Categoria: Notícias

  • Dor fetal motiva debate sobre aborto

    Dor fetal motiva debate sobre aborto

    O debate científico sobre o período da gestação a partir do qual o feto é capaz de sentir dor fez com que grupos antiaborto nos EUA passassem a defender a criação de leis que proíbam o aborto 20 semanas depois da concepção, alegando que os fetos já sentem dor nessa etapa.

    Segundo esses grupos, estudos mostram que os fetos já podem sentir dor a partir da 20a semana de gravidez. Um dos cientistas citados acredita, no entanto, que os poucos abortos realizados após esse período ainda podem ser feitos de modo a se evitar a dor.

    As opiniões de alguns cientistas evoluíram com novas pesquisas. O doutor Nicholas Fisk, especialista em medicina materno-fetal no Hospital Real Brisbane e Feminino, na Austrália, disse que já considerou a dor fetal precoce “uma grande possibilidade”, mas que a pesquisa o convenceu de que ela não é possível antes de 24 semanas.

    Os defensores das leis da dor fetal também dizem que o uso pelos cirurgiões de anestesia e analgésicos em operações de fetos no útero é prova de que eles sentem dor.

    Entretanto, cirurgiões fetais dizem que as drogas são dadas por motivos alheios à dor, como relaxar o útero e bloquear efeitos prejudiciais da reação hormonal ao estresse do feto.

    Um cientista cujo trabalho é citado em apoio às leis é o doutor Kanwaljeet Anand, do Centro de Ciência da Saúde da Universidade de Tennessee, em Memphis. O doutor Anand disse que há a probabilidade de dor nos fetos de 18 a 24 semanas. Mas acrescentou que, para os “muito poucos” abortos que ocorrem depois dessa fase, existem técnicas que podem ser usadas para evitá-la.

    Como há muito que ainda não foi determinado sobre a dor, a maioria das discussões científicas acaba entrando no território da teoria.

    “Existe muito mais que não sabemos do que o que sabemos”, disse o doutor Mark Rosen, que em 2005 analisou muitos estudos sobre o tema, concluindo que a dor fetal é improvável antes de aproximadamente 27 semanas.

    O relatório disse que a sensação de dor exige conexões neurais com o córtex.

    Segundo Rosen, o córtex começa a surgir por volta da 23a semana, não está funcionalmente desenvolvido até a 26a semana e continua se desenvolvendo após o nascimento.

    Em 2010, um painel nomeado pelo Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas do Reino Unido disse que “a maioria dos neurocientistas acredita que o córtex é necessário para a percepção da dor”, por isso “o feto não pode sentir dor em qualquer sentido antes” da 24a semana.

    Em 2012, o Congresso de Obstetras e Ginecologistas dos EUA concordou.

    Os defensores da lei da dor fetal afirmam que o córtex não é necessário para sentir dor e que o tálamo, que se desenvolve por volta da 20a semana, é suficiente. Mary Spaulding Balch, do Comitê Nacional pelo Direito à Vida, grupo antiaborto, cita um artigo de 2007 do neurocientista sueco Bjorn Merker. Ele inclui observações de crianças com hidranencefalia, nas quais a maior parte do córtex está ausente. O doutor Merker escreveu que elas pareciam sorrir e chorar e teorizou que “o consenso tácito sobre o córtex cerebral como 'órgão da consciência'” pode “estar seriamente errado”.

    Balch disse que essa pesquisa, envolvendo crianças de um a cinco anos, “é evidência convincente de que a criança sente dor já na 20a semana de gestação”.

    Mas o doutor Merker disse que sua pesquisa continha “indícios secundários” de dor fetal e que a política havia “contaminado” a questão.

    O doutor Anand disse que alguns adultos continuaram sentindo dor depois da remoção do tecido do córtex e outros tiveram a dor eliminada quando apenas os nervos do tálamo foram removidos.

    O doutor Rosen, professor emérito na Universidade da Califórnia em San Francisco, disse que a dor envolve “complexos ciclos de retroalimentação entre diferentes estruturas”, de modo que os receptores da dor devem se estender pelo cordão espinhal e o tálamo até o córtex.

