Categoria: Notícias

  • Grupo que bate o ponto sem trabalhar no RJ também tem médicos políticos

    Grupo que bate o ponto sem trabalhar no RJ também tem médicos políticos

    O SBT exibiu nesta terça-feira (27) a segunda parte de uma reportagem mostrando médicos saindo do Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama (RJ), poucos minutos após assinarem o ponto.

    Os profissionais mostrados são médicos políticos, pois atuam nas duas áreas. Um deles, Marcelo Amaral, fez sua campanha como vereador, pelo PT e se autointitula “O Médico do Povo”. Segundo o Ministério da Saúde, ele tem 13 empregos e trabalha 119 horas por semana, além do cargo político.

    Outro médico flagrado batendo o ponto e saindo em poucos minutos foi o ginecologista Amilcar Cunha Ferreira, ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-secretário da saúde. Segundo a reportagem, ele trabalha 36 horas por semana, no hospital e em sua clínica.

    A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro, após a exibição da primeira parte da reportagem, na segunda-feira (26) à noite, já havia afirmado que foi aberta uma sindicância por parte da Subsecretaria e Corregedoria da Saúde para investigar o caso.

    De acordo com a secretaria, os nomes dos médicos envolvidos na fraude serão enviados ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) para que a entidade investigue a conduta médica desses profissionais.

    Caso seja comprovada a fraude, os médicos poderão ser demitidos e a Secretaria solicitará que a Procuradoria Geral do Estado entre com medidas judiciais cabíveis para que haja o ressarcimento desse dinheiro pago aos profissionais que não trabalharam.

    Fonte: Uol Saúde

  • Bebida

    Bebida

    Uma nova bebida à base de substâncias calmantes chegará ao Brasil em setembro com a promessa de ajudar as pessoas a relaxar.

    O produto é uma espécie de “antienergético”: sua embalagem e até o sabor são semelhantes aos das bebidas estimulantes à base de cafeína, mas o objetivo é provocar o efeito oposto. O público-alvo da bebida, que tem a cor azul, também é jovem.

    A bebida foi batizada de Slow Cow e é feita com substâncias conhecidas por suas propriedades relaxantes: camomila, maracujá, melissa, capim-limão, valeriana, tília, lúpulo e chá-verde.

    Esse último, aliás, também pode ser estimulante. Mas, segundo a médica Marcella Garcez Duarte, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia, o chá-verde tem um aminoácido chamado teanina, cujo efeito é calmante. Ela afirma que, para obter quantidades maiores dessa substância, é possível selecionar folhas mais jovens do chá, que têm menos cafeína.

    “As concentrações dessas substâncias costumam ser pequenas em produtos de venda livre, mas é possível que, somadas, tenham um efeito relaxante. Isso vai depender da sensibilidade de cada um”, diz Duarte, que diz que a eficácia da novidade pode se assemelhar à dos tradicionais chás.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Pesquisadores britânicos acreditam que brócolis pode reduzir o avanço da artrose

    Pesquisadores britânicos acreditam que brócolis pode reduzir o avanço da artrose

    Pesquisadores britânicos acreditam que comer uma grande quantidade de brócolis pode diminuir, e até mesmo prevenir, a artrose.

    Depois do sucesso de estudos feitos em laboratórios, uma equipe da Universidade de East Anglia, no leste da Inglaterra, está iniciando os testes em humanos.

    Testes feitos em células e em ratos mostraram que um composto encontrado no brócolis –que os seres humanos também podem obter a partir da couve de bruxelas e do repolho– bloquearam uma enzima fundamental destrutiva, que causa danos à cartilagem.

    Os pesquisadores estão pedindo a 20 pacientes para comer uma dose diária de um brócolis “super-carregado” de nutrientes, conhecido como beneforte –criado a partir do cruzamento entre o brócolis padrão e um tipo selvagem da Sicília.

    SUPER-DOSE

    O corpo humano pega esse composto encontrado no vegetal, o glucoraphanin, e o transforma em outro, chamado sulforafano, que parece proteger as articulações.

    Os voluntários farão a dieta por duas semanas antes de se submeterem a cirurgia para ter seus joelhos artríticos reparados.

    Rose Davidson e sua equipe vão examinar o tecido que for removido para ver o impacto, se houver, que o brócolis teve.

    Ela disse: “Nós estamos pedindo aos pacientes para comer uma dose diária de 100 g do brócolis durante duas semanas. Essa é uma dose normal, de bom tamanho –cerca de um punhado– e é uma quantidade que a maioria das pessoas ficaria feliz em comer todos os dias.”

