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  • Ministério da Saúde abre inscrições para segunda etapa do Mais Médicos

    Ministério da Saúde abre inscrições para segunda etapa do Mais Médicos

    A segunda chamada para o programa Mais Médicos foi aberta nesta segunda-feira (19). Prefeituras e profissionais que não aderiram ou que não completaram sua inscrição na primeira fase do programa têm até o dia 30 de agosto para se inscrever pelo site (http://maismedicos.saude.gov.br/). Para médicos, o edital será reaberto mensalmente durante três anos ou até que a demanda apresentada pelos municípios seja atendida. Já para municípios, após essa chamada, a previsão é que seja aberto novo edital somente no final do ano.

     

    O programa é aberto à participação de todos os municípios do país, mas a prioridade de atendimento será dada às regiões de maior vulnerabilidade social, ou seja, áreas com os maiores percentuais de população em extrema pobreza e Distritos Sanitários Especiais Indígenas. As cidades que já aderiram não precisam aderir novamente, mas podem atualizar suas informações solicitando, inclusive, mais profissionais.

    No caso dos médicos, é aceita a participação de formados no Brasil e também dos que têm registro profissional em outros países. Como ocorreu na primeira etapa do programa, os profissionais com registro profissional de fora do Brasil só serão chamados a ocupar os postos não preenchidos pelos brasileiros. Médicos que participam do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) ou que fazem residência médica em instituição de educação superior precisam se desligar desses programas caso decidam participar do Mais Médicos.

    Em relação aos estrangeiros, podem participar egressos de faculdades de medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, que tenham conhecimentos em língua portuguesa, autorização para livre exercício da medicina em seu país de origem e vindos de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é superior à brasileira (1,8 médicos/1.000 habitantes). Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em Atenção Básica e serão supervisionados por instituições de ensino que participam do programa.

    Os médicos participantes cumprirão jornada de 40 horas semanais. Para isso, receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, e ajuda de custo para moradia e alimentação – sob responsabilidade dos municípios. O programa é válido por três anos, com possibilidade de prorrogação por mais três.

    Só onde falta

    Os profissionais que participarão do programa só poderão ser inseridos em novas equipes de atenção básica ou naquelas em que há falta de médicos. O Ministério da Saúde, com base nos dados de 12 de agosto do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), bloqueará o CPF do profissional do Programa Mais Médicos, impedindo a inserção dele em equipes que já possuem médicos. O gestor municipal deve registrar as novas equipes até 60 dias após a chegada do profissional.

    O andamento do programa poderá ser acompanhado no site do Cnes, no qual estará registrado o número de profissionais existentes na atenção básica de cada município antes da data de início  do Mais Médicos e quantos a mais ele recebeu pelo programa.

    Primeira seleção

    O primeiro mês de seleção do Mais Médicos contabilizou a adesão de 3.511 municípios, que indicaram a existência de 15.460 vagas. Ao final dessa etapa, 1.618 profissionais confirmaram participação, e vão atuar em 579 municípios e 18 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Os brasileiros selecionados na primeira fase devem começar a atuar no dia 2 de setembro, e os estrangeiros a partir da segunda quinzena do mesmo mês.

    Lançado pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde do SUS e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Hanseníase diminuiu por aumento de resistência dos humanos, mostra estudo

    Hanseníase diminuiu por aumento de resistência dos humanos, mostra estudo

    A drástica diminuição de casos de hanseníase – doença que atinge hoje mais de 200 mil pessoas todos os anos – no final da Idade Média se deveu ao fortalecimento dos humanos frente à doença, e não a uma mutação genética da bactéria, descobriram cientistas na Suíça.

    Na Europa medieval, a hanseníase, também conhecida como lepra, era uma doença comum e em algumas regiões chegava a infectar uma em cada 30 pessoas. Só no final do século XV a incidência da doença diminuiu no continente por motivos que os cientistas ainda não tinham sido capazes de explicar.

    Embora a hanseníase seja vista como uma doença do passado, em algumas regiões do mundo ainda é considerada endêmica, como Brasil, Filipinas, Índia, Indonésia, Madagascar, Moçambique, Nepal, Congo e Tanzânia.

    Um grupo de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, decidiu comparar o genoma de cinco cepas de Mycobacterium leprae extraídas de restos humanos medievais em Reino Unido, Suécia e Dinamarca com cepas da bactéria contemporânea para determinar se houve algum tipo de evolução que a tenha tornado menos virulenta.

    O grupo de pesquisadores, formado por biólogos e arqueólogos de diferentes países e codirigido pelo britânico Steward Cole, desenvolveu um método extremamente sensível que permitiu separar o DNA bacteriano – 0,1% do total dos restos analisados – do DNA do material humano.

