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  • CFM orienta conselhos regionais a autorizar registros do Mais Médicos

    CFM orienta conselhos regionais a autorizar registros do Mais Médicos

    Decisão foi tomada após AGU garantir repasse de dados sobre os médicos.

    CRMs vão pedir 15 dias para governo enviar as informações.

     
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou nesta sexta-feira (20) que orientou os conselhos regionais a autorizarem os registros provisórios dos médicos estrangeiros do programa Mais Médicos. De acordo com o CFM, o registro será feito desde que os médicos apresentem a documentação “completa” e “sem inconsistências”.
     

    A decisão foi tomada após a Advocacia-Geral da União (AGU), em processo na Justiça do Rio Grande do Sul, ter manifestado o entendimento de que o governo deve enviar aos CRMs informações sobre o endereço de trabalho e os nomes dos tutores e supervisores de cada um dos médicos estrangeiros inscritos, dados que vinham sendo exigidos pelos conselhos regionais.

    De acordo com o CFM, a disposição do governo em repassar esses dados “demonstra a compreensão da Advocacia-Geral da União de que os pedidos de informações para viabilizar as ações de fiscalização relativas ao Programa Mais Médicos estão pautados pelo princípio da razoabilidade”.

    Na última segunda-feira (16), foi publicado no “Diário Oficial da União” um parecer assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, regulamentando o registro profissional dos participantes do programa Mais Médicos.

    De acordo com o parecer, que tem força de lei, os conselhos regionais de Medicina  não podem exigir qualquer documentação para conceder o registro dos profissionais além do que foi definido pela Medida Provisória 621/2013 e pelo Decreto 8040/2013, que regulamentam o programa.

    Um dos questionamentos  feitos pelos CRMs ao programa do governo federal é o fato de o Mais Médicos não exigir a revalidação do diploma de medicina para os aqueles que concluíram o curso no exterior. No parecer do governo, a revalidação do diploma não pode ser exigida na hora de conceder registro aos profissionais estrangeiros do programa.

    Inconsistências

    O CFM informou também que os CRMs vêm recebendo pedidos de registro de médicos estrangeiros com “inconsistências”. “Um levantamento preliminar realizado junto aos CRMs mostra um número significativo de dossiês incompletos. Apenas as inconsistências que desobedecem à MP estão sendo apontadas. Entre os problemas mais comuns estão falta de legalização consular dos diplomas e dados de identificação pessoal com inconsistência”, disse o CFM.

    Pedidos que apresentarem problemas, segundo o conselho, “não receberão o CRM provisório”. Nesses casos, os profissionais serão avisados para reparar os problemas.

    O CFM disse ainda que diplomas e declarações sem tradução juramentada, escritos à mão e sem estarem acompanhadas dos respectivos originais estão sendo aceitos, “com base na orientação do governo”. Segundo o conselho, a “responsabilidade pela originalidade, autenticidade e legitimidade desses documentos está sendo assumida pelo governo federal”.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Proteínas que controlam visão têm papel no alzheimer

    Proteínas que controlam visão têm papel no alzheimer

    As proteínas que controlam o desenvolvimento da visão depois do nascimento desempenham um papel importante no alzheimer, uma doença cerebral incurável, segundo uma pesquisa realizada em ratos divulgada nesta quinta-feira (19) nos Estados Unidos.

    “A medicina está começando a estudar a ação destas proteínas no cérebro”, afirmou Carla Shatz, professora de Biologia e Neurobiologia da Universidade de Stanford, na Califórnia, Oeste dos EUA, principal autor do estudo.

    “É claro que devemos fazer mais pesquisas, mas essas proteínas também podem ser nossos objetivos para os tratamentos do alzheimer”, acrescentou.

    Em seu trabalho, os cientistas descobriram que estas proteínas, chamadas LilrB2, presentes nos humanos e também nos roedores, podem se amalgamar a fragmentos de proteínas beta-amiloides, cujo acúmulo no cérebro é uma das principais características do mal de Alzheimer. As beta-amiloides sufocam as sinapses que permitem aos neurônios se comunicar.

