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  • Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos

    Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos

    Empresa Oxitec produz inseto capaz de reduzir transmissão da dengue.
    Unidade em Campinas gera até 2 milhões de mosquitos por semana.
     
    A empresa britânica Oxitec inaugurou, nesta terça-feira (29), a primeira fábrica de mosquitos Aedes aegypti transgênicos do Brasil, uma tecnologia que, se aprovada, pode ajudar no combate da dengue no país. A unidade, instalada em Campinas, tem capacidade de produzir 500 mil insetos por semana. No ápice de produção, esse número pode saltar para 2 milhões de machos a cada sete dias.
     
    A tecnologia foi desenvolvida em 2002, no Reino Unido. No laboratório, ovos dos Aedes aegypti receberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica.
     
    Os machos, quando liberados na natureza, procriam com as fêmeas –responsáveis pela incubação e transmissão do vírus da dengue. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total.
     
    Testes iniciados em 2011 na cidade de Juazeiro, na Bahia, mostraram redução acima de 80% na população selvagem. Alguns experimentos apontaram resultados de 93% de redução do Aedes aegypti que vive na natureza. O uso dos insetos da Oxitec no Brasil foi feito em parceria com a organização Moscamed.
     
    Como funciona
     
    A ideia da Oxitec é ser contratada pelo poder público para fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue.
     
    A contratação depende da aprovação da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que ainda estuda autorizar a comercialização deste tipo de serviço. Caso isto ocorra, o Brasil poderá ser o primeiro país a aprovar o uso de  Aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.
     
    Segundo Glenn Slade, diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, uma cidade de 50 mil habitantes terá de desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano para aplicar os serviços, e R$ 1 milhão pelos anos seguintes, para manutenção dos insetos.
     
    O processo de liberação é dividido em três fases. Em um plano simulado para um município de 10 mil habitantes, na primeira fase, chamada de supressão, são liberados 2,5 milhões de insetos por semana (250 para cada habitante). Na consolidação, o total de lançamentos cai para um milhão por semana. As duas primeiras etapas duram de quatro a seis meses. Na terceira e última fase, a de manutenção, são liberados 500 mil mosquitos machos por semana.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 5 de julho deste ano, o país registrou 659.051 casos de dengue, total que é 52,5% menor que o do ano passado (1.388.776 notificações). A quantidade de mortes também diminuiu. Foram 249 óbitos entre 1º janeiro e 5 de julho deste ano contra 541 no mesmo período do ano passado.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Governo inclui vacina contra hepatite A no calendário de vacinação do SUS

    Governo inclui vacina contra hepatite A no calendário de vacinação do SUS

    Meta do ministério é vacinar três milhões de crianças em um ano.
    Segundo ministério, país passa a oferecer 14 vacinas gratuitas.
     
    O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (29) que vai incluir a vacina contra o vírus da hepatite A no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. A imunização vai ser direcionada a crianças de 1 ano até 1 ano e 11 meses. A meta do ministério é atingir 95% desse público, o que totaliza três milhões de crianças.
     
    A vacina já está disponível nas unidades básicas de saúde pública de 11 estados (Acre, Rondônia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul) e do Distrito Federal, segundo o ministério.
     
    Amazonas, Amapá, Tocantins, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Pará e Santa Catarina terão a imunização implantada no mês de agosto. Para setembro, ficarão os estado de Roraima, São Paulo e Paraná. Depois de outubro, a vacina ficará disponível sempre, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Já foram distribuídas 1,2 milhão de doses desde o início de julho. A distribuição segue até setembro.
     
    Com a vacinação contra a hepatite A, o Ministério da Saúde passa a oferecer, de graça, 14 vacinas de rotina no calendário. Ainda segundo o ministério, com a nova vacina, o Brasil passa a ofertar todas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que o investimento nas doses de vacina de hepatite A vai ser de R$ 111 milhões e vai “valer a pena” à medida que as mortes de crianças diminuírem. O governo estima reduzir em 65% o número de casos de Hepatite A e em 59% as mortes pelo vírus.
     
    “Nós conseguimos reduzir o preço para R$ 19,85 a dose. São R$ 111 milhões para garantir a cobertura neste ano, mas à medida que a gente  conseguir reduzir os óbitos, esse investimento é um investimento que vale à pena”, afirmou o representante da pasta.
     
    Hepatite A
  • Anvisa já liberou 18 pedidos de canabidiol

    Anvisa já liberou 18 pedidos de canabidiol

    Desde abril, quando a Justiça e a Anvisa autorizaram pela primeira vez no país a importação da pasta com CBD (canabidiol), a agência já recebeu 36 pedidos para liberar o produto.
     
    A primeira autorização foi dada à menina Anny Fischer, 6, que sofre de epilepsia grave. Uma campanha nacional feita pela família da criança fez com que o CBD ganhasse notoriedade no Brasil.
     
    Segundo a Anvisa, já foram liberados 18 pedidos e outros 12 aguardam exigências a serem cumpridas.
     
    Houve ainda a liberação por meio de dois mandados judiciais e três casos estão em análise inicial. Apenas um pedido foi arquivado.
     
    Em junho, um bebê de 1 ano e 4 meses que tinha epilepsia grave morreu poucos dias depois de a mãe receber autorização da Anvisa para importar a pasta.
     
    Para avaliar a qualidade do CBD que está sendo consumido no país, um grupo de docentes da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto está elaborando um estudo de observação.
     
