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  • Veto a aditivos de cigarro é alvo de disputa judicial entre governo e indústria

    Veto a aditivos de cigarro é alvo de disputa judicial entre governo e indústria

    Cigarros mentolados e com sabor de cravo devem parar de ser fabricados a partir do próximo sábado, seguindo uma resolução da Vigilância Sanitária aprovada em 2012 que restringe o uso de substâncias como as que dão sabor característico ao fumo.

    Os cigarros com sabor são uma parcela pequena dos produtos à venda no país –mentolados não chegam a 5% do mercado. Mas a regra inclui o veto a compostos usados em quase todas as marcas.

    Mesmo no cigarro comum há muito mais do que papel, filtro e fumo: há substâncias naturais e artificiais, os aditivos, incluídas no tabaco.

    O veto a esses compostos, determinado em 2012 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), gerou uma batalha entre governo, indústria e antitabagistas.

    O setor do tabaco defende que os aditivos cumprem funções técnicas: umedecer o produto (caso do glicerol), recompor notas de sabor e aroma do tabaco que variam em função da safra (alcaçuz e cacau), diferenciar uma marca da outra (extratos e óleos diversos, como o de café) ou repor ingredientes perdidos na cura das folhas (açúcares).

    Eventualmente, podem dar sabor diferente ao fumo –caso do cigarro mentolado.

    Já especialistas da área da saúde atribuem às mesmas substâncias outras funções: atrair jovens ao tabagismo, disfarçar sabores e odores ruins, atenuar a irritação que o cigarro provoca nas vias respiratórias e até potencializar a dependência à nicotina.

    Depois de meses de ações judiciais, projetos de lei tentando derrubar a norma e argumentações de ambos os lados, o veto aos aditivos, que começou amplo, poderá ter uma aplicação limitada.

    Por força de uma decisão provisória da Justiça –válida até o momento–, as principais empresas do setor (Souza Cruz e Philip Morris) estão liberadas da norma. O governo diz que está recorrendo.

    Além disso, regra publicada em agosto pela Anvisa liberou temporariamente o uso de 121 aditivos proibidos em 2012, desde que não deem sabor específico ao cigarro.

    A agência atendeu a parte de um pedido da indústria, argumentando que, hoje, não dá para esmiuçar o papel das substâncias. Um grupo analisará o tema no próximo ano.

    MERCADO

    O setor do tabaco defende que aditivos não tornam o produto mais atrativo e que é preciso considerar o impacto das mudanças no modelo de fabricação dos cigarros.

    “O que é indispensável para atender o consumidor? Eu diria tudo. Ou vamos causar ruptura e quem vai ganhar é o Paraguai [de onde vem boa parte do cigarro contrabandeado]”, diz Humberto Conti, gerente sênior de assuntos corporativos da Souza Cruz.

    Para ele, a palatabilidade é subjetiva, por isso não dá para dizer que aditivos favorecem o uso do cigarro. “Você pode gostar e eu não.”

    Funcionária do Instituto Nacional de Câncer e secretária-executiva da comissão que aplica no país a convenção internacional antitabagista, Tânia Cavalcante vê a questão por outro viés.

    “Eles não querem perder o consumidor. E a gente quer que o consumidor deixe de consumir. É a briga saúde pública versus mercado.”

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • SUS perdeu 12,7 mil leitos enquanto rede privada ganhou 13,4 mil, diz CFM

    SUS perdeu 12,7 mil leitos enquanto rede privada ganhou 13,4 mil, diz CFM

    Quase 13 mil leitos foram desativados na rede pública de saúde desde janeiro de 2010. Naquele mês, o SUS (Sistema Único de Saúde) contava com 361 mil leitos, número que, em julho deste ano, caiu para 348.303. No mesmo período, no entanto, a quantidade de leitos privados e aqueles destinados aos beneficiários de planos de saúde aumentou de 142.260 para 155.698, um acréscimo de 13.438.

    As informações foram apuradas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde. O período escolhido levou em conta informação do próprio governo de que os números anteriores a 2010 poderiam não estar atualizados.

    Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Ávila, os dados revelam, de forma contraditória, o favorecimento da esfera privada em detrimento da pública na prestação da assistência à saúde.

    “Estes números são apenas uns dos desdobramentos do subfinanciamento público no Brasil, principal responsável pelas dificuldades do SUS. Convocar mais médicos e oferecer menos leitos me parece uma contradição. Isso é jogar sob a responsabilidade dos médicos esse cenário de abandono do sistema público de saúde”.

    Mais atingidas
     
    As especialidades mais atingidas com o corte foram a psiquiatria (-7.449 leitos), pediatria (-5.992), obstetrícia (-3.431) e cirurgia geral (-340). Em números absolutos, os Estados das regiões sudeste e nordeste foram os que mais sofreram redução no período. Só no Rio de Janeiro, por exemplo, 4.621 leitos foram desativados desde 2010.

    Na sequência, aparece Minas Gerais (-1.443 leitos) e São Paulo (-1.315). No Nordeste, foi no Maranhão o maior corte (-1.181). Entre as capitais, foram os fluminenses os que mais perderam leitos na rede pública (-1.113), seguidos pelos fortalezenses (-467) e curitibanos (-325).  
     
    Na outra ponta, apenas nove Estados apresentaram números positivos no cálculo final de leitos ativados e desativados nos últimos dois anos e meio: Rondônia (629), Rio Grande do Sul (351), Espírito Santo (239), Santa Catarina (205), Mato Grosso (146), Distrito Federal (123), Amapá (93), Roraima (24) e Tocantins (9).

    Nas capitais, 14 delas conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda recaiu sobre as demais cidades metropolitanas ou do interior dos estados.

    Milhares de leitos
     
    Enquanto os 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS perderam quase 13 mil leitos desde janeiro de 2010, o quantitativo na rede suplementar e nas unidades privadas aumentou em 9% nesse mesmo período. Ao todo, 23 estados elevaram o montante na rede “não SUS” até julho de 2013. Apenas Amapá, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte sofreram um leve decréscimo.

    Entre as capitais, somente quatro apresentaram variação negativa no período: São Luís (-209), Vitória (-18), Campo Grande (-14) e Macapá (-12).
     
    Menos 26 mil leitos no SUS desde 2005 – No ano passado, o CFM fez um levantamento semelhante nos recursos físicos disponíveis no SUS e identificou que 42 mil leitos haviam sido desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012.

    Após a denúncia, o Ministério da Saúde justificou que a queda de leitos representa uma tendência mundial devido aos avanços em equipamentos e medicamentos que possibilitam o tratamento sem necessidade de internação do paciente. Em seguida, no entanto, chegou a tirar o banco de dados do ar, alegando que o sistema passava por atualização.
                                                                                                         
    Meses depois a consulta aos recursos físicos foi restaurada. Com a “atualização” da queda, a base CNES revelou uma queda menor: 26.404 leitos desativados entre outubro de 2005 e julho de 2013. A partir dos novos números, é possível observar que a quantidade de leitos desativados nos últimos três anos e meio (2010 a julho de 2013) representa 48% do total de leitos fechados nos últimos oito anos.
     
    Segundo nota explicativa do Ministério da Saúde, as informações relativas aos leitos complementares (Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Intermediárias), “compreendidas entre agosto/2005 a junho/2007, estavam publicadas de forma equivocada, contabilizando em duplicidade os quantitativos desses tipos de leitos”. A partir de outubro de 2012, no entanto, foram corrigidas as duplicidades identificadas nos totais dos leitos complementares.

    Fonte: Uol Saúde

  • Saúde altera sistema de registro das autorizações de internação

    Saúde altera sistema de registro das autorizações de internação

    Brasília (AE) – O Ministério da Saúde editou nesta segunda-feira, 9, no Diário Oficial da União, duas portarias que tratam do Sistema de Regulação, Controle e Avaliação (SISRCA) e do Sistema de Captação dos Atendimentos. O SISRCA consiste na reorganização dos sistemas de informação sob a gestão do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas em módulos organizados por macrofuncionalidades, com o objetivo de garantir a interoperabilidade entre eles.



