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  • Farmacêutico poderá prescrever remédios vendidos sem receita

    Farmacêutico poderá prescrever remédios vendidos sem receita

    Uma nova resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) autoriza os farmacêuticos a prescreverem remédios que não exijam prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

    A medida será publicada na próxima quarta no “Diário Oficial da União” e tem 180 dias para ser implantada.

    Com a norma, eles poderão tratar o que chamam de “transtornos menores”, como uma dor de cabeça ou diarreia. O cliente que chegar ao balcão da farmácia para comprar um analgésico poderá passar por uma “consulta” e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

    A prescrição, no entanto, não será obrigatória.

    Outra ideia, mas que ainda depende de acordos para vigorar, é que os farmacêuticos possam renovar receitas médicas em casos de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

    O paciente passaria pelo médico, receberia o diagnóstico e a primeira receita. A partir daí, o farmacêutico poderia orientar e assumir os cuidados do doente (medir a glicemia ou a pressão arterial) e, se tudo estiver bem, repetir a receita do médico.

    A medida é polêmica e deve provocar reação das entidades médicas. “A lei do Ato Médico abriu brecha para qualquer um prescrever medicamentos. É bem complicado”, reagiu Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

    A lei, aprovada em junho, deixou de prever como exclusivo do médico o ato de prescrever tratamentos após os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff.

    Para Azevedo, o diagnóstico de “qualquer doença” e os respectivos tratamentos são atribuições exclusivas do médico. “Uma simples aspirina pode matar. Pode causar reação alérgica, sangramentos. De quem será a responsabilidade legal por esse doente?”

    Do farmacêutico, garante o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Estamos tendo essa coragem de dar mais responsabilidade ao farmacêutico. Ele não é profissional só do medicamento, ele também tem que cuidar do paciente.”

    Segundo ele, tendo um papel mais ativo, o farmacêutico poderá reverter a cultura da automedicação do brasileiro. “O Brasil é o quinto país que mais se automedica no mundo. E isso resulta em muitos casos de intoxicação por medicamentos.”

    REPETIR RECEITA

    Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias), discorda do argumento. “Isso é bobagem. Só 3% das intoxicações são por automedicação. Prescrever receita para medicamentos isento de prescrição é um paradoxo. São drogas seguras, de baixíssimo risco”, diz.

    Para ele, os farmacêuticos deveriam concentrar esforços para poder renovar o receituário médico, função que já desempenham nos EUA.

    “Lá eles podem, inclusive, mudar a dosagem de um remédio prescrito pelo médico. O farmacêutico brasileiro precisa ser mais bem visto. Ele é muito desvalorizado, especialmente pelos médicos.”

    Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informa que “aguardará a publicação da norma e tomará a providências cabíveis”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Câncer de próstata diagnosticado no início pode ter 90% de chance de cura

    Câncer de próstata diagnosticado no início pode ter 90% de chance de cura

    Se detectado em estágio avançado, chances de cura são de 10% a 20%.

    Por isso, é importante que os homens façam acompanhamento médico.

     

    Homens costumam se preocupar muito menos com a saúde do que as mulheres. Muitos deles deixam de ir ao médico por vários motivos, inclusive medo, e em 70% dos casos são arrastados por insistência delas.

    No entanto, essa demora para procurar ajuda pode trazer riscos para a saúde, especialmente de problemas como câncer de próstata, como alertaram os urologistas Miguel Srougi e Luciano Nesrallah.

    De acordo com os médicos, esse é o tipo de câncer mais comum entre os homens e pode ser diagnosticado através de um exame de sangue, chamado PSA, combinado ao exame de toque retal. Segundo o urologista Miguel Srougi, se diagnosticado no início, as chances de cura são de 80% a 90%; se detectado em estágio avançado, essas chances diminuem para 10% a 20%.

    A maioria dos casos são de câncer dentro da próstata, o que facilita muito as chances de recuperação; porém, em 30%, onde a doença já se instalou nos nervos ou ossos, por exemplo, essas chances reduzem drasticamente.

    Por isso, é muito importante que os homens façam o rastreamento da doença a partir dos 40 anos de idade, se houver casos na família, ou a partir dos 45 anos, se não houver, como alertou o urologista Luciano Nesrallah.