    Graças a este procedimento foi possível reconstruir de forma muito precisa o genoma da lepra medieval. “O genoma das cepas medievais é quase exatamente igual ao das atuais e a forma de atuação não mudou. Se a explicação para a diminuição da hanseníase não está no agente patogênico, é necessário buscar em nós mesmos”, detalhou Cole.

    A pesquisa concluiu que foi o homem que se tornou mais resistente à doença. “Todas as condições para iniciar um processo de seleção natural foram reunidas: uma prevalência extremamente forte do vírus e o isolamento social dos infectados”.

    Cole assinalou que os doentes de hanseníase ao serem afastados da sociedade foram obrigados a procriar menos e, portanto, as pessoas mais resistentes à doença tiveram mais condições de se reproduzir.

    “Há outros estudos que mostraram que os europeus são mais resistentes à doença que o resto da população mundial por motivos genéticos. Este raciocínio está no mesmo sentido da nossa hipótese”, acrescentou.

    Independentemente do interesse histórico do achado, o EPFL considera que a pesquisa pode ser muito importante para compreender melhor o processo de dispersão em epidemias e o funcionamento do agente patogênico da hanseníase.

    “Os métodos para sequenciar o DNA estão entre os mais precisos já realizados”, segundo a instituição. E a grande resistência do material genético da Mycobacterium leprae – provavelmente devido a sua grossa envoltura celular – abre a possibilidade de estudar cepas mais antigas, o que permitiria compreender melhor a hanseníase e suas condições de surgimento.

    A hanseníase – cujas lesões aparecem na pele, nervos, extremidades e olhos – se multiplica muito devagar e o período de incubação da doença é de cerca de cinco anos, enquanto os sintomas podem demorar até 20 anos para aparecer.

    Ao contrário da crença popular, a doença é pouco contagiosa e exige contato muito próximo e frequente com doentes sem tratamento.

    Fonte: Uol Saúde

  • Doenças do século 19 ainda são desafios para a saúde pública

    Doenças do século 19 ainda são desafios para a saúde pública

    O mesmo Sistema Único de Saúde (SUS) que fez mais de 22 mil cirurgias de transplantes de órgão e lida diariamente com doenças relacionadas a um novo estilo de vida imposto pela modernidade do século 21 – corrido e ao mesmo tempo sedentário -, ainda precisa prestar atendimento a pessoas com enfermidades que se expandiram desde o século 19.

    De acordo com a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tânia Araújo Jorge, as chamadas “doenças negligenciadas” têm um determinante social muito forte e suas sequelas alimentam o círculo da pobreza.

    “Renda, condições de educação, de saneamento e água influenciam bastante na permanência dessas doenças, por isso são consideradas doenças relacionadas à pobreza”, explica Tânia. As doenças negligenciadas consideradas prioritárias pelo governo federal são dengue, doença de Chagas, leishmaniose, malária, esquistossomose, hanseníase e tuberculose. A pesquisadora destaca que outra característica desses males é que, de forma geral, são negligenciados pela indústria farmacêutica global.

    “Não tem interesse em investimento de pesquisa para geração de vacina, de medicamentos, porque é um mercado pobre, a atividade econômica não dá sustentação para um mercado global” avaliou.

    Tânia Araújo acrescenta ainda que outro componente que contribui para a permanência dessas doenças na agenda do governo é a omissão da rede pública de saúde na atenção a essas populações. “Muitas vezes você tem o medicamento, mas o serviço de saúde não propicia o acesso às soluções já conhecidas”, diz.

    A pesquisadora ressaltou que não adianta ter apenas um planejamento do governo federal, “tem que haver ação na ponta. A articulação entre os entes federal, estaduais e municipais é muito importante”. Para ela, as políticas voltadas para a as doenças negligenciadas são tratadas como política de governo e não de Estado, e por isso é muito comum que sejam suspensas a cada troca de governo.

    “Esse tema não deve sair da agenda política, ele está muito presente na agenda dos cientistas, mas isso por si só não é o suficiente. Os resultados das pesquisas têm que ser colocado na agenda política do país” frisou Tânia, acrescentando que o investimento em educação é fundamental.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2012 foram registrados mais de 33 mil novos casos de hanseníase, considerada uma das doenças mais antigas que acometem o homem e que tem cura. Os estados de Mato Grosso, Maranhão e do Tocantins apresentaram em 2012 alta incidência da doença, enquanto todos os estados da Região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, na Região Sudeste, somados ao Rio Grande do Norte, no Nordeste, alcançaram a meta de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública.