    Já o Sistema de Captação dos Atendimentos é um componente do SISRCA e será disponibilizado no prazo de 90 dias, para o registro de informações constantes das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH), a partir da competência dezembro/2013. A portaria aprimora procedimentos no registro das AIH, para evitar distorções e fraudes, e reitera a obrigatoriedade de informação do número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) dos usuários do SUS para o registro das autorizações de internação no Sistema de Captação dos Atendimentos.



    “Ao informar o CNS do usuário do SUS no ato de registro da AIH, o Sistema de Captação dos Atendimentos do SISRCA deverá validar o cadastro desse usuário, mediante busca automática, no Barramento de Serviços da base de dados do Sistema Cartão Nacional de Saúde (CADSUS WEB)”, diz o artigo 4º da portaria. Em seguida, a norma do Ministério da Saúde esclarece que as informações de identificação dos usuários do SUS não poderão ser digitadas no Sistema de Captação. Toda alteração necessária nas informações dos usuários do SUS deverá ser feita exclusivamente através de alterações no cadastro do usuário.



    “A busca pelas informações de identificação do usuário do SUS no Sistema CADSUS WEB e seu Barramento de Serviços, no ato do registro das AIHs, pelo Sistema de Captação dos Atendimentos do SISRCA tem o intuito de minimizar eventuais erros ou inconformidades cometidas por operadores do sistema, no ato de registro manual das AIHs”, diz a portaria. Em seguida, destaca que o SISRCA deverá “impossibilitar o registro de usuários do SUS que já tenham sido identificados como falecidos pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)”. Para isso, o Sistema CADSUS WEB utilizará a base de dados do SIM para identificar os usuários falecidos.



    As medidas do Ministério da Saúde foram divulgadas pós reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, ontem, 8, à noite. A matéria denuncia hospitais do SUS que registraram procedimentos irregulares e distorções nas AIHs, como atendimentos a pessoas já falecidas e até mesmo algumas aberrações como partos em homens e retirada de próstata em mulheres.

     
    Fonte: Estadão
  • Cientistas combatem câncer com vírus de gripe

    Cientistas combatem câncer com vírus de gripe

    A cura do câncer é o sonho de muitos pesquisadores e nos últimos anos uma técnica que pode revolucionar o tratamento da doença vem se aperfeiçoando: a virusterapia, o uso de vírus geneticamente modificados para atacar as células tumorais.



    A Fundação Instituto Leloir, da Argentina, anunciou recentemente dois importantes avanços. Junto a colegas de Chile, Grã-Bretanha e Estados Unidos, os cientistas da instituição conseguiram adaptar um vírus que causa gripe e conjuntivite, o adenovírus, para atacar com sucesso o câncer de pele e de pâncreas em camundongos.



    O diretor da equipe do Leloir, Osvaldo Podhajcer, chefe do Laboratório de Terapia Celular e Molecular e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), disse à BBC Mundo que foi possível reduzir ou eliminar tumores sem danificar outros tecidos.



    Isso ocorreu porque os cientistas modificaram o DNA de modo que o vírus só possa se reproduzir em células cancerosas.



    A técnica representa um grande avanço em relação aos tratamentos convencionais para o câncer, como a quimioterapia ou radioterapia, que deixam sequelas graves.



    Além disso, o trabalho pode ter um enorme impacto sobre a cura do melanoma e do câncer de pâncreas, duas das doenças mais mortais.



    “Esses dois tipos de câncer são os menos propensos a receber tratamento não-cirúrgico”, disse à BBC o oncologista Eduardo Cazap, presidente da União Internacional de Controle do Câncer (UICC, na sigla em Inglês).



    Riscos



    Quando se fala de um vírus geneticamente modificado, há sempre o temor de que esses avanços científicos representem um grande risco no futuro, a possibilidade de causarem uma pandemia.



    Essa é a premissa do filme de 2007 Eu Sou a Lenda, com Will Smith, em que um cientista consegue curar o câncer, modificando o vírus da varíola, mas a mutação do vírus acaba convertendo todos os seres humanos – menos o personagem de Smith – em zumbis.