    Embora seja altamente improvável que essa quantidade seja o suficiente para causar qualquer grande mudança em duas semanas, Davidson espera que seja o suficiente para oferecer alguma evidência de como o “super” brócolis pode beneficiar os seres humanos.

    “Eu não acredito que vá reparar ou reverter a artrose… mas pode ser uma maneira de preveni-la”, disse ela.

    Sua equipe quer verificar se o sulforafano chegou até a articulação, e se está causando mudanças benéficas nas células.

    DIETA ESPECIAL

    Outros 20 pacientes, que também serão submetidos à cirurgia de joelho, e que não estão fazendo a dieta, serão utilizados como um grupo de comparação.

    Alan Silman, da Arthritis Research UK, que está financiando o trabalho de Davidson, disse: “Até agora, pesquisas não conseguiram demonstrar que alimentos ou dietas podem desempenhar qualquer papel em reduzir a progressão da artrose, por isso, se esses resultados puderem ser replicados em humanos, seria um enorme avanço.”

    “Nós sabemos que praticar exercício, e manter um peso saudável, podem melhorar os sintomas e reduzir as chances da doença progredir, mas a pesquisa adiciona uma nova informação, que diz como uma dieta especial pode desempenhar um papel.”

    Os resultados dos testes feitos em animais encontrados por Davidson estão na publicação científica Arthritis & Rheumatism.

    Mais de 8,5 milhões de pessoas na Grã-Betanha têm artrose, uma doença degenerativa que afeta em particular as mãos, os pés, a coluna, os quadris e os joelhos.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Estudo propõe técnica para detectar câncer de ovário em estágio precoce

    Estudo propõe técnica para detectar câncer de ovário em estágio precoce

    Uma nova estratégia de rastreamento do câncer de ovário pode ajudar no diagnóstico precoce da doença, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira na revista “Cancer”.

    Hoje, não há exame que rastreie esse tipo de tumor precocemente do mesmo modo que, por exemplo, o papanicolaou identifica câncer do colo do útero. Além disso, a doença costuma não ter sintomas no início, o que faz com que 75% dos casos sejam diagnosticados em estágios avançados, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

    A proposta do novo estudo, feito pelo MD Anderson Cancer Center (EUA), é usar dados de exames de sangue simples, aplicados a um algoritmo, para classificar mulheres em faixas de risco baixo, intermediário ou alto. Dependendo dessa classificação, as pacientes, mesmo sem sintomas, seriam encaminhadas à ultrassonografia transvaginal e, se necessário, à cirurgia.

    A pesquisa foi feita com 4.051 mulheres que já tinham feito a menopausa, quando o câncer é mais comum. Em 11 anos de acompanhamento, foram descobertos quatro casos da doença, um no estágio mais inicial.

    “Já é um avanço em relação ao que temos hoje”, diz o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein. “É um câncer raro, com sintomas que podem ser relacionados a outras doenças. Esse método é barato e pode evitar a realização de ultrassonografias desnecessárias.”

    MARCADOR

    A estratégia do estudo é baseada em um cálculo que considera a variação do nível da proteína CA125 no sangue. A substância, que aumenta na presença de tumores malignos, é um marcador já usado no diagnóstico de câncer, mas de forma isolada, o que tem se mostrado pouco efetivo.

    “O nível de CA125 pode subir por outras doenças que não câncer, como endometriose, e pode continuar normal em tumores em estágio inicial”, diz Glauco Baiocchi Neto, cirurgião oncologista do A.C.Camargo Cancer Center. Ao considerar a variação da proteína a partir de duas medições, o rastreamento ficou mais preciso. “Estudos já relataram que a variação da substância, mesmo dentro da normalidade, pode indicar risco aumentado do câncer.”

    Para Kaliks, a pesquisa não traz novidade: é uma validação de um modelo já proposto em outros trabalhos e não justifica uma mudança na forma de rastrear a doença.

    “De qualquer forma é interessante. Acho que já vale a pena o ginecologista pensar em comparar o CA125 ano a ano, colocando nesse modelo que o estudo usou”, diz.

    Na opinião do oncologista Jesus Paula Carvalho, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), a estratégia só faz sentido se tiver impacto na redução da mortalidade. “Ainda precisa ser provado em um estudo grande que isso teria um impacto na sobrevida a longo prazo”, diz. “Ao que parece, os casos foram diagnosticados mais precocemente, mas não tanto quanto gostaríamos.”

    O estudo definitivo sobre o modelo, segundo os próprios autores do trabalho, será publicado em 2015 e está sendo feito com mais de 200 mil mulheres no Reino Unido.

