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  • Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos

    Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos

    Profissionais fazem parte dos primeiros cubanos que vão atuar no país.

    Segunda etapa do Mais Médicos recebeu 3.016 inscrições.

     
    As regiões Norte e Nordeste vão receber 364 dos 400 médicos cubanos que vieram para o Brasil na primeira etapa do acordo do governo brasileiro com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para trazer profissionais de Cuba para atuar em regiões carentes do país. Os números foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério da Saúde.
     
    Dos profissionais que vão para o Nordeste, 6 vão para distritos indígenas e 201 para municípios. Dos que vão para o Norte, 34 vão para distritos indígenas e 123 para municípios.
     

    O estado que mais receberá médicos cubanos é o Pará, com 56 profissionais alocados em municípios e seis em distritos indígenas, totalizando 62. Em seguida, vêm o Amazonas, com 61 médicos, e a Bahia, com 45.

    A região Sudeste vai receber 30 médicos e a região Sul vai ficar com seis.

    “A primeira prioridade para alocação dos profissionais médicos foram os municípios com maior concentração de pobreza”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O segundo critério foram estados que demandaram muitos médicos – como os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Também pegamos municípios de extrema pobreza desse estados, com os mais baixos IDHs”.

    O acordo com a Opas prevê, até o final do ano, a chegada de 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nos 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum dos profissionais brasileiros ou estrangeiros aprovados na primeira fase do programa Mais Médicos.

    Do total de 400 médicos cubanos, 133 vão trabalhar em municípios com “baixo” Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), 51 em cidades com “médio” IDH, 13 com índice “muito baixo” e 9 em cidades com IDH “alto”.



    Segunda etapa do Mais Médicos

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda que a segunda etapa do programa Mais Médicos, que seleciona profissionais brasileiros e do exterior para atuar nas regiões carentes, recebeu 3.016 inscrições. Dessas, 1.414 foram de profissionais com diplomas no Brasil e 1.602 formados no exterior, de 65 nacionalidades diferentes.

    Do total de 3.016 inscrições, 951 profissionais já completaram suas inscrições com todos os dados solicitados pelo ministério, de acordo com Padilha. Os demais médicos inscritos cujos cadastros não estão concluídos têm até meia-noite de quarta-feira (4) para indicar seis opções de municípios onde desejam trabalhar.



    O ministério prevê que os profissionais brasileiros inscritos na segunda etapa comecem a se apresentar aos municípios em 1º de outubro. Já os estrangeiros deverão desembarcar no Brasil entre 4 e 6 de outubro e se apresentarem aos municípios em 28 de outubro.

    Desistências

    O ministro falou a respeito das desistências de médicos brasileiros selcionados na primeira etapa do Mais Médicos, que deverão se apresentar aos municípios até 12 de setembro. Algumas secretarias municipais de saúde já relataram a desistência de alguns profissionais, como é o caso do Distrito Federal, onde dos 15 médicos selecionados, seis são considerados desistentes pelo governo distrital.



    Ainda não há um balanço da quantidade de médicos que desistiram de trabalhar pelo programa, segundo o ministro. Na quarta-feira (4), o ministério terá os primeiros dados da checagem que a ouvidoria está realizando junto às secretarias municipais de saúde sobre o grau de desistência dos profissionais, de acordo com Padilha.



    “As secretaria de Saúde têm até amanhã à noite para fazer um comunicado caso já confirme a desistência do médico para poder oferecer essa vaga no processo de seleção desse segundo mês”, disse o ministro.



    Padilha disse garantir que os municípios cujos médicos desistiram do posto receberão profissionais na segunda etapa do programa e comparou as desistências aos concursos públicos. “Isso só revela um drama o que os municípios têm em seleções públicas, que é aguardar, ás vezes, alguns dias, até a confirmação do profissional médico”, afirmou.