    “Você pode fazer uma ligação telefônica, mas só depois que haja um cabo conectando nossos telefones”, disse. “Você pode dizer que os cabos já existem, mas ninguém ligou o serviço.”
    As teorias da dor fetal do doutor Anand surgiram de pesquisas que ele fez com bebês prematuros há cerca de 25 anos, que mostraram que os bebês que sofreram cirurgias sem anestesia tiveram reações hormonais ao estresse que impediram a recuperação. Ele disse acreditar que as reações refletiam a dor, possível em bebês tão prematuros quanto 22 semanas.

    Em 2004 o doutor Anand testemunhou sobre dor fetal em julgamentos sobre leis que proibiam procedimentos no final da gravidez, que seus adversários chamam de abortos de nascimento parcial. Em 2005, ele depôs diante de uma comissão do Congresso que avaliou a legislação sobre dor fetal.

    Recentemente, o doutor Anand disse que pretendia esclarecer a ciência, não apoiar opiniões contrárias ao aborto. Ele disse que as mulheres e os médicos devem tomar decisões sobre o aborto caso a caso.

    “Nos muito poucos abortos em que a dor fetal poderia ocorrer”, disse ele, “considere o que pode ser feito para evitar causar dor ao feto.”

    Um método comumente usado depois da 20a semana -injetar nos fetos ou no fluido amniótico medicação para parar o coração- seria uma “maneira compassiva de fazê-lo”, disse o doutor Anand.

    Os adversários do aborto discordam, comparando as injeções com infartos.

    O doutor Anand disse que se as injeções não puderem ser feitas ele recomendaria “alguma espécie de anestesia fetal”.

    Fonte: New York Times

  • Vacina contra malária pode chegar ao mercado a partir de 2015

    Vacina contra malária pode chegar ao mercado a partir de 2015

    Após o sucesso dos testes clínicos realizados em crianças africanas, a primeira vacina contra a malária pode chegar ao mercado já em 2015, informou nesta terça-feira (8) a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).

    De acordo com o grupo, que revelou os detalhes dos testes realizados nesta terça-feira (8), a vacina, conhecida como RTS,S, conseguiu reduzir pela metade os casos de malária em crianças entre 5 e 17 meses após receber a primeira imunização.

    Os testes em questão foram realizados a partir da colaboração de várias instituições acadêmicas da África, Europa e Estados Unidos, entre elas a Universidade de Barcelona, na qual trabalha Pedro Alonso, uma referência na luta contra a malária.

    Estima-se que cerca de 600 mil pessoas – a maioria menores de cinco anos – morrem a cada ano na África por conta deste mal que é produzido pelo parasita Plasmodium falciparum, cujos vetores são diversas espécies do mosquito do gênero Anopheles.

    Diante dos encorajadores avanços alcançados na Fase III dos testes realizados, a GSK informou que pedirá no ano que vem à Agência Europeia do Remédio (Ema) uma permissão para comercializar a vacina RTS,S.

    De acordo com a multinacional, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já indicou que pode recomendar a RTS,S no início de 2015 se a mesma receber um sinal verde da Ema.

    A GSK trabalha há anos em colaboração com a ONG Path, enquanto as provas citadas contaram com o financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates. Um porta-voz de GSK informou à Agência Efe que a farmacêutica forneceu US$ 350 milhões e a fundação Gates, por sua vez, outros US$ 200 milhões.

    Em relação ao acesso da população a este fármaco, o porta-voz ressaltou que a GSK comercializará a vacina a preço de custo.

    Os resultados destes testes clínicos serão apresentados na cidade sul-africana de Durhan durante um simpósio especializado, embora os mesmos tenham sido adiantados pela farmacêutica britânica.

    Os exames, que foram realizados em 11 centros de pesquisa em sete países africanos, buscou avaliar a eficácia desta vacina com relação à outras medidas tomadas para prevenir a doença, como o uso dos tradicionais mosquiteiros.

