O governo do Estado de São Paulo irá ampliar a oferta de medicamentos na rede pública de saúde brasileira a partir de uma Parceria Público-Privada inédita entre a Furp (Fundação para o Remédio Popular), laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde, um dos maiores da América Latina, e a EMS, maior farmacêutica de capital nacional.
Com o contrato, a empresa vencedora do edital da PPP deverá investir R$ 130 milhões em cinco anos na fábrica de medicamentos da Furp de Américo Brasiliense, situada na região de Araraquara, no interior de São Paulo.
Por meio desta parceria, a fábrica da Furp será mais competitiva, atingindo sua plena operação e com registro de novos medicamentos. A expectativa é que sejam produzidos 96 novos medicamentos anualmente, num total de 1,26 bilhão de unidades farmacotécnicas.
Uma das principais vantagens da PPP é a transferência de tecnologia da empresa parceira para a fábrica estatal, que tornará a Furp o laboratório farmacêutico público com a maior e mais abrangente lista de produtos genéricos do Brasil.
A contratação da PPP se dará na modalidade de Concessão Administrativa, pelo prazo de 15 anos.
“Os investimentos do novo parceiro serão em infraestrutura e equipamentos para os laboratórios de controle de qualidade e desenvolvimento farmacotécnico, registro dos produtos, instalação dos almoxarifados, áreas administrativas e rede de tecnologia da informação, validação e certificação da planta de produção e, finalmente, a operação da planta de produção”, explica o superintendente da Furp, Flávio Vormittag.
Com a PPP o governo do Estado obterá economia para os cofres públicos, pois caberá ao parceiro privado a realização dos investimentos necessários à operação da fábrica e os registros de medicamentos genéricos, bem como com as despesas com pessoal e outros custos.
A plena operação da fábrica demandará a contratação de cerca de 400 novos funcionários. Além de investir em pessoal e matéria-prima, a empresa parceira entregará os medicamentos já na caixa para a Furp.
A PPP não inclui a fábrica da Furp de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Categoria: Notícias
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SP produzirá mais remédios para o SUS com Parceria Público-Privada inédita
Fonte: Uol Saúde -

Novo tratamento é promissor contra doença de Crohn e colite ulcerosa
Um novo tratamento se mostrou muito promissor contra a doença de Crohn e a colite ulcerosa, graves inflamações intestinais crônicas, segundo dois testes clínicos internacionais publicados nesta quarta-feira (21) nos Estados Unidos.
Uma nova molécula, a vedolizumab, do laboratório japonês Takeda, oferece esperança renovada aos quatro milhões de pessoas que sofrem de alguma destas duas doenças autoimunes, afirmam cientistas que realizaram estes estudos clínicos, publicados na revista New England Journal of Medicine.
Os testes clínicos de fase 3, realizados em 39 países e dos quais participaram 3.000 pessoas, “mostraram resultados muito promissores para os doentes que sofrem de doença de Crohn e colite ulcerosa, para as quais os tratamentos convencionais como os esteroides ou supressores do sistema imunológico são ineficazes”, explicou William Sandborn, diretor do Centro de Doenças Inflamatórias Intestinais da Universidade da Califórnia em San Diego, que fez o estudo sobre a doença de Crohn.
“Este tratamento modifica o enfoque terapêutico destas doenças, já que muitos doentes que sofrem de colite ulcerosa observaram a cura do intestino, mantida com a continuidade da ingestão de vedolizumab”, acrescentou.
O anticorpo, administrado via intravenosa, ataca as células imunológicas do intestino que liberam um tipo de proteínas (citocinas) responsáveis pela inflamação, que causa danos nos tecidos dos intestinos grosso e delgado e provoca diarreia.
O tratamento é muito direcionado, o que limita o risco de efeitos colaterais, enquanto os tratamentos tradicionais são acompanhados de efeitos como perda de peso, náuseas ou dor de cabeça, afirmaram os cientistas.
Além disso, os medicamentos convencionais contra a doença de Crohn e a colite ulcerosa fragilizam o sistema imunológico, o que por sua vez aumenta o risco de infecções.
Esta doença pode provocar complicações graves, como oclusão intestinal, desnutrição ou câncer de cólon, às vezes uma extirpação cirúrgica de parte do intestino.
Sobre os 3.000 participantes nos testes clínicos, de 18 a 80 anos de idade, 1.900 sofriam de doença de Crohn e 1.100 de colite ulcerosa.
Takeda, que financiou os testes clínicos, pediu a luz verde às agências americanas e europeias de medicamentos, a FDA e a EMA, para lançar o medicamento no mercado.
Fonte: Uol Saúde
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” no Reino Unido
Empresa quer substituir bisturi por scanner e computador touchscreen.
Com ressonância magnética, especialista pode dissecar corpo virtual.O empresário Matt Chandran, da Malásia, quer substituir o bisturi por um scanner e um computador touchscreen. Ele acredita que sua “autópsia digital” pode substituir a autópsia tradicional, acelerando investigações, reduzido o estresse das famílias em luto e amenizando sensibilidades religiosas.
Ele pretende lançar o primeiro serviço de autópsia digital em outubro no Reino Unido e espera trabalhar em conjunto com autoridades locais. Pelo menos 18 serviços como esse estão planejados.