    Neste sentido, os especialistas do Instituto Leloir disseram à BBC que optaram por trabalhar com o adenovírus porque é um vírus pouco perigoso, muito estável, o que exclui qualquer risco de mutação.



    Na verdade, Podhajcer explicou que trabalhou com essas duas formas de câncer pela falta de tratamentos conhecidos e pela alta incidência na população.



    O trabalho sobre o câncer de pâncreas foi feito em parceria com duas universidades do Chile, Concepción e Andrés Bello, o que é raro na América Latina.



    Os cientistas estabeleceram um marco ao compactarem o ADN para fazer com que o vírus se multiplique mais rápido.



    O estudo foi publicado na revista Molecular Therapy, da Associação Americana de Terapias Celulares e Genéticas.



    Enquanto isso, a pesquisa sobre o câncer de pele foi feita em conjunto com as universidades de Londres, Birmingham e St. Louis, onde também houve progresso.



    Mais eficácia



    “Pela primeira vez que conseguimos mudar geneticamente um vírus para tirar vantagem das características das células cancerosas e as atacar”, disse Podhajcer.



    Segundo o especialista, isto deu ao vírus 40% mais de eficácia.



    O trabalho foi publicado no Journal of Investigative Dermatology.



    Apesar da importância destes estudos, os autores ressaltaram que ainda é muito cedo para estabelecer se o impacto real será a cura para o câncer.



    Primeiro, é preciso percorrer todas as etapas de testes pré-clínicos e clínicos, um longo processo que leva anos e exige grande financiamento.



    Se tudo der certo, o Instituto Leloir estima que o tratamento estaria disponível em cerca de cinco anos.



    No entanto, Cazap adverte que muitos casos de sucesso em roedores não funcionam em testes em humanos.



    “O potencial dessas descobertas é muito interessante, mas você tem que ver se funcionam”, disse ele.

     
    Fonte: Uol Saúde
  • Polipílula contra infarto aumenta aderência a tratamento, diz estudo

    Polipílula contra infarto aumenta aderência a tratamento, diz estudo

    Um estudo com cerca de 2.000 pacientes com alto risco de desenvolver doença cardiovascular demonstrou os benefícios da chamada polipílula, um único comprimido que reúne remédios para controlar a pressão arterial e o colesterol e prevenir o entupimento de vasos sanguíneos.

    Em comparação com as pessoas que deveriam tomar os medicamentos separadamente, a aderência ao tratamento entre os que receberam a polipílula foi maior depois de 15 meses de acompanhamento.

    No fim desse período, 86% dos pacientes do grupo da polipílula usavam a droga como indicado, contra 64,7% dos que seguiram o tratamento usual.

    O comprimido único também provocou melhoras discretas na pressão arterial e nos níveis de colesterol em relação ao outro grupo, segundo o estudo publicado na revista médica “Jama”.

    Um comentário que acompanha o estudo, porém, afirma que são necessárias pesquisas mais rigorosas que demonstrem que a polipílula é capaz de reduzir mais eventos cardiovasculares.

     

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Flora intestinal é determinante para excesso de peso, reforça pesquisa

    Flora intestinal é determinante para excesso de peso, reforça pesquisa

    Resultado corrobora outros estudos e abre potencial para tratar obesidade.

    Cientistas analisaram dois grupos de camundongos, um magro e um gordo.

     
    A composição da flora intestinal desempenha um papel determinante no metabolismo, reforça um novo estudo feito com camundongos e publicado nesta quinta-feira (5) na revista “Science”. Os resultados corroboram pesquisas anteriores e abrem uma via potencial para tratamentos de obesidade.
     

    O trabalho mostra que camundongos que receberam em seu intestino esterilizado bactérias procedentes da flora intestinal de pessoas obesas ganharam mais peso que aqueles animais que tiveram injetados em seus intestinos micróbios do intestino de indivíduos magros. Os dois grupos de roedores seguiam a mesma dieta e consumiam a mesma quantidade de alimentos.

    Segundo os autores, essa experiência poderia representar um passo importante para o desenvolvimento de probióticos e dietas alimentares personalizadas para tratar ou prevenir a obesidade.