    Desta forma, as provas mostraram que, 18 meses após a primeira vacinação, as crianças de entre 5 e 17 meses experimentaram uma redução de 46% da doença, levando em conta que a mesma pode ser adquirida mais de uma vez.

    Ao mesmo tempo, as hospitalizações por malária apresentaram reduções de 42% durante esse período. Concretamente, os testes foram realizados em Gana, Burkina Fasso, Gabão, Quênia, Tanzânia, Malawi e Moçambique.

    “A África registra cerca de 600 mil mortes ao ano por malária, principalmente de crianças menores de cinco anos”, declarou Halidou Tinto, principal investigador e presidente do chamado Comitê de Ensaios Clínicos (CTPC, na sigla em inglês), que supervisiona a Fase III deste programa da RTS,S.

    “Muitos milhões de casos de malária enchem nossas salas em nossos hospitais. Estamos tendo progressos com os mosquiteiros e outras medidas, mas necessitamos de mais instrumentos para combater esta terrível doença”, completou o pesquisador.

    Desde os anos 90 os cientistas buscam uma vacina eficaz contra a malária, mas, com exceção da RTS,S, nenhuma conseguiu obter resultados encorajadores até o momento.

    Fonte: Uol Saúde

  • Projeto reúne médicos e outros profissionais da saúde dispostos a doar horas de trabalho

    Projeto reúne médicos e outros profissionais da saúde dispostos a doar horas de trabalho

    Na escola, Mikael, 9, não conseguia fazer a lição. Cada vez que era chamado para escrever na lousa, ficava parado, mudo. Às vezes, chorava. As outras crianças riam.

    “Me zoavam o tempo todo. Não conseguia enxergar as linhas do caderno, ficava tudo bagunçado. Também não enxergava o que a professora escrevia na lousa”, conta.

    Euvacir Alves, a mãe, tentou marcar consulta no posto perto de casa, na zona norte de São Paulo, porém não havia oftalmologista. “Me mandaram entrar numa fila de espera, mas avisaram que não tinham previsão.”

    Há um mês, o problema do menino foi diagnosticado: nove graus de miopia no olho direito e oito graus no olho esquerdo. E resolvido com um par de óculos.

    A consulta e o tratamento do foram possíveis graças a um projeto social lançado em São Paulo, o Horas da Vida, que tem apoio de personalidades como o médico Drauzio Varella e o maestro João Carlos Martins. A iniciativa desembarca hoje no Rio.

    Por meio dela, médicos e outros profissionais da saúde doam horas disponíveis nas suas agendas para o atendimento gratuito de pessoas de baixa renda. Participam do projeto 150 médicos de 25 especialidades e outros cem profissionais da saúde, como psicólogos e fisioterapeutas.

    Os pacientes são triados por instituições que já desenvolvem trabalhos sociais em comunidades carentes. A Fundação Bachiana, do maestro Martins, que leva educação musical aos jovens de Paraisópolis, foi a primeira a apoiar o projeto.

    Segundo o clínico-geral e geriatra João Paulo Nogueira Ribeiro, fundador do Horas da Vida, a iniciativa veio da percepção de que, assim como ele, vários médicos já faziam de maneira informal atendimentos gratuitos.

    A ideia foi organizar a demanda. Médicos e profissionais da saúde interessados em se cadastrar no programa definem a quantidade de horas e a frequência do atendimento, feito nos seus consultórios particulares.

    Não há um critério definido para o acompanhamento do paciente. “A gente não consegue obrigar que o médico faça o seguimento a longo prazo, mas a maioria dos profissionais se sensibiliza com a causa e vai até o desfecho”, afirma Ribeiro.

    Não há atendimento de urgências e emergências e nem de casos que exijam cirurgias. “Precisamos de mais parceiros, como hospitais e planos de saúde, para atender casos de maior complexidade.”

    Para o oncologista Drauzio Varella, o projeto não resolve o problema da saúde pública paulista, mas pode ajudar pessoas que não conseguem consultas com especialistas.

    “Imagine o número de médicos em São Paulo. Se todos doassem uma hora, duas horas por semana, já seria de grande valia”, diz Varella.