Segundo o empresário, que vê no ramo um grande negócio, cerca de 70 milhões de pessoas morrem todos os anos e por volta de 10% dessas mortes são casos que necessitam de autópsia. “Esse é um número grande, então temos a visão de que essa é uma grande linha de serviços que está se formando ao redor do mundo”, disse Chandran em entrevista.
Para ele, a percepção ruim que as pessoas têm de autópsias tem prejudicado seu apelo comercial. “Infelizmente, porque o processo de autópsia é visto como macabro, as pessoas tendem a ignorar isso”, diz Chandran.
História de 3 mil anos
Humanos têm cortado seus mortos há pelo menos 3 mil anos para entender melhor a morte, mas a autópsia nunca foi muito popular fora dos programas de TV sobre investigações criminais.Na década de 1950, a autópsia estava no seu ápice. Patologistas realizavam o procedimento em mais de 60% dos que morriam nos Estados Unidos e na Europa, o que ajudou a descobrir mais detalhes sobre muitas doenças.
Mas o número de autópsias têm caído: hoje, menos de 20% das mortes na Grã-Bretanha são seguidas de uma autópsia. A maioria delas é ordenada por médicos legistas quando a causa da morte não está clara. A queda tem sido atribuída a uma rejeição cada vez maior por um procedimento considerardo bruto e ultrapassado.
Chandran quer mudar tudo isso conectando o software de imagens em 3D de sua empresa iGene com um aparelho de ressonância magnética. Um especialista pode, então, explorar um cadáver virtual em 3D, removendo camadas de tecido, pele e osso com um mouse ou com o auxílio do touchscreen.
De acordo com Chandran, as vantagens são consideráveis. O material digital permanence intacto e pode ser revisto; especialistas podem localizar e identificar com mais facilidade fraturas ou objetos estranhos como balas e outros fragmentos. Dessa forma, a família pode saber como seus entes queridos morreram sem que o corpo tenha de ser cortado.
Apesar de não ser a primeira vez que a técnica é utilizada, o empresário afirma que iGene é a primeira empresa a oferecer o serviço – que vai desde o momento da morte até a entrega do relatório post-mortem – comercialmente. A ideia é que, nos casos em que autoridades solicitarem uma autópsia, a família possa optar por uma autópsia comum, paga pelo estado, ou uma autópsia digital, que deve custar o equivalente a R$1.900.
Céticos
Nem todos acreditam que a autópsia digital pode substituir completamente a autópsia tradicional. Alguns questionam se ela pode localizar alguns tipos de doença. Mesmo um pioneiro como Guy Rutty, patologista forense da Universidade de Leicester e o primeiro a usar imagens de tomografia computadorizada como evidência em um julgamento criminal, diz que ainda há limites para o que uma autópsia digital pode fazer, particularmente a determinação de onde e quando o paciente morreu.“Há centros que proporcionam esses serviços, mas outros estão sendo mais cautelosos e ainda estão em um estágio de pesquisa”, disse Rutty. Mesmo diante de ressalvas, Chandran continua sonhando alto. “Assim como a certidão de nascimento começa com o nascimento de um bebê, o final de sua vida será marcado por um relatório no qual o corpo em 3D é capturado”, ele diz. “Dessa maneira, poderemos arquivar todas as pessoas nascidas nesse planeta.”
Fonte: G1 Saúde
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Senado proíbe venda de refrigerantes e alimentos gordurosos nas escolas
A garantia de uma alimentação adequada nas escolas de ensino básico do país depende agora da aprovação dos deputados federais. Hoje (21), o Senado concluiu a votação do projeto de lei que proíbe cantinas e lanchonetes instaladas em escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional, como os refrigerantes, ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sal.
A montagem dos cardápios destes estabelecimentos é motivo de preocupação em alguns estados, que definiram normas para os cardápios oferecidos aos alunos, mas, até hoje, não há regra que padronize a medida nacionalmente. O assunto é discutido no Congresso há quase oito anos.
Os senadores esperam uniformizar a qualidade dos alimentos e estimular ações de educação nutricional e sanitária nas escolas. O projeto havia sido aprovado no colegiado mas, como a decisão é terminativa, a medida precisou ser submetida a segundo turno de votação. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.Fonte: Uol Saúde -

Absorvente íntimo que pode ser usado em relações sexuais chega ao Brasil
Chega ao mercado brasileiro no próximo mês um absorvente íntimo que, segundo o fabricante, pode ser usado durante as relações sexuais. Sem cordão e com um material maleável (uma esponja com tratamento especial), o produto faz com que o parceiro nem perceba que a usuária está menstruada.
Segundo Alessandra Seitz, diretora da Intt Cosméticos, empresa que comercializa o Soft Tampom, o produto permite que a mulher não interrompa suas atividades, nem deixe de fazer sexo, durante o sangramento. “Todo mundo sempre sonhou com isso”, diz a diretora, que está confiante no sucesso do absorvente entre as brasileiras.
Estudos mostram que, da puberdade até a menopausa, cada mulher fica menstruada em média 400 vezes, somando 2.400 dias, o que representa seis anos e meio da vida. “Pensando por esse lado, muitas oportunidades são perdidas nesses dias de menstruação”, ressalta.