    No estudo com ratos, suprimir a produção das proteínas LilrB2 no cérebro, ao agir sobre um gene, impede este fenômeno e reduz a perda de memória. Sem as proteínas LilrB2, as sinapses no cérebro dos ratos resistem aos efeitos adversos das beta-amiloides.

    Outros experimentos mostraram que a amálgama entre as proteínas LilrB2 e as beta-amiloides poderia desencadear uma reação em cadeia que poderia levar à ruptura das sinapses.

    “Esta descoberta é uma contribuição muito útil para entendermos o mecanismo do alzheimer, um transtorno complexo que se manifesta pelo acúmulo anormal de proteínas no cérebro, inflamação e variedade de mudanças celulares”, disse Neil Buckholtz, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento (NIA, na sigla em inglês).

    “Nossa compreensão da função destas proteínas envolvidas nesta doença e de como interagem entre si poderia algum dia levar a tratamentos efetivos para atrasar, tratar ou prevenir esta doença”, acrescentou.

    A maioria dos tratamentos testados clinicamente buscam eliminar as placas de beta-amiloides. E até agora, sem muito sucesso. 

    Muitos pesquisadores acreditam que o processo da doença começa muito antes do aparecimento das placas. A pesquisa demonstrou que, inclusive diante da ausência de placas, as beta-amiloides danificam as células cerebrais e as delicadas conexões entre elas.

    O alzheimer, que afeta 36 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria (90%) acima de 65 anos, é a forma mais comum de demência em idosos.

  • Estudo mostra forma para melhorar produção de células-tronco

    Estudo mostra forma para melhorar produção de células-tronco

    Bloqueio de proteína permite aumento considerável de eficiência.

    Técnica é mais um passo no desenvolvimento da medicina regenerativa.

     

    Uma equipe de cientistas internacionais identificou uma proteína que impede a obtenção eficiente de células-tronco dentro de um organismo vivo a partir de suas próprias células adultas, informou nesta quarta-feira (18) a revista britânica “Nature”.

    Seguindo a mesma linha que as recentes pesquisas sobre células-tronco, esta descoberta do Instituto de Ciência de Weizmann de Israel, realizada através de um estudo em cobaias, representa mais um passo para a medicina regenerativa ao facilitar a obtenção de células-tronco pluripotentes (iPS).

    Tratam-se das únicas células-tronco capazes de serem criadas a partir das células do mesmo paciente – com o que se evitaria a rejeição imunológica – e capazes de se transformar depois em qualquer outra classe de células do organismo humano.

    Embora a obtenção deste tipo de células seja cada vez mais factível, assim como explicou à Agência Efe o chefe do estudo, Jacob Hanna, “os processos atuais continuam sendo ineficientes porque só conseguem transformar uma pequena porção das células”, fato que motivou essa tentativa de aprimorar o processo.

    Os cientistas israelenses começaram detectando aqueles fatores implicados na conversão de células maduras em células-tronco pluripotentes dentro de cobaias e descobriram que existia uma proteína que, ao tempo que estava implicada no processo, inibia sua conversão eficiente.

    Esta proteína, chamada Mbd3, participa do processo pelo qual as células-tronco transformam a informação necessária para seu posterior desenvolvimento e funcionamento.

    Após vários testes em cobaias, no entanto, a equipe israelense concluiu que, ao abolir a proteína do processo e potencializar o resto de fatores que contribuem para obtenção de células-tronco, o resultado melhorava em 90%.

    “Este é um grande avanço para conseguir mais quantidades de células-tronco pluripotentes de forma segura e sem modificações genéticas”, assegurou Hanna à EFE.

    Embora esta pesquisa tenha sido testada somente com células da pele, o sangue e o cérebro de cobaias, a equipe de cientistas assegurou que os resultados poderiam ser equivalentes se aplicados em pessoas.

    “Agora podemos controlar muito melhor o destino das células de acordo com nossa vontade”, apontou o chefe da pesquisa. Depois de mais de dois anos de estudos para chegar nestes resultados, o seguinte passo para estes cientistas é encontrar a forma de separar a proteína do processo.