    Entre os parceiros do Horas da Vida está o laboratório Dasa, que faz gratuitamente os exames para os pacientes atendidos pelo projeto.

    O oftalmologista Julio Abucham doa uma hora de consulta por semana e participa de outra iniciativa do programa, o Enxerga São Paulo, um mutirão que realiza exames de acuidade visual, teste de desvio ocular, entre outros.

    A ação também tem a Ótica Carol com parceira na doação de lentes e armações.

    O caso da aluna Graziele Caldeira, 10, da Fundação Bachiana, foi um dos que motivaram o mutirão. Com dez graus de deficiência visual, ela não conseguia ler as notas da partitura e também tinha dificuldades na escola.

    Julio Abucham lembra da reação de Mikael ao colocar os óculos pela primeira vez. “Ele deu um sorrisão maravilhoso, não dá para esquecer.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Caminhar reduz o risco de câncer de mama, diz estudo

    Caminhar reduz o risco de câncer de mama, diz estudo

     

    Pesquisa mostra que andar uma hora por dia diminui em 14% as chances de sofrer da doença.

    Mulheres na pós-menopausa que andam uma hora por dia podem reduzir significamente o risco de terem câncer de mama, segundo um novo estudo publicado na revista científica “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.

     

    O levantamento, que acompanhou 73 mil mulheres por 17 anos, descobriu que andar 7 horas durante uma semana diminui os riscos de contrair a doença. A equipe da Sociedade Americana do Câncer afirmou que esta foi a primeira vez que a redução de riscos foi especificamente ligada à caminhada.

    Especialistas britânicos disseram que o estudo é uma evidência de que o estilo de vida influencia o risco para o câncer.

    Outra pesquisa recente, feita pela organização beneficente Ramblers, mostrou que um quarto dos adultos anda mais de 1 hora por semana. E manter uma rotina de atividades físicas é um fator conhecido na redução do risco de contrair diversos tipos de câncer.

    Atividade recreacional

    O atual estudo acompanhou 73.614 mulheres, de 50 a 74 anos, recrutadas pela Sociedade Americana do Câncer entre 1992 e 1993 para monitorar a incidência da doença.

    As voluntárias responderam a questionários sobre sua saúde e sobre quanto tempo permaneciam ativas e participavam de atividades como caminhadas, natação e exercícios aeróbicos. Elas também registraram quanto tempo ficavam sentadas assistindo à televisão ou lendo.

    As mulheres preencheram os mesmos questionários em intervalos de dois anos, entre 1997 e 2009. Andar como única atividade recreacional foi o hábito mencionado por 47% das pesquisadas. Aquelas que andavam pelo menos 7 horas por semana tiveram uma redução de 14% no risco de câncer de mama, comparadas com aquelas que andavam apenas 3 horas ou menos por semana.

    A epidemiologista Alpa Patel, da Sociedade Americana do Câncer em Atlanta, na Georgia, que liderou o estudo, afirmou: “Dado que mais de 60% das mulheres relataram andar diariamente, promover a caminhada como uma atividade saudável de lazer pode ser uma estratégia efetiva para aumentar a atividade física entre as mulheres na pós-menopausa.”

    “Ficamos contentes em descobrir que, sem nenhuma outra atividade recreacional, apenas andar 1 hora por dia foi associado a um menor risco de câncer de mama nessas mulheres. Atividades mais longas e extenuantes reduziram ainda mais o risco”, destacou Alpa.

    A baronesa Delyth Morgan, executive-chefe da Campanha Contra o Câncer de Mama, completou: “Esse estudo adiciona mais evidências de que nossas escolhas de estilo de vida podem influenciar no risco de câncer de mama e mostra que mesmo mudanças pequenas incorporadas às nossas atividades cotidianas podem fazer a diferença. Sabemos que a melhor arma para superar o câncer de mama é a habilidade de interrompê-lo, em primeiro lugar. O desafio agora é saber como transformamos essas descobertas em ação e como identificamos outras mudanças de estilo de vida sustentáveis que nos ajudarão a prevenir o câncer de mama”.