    Se o paciente descobre o câncer, ele pode tratar com radioterapia ou retirar totalmente a próstata com uma cirurgia. Porém, muitos têm medo da impotência sexual ou incontinência urinária depois da operação – de fato, as duas coisas podem acontecer, mas dependem de muitos fatores.

    Se a cirurgia for feita do jeito certo, as chances de incontinência são de 3% a 5%; já a impotência vai depender da idade do paciente e da experiência do cirurgião. Hipertensos, fumantes ou diabéticos podem também ter mais chances de disfunção erétil após a retirada da próstata.

    Depois da cirurgia, pode acontecer também do nervo responsável pela ereção ficar por um tempo adormecido, mas na maioria dos casos, ele logo volta a se recuperar. Porém, se os nervos forem totalmente afetados, o homem pode ficar impotente e precisar de medicamentos. Esse é um dos usos indicados para o uso de remédios para disfunção erétil, mas muitos ainda costumam utilizá-los sem necessidade.

    A repórter Renata Ribeiro mostrou depoimentos de jovens que confessaram ter se medicado  apenas para experimentar a sensação. Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, Pedro Eduardo Menegasso, o uso desses remédios pode causar dependência psicológica ao ponto do paciente não conseguir mais ter relação sexual sem ele.

    De acordo com o especialista, o medicamento é um vasodilatador e, assim como todos os outros, tem efeitos adversos, como vermelhidão no rosto, dor de cabeça e congestão nasal, por exemplo.

    Na teoria, ele só é vendido com prescrição e receita médica, mas na prática, não é bem assim e o acesso pode até ser simples. Porém, o uso indiscriminado traz riscos e não é recomendado, como alertaram os urologistas.

    Além disso, não é recomendado combinar remédios para disfunção erétil com outros remédios vasodilatadores, que podem causar queda de pressão, levando a desmaios e até parada cardíaca. Medicamentos fitoterápicos para disfunção erétil também não têm comprovação científica de que funcionam e, para muitos, podem ter o efeito contrário.

    Os urologistas explicaram ainda que o paciente pode ter desejo sexual, mas por um problema de disfunção erétil, não conseguir ter ereção. Isso porque a libido vem da cabeça e está relacionada aos hormônios, não à próstata.

    O hormônio responsável pelo desejo sexual é a testosterona, mas ele diminui com a idade – a partir dos 40 anos de idade, acredita-se que a testosterona cai em média 2% ao ano. Nesse caso, o homem pode recorrer à reposição hormonal, que deve ser feita sempre com acompanhamento médico para evitar efeitos colaterais, como crescimento dos mamilos, aumento do colesterol e diversas outras consequências graves.

    Depois dos 40 anos, é muito comum ainda que o homem tenha também hiperplasia benigna da próstata, um crescimento sem implicações graves, mas que pode comprometer bastante a qualidade de vida. A próstata aumentada pode estreitar a passagem da urina, o que pode dar vontade de ir ao banheiro a todo momento e até atrapalhar o sono do paciente. Esse problema pode ser apenas acompanhado, tratado com medicamentos (finasterida ou dutasterida) ou, em alguns casos, até cirurgia. Nos casos em que a próstata cresce, mas não causa problemas, o homem deve fazer exames de toque retal e PSA anualmente.

    Outras doenças

    Candídiase:
     na maioria das vezes, vem através da mulher, que tem um ambiente mais propício para a proliferação do fungo cândida, como explicou o infectologista 
    Caio Rosenthal. Por isso, é mais comum que o homem tenha depois de uma relação sexual com alguma mulher portadora da doença. Os sintomas podem ser manchas vermelhas na glande e prepúcio e também coceira. Em casos mais simples, o tratamento é feito com um antifúngico local e, em estágios mais avançados, oral.

