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  • Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

    Droga para câncer de mama pode ser 1ª usada antes de cirurgia de remoção

    Agência FDA está analisando Perjeta e tomará decisão em 31 de outubro.

    Medicamento já é aprovado para tratar subtipo agressivo, com metástase.

     
    A agência americana Food and Drug Administration (FDA), que regula medicamentos e alimentos nos EUA, emitiu um comentário favorável sobre uma nova droga contra o câncer de mama produzida pela farmacêutica suíça Roche. Se aprovado, o remédio Perjeta (cujo princípio ativo é o anticorpo pertuzumabe) pode se tornar em breve a primeira opção para tratar a doença ainda em estágio inicial, antes da cirurgia para remoção do tumor, destacou a agência Associated Press (AP) nesta quarta-feira (11).
     

    Segundo os cientistas da FDA, que publicaram um parecer na internet, as mulheres analisadas que receberam o Perjeta como tratamento inicial para o câncer de mama se mostraram mais propensas a estar livres da doença no momento da operação, em relação às voluntárias que receberam combinações de drogas mais antigas, como o Herceptin, também da Roche.

    Embora os resultados venham de testes ainda em estágio intermediário, os cientistas da FDA recomendaram que seu processo de aprovação seja acelerado. Isso porque o produto se enquadra na categoria de medicamento inovador indicado para tratar doenças com risco de vida – como câncer, HIV e outras enfermidades letais.

    O Perjeta foi aprovado pela primeira vez há cerca de seis meses para tratar pacientes com um subtipo de câncer de mama que tenha sofrido metástase, ou seja, se espalhado para outras partes do corpo. Agora, a empresa de biotecnologia Genentech – comprada pela Roche em 2009 e responsável por desenvolver o medicamento – espera que a droga seja aprovada para uso em fases mais precoces do câncer, logo após o diagnóstico.

    Atualmente, o uso de remédios contra o câncer antes da cirurgia ainda é experimental, mas muitos médicos acreditam que isso ajude a encolher os nódulos, tornando-os mais fáceis de remover. No caso de um câncer de mama, esse processo poderia permitir que as mulheres mantivessem seus seios, em vez de tê-los totalmente retirados.

    Painel e decisão final

    Nesta quinta-feira (12), a FDA vai pedir a criação de um painel independente de especialistas em câncer para avaliar se os benefícios do Perjeta superam seus riscos no tratamento em estágio inicial. O grupo deverá analisar um estudo com 417 mulheres feito pela Genentech e ver se o medicamento é capaz de aumentar a sobrevida das pacientes.

    No dia 31 de outubro, a FDA então tomará sua decisão, que não será obrigatoriamente a mesma dos painel, mas muitas vezes segue essa linha, como visto em outros casos. Se a agência aprovar o Perjeta, outros laboratórios poderão estudar drogas contra o câncer para uso em fase inicial.

    A FDA reforça, porém, que as pesquisas da Genentech ainda são preliminares e deverão ser confirmadas em trabalhos futuros. Também deverão ser avaliados fatores como reincidência do câncer e sobrevida final das mulheres.

    Em 2011, a agência retirou do mercado o Avastin, outra droga da Genentech contra o câncer de mama. Isso porque as promessas do medicamento não se confirmaram em pesquisas posteriores, e a FDA concluiu que o remédio não ajudava as mulheres a viver mais tempo, e seus benefícios não compensavam os perigosos efeitos colaterais. Hoje, o Avastin continua aprovado para tratar câncer colorretal e outros tipos de tumores.

    Câncer de mama no mundo

    O câncer de mama é o tipo mais comum e letal entre o sexo feminino no mundo, com cerca de 1 milhão de novos casos por ano. Nos EUA, essa é a segunda forma mais letal de câncer entre as mulheres (atrás apenas do de pulmão), e deve matar mais de 39 mil pacientes este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) do país.

    No Brasil, o câncer de mama é a primeira causa de mortes de mulheres por tumor. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

    Em 2012, foram registrados 52,6 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).

    A sobrevida média das pacientes após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Se detectada precocemente, a doença pode ser tratada e as chances de sobrevivência são grandes.

    Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública. No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos estimados em 2012.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Governo inclui vacina contra coqueluche para grávidas na rede pública

    Governo inclui vacina contra coqueluche para grávidas na rede pública

    A decisão de incluir, na rede pública, a vacina contra a coqueluche para gestantes foi oficializada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11), via portaria publicada no “Diário Oficial” da União.