    A diferença no ganho de peso entre os dois grupos “só pode ser explicada pelas características das diferentes floras intestinais”, destacou o coautor do estudo Jeffrey Gordon, diretor do Centro de Ciência do Genoma e dos Sistemas Biológicos da Faculdade de Medicina da Universidade Washington em St. Louis, no estado americano do Missouri.

    Para determinar quais micróbios permitiriam impedir o ganho de peso, os pesquisadores confinaram os dois grupos de cobaias, obesos e magros, em uma mesma gaiola e, como era esperado, os roedores começaram a consumir seus respectivos excrementos além da comida fornecida, intercambiando dessa forma sua flora intestinal.

    Após cerca de dez dias, os cientistas descobriram que os camundongos acima do peso tinham desenvolvido os mesmos traços metabólicos dos magros.

    Em compensação, os roedores magros aparentemente não foram afetados pelos micróbios intestinais de seus “companheiros de cela” mais gordos.

    Os autores puderam determinar que certas bactérias do filo Bacteroidetes conseguiram entrar no intestino dos camundongos obesos e provocar mudanças em seu metabolismo. Mas nenhuma das bactérias da flora intestinal dos mais gordos conseguiu invadir o intestino dos que se mantiveram em forma.

    Interações complexas

    Em seguida, os cientistas alimentaram os camundongos com duas dietas modernas: a primeira rica em fibras e pobre em gorduras saturadas, e a segunda pobre em fibras e rica em gordura.

    Quando submetidos a um regime saudável, as cobaias obesas adquiriram, assim como na experiência anterior, bactérias intestinais boas de seus companheiros magros, ao ingerir seus excrementos, o que modificou o metabolismo dos mais gordos.

    Mas, quando os dois grupos de camundongos foram alimentados com uma dieta pobre em fibras e rica em gordura saturada, os obesos não conseguiram adquirir as bactérias intestinais que impedem o ganho de peso.

    Além disso, os bichos magros eram incapazes de manter em seu intestino a flora que confere uma proteção contra o excesso de peso, constataram os cientistas.

    Os resultados sugerem interações mais complexas do que se pensava até agora entre dieta alimentar, massa corporal e flora intestinal na desregulação do metabolismo humano, concluíram os autores.

    “A partir de agora, temos um meio de identificar essas interações, segundo os alimentos consumidos, e modificar um regime alimentar nocivo, de forma a facilitar o estabelecimento de uma flora intestinal que favoreça um metabolismo que evite o ganho de peso”, afirmou Gordon.

    Em março, outro estudo divulgado nos EUA mostrou que pessoas obesas submetidas a uma cirurgia de redução de estômago também observam uma modificação de sua flora intestinal, o que, segundo os cientistas, explicaria 20% da perda de peso após o procedimento.

    Uma terceira pesquisa, feita com 792 pessoas e publicada também em março na revista “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, revelou, com base em uma análise do hálito dos indivíduos, que aqueles que apresentavam níveis elevados no intestino de um micróbio chamado Methanobrevibacter smithii tinham sobrepeso.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Em estudo, videogame aprimora funções mentais de idosos

    Em estudo, videogame aprimora funções mentais de idosos

    A afirmação dos pesquisadores da Universidade da Califórnia feita na edição de hoje da “Nature” parece saída de um dos vários sites que anunciam “jogos para melhorar seu cérebro”.

    Mas agora, dizem eles, a coisa é séria: pela primeira vez, demonstra-se que um treino com um videogame customizado melhorou o desempenho não só na tarefa treinada pelo jogo mas em outras funções, como a memória de curto prazo.

    O jogo, batizado de Neuroracer, tinha duas missões. Uma era clicar rapidamente quando um círculo verde surgia na tela, mas não quando outros símbolos apareciam.

    A segunda era manter um carro com jeito de fusquinha no centro da pista, enfrentando curvas e altos e baixos.

    Para começar o estudo, foram avaliadas 174 pessoas de 20 a 79 anos. Eles jogaram uma versão só com os símbolos e outra que exigia controlar o carro e responder aos símbolos. Com isso, foi possível medir a queda de performance ao realizar as duas tarefas ao mesmo tempo.