    Sífilis: é transmitida pelo contato, apenas quando há ferida no órgão de contato, ou através da mãe para o feto. A bactéria pode se instalar na boca, garganta ou ânus e pode ter 3 fases: a primeira é uma úlcera na glande e prepúcio e uma íngua na virilha; na segunda, aparecem lesões avermelhadas pelo corpo, às vezes com escamas e sem contorno, especialmente na palma das mãos, antebraço e membros inferiores; na última fase, tudo isso desaparece, mas o paciente continua com a doença e o tratamento é feito com antibióticos. Apesar dessas reações, pode ocorrer também da sífilis não dar sintomas e, por isso, a melhor maneira de identifica-la é através de acompanhamento médico frequente.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Ministério diz que 19% dos registros médicos provisórios foram entregues

    Ministério diz que 19% dos registros médicos provisórios foram entregues

    Profissionais formados no exterior precisam do documento para trabalhar.

    Conselhos regionais têm pedido dados adicionais para poder fiscalizar.

     

    O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (25), que, até o momento,122 registros provisórios de profissionais formados no exterior e selecionados pelo Mais Médicos foram entregues pelos conselhos regionais de medicina, o equivalente a 19% do total de 644 pedidos protocolados, alguns deles ainda com prazo de entrega a vencer. Foram emitidos 2 registros no Acre, 19 no Rio Grande do Sul, 29 no Ceará, 31 na Bahia, 11 em Pernambuco, 10 em Goiás, 10 na Paraíba e 10 no Tocantins.

    Segundo o ministério, a concessão de registros tem sido atrasada por exigências dos conselhos além daquelas elencadas na MP que criou o programa Mais Médicos. Parecer da Advocacia Geral da União publicado no dia 16 reafirma que os documentos que poderiam ser exigidos são: declaração de participação do profissional no Mais Médicos, fornecido pela coordenação do programa;  formulário da coordenação do programa com foto; cópia de documento que comprove nome, nacionalidade, data e lugar do nascimento, filiação; cópia da habilitação profissional para o exercício de medicina e cópia do diploma expedido por instituição de educação superior estrangeira.

    Vários dos conselhos regionais vêm pedindo também o nome do tutor e o local de trabalho dos médicos com diploma estrangeiro contratados pelo programa, pois afirmam que terão de fiscalizar a atuação desses profissionais.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Como vive quem não consegue memorizar nenhum rosto

    Como vive quem não consegue memorizar nenhum rosto

    Imagine do dia para a noite não conseguir mais reconhecer seus pais, filhos ou parentes mais próximos. Você pode vê-los, mas não sabe quem são, nem se estão rindo ou franzindo a testa. Foi o que aconteceu com o britânico David Bromley. Após sofrer uma lesão no cérebro, ele passou a apresentar um transtorno pouco conhecido, a 'cegueira de feições'.



    Bromley, de 67 anos, convive com a desordem, cujo nome verdadeiro é prosopagnosia, desde os 11 anos. As pessoas com esse problema enxergam, mas são incapazes de identificar rostos. Ou seja, veem olhos, nariz e boca, mas não reconhecem nem a si mesmos nem a seus interlocutores, bem como gestos ou emoções.



    “Eu posso reconhecer minha esposa se eu for para casa, pois parto do pressuposto de que será ela quem estará lá. Mas se a encontrar na rua por acaso, não vou reconhecê-la”, disse ele à BBC.



    Segundo médicos, a 'cegueira de feições' afeta milhares de pessoas no mundo que, no entanto, não sabem que são portadoras do transtorno.



    “Descobri que tinha esse problema quando fui a um encontro de amigos que não via há 30 anos. Dois deles tinham sido meus melhores amigos, fomos juntos a todos os festivais de música, viajamos juntos para a Espanha para trabalhar no verão. Éramos muito próximos, mas acabamos nos afastando pelos rumos diferentes que cada um tomou”, conta Bromley.



    Naquela ocasião, o britânico já estava se recuperando da lesão que havia sofrido no cérebro e pensava que a única sequela do acidente era a perda parcial de sua visão, que o impossibilitava de dirigir. Por essa razão, Bromley foi acompanhado do irmão ao encontro. A surpresa veio durante a conversa dentro do carro de volta para casa.