    A pesquisadora explicou que com o avanço das pesquisas na saúde a letalidade das doenças negligenciadas diminuiu em relação à do século 19, porém, a convivência prolongada com elas traz mais morbidades. “A mortalidade hoje no Brasil é muito mais causada por doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas. Essas doenças infecciosas da pobreza conseguem ser controladas, menos de 5% da população morrem em consequência delas. No entanto, elas são muito frequentes, em crianças atrapalham o rendimento escolar, atrapalham o crescimento, em adultos atrapalham a inserção no mercado de trabalho, de forma que sustenta um círculo que mantém a pobreza” diz a especialista.

    Ao mesmo tempo em que o SUS precisa lidar com essas doenças, aumenta o número de pessoas acometidas por males intimamente relacionados ao ritmo de vida mais acelerado, às cobranças e ao sedentarismo, cada vez mais comuns na vida de quem vive nas metrópoles. “Obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, depressão, problemas de tireoide, dor nas costas, doenças ocupacionais, são as doenças que mais atormentam a sociedade moderna”, avalia Samira Layaun, médica especialista em medicina preventiva e consultora de saúde e qualidade de vida.

    Na avaliação da especialista, falta estrutura e investimento em saúde pública para atender à demanda ocasionada por essas doenças. Mesmo figurando em agendas de saúde tão distintas, tanto as doenças negligenciadas como as ditas “da vida moderna” precisam de investimento maciço em educação.

    “O governo deveria investir mais em campanhas educativas e ações que estimulem as pessoas a adotar bons hábitos alimentares, de sono, exercícios, entre outros. De outro lado, as pessoas deveriam aderir a esses bons hábitos. Procurar alimentar-se e hidratar-se corretamente, dormir, no mínimo, oito horas por noite, praticar exercícios com regularidade, manter o peso e o estresse sob controle, ficar longe do cigarro, do álcool, das drogas, praticar boas ações e nutrir bons sentimentos. São práticas que colaboram tanto na prevenção como no tratamento das doenças da vida moderna”, reforçou Samira à Agência Brasil.

    Fonte: Uol Saúde

  • Roche desiste de patente na Índia para remédio contra câncer de mama

    Roche desiste de patente na Índia para remédio contra câncer de mama

    Escritório de Patentes em Calcutá diz que empresa não fez pedido correto.

    Mercado no país é atrativo, mas empresa teme por propriedade intelectual.

     

    A farmacêutica suíça Roche decidiu não continuar com um pedido de registro de patente na Índia para seu remédio de câncer de mama Herceptin, informou a companhia nesta sexta-feira (16), em um momento em que farmacêuticas ocidentais enfrentam pressão por preços elevados nesse mercado de rápido crescimento.

    O Escritório de Patentes de Calcutá afirmou no início do mês que havia dispensado alguns pedidos de patentes submetidos pela Roche porque a empresa não teria apresentado o pedido para o Herceptin (cujo princípio ativo é o anticorpo trastuzumab) de forma correta.

    Farmacêuticas ocidentais estão ansiosas para entrar no mercado de remédios indiano de US$ 13 bilhões (R$ 30,2 bilhões), mas há preocupações sobre o nível de proteção à propriedade intelectual no país, onde os medicamentos genéricos representam mais de 90% das vendas.

    O Herceptin, usado para tratar um tipo agressivo de câncer de mama, é o terceiro produto mais vendido da Roche, contabilizando uma receita global de 3,08 bilhões de francos suíços (R$ 7,6 bilhões) no primeiro semestre do ano.

    O governo da Índia havia considerado a emissão de uma licença compulsória para o Herceptin, o que permitiria que as farmacêuticas locais vendessem cópias genéricas muito mais baratas da droga. Nenhuma decisão foi tomada até agora.

    A medida da Roche de não prosseguir com a patente do Herceptin pode pavimentar o caminho para fabricantes de genéricos produzirem versões mais baratas do remédio. Os medicamentos são conhecidos como biossimilares, por não serem uma réplica idêntica.

    No entanto, a Roche afirmou que não há biossimilares aprovados na Índia para o Herceptin. A empresa, porém, disse que vai continuar pedindo o registro de outras patentes para seus remédios na Índia.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Dor na coluna pode ser causada por erros de postura; saiba como evitar

    Dor na coluna pode ser causada por erros de postura; saiba como evitar

    Cerca de 80% das pessoas têm esse incômodo em algum momento da vida.

    Por isso, é importante tomar alguns cuidados, como fazer atividade física.

     

    Dor na coluna é um problema bastante comum, geralmente causado porque as pessoas passam muito tempo sentadas ou com má postura ao sentar ou andar.