    “Caso essa vaga não seja ocupada, o Ministério da Saúde fará de tudo, estimulando profissionais brasileiros ou estrangeiros, para ocupar essas vagas e garantir o atendimento da população. Garanto a esses municípios, caso os médicos brasileiros não compareçam até 12 de setembro, que nós vamos ocupar essas vagas”, declarou Padilha.

    Fonte: Bem Estar

     

  • “Possível boicote ao Mais Médicos é perversidade inimaginável”, diz Padilha

    “Possível boicote ao Mais Médicos é perversidade inimaginável”, diz Padilha

    O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou nesta terça-feira (3) sobre um possível boicote ao programa Mais Médicos. A suspeita teve início devido aos profissionais que faltaram no primeiro dia de trabalho. “Todos os filtros foram feitos para que só permanecessem os médicos interessados no programa. Agora se a pessoa confirmou e homologou a inscrição apenas para que nenhum outro profissional fosse para a região, é uma perversidade inimaginável”, declarou.

     

    Padilha participou do anúncio de que oprograma levará mais de 90% dos 400 médicos cubanos para trabalhar em cidades do Norte e do Nordeste.

    Embora o cronograma oficial estabelecesse esta segunda-feira (2) como o dia em que 1.096 profissionais deveriam se apresentar para o início das atividades, em várias regiões os médicos não apareceram. O Ministério da Saúde não tinha estimativa das ausências.

    Os gestores do programa, que são as prefeituras, têm até o dia 12 deste mês para confirmar o início do trabalho dos médicos. Os profissionais que não estiverem trabalhando até esta data serão desligados do programa. De acordo com Padilha, os municípios que já encontraram desistência dos profissionais têm até esta quarta-feira (4) para colocar a vaga como disponível. “Assim os médicos que começam a escolher hoje já têm a opção de selecionar o município”, explica.

    O ministro também afirmou que será vetada qualquer tentativa de não cumprimento de carga horária dos profissionais do programa. “Não será aceito, de forma alguma qualquer tentativa de profissional ou de secretaria municipal do não cumprimento das 40 horas [semanais] pelo profissional de saúde”, finaliza.

    Médicos cubanos

    A região Nordeste receberá ao todo 201 médicos nessa primeira fase, destes a maioria (45) trabalhará no Estado da Bahia, seguido de Pernambuco (34), Maranhão (29), Ceará (28), Alagoas (20), Piauí (19), Sergipe (10), Paraíba (9) e Rio Grande do Norte (7).

    No Norte, 42 médicos atuarão no Estado do Amazonas, três no Acre e seis no Amapá, 56 no Pará, 15 no Tocantis e um em Roraima, em um total de 123 médicos.

    Em menor número, apenas 30 médicos cubanos virão à região Sudeste (27 em Minas Gerais e três para o Estado de São Paulo) e seis para a região Sul.

    Quanto as cidades contempladas pelo programa, o ministro destacou Melgaço (PA), a com pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país.

    “Melgaço, com o pior IDHM, passa a ter médicos na saúde básica a partir deste programa Mais médicos. A extrema pobreza foi critério para levar os médicos para lá”, afirmou o ministro.

    O ministro afirmou, no entanto, que os médicos estrangeiros e com o diploma no exterior ainda estão passando por seleção e, se não aprovados no final das três semanas de avaliação, serão excluídos do programa.

    “Eles [os médicos cubanos] passam pelo mesmo processo de avaliação nestas três semanas. Eles só irão para os municípios caso passem. Os 282 médicos com diploma no exterior e os 400 cubanos, nós sabemos para onde eles vão. Todos estão passando pelo mesmo critério [que os médicos brasileiros]. Se não passarem, não vão para os municípios. Mas precisamos preparar os municípios para recebê-los”, explicou Padilha.