    A pasta pretende oferecer a vacina a partir de 2014, em cronograma ainda a ser fechado.

    Com a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes, o governo busca dar imunidade, indiretamente, aos bebês. Dados oficiais indicam que 70% dos casos de coqueluche em 2011 foram em crianças menores de um ano, e 92% em bebês de até sete meses de idade.

    Em 2011, o país registrou 55 mortes pela doeça –todas entre crianças menores de seis meses de idade.

    O esquema vacinal da criança contra a coqueluche começa com uma primeira dose de vacina aos dois meses de idade; a segunda é dada aos quatro meses, e a terceira aos seis meses. Dois reforços são dados: um aos 15 meses e um aos quatro anos de idade.

    Na avaliação do ministério, crianças menores de seis meses de idade são as mais vulneráveis à doença, por não terem completado o esquema básico de vacinação, com as três primeiras doses.

    Assim, ao vacinar as mães, o governo pretende ampliar a imunidade da criança e evitar um canal de transmissão ao bebê.

    “A vacinação de gestantes poderá contribuir tanto para a diminuição da transmissão da doença para o lactente precoce, como poderá oferecer proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida, quando a criança ainda não teve a oportunidade de completar o esquema vacinal”, diz um dos relatórios do governo feitos no processo de autorização da vacina no SUS.

    Segundo o relatório, a coqueluche teve redução importante de casos na década de 90. Desde 2011, porém, registra o documento, o país tem “observado um aumento progressivo do número de casos, ultrapassando o limite superior esperado”.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Senado aprova projeto que proíbe venda de cigarro em supermercado

    Senado aprova projeto que proíbe venda de cigarro em supermercado

    A proibição da venda de produtos de tabaco em posto de combustíveis, estabelecimentos de venda ou consumo de alimento, supermercado, loja de conveniência e banca de jornal avançou nesta quarta-feira (11) no Senado. O assunto tem de um lado a pressão da indústria que questiona a medida e os impactos econômicos da restrição inclusive sobre a arrecadação do governo e, de outro, um grupo de parlamentares que alertam para os riscos do produto para a saúde.



    Momentos antes da aprovação do texto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o autor do projeto de lei, senador Paulo Davim (PV-RN), disse que a decisão reflete interesse de saúde pública. “O mundo inteiro vê que quanto mais obstáculo forem criados entre o usuário e o produto, menor será a adesão e o surgimento de usuários de cigarro.”



    Segundo o parlamentar, mais de 100 mil pessoas morrem anualmente no país por doenças relacionadas aos produtos tabagistas. “O cigarro corresponde a uma guerra civil no tocante ao número de vítimas que faz”, alertou. Davim ainda comparou estatísticas, destacando que os casos de homicídios no Brasil matam 42 mil pessoas e que os acidentes de trânsito fazem 35 mil vítimas por ano.



    O projeto ainda vai ser analisado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Davim pretende reforçar a posição em resposta aos temores do setor produtivo. Segundo ele, a arrecadação do país com os impostos recolhidos sobre a venda do produto não cobrem um terço dos investimentos em saúde que o governo precisa fazer para tratar pessoas afetadas por doenças relacionadas ao tabagismo.



    “O governo arrecada R$ 6 bilhões com [as vendas de] cigarro e gasta com doenças provocadas pelo cigarro cerca de R$ 21 bilhões. Ou seja, o que arrecada não é a metade do que gasta. Dados do Inca [Instituto Nacional do Câncer] mostram que 90% dos cânceres de pulmão são provocados pelo cigarro e 30% de doenças coronarianas [também]”, explicou.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Fabricantes de medicamentos contínuos terão que informar fim de produção

    Fabricantes de medicamentos contínuos terão que informar fim de produção

    As empresas fabricantes que decidirem suspender a produção de determinado medicamento contínuo – usado principalmente no tratamento de doenças crônicas e ou degenerativas, como diabetes e alteração de pressão -, terão que informar os consumidores seis meses antes de a fabricação ser suspensa.

    A medida foi aprovada nesta quarta-feira (11) pelos senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pode evitar que as pessoas sejam surpreendidas com a falta de abastecimento de um remédio essencial em farmácias e drogarias.