    Estima-se, inclusive, que cerca de 80% da população, principalmente as mulheres, tem ou terá essa dor em algum momento da vida e, por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitá-la e tratá-la, como explicaram o ortopedista Djalma Pereira Mota e o ginecologista José Bento no Bem Estar desta sexta-feira.

    A grande maioria dos casos de dor, no entanto, exigem nada mais do que um simples analgésico ou uma atividade para reposicionar ou fortalecer a coluna. Segundo um estudo recente, cresceu em 50% os pedidos de tomografias e ressonância magnética, na maior parte das vezes, desnecessários, o que mostra que um bom diagnóstico é essencial para evitar esses exageros em relação aos tratamentos.

    Entre as causas, estão as hérnias, desgastes nas articulações, problemas nos músculos ou ligamentos ou deformidades, porém a principal delas é a postura – de acordo com o ortopedista, a coluna no formato da letra ‘J’ é a mais próxima da ideal.

    No entanto, existem alguns problemas que podem provocar desvios e, em graus mais avançados, causar dor, como a cifose (mais comum nos meninos), a escoliose (mais comum nas meninas) e a hiperlordose, que leva o bumbum para trás (mais rara).

    Nesse último caso, quando a bacia fica muito à frente ou para trás, a coluna fica mal posicionada, sendo que o correto é ficar em uma posição neutra quando a pessoa senta. Além disso, a forma correta é sentar em cima dos ossos do fim da bacia, sempre com a coluna reta, como alerta a instrutora da técnica de postura 'Alexander', Regina Camargo Vieira. Ao ficar em pé, é importante também que o corpo esteja alinhado já que a coluna funciona como um “eixo”, ou seja, se está boa, o resto do corpo acompanha; porém, se está torta, tudo fica torto também.

    Durante a vida, podem ocorrer alguns fatores que contribuem para a postura incorreta, principalmente no caso das mulheres. Por exemplo, na adolescência, a menina costuma projetar a coluna e os ombros para a frente para disfarçar o crescimento das mamas, como explicou o ginecologista José Bento – nesse caso, a dica é usar um sutiã.

    Quando ela cresce e começa a usar salto alto, o bumbum já é projetado para trás, o que causa uma hiperlordose – a dica, portanto, é evitar sapatos muito altos. Ao engravidar, com o aumento dos seios e do útero, o ganho de peso e a retenção de líquido, a coluna é uma das partes do corpo que mais sofre e a tendência é a grávida intensificar a extensão para conseguir manter o equilíbrio postural, o que pode causar certos desconfortos.

    O problema pode piorar ainda mais no frio, quando os músculos se contraem mais, ou também na terceira idade, quando ocorre perda de massa muscular e óssea, fazendo com que a coluna perca sustentação.

    Para evitar que isso aconteça, a recomendação é ingerir a quantidade adequada de cálcio – três copos de leite por dia – e fazer também atividade física leve, como uma caminhada, alongamentos e até exercícios como pilates ou ioga. De acordo com o ginecologista José Bento, até mesmo a acupuntura ou fisioterapia também podem ajudar, inclusive durante a gravidez.

    Palmilhas

    Muita gente usa palmilha achando que vai melhorar a dor no pé, mas em alguns casos, elas podem até atrapalhar. Segundo o ortopedista Rafael Barban, mostrado na reportagem da Marina Araújo, a indicação da palmilha passa primeiro pela avaliação de um médico e, depois do diagnóstico, será definido se o tratamento será feito com a palmilha ou outro tipo de solução terapêutica.

    No entanto, existem diversos tipos de palmilha, cada um para um problema, como pé chato, dores na frente dos pés ou até para quem tem uma perna maior que a outra. Por isso, cada produto deve ser feito sob medida para cada paciente, como explicou o sapateiro ortopédico José Lourenço Rodrigues, que trabalha em uma oficina mantida pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Usp.

    Fonte: Bem Estar

  • Droga reduz risco de câncer de próstata, mas é alvo de críticas

    Droga reduz risco de câncer de próstata, mas é alvo de críticas

    Novos dados de um estudo sobre o uso da finasterida (remédio contra calvície) para prevenir o câncer de próstata reacendem o debate sobre a chamada quimioprevenção.

    A pesquisa com 19 mil americanos e canadenses mostrou que o remédio, usado por homens saudáveis, reduz em 30% o risco desse câncer.

    No entanto, o número de tumores agressivos foi maior no grupo que tomou a finasterida versus o placebo, e a mortalidade foi igual entre os dois conjuntos de pacientes.

    Entre os efeitos colaterais do remédio estão a perda da libido e a disfunção erétil.