    Segunda etapa

    Padilha anunciou também a quantidade de profissionais inscritos na segunda etapa do Mais Médicos. Ao todo 3.016 profissionais se inscreveram, dos quais 1.414 com diplomas em instituições brasileiras e 1.602 com diplomas no exterior. Deste total, no entanto, apenas 951 médicos confirmaram a inscrição, sendo 541 com diploma brasileiro e 410 com formação no exterior.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Médicos desenvolvem impressoras de tecidos e cartilagens

    Médicos desenvolvem impressoras de tecidos e cartilagens

    Algum dia, as impressoras poderão ejetar corações, fígados e outros órgãos. Por enquanto, Darryl D'Lima se contentaria com um pouco de cartilagem de joelho.

    O doutor D'Lima, que dirige um laboratório de pesquisa ortopédica na clínica Scripps, nesta cidade, já produziu cartilagem bioartificial com tecido de vaca, modificando uma antiga impressora jato de tinta para depositar diversas camadas de um gel que continha células vivas. Ele também imprimiu cartilagem em tecido retirado de pacientes que sofreram cirurgia de substituição de joelho.

    Resta muito trabalho a fazer, mas seu objetivo é ter uma impressora na sala de operação capaz de imprimir cartilagens sob medida, diretamente no corpo.

    Em vez dos plásticos ou pós usados nas impressoras 3D convencionais para construir um objeto camada a camada, as chamadas bioimpressoras imprimem células, geralmente em um líquido ou gel.

    Em laboratórios de todo o mundo, cientistas vêm experimentando a bioimpressão. As pesquisas buscam definir se é possível passar as células pela cabeça de impressão sem matá-las (na maioria dos casos é) e como fazer cartilagem, osso, pele, vasos sanguíneos, pequenos pedaços de fígado e outros tecidos.

    Mas, apesar de a bioimpressão ter feito avanços, restam muitos obstáculos. Imprimir órgãos ainda é um objetivo distante. “Ninguém acredita, no fundo, que isso acontecerá nos próximos 20 anos”, disse Brian Derby, pesquisador da Universidade de Manchester, no Reino Unido, que analisou o campo na revista “Science”.

    Por enquanto, os pesquisadores têm metas menos elevadas. A empresa Organovo, de San Diego, desenvolveu uma bioimpressora e está fazendo tiras de tecido de fígado, com cerca de 20 células de espessura, que segundo ela poderão ser usadas para testar medicamentos em desenvolvimento.

    O laboratório da Escola de Medicina de Hannover, na Alemanha, é um dos vários que experimentam a impressão em 3D de células de pele. Outro laboratório alemão já imprimiu folhas de células cardíacas que poderão ser usadas como remendos para reparar lesões de infartos.

    Um pesquisador da Universidade do Texas em El Paso, Thomas Boland, desenvolveu um método para imprimir tecido gorduroso que pode ser usado para criar pequenos implantes para mulheres que sofreram remoção de tumores no seio.

    O doutor D'Lima reconhece que o sonho de uma impressora de cartilagem –uma cabeça de impressão presa a um braço robótico para um posicionamento preciso– está a anos de distância. Mas ele acredita que o projeto tem chance de prosperar. “A cartilagem poderia ser o primeiro fruto atraente para se colocar a impressão em 3D na clínica”, disse.

    A cartilagem é mais simples que outros tecidos. As células chamadas condrócitos ficam em uma matriz de colágeno fibroso e outras substâncias secretadas pelas células. Os condrócitos não precisam de muita alimentação, o que simplifica o processo de impressão.

    Manter o tecido impresso alimentado, portanto, vivo, é um dos desafios mais difíceis que os pesquisadores enfrentam. Tentar simular uma rede de alimentação com vasos sanguíneos ou capilares em tecido bioimpresso é difícil. Com seu tecido de gordura, a abordagem do doutor Boland é construir canais no gel degradável que contém as células de gordura e revestir os canais com o tipo de célula encontrado nos vasos sanguíneos. Quando a gordura impressa é implantada, os tubos “começam a se comportar como microvasos sanguíneos”, disse.