    “Quando estávamos retornando, lembro que disse a meu irmão: 'Frank e Miky não mudaram nada, continuam exatamente os mesmos', para logo em seguida, lhe perguntar: 'Os dois estavam vestidos com teentops, não?' (espécie de suéter que esteve na moda nos anos 70)”



    O que Bromley estava vendo, na verdade, era a memória que tinha de seus amigos daquela época. “Meu cérebro estava me dizendo que Frank e Miky estavam ali, mas a imagem que eu tinha deles não correspondia à realidade”.



    “Foi então que descobri que tinha cegueira para feições”.



    Congênita e adquirida



    Segundo a literatura médica, existem dois tipos de prosopagnosia: uma congênita, na qual a pessoa já nasce com o transtorno e outra adquirida, que ocorre normalmente após algum tipo de dano cerebral.



    Estima-se que 2% da população mundial apresentam o primeiro tipo do transtorno. No Brasil, estudos mostram que pelo menos 5 milhões de pessoas sofrem da desordem.



    Mas Bromley faz parte do segundo grupo, que é raro.



    “Esse segundo tipo é extremamente raro, já que a região do cérebro afetada é muito específica”, explica à BBC Ashok Jansari, especialista no transtorno e professor de Neuropsicologia Cognitiva da Faculdade de Psicologia da Universidade do Leste de Londres.



    “A verdade é que eu não sei o que é pior: nunca ser capaz de reconhecer as pessoas ou parar de reconhecê-las aos 56 anos, como aconteceu comigo”, questiona-se Bromley, para quem a doença é um constrangimento social.



    “Estávamos de férias em Cuba. Um dia eu comecei a conversar com um homem da Dinamarca , quando uma mulher se aproximou e disse 'Bom dia' , ao que eu respondi 'Olá, prazer em conhecê-la, pensando se tratar da esposa do dinamarquês, quando, na verdade, era a minha”, conta Bromley.



    Situações como essas já se tornaram frequentes em sua vida. “Em outra ocasião, estava em uma piscina quando vi uma mulher loira em uma jacuzzi. Assobiei pensando que era minha esposa, quando, de repente, ouvi uma voz atrás de mim: 'David, o que você está fazendo?' Eu estava assobiando para a mulher errada.”



    Bromley não é cego. O problema acontece quando ele volta a cruzar com uma pessoa 10 ou 15 minutos depois de conhecê-la.



    “Uma vez participei de uma reunião para um grande projeto. Tudo correu tranquilamente até que depois da reunião, fui ao encontro de outro cliente que trabalhava para a mesma empresa e com quem queria fechar um negócio. Ele me convidou para tomar um café quando um outro homem chegou e nos abordou. Eu lhe disse: 'Prazer em conhecê-lo'. A resposta dele foi: 'Mas nós nos vimos há 10 minutos na reunião!'”.



    Vergonha social



    Desde então, Bromley se vê obrigado a explicar seu problema: “Toda vez que vou ver um cliente, digo que tive uma lesão cerebral que me deixou incapaz de reconhecer rostos e adianto que, se ignorá-los, não estou sendo hostil.”



    Esse tipo de constrangimento social também afeta a britânica Sandra, que não quis ser identificada na reportagem. Há 14 anos, ela teve uma encefalite (infecção no cérebro) que evoluiu para uma cegueira de feições.



    Embora ela tenha desenvolvido uma versão mais branda da prosopagnosia, uma vez que pode reconhecer pessoas que conhecia antes de ter a desordem, prefere evitar o contato com elas.



    “A vida com prosopagnosia é muito constrangedora, porque as pessoas me cumprimentam e eu não sei quem elas são. Caso seja alguém que esteja em seu local de trabalho (como o açougueiro ou o padeiro), posso adivinhar quem são. Mas se estão fora de contexto, não consigo reconhecê-las”, conta ela à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.



    Sandra dá aulas em uma escola, mas seus alunos não sabem de sua doença. “Se eu vir alguém todos os dias, posso reconhecê-lo. Mas se eu encontrar um dos alunos na rua e ele me cumprimentar, posso inferir que se trata de uma criança da escola, mas não necessariamente sei quem é.”



    “Eu não digo nada a meus alunos, tento fazer um esforço para memorizar seus rostos”, acrescenta .



    Especialistas entendem as frustrações de Bromley e Sandra. “Não reconhecer as pessoas pode causar um constrangimento social”, diz Jansari, que acompanhou o caso dos dois britânicos.