    Esse é, na verdade, o segundo capítulo de uma pesquisa de 2003, a PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), que mostrava que a droga reduzia o risco de câncer, mas já apontava para a maior incidência de tumores agressivos entre os que usavam o remédio em vez do placebo.

    Só que o acompanhamento dos pacientes por um período de sete anos não permitia concluir se a droga era a responsável pelo aparecimento desses tumores e se, a longo prazo, os pacientes que tomaram a finasterida teriam taxas menores de morte.

    Uma versão atualizada desse estudo, publicada anteontem no “New England Journal of Medicine”, com dados de 18 anos de seguimento desses pacientes, traz mais luz ao debate, mas ainda não é conclusiva sobre a indicação desse remédio, de acordo com especialistas.

    O estudo mostrou que a droga reduziu ainda mais o risco de câncer de próstata (30% de redução, contra 25% em 2003), em especial os menos agressivos.

    Mas os resultados mostram que o remédio reduz a mortalidade por câncer, principal objetivo de uma estratégia de quimioprevenção.

    Outro problema ainda é o maior número de tumores agressivos encontrados entre os usuários do remédio.

    Uma das explicações para isso é que a finasterida reduz a próstata, facilitando o encontro de tumores na biópsia, segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

    Por isso, diz ele, não é preocupante que mais tumores agressivos tenham sido encontrados no grupo do medicamento. “O remédio reduz o risco de tumores de baixo grau e acha os de alto grau mais precocemente. É um resultado relevante.”

    DIRETRIZES

    Segundo Nardi, a SBU está debatendo se vai passar a recomendar o uso da finasterida para prevenção do câncer de próstata nos pacientes de alto risco. As novas diretrizes da entidade serão publicadas em outubro.

    Em 2009, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica recomendou o uso do remédio para homens obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata.

    Mas, em 2011, a FDA (agência que regulamenta medicamentos nos EUA) negou a inclusão da quimioprevenção entre as indicações da droga por causa do maior número de tumores de alto grau.

    Para Sami Arap, urologista do Hospital Sírio-Libanês, o estudo só gera controvérsias. “Você faz mais diagnósticos, mas não evita mortes.”

    Gustavo Guimarães, diretor do núcleo de urologia do A.C. Camargo Cancer Center, diz que não é possível concluir se a droga deve ser indicada para evitar câncer mas, como ela não aumenta a mortalidade, seu uso é seguro para tratar casos de crescimento benigno da próstata.

    A quimioprevenção tem mais evidências de eficácia contra o câncer de mama –remédios como o tamoxifeno podem ser indicados se a mulher tiver histórico de doença na família ou certas mutações genéticas. Para prevenir o câncer de próstata, continua valendo a combinação de esportes e boa alimentação.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Estudo mostra que açúcar, mesmo em doses consideradas normais, pode fazer mal à saúde

    Estudo mostra que açúcar, mesmo em doses consideradas normais, pode fazer mal à saúde

    Quando alimentados com uma dieta rica em açúcar, camundongos apresentaram uma taxa de mortalidade maior e se reproduziram menos

    Diversos estudos já mostraram que açúcar em excesso é prejudicial à saúde, mas uma nova pesquisa fornece evidências que ele pode ser tóxico também em quantidades consideradas normais por organizações de saúde. Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, analisaram os efeitos do consumo de açúcar equivalente a três latinhas de refrigerante por dia, acompanhadas de uma dieta saudável e balanceada, em um grupo de camundongos.

    Apesar de não poderem ser diretamente transpostos para os seres humanos, os resultados são preocupantes: as fêmeas que receberam a dieta açucarada apresentaram uma taxa de mortalidade duas vezes maior do que o normal. Entre os machos, não houve mudança na expectativa de vida, mas sua capacidade de manter territórios e se reproduzir foi afetada. Os resultados foram descritos em um estudo publicado nessa terça-feira no periódico Nature Communications.

    Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores dividiram 158 camundongos em dois grupos. Os dois foram alimentados de forma balanceada e saudável, mas um dos grupos recebeu 25% das calorias em forma de açúcar – metade glicose e metade frutose.

    Wayne Potts, professor de biologia da Universidade de Utah e um dos autores do estudo, explica que o Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos recomenda que não mais do que um quarto das calorias consumidas deve vir de açúcar adicionado – aquele que é acrescentado aos alimentos durante o processo de fabricação. Não entram nessa conta os açúcares naturais, presentes em frutas e outros alimentos não processados. De acordo com o pesquisador, de 13% a 25% dos americanos consomem a dose de açúcar utilizada no estudo, que equivale, por dia, ao açúcar presente em três latas de refrigerante.

