira que os originais –a chamada bioequivalência, que os genéricos já têm que provar.
     
    Como consequência, a Anvisa estuda unificar, também, as regras para a venda de genéricos e similares e mudar a identificação das categorias.
     
    A regra atual determina que, se o médico prescreve o remédio de referência, a farmácia só pode oferecer o genérico como substituto –o similar fica de fora.
     
    Apesar de não ser seguida sempre, essa regra pode ganhar importância caso a Anvisa cumpra sua intenção de apertar, nas farmácias, a cobrança das prescrições médicas –exigidas por lei, mas desconsideradas na prática.
     
    “Estamos numa avaliação jurídica e de mercado para entender o que pode acontecer caso se decida autorizar essa intercambialidade”, diz Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência.
    Essa opção pode ter outro impacto: mudar a identificação dos similares. Um nome bem-visto pela agência é “bioequivalentes”, como é no Chile, por exemplo.
     
    Um debate público e on-line foi encerrado pela Anvisa na semana passada. O tema deve ser posto em consulta pública ainda neste ano.
     
    CONCORRÊNCIA
     
    Parte da indústria faz críticas à proposta de mudança, vista como a entrada da agência em um assunto puramente comercial. E não há consenso, entre as entidades, sobre o potencial impacto nos preços ao consumidor. A Anvisa também ainda não tem esse cenário desenhado.
     
    A conta envolve um potencial aumento de concorrência (já que genéricos e similares seriam equiparáveis), e as consequências de outras mudanças que ainda podem ser feitas, como na forma de identificação dos produtos.
     
    Hoje, enquanto genéricos são identificados pelo princípio ativo, similares podem ter marca, e algumas são bem conhecidas. Se os similares deixarem de ter marca, isso pode prejudicar as vendas de parte deles.
     
    Além disso, preços de genéricos e similares são decididos hoje por fórmulas distintas. Se elas forem unificadas, isso pode ter impacto no preço ao consumidor.
    Essas duas mudanças devem ser discutidas em um segundo momento.
     
    Para a indústria, os genéricos –que têm hoje exclusividade na substituição pelos de referência– e os similares de marcas conhecidas –que investem em ações de publicidade com os médicos e poderiam ser diluídos entre os “bioequivalentes”– seriam os maiores prejudicados.
     
    Segundo Barbano, a mudança só será feita se garantir preços menores.
     
    O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de SP) avalia que a medida não terá impacto relevante nos preços e, assim, não há necessidade de se mudar a regra atual.
     
    “O consumidor brasileiro conhece o genérico. Seria desnecessário fazer esse investimento, quando temos problemas mais graves”, diz Nelson Mussolini, presidente-executivo da entidade.
    Ressalvas também são feitas pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). “A matéria não envolve questões sanitárias que justifiquem a ação da agência. Não estão claras as possibilidades de a agência intervir em uma disputa comercial”, diz Antônio Britto, presidente-executivo.
     
    A Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) acredita que a permissão para que os similares e genéricos sejam intercambiáveis levará à queda dos preços. A Pró Genéricos diz não ver grandes impactos no preço, pois na prática a intercambialidade já acontece. Mas alerta para potenciais prejuízos à política de genéricos, que reduziram os preços dos remédios no país.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Ministério da Saúde habilita 74 centros especializados em reabilitação

    Ministério da Saúde habilita 74 centros especializados em reabilitação

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (3), Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, a habilitação de 74 Centros Especializados em Reabilitação (CER), além do financiamento para a construção de outras 88 unidades. O anúncio foi feito no CER 4, no bairro de M. Boi Mirim, em São Paulo.
     
    Também foram anunciadas a habilitação e a construção de 37 Oficinas Ortopédicas, a entrega de 88 veículos adaptados e recursos para aquisição de equipamentos, reformas e ampliações de serviços já existentes para ampliar o acesso do brasileiro com deficiência.
     
    Ao todo, serão investidos R$ 546 milhões, que vão beneficiar aproximadamente 4,6 milhões de pessoas por ano. A iniciativa faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pesso a com Deficiência – Viver Sem Limite, que completa dois anos.
     
