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  • CURSO DE APRIMORAMENTO NO TRATAMENTO DO DIABETES

    CURSO DE APRIMORAMENTO NO TRATAMENTO DO DIABETES

    PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA – PEC 2014
     
    A Diretoria do CRF-AL, convida a todos os colegas farmacêuticos para participarem de mais um curso promovido com a finalidade de qualificar e fortalecer a profissão farmacêutica em Alagoas.
     
    PROGRAMAÇÃO:
     
    CURSO DE APRIMORAMENTO NO TRATAMENTO DO DIABETES
     
    Prof. Dra. Amouni Mourad
    Assessora Tácnica do CRF-SP
     
    Data: 09/08/2014
    Local: AUDITÓRIO DO CRF-AL MACEIÓ
    INSCRIÇÕES NO CRF-AL EM MACEIÓ E ARAPIRACA 
    FONE: 3338-5018/3338-5474
    Valor: 1 lata de leite de 400g
     
    APOIO: CFF, FEIFAR, SINDFAL, AFASAL,CRF-SP
  • Médicos destacam os benefícios dos fitoterápicos para problemas de saúde

    Médicos destacam os benefícios dos fitoterápicos para problemas de saúde

    Hortelã, babosa, guaco, alcachofra e cáscara sagrada são exemplos.
    Postos de saúde de quase mil cidades brasileiras já têm medicamentos.
     
    Os efeitos dos medicamentos fitoterápicos, feitos à base de plantas naturais, são conhecidos desde a Grécia Antiga, e cada vez mais esses remédios ganham espaço nas prateleiras das farmácias e dos postos de saúde. Unidades do Serviço Único de Saúde (SUS) de quase mil cidades brasileiras já oferecem esses produtos aos pacientes.
     
    Os fitoterápicos podem ser usados para vários problemas de saúde, como tosse (guaco), colesterol alto (alcachofra), queimaduras (babosa), ansiedade e insônia (valeriana), sintomas da TPM (prímula), sintomas da pré-menopausa (isoflavona de soja), artrite e inflamações (unha-de-gato), dor lombar (garra-do-diabo e salgueiro), gases (espinheira-santa), prisão de ventre (cáscara sagrada e plantago) e depressão (erva-de-são-joão). É importante sempre tomar esses remédios com orientação médica, sobretudo quando for usado mais de um ao mesmo tempo.
     
    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, Alex Botsaris, se a planta for consumida como chá, é importante ficar atento à procedência dela, pois muitas folhas secas de diferentes espécies se parecem muito. O médico também fez um alerta sobre as folhas de graviola, que têm sido divulgadas na internet como uma cura para o câncer. Essa informação é mentirosa, e a planta ainda pode causar tremores semelhantes ao Parkinson.
     
    A dermatologista Márcia Purceli também falou sobre o uso de henna e henê nos cabelos. Segundo ela, não se deve nunca misturar henê com outras tintas, pois o cabelo pode cair.
     
    A farmacêutica Caroly Cardoso explicou que muitos fitoterápicos são de venda livre nas farmácias. Na dúvida, peça ajuda ao médico e ao farmacêutico, e questione principalmente sobre possíveis interações com remédios que você já toma. Por exemplo, a erva-de-são-joão pode prejudicar o efeito de anticoagulantes. Caroly também disse que não há nenhuma comprovação científica sobre o uso de fitoterápicos para emagrecimento.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Novas drogas devem melhorar tratamento contra a hepatite C

    Novas drogas devem melhorar tratamento contra a hepatite C

    O tratamento convencional para hepatite C –responsável por grande parcela dos casos de transplante e de câncer no fígado– é lento, cheio de efeitos colaterais e com eficácia baixa. Mas uma nova geração de drogas, mais eficazes e que provocam menos sofrimento para o paciente, promete alterar esse quadro.
     
    Pela importância dos novos medicamentos, a FDA (agência que regula remédios nos EUA) colocou pelo menos quatro deles numa espécie de “fila rápida” no processo de aprovação neste ano.
     