    Instinto natural – Um detalhe importante deste estudo é o fato de que ele não foi feito com animais de laboratório. Como muitos ratos vivem dentro de casas, eles acabam compartilhando de certa forma os hábitos alimentares dos humanos, o que os torna um bom modelo para estudos relacionados à alimentação. “Eles têm vivido com o mesmo tipo de alimentação que nós desde a revolução agrícola, 10 000 anos atrás”, diz Potts.

    Os camundongos de laboratório em geral vêm de longas linhagens de animais criados em cativeiro, o que faz com que eles não tenham a mesma necessidade de explorar territórios como a encontrada em camundongos que vivem em liberdade. Por esse motivo, os pesquisadores utilizaram no estudo camundongos descendentes de animais “selvagens”, e não animais de laboratório, como acontece na maior parte das pesquisas.

    O instinto de explorar território era uma característica necessária devido à configuração do estudo. Os ratos foram colocados em uma sala apelidada de “estábulo de camundongos”, contendo diversas caixas que serviam como ninhos. A ideia era criar um ambiente mais próximo da realidade do que as pequenas gaiolas em que eles costumam viver durante experimentos científicos. Dessa forma, os animais puderam competir naturalmente por parceiros e territórios, revelando então os efeitos da dieta em seu desempenho.

    “Eles são muito competitivos no que se refere a comida, ninhos e território”, afirma Potts. “E essa competição demanda um grande esforço físico, então, se existe um defeito em algum sistema fisiológico, eles tendem a se sair pior na competição”, explica o pesquisador.

    Antes de serem colocados no “estábulo” para o experimento, os animais foram mantidos em gaiolas por 26 semanas, durante as quais receberam a alimentação designada para o grupo ao qual pertenciam – com ou sem o açúcar adicionado. Quando foram colocados no ambiente de teste, todos passaram a receber a alimentação açucarada, de forma que o estudo avaliasse apenas as diferenças causadas pelas dietas diferentes durante aquelas 26 semanas anteriores.

    Resultados – Após 32 semanas no “estábulo”, 35% das fêmeas que estavam no grupo da dieta com açúcar morreram – quase o dobro do número de mortes entre fêmeas do grupo que recebeu a dieta saudável, que foi de 17%. Já entre os machos, não houve diferença no número de mortes entre aqueles que receberam ou não o açúcar extra.

    Em compensação, os machos que foram alimentados com mais açúcar conseguiram 26% menos territórios do que os demais e se reproduziram 25% menos.

    Os pesquisadores não encontraram diferenças entre os dois grupos no que se refere a obesidade e níveis de insulina, glicose e triglicérides em jejum. “Nosso estudo mostra que os efeitos negativos de uma dieta rica em açúcar adicionado não poderiam ser detectados por testes convencionais”, afirma Potts.

    Fonte: Veja Saúde

  • Estudo encontra origens comuns a diferentes tipos de câncer

    Estudo encontra origens comuns a diferentes tipos de câncer

    Pesquisa britânica identificou 21 mutações genéticas que podem explicar o surgimento dos principais tipos de tumores

    O câncer é uma doença causada por mutações no DNA das células de uma determinada parte do corpo. Pouco se sabe, no entanto, sobre as mutações específicas de cada tipo de tumor, ou mesmo quais são os fatores que levam a essas alterações no DNA. Isso significa que a medicina ainda sabe muito pouco sobre o câncer – apenas alguns tipos chegam a ser completamente conhecidos.

    Sabe-se, por exemplo, que os componentes químicos presentes no cigarro podem causar mutações genéticas nas células do pulmão e, assim, desencadear um câncer. Ou mesmo que os raios ultravioletas provocam alterações no DNA das células da pele capazes de causar o câncer de pele. Porém, os fatores que impulsionam as mutações relacionadas aos demais tipos de tumores continuam desconhecidas.

    Jogada de mestre ­— Um novo e importante estudo publicado nesta quarta-feira na revistaNature fornece pistas importantes sobre a origem dos trinta tipos mais comuns de câncer. Segundo a pesquisa, existem 21 tipos de mutações no DNA capazes de desencadear a doença e explicar a origem de praticamente todos os tipos de câncer. O trabalho foi coordenado pelo Instituto Wellcome Trust Sanger, na Grã-Bretanha, e contou com a colaboração de especialistas de centros de pesquisa de todo o mundo.

    Nesse estudo, os pesquisadores conseguiram explicar a causa de dez dessas mutações: entre elas, idade avançada, exposição a raios ultravioletas, cigarro e uso de uma droga chamada temozolomida. Como o estudo avaliou todos os tipos de câncer de maneira geral, acredita-se que, no futuro, em estudos específicos, todas essas mutações genéticas sejam associadas a suas respectivas causas.