A auxiliar administrativa Aline (que pediu para não ter sua identidade revelada), de 33 anos, ganhou o produto para experimentar e aprovou: “Ele tem uma abertura, em forma de coração, onde você coloca seu dedo para introduzi-lo. Deve-se colocá-lo o mais fundo que conseguir. Não senti desconforto e não me incomodou”, conta. Ela acrescenta que não houve vazamento e que, na hora de tirar o absorvente, foi só usar a cavidade para puxá-lo.
Aline diz que o produto mantém o mesmo volume (5 cm de altura por 4,5 cm de largura) depois de usado, e garante que não há risco de o absorvente se perder lá dentro. “O ideal é usar lubrificante antes de colocá-lo. Eu usei com meu marido e só contei depois de termos feito sexo. Ele não notou nenhuma diferença”, conta.
Opinião médica
O ginecologista Augusto Bussab, da clínica que leva seu nome, diz desconhecer o produto. Mas ele comenta que, dependendo de suas dimensões, é possível que incomode o casal. “Acredito que se for colocado antes de se iniciar a relação sexual não há problemas. O importante é saber a opinião de quem usou.”
Mas ele aponta um detalhe importante: “A brasileira não tem o hábito de se tocar e acredito que este será o primeiro inconveniente do produto”. Para o médico, só as usuárias poderão dar o veredito final sobre o novo absorvente.
Já a ginecologista e obstetra Carolina Mocarzel, do Hospital Federal Servidor do Estado do Rio, ressalva que algumas mulheres podem confundir as funções do produto: “Ele não tem efeito contraceptivo. É preciso continuar a usar anticoncepcional ou camisinha. Tenho receio que as pessoas o confundam com um diafragma”.
A ginecologista também faz questão de frisar que o absorvente também não protege contra DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).
Ela lembra que as mulheres têm fluxos menstruais diferentes e, nos casos mais intensos, o Soft Tampom pode não ser eficiente. “Já para algumas, pode ser mais interessante que o absorvente interno comum, mas não é toda mulher que vai achar confortável”, opina.
Oito horas?
De acordo com o fabricante, o absorvente pode ser usado por até oito horas. “Há pessoas predispostas a desenvolverem infecções vaginais. Acho oito horas um período longo demais”, alerta Mocarzel.
A médica ainda cita outro possível “efeito colateral”: o produto pode absorver a secreção natural da região. “Pessoas que têm infecção vaginal recorrente como candidíase não devem usá-lo. Outros riscos são causar irritabilidade no local e incomodar durante a relação sexual.”
O produto será comercializado em embalagens com dez unidades ao custo de R$ 38,00 e pode ser encontrado na Loja Intt, de produtos eróticos.
Fonte: Uol Saúde
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App para bebê não tem valor didático e pode ser prejudicial, diz grupo dos EUA
Os vídeos da série “Baby Einstein”, da Walt Disney Company, não transformam bebês em prodígios. E, apesar do que diz a propaganda da Fisher-Price, sua popular linha de aplicativos Laugh & Learn talvez não ajude os bebês a desenvolverem habilidades linguísticas ou matemáticas, segundo uma queixa apresentada à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.
A queixa, feita pela Campanha para uma Infância Livre de Comércio, mesma organização sem fins lucrativos que obrigou o “Baby Einstein” a recuar das afirmações sobre seu caráter didático, contesta a ideia de que aplicativos educacionais ofereçam algo a mais do que entretenimento.
Além da queixa contra os aplicativos Laugh & Learn, da Fisher-Price, já baixados mais de 2,8 milhões de vezes, a ONG apresentou uma queixa semelhante contra aplicativos para bebês comercializados pela Open Solutions.
Segundo essas queixas, as empresas propagandeiam que seus aplicativos ensinam habilidades espaciais, números, linguagem ou habilidades motoras aos bebês. Mas, afirmam os críticos, não há provas científicas de que os produtos garantam tais benefícios.
“A indústria é notória por comercializar produtos como sendo educativos, quando, na verdade, não há provas de que o sejam”, disse Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Comércio, em Boston.
O grupo argumenta que o uso desses aplicativos “pode até ser prejudicial para bebês”. Linn afirmou que os programas podem roubar tempo de outras atividades, como brincadeiras manuais criativas ou momentos frente a frente com adultos afetuosos. Segundo ela, a Associação Americana de Pediatria recomenda que os pais evitem mídias com telas para crianças menores de dois anos.
Kathleen Alfano, diretora-sênior de pesquisas com crianças da Fisher-Price, disse que a empresa realiza amplas pesquisas “para criar brinquedos apropriados”.
Stefan Babinec, executivo da Open Solutions, com sede em Bratislava, na Eslováquia, diz que o marketing da sua empresa não faz afirmações como “pegue o jogo e deixe que ele ensine tudo ao seu filho”. Em vez disso, afirmou, a empresa acha que seus aplicativos “ajudam pais com bebês”.
A Campanha para uma Infância Livre de Comércio apontou sete aplicativos comercializados pela Fisher-Price, junto com oito da Open Solutions, que estão disponíveis nas lojas App Store e iTunes, ambas da Apple. Os aplicativos apresentam ilustrações animadas ou em alta definição de personagens animais que convidam crianças pequenas a escutar frases ou barulhos de bichos e a apontar as partes do corpo do animal. Os aplicativos são comercializados como tendo valor educativo para crianças muito pequenas.
