Categoria: Notícias

  • Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    O cigarro eletrônico está conquistando um número crescente de adeptos em todo o mundo, mas seu inventor chinês teve que lutar até agora para se beneficiar de seu invento, por causa de litígios relacionados a patentes. Um dos grandes medos de Hon Lik é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    “Fumar é a coisa mais prejudicial da vida diária e eu dei uma contribuição enorme para a sociedade”, diz com voz pausada Lik, de 57 anos, enquanto faz anéis de fumaça com aroma de tabaco com seu cachimbo eletrônico.

    “Mas não sou rico, por causa dos problemas que a minha empresa teve que enfrentar”, explica em seu escritório de Pequim o co-fundador da marca Ruyan (“como um cigarro” em chinês), que os fabrica em Pequim há mais de 10 anos.

    O modelo básico do Ruyan é vendido a 68 iuanes (11 dólares), o negócio vai de vento em popa e suas patentes devem render em breve 75 milhões de dólares para outras de suas empresas, baseada em Hong Kong.

    A quantia parece volumosa, mas é muito inferior à que esperava Hon Lik, que há anos luta por suas patentes e para contrabalançar campanhas hostis da imprensa.

    O cigarro eletrônico funciona como um vaporizador pelo qual se inala uma solução com nicotina. As vendas decolaram nos últimos anos, abrindo um mercado mundial com mais US$ 2 bilhões, segundo a Euromonitor, empresa de análise econômica.

    Os fabricantes destacam a ausência de alcatrão e outros contaminantes, que o tornariam muito menos nocivos que o cigarro comum.

    A ideia de um cigarro elétrico remonta aos anos 1960 nos Estados Unidos, mas Hon Lik é geralmente reconhecido como o primeiro a ter desenvolvido uma versão comercial confiável.

    Vapores do sonho

    A ideia lhe ocorreu em 2003. Fumante inveterado – um maço por dia – desde os 18 anos, ele trabalhava na época como pesquisador de medicina e queria deixar o vício.

    “Ao deitar, às vezes esquecia de tirar o adesivo de nicotina. Isso me provocava pesadelos toda a noite, algo pior de tudo o que a gente possa imaginar”, relata.

    Em um dos seus sonhos se viu a ponto de se afogar em um mar transformado em uma nuvem de vapor. E daí surgiu a inspiração e anotou sua visão em um livreto que estava em sua mesa de cabeceira.

    Depois de um ano de testes, chegou ao desenho atual. As vendas na China cresceram rapidamente e em 2006, as máquinas de Ruyan “produziam 24 horas diárias com uma demanda sempre superior à oferta”.

    Mas vários artigos da imprensa acusaram seu cigarro de provocar dependência e causar crises cardíacas. As vendas então se estancaram.

    Em 2006, sofreu um novo golpe, quando a poderosa administração chinesa de venda de tabaco acusou Ruyan de publicidade irresponsável e recomendou a suspensão das vendas.

    Segundo Hon Lik, a indústria chinesa do tabaco – um poderoso lobby que gera 10% da renda do Estado, segundo a Brookings Institution dos Estados Unidos – temia, antes de tudo, a concorrência.

    “Plagiadores”

    Enquanto Hon Lik defendia seus produtos dos embates da imprensa e do governo do país comunista, a concorrência florescia na China e no exterior com um produto similar.

    Obra de meros plagiadores, segundo Hon, para quem “os cigarros vendidos no mercado são falsificações de nossas patentes”, registradas pela Dragonite International, a empresa que dirige em Hong Kong.

    “Fizeram algumas pequenas adaptações, mas a base é a mesma”, afirma.

    A Ruyan apresentou uma demanda contra vários fabricantes nos Estados Unidos. Pelo menos um deles aceitou que o assunto fosse levado à justiça, segundo o empresário chinês.

    Seu grande medo é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    Isso o levou a se aliar ao segundo fabricante europeu de cigarros, a Imperial Tobacco, que anunciou sua intenção de comprar a patente por 75 milhões de dólares que Hon garante que investirá na Dragonite International.