    Em outras palavras, isso quer dizer que os dados levantados pela pesquisa podem tornar possível que o DNA de um paciente com qualquer tipo de câncer revele qual foi a origem da doença. Com isso, os médicos poderão descobrir mecanismos de prevenir todas as formas da doença e de encontrar os melhores tratamentos para cada paciente a partir do seu material genético.

    Leia também: Pesquisa identifica possível origem do câncer de mama

    Análise — A pesquisa avaliou o genoma de 7.042 pessoas que sofriam algum câncer e que, juntas, apresentavam quase 5 milhões de mutações genéticas. Descobriu-se que essas 5 milhões de mutações no DNA dos milhares de pacientes se enquadram em apenas um dos 21 grupos de padrões de alterações.

    Esses padrões foram estabelecidos de acordo com a forma como a mutação ocorreu nas células dos pacientes — ou seja, de que forma e em que intensidade os nucleotídeos que compõem o DNA são trocados. “As mutações que levam ao câncer não são aleatórias, elas seguem padrões que parecem estar relacionados às causas das próprias mutações. O envelhecimento, por exemplo, causa uma mutação genética que é diferente da observada no câncer de um paciente fumante e jovem”, disse, em entrevista ao site de VEJA, Victor Piana Andrade, patologista do Departamento de Anatomia Patológica do Hospital A. C. Camargo.

    Os pesquisadores descobriram que há no mínimo dois e no máximo seis padrões de mutação genética relacionados a cada tipo de câncer. Por exemplo, apenas duas alterações genéticas são capazes de desencadear o câncer de ovário — o que não significa que toda mulher com a doença tenha, necessariamente, as duas mutações. São elas a alteração classificada como 1B, que é provocada pelo envelhecimento, e a classificada como 3, que diz respeito à mutação no gene BRCA 1 ou 2. Essa mutação, a mesma encontrada no DNA da atriz Angelina Jolie, também foi identificada em pacientes com câncer de pâncreas e de mama, confirmando biologicamente que essa alteração aumenta o risco desses três tipos de tumores. Os cânceres de estômago e de fígado, por outro lado, são exemplos de tumores que podem ser causados por seis diferentes tipos de mutação genética.

    Avanço — A pesquisa também observou que apenas cinco dos trinta tipos de câncer analisados não estão relacionados com mutações genéticas provocadas por processos envolvidos no envelhecimento. Entre eles estão o câncer de tireoide e o melanoma.

    “Por meio de uma análise detalhada, podemos começar a usar uma imensa quantidade de informações no DNA do câncer em nosso benefício em termos de compreender como e por qual motivo os tumores aparecem”, diz Serena Nik-Zainal, cientista do Instituto Wellcome Trust Sanger, da Grã-Bretanha, e uma das autoras do estudo. “Nosso mapa de eventos que causam a maioria dos cânceres em humanos é um importante passo para descobrir os processos que levam à formação desses tumores.”

    Fonte: Veja Saúde

  • Técnica mede consciência em pacientes com dano cerebral

    Técnica mede consciência em pacientes com dano cerebral

    Imagine a aflição do jornalista francês Jean-Dominique Bauby ao acordar, após 20 dias em coma, e descobrir-se todo paralisado –com exceção da pálpebra esquerda. Não haveria outro meio, sem o bater da pálpebra, de estabelecer se ele estava consciente ou não. Mas isso pode mudar, graças ao trabalho de um físico brasileiro publicado hoje na revista “Science Translational Medicine”.

    Foi do gaúcho Adenauer Girardi Casali, 35, a ideia que levou a um novo método para medir o nível de consciência de pessoas com dano cerebral grave, como Bauby. Mediado só por aparelhos, ele independe de movimentos do paciente e de sua interpretação pelo médico.

    Em outras palavras, a invenção do grupo de Marcello Massimini na Universidade de Milão, onde Casali fez doutorado, abre uma janela para espiar o cérebro preso no escafandro, como Bauby descreveu a síndrome no livro “O Escafandro e a Borboleta”.

    Não é trivial determinar se uma pessoa se encontra em estado vegetativo permanente, se tem um nível mínimo de consciência ou se está consciente e só não consegue responder. Nada menos que 68% dos que se mantêm no nível mínimo recuperam a consciência em um ano.

    Uma equipe da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, afirma “conversar” com pacientes usando ressonância magnética funcional, que registra áreas em atividade no cérebro. Fazem perguntas, registram imagens da atividade cerebral e comparam com as de pessoas normais.