A página de informação de um aplicativo para iPad da Fisher-Price chamado Laugh & Learn Let's Count Animals for Baby, por exemplo, diz que o aplicativo “ensina números, a contagem de um a dez e primeiras palavras”.
Russ Chupnik, vice-presidente-sênior de análise setorial da empresa de pesquisa de mercado NPD Group, disse que os pais sentem que a tecnologia tornou o aprendizado mais fácil e divertido para os seus filhos.
Em 2011, o grupo de defesa do consumidor protocolou uma queixa contra um vídeo chamado “Your Baby Can Read” (seu bebê consegue ler). Propagandas sugeriam que o produto poderia ensinar bebês com idade a partir de nove meses a ler.
No ano passado, a empresa, chamada Your Baby Can, aceitou um acordo que levou a Comissão de Comércio a arquivar as acusações de propaganda enganosa.
Agora, desenvolvedores de aplicativos estão comercializando esse mesmo tipo de programa para o aprendizado de bebês em formatos para dispositivos portáteis.
Para Linn, isso tem o potencial de aumentar o tempo que os bebês passam diante de telas, afetando seu desenvolvimento cerebral.
Fonte: Folha de São Paulo
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ANS anuncia nova suspensão de 212 planos de saúde de 21 operadoras
Punição é por descumprimento de prazos e negar atendimento a usuário.
Suspensão vale a partir da próxima sexta-feira (23).A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta terça-feira (20) a suspensão da venda, por três meses, de 212 planos de saúde, administrados por 21 operadoras. A medida foi tomada por descumprimento de prazos estabelecidos para atendimento médico, realização de exames e internações, além de negativas indevidas de cobertura. A medida vale a partir desta sexta (23).
Além disso, outros 34 planos de 5 operadoras, que já haviam sido punidos em monitoramento anterior da ANS, permanecem suspensos por mais três meses por não conseguirem recuperar seus índices de qualidade.
Novo critério
Esse é o primeiro ciclo de avaliação feito pela ANS com a incorporação do novo critério para suspensão dos planos: a negativa de cobertura indevida. Antes, as operadoras eram punidas somente com base no descumprimento de prazo para consultas e realização de exames.De acordo com a agência, no último trimestre foram registradas 17.417 reclamações contra 553 operadoras – o maior número desde o início do monitoramento.
“Isso demonstra um maior conhecimento das normas [pela população] e que os usuários de plano de saúde estão buscando garantir os seus direitos”, disse o diretor-presidente da ANS, André Longo.
A suspensão das vendas não afeta o atendimento aos atuais usuários desses planos de saúde, mas impede a inclusão de novos clientes. Este é o sexto ciclo de monitoramento divulgado pelo governo e a quarta vez que é anunciada a suspensão de planos.
Ainda de acordo com a ANS, 125 planos de saúde de 6 operadoras, que haviam sofrido suspensão anteriormente, foram reativados agora porque apresentaram melhora em seus resultados. Desses, 52 planos são da Unimed Paulistana – Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico.
Como funciona
Uma resolução normativa publicada em dezembro de 2011 estabeleceu tempo máximo para marcação de exames, consultas e cirurgias. O prazo para uma consulta com um clínico-geral, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de sete dias.Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS vem monitorando os planos de saúde por meio de reclamações feitas em seus canais de relacionamento. E, a cada três meses, publica um relatório.
Depois, em janeiro de 2013, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão de novos critérios para suspensão, entre eles os casos em que os planos se negam a liberar o atendimento ao cliente, irregularidade na exigência de carência e não pagamento de reembolsos.
São punidas com a suspensão da venda todas as operadoras que atingiram, por dois trimestres consecutivos, um índice de reclamação superior a 75% da mediana do setor apurada pela ANS. A punição dura três meses, até que um novo relatório seja divulgado.
Além da proibição, é aplicada multa de R$ 80 mil por descumprimento da norma para cada reclamação comprovada. Se for um caso de urgência ou emergência, a multa sobe para R$ 100 mil. Existem hoje no país 1.503 operadoras ativas com beneficiários de planos médicos e hospitalares.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, até agora 618 planos de saúde, de 73 operadoras, já foram punidos com suspensão de venda. A medida, disse ele, levou à proteção de 7,9 milhões de consumidores (16,3% do total).