    Mais curtos, sem complicações graves e com praticamente 100% de eficácia, os novos tratamentos entusiasmaram os especialistas. Médicos de vários países, reunidos no congresso Hepatologia do Milênio, em Salvador, consideram que estamos próximos de uma revolução e da cura da doença.
     
    “Os novos tratamentos têm potencial para desafogar os hospitais e liberar os especialistas para se concentrarem em outros problemas graves”, avalia Raymundo Paraná, presidente do congresso e professor da Universidade Federal da Bahia.
     
    A terapia convencional, que combina interferon e ribavirina, tem taxa de sucesso que varia entre 20% e 60%, uma vez que é comum que os pacientes desenvolvam resistência à medicação.
     
    O tratamento pode durar de seis meses a um ano e causa efeitos colaterais sérios, como náuseas fortes, anemia, fadiga e até alterações neuropsiquiátricas.
     
    Na última década, entraram no mercado dois medicamentos, o boceprevir e o telaprevir, que ajudaram a elevar a taxa de sucesso para cerca de 80%, mas que ainda necessitavam do uso de um medicamento chamado interferon, responsável pelos efeitos adversos sérios.
     
    As novas drogas antivirais, porém, não precisam mais desse medicamento. Em testes clínicos, elas têm obtido quase 100% de cura. O tratamento também é mais curto: dura 12 semanas.
     
    Opção atual
     
    Enquanto as mais novas moléculas não são aprovadas pelas autoridades regulatórias, uma primeira geração de remédios menos agressivos, sem o interferon, já está disponível nos EUA. O simeprevir e sofosbuvir têm alta taxa de sucesso e efeitos colaterais baixos.
     
    No Brasil, os remédios aguardam aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pacientes brasileiros têm se mobilizado na internet com pedidos de mais agilidade na análise. A doença é a principal causa de transplantes de fígado no país e atinge cerca 3 milhões de brasileiros.
     
    “O custo dessas drogas, porém, é um problema. Pacientes que importaram o medicamento gastaram cerca de R$ 450 mil”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Edison Parise.
     
    Não há previsão de custo no Brasil, mas especialistas esperam que o governo pressione para baixar os preços, tornando a droga acessível.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Ministério da Saúde lança campanha nacional de amamentação

    Ministério da Saúde lança campanha nacional de amamentação

    Campanha quer incentivar amamentação até que o bebê complete 2 anos.
    Atriz Nívea Stelmann, mãe de menina de 4 meses, é madrinha da ação.
     
    O ministro da saúde, Arthur Chioro, lançou nesta quinta-feira (7) a Campanha Nacional de Aleitamento Materno de 2014. A campanha faz parte da 22ª Semana Mundial de Amamentação, celebrada em 175 países. A campanha tem como madrinha a atriz da TV Globo, Nívea Stelmann, mãe de uma menina de quatro meses.
     
    A campanha “Amamentação: um ganho para a vida toda” tem como objetivo incentivar a amamentação até os dois anos de vida do bebê, e de forma exclusiva até os seis meses. Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, já foram investidos R$ 8,5 milhões em ações de incentivo a amamentação no Brasil.
     
    A pasta informou que o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, número maior do que o evitado pela vacinação ou pelo saneamento básico.
     
    O secretário de atenção à saúde, Fausto Pereira, afirmou que é preciso que se crie condições para as mães brasileiras possam amamentar.
     
    “A questão do aleitamento não é só questão de vontade. É preciso criar as condições, políticas públicas. O papel das instituições é de criar condições que possibilitem esse processo que é tão bonito e prazeroso”, disse Pereira.
     
    Arthur Chioro destacou a atuação do Ministério e chamou a campanha de “mobilização pela vida”. Nívea Stelmann, que em um momento da solenidade deixou o auditório para amamentar a filha, se disse “orgulhosa” de participar da campanha.
     
    “Meus filhos, a amamentação deles, vêm em primeiro lugar. Eu sei quanto é difícil pararmos nossa vida para amamentar, temos nossos compromissos, e por isso precisamos muito do apoio da família.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Nível baixo de vitamina D eleva risco de demência, diz estudo

    Nível baixo de vitamina D eleva risco de demência, diz estudo

    Pesquisa de seis anos observou 1,6 mil pessoas e vê forte relação entre doença e falta de vitamina.
     