    O corpo produz naturalmente sinais químicos que o fariam começar a produzir pequenos vasos sanguíneos no implante, disse o doutor Boland, mas o processo é lento. Com sua abordagem, disse ele, “esperamos que isso se acelere e possivelmente mantenha as células vivas”. Com a cartilagem, D'Lima não precisa se preocupar com vasos sanguíneos -os condrócitos recebem o pouco alimento de que necessitam pela difusão de nutrientes do revestimento da junta e do osso. Tampouco ele precisa lidar com nervos, pois a cartilagem não os tem.

    Mas ainda há muito para se preocupar. Embora tenha menos de 12 milímetros de espessura, a cartilagem do tipo encontrado no joelho ou no quadril tem uma estrutura complexa.
    “As exigências de impressão mudam a cada camada”, disse o doutor D'Lima. “A maioria das impressoras 3D apenas muda a forma. Nós estamos mudando a forma, a composição e o tipo de células.”

    D'Lima disse que um dos seus desafios é conseguir o tipo de células adequado e em número suficiente para a impressora. Seu laboratório está investigando o uso de células-tronco, células precursoras que podem se transformar em condrócitos. “A vantagem das células-tronco é que haveria um estoque virtualmente ilimitado.”

    Fonte: NEW YORK TIMES

  • SUS passa a oferecer vacina contra catapora para crianças de 15 meses

    SUS passa a oferecer vacina contra catapora para crianças de 15 meses

    Antes, imunização só estava disponível em clínicas particulares.

    Vacina tetraviral protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora.

     
    A partir deste mês, passará a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tetraviral, que inclui a imunização contra catapora, antes só disponível em clínicas particulares. A nova vacina protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora.



    A vacina tetraviral passa a compor o calendário básico de vacinação e estará disponível ao longo de todo o ano. O público alvo são crianças de 15 meses que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.



    “Foram investidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano que já foram distribuídas aos estados” afirmou o Ministério, em nota. Segundo a pasta, com a inclusão da vacina, estima-se uma redução de 80% das hospitalizações por catapora.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasileiros do Mais Médicos assinam contratos e estão aptos a trabalhar

    Brasileiros do Mais Médicos assinam contratos e estão aptos a trabalhar

    Na primeira fase do programa, 1.096 profissionais vão para 454 cidades.

    Médicos estrangeiros seguem em treinamento e começam a atuar dia 18.

     

    Os profissionais formados no Brasil inscritos no Mais Médicos assinaram nesta segunda-feira (2) o contrato de trabalho e já estão aptos a atuar. Segundo o Ministério da Saúde, são 1.096 médicos com diplomas do Brasil que iniciam as atividades em 454 municípios de todo o país. Eles devem trabalhar em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades.

    Eventos de recepção para os médicos brasileiros foram realizados em seis capitais na manhã desta segunda: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza.

    Ao todo, 3.511 cidades pediram 15.450 profissionais. Os médicos formados no exterior – que atualmente estão em fase de treinamento e avaliação – devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro.

    Confira o primeiro dia dos brasileiros do Mais Médicos em alguns estados:Os médicos se apresentaram aos municípios de Alagoas ondem vão atuar.

    O trabalho nas unidades de saúde, no entanto, só deve começar efetivamente a partir de terça-feira (3). Os profissionais vão trabalhar em Arapiraca (1), Barra de Santo Antônio (1), Branquinha (1), Coité do Nóia (1), Joaquim Gomes (2), Maragogi (3), Marechal Deodoro (2), Penedo (1), Santana do Mundaú (1), São Miguel dos Milagres (1) e Satuba (1).

    Em Marechal Deodoro, os dois médicos que se inscreveram no programa e se apresentaram nesta segunda são Alagoanos: Otávia Teixeira Peixoto, formada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em 2009, e Artur Cabus Montenegro, formado pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), também em 2009. Segundo a Prefeitura de Marechal Deodoro, os dois nasceram em Maceió e já possuem experiência na área de atendimento a saúde pelo SUS.

