Blog

  • Vacina contra HPV desenvolvida pela USP ganha prêmio

    Vacina contra HPV desenvolvida pela USP ganha prêmio

    Uma pesquisa da USP levou ao desenvolvimento de uma vacina terapêutica que ataca lesões e tumores causados pelo HPV (papilomavírus humano), o responsável pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
     
    O trabalho, ainda em fase experimental, venceu a categoria Pesquisa em Oncologia da quinta edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A cerimônia de entrega será na terça-feira (5).
     
    A premiação é uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.
     
    Na categoria Inovação Tecnológica, venceu um estudo do Instituto Butantan, feito em parceria com a USP, a Recepta Biopharma (empresa brasileira de biotecnologia) e o Instituto Ludwig. O trabalho gerou uma nova linhagem celular para a produção de um anticorpo monoclonal com potencial de combater células tumorais de ovário, rim e pulmão.
     
    Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a cirurgiã Angelita Habr-Gama, professora titular da USP e uma das maiores especialistas em câncer de intestino do mundo.
     
    Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil e um certificado. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio. Neste ano, houve 15 estudos concorrentes.
     
    Na premiação, haverá também uma menção honrosa ao trabalho de um consórcio de pesquisadores coordenado pela USP de Ribeirão Preto, que permitiu reduzir pela metade a mortalidade de um tipo de leucemia (LPA). O estudo, com 180 pessoas, testou uma mudança no protocolo de tratamento da doença.
     
    VACINA TERAPÊUTICA
     
    A proposta da imunização terapêutica é aplicá-la em quem já tem alguma lesão ou tumor causados pelo HPV 16 (um dos tipos do vírus), diferentemente das vacinas disponíveis hoje, que impedem a infecção pelo vírus.
     
    Segundo a bióloga Mariana de Oliveira Diniz, uma das autoras da pesquisa, os testes em roedores mostraram que a vacina estimulou o sistema imune, que foi capaz de identificar as células pré-cancerígenas e matá-las. O estudo foi publicado na revista “Human Gene Therapy”.
     
    Agora, os pesquisadores estão atuando na fase de produção da vacina para a inoculação em humanos.
     
    Para o oncologista Paulo Hoff, diretor do Icesp, a pesquisa tem grande potencial no tratamento de outros tumores, já que o HPV está associado a outros tipos de câncer, como os de cabeça e pescoço, de reto e de pênis.
     
    “Países desenvolvidos como os EUA não têm tantas infecções pelo HPV e não há muito interesse em fomentar estudos nessa área. Portanto, linhas de pesquisa como essa são fundamentais.”
     
    LINHAGEM NOVA
     
    O outro estudo vencedor do prêmio, publicado na revista “PLoS One”, teve o mérito de desenvolver, pela primeira vez no Brasil, linhagens celulares que permitiram a obtenção de um anticorpo monoclonal batizado de Rebmab 200.
     
    Enquanto tratamentos convencionais contra o câncer (químio e radioterapias) atingem, ao mesmo tempo, células tumorais e sadias, esses anticorpos são capazes de se ligar a moléculas específicas dos tumores, agindo apenas sobre elas.
     
    “Gerar linhagens de anticorpos está alinhado com o que as indústrias fazem pelo mundo”, afirma a bióloga Ana Maria Moro, coordenadora da pesquisa.
     
    Segundo ela, há dados que indicam que o anticorpo reconhece 90% dos tumores de ovário, mas serão necessários mais ensaios clínicos para atestar o seu uso terapêutico.
     
    Para Paulo Hoff, o país deveria investir mais em pesquisas inovadoras como essas. “Queremos ver a geração de conhecimento novo. Não podemos ficar copiando o que foi feito lá fora.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Ebola já matou 887 pessoas na África, diz OMS

    Ebola já matou 887 pessoas na África, diz OMS

    Segundo a organização, foram registrados 1.603 casos.
    Países afetados são Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
     
    Novo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira (4) aponta que a epidemia do vírus ebola na África Ocidental já matou 887 pessoas. Segundo a OMS, 1.603 casos foram confirmados até o momento.
     