    O país já tem uma lei que obriga as empresas que decidirem deixar de fabricar determinada droga a comunicar a decisão ao Ministério da Saúde com antecedência mínima de 180 dias. Pelas regras atuais, a suspensão da produção ou o cancelamento de registro de medicamentos ainda depende de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    De acordo com a relatora, Vanessa Graziottin (PCdoB/AM), o projeto reforça o direito à informação e complementa as normas atuais. “[Com] a informação acerca da descontinuidade da produção de determinado medicamento, [o consumidor] terá tempo hábil para se precaver e adquirir unidades extras do produto antecipadamente, além de buscar um substituto com o seu médico”, destacou.

    Pelo texto, os fabricantes serão obrigados a incluir uma advertência sobre o encerramento da produção na embalagem do produto. O projeto, que ainda precisa ser aprovado na Câmara para passar a valer como lei, também define um piso mensal de fornecimento de medicamentos de uso contínuo ao mercado em quantidade igual ou superior à média de vendas do produto dos três meses anteriores, respeitada a demanda de cada município.

    Fonte: Uol Saúde

  • SUS incorpora novos tratamentos para doença falciforme e espondilite

    SUS incorpora novos tratamentos para doença falciforme e espondilite

    Crianças com doença falciforme passarão a ter opção oral de profilaxia.

    Teste para diagnosticar tuberculose e vacina também foram incluídos.

     

    O Sistema Único de Saúde passa a oferecer, a partir desta quarta-feira (11), penicilina oral como parte do tratamento para crianças com doença falciforme de até cinco anos e também metotrexato injetável para tratamento de pacientes com espondilite anquilosante.

    O acréscimo desses dois tratamentos foi determinado por portarias publicadas nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. Outras decisões divulgadas nesta quarta-feira são a incorporação de um teste rápido para diagnosticar tuberculose e da vacina contra coqueluche para gestantes.



    Tratamento oral

    De acordo com o relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) que determinou a inclusão da penicilina no tratamento da doença falciforme para crianças, o uso da penicilina e do ácido fólico em pacientes de até cinco anos de idade é a “essência do tratamento”.



    Até então, o SUS dispunha apenas da penicilina injetável para esses casos. A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pediu a inclusão do medicamento oral em 2012 para tornar o tratamento mais “humanizado” e mais fácil de ser tolerado pelas crianças.

    Espondilite

    O uso do medicamento metotrexato – incorporado nesta quarta-feira pelo SUS – como tratamento para a espondilite anquilosante já era previsto pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, apesar de ainda não constar na lista de tratamentos oferecidos pelo sistema público. A espondilite anquilosante é uma doença, ainda sem cura, que provoca inflamações das articulações da coluna, quadris, ombros e outras regiões.

    Coqueluche

    A inclusão da vacina que confere proteção contra coqueluche para as gestantes foi justificada pela Conitec pelo fato de que o Brasil apresentou, a partir de 2011, um aumento progressivo do número de casos de coqueluche.



    O grupo mais afetado são os menores de 6 meses de idade, que ainda não completaram o esquema básico de vacinação. Com base em estudos que demonstram que a mãe tem papel importante na transmissão da doença para os recém-nascidos, a comissão determinou a inclusão da vacina para as grávidas.



    Detecção precoce de tuberculose

    O SUS passa a oferecer também um teste mais rápido para diagnosticar precocemente a tuberculose. Chamado de Xpert, o teste foi capaz de aumentar a detecção de casos em 34%, em comparação ao teste atualmente utilizado, a baciloscopia, de acordo com estudo.

    Fonte: Bem Estar

     

  • 74% da população é favorável a vinda de médicos estrangeiros, diz pesquisa

    74% da população é favorável a vinda de médicos estrangeiros, diz pesquisa

    Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta terça-feira (10), em Brasília, mostra que 73,9% da população é a favor da vinda de médicos estrangeiros ao país pelo programa Mais Médicos, do governo federal. A pesquisa apontou ainda que pelo menos 49,6% dos brasileiros acreditam que o programa Mais Médicos será capaz de solucionar problemas graves de saúde. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

     

    Ainda de acordo com a pesquisa, 62,4% da população pesquisada utiliza o serviço público de saúde, 20,8% o serviço privado e 16,5% usam ambos. A pesquisa aponta também a avaliação dos usuários dos dois sistemas. Sobre o sistema público,  2,7% consideram ótimo, 18% bom, 37,4% regular, 18,6% ruim e 22,9% péssimo.

    A avaliação do sistema privado tem índices melhores: 13% consideram ótimo,  45% bom, 34,5% regular, 4% ruim e 2,5% péssimo.