    A participação no Programa Mais Médicoscomeçou para 60 profissionais no estado do Rio. Eles vão atuar em 13 municípios, sendo que 16 profissionais estão alocados em unidades básicas de saúde da capital. Houve um evento de recepção para os trabalhadores na Clínica da Família Nilo Aguiar, em Realengo, Zona Oeste.

    Clenice Neto, de 49 anos, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez carreira em pesquisa clínica e é uma das selecionadas da primeira fase do programa. Para ela, o Mais Médicos é uma oportunidade de buscar novos rumos na profissão. “Trabalhei para vários laboratórios de pesquisa e agora, com tempo maior, estou reposicionando a carreira e voltando para a assistência. O médico tem essa possibilidade, de fazer várias especialidades ao longo da vida no sentido de se reinventar numa determinada fase e na assistência desenvolver projetos interessantes.”

    Selecionados no programa Mais Médicos, 13 profissionais formados no Brasil assinaram contrato na manhã desta segunda, em Porto Alegre, para atuar em unidades básicas de saúde. Na terça-feira (3), os profissionais se apresentam nas gerências distritais para serem encaminhados para as unidades em que irão trabalhar.

    Renata Carvalho, de 25 anos, abandonou a residência médica que fazia no município de Sapucaia do Sul para se inscrever no programa do governo federal. “É uma questão humanitária, isso foi fundamental na minha escolha. Sou apaixonada pela medicina de família e bastante a favor do programa. Por muitos anos, nossa formação médica foi voltada para formar especialistas e, com o programa, isso deve mudar”, disse a médica.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Remédio experimental para o coração mostrou-se efetivo em diversos grupos

    Remédio experimental para o coração mostrou-se efetivo em diversos grupos

    Um remédio experimental da Novartis para tratamento de insuficiência cardíaca se mostrou efetivo independente da idade dos pacientes ou da existência de outros problemas médicos, mostrou um estudo clínico apresentado nesta segunda-feira.

    A droga, Serelaxin, que é uma forma de hormônio humano que relaxa vasos sanguíneos e melhora o estresse sobre o coração e outros órgãos, é vista como um remédio importante no desenvolvimento de medicamentos da farmacêutica suíça.

    Analistas da Jefferies esperam que ela gere vendas de 1,5 bilhão de dólares por ano.

    Os resultados de um estudo de fase III apresentado em novembro mostraram redução nas mortes em 37 por cento ante a utilização de um placebo, e o dado mais recente deu mais informações sobre como a droga age em diferentes grupos de pacientes.

    O remédio levou à diminuição da dispnéia, ou falta de ar, e menos mortes após seis meses em todos os grupos de pacientes, incluindo aqueles com função renal prejudicada, aqueles com 75 anos ou mais, e aqueles com fibrilação atrial, ou batimentos cardíacos irregulares.

    As novas descobertas foram apresentadas no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Amsterdã, no qual os cardiologistas têm destacado a enorme necessidade de novos tratamentos para a insuficiência cardíaca aguda, quando o coração não consegue bombear sangue suficiente.

    Fonte: Uol Saúde

  • Índice de fumantes no Brasil cai 20% em seis anos, diz pesquisa

    Índice de fumantes no Brasil cai 20% em seis anos, diz pesquisa

    12% da população adulta fumava em 2012, indica Ministério da Saúde.

    Porto Alegre é a capital com mais fumantes; Salvador é a que tem menos.

     

    O índice de brasileiros acima de 18 anos que são fumantes caiu 20% entre 2006 e 2012, de acordo com a pesquisa Vigitel, feita pelo Ministério da Saúde. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (28), aponta que 12% da população adulta brasileira fumava em 2012. Em 2006, o índice era de 15%. A meta do governo é que, até 2022, o país chegue a 9%. Se o ritmo de queda se mantiver, a marca deve ser atingida antes do prazo.