    Idosos com grave deficiência de vitamina D correm maior risco de sofrer demência, de acordo com um estudo britânico.
     
    Cientistas observaram 1.650 pessoas nos Estados Unidos com mais de 65 anos para a pesquisa, publicada na revista médica “Neurology”.
     
    Este não foi o primeiro estudo a relacionar deficiência de vitamina D a demência, mas os seus autores dizem que é o mais completo e conclusivo.
     
    Ainda assim, especialistas alertam que são necessários mais estudos para prescrever vitamina D como prevenção à demência.
     
    A vitamina D é encontrada em peixes oleosos, comprimidos e através da exposição da pele ao sol.
     
    No entanto, a conversão de vitamina D pela pele dos idosos pode ser menos eficiente, o que aumenta as probabilidades de sofrerem deficiência e dependerem das outras fontes.
     
    Mais de 800 mil pessoas sofrem de demência no Reino Unido, e a expectativa é de que o número passe de 1 milhão até 2021.
     
    'Surpreendente'
     
    O grupo internacional de cientistas, coordenado por David Llewellyn, da universidade Médica de Exeter, observou os pacientes por seis anos.
     
    Nenhum deles sofria de demência, doenças cardiovasculares ou derrames no início do estudo.
     
    Ao seu final, 1.169 pacientes com níveis satisfatórios de vitamina D tinham uma chance em 10 de desenvolver demência. Setenta estavam com deficiência grave e tinham uma chance em cinco de sofrer do mal.
     
    “Já esperávamos encontrar uma relação entre baixos níveis de vitamina D e o risco de demência e Mal de Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes. Descobrimos que a associação é duas vezes maior do que se esperava”, afirmou o doutor Llewellyn.
     
    Mesmo assim, ele disse que mais estudos são necessários para estabelecer com segurança que o consumo de alimentos ricos em vitamina D ou suplementos podem “retardar ou até prevenir” o início do Mal de Alzheimer e de demência.
     
    “Precisamos ter cautela neste estágio inicial, já que os nossos últimos resultados não demonstram que baixos níveis de vitamina D causam demência.”
     
    Mas o médico disse também que “os resultados são muito encorajadores” e que mesmo que poucas pessoas possam se beneficiar disso, o impacto sobre a saúde pública poderia ser “enorme”, diante do “custo devastador” da demência.
     
    Fonte: Bem Estar 
     
  • Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

    Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

    Remédio precisa ser tomado por pelo menos cinco anos, mas médicos alertam que pode causar sangramento interno.
     
    A ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver certos tipos de câncer, como de intestino e estômago, segundo um estudo britânico.
     
    Os pesquisadores dizem que se cada cidadão britânico com mais de 50 anos tomasse um comprimido diariamente durante 10 anos, 122 mil mortes poderiam ser evitadas.
     
    Cientistas da universidade Queen Mary, de Londres, analisaram cerca de 200 estudos sobre prós e contras da aspirina para a pesquisa, publicada pela revista médica Annals of Oncology.
     
    No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno.
     
    Os casos de câncer de intestino, estômago e esôfago chegam a ser reduzidos entre 30% e 40% pelo uso diário da aspirina.
     
    Também foram encontrados indícios de que a droga pode também diminuir os riscos provocadas por câncer de mama, de próstata e de pulmão.
     
    O estudo descobriu que pacientes precisam tomar o remédio por pelo menos cinco anos para obter algum benefício.
     
    O coordenador da pesquisa, Jack Cuzick, da universidade Queen Mary, aconselha maiores de 50 anos a tomarem uma pequena dose (75mg) de aspirina por dia por uma década.
     
    Para cada mil pessoas com mais de 60 anos que ingerirem a droga durante 10 anos, os resultados uma década depois seriam:
     
    16 mortes a menos por cânceruma morte a menos por ataque cardíacoduas mortes a mais por sangramento internoEfeitos colaterias
     
    O próprio professor Cuzick vem tomando aspirina diariamente, e afirmou que os efeitos colaterais não podem ser ignorados.
     