Ainda segundo o ministro, no primeiro semestre de 2013 a ANS recebeu 33.567 notificações de negativas de cobertura por planos de saúde, sendo que 27.491 foram resolvidas por mediação de conflito.PLANOS DE SAÚDE SUSPENSOS PELA ANS
AMICO Saúde LTDA (Total: 31 produtos / 665.685 beneficiários)
AMPHLA COLETIVO 402496996
BÁSICA GR MUNICÍPIOS EMP QC 444148036
CLINIC GR MUNICÍPIOS EMP QC 444152034
CLINIC GR MUNICÍPIOS EMP QP 444150038
CONVENCIONAL REDE PLENA GR MUNICÍPIOS EMP QC 402859987
Dix 10 RJ SP GR. MUN. QC 462993101
Dix 10 RJ SP GR. MUN. QP 463363106
Dix 100 DF QC PJCA 464361115
Dix 100 DF QP PJCA 464362113
Dix 100 DF QP PJCE 464385112
Dix 100 GR.EST. QC PJCE 465321111
Dix 100 GR.EST. QP PJCE 465327111
Dix 100 RM RJ QC PJCA 464382118
Dix 100 RM RJ QP PJCA 464381110
Dix 100 RM SP QC PJCA 464378110
Dix 20 RJ SP PR QC 463368107
Dix 20 RJ SP PR QP 463369105
Dix 200 GR.EST. QC PJCE 465326112
Dix 200 GR.EST. QP PJCE 465325114
Dix 200 RM RJ QC PJCA 464380111
Dix 200 RM RJ QC PJCE 464374117
Dix 200 RM RJ QP PJCE 464373119
Dix 200 RM SP QP PJCE 464367114
DIX CLASSIC GR MUNICÍPIOS EMP QP 432745004
Dix Classic RJ SP GR. MUN. QC 463374101
DIX DENTAL I GR MUNICÍPIOS EMP 435809011
DIX R50 REDE BÁSICA GR MUNICÍPIOS EMP QC 429523004
QUALIS SEM CO-PARTICIPAÇÃO 409122991
STANDARD GR MUNICÍPIOS EMP QC 444154031
VITA PREMIUM SEM CO-PARTICIPAÇÃO 409120995
VITA sem Co-participação 409118993AMIL Assitência internacional S.A. (Total: 91 produtos / 2.196.665 beneficiários)
AMESP PROTEÇÃO ESSENCIAL 220/E 439245021
AMESP PROTEÇÃO ESSENCIAL 240/E 439384028
Amil 110 Nacional QP PJCA 466756125
Amil 120 Nacional Emp QP 415608991
Amil 120 Nacional PJ QC 462783101
Amil 130 Nacional Emp QP 415610992
Amil 140 Nacional PJ QP 463048103
Amil 140 Nacional PJ QP Copart 462785107
Amil 140 Plus Gr Estados PJ QP 462870105
Amil 150 Nacional Emp QP 415613997
Amil 160 Nacional Emp QP 415611991
Amil Blue Clássico Estadual CA QC 458181084
Amil Blue Gold Nacional PJ QP 462787103
Amil Blue I Estadual Emp Sem Obst QC Co-Part 458129086
Amil Blue I Estadual CA QP 458127080
Amil Blue I Nacional PJ QC 462788101
Amil Blue I Nacional PJ QC Copart 462798109
Amil Blue II Nacional PJ QC 462791101
Amil Blue II Nacional PJ QP 462799107
Amil Blue III Nacional PJ QP 462794106
Amil Blue IV Nacional PJ QP 462796102
Amil Dental I Nacional CA 463262101
AMIL DENTAL I Nacional Emp 401899991
Amil Dental II Plus Nacional Emp 463281108
Amil Linha Dental Nac PJCE 465705115
AMIL MEDICUS 122 PJ (COM E SEM FRANQUIAS – APTO.OU ENFERM.) 401883994
AMIL MEDICUS ESP. 122 ENF PJ (COM E SEM FRANQUIAS) 401885991
Amil ONE Nacional PJ QP 462851109
AMIL PJ MEDICUS MA 122 452602043
AMIL PJ RC 20.101 448951049
AMIL PJ RC 30.101 448952047
AMIL PJ RC 40.101 448953045
AMIL PJ RE 50 SERIE 100 448954043
Blue 200 MG QC PJCA 466865121
Blue 200 MG QP PJCE 464096119
Blue 200 NAC QC PJCE 465290118
Blue 200 RMC QC PJCA 464202113
Blue 300 DF QC PJCA 464297110
Blue 300 DF QP PJCA 464295113
Blue 300 NAC QC PJCE 465282117
Blue 300 NAC QP PJCE 465281119
Blue 300 RM PR QP PJCE 464240116
Blue 300 RM RJ QC PJCA 464120115
Blue 300 RM RJ QC PJCE 464111116
Blue 300 RM RJ QP PJCE 464097117
Blue 300 SP QC PJCE 464134115
Blue 400 NAC QC PJCE 464154110
BLUE 400 NAC QC PJCE GEQ 467957121
Blue 400 NAC QP PJCA 464160114
Blue 400 NAC QP PJCE 464152113
Blue 500 NAC QP PJCA 464161112
Blue 500 NAC QP PJCE 464150117
Blue 600 NAC QP PJCA 464167111
Blue 600 NAC QP PJCE 464159111
Blue 700 NAC QP PJCE 464175112
Blue 800 NAC QP PJCE 464173116
Blue Life Executivo Gr Estados Emp QP 440302029
Consult Executivo Gr Estados CA QP 439723021
Dental 200 Nac PF 466953123
Dental 200 Nac PJCA 466507124
Dental 200 Nac PJCE 466516123
ESSENCIAL 350 A 465429113
ESSENCIAL 350 E 464084115
H0+L 456221076
H3+L 456223072
H4+L 456224071
Medial 100 RM SP QC PJCA S/COPART 464937111
Medial 200 RM PR QC PJCA COPRC4 S/Obst 464421112
Medial 200 RM RJ QC PJCE COPRC4 464114111
Medial 200 RMC QC PJCE COPRC4 464186118
Medial 200 RMC QP PJCE COPRC4 464185110
Medial 300 DF QC PJCE COPRC5 464301111
Medial 300 RM PR QC PJCA COPRC5 464234111
Medial 300 RM PR QC PJCE COPRC5 S/Obst 464431110
Medial 300 RM PR QP PJCA COPRC5 S/Obst 464424117
Medial 300 SP QC PJCE COPRC5 464136111
Medial 400 NAC QC PJCA S/ Copart 464943115