    Os países afetados são Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.
     
    Segundo a OMS, o número de casos registrados na Nigéria subiu para quatro. Um deles é um médico que havia tratado um paciente infectado, segundo o Ministério da Saúde Local.
     
    O médico havia participado do tratamento de Patrick Sawyer, que morreu em Lagos no mês passado após chegar ao país em um avião com origem na Libéria.
     
    A vítima liberiana, Patrick Sawyer, trabalhava para o ministério das Finanças de seu país e tinha sido infectado por sua irmã antes de ir para Lagos via Lome, no Togo, para uma reunião de líderes africanos.
     
    Visivelmente doente em sua chegada, foi imediatamente levado ao hospital First Consultants de Lagos, onde morreu em quarentena em 25 de julho.
     
    Ajuda internacional
     
    Instituições financeiras internacionais preparam pacotes de financiamento para Libéria, Serra Leoa e Guiné, países gravemente atingidos por um surto do vírus Ebola, disseram nesta segunda o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka, e autoridades de outros bancos.
     
    Kaberuka disse à Reuters que sua instituição vai desembolsar imediatamente um total de US$ 50 milhões destinados aos três países.
     
    O Banco Mundial deve anunciar ainda nesta semana propostas semelhantes de financiamento, após a aprovação por sua diretoria, disseram autoridades bancárias.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Tomar paracetamol para curar ressaca pode causar lesão hepática

    Tomar paracetamol para curar ressaca pode causar lesão hepática

    Imagine o cenário: você bebeu demais na noite anterior e acorda com aquela dor de cabeça terrível. Qual a sua primeira reação?
     
    Se você respondeu “tomar um paracetamol”, precisa ter cuidado. Ingerir alguns comprimidos do medicamento para curar ressaca pode causar uma lesão hepática fulminante, segundo a farmacêutica Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo. O cuidado vale mesmo se a dosagem for menor do que a diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de até 4.000 mg. Segundo ela, o álcool associado ao paracetamol também pode provocar sangramentos no estômago.
     
    Esses são apenas alguns dos riscos que o uso indiscriminado do paracetamol, um dos medicamentos mais populares no mundo no combate à dor e à febre, pode acarretar para a saúde.
     
    A substância pode ser encontrada em comprimidos, em gotas ou ainda como princípio ativo de outros medicamentos. O paracetamol é facilmente adquirido nas farmácias, sem prescrição. Apesar de ser considerado um medicamento seguro e eficaz, é preciso que o paciente fique atento e respeite a dosagem recomendada –cometer exageros é mais fácil do que se imagina.
     
    Para ultrapassar os 4.000 mg recomendados pela OMS, basta ingerir cerca de seis comprimidos dos “extra fortes” num período de 24 horas, ou ingerir os comprimidos associados a outros medicamentos que também contenham o princípio ativo.
     
    “O paracetamol é considerado seguro em doses terapêuticas. É preciso ficar atento, pois este princípio ativo também faz parte da composição de uma série de medicamentos, sendo fácil tomar o dobro da dose”, aponta o gastroenterologista Henrique Boruchowski, do Hospital Samaritano de São Paulo.
     
    Segundo Silvana Maria de Almeida, a superdosagem pode ser fatal. “O uso indiscriminado pode levar a dano hepático, anafilaxia [reação alérgica grave] e outras reações adversas como prurido [coceira], problemas gastrintestinais, náusea, vômito, dor de cabeça, insônia, agitação, atelectasia [colapso pulmonar], Síndrome de Steven-Johnson (com erupção nas mucosas, olhos, nariz, vagina etc), necrólise epidérmica tóxica e penumonite”, explica.
     
    Fígado
     
    A maior preocupação ao se usar o medicamento em excesso está ligada aos danos que pode causar ao fígado. Após ser ingerido e processado pelo organismo, uma das sobras desse processo é o composto NAPQI, que é tóxico. Doses altas do medicamento fazem com que o NAPQI fique acumulado no fígado, atacando as moléculas que formam as membranas das células hepáticas e levando-as à morte. Se não for interrompido, o processo pode levar à falência do fígado e à morte do indivíduo.
     