    “Queremos desenvolver pequenas moléculas químicas que inibam a Mbd3 e também compreender sua atividade bioquímica”, concluiu Hanna. As células-tronco, por serem capazes de se transformar em qualquer tipo de célula no organismo, supõem uma esperança para cura de doenças como o alzheimer, parkinson e diabetes.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Brasil tem 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, aponta Fiocruz

    Brasil tem 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, aponta Fiocruz

    Estudo indireto com 25 mil pessoas mediu consumo por 6 meses em 2012.

    Nordeste lidera lista em números absolutos, e 14% do total são menores.

     
    Um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, revela que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas capitais ao longo de pelo menos seis meses em 2012.
     

    Por “uso regular”, foi considerado um consumo de pelo menos 25 dias nos seis meses anteriores ao estudo, de acordo com definição da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

    Esse número de 370 mil pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do país e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nessas cidades. Além disso, 14% do total são crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários.

    O estudo foi realizado com 25 mil pessoas de forma domiciliar e indireta, ou seja, cada indivíduo respondeu a questões sobre suas redes sociais (familiares, amigos e colegas de trabalho residentes no mesmo município) de forma geral e também especificamente sobre o uso de crack e outras drogas.

    O resultado, portanto, é uma estimativa do que ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal – em outra pesquisa da Fiocruz, por exemplo, feita de forma direta com 7 mil entrevistados em 112 municípios (incluindo capitais e regiões metropolitanas) entre o fim de 2011 e junho de 2013, o total não passou de 48 mil usuários de crack e similares.

    Segundo os autores, a metodologia indireta, chamada Network Scale-up Method (NSUM), permite que populações de difícil acesso (como presos, hospitalizados, estudantes, militares, religiosos, fugitivos e vítimas de catástrofes) também entrem nessa conta.

    De acordo com o secretário da Senad, Vitore Maximiano, essas duas pesquisas são as maiores já feitas sobre crack no mundo, pelo número de entrevistados e pelo volume de dados gerados.

    “Somando-se os dois estudos, são 32 mil questionários produzidos. Estamos investigando uma população oculta, que tem dificuldade de revelar seu uso, suas prevalências, porque há a questão criminal, a discriminação”, destaca.

    Maximiano diz que o usuário de crack, conforme os resultados, é alguém que vive uma forte exclusão social, tem baixa escolaridade e dificuldade de inserção no mercado de trabalho, com predominância de indivíduos não brancos (80%) e em situação de rua.

    Nordeste lidera ranking

    Entre as regiões do Brasil, o Nordeste lidera o uso regular de crack e similares, com 40% do total, seguido do Sudeste, do Centro-Oeste, do Sul e do Norte (veja o gráfico acima). Além disso, cerca de 80% dos usuários dessas substâncias fazem isso em lugares públicos e de grande circulação, como as ruas.

    Nas capitais do Sudeste e do Centro-Oeste, o crack e similares correspondem a 52% e 47%, respectivamente, de todas as drogas ilícitas (com exceção de maconha) consumidas nessas cidades. Já no Norte, o crack tem uma participação menor no total: cerca de 20%.

    Além disso, as capitais do Nordeste são as que concentram mais crianças e adolescentes usuários de crack e similares, com 28 mil pessoas. No Sul e no Norte, esse número é de cerca de 3 mil indivíduos em cada região.

    Segundo Maximiano, o alto uso de crack no Nordeste está ligado ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local, onde há uma população mais carente. Essa droga acaba sendo, portanto, uma alternativa barata. Já no Sul, a relação é de ordem sociológica, pois lá as pessoas tradicionalmente consomem mais drogas (sobretudo injetáveis) que a média nacional.

    Nas mesmas cidades analisadas, estima-se que 1 milhão de pessoas usem drogas ilícitas em geral (cocaína, heroína, ecstasy, LSD, etc), com exceção de maconha. De acordo com os autores, ainda não é possível fazer um estudo em todo o país porque não há bancos de dados nacionais com informações suficientes sobre grupos específicos da população.