    Segundo Eric Bloomquist, analista independente da indústria do tabaco, radicado em Londres, as patentes de Hon eram de tal precisão que a Imperial Tobacco considerou necessário comprá-las.

    E a gigante europeia do setor informou à AFP que com esta operação esperava “reforçar mais” sua posição no mercado.

    “Não vejo nenhuma contradição em trabalhar com a indústria do tabaco”, que deve encontrar respostas à proibição de fumar, diz Hon Lik, acrescentando: “Talvez seja famoso dentro de 20 ou 30 anos”.

    Fonte: Uol Saúde

  • Colonoscopia reduz em 56% risco de morte por câncer de intestino

    Colonoscopia reduz em 56% risco de morte por câncer de intestino

    A incidência do tumor de intestino vem crescendo– já é o quarto mais frequente no Brasil–, assim como a recomendação médica para que se faça a temida colonoscopia, exame que detecta precocemente possíveis lesões.

    Dois estudos recentes feitos nos EUA e publicados no “New England Journal of Medicine” avaliaram a eficácia da colonoscopia e de um exame de fezes que busca detectar sangue no material.

    A colonoscopia, mais cara e com mais riscos de efeitos colaterais, reduziu em 56% o risco de morte pelo tumor em uma população de 89 mil pessoas seguidas por 20 anos.

    Já o exame de sangue oculto nas fezes, mais barato e simples, diminuiu o risco de morte em 32% em um grupo de 46,5 mil pacientes acompanhados por 12 anos.

    “Se o objetivo é de rastrear o câncer colorretal, o exame de fezes é perfeito. É de baixo custo, fácil de fazer. Mas tem baixa sensibilidade para diagnosticar lesões precocemente. Os pólipos geralmente não sangram até se tornarem lesões avançadas”, explica Benedito Rossi, especialista em câncer colorretal do Hospital Sírio-Libanês.

    “A vantagem da colonoscopia é poder fazer tanto a remoção de pólipos com potencial de câncer quanto o diagnóstico precoce do tumor.”

    Segundo Carlos Walter Sobrado, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a colonoscopia é o exame ideal para realizar o rastreamento por sua maior sensibilidade e especificidade. “Mas o alto custo e o fato de ser um método invasivo limitam sua maior utilização.”

    Por isso, explica, o protocolo de rastreamento mais usado para a população de baixo risco é a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.

    Atualmente, está sendo testado um novo exame (DNA fecal) que procura identificar nas fezes a presença de tecidos que contenham mutações genéticas que são frequentes no câncer colorretal.

    “O Brasil não dispõe de infraestrutura nem para realizar o exame de fezes na população, muito menos para a colonoscopia. Temos falta de aparelhos nos serviços públicos e de médicos treinados e habilitados”, diz Sobrado.

    Benedito Rossi lembra, porém, que a colonoscopia pode falhar em cerca de 20% dos casos. “As falhas estão ligadas à falta de experiência do médico, a uma limpeza inadequada do intestino para o exame ou mesmo a problemas com o aparelho.”

    O exame também está a associado a complicações, como perfuração (uma em cada mil exames), hematomas, sangramento e dor.

    Um estudo publicado no “Archives of Internal Medicine” relata que uma em cada cem pessoas sofre efeitos adversos após a colonoscopia e vai parar no hospital. O mais frequente é a dor abdominal.

    PREVENÇÃO

    Praticar exercícios físicos regularmente, evitar alimentos ricos em gordura animal, embutidos e carnes industrializadas e aumentar o consumo de fibras é a melhor forma de prevenir o câncer intestinal, segundo especialistas.

    “As fibras aumentam o bolo fecal e diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que favorece o bom funcionamento intestinal e previne os tumores”, diz o coloprotoctologista Carlos Walter Sobrado.