    “Foram necessários muitos anos, mas chegamos a um ponto importante graças ao esforço de todos aqui presentes. (…) Essa regulamentação faz parte do compromisso que temos com as ações e políticas em favor da cidadania plena, autonomia e capacidade de viver como milhões de brasileiros e brasileiras que têm deficiência. E isso significa um passo bastante importante, nesse momento em que estamos tratando de uma questão como a do direito ao descanso depois de uma vida de trabalho”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante assinatura do decreto que regulamenta a aposentadoria especial para pessoa com deficiência.
     
    Atualmente, estão em funcionamento 102 CER e 21 Oficinas Ortopédicas, serviços de reabilitação oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde também doou, ao todo, 108 veículos adaptados, financiou a construção de 110 CER e de 37 Oficinas Ortopédicas, a reforma e ampliação de 45 CER e 3 Oficinas, além de equipamentos para 69 CER e 15 Oficinas. O Viver Sem Limite envolve ações de 15 ministérios e conta com R$ 7,6 bilhões de investimento até 2014. Ao todo, 1.110 municípios já aderiram ao Plano.
     
    Os investimentos do Ministério da Saúde prevêem, ainda, o lançamento de duas novas diretrizes da pessoa com deficiência: Atenção à Reabilitação da Pessoa com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Atenção à Saúde Ocular na Infância. 
     
     
    Teste do Pezinho
     
     
    Também será ampliado o acesso a exames do Programa Nacional de Triagem Neonatal, que realiza o Teste do Pezinho. Agora, fazem a Fase 3 os Estados AC, AL, AP, BA, CE, ES, MT, MA, PA, PB, PE, RN, RJ, RR, SE. Na Fase 4, são habilitados o AM, DF, GO, MG, MS, PI, PR, RO, RS, SC, SP e TO.
     
    A Fase 3 é capaz de identificar no recém nascido as doenças hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e fibrose cística. E a Fase 4, além dessas, identifica deficiência da biotinidase e hiperplasia adrenal primária. Os testes são implantados nos Estados em quatro fases, conforme a estruturação dos serviços – capacidade de oferta dos testes de laboratório, contratação de profissionais para o acompanhamento do paciente e a estrutura para o tratamento. A meta é que todos os estados estejam na fase 4 até 2014.
     
    Em relação à Triagem Auditiva Neonatal, ou Teste da Orelhinha, 81 maternidades solicitaram até o momento, por meio de convênio, equipamentos para realização do Teste. A meta é qualificar 175 maternidades até o final de 2014.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Dispositivo ajuda a salvar bebês presos no canal de parto

    Dispositivo ajuda a salvar bebês presos no canal de parto

    Jorge Odón teve a ideia enquanto dormia. De alguma maneira, disse, seu inconsciente fez um salto entre um vídeo que ele tinha visto no YouTube sobre como extrair uma rolha de dentro de uma garrafa de vinho e a ideia de que o mesmo princípio poderia salvar bebês presos no canal de parto.
     
    O argentino Odón, que tem 59 anos e é mecânico de automóveis, construiu o primeiro protótipo de seu dispositivo na cozinha de sua casa, usando um vidro como modelo do útero, a boneca de sua filha no lugar do bebê preso no canal e uma bolsa e manga de tecido costuradas por sua mulher como instrumento que salvaria a vida do bebê. Por mais improvável que possa parecer, a ideia ganhou o endosso da Organização Mundial de Saúde, e uma empresa americana de tecnologia médica acaba de obter a licença para produzir o dispositivo.
     
    Com o Instrumento Odón, um assistente desliza um saco plástico dentro de uma manga plástica lubrificada, posicionando-o em volta da cabeça do bebê, infla o saco, para que agarre a cabeça, e puxa o saco até o bebê emergir do canal. Médicos dizem que o instrumento tem potencial enorme para salvar bebês em países pobres e, possivelmente, reduzir os partos por cesárea em países ricos.
     
    De acordo com o médico Mario Merialdi, da OMS, complicações potencialmente graves ocorrem em 10% dos 137 milhões de partos realizados anualmente em todo o mundo. Mais ou menos 5,6 milhões de bebês nascem mortos ou morrem pouco depois de nascer, e 260 mil mulheres morrem ao dar à luz. A obstrução do trabalho de parto, que pode ocorrer quando a cabeça do bebê é grande demais ou quando a mãe está exausta e para de ter contrações, é um fator importante nessas mortes.
     