    “Ainda assim, parece ser a coisa mais importante a ser feita para prevenir câncer, atrás apenas de parar de fumar e reduzir a obesidade. E provavelmente seria muito mais fácil de se implementar.”
     
    Os benefícios inclusive parecem continuar mesmo depois de as pessoas terem parado de tomar aspirina, embora não se saiba ao certo por quanto tempo.
     
    Como o risco de sangramento interno cresce de acordo com a idade do paciente, os médicos sugerem que não se tome a droga por mais de 10 anos.
     
    Além disso, também existem dúvidas acerca dos benefícios de doses maiores.
     
    Entre os efeitos colaterais conhecidos, estão sangramentos no estômago e no cérebro.
     
    O estudo constatou que 122 mil vidas poderiam ser salvas na Grã-Bretanha se todas as pessoas entre 50 e 64 anos tomassem uma aspirina diariamente. No entanto, estima-se que outras 18 mil morreriam por efeitos colaterais.
     
    Entre os pacientes mais pré-dispostos a sangramentos estão aqueles que tomam medicação anticoagulante, fumantes e consumidores frequentes de álcool.
     
    Uma representante da organização não-governamental Cancer Research UK, Julie Sharp, alertou contra a recomendação prematura da aspirina.
     
    “Antes que ela possa ser recomendada na prevenção do câncer, algumas questões importantes precisam ser respondidas e novos testes precisam ser desenvolvidos para descobrir que pacientes têm mais chances de sofrer efeitos colaterais”, afirmou Sharp à BBC.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Droga ameniza os sintomas do Alzheimer

    Droga ameniza os sintomas do Alzheimer

    Pesquisadores da Yale School of Medicine, nos Estados Unidos, criaram uma substância capaz de reverter, em camundongos, os deficits cerebrais provocados pelo Alzheimer. O composto CT-2153 inibe os efeitos negativos da proteína STEP (abreviação de STriatalEnriched tyrosine Phosphatase), que é fundamental para a regulação da aprendizagem e da memória. Essas funções cognitivas são prejudicadas na doença degenerativa.
     
    O alto nível da STEP impede o fortalecimento sináptico, processo que é necessário para a transformação de memórias de curto prazo em de longo prazo. Essa perturbação pode resultar em Alzheimer e em um grande número de distúrbios neuropsiquiátricos e neurodegenerativos, todos marcados por comprometimento cognitivo.
     
    EM RATOS
     
    Parasita da leishmaniose deixa mosquito mais forte Cientistas do Brasil e do Reino Unido descobrem que a leishmania faz com que o inseto reaja melhor à ação de micro-organismos ameaçadores, como bactérias. O efeito pode potencializar a disseminação da doença Liderados por Paul Lombroso, professor do Yale Child Study Center e dos departamentos de Neurobiologia e Psiquiatria da Yale School of Medicine, os pesquisadores estudaram milhares de pequenas moléculas procurando as que fossem capazes de inibir a atividade da STEP. Identificados, esses compostos inibidores foram testados em células cerebrais de ratos para examinar como eles efetivamente poderiam suspender os efeitos da proteína.
     
    O CT-2153, que se apresentou mais promissor, foi testado em cobaias modificadas para ter o mal de Alzheimer. Como resultado, houve a reversão do comprometimento cognitivo em vários exercícios que afetavam a capacidade dos animais de lembrar objetos vistos anteriormente. De acordo com Lombroso, uma única dose da droga resultou em melhorias expressivas. “Animais tratados com o composto eram indistinguíveis a partir de um grupo de controle em várias tarefas cognitivas”, explica.
     
    A equipe de pesquisadores testa atualmente o CT-2153 em outros animais, incluindo primatas. “Se os resultados forem bem sucedidos, estaremos um passo mais próximo de testar se a droga é capaz de melhorar a cognição em humanos”, diz Lombroso.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

    Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

    Pais e escolas podem ficar atentos a primeiros sintomas de diabetes tipo 1.
    Programa internacional orienta educadores sobre como lidar com doença.
     
    Sinais simples podem ajudar os pais e até as escolas a identificar possíveis casos de diabetes na infância. Se a doença demora a ser diagnosticada, há risco de a criança sofrer sintomas graves, podendo entrar em coma e até morrer em consequência do nível elevado de glicose no sangue por um período prolongado.
     