    A pesquisa ainda questionou a expectativa dos pesquisados referente à saúde no país nos próximos seis meses e, na opinião da maioria, nada deve mudar. Em setembro, 42,7% disseram que ficará igual, ante aos dados coletados em pesquisas anteriores — 43% em julho e 45,5%% em junho. Entre os que acreditam que a saúde vai melhorar, o índice aumentou para 34,7% em setembro, frente aos 31,5% em julho e 26,2% em junho.  Os demais  não souberam responder — 1,5% em setembro, 1,3% em julho e 2,6% em junho.

    A pesquisa apontou ainda a posição da presidente Dilma Rousseff em uma suposta disputa à reeleição presidencial. A presidente recebeu 36,4% das intenções de voto para as eleições de 2014, três pontos percentuais a mais que na pesquisa anterior. No entanto, ela não venceria a disputa no primeiro turno, de acordo com a pesquisa.

    Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, das cinco regiões, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2013.  

    A 115ª Pesquisa CNT/MDA  questionou também a opinião da população sobre o momento atual da economia brasileira e a percepção a respeito da inflação.

    A nova rodada apresenta a imagem pública de instituições como Justiça, governo, imprensa, Congresso Nacional, entre outras.

    Programa Mais Médicos

    O programa Mais Médicos, do governo federal, seleciona médicos brasileiros formados aqui e no exterior, além de estrangeiros, para atuar em cidades onde faltam esses profissionais.

    No último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, em 3 de setembro, 3.016 profissionais haviam feito inscrição no programa, dos quais 1.414 com diplomas em instituições brasileiras e 1.602 com diplomas no exterior. Deste total, no entanto, apenas 951 médicos confirmaram a inscrição, sendo 541 com diploma brasileiro e 410 com formação no exterior.

    Os 400 médicos cubanos selecionados para o programa serão distribuídos em sua maioria (364) em 209 municípios do Norte e do Nordeste e em 13 distritos indígenas. Do total, 36 deles serão enviados para trabalhar em 30 cidades das regiões Sudeste e seis na região Sul.

    O governo brasileiro espera ainda a chegada de mais 3.600 profissionais cubanos, segundo acordo selado via Opas (Organização Pan-Americana da Saúde, braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas).  

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Carpinteiro usa impressão 3D para fazer próteses a pessoas amputadas

    Carpinteiro usa impressão 3D para fazer próteses a pessoas amputadas

    Sul-africano teve ideia após perder quatro dedos da mão, há dois anos.

    Até agora, Richard Van As atendeu já 170 pessoas, com ajuda de doações.

     
    O carpinteiro sul-africano Richard Van As criou uma forma caseira de produzir próteses robóticas para pessoas que perderam as mãos ou dedos. A “Robohand” é feita de plástico, cabos, parafusos e impressão 3D. Até agora, Richard já atendeu 170 pessoas de várias idades, e cada peça foi comprada com a ajuda de R$ 22 mil recebidos em doações.
     

    O membro mecânico se parece com os usados em filmes de ficção científica, custa cerca de R$ 1.100 e permite que o indivíduo agarre objetos, como bolas.

    O inventor teve a ideia após perder quatro dedos da mão, há dois anos, quando usava uma serra. Ele não tinha dinheiro para comprar uma mão robótica tradicional – que custa mais de R$ 30 mil e é capaz de detectar os impulsos elétricos dos músculos, que ativam o membro artificial –, e suas dores constantes o ajudaram a pensar em uma alternativa.

    Richard, então, resolveu construir a própria mão, em uma oficina montada em casa, perto de Joanesburgo, após ver um vídeo online sobre uma mão mecânica fabricada para uma peça de teatro. Ele conseguiu entrar em contato com o designer do objeto, Ivan Owen, em Seattle, nos EUA – que acabou virando seu parceiro. Atualmente, Ivan se concentra em projetos de educação, para ensinar estudantes a usar impressoras 3D.

    Com a ajuda do americano, o que levaria até duas semanas para ser montado se tornou possível em 20 horas. O sul-africano diz que gostaria de ver suas “Robohands” sendo vendidas em lojas e quer patentear a invenção. Richard também revela que já há voluntários na Austrália e em outros países imprimindo as próteses por meio dessa técnica.