    Usuário difícil de encontrar

    Na opinião do pesquisador da Fiocruz Francisco Inácio Bastos, um dos coordenadores dos levantamentos, em estudos tradicionais com perguntas diretas não é possível identificar os usuários de crack e similares em casa, pois eles estão nas ruas. Para ter acesso a essas pessoas, então, é preciso ir em busca de suas redes de contatos.

    Além de estarem fora de casa, os indivíduos que consomem drogas como o crack são mais estigmatizados que aqueles que usam maconha ou álcool, na opinião de Bastos. Por isso, a maioria dos usuários não assume o vício.

    Entre as perguntas feitas pelo método indireto, incluídas em uma lista com cerca de 100 questões, estavam: “Você conhece alguém que usa crack? Quantas pessoas?” Além disso, o levantamento reuniu perguntas sobre o programa Bolsa Família e outros assuntos que, depois, foram confirmados em cadastros oficiais das capitais.

    Sobre as “cracolândias”, Bastos diz que esse não é um fenômeno comum e está mais restrito a São Paulo e ao Rio de Janeiro, pois para esses locais existirem é preciso de alguns pré-requisitos, como grande densidade urbana, ausência do poder público naquele determinado lugar e uma cadeia de distribuição de drogas de grande porte.

    O relatório da Fiocruz conclui que o estudo indireto pode servir de base para futuras pesquisas sobre crack com essa mesma metodologia, a fim de gerar uma série histórica confiável. A partir dele, na visão dos autores, também é possível pensar em políticas públicas e estratégias voltadas principalmente para crianças e adolescentes.

    Homem jovem, solteiro e de rua

    O outro levantamento da Fiocruz, feito de forma direta com 7 mil pessoas de 18 anos ou mais em 112 municípios, entre 2011 e 2013, envolveu cerca de 400 perguntas e teve como base o método Time-Location Sampling (TLS), para analisar o perfil dos usuários e o cenário de consumo.

    As cidades pesquisadas foram as 26 capitais, o Distrito Federal, nove regiões metropolitanas e municípios de médio e pequeno porte. Os locais de estudo foram as próprias cenas de uso de crack e serviços de saúde próximos.

    A média de idade dos entrevistados era de 30 anos. Por sexo, os usuários se mostraram predominantemente homens, representando quase 80% do total. Em levantamentos anteriores sobre crack e cocaína, essa proporção era menor: cerca de 60%, contra 40% de mulheres. Esse índice encontrado agora, segundo a Fiocruz, tem relação com uma maior presença masculina no tráfico e em cenários abertos de uso de drogas.

    Entre as mulheres usuárias de crack ouvidas, 10% estavam grávidas naquele momento e mais da metade já havia engravidado pelo menos uma vez desde o começo do vício.

    Além disso, a maioria (60%) dos usuários de crack declarou ser solteira, 40% vivem nas ruas, 65% fazem trabalhos esporádicos ou autônomos e muitos não chegaram a concluir o ensino médio ou entrar no ensino superior. Atividades ilícitas, como tráfico de drogas e furtos/roubos, foram admitidas por apenas 6,4% e 9% dos entrevistados, respectivamente.

    A principal motivação para usar crack e similares foi curiosidade/vontade, apontada por mais da metade dos entrevistados. Em seguida, vieram pressão dos amigos (26,7%) e problemas familiares ou perdas afetivas (29,2%). O baixo preço da droga também seria um fator contribuinte para a manutenção do vício ao longo do tempo, mas não determinante para o início da experimentação.

    O tempo médio de uso foi de 8 anos nas capitais, contra 5 anos nos demais municípios. O número médio de pedras utilizadas por pessoa nas capitais foi de 16 ao dia, contra 11 nas outras cidades. O consumo dos homens foi mais prolongado, mas as mulheres usaram mais pedras por dia – até 21, contra 13 dos homens.

    Além desses dados, quase 30% das usuárias de crack ouvidas admitiram trocar dinheiro ou drogas por sexo, contra 1,3% dos homens. Elas também foram maioria nos casos de violência sexual prévia: 44,5%, contra 7% no sexo masculino.

    Mais de um terço de todos os usuários entrevistados admitiu, ainda, não ter utilizado preservativo em nenhuma das relações sexuais ocorridas naquele mês. E mais da metade (53,9%) nunca havia feito um teste de HIV, o que é algo preocupante, pois os usuários analisados apresentaram prevalência do vírus da Aids oito vezes maior que a da população geral.