    Se para obter uma superdosagem basta ir à farmácia mais próxima, detectar os sintomas não é tão fácil assim. De acordo com estudo publicado pelos pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, no periódico “British Journal of Clinical Pharmacology” em 2011, a superdosagem da droga é difícil de ser percebida, pois os sintomas podem ser confundidos com a doença a ser combatida pelo medicamento: vômito, náusea e dor abdominal.
     
    Em geral, os sintomas se manifestam quatro horas depois da superdosagem. Após um período de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo e pode provocar morte cerebral. Para reverter uma intoxicação, é preciso receber tratamento com N-acetilcisteína nas primeiras 24 horas.
     
    “Nos casos de intoxicação leve a moderada, após o primeiro dia da ingestão, os pacientes podem permanecer assintomáticos ou apenas desenvolver náusea, vômito e dor abdominal. Nos casos graves de intoxicação, pode haver falência hepática, incluindo coagulopatia e encefalopatia hepática. Os pacientes devem procurar um serviço de saúde rapidamente para que possa ter os cuidados necessários”, aponta Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein.
     
    O paracetamol é responsável por cerca de 1.500 mortes nos últimos dez anos, de acordo com pesquisa realizada pela ONG de jornalistas Pro Publica. O medicamento é a principal causa de insuficiência hepática e de indicação de transplante de fígado nos Estados Unidos, com quase 800 casos nos últimos 15 anos. Por isso, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos, vem tomando uma série de medidas para controlar o uso do paracetamol.
     
    Em janeiro deste ano, a FDA publicou uma norma recomendando a médicos que não prescrevessem medicamentos com dosagem superior a 325 mg de paracetamol associados a outras substâncias.
     
    Cuidados
     
    Medicamentos como a domperidona ou a ametodopromida podem aumentar a absorção do paracetamol, intensificando seu efeito. O risco de intoxicação com doses acima de 8.000 mg é de quase 100%. Já entre 3.000 mg e 8.000 mg, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.
     
    Mas é a ingestão do medicamento com bebidas alcoólicas que merece atenção redobrada. “Nos casos em que pacientes utilizam mais de três doses de bebida alcoólica por dia, o medicamento pode apresentar interação com o uso concomitante da bebida alcoólica”, diz a farmacêutica Silvana Maria de Almeida. O álcool interfere na disponibilidade de glutationa, causando lesão hepática.
     
    Crianças e idosos também devem tomar cuidado com o medicamento. “Idosos são mais propensos a doenças hepáticas e renais, portanto devem ser monitorados durante o uso de paracetamol. Em crianças, doses acima de 200 mg/kg podem potencialmente causar toxicidade. Este limiar é mais alto porque as crianças têm os rins e fígado proporcionalmente maiores ao tamanho do corpo do que os adultos e, por isso, são mais tolerantes à superdosagem de paracetamol que os adultos”, explica o gastroenterologista Henrique Boruchowski.
     
    Os especialistas recomendam que, no caso do uso do paracetamol não apresentar a eficácia necessária –ou seja, se a dor persistir–, não se deve aumentar a dose, mas sim buscar ajuda médica que indique outra alternativa ao medicamento. “Os problemas do uso indiscriminado do paracetamol, e também de outros medicamentos, podem ser evitados através da consciência de não praticar a automedicação. O melhor a se fazer é sempre procurar usar medicamentos prescritos pelo médico, seguindo suas orientações e do farmacêutico”, recomenda Silvana de Almeida.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Técnica pode ser útil para estudar detalhes da anatomia do animal.
    Método é aplicado depois que camundongo já está morto.
     
    Pesquisadores encontraram um modo de produzir camundongos quase totalmente transparentes. Eles poderão ser usados em pesquisas, para ajudar os cientistas a estudar detalhes da anatomia do animal.
     