    Fonte: Uol Saúde

  • Falta de estudo dos pais afeta diretamente em mortalidade infantil

    Falta de estudo dos pais afeta diretamente em mortalidade infantil

    Nada mata mais crianças no Brasil do que a falta de estudo dos pais. Pesquisa do Estadão Dados mostra que nenhuma outra das 232 variáveis testadas influi mais nas mortes na infância do que o baixo nível de escolaridade dos adultos. Nem a falta de dinheiro, de água ou esgoto têm um impacto maior na mortalidade infantil.



    Os dados se referem aos 5.565 municípios brasileiros, foram coletados durante o Censo 2010 e compilados pelo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Eles foram usados para criar um modelo explicativo dos indicadores que poderiam causar a mortalidade de crianças de até 5 anos. Por meio de métodos estatísticos, foi possível ver que a maior causa desse tipo de morte está relacionada à taxa de alfabetização da população com mais de 18 anos.



    Para cada ponto porcentual retirado da taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais, a taxa de mortalidade de crianças até 5 anos cai 4,7 pontos. Na prática, se 1% dos adultos de uma cidade é alfabetizado, em média, mais 47 crianças sobrevivem à primeira infância, a cada 10 mil nascimentos. “Às vezes, a casa não tem saneamento básico, mas se a mãe tem um pouco de educação, consegue que o filho tenha acesso aos programas sociais do governo”, disse o pesquisador do IBGE Celso Simões, autor de estudo que chegou a conclusão similar.



    O impacto da alfabetização de adultos sobre a mortalidade de crianças é duas vezes maior do que o da pobreza. O segundo fator com maior peso para evitar mortes infantis é aumentar a fatia da renda dos 20% mais pobres. Cada ponto porcentual a mais na renda faz diminuir 2,8 pontos da taxa de mortalidade na infância.



    O terceiro fator estudado que diminui a mortalidade na infância é o acesso a água e esgoto. Mas o impacto é bem menor do que o do analfabetismo e da pobreza. A cada ponto porcentual a menos de população sem saneamento básico, a mortalidade na infância cai 0,8 ponto.



    Combinadas, as três variáveis – analfabetismo, pobreza e água/esgoto – explicam 62% da taxa de mortalidade das crianças com até 5 anos no Brasil. O modelo é consistente também no tempo. Aplicado aos dados do Censo de 2000, seu poder de explicação é ainda maior: 69%.

     
    Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
  • Chega ao país teste de paternidade feito durante a gestação

    Chega ao país teste de paternidade feito durante a gestação

    Ao menos duas clínicas paulistanas já oferecem às gestantes uma forma de tirar uma dúvida importante sobre o futuro bebê com uma simples coleta de sangue: quem é o pai?

    O exame usa o mesmo princípio dos testes que chegaram ao país no início deste ano e analisam o material genético do feto circulante no sangue da mãe durante a gestação.

    Com eles, já é possível determinar com mais de 99% de precisão se o feto tem síndrome de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e triplo X a partir das nove semanas de gestação. O sangue coletado como num exame de rotina é enviado aos EUA para análise. Os preços ficam em torno de R$ 2.000 a R$ 4.000, dependendo do laboratório.

    Antes, o diagnóstico dessas síndromes dependia da análise do ultrassom morfológico e de exames que medem alterações em uma proteína e em um hormônio ou da realização de testes invasivos, como a retirada de líquido amniótico e a biópsia de uma amostra da placenta.

    Esses dois últimos também podem ser usados para determinar a paternidade durante a gestação mas, como eles trazem um risco de cerca de 0,5% de causar um aborto, há um sério problema ético em pedir um exame como esse só para saber quem é o pai.

    Segundo o geneticista Ciro Martinhago, que realizou o novo exame de sangue de paternidade em duas mulheres, os exames invasivos são pedidos só para gestantes que tenham um risco maior do que 0,5% de ter um bebê com anomalias cromossômicas, como mulheres com mais de 35 anos. “Mas sabemos que algumas pessoas faziam esse exame para saber a paternidade. Agora, tendo o exame não invasivo, não se corre mais esse risco.”

    COMO FUNCIONA

    O teste procura “trocas” de letras no DNA (A, C, T, G) do feto conhecidas como SNPs. Esses marcadores são passados de pai para filho e servem como indicador de paternidade. O novo teste avalia mais de 200 mil dessas “trocas” e compara o DNA da mãe, do feto e do suposto pai.

    “O teste não tem validade na Justiça. Uma cliente queria saber com qual de dois homens deveria se casar. Outra porque abortaria se o bebê não fosse do marido”, diz Martinhago. O aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro, risco de vida para a mãe e anencefalia.