    O endocrinologista Luis Eduardo Calliari, conselheiro da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), explica que o primeiro sinal da diabetes na infância – que é a diabetes tipo 1 – é a criança começar a beber muita água e fazer xixi com mais frequência.
     
    Progressivamente, começa a haver perda de peso. “A criança tem mais apetite, come muito, mas não ganha peso. Vai ficando muito fraquinha, às vezes até com falta de ar”, explica o especialista.
     
    “Geralmente, a criança chega ao pronto-socorro bem prostrada, com respiração muito rápida e a mãe leva a criança ao hospital pela falta de ar. Mas o problema não tem a ver com o pulmão, mas com um quadro de cetoacidose diabética.”
     
    Em pacientes com diabetes, há uma deficiência na produção de insulina, hormônio que tem a função de decompor a glicose e produzir energia a partir dela. Quando a doença não é controlada, o organismo passa a usar a gordura como combustível. A decomposição da gordura leva ao acúmulo de substâncias que deixam o sangue ácido: esse é o quadro de cetoacidose diabética, que pode ser muito perigoso caso a doença demore a ser identificada.
     
    Para o médico, a escola pode ser um importante aliado em identificar os primeiros sinais da doença e também em monitorar os alunos diabéticos. “Hoje em dia, pais e mães trabalham e a criança passa cada vez mais tempo na escola. Se o aluno leva muita água pra a sala de aula e pede para sair várias vezes para ir ao banheiro, antes de achar que é malandragem, é importante pensar que pode ser diabetes”, diz.
     
    Dificuldades
     
    A dona de casa Elizabete Gonçalves da Costa, mãe de Enzo, de 10 anos, conta que a família, que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, enfrentou várias dificuldades em relação às escolas que o garoto frequentou. Diagnosticado com diabetes do tipo 1 aos 3 anos, Enzo já começou a aprender sua rotina de cuidados desde pequeno.
     
    A criança com diabetes deve fazer o controle da glicemia (que é a concentração da glicose no sangue) com o exame de ponta de dedo várias vezes ao longo do dia. Ela também pode ter de se aplicar insulina. A escola que Enzo começou a frequentar com 7 anos de idade, porém, não permitiu que ele levasse o aparelho para medir sua glicemia. A instituição também determinou que o garoto deveria comer seu lanche separado das outras crianças, por ele levar os alimentos de casa.
     
    No início, Elizabete chegou a permanecer na escola para fazer os testes no filho ao longo do dia. Hoje, depois de muitas conversas entre a família e a coordenação, Enzo já pode levar seu aparelho para a aula e fazer os testes dentro da escola, sem a presença da mãe. A escola também reuniu as crianças de seu período no refeitório e explicou por que o garoto tinha de levar o próprio lanche, diferente do de outros alunos. Agora, o menino pode comer ao lado de seus colegas.
     
    O diagnóstico de Enzo também foi trabalhoso. “Levei o Enzo a três pediatras diferentes, pois ele reclamava do cansaço, não conseguia segurar o xixi e bebia muita água. Ele também começou a emagrecer, mesmo comendo muito”, conta.
     
    Nenhum deles diagnosticou a doença. A constatação da diabetes só ocorreu quando o garoto passou mal e a mãe o levou ao pronto-socorro. “O pediatra pediu exame de sangue e viu que a glicemia estava muito alta.” Segundo ela, só depois de três meses, quando Enzo passou a ser tratado por uma endocrinologista pediátrica, é que o tratamento foi bem definido e as dúvidas sobre a doença foram sanadas.
     
    Programa em escolas
     
    Um programa desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), lançado no Brasil nesta terça-feira (5), vai levar a 15 escolas públicas e privadas brasileiras orientações sobre como identificar e como lidar com a diabetes no meio escolar. Chamado KiDS (“Kids & Diabetes in Schools”, ou “Crianças e Diabetes nas Escolas”), o programa tem apoio do Ministério da Saúde e foi desenvolvido pela IDF em conjunto com a ADJ Diabetes Brasil e pela farmacêutica Sanofi.
     