    Antes de receberem as substâncais químicas os tornam transparentes, os animais são eutanasiados e têm a pele toda removida. Depois do procedimento, todos os órgãos ficam transparentes, mas os ossos continuam opacos.
     
    O resultado se parece com um bloco de gelatina no formato de um camundongo. Os órgãos são sustentados no lugar por tecido conjuntivo e por um gel utilizado no procedimento.
     
    Camundongos são muito importantes para pesquisas da área biomédica porque boa parte de sua biologia básica é similar à do homem. Além disso, eles podem ser manipulados de forma a simular doenças humanas.
     
    Estudos com camundongos ajudam os cientistas a entender melhor mecanismos relacionados a doenças e também a testar novos medicamentos e estratégias de combate a determinadas enfermidades.
     
    Melhor que raio-x ou ressonância
     
    Cientistas dominam a técnica de fazer com que tecidos fiquem transparentes há mais de um século, e vários novos métodos foram desenvolvidos nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, teve destaque uma técnica que produziu cérebros de camundongo transparentes.
     
    Tais métodos revelam muito mais detalhes sobre o órgão do que raios-x ou exames de ressonância magnética seriam capazes de revelar. O novo trabalho é o primeiro a fazer um camungogo inteiro transparente, segundo especialistas.
     
    A técnica deve ser útil para projetos como o mapeamento de detalhes do sistema nervoso ou do desenvolvimento de um câncer em animais de laboratório, segundo a cientista Vivian Gradinaru, do California Institute of Technology, autora sênior do artigo que descreveu o método, publicado nesta quinta-feira (31) pela revista “Cell”.
     
    O trabalho envolve injetar uma série de substâncias químicas nos vasos sanguíneos e também no cérebro e na medula espinal. Alguns químicos formam um tipo de rede que segura o tecido no lugar. Outros “dissolvem” as gorduras que fazem o tecido bloquear a luz e se tornar opaco.
     
    Leva mais ou menos uma semana para criar um camundongo transparente, segundo Vivian. Os pesquisadores também conseguiram criar ratos transparentes, o que levou cerca de duas semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Entenda a epidemia de ebola na África

    Entenda a epidemia de ebola na África

    Surto de febre hemorrágica é o maior já registrado, segundo OMS.
    Vírus já matou mais de 700 pessoas e afeta três países africanos.
     
    A África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
     
    O último balanço do organização, divulgado em 27 de julho, informa que já são 729 mortos – 47 deles em apenas quatro dias – e 1.300 casos da doença registrados.
     
    O surto atual começou na República de Guiné em março deste ano, e se espalhou para os países vizinhos Serra Leoa e Libéria. Depois, a Nigéria registrou um caso.
     
    Segundo dados da OMS, Guiné é o país com mais mortes – cerca de 350. Em seguida está Serra Leoa, com mais de 200 mortes, e o maior número de casos – mais de 500. Por último está a Libéria, com aproximadamente 150 mortes e pouco mais de 300 infectados.
     
    A OMS enviou mais de uma centena de especialistas para a região para ajudar a conter a epidemia. Porém, eles enfrentam dificuldades para atuar nas áreas mais remotas devido à desconfiança da população. Em alguns vilarejos, chegaram a ser atacados e ameaçados.
     
    Além disso, os próprios médicos têm sido vítimas da alta mortalidade do vírus – que não tem vacina nem cura. O médico responsável pelo combate da epidemia em Serra Leoa, Sheik Umar Khan, morreu no dia 29 de julho, vítima da doença.
     
    'Fora de controle'
     
    Mais da metade dos infectados neste surto morreram, e a OMS teme a possibilidade de uma “propagação internacional” da doença.
     
    No dia 1º de agosto, em reunião com os presidentes da Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, disse que o surto de ebola no oeste africano está “fora de controle”, mas que pode ser barrado.
     