    “Com o exame mais precoce, você abrevia a angústia de uma mulher numa situação grave, que precisa confirmar quem é o pai do bebê”, afirma o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia.

    Uma paciente atendida no instituto fez o teste de paternidade por meio do exame de sangue da mãe há cerca de três meses.

    A geneticista do Instituto Ideia Fertil Denise Christofolini, responsável pelo exame, conta que a mulher, com nove semanas de gestação, enviou o material genético –que pode ser amostra de sangue ou de saliva– de um suspeito de ser o pai, confirmado depois.

    “Acho que esse teste pode ser mais usado quando o homem não tem certeza se é o pai daquele bebê e pede o exame à gestante”, diz.

    Mas o exame também pode ser usado em caso de relação extraconjugal da mulher.

    Para a geneticista da USP Mayana Zatz, se isso envolver coleta às escondidas de material dos envolvidos, a história fica “muito complicada” do ponto de vista ético.

    “O relacionamento já começa baseado em mentiras. Mas, para a mulher que está tendo um caso, a coleta de forma antiética é o menor dos problemas”, acredita.

    Outra questão de cunho ético envolve a possibilidade de aborto com o resultado de um exame feito com poucas semanas de gestação.

    “Sempre haverá essa brecha, mas é um direito da mãe ter essa e outras informações, como se o filho terá uma alteração cromossômica. O exame pode também evitar um aborto quando o pai resolve assumir ou quando ela confirma que o filho é do marido”, afirma Cambiaghi.

    Para especialistas, o teste abre um caminho para o diagnóstico e o tratamento de problemas genéticos ainda dentro do útero.

    “Quem sabe não teremos no futuro uma espécie de teste do pezinho intrauterino”, diz o médico Edson Borges, da clínica Fertility.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Médicos estrangeiros chegam ao Brasil nesta sexta-feira (24)

    Médicos estrangeiros chegam ao Brasil nesta sexta-feira (24)

    Os médicos estrangeiros contratados pelo governo federal chegam na tarde desta sexta-feira (23) no país. O primeiro grupo será recebido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na grande São Paulo, às 14h pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

    Em Brasília, os primeiros profissionais serão recebidos pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitscheck às 14h30.

    Os profissionais estrangeiros chegam ao país após o anúncio do acordo do Ministério da Saúde com intermédio da Opas, braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas, para a vinda de 4.000 médicos de Cuba. Eles irão preencher as vagas que não foram selecionadas por brasileiros ou estrangeiros até o momento no programa Mais Médicos e não poderão escolher o municípío de atuação.

    Na primeira etapa, participarão 400 médicos cubanos, que serão destinados a municípios do Norte e Nordeste. Eles vão passar por acolhimento e avaliação em universidades de oito capitais a partir da próxima segunda-feira (26) – o ministério irá aproveitar a estrutura que já foi formada para os inscritos no Mais Médicos.

    Cerca de 85% dos 4.000 profissionais têm mais de 16 anos de experiência e todos eles têm residência médica, segundo o ministro Alexandre Padilha. Assim como os médicos inscritos no programa, eles poderão ser reprovados. “Só irão para os municípios os médicos que tenham condições de atender bem a população e de se comunicar [em português]”, disse o ministro.

    Na segunda etapa do acordo, prevista para 4 de outubro, mais 2.000 profissionais de Cuba virão ao país. Os demais devem vir até o fim do ano, porém nenhuma data foi divulgada.

    O ministério irá pagar bolsa de R$ 10 mil mensais – o mesmo que o previsto no Mais Médicos – por cada profissional de Cuba. Mas o montante será repassado à Opas, que fará o encaminhamento ao governo cubano. Moradia e alimentação ficarão a cargo dos municípios.

    No início do ano, Cuba ofereceu 6.000 profissionais ao Brasil, oferta que gerou polêmica e, em pouco tempo, foi suspensa pelo governo.

    Na ocasião, críticos da medida lembraram que no acordo que Cuba realiza com outros países, como a Venezuela, para envio de médicos, a maior parte do dinheiro fica com o governo, e não com os profissionais. Questionado sobre isso, o ministro foi evasivo: “A preocupação do ministério é se [o profissional] tem qualidade, experiência e condições individuais de atender a população”.

    Padilha adiantou que já iniciou negociações com Espanha e Portugal para firmar acordos semelhantes ao fechado com o governo de Cuba.