    Segundo ele, também tem sido relatado o papel de micronutrientes, como selênio, cálcio e folatos, e das vitaminas A, B, C e E como inibidores do desenvolvimento do tumor, mas ainda faltam estudos sólidos para comprovar isso.

    Outra forma de prevenção é estar atento aos primeiros sintomas da doença, como sangramento nas fezes, cólicas abdominais, alteração do hábito intestinal e emagrecimento sem causa aparente. “Às vezes são confundidos com problemas intestinais como hemorroidas, síndrome do intestino irritável e colite.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Butantan recruta 50 voluntários para testar vacina nacional da dengue

    Butantan recruta 50 voluntários para testar vacina nacional da dengue

    Esta é a primeira vacina de dengue nacional testada em humanos no país.

    Previsão é que, até 2018, vacina faça parte do programa de imunização.

     
    O Instituto Butantan iniciará a segunda fase clínica do estudo que busca atestar a eficácia da vacina contra a dengue desenvolvida em parceria entre a instituição brasileira e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Um grupo de 50 voluntários começou a ser recrutado nesta quarta-feira (2).



    Esta é a primeira vacina contra dengue de produção nacional a ser testada em humanos no país. Se os resultados forem positivos, a previsão é que a vacina seja aprovada e passe a fazer parte do programa nacional de imunizações em 2018. Existe ainda outra iniciativa nacional de produção de vacina contra a dengue, encabeçada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a indústria farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). Mas esta ainda não iniciou testes em humanos.



    Os critérios para participação do estudo são que o voluntário more na cidade de São Paulo, tenha de 18 a 59 anos e não apresente doenças neurológicas, cardíacas, pulmonares, do fígado ou que comprometam o sistema de defesa do organismo, como diabete ou câncer. Mulheres grávidas, em fase de amamentação ou que pretendam engravidar também não devem se inscrever. É necessário que o candidato nunca tenha sido diagnosticado com dengue.



    O voluntário será acompanhado ao longo de 5 anos por uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), formada por médicos, enfermeiros e farmacêuticos. A previsão é que, durante o estudo, os voluntários façam 28 visitas ao hospital.



    Para esta segunda fase, houve um investimento de R$ 3,5 milhões, financiados pela Fapesp, pela Fundação Butantan e pelo BNDES.



    Em uma primeira fase clínica do estudo, a vacina já foi aplicada em 750 voluntários nos Estados Unidos. Além do NIH, outros parceiros internacionais são a Universidade Johns Hopkins e a organização Global Solution for Infectious Diseases. No Brasil, além do HC, o Instituto Adolfo Lutz também participa do estudo.



    Características

    Segundo o pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituo Butantan, a grande diferença entre a vacina do Butantan e outras inciativas é que esta utiliza o próprio vírus da dengue modificado por engenharia genética. Outros estudos envolvem o vírus da febre amarela modificado, o vírus da dengue inativado ou partes de proteínas específicas do vírus.



    “A esperança é que uma única dose seja capaz de proteger a pessoa do vírus. Outros estudos envolvem entre 2 a 3 doses”, diz Precioso.



    Continuação

    A continuação dessa segunda fase clínica tem início no ano que vem e envolve 250 voluntários. Eles serão recrutados por três instituições: a USP de Ribeirão Preto, o HC-FMUSP e o Instituto da Criança. Nesse momento, pessoas que já foram diagnosticadas com dengue também poderão participar do estudo.



    A terceira fase clínica deve iniciar em 2015. Durante essa fase, que envolverá um número maior de pessoas de várias regiões do país, o objetivo é constatar se a vacina é, de fato, capaz de provocar a resposta imunológica esperada nas pessoas. É nessa fase que ocorre o pedido de registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



    Iniciativas mais adiantadas

    Atualmente, a pesquisa que está mais próxima de atingir o resultado final é a da indústria farmacêutica Sanofi Pasteur. Em julho, a farmacêutica inaugurou uma fábrica que já começou a produzir doses experimentais da vacina. A planta será capaz de produzir 100 milhões de doses por ano, de acordo com a indústria.