    Apesar disso, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
     
    Segundo a organização, haveria baixo risco de contágio caso um passageiro infectado voe, pois a transmissão só acontece quando o paciente apresenta sintomas severos da doença: como vômito, diarréia, febre alta, sangramento. “É altamente improvável que alguém com tais sintomas se sinta bem o suficiente para viajar”, afirmou a associação internacional de companhias aéreas (Iata).
     
    Ainda assim, o avanço do ebola levou países a fecharem fronteiras terrestres, como no caso da Libéria, e a declararem estado de emergência pública, o que aconteceu em Serra Leoa.
     
    A OMS não descarta rever suas recomendações de viagem durante a epidemia. A organização e governos da região anunciaram no dia 30 de julho um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
     
    Combate
     
    Quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus. “É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo que uma gripe”, explica Rachel Soeiro, médica brasileira que passou um mês na Guiné.
     
    No combate à doença, os pacientes são isolados, e médicos fazem a pessoa se alimentar e ingerir líquidos. Ao sair da área de isolamento do hospital, os pacientes tomam um banho de cloro e ganham roupas novas, já que as antigas estão contaminadas.
     
    O ebola é uma febre hemorrágica grave causada por vírus e que não tem vacina ou cura. A doença só é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e o sangue passa a correr devagar pelo corpo.
     
    Os sintomas incluem diarréia, febre alta, vômitos, hemorragias e danos no sistema nervoso central. A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a três semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Câncer escapa da barreira cerebral

    Câncer escapa da barreira cerebral

    O glioblastoma uniforme é o tumor maligno cerebral de maior incidência entre adultos. Até então, acreditava-se que os mecanismos de proteção da cabeça impediam que as células doentes se espalhassem pelo resto do corpo. Porém, um estudo publicado na edição desta semana da revista Science Translational Medicine mostra que essa barreira não é totalmente eficaz. Investigadores da Alemanha descobriram que há pessoas com esse tipo de câncer que têm células cancerígenas também na corrente sanguínea. O estudo poderá auxiliar em tratamentos contra a doença e na triagem desses pacientes como doadores de órgãos.
     
    “Havia apenas um relatório que abordava essa questão. Ele foi publicado há 10 anos, mas o estudo não conseguiu detectar células do glioblastoma no sangue periférico provavelmente por causa da tecnologia insuficiente e do número baixo de doentes analisados”, conta Carolin Miiller, uma das autoras do novo estudo e pesquisadora do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf. Segundo Müller, na investigação da qual ela fez parte, foi usada uma técnica mais sensível, que permitiu a detecção eficaz das amostras analisadas.
     
    Trata-se da biópsia líquida. Anticorpos de defesa do glioblastoma — cada câncer tem pelo organismo humano para com-batê-lo — foram desenvolvidos em laboratório e ganharam uma pequena partícula de ferro. A mistura foi aplicada em amostras de sangue de 141 pacientes com glioblastoma uniforme. Por meio de uma técnica chamada imantação — em que um imã captura células com ferro —, os cientistas conseguiram encontrar as estruturas cancerígenas em uma pequena parcela dos pacientes analisados. “Nós identificamos células tumorais em circulação no sangue periférico de 29 dos 141 pacientes, ou seja, cerca de 20% de toda a amostragem apresentou a expansão até o sangue”, destaca Müller.
     
    O procedimento pode otimizar os tratamentos, aponta a investigadora. “Compreender esses mecanismos pode ser algo valioso para a concepção de imunoterapias mais eficazes. No entanto, o presente estudo tem algumas limitações, precisando de mais marcadores, com novas abordagens, e que serão um tema interessante de se investigar futuramente.”
     
    A técnica utilizada pelos cientistas também se destaca por ser menos invasiva ao paciente. André Murad, especialista em oncologia e médico do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que, com ela, pode ser possível extrair de forma segura, sem agredir o paciente, amostras que auxiliem no acompanhamento da terapia. “Ao monitorar a existência das células cancerígenas, vai ser possível saber se um medicamento está sendo eficaz ou se deveria ser alterado”, explica.
     