    A maioria (quase 75%) fumava crack em cachimbos, seguidos de latas (51,8%) e copos plásticos com tampa de alumínio (28,3%). Além disso, mais de 70% compartilhavam esses apetrechos, o que a Fiocruz chama atenção pelo risco de transmissões virais como hepatites.

    Dos entrevistados que já tiveram alguma situação de overdose nos 30 dias anteriores à pesquisa, 44,7% passaram por isso pelo uso de crack e 22,4% sofreram intoxicação aguda em decorrência do abuso de álcool. E, ao todo, 41,6% relataram terem sido detidos no último ano, por motivos como posse de drogas (quase 14%), assalto/roubo (9,2%), furto/fraude/invasão de domicílio (8,5%) e tráfico ou produção de drogas (5,5%).



    Resposta do governo

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (19), durante entrevista coletiva em Brasília, que será feito um plano de três eixos para enfrentar o crack no país: um de prevenção, um de cuidados e outro de autoridade.

    “(O primeiro) exige um conjunto de medidas de orientação social, que possa esclarecer os malefícios do uso do crack”, explicou. Já o eixo de cuidados inclui tratar os usuários, contratar bons profissionais e manter um número suficiente de unidades de tratamento.

    “O eixo autoridade tem a ver com medidas de segurança pública e o enfrentamento rigoroso das organizações de narcotraficantes”, destacou.

    O ministro afirmou também que os usuários de crack devem ser considerados dependentes químicos e, portanto, passíveis de tratamento, e não tratados com sanções penais.

    “A maior parte dos usuários são pessoas de extrema vulnerabilidade social. Quando você vai ouvi-las, ao contrário do que muitos pensam, 80% querem tratamento e 92% querem apoio para conseguir emprego ou ensino para se reinserir socialmente”, disse Cardozo.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Governo amplia faixa etária de vacinação contra HPV

    Governo amplia faixa etária de vacinação contra HPV

    O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (18), que vai ampliar a faixa etária das meninas que receberão a vacina contra o vírus HPV pela rede pública de saúde.

    A previsão inicial –dada em julho deste ano, quando a vacina foi anunciada– era imunizar, em 2014, meninas de 10 e 11 anos; e, a partir de 2015, apenas as meninas de 10 anos. O esquema vacinal seria de três doses, com a segunda dose sendo dada um mês após a primeira, e a terceira dose aplicada seis meses após a primeira.

    A decisão agora tomada, e anunciada nesta quarta, é a de vacinar, em 2014, garotas de 11 a 13 anos; e, a partir de 2015, as meninas de 9 a 11 anos.

    Para tanto, o governo fez um espaçamento maior entre as três doses. Agora, a segunda dose deve ser aplicada seis meses após a primeira; e a terceira deve ser dada cinco anos depois da primeira.

    Segundo a Saúde, o novo formato tem respaldo de estudos e práticas internacionais; e, dada cinco anos após a primeira, a terceira dose pode funcionar como reforço.

    “O Ministério da Saúde decidiu adotar o esquema estendido baseado em estudos recentes que comprovam a eficácia desta medida. Além disso, a estratégia segue recomendação da Opas (Organização Pan Americana de Saúde) e foi discutida com especialistas brasileiros que integram o Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Vale ressaltar que o esquema já é utilizado por países como Canadá, México, Colômbia, Chile e Suíça”, argumenta nota do ministério.

    A vacina será oferecida no SUS a partir de março de 2014. Ela pode prevenir contra o vírus HPV, responsável por 95% dos casos de câncer de colo uterino, além de estar ligado a outros tipos de câncer e verrugas sexuais.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Exercícios previnem problemas de saúde após a menopausa, diz Unesp

    Exercícios previnem problemas de saúde após a menopausa, diz Unesp

    Atividade física diariamente pode reverter consequências da hipertensão.

    Estudo avaliou pressão arterial de 123 voluntárias entre 50 e 65 anos.