    Nos países ricos, o sofrimento fetal resulta numa corrida para a sala de cirurgia. Mas em clínicas médicas pobres em áreas rurais, disse Merialdi, “se o bebê não sai, a mulher não tem a quem recorrer”. As opções usadas hoje em casos desse tipo são o fórceps -uma espécie de tenaz grande e arredondada- ou a extração por vácuo, com ventosas colocadas sobre o couro cabeludo da criança. Quando usados por pessoas não treinadas, esses métodos podem provocar hemorragias, esmagar a cabeça do bebê ou torcer a espinha dele.
     
    O dispositivo de Odón será manufaturado pela Beckton, Dickinson and Company, ou BD, de Nova Jersey. “Minha primeira reação, assim que vi o dispositivo, foi positiva”, contou Gary M. Cohen, vice-presidente-executivo do setor de saúde global da BD. Foi no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, onde Merialdi lhe pediu que estudasse a possibilidade de produzir o instrumento.
     
    O dispositivo já foi testado em 30 mulheres argentinas. Todas estavam em hospitais, já tinham dado à luz antes e apresentavam trabalho de parto normal. Agora a OMS vai supervisionar ensaios com outras mulheres.
     
    Odón contou que, sete anos atrás, funcionários dele estavam imitando um vídeo mostrando que é possível recuperar uma rolha empurrada para dentro de uma garrafa vazia, inserindo na garrafa um saco plástico de supermercado, soprando o saco até ele envolver a rolha e então puxando-o para fora.
     
    Às 4h da manhã ele acordou sua mulher e lhe contou a ideia que tinha acabado de ter. Odón recorda: “Ela disse que eu estava maluco e voltou a dormir”. Na manhã seguinte, um amigo o apresentou a um obstetra.
     
    O médico o incentivou, e ele continuou a trabalhar sobre a ideia. O saco costurado por sua mulher deu lugar a um saco de polietileno, e um útero de plástico tomou o lugar do vidro.
     
    Com a ajuda de um primo, Odón foi apresentado ao diretor de obstetrícia de um grande hospital de Buenos Aires. O diretor tinha um amigo na OMS que conhecia o Dr. Merialdi. Numa conferência médica realizada na Argentina em 2008, Merialdi reservou dez minutos para falar com Odón durante uma pausa para um café. O encontro acabou durando duas horas.
     
    Desde então, Odón continuou a aperfeiçoar o dispositivo, patenteando cada modificação para que possa receber royalties em algum momento. Cohen disse que ainda é cedo para saber quanto a BD cobrará pelo instrumento, mas cada um deve custar menos de US$ 50 para ser fabricado.
     
    Merialdi disse ser a favor da ideia ter fins levemente lucrativos, porque já viu outras ideias com potencial de salvar vidas ter dificuldade em ser concretizadas por falta desse elemento, como as injeções de sulfato de magnésio, que previnem a eclampsia fatal, e os corticosteróides, que aceleram o desenvolvimento dos pulmões de bebês prematuros.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Novartis usará tecnologia pioneira em vacina contra meningite B

    Novartis usará tecnologia pioneira em vacina contra meningite B

    Rio – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 804 milhões para a Novartis Biociências. Segundo nota enviada pelo banco, os recursos serão destinados à construção de uma fábrica de biotecnologia, em Jaboatão dos Guararapes (PE), para produção de três tipos de proteínas utilizadas na formulação de uma vacina inovadora contra meningite B, a Bexsero.
     
    Será a primeira vacina no mundo contra a meningite B a ser produzida a partir de uma tecnologia pioneira, conhecida por “vacinologia reversa”, que é aquela produzida com base em informação genética, informa o BNDES.
     
    Do financiamento aprovado, R$ 800 milhões virão do BNDES PSI – Projetos Transformadores. O programa é destinado a apoiar investimentos em capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia e de bens não produzidos no País, além de induzir a ganhos de produtividade e qualidade. 
     
    Os R$ 4 milhões restantes serão da linha Investimentos Sociais de Empresas, para aplicação em projetos na comunidade. A previsão é que a fábrica entre em operação em 2018.
     
    Fonte: Uol Saúde