    Os homens ainda são os que mais fumam – entre eles o índice passou de 19% (2006) para 15% (2012). Para as mulheres, caiu de 12% (2006) para 9% (2012). Esta quinta-feira (29)  é o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

    A pesquisa Vigitel aponta ainda a redução na frequência de fumantes passivos em casa, que passou de 12% para 10% em 2012. Igualmente houve diminuição de fumantes passivos no local de trabalho. O índice passou de 12% para 10%. Outro dado em queda é o de homens que fumam 20 ou mais cigarros por dia – diminuiu de 6% para 5% nos seis anos que a pesquisa abrange.

    Capitais

    Porto Alegre, com 18%, ainda é a capital com maior incidência de adultos fumantes. É lá, também, que está a maior proporção de pessoas que fumam 20 cigarros ou mais por dia: 7%. A capital com menor índice de adultos fumantes é Salvador, com 6%.

    O levantamento da pasta da Saúde sugere ainda que o hábito de fumar é maior entre pessoas com até oito anos de escolaridade (16%). Entre as pessoas mais escolarizadas (12 anos ou mais) o hábito atinge 9%.

    O levantamento Vigitel visa medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira e subsidiar ações de promoção da saúde e de prevenção de doenças. O levantamento monitorou 45,4 mil adultos residentes em domicílios com telefone fixo em todas as capitais do país.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Estudo sugere que perda de memória por idade pode ser reversível

    Estudo sugere que perda de memória por idade pode ser reversível

    Evidências apontam que patologia tem causa diferente do mal de Alzheimer.

    Deterioração da memória pode estar associada a falta de proteína.

     

    A falta de uma proteína desempenha um papel-chave no declínio da memória com a idade, um fenômeno reversível e diferente do mal de Alzheimer, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (28) que podem abrir o caminho para novos tratamentos.

    A carência da proteína RbAp48 na parte do cérebro conhecida como hipocampo é um fator importante da perda de memória associada com o envelhecimento, descobriram cientistas da faculdade de Medicina da Universidade de Columbia em Nova York, chefiados por Eric Kandel, co-ganhador do prêmio Nobel de Medicina no ano 2000.

    Seu estudo, feito sobre células cerebrais humanas retiradas de cadáveres, assim como de camundongos, é a indicação mais forte até agora de que a deterioração da memória com a idade e o mal de Alzheimer são patologias diferentes.

    Enquanto a primeira parece ser reversível quando tratada a falta da proteína em questão, a segunda continua sendo incurável, explicam os autores dos trabalhos, publicados na revista americana Science Transnational Medicine.

    “Estes resultados têm implicações potenciais no diagnóstico e no tratamento dos problemas de memória”, destacou Kandel em um comunicado.

    Até agora, os cientistas consideravam que a perda da memória era um dos primeiros sintomas do mal de Alzheimer, mas cada vez mais indícios levam a crer que se trata de um fenômeno que afeta o giro denteado, uma subárea do hipocampo.

    Para realizar o estudo, os autores fizeram uma análise genética das células que provêm do giro denteado de oito pessoas falecidas entre os 33 e os 88 anos, nenhuma das quais sofria de doença cerebral.

    Os cientistas constataram que o gene RbAp48, que permite produzir a proteína com o mesmo nome, viu decair seu funcionamento com a idade em todos os indivíduos. Os cientistas testaram, então, este mesmo gene em camundongos para determinar seu papel na perda de memória.

    Assim, quando bloquearam geneticamente a expressão deste gene no cérebro das cobaias jovens e saudáveis, elas experimentaram os mesmos problemas de memória que seus similares mais velhos, como demonstrado em testes de labirinto.

    Uma vez restabelecida a função do gene, a memória dos jovens camundongos voltava à normalidade. Finalmente os cientistas reativaram o gene para que se expressasse no cérebro dos camundongos mais velhos que, segundo eles, recuperaram a memória da juventude.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Cientistas criam microcérebros com células-tronco para estudar doenças

    Cientistas criam microcérebros com células-tronco para estudar doenças

    Órgãos de células humanas têm apenas 4 milímetros de diâmetro.

    Eles não têm todas as funções do cérebro normal, mas estrutura é similar.