Medial 500 NAC QP PJCA S/Copart 464933118
MEDIAL CONFORTO CLASS 620/E 433744001
MEDIAL CONFORTO CLASS 620A 451011049
MEDIAL CONFORTO PREMIUM 840A 437559029
Medial INTER I NAC QC PJCE 465305110
Medial Odonto Empresarial 456228073
Medial Odonto P 456229071
MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/A 440102026
MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/E 440101028
Medial STANDARD I GR.EST. QC PJCE 465312112
Medial STANDARD I GR.EST. QP PJCE 465308114
Medial STANDARD II NAC QC PJCE 465311114
Medial STANDARD II NAC QP PJCE 465307116
REFERENCIAL PME Gr Municipios Emp QC Co-Part 451027045Associação de Beneficência e Filantropia São Cristovão (Total: 5 produtos / 36.533 beneficiários)
SÃO CRISTÓVÃO 20 A 463169102
SÃO CRISTÓVÃO 20 E 463170106
SÃO CRISTÓVÃO EMPRESARIAL 10 A 465674111
SC EMPRESARIAL 1A 454912061
SC EMPRESARIAL 1E 454913069BENEPLAN Plano de Saúde LTDA. (Total: 6 produtos / 22.552 beneficiários)
PLENO ESPECIAL GRUPAL I 439564026
PLENO GRUPAL PRÉ PAGAMENTO 411488994
PLUS GRUPAL – EMPRESARIAL 705528995
TEC SEG ECONÔMICO INDIVIDUAL FAMILIAR 415705992
TEC SEG PLENO INDIVIDUAL/FAMILIAR 411486998
TEC SEG PLUS INDIVIDUAL/FAMILIAR 705527997Centro Trasmontano de São Paulo (Total: 2 produtos / 10.569 beneficiários)
GOLD 712 Enfermaria 467145127
GOLD I 712 Apartamento 467144129ECOLE Serviços Médicos LTDA (Total: 2 produtos / 51.237 beneficiários)
Ecole Básico 439023027
Ecole Empresarial Básico 400748994Fundação Assistêncial dos Servidores do Ministério da Fazenda (Total: 7 produtos / 67.079 beneficiários)
ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO 466493121
ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO EMPRESARIAL 466498121
ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO 466496125
ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL 466490126
ASSEFAZ SAFIRA APARTAMENTO 466497123
ASSEFAZ SAFIRA ENFERMARIA 466492122
ASSEFAZ SAFIRA ENFERMARIA EMPRESARIAL 466491124
Fundação Saúde ITAÚ (Total: 8 produtos / 169.274 beneficiários)
BASICO 462162100
ESPECIAL 462166102
ESPECIAL I 462163108
EXECUTIVO I 462164106
PLANO DE SAÚDE ITAU 450510047
UBBAP Especial V 468530130
UBBAP Executivo V 468529136
UBBAT Especial V 468519139G & M Assessoria Médica Empresarial LTDA – EPP (Total: 1 produto / 661 beneficiários)
Plano Ambulatorial Coletivo por Adesão 432785003GEAP Fundação de Seguridade Social (Total: 5 produtos / 538.091 beneficiários)
GEAPClássico 456093071
GEAPEssencial 455835079
GEAP-Referência 455830078
GEAPSaúde II 458004084
PLANO GEAPFAMÍLIA 434233000PREVENT Senior Private Operadora de Saúde LTDA (Total: 2 produtos / 155.938 beneficiários)
PREVENT SENIOR ESMERALDA APARTAMENTO 444214038
PREVENT SENIOR ESMERALDA ENFERMARIA 444213030PROMÉDICA – Proteção Médica à Empresas S.A. (Total: 6 produtos / 32.031 beneficiários)
Co-Participado Especial 433792001
Co-Participado Essencial 433793000
Co-Participado Referencia Promedica 433786007
Plano Ambulatorial 459136084
Plano Especial 402792982
Standard Plus 700252991PRONTOMED Assistência Médica LTDA. (Total: 2 produtos / 2.432 beneficiários)
ProntoMed Saúde 414822993
PRONTOPLAN – BRONZE 435296013Sindicato dos Assalariados Ativos, Aposentados e Pensionistas nas Empresas Geradoras, ou Transmissoras, ou Distribuidoras, ou afins de Energ (Total: 4 produtos / 12.118 beneficiários)
Plano Global 432218005
Plano Odontológico 432221005
Plano Odontológico “A” 432217007
Sener Alternativo 436375012SMS – ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA (Total: 2 produtos / 25.351 beneficiários)
EMPRESARIAL PREMIUM APARTAMENTO REDE CREDENCIADA 401569980
SMS-SPECIAL EMPRESARIAL 437026021Sociedade Portuguesa de Beneficência (Total: 3 produtos / 15.150 beneficiários)
BENESAÚDE – REFERÊNCIA 426780990
BENESAÚDE – REFERÊNCIA 432166009
BENESAÚDE – REFERÊNCIA 432175008SOMEL – Sociedade para Medicina Leste LTDA. (Total: 4 produtos / 57.011 beneficiários)
UNISIS CE APARTAMENTO 467067121
UNISIS CE ENFERMARIA 467068120
UNISIS I/F APARTAMENTO 466366127
UNISIS I/F ENFERMARIA 466365129SOSAUDE Assistência Médico Hospitalar LTDA (Total: 6 produtos / 33.085 beneficiários)
Só Saúde Enfermaria Individual/Familiar sem Obstetrícia 467561124
SoSaude Flex Standart 455751074