    Testada e aprovada

    O sul-africano Dylan Laas, de 12 anos, ganhou sua “Robohand” em março. Ele não tem a mão direita por causa de uma anomalia rara congênita, e agora já consegue agarrar bolas e participar de atividades com mais interesse.

    “Ficou legal. Ela me faz parecer o Darth Vader. É divertido de usar”, disse Dylan, acrescentando que está ansioso para nadar com a nova mão.

    Fonte: Bem Estar

     

  • SUS terá mais um medicamento para tratamento da psoríase

    SUS terá mais um medicamento para tratamento da psoríase

    O Ministério da Saúde incluiu o medicamento metotrexato injetável para o tratamento da psoríase no âmbito no SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão foi publicada na edição de hoje (10) do Diário Oficial da União.



    De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a psoríase é uma doença imune inflamatória crônica da pele, que atinge cerca de 3% da população mundial. Na maioria das vezes, ela se manifesta por lesões avermelhadas ou róseas cobertas por escamas esbranquiçadas. A doença pode aparecer nos joelhos, cotovelos ou no couro cabeludo. Em alguns casos, pode se espalhar por toda a pele.



    A psoríase não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados por meio de tratamento. A doença pode ser desenvolvida em pessoas de todas as idades e ambos os sexos e não é contagiosa.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Veto a aditivos de cigarro é alvo de disputa judicial entre governo e indústria

    Veto a aditivos de cigarro é alvo de disputa judicial entre governo e indústria

    Cigarros mentolados e com sabor de cravo devem parar de ser fabricados a partir do próximo sábado, seguindo uma resolução da Vigilância Sanitária aprovada em 2012 que restringe o uso de substâncias como as que dão sabor característico ao fumo.

    Os cigarros com sabor são uma parcela pequena dos produtos à venda no país –mentolados não chegam a 5% do mercado. Mas a regra inclui o veto a compostos usados em quase todas as marcas.

    Mesmo no cigarro comum há muito mais do que papel, filtro e fumo: há substâncias naturais e artificiais, os aditivos, incluídas no tabaco.

    O veto a esses compostos, determinado em 2012 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), gerou uma batalha entre governo, indústria e antitabagistas.

    O setor do tabaco defende que os aditivos cumprem funções técnicas: umedecer o produto (caso do glicerol), recompor notas de sabor e aroma do tabaco que variam em função da safra (alcaçuz e cacau), diferenciar uma marca da outra (extratos e óleos diversos, como o de café) ou repor ingredientes perdidos na cura das folhas (açúcares).

    Eventualmente, podem dar sabor diferente ao fumo –caso do cigarro mentolado.

    Já especialistas da área da saúde atribuem às mesmas substâncias outras funções: atrair jovens ao tabagismo, disfarçar sabores e odores ruins, atenuar a irritação que o cigarro provoca nas vias respiratórias e até potencializar a dependência à nicotina.

    Depois de meses de ações judiciais, projetos de lei tentando derrubar a norma e argumentações de ambos os lados, o veto aos aditivos, que começou amplo, poderá ter uma aplicação limitada.

    Por força de uma decisão provisória da Justiça –válida até o momento–, as principais empresas do setor (Souza Cruz e Philip Morris) estão liberadas da norma. O governo diz que está recorrendo.

    Além disso, regra publicada em agosto pela Anvisa liberou temporariamente o uso de 121 aditivos proibidos em 2012, desde que não deem sabor específico ao cigarro.

    A agência atendeu a parte de um pedido da indústria, argumentando que, hoje, não dá para esmiuçar o papel das substâncias. Um grupo analisará o tema no próximo ano.

    MERCADO

    O setor do tabaco defende que aditivos não tornam o produto mais atrativo e que é preciso considerar o impacto das mudanças no modelo de fabricação dos cigarros.

    “O que é indispensável para atender o consumidor? Eu diria tudo. Ou vamos causar ruptura e quem vai ganhar é o Paraguai [de onde vem boa parte do cigarro contrabandeado]”, diz Humberto Conti, gerente sênior de assuntos corporativos da Souza Cruz.

    Para ele, a palatabilidade é subjetiva, por isso não dá para dizer que aditivos favorecem o uso do cigarro. “Você pode gostar e eu não.”

    Funcionária do Instituto Nacional de Câncer e secretária-executiva da comissão que aplica no país a convenção internacional antitabagista, Tânia Cavalcante vê a questão por outro viés.

    “Eles não querem perder o consumidor. E a gente quer que o consumidor deixe de consumir. É a briga saúde pública versus mercado.”