    Atualmente, a farmacêutica ainda aguarda a conclusão dos resultados de dois grandes estudos clínicos, que devem sair no final de 2013 ou em 2014, para entender melhor a eficácia do produto. Cerca de 45 mil pessoas participaram dos testes na Ásia e na América Latina



    Para se inscrever

    Interessados em participar do estudo podem ligar para os telefones 2661-7214 ou 2661-3344 de segunda a sexta-feira das 9h às 18h. É possível também mandar um e-mail para [email protected] ou acessar o site 
    www.vacinadengue.com.br.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasileiros querem médico mais humano e que toque no paciente, diz Dilma

    Brasileiros querem médico mais humano e que toque no paciente, diz Dilma

    A presidente Dilma Rousseff disse acreditar que a chegada de médicos estrangeiros ao Brasil vai tornar o atendimento mais humano aos pacientes.

     

    “Nós fizemos um diagnóstico e vimos que as pessoas se queixam de duas coisas: de ter um atendimento que é necessário agendar e vai demorar muito, porque não tem o médico no posto de saúde. E querem outra coisa também: que o atendimento seja humano, essa questão da humanidade no trato com a pessoa”, disse em entrevista a rádios de Natal, no Rio Grande do Norte, onde faz visita nesta quarta-feira (2).

    Dilma afirmou que o programa Mais Médicos surgiu por críticas feitas pela população à ela não só pela falta de profissionais, mas também pela falta de um atendimento mais humanizado, pelo qual o médico toque nos pacientes. Ela citou que é necessário uma mudança no comportamento dos médicos. 

    “Uma das pessoas inclusive  me disse: 'o médico não me toca'. Ela queria que o médico a tocasse. Pelo menos o meu médico sempre me apalpou, olhou coração, garganta, essa coisa toda. O médico é um elemento essencial”, afirmou a presidente.

    Dilma voltou a dizer que faltam médicos na periferia de todas as grandes cidades brasileiras, no interior e nas fronteiras. Ela prometeu dar prioridade ao Nordeste.

    “Se você olhar proporcionalmente, o Nordeste e o Sudeste se equilibram, mas como o Sudeste tem mais população, na verdade falta muito mais médico no Nordeste. Nós estamos combinando dois critérios: o primeiro de população. O outro é de pobreza, que inclui aqui o Nordeste, o Norte, a população indígena e a periferia das grandes cidades”, explicou.

    Segundo Dilma, o processo de distribuição visa contemplar “quem mais precisa, tem primeiro [acesso aos médicos]”. “É essa a filosofia de levar médico, e a gente espera que isso se traduza em um tratamento muito mais humano”, ressaltou.

    Por fim, a presidente ainda citou que tem “muito respeito” ao médico brasileiro. “Eles têm todo um histórico, mas não os temos em número suficiente. Essa é a realidade. Por isso temos que trazê-los de onde tivermos para atender a população com qualidade”, disse.

    A presidente ainda garantiu que, paralelamente a vinda de médicos, estão sendo feitos investimentos em postos de saúde.

    “Nós estamos investindo tanto na reforma, como na ampliação de postos, assim como na construção de novos. A melhoria dos existentes é fundamental”, disse.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Implantes malfeitos ameaçam testes com células-tronco

    Implantes malfeitos ameaçam testes com células-tronco

    Maggie Alejos chegou aqui em junho, vinda de St. Anne, no Estado do Illinois, com um cheque de US$ 13.500 (R$ 29.700) em nome do Instituto de Medicina Regenerativa. Magra, com um tubo de oxigênio preso sobre o lábio superior, Alejos, uma enfermeira do exército aposentada de 65 anos, enfrenta o enfisema há 12.

    Em um hospital aqui, os médicos extraíram cerca de 200 gramas de gordura de suas coxas, esperando coletar cerca de 130 milhões de células-tronco para implantá-las em seus pulmões.