     
    Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro mostrou que exercícios físicos podem prevenir e até reverter problemas causados pela hipertensão após a menopausa. Segundo especialistas, 80% das mulheres podem ter pressão alta com o fim do cliclo menstrual. O estudo feito por alunos de pós-graduação do curso de educação física recomenda 40 minutos diários de atividade aeróbica, como caminhada, hidroginástica ou natação.



    Segundo o ginecologista João Gilberto Bortolotti Filho, durante a vida fértil, o estrógeno produzido nos ovários relaxa os vasos arteriais mantendo a pressão menor, mas com a menopausa, acontecem mudanças importantes. “Esse hormônio desaparece, então a pressão se eleva, além disso, o acúmulo de gordura também fica maior, principalmente no abdome”, explicou.
     
    A pesquisa, iniciada em 2001, avaliou os níveis de pressão arterial e funcionamento do organismo de 123 mulheres, entre 50 e 65 anos. Foi identificado que um sistema chamado renina-angiotensina, que trabalha para regular a pressão arterial, era a resposta dos problemas.



    “Se não controlado, ele vai elevando a pressão das mulheres e chega a desencadear problemas sérios, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”, afirmou a pesquisadora Angelina Zanesco.



    O estudo ainda não foi concluído, mas já apresenta resultados positivos, principalmente pela descoberta que a atividade física é uma grande aliada da mulher mesmo antes da menopausa. “O exercício é uma das abordagens para prevenir o aparecimento da doença, porque depois que ela apareceu o tratamento é crônico, ou seja, para a vida toda”, disse a pesquisadora.



    A dona de casa Denise dos Santos é hipertensa e foi uma das voluntárias na pesquisa. Ela sentiu melhoras na saúde depois que incluiu a atividade física na rotina diária. “Perdi um pouco de peso e o calor da menopausa diminuiu”, contou.



    A manicure Sueli Secco também sentiu diferença com os medicamentos e os exercícios. “Estou ótima, me sinto super bem, não tenho canseira e estou sempre agitada. Com pressão de menina”, declarou.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Moradores farão festa para receber profissionais cubanos

    Moradores farão festa para receber profissionais cubanos

    Os municípios que receberão profissionais cubanos a partir do dia 23 já preparam as recepções de boas-vindas àqueles que, em alguns casos, serão os únicos médicos locais após muitos anos.

    Em Passira (PE), a prefeitura já planejava para este fim de semana um almoço ou jantar para recebê-los.

    Mas a recepção teve que ser adiada depois que o Ministério da Saúde adiou em uma semana a estreia dos cubanos nos municípios.

    Enquanto isso, a secretária local da Saúde vai às rádios informar sobre o atraso.

    Em Santa Maria do Cambucá (PE), a dúvida é em relação ao idioma dos médicos. Essa questão, porém, não preocupa mais a técnica de enfermagem Girleide Medeiros, que trabalha no posto onde o médico atenderá.

    Ela disse que já teve contato com uma médica cubana tempos atrás. “Ela não falava brasileiro [sic]. Tinha coisa que era meio enrolada, mas dava para entender. O que não dava, ela fazia um gestinho, e a gente se entendia.”

    Na zona rural de Frei Miguelinho (PE), morar em frente ao posto de saúde não foi suficiente para que as irmãs Maria Agripina, 50, e Terezinha de Souza, 42, soubessem da chegada de um cubano.

    Na unidade Nova Esperança, só há médico às segundas-feiras. Na última, por exemplo, ele não apareceu.

    “Tanto faz de onde eles vêm, onde se formaram. Ruim é não ter médico”, afirmou Terezinha. “Se tiver um passamento [passar mal] agora, tem que alugar um carro [R$ 60] e ir para a cidade”, disse Maria Agripina.

    Na Bahia, os municípios de Araci e Tucano também planejam recepções aos cubanos. Eles irão para postos da zona rural e cuidar sozinhos dos atendimentos locais.

    Em Prudente de Morais (MG), haverá festa no distrito Campo de Santana: recepção preparada pelos funcionários da equipe de saúde, com salgadinhos e refrigerantes.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Pesquisa mostra que 33% dos pais não falam com filhos sobre álcool

    Pesquisa mostra que 33% dos pais não falam com filhos sobre álcool

    Estudo que ouviu mil pais brasileiros foi feita por companhia de bebida.