    Fonte: G1 Saúde

  • Nota de Falecimento

    Nota de Falecimento

    O CRF/AL (Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas) comunica, com pesar, o falecimento, do farmacêutico Pedro da Cunha Beltrão Filho.

    O presidente do CRF/AL, Alexandre Correia e toda a sua diretoria lamenta o ocorrido e oferece aos familiares as condolências, bem como os mais estimados préstimos.

    O sepultamento ocorrerá  nesta quinta-feira na cidade de Arapiraca.

    * 06/06/1958

    03/10/2013

  • Jornalista emplaca estudo falso em publicações de acesso aberto

    Jornalista emplaca estudo falso em publicações de acesso aberto

    Artigo publicado na ‘Science’ denuncia falta de rigor de revistas.

    157 veículos caíram em 'pegadinha' e aceitaram reproduzir texto com erros.

     

    O repórter americano John Bohannon fez uma “pegadinha” para mostrar a falta de seriedade de muitas publicações científicas que funcionam sob o modelo de acesso livre. Essas revistas, em vez de cobrar assinatura do leitor, cobram dos cientistas que querem ver sua pesquisa publicada.

    Bohannon conta, em reportagem publicada pela “Science”, que passou dez meses enviando diversas versões de um estudo que atribui propriedades anticâncer a um líquen, usando um nome falso de pesquisador, que seria de uma instituição de pesquisa inexistente. O texto, segundo o jornalista, tinha falhas que qualquer revisor com conhecimento de química maior do que o de um aluno de ensino médio, e capacidade para entender um gráfico básico, deveria ser capaz de notar.

    Bohannon afirma que mandou 304 versões da falsa pesquisa e 157 publicações, algumas de grandes editoras do ramo, aceitaram publicá-la. Publicações científicas em geral fazem uma avaliação de cada estudo que recebem e deveriam, em tese, garantir a qualidade e relevância do conteúdo que divulgam.

    No entanto, Bohannon mostrou que mais de metade dos veículos para os quais escreveu não notaram os erros crassos que incluiu no estudo. Com o auxílio de biólogos moleculares de Harvard ele ainda se deu o trabalho de tornar o texto mais “chato”, para que não pudesse levantar a suspeita de que em meio aos dados gritantemente falhos pudesse haver alguma descoberta muito inusitada. Para piorar ainda mais o estudo, Bohannon o traduziu do inglês para o francês e novamente para o inglês usando um tradutor automático.

    Na reportagem publicada pela “Science”, ele denuncia editoras obscuras que criam revistas com nomes que se confudem com publicações prestigiadas, e muitas vezes não estão sediadas no lugar sugerido pelo título, como a Europa ou os EUA. Um terço das publicações para as quais o repórter mandou a “isca” está na Índia e, de fato, 64 publicações baseadas no país aceitaram publicá-la.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Antibiótico é indicado para 60% com dor de garganta nos EUA, diz estudo

    Antibiótico é indicado para 60% com dor de garganta nos EUA, diz estudo

    Pesquisadores fazem alerta sobre prescrição excessiva desses remédios.

    Cientistas analisaram mais de 8 mil consultas entre 1997 e 2010.

     
    Médicos americanos prescrevem antibióticos para seis em cada dez pacientes com dor de garganta, embora apenas uma única infecção entre dez seja severa o suficiente para justificar essa indicação, anunciaram pesquisadores na quinta-feira (3), em San Francisco. Os resultados do estudo foram publicados no “Journal of the American Medical Association” (Jama).
     

    O excesso de antibióticos é perigoso porque contribui para o aumento de bactérias resistentes aos tratamentos, alertaram os cientistas.

    Autoridades americanas do setor de saúde advertem que quase todas as principais infecções bacterianas no mundo estão se tornando resistentes aos tratamentos mais comuns com antibióticos.

    A atual pesquisa, conduzida por Michael Barnett e Jeffrey Linder, da Universidade Harvard e do Brigham and Women's Hospital, inclui dados de mais de 8.100 visitas a consultórios e salas de emergência, entre 1997 e 2010.

    Inicialmente, os percentuais de prescrição de antibióticos ficavam em torno de 80%, e na década passada caíram para 60%, apontou o estudo.