     

    Cientistas europeus desenvolveram pequenos cérebros humanos tridimensionais, de 4 milímetros de diâmetro, a partir de células-tronco pluripotentes que ajudarão a aprofundar o estudo de doenças neurológicas, divulgou nesta quarta-feira (28) a revista científica “Nature”.

    Os órgãos artificiais são fruto de uma pesquisa conjunta da Universidade de Bonn (Alemanha) e do Instituto de Biotecnologia Molecular de Viena (Áustria).

    A complexidade do cérebro humano sempre foi uma barreira para o avanço na pesquisa das doenças neurológicas, por isso era “necessário um sistema celular que simulasse as complexas características do órgão para estudá-lo em profundidade”, explicou o alemão Jürgen Knoblich, chefe do projeto.

    “Esta abordagem pode superar algumas das limitações que encontramos quando realizamos experimentos com o cérebro de animais, pois eles não compartilham as mesmas peculiaridades do cérebro humano', acrescentou.

    Estes microcérebros, que incluem a crosta cerebral que cobre os dois hemisférios, são formados por diferentes tecidos dispostos em camadas, e a organização guarda muitas semelhanças com a de um cérebro nos períodos mais avançados de desenvolvimento.

    Para demonstrar a utilidade deste sistema celular, os cientistas analisaram diferentes doenças neurológicas que acontecem quando o cérebro se encontra em pleno desenvolvimento, como a microcefalia. Este transtorno neurológico, que não tem tratamento, faz com que o tamanho da cabeça das pessoas afetadas seja consideravelmente menor que o padrão em relação a idade e sexo.

    A partir de células-tronco pluripotentes, a equipe acrescentou ao sistema inicial uma série de células de pacientes com microcefalia para obter um cérebro característico de uma pessoa com a doença.

    Os cientistas perceberam que nos cérebros com esta doença as células precursoras dos neurônios deixavam de proliferar cedo demais, um defeito que poderia explicar algumas das causas da microcefalia.

    “Este fenômeno não acontece da mesma forma quando experimentamos com ratos, já que nenhum animal apresenta a expansão neuronal que o ser humano tem”, concluiu Knoblich.

    Estes pequenos órgãos artificiais não apresentam as funções mentais de um cérebro humano normal, apesar de o grupo de cientistas não descartar progredir nesse sentido, e também se aprofundar em outros tipos de doenças neurológicas.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Grupo que bate o ponto sem trabalhar no RJ também tem médicos políticos

    Grupo que bate o ponto sem trabalhar no RJ também tem médicos políticos

    O SBT exibiu nesta terça-feira (27) a segunda parte de uma reportagem mostrando médicos saindo do Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama (RJ), poucos minutos após assinarem o ponto.

    Os profissionais mostrados são médicos políticos, pois atuam nas duas áreas. Um deles, Marcelo Amaral, fez sua campanha como vereador, pelo PT e se autointitula “O Médico do Povo”. Segundo o Ministério da Saúde, ele tem 13 empregos e trabalha 119 horas por semana, além do cargo político.

    Outro médico flagrado batendo o ponto e saindo em poucos minutos foi o ginecologista Amilcar Cunha Ferreira, ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-secretário da saúde. Segundo a reportagem, ele trabalha 36 horas por semana, no hospital e em sua clínica.

    A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, após a exibição da primeira parte da reportagem, na segunda-feira (26) à noite, já havia afirmado que foi aberta uma sindicância por parte da Subsecretaria e Corregedoria da Saúde para investigar o caso.

    De acordo com a secretaria, os nomes dos médicos envolvidos na fraude serão enviados ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) para que a entidade investigue a conduta médica desses profissionais.

    Caso seja comprovada a fraude, os médicos poderão ser demitidos e a Secretaria solicitará que a Procuradoria Geral do Estado entre com medidas judiciais cabíveis para que haja o ressarcimento desse dinheiro pago aos profissionais que não trabalharam.

    Fonte: Uol Saúde