    Em toda a internet — onde Alejos soube do instituto em Tijuana –, as células-tronco de adultos são promovidas como a cura para tudo, de pele flácida a medulas espinhais seccionadas.

    Na superfície, a alegação é plausível. Cientistas descobriram que a gordura, a medula óssea e outras partes do corpo contêm células-tronco, células imaturas que podem se rejuvenescer.
    Mas ainda não foi provado que essas células possam se regenerar em qualquer lugar onde sejam colocadas, ou sob que condições isso poderia ocorrer. E também permanecem questões de segurança.

    Mesmo assim, isso não atrapalhou a ascensão de uma indústria internacional que atende a clientes que pagam dezenas de milhares de dólares por uma chance de conseguir um milagre pessoal.

    O doutor Hesham Sadek, do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas em Dallas, que estuda a regeneração do músculo cardíaco, teme que o dilúvio mercadológico torne difícil para os pacientes distinguirem entre ciência e engodo. “Isto realmente tem o potencial de minar a legitimidade de todo o campo”, disse.

    A Sociedade Internacional para Pesquisa de Células-Tronco emitiu uma declaração segundo a qual o uso dessas células fora de ambientes científicos é “uma ameaça para o bem-estar e a autonomia do paciente e para o processo científico”.

    Tijuana, no norte do México, tem cerca de 200 clínicas que oferecem terapia de células-tronco adultas. O doutor Javier Lopez, fundador do Instituto de Medicina Regenerativa, nasceu e estudou em Tijuana, mas viveu e trabalhou do outro lado da fronteira, em San Diego, na Califórnia, por mais de 30 anos, principalmente como administrador de centros de saúde.
    Ele diz que dirige o instituto dentro do quadro aceito de testes clínicos: os pacientes assinam formulários de autorização, reconhecendo que o tratamento é experimental. Os estudos são registrados na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

    Ser aceito para o tratamento exige mais que dinheiro. Os protocolos e procedimentos são aprovados pelo Conselho de Revisão Institucional (IRB, sigla em inglês), no Hospital Angeles Tijuana, e são administrados por médicos do hospital. “O foco de nosso teste, desde o primeiro dia, é para a segurança”, diz o doutor Lopez.

    Mas Leigh Turner, um bioético da Universidade de Minnesota, diz que o instituto ultrapassa os limites entre teste e tratamento. O formulário de consentimento do paciente “não seria aprovado por um IRB americano competente”, disse o doutor Turner, e os depoimentos em seu site na web dão ênfase apenas aos resultados.

    Além disso, estudar pacientes que pagam mina a validade dos testes científicos, segundo o doutor Turner. A amostragem de pacientes é inclinada para os que têm meios, e seu investimento financeiro pode ampliar um efeito placebo já forte.

    O doutor Lopez diz que os cientistas no México não têm o apoio à pesquisa do governo disponível nos EUA, o que deixa os estabelecimentos como o dele sem alternativa além de cobrar dos pacientes.

    Há poucas evidências que indiquem se os tratamentos com células-tronco de adultos oferecidos funcionam. Paul Knoepfler, um pesquisador de células-tronco na Universidade da Califórnia em Davis, diz que a falta de dados é preocupante.

    “Temos um enorme entusiasmo sobre o potencial da terapia com células-tronco”, disse o doutor George Q. Daley, que estuda as células-tronco para doenças do sangue na Escola de Medicina de Harvard.

    “Dito isso, elas não são agentes mágicos que percorrem seu corpo e consertam as coisas. É frustrante ver pessoas que, mesmo bem intencionadas, não agem no melhor interesse de seus pacientes.”