    Patrícia Schorn, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, no Distrito Federal, acredita que, apesar de caro, o procedimento poderá ser usado para a detecção de outros tipos de tumores. “Se pensarmos em um futuro muito além, podemos ter a esperança de que essa técnica consiga detectar qualquer tipo de câncer pela amostra de sangue, como um hemograma. Dessa forma, seria mais fácil e mais rápido iniciar um tratamento”, espera a especialista.
     
    Doação de órgãos
     
    A descoberta também poderá trazer mais segurança à doação de órgãos. Segundo Müller, pacientes com glioblastoma uniforme cujas células cancerígenas se espalham pelo sangue se enquadram em uma condição complicadora para transplantes — há o risco de o receptor do órgão desenvolver o câncer. “A incidência exata não é conhecida, mas estima-se que entre 10% e 20% dos receptores desenvolvam tumores extracranianos em órgãos como rim, fígado, pâncreas, coração”, destaca.
     
    Para Murad, estudo alemão reforça ainda mais a necessidade de cuidados quanto à doação de órgãos de pessoas com glioblastoma. “Acredito que pessoas que têm esse câncer não deveriam ser doadoras, mas, caso exista essa necessidade, é importante que seja feita uma avaliação da análise das células tumorais, como na pesquisa. Identificar onde elas se encontram pode ajudar a determinar se podem gerar risco ao receptor do órgão doado.” Segundo Schorn, um trabalho publicado recentemente no jornal The Lancet lista o glioblastoma como um dos tumores contraindicados para a doação de órgãos.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Estudo sugere que é possível prever suicídios com exame de sangue

    Estudo sugere que é possível prever suicídios com exame de sangue

    Pesquisadores norte-americanos acreditam que é possível criar um exame de sangue para ajudar a prevenir suicídios. A hipótese é baseada na descoberta de uma alteração química em um gene ligado ao estresse, que, segundo os cientistas, torna algumas pessoas mais propensas a tentar acabar com a própria vida.
     
    Os resultados desse trabalho, conduzido por uma equipe da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, foram publicados esta semana no American Journal of Psychiatry.
     
    A pesquisa foi focada em uma mutação no gene SKA2. Os pesquisadores analisaram amostras de cérebros de pessoas mortas por diferentes causas, e descobriram que aqueles que haviam se suicidado apresentavam alterações significativas nesse gene.
     
    A equipe, então, testou três diferentes amostras de sangue, sendo que a maior delas envolvia 325 pessoas. Eles encontraram alterações semelhantes no SKA2 dos participantes que haviam reportado pensamentos suicidas ou tentativas de acabar com a própria vida.
     
    Segundo o líder do estudo, o professor de psiquiatria Zachary Kaminsky, essas alterações desempenham um papel importante na resposta do cérebro aos hormônios do estresse, funcionando como uma espécie de estímulo a tendências suicidas.
     
    Isso porque o SKA2 é expresso no córtex pré-frontal, que desempenha um papel na inibição de pensamentos negativos e comportamentos impulsivos. Além disso, esse gene é responsável por orientar os receptores de hormônios do estresse nos núcleos das células. Quando há modificações nele, os receptores tornam-se incapazes de interromper a liberação de cortisol no cérebro.
     
    Segundo o pesquisador, o modelo produzido a partir da descoberta prediz o risco de suicídio com uma precisão de 80%. Para aqueles com risco mais grave de suicídio, o modelo teve uma precisão de 90%.
     
    De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o suicídio foi a décima principal causa de morte nos EUA entre indivíduos com dez anos de idade ou mais em 2009, o que resultou em um total de 36.891 mortes. Outros levantamentos também mostram que o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens.
     
    Embora ainda sejam necessários mais estudos para confirmar a hipótese, a descoberta é útil porque ainda não existe uma forma consistente de se prevenir o suicídio. Um teste ajudaria os médicos a identificar os tratamentos mais adequados para cada paciente.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS registra mais de 1,3 mil casos de ebola e 729 mortos

    OMS registra mais de 1,3 mil casos de ebola e 729 mortos

    Novo balanço foi anunciado nesta quinta-feira (31).
    Países mais afetados são Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
     
    O balanço da epidemia de febre hemorrágica provocada pelo vírus do ebola na África Ocidental, aumentou para mais de 1.300 casos, anunciou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    No total, até 27 de julho, 729 pessoas morreram vitimadas pelo ebola, entre elas 47 em apenas quatro dias.
     