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • SUS perdeu 12,7 mil leitos enquanto rede privada ganhou 13,4 mil, diz CFM

    SUS perdeu 12,7 mil leitos enquanto rede privada ganhou 13,4 mil, diz CFM

    Quase 13 mil leitos foram desativados na rede pública de saúde desde janeiro de 2010. Naquele mês, o SUS (Sistema Único de Saúde) contava com 361 mil leitos, número que, em julho deste ano, caiu para 348.303. No mesmo período, no entanto, a quantidade de leitos privados e aqueles destinados aos beneficiários de planos de saúde aumentou de 142.260 para 155.698, um acréscimo de 13.438.

    As informações foram apuradas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde. O período escolhido levou em conta informação do próprio governo de que os números anteriores a 2010 poderiam não estar atualizados.

    Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Ávila, os dados revelam, de forma contraditória, o favorecimento da esfera privada em detrimento da pública na prestação da assistência à saúde.

    “Estes números são apenas uns dos desdobramentos do subfinanciamento público no Brasil, principal responsável pelas dificuldades do SUS. Convocar mais médicos e oferecer menos leitos me parece uma contradição. Isso é jogar sob a responsabilidade dos médicos esse cenário de abandono do sistema público de saúde”.

    Mais atingidas
     
    As especialidades mais atingidas com o corte foram a psiquiatria (-7.449 leitos), pediatria (-5.992), obstetrícia (-3.431) e cirurgia geral (-340). Em números absolutos, os Estados das regiões sudeste e nordeste foram os que mais sofreram redução no período. Só no Rio de Janeiro, por exemplo, 4.621 leitos foram desativados desde 2010.

    Na sequência, aparece Minas Gerais (-1.443 leitos) e São Paulo (-1.315). No Nordeste, foi no Maranhão o maior corte (-1.181). Entre as capitais, foram os fluminenses os que mais perderam leitos na rede pública (-1.113), seguidos pelos fortalezenses (-467) e curitibanos (-325).  
     
    Na outra ponta, apenas nove Estados apresentaram números positivos no cálculo final de leitos ativados e desativados nos últimos dois anos e meio: Rondônia (629), Rio Grande do Sul (351), Espírito Santo (239), Santa Catarina (205), Mato Grosso (146), Distrito Federal (123), Amapá (93), Roraima (24) e Tocantins (9).

    Nas capitais, 14 delas conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda recaiu sobre as demais cidades metropolitanas ou do interior dos estados.

    Milhares de leitos
     
    Enquanto os 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS perderam quase 13 mil leitos desde janeiro de 2010, o quantitativo na rede suplementar e nas unidades privadas aumentou em 9% nesse mesmo período. Ao todo, 23 estados elevaram o montante na rede “não SUS” até julho de 2013. Apenas Amapá, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte sofreram um leve decréscimo.

    Entre as capitais, somente quatro apresentaram variação negativa no período: São Luís (-209), Vitória (-18), Campo Grande (-14) e Macapá (-12).
     
    Menos 26 mil leitos no SUS desde 2005 – No ano passado, o CFM fez um levantamento semelhante nos recursos físicos disponíveis no SUS e identificou que 42 mil leitos haviam sido desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012.

    Após a denúncia, o Ministério da Saúde justificou que a queda de leitos representa uma tendência mundial devido aos avanços em equipamentos e medicamentos que possibilitam o tratamento sem necessidade de internação do paciente. Em seguida, no entanto, chegou a tirar o banco de dados do ar, alegando que o sistema passava por atualização.
                                                                                                         
    Meses depois a consulta aos recursos físicos foi restaurada. Com a “atualização” da queda, a base CNES revelou uma queda menor: 26.404 leitos desativados entre outubro de 2005 e julho de 2013. A partir dos novos números, é possível observar que a quantidade de leitos desativados nos últimos três anos e meio (2010 a julho de 2013) representa 48% do total de leitos fechados nos últimos oito anos.
     
    Segundo nota explicativa do Ministério da Saúde, as informações relativas aos leitos complementares (Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Intermediárias), “compreendidas entre agosto/2005 a junho/2007, estavam publicadas de forma equivocada, contabilizando em duplicidade os quantitativos desses tipos de leitos”. A partir de outubro de 2012, no entanto, foram corrigidas as duplicidades identificadas nos totais dos leitos complementares.

    Fonte: Uol Saúde