    Outras instituições e também pais interessados podem acessar o material didático do programa, em português, no site da IDF.
     
    O endocrinologista Calliari afirma que há muito desconhecimento sobre a diabetes infantil no ambiente escolar. “Às vezes a professora não permite que o aluno faça o exame de ponta de dedo na sala de aula e também não permite que ele saia para fazer. É muito comum que a escola não tenha essa percepção”, diz.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Serviços de saúde do Brasil estão em alerta para possíveis casos de ebola

    Serviços de saúde do Brasil estão em alerta para possíveis casos de ebola

    Médicos encaminham pacientes vindos da África a serviços de referência.
    Nenhum caso até agora preencheu os requisitos para ser suspeito de ebola.
     
    Os serviços de saúde brasileiros já estão em alerta para identificar pacientes que possam ter tido contato com o vírus ebola, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo ele, já houve casos de pacientes que vieram da África com sintomas variados e que foram encaminhados para serviços de referência para verificar o risco de ser ebola.
     
    “Tem casos de pessoas que vêm de países onde nem tem ebola e os sintomas nem são parecidos”, diz Barbosa. Para ele, isso mostra que os profissionais e o sistema de saúde em geral estão “muito sensíveis” para identificar esses casos. “Isso é bom, desde que não se caia no exagero de não observar de onde a pessoa veio, o que pode sobrecarregar os serviços de referência.”
     
    Nenhum dos casos apresentados até o momento no país preencheu os requisitos para ser considerado suspeito de ebola.  “Um era malária e o outro era infecção urinária. Como a pessoa tinha vindo da África, pensaram que poderia ser ebola. Mas no hospital de referência, essa possibilidade é descartada.”
     
    Probabilidade baixa
     
    A probabilidade de o ebola chegar ao Brasil é muito baixa, de acordo com Barbosa. “O ebola não se transmite pelo ar, diferentemente de outros vírus. Só transmite se a pessoa tiver contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas doentes”, diz. Outra característica que dificulta a propagação da doença para outros continentes é que o paciente tem mais probabilidade de transmitir a doença quando aparecem os sintomas.
     
    “Todo caso de ebola é grave, não tem casos com sintomas leves ou assintomáticos”, diz o secretário. Dessa forma, é mais fácil identificar o paciente que pode transmitir o vírus. Além disso, pacientes nesse estado provavelmente não conseguiriam fazer uma viagem internacional.
     
    Voos
     
    Barbosa observa que não há voos diretos dos países afetados – Serra Leoa, República da Guiné e Libéria – para o Brasil. Mas caso um passageiro apresente sintomas durante um voo, a equipe de bordo deve seguir as regras determinadas pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata).
     
    Entre outras medidas, a tripulação deve contatar o aeroporto de destino, onde uma equipe de vigilância sanitária deverá avaliar o paciente e encaminhá-lo para um serviço de referência, se necessário. Até o momento, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
     
    Detecção
     
    Segundo Barbosa, como os sintomas do ebola são sempre graves, a doença é de fácil detecção. “O ebola, junto com outras febres hemorrágicas, é de notificação compulsória e imediata. O profissional da saúde que atendeu um paciente e que suspeite de ebola deve comunicar a secretaria municipal ou estadual da Saúde, ou Ministério da Saúde.”
     
    Ele afirma que os serviços de referência brasileiros estão preparados para lidar com casos da infecção. “A doença é gravíssima, mas tem outras doenças que precisam de isolamento até maior. Os procedimentos adequados são conhecidos. Em casos suspeitos, os profissionais dos hospitais de referência sabem como proceder.”
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Novos procedimentos estéticos são oferecidos a mulheres de todas as idades

    Novos procedimentos estéticos são oferecidos a mulheres de todas as idades

    Não há mais idade certa para iniciar um tratamento para combater a ação do tempo. Novos procedimentos considerados mais leves, capazes de corrigir pequenas imperfeições e retardar a ação de agentes ambientais, podem ser usados em peles mais jovens e também fazem com que mulheres mais velhas evitem uma cirurgia.
     