    Fonte: Uol Saúde

  • Médicos pedem tratamento individualizado para diabéticos

    Médicos pedem tratamento individualizado para diabéticos

    Especialistas que vão se reunir no congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, em outubro, em Florianópolis, farão uma lista de recomendações ao Ministério da Saúde para melhorar o controle do diabetes tipo 1 no país, como o tratamento individualizado com orientações de acordo com as necessidades de cada paciente.

    Um estudo nacional com mais de 3.500 pessoas cujos primeiros resultados foram publicados em 2011 mostraram que mais de 70% dos diabéticos têm taxas de açúcar no sangue fora do controle.

    Segundo a endocrinologista Marília Gomes, coordenadora do estudo, o controle é ruim mesmo com diferentes tipos de insulina. “A pessoa pode ficar com taxas altas por muito tempo sem ter sintomas, mas, depois que começam, é difícil revertê-los.”

    Amputações, cegueira e doenças renais estão entre as principais consequências do diabetes fora de controle. Estima-se em 600 mil o número de diabéticos tipo 1 no país.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • ”

    Enfermidade causada por parasita é transmitida pela mosca tsé-tsé.

    Equipe tenta agora usar proteína do tripanossoma para criar vacina.

     
    Cientistas da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), na Bélgica, descobriram uma possível cura para a tripanossomíase africana, conhecida popularmente como “doença do sono”, que é provocada por um parasita chamado Trypanosoma brucei e transmitida pela picada da mosca tsé-tsé. Essa enfermidade causa altas taxas de mortalidade em vários países da África Subsaariana.
     

    A nova pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (22) pela revista científica “Nature” e revelou o comportamento da variedade mais comum do parasita que provoca a doença, o tipo “gambiense”, que origina 97% dos casos, informou o jornal belga “Le Soir”.

    A equipe da ULB descobriu como essa variedade do tripanossoma se defende da resposta imunológica do corpo humano e encontrou uma maneira de conter seus efeitos. O antídoto, no entanto, foi testado apenas em laboratório até agora.

    Segundo afirmou ao “Le Soir” o professor Etienne Pays, diretor do laboratório de biologia molecular da ULB, o parasita sofreu mutação até criar uma proteína específica que é capaz de o proteger das defesas humanas.

    Essa proteína é muito similar à que provoca a doença do sono nos humanos, mas, segundo a equipe de pesquisadores, o parasita desenvolveu um mecanismo para se proteger de sua própria substância.

    A proposta da equipe de Pays é usar essa mesma proteína como antídoto entre o gado, que não costuma morrer pela doença do sono, mas que geralmente abriga os parasitas inoculados pela mosca tse-tsé.

    Os pesquisadores tentarão agora comprovar se essa proteína é compatível com o organismo humano, para assim desenvolver uma vacina.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Mortalidade por aids no país cai 12% em 10 anos

    Mortalidade por aids no país cai 12% em 10 anos

    São Paulo – A mortalidade por aids no Brasil e no México está em tendência de queda, aponta estudo feito pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e publicado na quarta-feira, 21, na revista Aids, com dados de países de todo o mundo. Os dois países oferecem acesso universal aos antirretrovirais.



    Dados do Ministério da Saúde mostram que a aids é a 13ª causa de morte no País, que registra 38 mil novos casos e cerca de 12 mil mortes ao ano por causa da doença. Em dez anos, a mortalidade caiu 12,7%.



    Para chegar aos resultados, a pesquisa analisou o “peso” da doença nos países, levando em consideração um indicador chamado Dalys, que avalia não apenas os casos de morte, mas também os anos de vida perdidos por incapacidade prematura. 



    Considerando apenas a América Latina, o estudo aponta que o HIV ainda está entre os dez principais motivos da perda de anos de vida em 4 dos 17 países – Colômbia, Honduras, Panamá e Venezuela, enquanto no Brasil ele aparece entre uma das 25 mais importantes causas.



    Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, diz que a queda de mortalidade é uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos, já que desde 1997 o Brasil oferece o tratamento com antirretrovirais. “Em 2000, a mortalidade era 6,3 por 100 mil habitantes e, em 2011, caiu para 5,6.”



    O infectologista Ésper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da USP, diz que a mortalidade por aids no Brasil praticamente estabilizou após o fornecimento da medicação, mas diz que ainda há muita desigualdade entre os Estados. “No Brasil, boa parte dessa queda pode ser atribuída a São Paulo.”



    Para o infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a pesquisa mostra que o Brasil ainda precisa melhorar seu acesso global à saúde. “O País já venceu a etapa de fornecer a medicação para os doentes, agora temos de dar um passo à frente e enfrentar as outras dificuldades e melhorar a qualidade de vida”, diz. 

     
    Fonte: jornal O Estado de S.Paulo.