    De volta a St. Anne alguns dias depois do procedimento, Alejos teve um breve surto de pneumonia no verão, mas em geral não se sente melhor nem pior que antes do tratamento. Ela sabe que não será curada. Seus sonhos são modestos, como ficar livre do oxigênio o suficiente para ir ao cinema.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Hipertensão e colesterol alto são uma associação comum e mal tratada

    Hipertensão e colesterol alto são uma associação comum e mal tratada

    Menos de um terço dos pacientes portadores de hipertensão arterial e colesterol elevado obtém um controle adequado de ambas condições, fato que poderia reduzir especificamente o risco da doença arterial coronariana (DAC) em 50% ou mais. Esta é a constatação principal de um estudo norte-americano. A DAC caracteriza-se pela formação de placas de gordura na parede das artérias do coração, sendo a principal causa do infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco).

     

    Um levantamento realizado nos Estados Unidos entre 1988 e 2010 demonstrou que mais de 60% das pessoas com hipertensão arterial também apresentavam colesterol elevado, mas apenas 30% dos participantes deste estudo apresentavam as duas condições controladas adequadamente. O uso de estatinas (medicamentos redutores de colesterol) e anti-hipertensivos (medicamentos para reduzir a pressão arterial) foram os únicos preditores significativos do controle simultâneo das duas condições.

    “Cerca de dois terços dos pacientes hipertensos apresentam anormalidades do colesterol. É fundamental que as estratégias de prevenção das doenças cardíacas contemplem o controle destes dois fatores de risco cardíaco”, disse a Dra. Brent M. Egan, da Medical University of South Carolina.

     

    Aproximadamente 30% dos adultos nos Estados Unidos têm hipertensão arterial, fato que duplica o risco de uma doença cardíaca. A maioria dos adultos hipertensos têm colesterol elevado concomitantemente. O tratamento eficaz da hipertensão arterial reduz o risco cardiovascular em cerca de 25%, e vários estudos têm demonstrado que o tratamento das anormalidades do colesterol em indivíduos hipertensos reduz o risco em cerca de 35%.

     

    Fonte: Uol Saúde

  • Drogas ficaram mais potentes nos últimos 20 anos, diz estudo

    Drogas ficaram mais potentes nos últimos 20 anos, diz estudo

    Relatório de centro canadense sugere novas estratégias para lidar com a produção, consumo e comércio de drogas ao redor do mundo.

     

    Uma pesquisa realizada no Canadá revelou que as drogas tornaram-se mais baratas e mais puras ao redor do mundo nos últimos 20 anos, sugerindo um “fracasso” dos esforços para conter a produção, consumo e tráfico de entorpecentes.

    O estudo do International Centre for Science in Drug Policy (Centro Internacional para a Ciência em Políticas de Drogas) foi publicado na revista científica British Medical Journal Open e avaliou programas de contenção e vigilância de governos de diferentes países.

    De acordo com os responsáveis pela pesquisa, os governos deveriam passar a considerar o uso de drogas um aspecto de saúde pública, e não um assunto para a Justiça. “Nós deveríamos procurar implementar políticas que colocam a saúde e a segurança no topo das nossas prioridades, e considerar o uso de drogas como um aspecto de saúde pública, ao invés de um problema para a Justiça criminal”, diz Evan Wood, um dos responsáveis pelo estudo.

    “Com o reconhecimento do improvável sucesso dos esforços para reduzir o fornecimento de drogas há uma necessidade clara para aumentar o tratamento do vício e de outras estratégias para diminuir de forma efetiva os danos relacionados ao uso de drogas”, complementa.

    Preços, pureza e disponibilidade

    De forma geral, os números compilados pelo centro canadense mostram que entre 1990 e 2010 os preços das drogas caíram, enquanto a pureza e a potência aumentaram.

    Na região andina (PeruBolívia e Colômbia) a apreensão de folhas de coca aumentou em quase 200% entre 1990 e 2007, mas isso não levou a uma grande redução do consumo de cocaína em pó nos Estados Unidos, colocando em xeque as políticas públicas focadas na contenção do fornecimento de entorpecentes.

    Na Europa, o preço médio das drogas à base de ópio e da cocaína, reajustados de acordo com a inflação e o grau de pureza, diminuíram em 74% e 51% respectivamente entre 1990 e 2010. Além disso, as drogas estão mais puras e mais disponíveis ao redor do mundo.