    “Hipoteticamente, se alguém tem prosopagnosia mas não sabe, e seu trabalho exige o reconhecimento de pessoas (como no caso de um guarda de segurança), então eles podem estar em maus lençóis. Mas duvido que esse tipo de situação ocorra, pois quem tem esse transtorno, mesmo sem saber, provavelmente vai dizer aos outros que “não é muito bom” em reconhecer rostos”, explica o especialista.



    No entanto, Jansari relata casos em que a pessoa teve de deixar o emprego por causa da doença. “Um exemplo aconteceu com um professor que estava tendo dificuldade em reconhecer seus alunos, o que estava causando problemas quando tinha de adverti-los”.



    Deficiência?



    Colegas de trabalho de Sandra sabiam que algo estava errado com ela. “Mas agora a maioria dessas pessoas já saiu e há pessoas novas que não sabem do meu problema.”



    “A razão pela qual não falo da minha doença não tem a ver com o fato de as pessoas pensarem que eu não sou capaz de realizar meu trabalho. Eu não quero me sentir envergonhada ou que elas pensem que há algo de errado comigo.”



    Enquanto a prosopagnosia não é reconhecida como uma doença, Jansari defende que alguns casos deveriam ser tratados como tal.



    A enfermidade não tem cura. “No caso da adquirida, uma vez que a parte danificada do cérebro não vai se recuperar, é impossível curar o problema”, diz o especialista .



    “Mas ainda não sabemos o que causa a prosopagnosia congênita. Mas, hipoteticamente, no futuro, se eles descobrirem que a causa é genética, isso talvez possa ser corrigido.”



    Para os que sofrem prosopagnosia, só resta uma coisa a fazer: melhorar suas estratégias para reconhecer as pessoas.



    “Se eu for às compras com a minha mulher, tento memorizar a jaqueta que ela está usando. Então, se eu vir alguém com uma jaqueta amarela e cabelos loiros, sei que se trata da minha esposa”, diz Bromley.



    O esforço que David depreende em estudar o rosto das pessoas que só vê uma vez fez com que ele passasse por um constrangimento certa vez em uma entrevista de emprego.



    “O entrevistador me disse que eu o estava olhando como se fosse um serial killer”.



    “Às vezes estudo o rosto das pessoas com tamanha intensidade que pode parecer intimidador. Tento encontrar uma característica de cada um, como uma cicatriz ou a cor dos cabelos, para poder me lembrar depois com quem conversei”, acrescenta.



    Mas essa estratégia não é 100% eficaz.



    Jansari, da Universidade do Leste de Londres, conta que, mesmo que David tente observar tudo noss mínimos detalhes, incluindo a linguagem corporal, viu certa vez uma foto de quem pensava ser o cantor George Michael “quando, na verdade, era minha, da época em que eu tinha barba comprida e usava brinco de ouro”.



    “É muito angustiante”, confessa David. “Todo o tempo eu tenho que me concentrar em pessoas e lugares, porque (a doença ) também afeta a minha percepção geográfica “.



    “Preciso melhorar minhas estratégias de reconhecimento”, diz ele.

     
    Fonte: BBC Brasil
  • Ministério publica diretrizes sobre a prática de eutanásia em animais

    Ministério publica diretrizes sobre a prática de eutanásia em animais

    Regras são aplicadas a animais de experimentação, feridos ou idosos.

    Normas visam a diminuir o sofrimento dos bichos na hora da morte.

     
    O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, divulgou nesta quinta-feira (26) as diretrizes que devem ser seguidas na prática de eutanásia em animais de experimentação ou animais gravemente feridos, com doença terminal ou idosos.



    O objetivo das regras é estabelecer procedimentos que provoquem o mínimo de dor e de sofrimento para os bichos. Segundo a resolução, o método de eutanásia deve ser específico para cada animal e, em todos os casos, um médico veterinário deve ser consultado para determinar a técnica mais adequada.
     
    Ao discorrer sobre os métodos de eutanásia, as diretrizes afirmam que um método adequado “deve garantir a perda de consciência de forma rápida, irreversível e desprovida de experiência emocional ou física desagradável” para que o animal não apresente dor, estresse, apreensão ou ansiedade.