    Entre 23 e 27 de julho, foram registrados 122 novos casos (confirmados, proáveis e suspeitos) e foram notificadas 57 mortes na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa, acrescentou a OMS.
     
    A organização anunciou nesta quinta que lançará, junto com os governos da região, um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
     
    Também nesta quinta, o presidente de Serra Leoa, declarou estado de emergência pública no país devido ao pior surto de ebola já registrado, que já causou mais de 220 mortes até o momento no território.
     
    O vírus ebola é transmitido por contato direto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre que provoca se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% entre os humanos e não há vacina que evite o contágio.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Dilma diz que Mais Médicos também vai ter profissional especializado

    Dilma diz que Mais Médicos também vai ter profissional especializado

    A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (31) que pretende incrementar o programa Mais Médicos incluindo especialistas para atender a população e também garantir um maior acesso a exames de laboratório.
     
    “Queremos partir para a criação também de um serviço que garanta agilidade no atendimento chamado médico especialista, o médico que vai cuidar, por exemplo, de um problema de glândula, o médico que vai cuidar de um problema do coração, aquele médico ortopedista”, disse Dilma em entrevista à Rádio Sociedade, da Bahia. “E ao mesmo tempo garantir acesso aos exames laboratoriais”, acrescentou a presidente, que busca a reeleição.
     
    O programa Mais Médicos foi uma das respostas da presidente às grandes manifestações populares de junho de 2013, que reivindicavam, entre outras questões, melhorias nos serviços públicos.
     
    Com o objetivo de alocar médicos em regiões com carência desses profissionais para melhorar o atendimento básico, o programa gerou muita polêmica, especialmente pelo envolvimento de um grande contingente de médicos cubanos.
     
    O Mais Médicos é um dos pilares da campanha de Dilma, que deverá valorizar também o programa Minha Casa Minha Vida e o Pronatec, de ensino técnico.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo associa insônia do adolescente a depressão e ansiedade

    Estudo associa insônia do adolescente a depressão e ansiedade

    Um estudo australiano com alunos de ensino médio mostra que a insônia na adolescência muitas vezes é um sinal de depressão e ansiedade. Além disso, mostra que jovens que têm mais disposição à noite tendem a sofrer mais com o problema. Os resultados foram publicados na revista Sleep Medicine.
     
    O trabalho foi feito por pesquisadores da faculdade de psicologia da Universidade de Adelaide. Eles entrevistaram mais de 300 estudantes com idades entre 12 e 18 anos para conhecer aspectos como hábitos de sono e saúde mental.
     
    Muita gente tende a se sentir mais disposto pela manhã, enquanto outras pessoas mal conseguem raciocinar direito nesse período e preferem deixar tarefas importantes para a tarde ou a noite. São os chamados vespertinos.
     
    Segundo o principal autor do estudo, Pasquale Alvaro, adolescentes com essa característica, ou seja, que são mais ativos à noite, são mais propensos a ter insônia e depressão.
     
    Esse dado é importante porque os jovens tendem a desenvolver uma preferência pela noite, o que acaba virando um ciclo vicioso: quanto mais tarde vão dormir, mais difícil fica funcionar durante o dia.
     
    Ainda de acordo com a pesquisa, jovens vespertinos também são mais propensos a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade de separação e fobia social.
     
    Cerca de 11% dos adolescentes com 13 a 16 anos, na maioria dos países, sofrem de dificuldades para pegar no sono ou permanecer dormindo. E, se essa parcela dos jovens tende a sofrer mais de depressão e ansiedade, a falta de sono também é capaz de agravar o problema, além de aumentar o risco de envolvimento com drogas e álcool.
     
    Fonte: Uol Saúde