    Eles consideram os filhos muito novos ou têm vergonha de abordar tema.

     
    Uma pesquisa realizada pela companhia de bebida Ambev – que reúne 17 marcas de cerveja – concluiu que 33% dos pais e mães brasileiros não falam com seus filhos sobre o consumo de álcool. Além do Brasil, o estudo foi realizado também na Argentina, Bélgica, Canadá, China, Alemanha, México, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.



    Foram ouvidos mil pais de cada um dos países. No Brasil, a principal razão para os pais não terem essa conversa é considerar que o filho ainda é muito jovem: 48% dos entrevistados alegaram esse motivo. Outros 22% disseram que não têm certeza de como começar a conversa; 15% confiam que os filhos tomarão a decisão certa e 9% têm vergonha de discutir o assunto.



    Apesar disso, 98% dos pais brasileiros concordam com a afirmação de que é importante que os pais conversem com seus filhos sobre o consumo de álcool. Eles consideram que essa conversa começa a ser importante a partir dos 9 anos de idade.



    Na Alemanha, Argentina e Bélgica, a conversa sobre bebidas alcoólicas entre pais e filhos é mais frequente do que no Brasil, segundo os dados levantados pela pesquisa. Já os pais americanos, canadenses, chineses, mexicanos, britânicos, russos e ucranianos abordam o assunto com menos frequência do que os pais brasileiros.



    Os dados foram coletados no ano passado em entrevistas por telefone, pela internet ou pessoalmente. Entre os pais entrevistados, pelo menos 25% têm filhos com idades entre 5 e 17 anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Governo do Rio confirma três casos de pacientes detectados com superbactéria

    Governo do Rio confirma três casos de pacientes detectados com superbactéria

    A Secretaria de Estado de Saúde do Rio informou nesta terça-feira (17) que três pacientes foram detectados com uma superbactéria, a NDM-1, em hospitais da capital, norte do Estado e Baixada Fluminense.

    Apesar de estarem com a bactéria na pele e serem capazes de transmiti-la, nenhum dos pacientes foi infectado (não desenvolveram sintomas).

    A superintendência de vigilância em saúde da Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde), está verificando as unidades por onde passaram os três pacientes. Um dos hospitais é o Hemorio, no centro da capital. Os nomes das outras instituições não foram divulgadas porque eles não fazem parte da rede estadual de saúde.

    A secretaria também informou que a bactéria foi encontrada só nos pacientes, não nas unidades de saúde, e que foram tomadas medidas para evitar que o micro-organismo se espalhe.

    “A direção do Hemorio esclarece que as internações na ala hospitalar do Instituto não estão suspensas e que todas as medidas de controle já foram tomadas”, diz a secretaria, em nota.

    Em março, dois casos da superbactéria foram detectados em um hospital de Porto Alegre (RS). O micro-organismo foi descrito pela primeira vez em 2009, quando um paciente sueco esteve hospitalizado na Índia.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH, mostra estudo

    Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH, mostra estudo

    Especialistas que tratam jovens com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão, em breve, ganhar um aliado inusitado: o videogame.

    Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com o departamento de Medicina Molecular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e com a Duke University, dos Estados Unidos, estão desenvolvendo um jogo cujo objetivo principal é treinar, nos jogadores, o controle inibitório – habilidade cerebral responsável por frear respostas inadequadas a estímulos ambientais, que normalmente é falha nos portadores da doença.

    “Quando o controle inibitório não está bem desenvolvido, muitos problemas podem acontecer, como abuso de substâncias, sexo sem proteção, brigas e acidentes”, explicou o neuropsicólogo Thiago Strahler Rivero, autor de pesquisa de doutorado apoiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e orientada por Orlando Francisco Amodeo Bueno, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.

    Segundo Rivero, o treino do controle inibitório é importante principalmente na adolescência, fase em que a impulsividade está naturalmente exacerbada e em que as estatísticas de envolvimento em situações de risco ligadas ao TDAH são mais alarmantes.