    “Entre os adultos que solicitaram tratamento para dor de garganta, a prevalência da infecção pelo grupo Streptococcus pyogenes – única causa comum de dor de garganta que requer antibióticos – foi de cerca de 10%”, constataram os cientistas.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Cancelamento do Curso!

    Cancelamento do Curso!

    AVISO DE CANCELAMENTO DE CURSO
     
    Informamos que o “CURSO DE GESTÃO ESTRATÉGICA E INOVAÇÃO EM DROGARIAS” , que seria ministrado no dia 05/10/2013, das 08h às 17h, por Daniel Silva Fortes e Davi Vieira  foi cancelado pelo mesmo não ter alcançado o número mínimo de inscritos necessário para a realização do curso.
     
    Colocamo-nos à disposição para mais esclarecimentos.
  • América Latina registra 1ª gravidez após transplante de tecido ovárico

    América Latina registra 1ª gravidez após transplante de tecido ovárico

    Rita, de 36 anos, e Fernando esperam para fevereiro a chegada de seu primeiro filho, depois que ela se tornou a primeira mulher na América Latina a ficar grávida graças a um transplante de tecido ovárico após superar um agressivo câncer, informaram fontes médicas nesta quarta-feira (2) à agência Efe.

    O médico Fabián Lorenzo considera este o segundo milagre na vida de Rita. “O primeiro foi se recuperar de um câncer altamente mortal”, declarou em referência ao câncer de Askin diagnosticado em 2005, quando Rita tinha 28 anos.

    Para superar esse câncer, que afeta o tórax, Rita precisou se submeter a um tratamento com quimioterapia que podia causar menopausa precoce, explicou o especialista em medicina reprodutiva.

    Ela então optou pela extração mediante laparoscopia e congelamento ultrarrápido e a criopreservação de minúsculos fragmentos do tecido de seus dois ovários no Instituto de Ginecologia e Fertilidade (IFER).

    A equipe médica descartou congelar óvulos em vez do tecido ovárico pela falta de tempo, indicou Lorenzo. “Tinha dois dias (para começar a quimioterapia). Para os óvulos necessitamos de um prazo que varia entre 10 e 12 dias”.

    Dois anos após vencer o câncer, a paciente foi autorizada a tentar um transplante ovárico que permitisse engravidar.

    A primeira tentativa, iniciado em 2009 através da técnica de fecundação in vitro, falhou. Em março o casal fez uma nova tentativa, em que foi realizada uma inseminação intrauterina bem sucedida, e que hoje está na 22ª semana.

    “Trata-se do primeiro caso na América Latina e o 25º no mundo todo”, declarou orgulhoso o diretor científico do IFER, Ramiro Quintana.

    “A técnica abre uma porta importantíssima a todas as pacientes jovens diagnosticadas com câncer”, acrescentou Lorenzo.

    A criopreservação de mostras de sêmen, embriões, tecido ovárico ou óvulos na Argentina custa ao redor de 10 mil pesos (US$ 1.720) mais uma mensalidade entre 120 e 150 pesos mensais (US$ 20 e 25) até seu uso.

    A reimplantação de tecido ovárico permite as mulheres recuperarem sua menstruação e terem a chance de engravidar em qualquer idade, possibilidade contemplada na lei argentina de reprodução assistida.

    A lei, aprovada pelo Congresso argentino em julho, enfatiza o direito que todas as pessoas tem de se reproduzir, independentemente da idade, sexo e estado civil.

    Fonte: Uol Saúde

  • Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    O cigarro eletrônico está conquistando um número crescente de adeptos em todo o mundo, mas seu inventor chinês teve que lutar até agora para se beneficiar de seu invento, por causa de litígios relacionados a patentes. Um dos grandes medos de Hon Lik é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    “Fumar é a coisa mais prejudicial da vida diária e eu dei uma contribuição enorme para a sociedade”, diz com voz pausada Lik, de 57 anos, enquanto faz anéis de fumaça com aroma de tabaco com seu cachimbo eletrônico.