    A resolução determina todos os métodos autorizados para a eutanásia no Brasil, como a exposição a determinados gases, a injeção de anestésicos ou outras substâncias, além de métodos físicos como o deslocamento cervical ou o tiro por arma de fogo.  Métodos que não aparecem citados no texto não são permitidos.



    As normas determinam inclusive que os animais devem ser mortos em ambiente silencioso, limpo e longe de outros animais: um animal não deve assistir à eutanásia do outro.

    As diretrizes abordam ainda o sofrimento do profissional que realiza o procedimento de eutanásia e determinam que, para realizar o procedimento, “é preciso ter qualificação específica, formação técnica, ética e humanitária”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos vão contestar na Justiça prescrição de remédios por farmacêuticos

    Médicos vão contestar na Justiça prescrição de remédios por farmacêuticos

    O CFM (Conselho Federal de Medicina) informou, nesta quarta-feira (25), que vai à Justiça contra a resolução do Conselho Federal de Farmácia que permite à categoria fazer a prescrição de medicamentos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

    Como publicado pela Folha no último domingo (22), a resolução libera os farmacêuticos a tratarem “transtornos menores”, como diarreia e dor de cabeça, no próprio balcão da farmácia.

    Hoje, remédios isentos de prescrição médica são comprados livremente. Com a resolução, o cliente poderá passar por uma “consulta” no balcão da farmácia e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

    Segundo o CFM, os farmacêuticos não têm autorização legal para fazer essas prescrições. Em nota, o conselho defende que, em nenhum momento, a legislação que regulamenta a profissão de farmacêutico “coloca como atribuição desse profissional a prescrição de medicamentos”.

    “O CFM entende que apesar de aparentemente simples uma dor de cabeça pode ser o sintoma de um problema mais grave, como um acidente vascular cerebral. Portanto, é mais seguro, então, que esse paciente seja atendido por um médico, e não por um profissional que pode conhecer tudo da composição química dos remédios, mas não foi preparado para diagnosticar doenças”, continua a entidade.

    Outro ponto questionado na resolução é a autorização dada ao farmacêutico para renovar receitas prescritas anteriormente por um médico.

    A nota cita ainda uma pesquisa recente do ICTQ (instituto de pós-graduação para farmacêuticos) mostrando que, de 2.650 pessoas entrevistadas em 16 capitais, 61% disseram ser contra a medida do conselho de farmácia.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Resolução que prevê prescrição de remédio por farmacêutico é publicada

    Resolução que prevê prescrição de remédio por farmacêutico é publicada

    Texto determina que farmacêutico possa prescrever certos medicamentos.

    Conselho Federal de Medicina vai questionar a resolução na justiça.

     

    Foi publicada nesta quarta-feira (25) a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que prevê que farmacêuticos possam prescrever medicamentos que não necessitem de receita médica. A resolução nº 585 afirma que faz parte das atribuições clínicas do farmacêutico “prescrever, conforme legislação específica, no âmbito de sua competência profissional”.

    Além de poder prescrever medicamentos que dispensem receita médica, o farmacêutico também poderá indicar plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos.



    A resolução também reforça o papel do farmacêutico nos cuidados à saúde do paciente e determina que é função desse profissional participar de discussões de casos clínicos “de forma integrada com os demais membros da equipe de saúde”.

    De acordo com a decisão, o farmacêutico também deve fazer a anamnese farmacêutica e verificar sinais e sintomas do paciente, além de analisar a prescrição de medicamentos nos aspectos legais e técnicos.  

    Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, a resolução é uma tentativa de tornar mais segura a relação do consumidor com a farmácia. “O que se fazia de forma informal – o consumidor pedia uma indicação de produto para o balconista e ninguém se responsabilizava por isso – pode ser feito agora de maneira formal: uma indicação por escrito feita por um farmacêutico com instrução de uso”.



    Ele acrescenta que os farmacêuticos lidarão apenas com transtornos menores e, quando necessário, orientarão o paciente a procurar um médico. “Não fazemos diagnóstico e, portanto, não estamos invadindo o âmbito dos médicos”, diz Menegasso.