    O teste de Massimini e Casali dispensa essa interação. “É entusiasmante trabalhar com coisas que podem ajudar pessoas assim”, conta o brasileiro. Mas ele ressalva que a inovação ainda precisa ser validada com mais pessoas.

    Batizado de PCI (índice perturbacional de complexidade), o método pode ser comparado com um radar.

    Pulsos de ondas magnéticas são aplicados numa área de 10 cm² da cabeça –a “perturbação”. Um eletroencefalograma mapeia então o que acontece no córtex cerebral.

    O método matemático de Casali comprime os sinais dessa resposta cerebral e extrai deles um valor da quantidade de informação envolvida (o PCI), que depende do número, das áreas e da maneira como os neurônios “disparam”. O PCI capta, assim, a complexidade da conversa entre as regiões do cérebro.

    SINFONIA CEREBRAL

    O conceito-chave é o de complexidade. Ele parte da noção de que a consciência se baseia em dois fatores: diferenciação (padrões variados de disparo) e integração (duração e quantidade de comunicação entre as partes ativadas do cérebro).

    Pense numa sinfonia. O cérebro inconsciente seria como as passagens em que poucos instrumentos tocam uma só melodia, simples. A consciência corresponderia aos trechos em que toda a orquestra produz sequências diferentes de notas, porém sob a batuta do regente.

    Até aqui, havia meios experimentais de sondar o nível de consciência captando uma coisa ou outra, não as duas simultaneamente.

    Dos 52 participantes do estudo de Massimini e Casali, 32 eram pessoas saudáveis. Seus PCIs foram medidos quando estavam acordadas, dormindo e inconscientes após anestesia. Os outros 20 tinham dano cerebral e diferentes níveis de consciência.

    A comparação mostrou que o PCI discrimina os estados, do vegetativo profundo à vigília, e torna possível dizer se o córtex mantém o grau de diferenciação e integração necessários para que o cérebro volte a abrigar a consciência –e, portanto, ajustar o tratamento em função do prognóstico.

    Além da validação do método por mais equipes, será preciso acomodar os aparelhos usados para gerar o PCI num console que caiba numa UTI. “Hoje é um trambolhão”, diz Casali. O grupo trabalha em protótipos com a empresa finlandesa Nexstim.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • ” avisa médico quando é ingerido por paciente

    ” avisa médico quando é ingerido por paciente

    Uma empresa americana criou um medicamento que avisa a médicos e familiares quando é ingerido.

    A tecnologia, desenvolvida pela companhia de saúde digital Proteus, baseada na Califórnia, tem como objetivo ajudar no tratamento de pacientes com doenças crônicas, que precisam tomar remédios regularmente.

    “Seres humanos não são robôs e, quando têm de tomar remédios ou fazer outras coisas que requerem muita rotina, sempre acham difícil”, diz Andrew Thomson, diretor da Proteus.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% das pessoas não tomam medicamentos corretamente, ao passo que 50% dos remédios não são prescritos ou vendidos adequadamente.

    A Proteus pretende disponibilizar comprimidos com um sensor eletrônico embutido. Quando o medicamento chega ao estômago, envia uma mensagem a um adesivo colado ao braço do paciente e, de lá, segue em forma de alerta para um celular, tablet ou PC.

    Thomson explica que o sensor funciona como uma “bateria de batata”.

    “Se você colar um pedaço de cobre e um de magnésio em uma batata e conectá-los, é possível acender uma lâmpada”, diz ele.

    Segundo Thomson, isso é possível por um princípio da química que diz que dois metais diferentes conectados em uma solução iônica, como a batata, criam uma carga elétrica.

    “O que fizemos foi unir dois minerais presentes na dieta de qualquer pessoa –cobre e magnésio–, colocá-los em um grão de areia que tem menos de milímetro quadrado e combiná-lo ao medicamento”.

    Ao ser engolido, o sensor entra em contato com os ácidos gástricos, que são um meio iônico capaz de criar a voltagem necessária para ativá-lo. O chip, então, entra em contato com o adesivo, que também monitora sinais vitais do paciente, como movimento e sono.

    O adesivo, por sua vez, envia todas as informações para um aplicativo localizado em um sistema de computação em nuvem que pode ser acessado por profissionais de saúde e parentes por meio de seus telefones e computadores.

    A aplicação também controla os efeitos dos remédios, avaliando se a dosagem está correta ou se está surtindo efeito.

    A tecnologia está sendo testada na Grã-Bretanha na rede de farmácias Lloyds. Pacientes recebem uma cartela de remédios, sendo que um dos comprimidos contém o sensor.

    Fonte: BBC Brasil