    “Mas não sou rico, por causa dos problemas que a minha empresa teve que enfrentar”, explica em seu escritório de Pequim o co-fundador da marca Ruyan (“como um cigarro” em chinês), que os fabrica em Pequim há mais de 10 anos.

    O modelo básico do Ruyan é vendido a 68 iuanes (11 dólares), o negócio vai de vento em popa e suas patentes devem render em breve 75 milhões de dólares para outras de suas empresas, baseada em Hong Kong.

    A quantia parece volumosa, mas é muito inferior à que esperava Hon Lik, que há anos luta por suas patentes e para contrabalançar campanhas hostis da imprensa.

    O cigarro eletrônico funciona como um vaporizador pelo qual se inala uma solução com nicotina. As vendas decolaram nos últimos anos, abrindo um mercado mundial com mais US$ 2 bilhões, segundo a Euromonitor, empresa de análise econômica.

    Os fabricantes destacam a ausência de alcatrão e outros contaminantes, que o tornariam muito menos nocivos que o cigarro comum.

    A ideia de um cigarro elétrico remonta aos anos 1960 nos Estados Unidos, mas Hon Lik é geralmente reconhecido como o primeiro a ter desenvolvido uma versão comercial confiável.

    Vapores do sonho

    A ideia lhe ocorreu em 2003. Fumante inveterado – um maço por dia – desde os 18 anos, ele trabalhava na época como pesquisador de medicina e queria deixar o vício.

    “Ao deitar, às vezes esquecia de tirar o adesivo de nicotina. Isso me provocava pesadelos toda a noite, algo pior de tudo o que a gente possa imaginar”, relata.

    Em um dos seus sonhos se viu a ponto de se afogar em um mar transformado em uma nuvem de vapor. E daí surgiu a inspiração e anotou sua visão em um livreto que estava em sua mesa de cabeceira.

    Depois de um ano de testes, chegou ao desenho atual. As vendas na China cresceram rapidamente e em 2006, as máquinas de Ruyan “produziam 24 horas diárias com uma demanda sempre superior à oferta”.

    Mas vários artigos da imprensa acusaram seu cigarro de provocar dependência e causar crises cardíacas. As vendas então se estancaram.

    Em 2006, sofreu um novo golpe, quando a poderosa administração chinesa de venda de tabaco acusou Ruyan de publicidade irresponsável e recomendou a suspensão das vendas.

    Segundo Hon Lik, a indústria chinesa do tabaco – um poderoso lobby que gera 10% da renda do Estado, segundo a Brookings Institution dos Estados Unidos – temia, antes de tudo, a concorrência.

    “Plagiadores”

    Enquanto Hon Lik defendia seus produtos dos embates da imprensa e do governo do país comunista, a concorrência florescia na China e no exterior com um produto similar.

    Obra de meros plagiadores, segundo Hon, para quem “os cigarros vendidos no mercado são falsificações de nossas patentes”, registradas pela Dragonite International, a empresa que dirige em Hong Kong.

    “Fizeram algumas pequenas adaptações, mas a base é a mesma”, afirma.

    A Ruyan apresentou uma demanda contra vários fabricantes nos Estados Unidos. Pelo menos um deles aceitou que o assunto fosse levado à justiça, segundo o empresário chinês.

    Seu grande medo é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    Isso o levou a se aliar ao segundo fabricante europeu de cigarros, a Imperial Tobacco, que anunciou sua intenção de comprar a patente por 75 milhões de dólares que Hon garante que investirá na Dragonite International.

    Segundo Eric Bloomquist, analista independente da indústria do tabaco, radicado em Londres, as patentes de Hon eram de tal precisão que a Imperial Tobacco considerou necessário comprá-las.

    E a gigante europeia do setor informou à AFP que com esta operação esperava “reforçar mais” sua posição no mercado.

    “Não vejo nenhuma contradição em trabalhar com a indústria do tabaco”, que deve encontrar respostas à proibição de fumar, diz Hon Lik, acrescentando: “Talvez seja famoso dentro de 20 ou 30 anos”.

    Fonte: Uol Saúde