    O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira, que vai questionar na justiça a resolução do CFF. “O questionamento do CFM está baseado na legislação que regulamenta a profissão do farmacêutico, que em nenhum momento coloca como atribuição desse profissional a prescrição de medicamentos”, afirmou o órgão.



    O CFM defende que cabe apenas ao médico o direito de prescrever remédios. “Nenhuma outra categoria profissional brasileira tem essa previsão legal, cabendo apenas ao médico fazer o diagnóstico nosológico (de doenças) e indicar o tratamento, se necessário”, disse o conselho, em nota.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Anvisa quer criar alertas em buscas por produtos na internet

    Anvisa quer criar alertas em buscas por produtos na internet

    Quem fizer buscas na internet por remédios ou produtos de saúde e beleza irregulares no país pode passar a se deparar com mensagens de alerta sobre riscos potenciais daquele produto.

    É o que propõe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que está em negociação com sites populares de vendas e buscas na rede. Segundo Jaime Oliveira, um dos diretores da agência, os primeiros acordos podem ser assinados ainda neste ano.

    A ideia é atuar em duas frentes. A primeira é traduzir os alertas oficiais da Anvisa sobre produtos irregulares ou banidos (caso dos remédios para emagrecer e daqueles usados para aborto) em mensagens rápidas e em destaque para os usuários que fizerem buscas na rede.

    A agência parte do pressuposto de que informações sobre produtos milagrosos ou irregulares circulam pela internet com rapidez bem maior que os dados que a Anvisa produz e tenta difundir.

    O formato para as mensagens não está definido. Poderia ser em janelas de pop-up ou avisos em barras laterais dos sites (usados frequentemente em anúncios).

    “Às vezes a pessoa não sabe que aquele produto não está aprovado. Assim, compartilhamos a responsabilidade por garantir a saúde.”

    Paralelamente, a agência pretende assinar acordos com os sites para acelerar a retirada do ar de vendas de produtos proibidos ou anúncios irregulares na internet. Isso seria feito também por ferramentas de busca ativa desse conteúdo irregular.

    FORMIGUINHA

    A Anvisa define como “trabalho de formiguinha” o que hoje é feito em relação às denúncias de conteúdo irregular –a burocracia envolve até publicação no “Diário Oficial da União”. “Quando temos uma ação contra um site, sai publicação no diário, aí vão atrás do site. Mas é ineficaz. É muito desproporcional o quanto gastamos de energia e o que temos de resultado”, avalia Oliveira.

    A agência diz que as informações sobre sanções às páginas irregulares estão dispersas e não tem uma estimativa dessas medidas.

    Segundo a área técnica da agência, chegam a 8.000 as denúncias, a cada ano, de produtos e anúncios irregulares ou empresas clandestinas –número considerado pequeno perto da realidade.

    Os campeões de reclamações são produtos hospitalares (queixas feitas pelos serviços médicos) e os produtos milagrosos para a beleza (queixas de usuários).

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Novos casos de Aids caem 33% desde 2001, diz relatório da ONU

    Novos casos de Aids caem 33% desde 2001, diz relatório da ONU

    Relatório divulgado nesta segunda-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostra uma redução de 33% de novos infectados pela Aids em todo o mundo entre 2001 e 2012, incluindo crianças e adultos.

    O resultado mantém a tendência de queda que vem ocorrendo desde 1997, conforme relatórios divulgados pela ONU neste período.

    Em 2011, por exemplo, o órgão estimava em 2,5 milhões de novos infectados. O relatório liberado hoje diz que esse número caiu para 2,3 milhões pessoas infectadas em 2012. A ONU ressalta que em pelo menos 26 países o percentual caiu mais de 50%.

    A Unaids, órgão da ONU que cuida do combate à Aids, celebra a redução de novos infectados entre crianças. Ao todo, 260 mil crianças contraíram Aids no ano passado, uma queda de 52% desde 2001.

    De acordo com o relatório, hoje cerca de 35 milhões de pessoas vivem com Aids no mundo.