SOSAUDE FLEX STANDART EMPRESARIAL 455750076
STANDARD ENFERMARIA SEM OBSTETRICIA 453350040
STANDART SEM OBSTETRICIA EMPRESARIAL 447049034
VIP APARTAMENTO SEM OBSTETRICIA 453351048SUL AMERICA Companhia De Seguro Saúde (Total: 13 produtos / 501.456 beneficiários)
505 – Especial 100 QP 466058117
505 – Exato QC 466065110
505 – Exato QP 466064111
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QC 463401102
Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QP 463400104
Básico Adesão Tradicional AHO QC 700473997
Básico Adesão Tradicional AHO QP COP 432411001
Básico PME Tradicional AHO QC 431427001
Beta Adesão AHO QP 445324037
Beta Empresarial AHO QP COP 445497039
Especial Adesão Tradicional AHO QP 700474995
Especial PME Tradicional AHO QP 431428000
Executivo/Máximo Adesão Tradicional AHO QP 700476991UNIMED Sergipe – Cooperativa De Trabalho Médico (Total: 5 produtos / 55.672 beneficiários)
UNIMED CIDADE BASICO 704574993
UNIVIDA BÁSICO EMPRESARIAL 409030996
UNIVIDA BASICO PLUS 1 703790992
UNIVIDA ESPECIAL ADESÃO PARTICIPATIVO 703792999
UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1 703788991VIVA Planos De Saúde LTDA (Total: 7 produtos / 31.278 beneficiários)
GLOBAL II 468024123
PREFERENCIAL I 468021129
SAÚDE GLOBAL 20 460041090
SAÚDE GLOBAL 30 457591081
SAUDE PE120 QP 460050099
SAUDE PE21 QC 460044094
SAÚDE QC – 11 460039098Fonte: G1 Economia
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Estudo prova que ronco pode ser eliminado com exercícios de canto
Um estudo realizado na Grã-Bretanha provou que o ronco pode ser reduzido ou mesmo eliminado com exercícios de canto.
Durante três meses, 60 pacientes participantes dos testes clínicos no hospital Royal Devon and Exeter, na cidade de Exeter (sudoeste da Inglaterra) fizeram os exercícios para melhorar a tonificação dos músculos da garganta desenvolvidos por uma professora de canto local, Alise Ojay, especificamente para pessoas que roncam.
“Foi um teste consideravelmente grande, tivemos 60 pessoas com roncos simples e outros 60 com apneia do sono. A metade deles estava nos grupos de controle onde não fizeram nada, enquanto os outros fizeram os exercícios”, explicou Ojay à BBC.
Segundo ela, pacientes que fazem estes exercícios de voz, pronunciando os sons “ung” e “gar” juntos e em tons diferentes conseguiram diminuir e até acabar com o ronco.
A diretora de coral afirmou à BBC que os exercícios precisam ser feitos diariamente, durante três meses, para o paciente conseguir alguma melhora. Estes exercícios diários são realizados durante 12 minutos no primeiro mês e 18 minutos nos meses seguintes.
Academia
Depois de anos de estudo e testes com voluntários que roncavam, os estudiosos descobriram que os exercícios vocais funcionam para as pessoas que sofrem de uma forma simples do problema e aquelas com apneia do sono suave ou moderada.
Existem diferentes causas para o ronco. Mas, de acordo com Ojay, a maioria dos que começam a roncar com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento, o fazem devido à falta de tônus muscular na garganta.
“Quando se deitam para dormir, os tecidos obstruem a garganta, a respiração é mais turbulenta e forçada. É quando qualquer tecido solto começa a vibrar”, disse a especialista.
“E estes exercícios foram elaborados especificamente para as pessoas que roncam porque os músculos da garganta ficaram flácidos”, acrescentou.
A diretora de coral gravou um CD com os exercícios para tonificar a garganta que, segundo ela, são diferentes do que simplesmente o ato de cantar.
“Trabalho com sons que soam vigorosamente e movimentos fortes e repetitivos no músculo importante para a pessoa que ronca”, afirmou.
Ojay acrescenta que estes exercícios são como ir à academia para trabalhar uma área específica de músculos, de uma forma repetitiva.
Um estudo realizado na Grã-Bretanha provou que o ronco pode ser reduzido com exercícios de canto.
Durante três meses, 60 pacientes participantes dos testes clínicos no hospital Royal Devon and Exeter, na cidade de Exeter (sudoeste da Inglaterra) fizeram os exercícios para melhorar a tonificação dos músculos da garganta desenvolvidos por uma professora de canto local, Alise Ojay, especificamente para pessoas que roncam.