    Como esperado, os jovens de 20 anos tinham uma queda menor (27%) no desempenho do que os idosos (64%).

    Depois, 46 adultos de 60 a 85 anos foram divididos em três grupos: um usou o jogo em sua forma completa, com carrinho e símbolos; o segundo usou só um ou outro e o terceiro não jogou.

    Ao comparar os resultados de testes cognitivos feitos antes e depois das quatro semanas de treinamento, os cientistas perceberam que os idosos tiveram desempenho até melhor do que o dos jovens que usaram o jogo só uma vez. Mas o melhor foi a constatação de que outras habilidades, como a capacidade de alternar a atenção, também melhoraram.

    Em entrevista coletiva por telefone, Adam Gazzaley, um dos autores do estudo, destacou que as mudanças, observadas também no padrão de atividade cerebral medido por eletroencefalograma, foram mantidas seis meses após o período de treino.

    Edson Amaro Jr., neurorradiologista do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da Faculdade de Medicina da USP, lembra que estudos anteriores já mostraram que as multitarefas como as que enfrentamos no nosso dia a dia podem piorar funções cognitivas, mas que o treino proposto pelo grupo da Califórnia é diferente, já que a atenção dos voluntários estava concentrada sempre na mesma tela e a reação motora era sempre a mesma.

    “O mais interessante foi a melhora nessa memória de curto prazo, que usamos ao ler um livro e lembrar do que estava no início da página. É uma das primeiras a se deteriorar no alzheimer.”

    Para o neurologista Paulo Caramelli, professor da Faculdade de Medicina da UFMG, o estudo demonstra a importância de dar fundamento científico aos jogos de treino cognitivo que já estão no mercado. “Isso abre a possibilidade de uso dos jogos para promoção da saúde e em pessoas que já tenham problemas de memória.”

    Segundo Gazzaley, a ideia no futuro é desenvolver mais o jogo e até submetê-lo à FDA (agência reguladora de remédios nos EUA) como tratamento.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Confirmada a primeira morte por gripe A (H1N1) no Amazonas

    Confirmada a primeira morte por gripe A (H1N1) no Amazonas

    A Fundação de Vigilância Sanitária e Saúde de Manaus (FVS) confirmou nesta quinta-feira (5) a primeira morte causada por gripe A (H1N1), ocorrida no sábado (1º). A  vítima era um comerciante, de 35 anos, que morava no município de Eirunepé, a mais de 1.000 quilômetros de Manaus.

    Neste ano, apenas dois casos da doença foram confirmados no estado amazonense. Em 2012, foram nove registros de contaminação pelo vírus H1N1 e duas mortes.

    No dia 22 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, confirmou a quarta morte este ano, por causa da gripe A (H1N1), na capital. No estado do Rio, em cinco dias ocorreram 39 casos e dez óbitos pela gripe.

    De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, os casos de gripe provocados pelo vírus do tipo Influenza A (H1N1) “não têm se mostrado mais graves do que os demais casos de vírus Influenza”.

    A prevenção da gripe é feita com regras básicas de higiene, como cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. Também é recomendado evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas.

    Fonte: Uol Saúde

  • Ministério dá tolerância de 10 dias para médicos se apresentarem

    Ministério dá tolerância de 10 dias para médicos se apresentarem

    Profissionais deveriam ter se apresentado no dia 2, segundo cronograma.

    Saúde ainda não tem balanço de quantos profissionais já desistiram.

     

    Os médicos formados em instituições brasileiras selecionados para o programa federal Mais Médicos já deveriam ter se apresentado nos municípios na segunda-feira (2). Mas o Ministério da Saúde estabeleceu uma tolerância de 10 dias: quem não se apresentou ainda, pode iniciar o trabalho nas unidades básicas de saúde (UBS) até a próxima quinta-feira (12).