    Os números do relatório mostram que houve um aumento significativo em diversos países com relação à apreensão de cocaína, heroína e maconha, conforme os registros governamentais desde 1990.

    Para o centro baseado em Vancouver, a análise mostra que o foco baseado na contenção do fornecimento e criminalização tem falhado, e que outras estratégias, como a descriminalização, deveriam ser apreciadas.

    Polêmica

    A divulgação do estudo ocorre dois dias após um policial britânico de alto escalão ter dito que drogas como cocaína, crack, ecstasy, LSD e metadona deveriam ser descriminalizadas, e que os usuários deveriam receber cuidado e tratamento, ao invés de serem vistos como criminosos.

    Para Mike Barton, a descriminalização eliminaria os rendimentos dos traficantes, destruindo seu poder. Outro aspecto positivo seria a criação de um “ambiente controlado”, em que medidas para lidar com o assunto poderiam ser mais bem sucedidas.

    Em resposta, o governo britânico disse que as drogas eram ilegais por serem perigosas. “Nós devemos ajudar os indivíduos que são dependentes com tratamento, ao mesmo tempo em que devemos garantir que a lei proteja a sociedade através da interrupção do fornecimento e do combate ao crime organizado que está associado ao comércio de drogas”.

    Entre os especialistas ouvidos pelo International Centre for Science in Drug Policy está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que nos últimos anos vem defendendo novas estratégias para lidar com o assunto. “Em resposta a um estudo como este, os governos em geral dizem que “as drogas são perigosas e por isso devem ser mantidas ilegais”, diz.

    “O que eles não consideram é que assim como esta e outras pesquisas já sugeriram, as drogas são mais danosas à sociedade, aos indivíduos e aos contribuintes – precisamente pelo fato de serem ilegais. Alguns países europeus já tomaram passos para descriminalizar várias drogas, e estes tipos de políticas também deveriam ser exploradas na América Latina e na América do Norte”, avalia.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Mais 2.000 cubanos chegam ao país esta semana para 2ª etapa do Mais Médicos

    Mais 2.000 cubanos chegam ao país esta semana para 2ª etapa do Mais Médicos

    Nesta segunda-feira (30) até o final desta semana chegam ao Brasil mais 2.000 médicos cubanos para a segunda etapa do programa Mais Médicos. Hoje, os primeiros 135 profissionais de Cuba desembarcam em Vitória.

    Na próxima segunda-feira (7), os 2.000 cubanos iniciam o módulo de avaliação que tem duração de três semanas com aulas sobre língua portuguesa e o sistema brasileiro de saúde pública. As informações são do Ministério da Saúde.

    Além dos 2.000 cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Mais Médicos iniciam o módulo de avaliação no dia 7. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte.

    Na primeira fase do programa Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos.

    Fonte: Uol Saúde

  • Médicos ficam satisfeitos com nariz que cresce na testa de chinês

    Médicos ficam satisfeitos com nariz que cresce na testa de chinês

    'Esperança aumenta', diz médico que lidera tentativa de cirurgia reparadora.

    Xiao Lian, de 22 anos, ficou mutilado durante acidente de carro em 2012.

     
    Os integrantes de uma equipe médica chinesa disseram estar satisfeitos com o crescimento de um nariz na testa de um paciente desfigurado por um acidente automobilístico, indicou a imprensa nesta segunda-feira (30). O nariz será posteriormente transplantado para o lugar correto.
     

    Graças ao desenvolvimento dos tecidos desse segundo nariz, “a esperança aumenta”, declarou o médico Guo Zhihui, que dirige essa inusitada tentativa de cirurgia reparadora, à agência oficial de notícias Nova China.

    No ano passado, Xiao Lian saiu vivo de um violento acidente, mas seu rosto ficou mutilado. A equipe do hospital de Fuzhou, no sul do país, precisou amputar o nariz dele, o que provocou o desespero do jovem.