    O documento ressalta que o aumento do acesso ao tratamento têm dado mais sobrevida aos infectados, o que faz crescer o número de pessoas registradas com Aids. Segundo a ONU, a expectativa é que em 2015 ao menos 15 milhões estejam recebendo tratamento. Até o fim de 2012, o número era de 9,7 milhões.

    A ONU comemora também a redução no número de mortes, em torno de 30% em relação a 2005. Em 2012, 1,6 milhão de pessoas morreram por causa da Aids, ante 2,1 milhões sete anos antes.

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • Métodos alternativos prometem reduzir custo de fertilização in vitro

    Métodos alternativos prometem reduzir custo de fertilização in vitro

    Duas técnicas alternativas prometem diminuir o preço das fertilizações in vitro em até 90% e simplificar o procedimento usado há 35 anos em casos de infertilidade.

    Um dos métodos, desenvolvido na França e já utilizado no Brasil, dispensa o uso da incubadora onde o embrião se forma, cortando o custo pela metade.

    O encontro do óvulo com o espermatozoide ocorre dentro de cápsula colocada na vagina. Após três dias, o embrião é retirado da cápsula e transferido para o útero.

    A outra técnica, de origem belga, substitui materiais caros usados na FIV por outros mais simples. O principal é a incubadora de gás carbônico, que controla os níveis de acidez do ambiente.

    Os pesquisadores obtiveram o gás de forma mais barata, misturando ácido cítrico e bicarbonato de sódio.

    Doze crianças já nasceram por meio da técnica, segundo estudo apresentado em conferência de fertilidade em Londres. Segundo os autores, do Genk Institute for Fertility Technology, a eficácia é de 30%, semelhante à da FIV tradicional, e os custos caíram de 85% a 90% em relação aos preços de mercado.

    No Brasil, cada ciclo de FIV custa entre R$ 6.000 e R$ 15 mil, sem contar a medicação. O acesso ao tratamento pelo SUS é restrito a poucos centros de referência.

    O ginecologista Eduardo Motta, professor da Unifesp, pondera que a pesquisa não cita os custos dos remédios que estimulam a ovulação e nem do material usado para aspirar os óvulos.

    “Hoje, só de material, gastamos R$ 1.500, sem contar o custo do médico, do técnico, do biólogo e das instalações.”

    Além do gás carbônico, os belgas também usaram agulhas e cateteres de transferência mais econômicos.

    BARATEAMENTO
    Para Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, embora a técnica belga tenha potencial de baratear a FIV, ela é limitada por ter sido usada apenas em casais mais jovens (menos de 35 anos) e sem infertilidade masculina grave.

    “Para validar esse barateamento, precisamos de um estudo multicêntrico, incluindo vários grupos de casais em diferentes países”, diz ele.

    O método francês (Invo) usa uma cápsula permeável pouco difundida no Brasil. Em Campos dos Goytacazes (RJ) a técnica já foi incluída num programa público de fertilidade. Por ano, são feitos de 35 ciclos, com taxas de gravidez de 29%.

    Segundo o ginecologista Francisco Colucci, do Hospital Escola Alvaro Alvim, que oferece a técnica, a taxas de gravidez são semelhantes às da FIV tradicional (o que é contestado por outros especialistas em reprodução, que apontam eficácia de até 60% da técnica convencional), e o preço é de R$ 8.000, incluindo a medicação.

    Na Invo, a vagina desempenha o papel da incubadora, mantendo a temperatura ideal e fornecendo o ambiente necessário para o desenvolvimento do embrião.

    Após três dias, a cápsula é removida da vagina e os embriões são levados ao laboratório. Os de melhor qualidade são transferidos para o útero. “É mais natural. Na vagina a taxa de oxigenação é de 3% a 5%. Na incubadora, de 18% 20%”, diz Colucci.

    A técnica não serve para casos de infertilidade masculina, quando é indicado o procedimento chamado ICSI, em que um único espermatozoide é injetado no óvulo.

    Para o médico, a principal vantagem do método é o menor custo do tratamento, o que facilita a adoção pelo serviço público de saúde.

    Na literatura médica sobre a Invo, é apontado o risco de contaminação dos embriões por germes da vagina, como a Candida albicans. Colucci contesta. “A cápsula filtra a entrada de bactérias.”

    Fonte: Folha de São Paulo