    Nesta primeira fase do programa, foram chamados 1.096 médicos com registro no Brasil para atuarem em 454 municípios. Porém, muitos não se apresentaram na data prevista.Em Fortaleza, por exemplo, 11 dos 26 médicos selecionados desistiram do programa. Em Campo Grande, 3 dos 7 selecionados não compareceram. Em Campinas, também houve uma desistência. No Distrito Federal, 4 profissionais, entre 15 convocados, comunicaram que não participariam de programa. No estado do Amapá, 4 de 5 convocados também desistiram.

    Municípios em que os médicos já confirmaram a desistência do programa puderam, até esta quarta-feira, recadastrar-se para voltar a integrar a lista de municípios que estão solicitando profissionais.

    De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não foi feito um balanço de quantos municípios comunicaram desistências. Até esta quarta-feira, médicos formados em instituições brasileiras que participaram da segunda etapa de inscrições para o Mais Médicos puderam escolher os municípios em que desejavam trabalhar.

    Nesta sexta-feira, será divulgada a lista provisória de alocação dos médicos brasileiros nos municípios inscritos. Esses profissionais poderão homologar sua participação no programa até segunda-feira.

    Estrangeiros

    Já os médicos estrangeiros selecionados pelo programa Mais Médicos estão passando por um módulo de “acolhimento e avaliação” desde o dia 26 de agosto.

    Durante três semanas, eles estão sendo avaliados quanto aos conhecimentos em saúde pública brasileira e língua portuguesa. A aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional provisório e comecem a atender a população nos municípios para os quais foram designados.

    O programa

    O Mais Médicos foi lançado pelo governo federal para aumentar a oferta de profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS) em curto prazo. Para os médicos formados, o programa prevê, entre outras condições, a assinatura de um termo de compromisso com o governo para a atuação na localidade escolhida.

    Para os estudantes de medicina, o programa estabelece um período obrigatório de atuação de dois anos no SUS.

    Fonte: Bem Estar

     

     

  • Estudo descarta risco de malária em crianças que ingerem ferro

    Estudo descarta risco de malária em crianças que ingerem ferro

    Especialistas descartaram a existência de um aumento nos casos de malária em crianças que tomam suplementos de ferro em regiões de Gana, local em que esta infecção parasitária é endêmica, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (3) nos Estados Unidos.

    Pesquisas anteriores advertiram que os complementos de ferro para crianças que sofrem carência alimentar poderiam aumentar o risco de contraírem malária, lembram os autores deste estudo publicado no jornal da Associação Médica Americana (JAMA, na sigla em inglês).

    Em 2006, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef recomendaram a suspensão de suplementos de ferro para crianças africanas em regiões onde a malária é endêmica.

    Este novo teste clínico foi feito durante seis meses nas zonas rurais de Gana pelo médico Stanley Zlotkin, do hospital infantil de Toronto, no Canadá. Participaram dele 1.958 crianças com idades entre 6 e 35 meses.

    Zlotkin explicou que neste estudo cada família recebeu mosquiteiros de cama tratados com inseticidas e substâncias antimalária.

    Este cientista demonstrou que os complementos de ferro não aumentam o risco de malária porque não há diferença estatística significativa entre o grupo de participantes tratados com suplemento de ferro e os do grupo amostral.

    No entanto, a maioria das crianças hospitalizadas foi tratada com ferro (156 contra 128), destacou.

    “Os resultados deste estudo têm implicações na área das políticas de saúde em países como Gana, que sob as recomendações da OMS e do Unicef não puseram em marcha programas de complemento alimentar de ferro nas regiões onde a malária é crescente”, avaliou Zlotkin.

    Mas essa conclusão não é compartilhada pelo doutor Andrew Prentice, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. “O aumento neste estudo do número de admissões hospitalares no grupo de crianças que contraiu malária e ingeriu ferro (…) acrescenta preocupações com relação à segurança de se administrar complementos de ferro a crianças de pouca idade nas regiões onde a malária é endêmica”, escreveu o médico em editorial também publicado no JAMA.

    Na África Subsaariana, a malária é a principal causa de mortalidade e morbidade infantil, enquanto a carência de ferro é uma das seis deficiências nutricionais mais evitáveis.

    Fonte: Uol Saúde