    Depois, os médicos tomaram a decisão de fazer crescer um nariz substituto, tirando fragmentos de cartilagem de costelas do paciente e colocando-os sob tecidos cutâneos em forma de nariz.

    O enxerto teve êxito e, segundo Zhihui, Xiao Lian está cada vez mais feliz, observando seu futuro nariz tomar forma na testa. O médico não informou, porém, quando o novo nariz será colocado no lugar adequado.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • ” eleva procura por cirurgia

    ” eleva procura por cirurgia

    Cirurgiões plásticos têm registrado um aumento do número de mulheres saudáveis querendo retirar as mamas como prevenção do câncer.

    Para eles, a motivação tem nome: “efeito Angelina Jolie”. Em maio, a atriz revelou, em artigo publicado no jornal “New York Times”, ter se submetido ao procedimento, após descobrir uma mutação genética que a torna propensa a desenvolver tumores nas mamas e nos ovários.

    Não há números sobre esse aumento da demanda, mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirma que seus afiliados têm relatado o dobro da procura que tinham antes da revelação de Jolie.

    “É uma coisa assustadora, mas compreensível. A maioria dos casos não tem indicação cirúrgica. São aquelas mulheres que ouviram o galo cantar e querem cantar junto. Há muita desinformação”, diz o presidente da SBCP, José Horácio Aboudib.

    O assunto será discutido amanhã pelos cirurgiões em um encontro no Rio.

    A cirurgia é indicada para mulheres com forte histórico familiar (mãe, irmã ou avó com câncer de mama ou de ovário antes da menopausa) ou com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que as tornam mais predispostas a desenvolver a doença.

    “Foi uma cancerofobia. Começaram a aparecer muitos casos sem pertinência nenhuma para a cirurgia, como de mulheres cujas avós tiveram câncer aos 70, 80 anos”, afirma o cirurgião plástico Alexandre Munhoz, coordenador da câmara de reconstrução mamária da SBCP.

    A advogada Cristiane Barbosa de Lima, 38, se encaixa nisso. Como a avó e a tia morreram de câncer (de mama e de pulmão), ela pensou que pudesse ter mais riscos e cogitou retirar as mamas.

    “Já estava pensando em colocar silicone e eu achei que fossem cirurgias parecidas. Mas meu médico não recomendou porque não existia risco genético”, conta.

    ASPECTOS ÉTICOS

    Segundo Aboudib, o encontro será importante para discutir os aspectos técnicos e éticos do procedimento. “É ético retirar duas mamas saudáveis?” Ele acha que sim.

    “Meu pai teve câncer de próstata. Com isso, tenho duas vezes mais risco de ter. Se pudesse fazer uma prostatectomia [retirada da próstata] sem sequelas, eu faria.”

    Para ele, a decisão pela mastectomia bilateral profilática não é muito diferente de quando se opta por uma cirurgia plástica estética. “Você não opera para colocar prótese ou fazer lipo? Se, após receber informações adequadas, a paciente decide por isso, temos que atender.”

    Só 10% dos tumores têm origem genética; 0,2% da população carrega mutações nos genes BRCA 1 e 2.

    Para José Luiz Bevilacqua, presidente do departamento de cirurgia da mama da Sociedade Brasileira de Mastologia, pode estar havendo exagero nas indicações de mastectomia profilática.

    Mas não é só isso. Segundo ele, em nome da estética, alguns cirurgiões plásticos têm descuidado do rigor oncológico. “Não é cirurgia estética. Se a técnica não for realizada com o enfoque oncológico, pode ser uma tragédia a longo prazo porque permanece o risco do câncer.”

    Esse rigor, explica o cirurgião plástico Gustavo Duarte, implica na retirada de bastante tecido mamário, deixando a pele da mama fina.

    “O resultado estético tende a não ficar bonito.” Isso sem contar os riscos como perda da sensibilidade, necrose da pele e infecção.

    Fonte: Folha de São Paulo