    Embora o filtro solar e a vitamina C (que combate a ação de radicais livres) continuem sendo uma dupla infalível para a prevenção, terapias que antes ficavam relegadas à reparação podem ser uma opção para quem enfrenta o envelhecimento mais cedo.
     
    O microagulhamento (técnica em que pequenos furos na pele são feitos para facilitar a absorção de cosméticos) é uma opção que ganha força nos consultórios com a chegada de substâncias menos agressivas e potentes, como o ácido tranexâmico.
     
    Usado para os tratamentos do melasma (manchas), o ácido previne e tira manchinhas em peles jovens, segundo Andréia Mateus Moreira, dermatologista e autora do livro “Cosmiatria e Laser: Prática no Consultório Médico”.
     
    Os clássicos CO2 fracionado e botox também podem ser indicados aos mais jovens. “Há pessoas mais novas com muitas marcas de expressão”, diz Ediléia Bagatin, professora de dermatologia da Unifesp. “Já apliquei a toxina botulínica em uma menina de 18 anos que franzia muito a testa e acabou tendo um vinco profundo entre as sobrancelhas.”
     
    Outra opção é o ultrassom microfocado, que causa pequenas lesões que estimulam a regeneração celular.
     
    Quem tem a pele mais envelhecida, que requer mais cuidado, também pode se beneficiar dos novos procedimentos mais “light”. “Hoje as mulheres querem evitar o efeito artificial de algumas dessas operações”, diz Jardis Volpe, dermatologista.
     
    Uma alternativa é o sutura silhouette, técnica que produz um efeito de lifting (ou seja, levantamento) sem cortes. Um fio, aplicado por uma agulha, “levanta” áreas caídas da testa, da bochecha e da pescoço. A diferença desse método para outros é o tipo de fio em formato de cone. Ele substitui fios que puxam em apenas alguns pontos e produz um resultado natural.
     
    O fio também contém ácido polilático, substância com efeito antienvelhecimento que é gradualmente absorvida pelo corpo. Isso leva à produção de colágeno, proteína que dá firmeza à pele.
     
    “O efeito do lifting é imediato, mas o do colágeno dura até dois anos”, diz Volpe.
     
    A técnica foi a opção escolhida pela cabeleireira Elizete Pinto Rabelo, 44, para evitar uma cirurgia e se prevenir contra novas marcas.”Não queria ficar 'plastificada' e esse fio não me assustou”, afirma. “O resultado é percebido na hora.”
     
    Preenchedores 3D também acabam de chegar aos consultórios. O já famoso ácido hialurônico, usado para preencher rugas, ficou mais robusto. “A sua versão em três dimensões preenche as marcas de forma mais natural”, diz Andréia Moreira.
     
    Volpe lembra, porém, que quando há muita sobra de pele a única opção é a cirurgia.
     
    CUIDADOS
     
    Os especialistas lembram que todos esses procedimentos devem ser feitos por profissionais com formação em dermatologia ou cirurgia plástica. “Há muita gente não qualificada atuando no ramo”, alerta Ediléia Bagatin. A dermatologista lembra casos de necrose provocados pelo PMMA (polimetil metacrilato), substância usada para preenchimentos e implantes. “A técnica malfeita chegou a causar muitas deformações”, diz.
     
    Outro procedimento questionável e que chegou há pouco aos consultórios do país (e teve sua fama alavancada por famosos que usaram a técnica) é conhecido como “facelifting do vampiro”.
     
    Trata-se do uso do próprio sangue (plasma rico em plaquetas) na pele para regenerá-la. Uma pequena quantidade de sangue é retirada e centrifugada até se obter o plasma sanguíneo, que contém substâncias que estimulam a divisão celular. O plasma é então injetado na pele.
     
    “A técnica tem aparecido em congressos há um tempo e, de fato, há fatores que regeneram a pele no plasma, mas há um risco de reação imunológica ainda não completamente mapeada”, afirma Andréia Moreira.
    “É como uma autovacina”, diz Ediléia Bagatin. “É vantajoso porque é barato, mas há procedimentos mais sofisticados, submetidos a controles de qualidade maiores e sem o risco de infecções.”
     
    Fonte: Folha de São Paulo