“Foi um teste consideravelmente grande, tivemos 60 pessoas com roncos simples e outros 60 com apneia do sono. A metade deles estava nos grupos de controle onde não fizeram nada, enquanto os outros fizeram os exercícios”, explicou Ojay à BBC.
Segundo ela, pacientes que fazem estes exercícios de voz, pronunciando os sons “ung” e “gar” juntos e em tons diferentes conseguiram diminuir e até acabar com o ronco.
A diretora de coral afirmou à BBC que os exercícios precisam ser feitos diariamente, durante três meses, para o paciente conseguir alguma melhora. Estes exercícios diários são realizados durante 12 minutos no primeiro mês e 18 minutos nos meses seguintes.
Academia
Depois de anos de estudo e testes com voluntários que roncavam, os estudiosos descobriram que os exercícios vocais funcionam para as pessoas que sofrem de uma forma simples do problema e aquelas com apneia do sono suave ou moderada.
Existem diferentes causas para o ronco. Mas, de acordo com Ojay, a maioria dos que começam a roncar com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento, o fazem devido à falta de tônus muscular na garganta.
“Quando se deitam para dormir, os tecidos obstruem a garganta, a respiração é mais turbulenta e forçada. É quando qualquer tecido solto começa a vibrar”, disse a especialista.
“E estes exercícios foram elaborados especificamente para as pessoas que roncam porque os músculos da garganta ficaram flácidos”, acrescentou.
A diretora de coral gravou um CD com os exercícios para tonificar a garganta que, segundo ela, são diferentes do que simplesmente o ato de cantar.
“Trabalho com sons que soam vigorosamente e movimentos fortes e repetitivos no músculo importante para a pessoa que ronca”, afirmou.
Ojay acrescenta que estes exercícios são como ir à academia para trabalhar uma área específica de músculos, de uma forma repetitiva.Fonte: Uol Sáude -

Hospital da Alemanha realiza cirurgia de fígado com auxílio de tablet
Realidade aumentada permite localizar com precisão estruturas de órgão.
Durante o procedimento, o fígado foi filmado por um iPad.Uma equipe médica da Alemanha liderada pelo professor Karl Oldhafer realizou uma das primeiras cirurgias com o auxílio de tablet em Hamburgo. O recurso de “realidade aumentada” possibilitou que os cirurgiões visualizassem informações sobre o planejamento da cirurgia.
Durante o procedimento, o fígado é filmado por um iPad, que sobrepõe às imagens do órgão modelos virtuais em terceira dimensão construídos com base no próprio órgão. Esse recurso ajuda a localizar estruturas críticas como tumores e vasos.
O processo funciona da seguinte maneira: exames de imagem feitos antes da operação, como tomografia ou ressonância magnética, permitem a reconstrução de uma imagem completa do órgão em terceira dimensão no computador.
Com a técnica de realidade aumentada, é possível projetar essas imagens na tela do tablet, sobre as imagens que estão sendo filmadas naquele momento, o que possibilita a localização das estruturas essenciais para a cirurgia.Fonte: Bem Estar -

Governo envia ao Congresso adendo à lei do Ato Médico
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou, nesta terça-feira (20), que o governo enviou ao Congresso um novo projeto de lei para fazer um adendo à polêmica lei do Ato Médico, sancionada com vetos no mês passado.
O texto, porém, vai na linha dos vetos feitos e não deve agradar aos médicos.
A lei regulamenta a profissão do médico, estabelecendo atos que são privativos desse profissional. Durante uma década de tramitação no Congresso, o projeto colocou os médicos de um lado (apoiando o texto) e as demais profissões da saúde de outro.
Ao sancionar a lei, no mês passado, a presidente Dilma Rousseff vetou trechos fundamentais do projeto defendido pelos médicos. Retirou da lei, por exemplo, trecho que afirmava que o diagnóstico de doenças e a prescrição de medicamentos eram atos privativos do médico. O governo usou como justificativa o eventual impacto da lei no SUS.
No novo texto, segundo o ministro, o governo que restabelecer na lei que o diagnóstico de doenças e a prescrição são atos privativos do médico. Há um detalhe, porém, que deve continuar desagradando a categoria médica: o governo coloca que são privativos esses atos, desde que não afetem protocolos do SUS, usados tanto na rede pública quanto na privada.
“Quando o governo encaminha um projeto para o Congresso é para debater exatamente o que o governo já falava: o diagnóstico é privativo do médico, ressalvando o conjunto das demais profissões”, afirmou Padilha.
Segundo ele, outros trechos do novo projeto pretendem deixar claro que a acupuntura não é ato privativo do médico e que outras profissões não dependem de um parecer do médico para agirem.
“O texto protege, por exemplo, que o psicólogo faça o diagnóstico de uma depressão leve, sem uso de medicamentos, sem a precrição do médico”, explicou o ministro.
O texto do projeto de lei, encaminhado ao Congresso nesta terça, ainda não foi divulgado. Está marcado para hoje, também no Congresso, a análise dos vetos feitos por Dilma ao Ato Médico.
Fonte: Folha de São Paulo