    “Fazer um adolescente aderir ao tratamento e mantê-lo motivado é uma de nossas maiores dificuldades na clínica. Por isso optamos pelo videogame”, contou Rivero.

    Project Neumann

    O jogo, batizado de Project Neumann, está dividido em quatro partes. Cada uma delas representa um reino diferente e está diretamente relacionada aos diversos sintomas presentes na falta de controle do impulso. Heróis auxiliam o jogador na luta contra o inimigo principal: o próprio TDAH.

    “Os quatro heróis coadjuvantes representam algumas das características mais prevalentes do transtorno: dificuldade de focar a atenção, dificuldade de controlar impulsos motores, dificuldade para ignorar distrações e dificuldade no controle do planejamento, que é a incapacidade de moldar as ações do presente pensando nas consequências futuras”, explicou o pesquisador.

    Treinar essas capacidades nos jogadores, porém, é apenas um dos objetivos do Project Neumann, contou Rivero. “Também queremos testar se o jogo pode ser uma ferramenta de avaliação dessas habilidades e, para isso, estamos comparando com as escalas de avaliação consideradas padrão-ouro na literatura. Essas escalas ajudam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento”, explicou.

    Uma terceira meta dos pesquisadores é a psicoeducação. A ideia é que, ao jogar, os portadores de TDAH aprendam sobre a doença, adquiram consciência de suas próprias dificuldades e conheçam estratégias para superá-las.

    “Estudos mostram que o treino cerebral feito de forma isolada traz poucos resultados. A psicoterapia, isoladamente, colabora na construção de uma compreensão dos sintomas e de seu impactos, mas estudos demonstram que, no longo prazo, a eficácia não é tão grande. Tratar apenas com medicação até tem uma boa eficácia, mas não possibilita o aprendizado de habilidades importantes para a vida adulta. Por essas razões, o consenso é de que o tratamento do TDAH deve ser multimodal”, afirmou Rivero.

    Personagens

    O desenvolvimento dos personagens e do enredo foi, de acordo com Rivero, baseado em teorias da psicologia, da neuropsicologia e da neurociência.

    “Com nossos parceiros do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas da UFMG, que são especialistas no estudo da impulsividade no Brasil, em especial meu co-orientador Leandro Maloy-Diniz, delimitamos regiões do cérebro que, de acordo com a literatura, precisam ser estimuladas para melhorar o controle inibitório”, afirmou o pesquisador. “Então criamos tarefas a serem cumpridas pelos jogadores baseadas nessas teorias”, disse.

    Um sistema que permite gerar gráficos e relatórios de desempenho no fim de cada fase foi desenvolvido para ajudar a monitorar a evolução dos jogadores. No momento, o jogo está na fase de refinamento do game e de validação.

    “Já fizemos três rodadas de testes com voluntários. Inicialmente, eles apenas ajudaram a avaliar características como diversão, capacidade de fazer o jogador se envolver com a história e jogabilidade. Na última rodada já coletamos alguns dados e agora estamos comparando com as escalas de avaliação padrão ouro para ver se há correlação e fazer a validação estatística”, contou Rivero.

    Parcerias internacionais

    Outra forma de avaliar se, de fato, cada parte do jogo está estimulando a habilidade proposta é por meio da ressonância magnética funcional. “Pretendemos colocar os voluntários para jogar dentro do equipamento para ver se as regiões do cérebro que são estimuladas no exame são as que queremos estimular. Para isso, estamos firmando uma parceria com a University of Southern California, dos Estados Unidos”, contou. A equipe também envolve colaboradores da área de design e desenvolvimento de games.

    Os resultados preliminares foram apresentados por Rivero durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado no fim de junho em São Paulo. O trabalho também foi apresentado na E3, principal feira de games do mundo, após o grupo ficar em terceiro lugar na competição de jogos independentes Indies Crash, em que concorreram 677 jogos de todo o mundo.

    “Embora o jogo seja focado no tratamento do TDAH, nossa ideia é criar um método que depois possa ser aplicado para autismo, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos”, afirmou Rivero.

    Fonte: Uol Saúde