    De acordo com o psiquiatra José Alexandre de Souza Crippa, da USP, o grupo deverá monitorar quem já está consumindo o produto.
     
    As cerca de 30 crianças auxiliadas ilegalmente pelo médico Leandro Cruz Ramires da Silva, 50, por exemplo, também deverão participar.
     
    Com o estudo, também será possível demonstrar os benefícios do CBD e estabelecer a quantidade exata de CBD a ser ministrada.
     
    “Com a proibição da Anvisa, a ciência fica amarrada. Não existe cálculo empírico”, afirma Crippa.
     
    Ele disse que preocupa o fato de pais oferecerem o composto às crianças sem assistência.
     
    “Recebo, em média, 50 e-mails por dia de mães pedindo ajuda. E eu não posso fazer nada, porque o CBD é proscrito”, afirmou.
     
    Um grupo de professores da USP de Ribeirão Preto enviou no dia 16 deste mês uma carta aberta à Anvisa pedindo a liberação para prescrição médica do canabidiol.
     
    No texto, os professores citavam as evidências de que o CBD tem potencial para tratar diversas doenças e que, por esse motivo, não justifica que permaneça proibido.
     
    Em agosto, a Anvisa deverá votar a reclassificação do composto.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Medicamento para câncer de mama se mostra eficaz para aumentar fertilidade

    Medicamento para câncer de mama se mostra eficaz para aumentar fertilidade

    Pesquisadores descobriram um tratamento mais eficaz para uma das causas mais comuns de infertilidade: as mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP), que possuem diversos cistos pequenos nos ovários que impedem os óvulos de amadurecer de forma adequada.
     
    A infertilidade causada pela SOP geralmente é tratada com clomifeno (Clomid) para estimular a produção de óvulos. Porém, o letrozole (Femara), um medicamento contra o câncer de mama que não é aprovado para a indução da ovulação, talvez seja a melhor opção (os dois também são vendidos na versão genérica).
     
    Publicado no periódico The New England Journal of Medicine, um estudo dividiu de forma aleatória 750 mulheres inférteis com SOP em dois grupos, cada grupo tomou um dos medicamentos. Elas realizaram até cinco ciclos de tratamento.
     
    Após controlar os fatores como histórico de fertilidade, raça e diversos níveis de hormônios no sangue, os pesquisadores descobriram um aumento significativo da ovulação, fecundação e gestação nas mulheres que tomaram o letrozole.
     
    As diferenças em relação aos efeitos colaterais e eventos adversos graves foram poucas entre os dois grupos, e as participantes que tomaram o letrozole estavam 44% mais propensas a dar à luz.
     
    “Trata-se de uma forma mais segura, simples e eficaz de engravidar”, afirmou Richard S. Legro, principal autor do estudo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado da Pensilvânia. “Quando encontramos soluções mais fáceis, mais simples que a fertilização in vitro, devemos com certeza utilizá-las”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Combate ao sedentarismo e diabetes ajuda a prevenir insuficiência cardíaca

    Combate ao sedentarismo e diabetes ajuda a prevenir insuficiência cardíaca

    Responsável por alto índice internações no país, a insuficiência cardíaca –doença que limita o funcionamento do coração– atinge cerca de 2% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Para esclarecer sobre a doença, que tem 240 mil pessoas diagnosticadas por ano no Brasil, especialistas organizam uma conversa com o público no 13º Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca, 7 de agosto, em Ribeiro Preto, interior de São Paulo.
     
    O encontro pretende abordar, em linguagem simples, hábitos que contribuem para o desenvolvimento da doença, como o sedentarismo, o colesterol alto e o diabetes. Os especialistas também pretendem divulgar formas de diagnóstico e de tratamento. Se não tratada, a insuficiência pode agravar-se até culminar num transplante de coração. Em 2014, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) estima que devem ser feitos 280 transplantes do órgão no país.
     
    São sinais da insuficiência cardíaca a falta de ar ao dormir, fadiga, cansaço e limitação para fazer tarefas do cotidiano. O tratamento é feito com remédios diuréticos e implantação de marcapassos. Somente em casos graves, o transplante torna-se necessário. Especialistas também destacam a importância de diminuir os fatores que provocam o infarto, como o fumo e as bebidas alcoólicas. Eles também recomendam tratamento para a pressão alta e a erradicação da Doença de Chagas (transmissível por inseto) para diminuir a incidência de casos.
     
    Professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o cardiologista Luís Eduardo Paim Rhode explica que a doença aparece quando o coração não consegue mais atender às necessidades do corpo. “Normalmente é uma agressão ao coração, crônica como a pressão alta, ou aguda, como um infarto, que deixa cicatriz no coração. Em consequência, o coração não consegue bombear o sangue para o restante do corpo”, explica.
     
    Segundo a Aliança Mundial de Insuficiência Cardíaca, a doença provoca alto índice de internações, principalmente de pessoas idosas. A maioria dos pacientes morre cinco anos após o diagnóstico. “O paciente que se interna por insuficiência cardíaca corre um risco, que não é pequeno, de morrer durante a internação e depois dela”, destaca Paim Rhose, que integra a aliança e participou da elaboração de documento sobre impactos da doença.
     
    De acordo com a SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular), a insuficiência lidera as internações por doenças do coração, que representam uma em cada três no sistema de saúde. “Na maioria dos casos, são pessoas acima de 60 anos já debilitadas por outras doenças. Como o mundo está envelhecendo, esse é o resultado”, esclarece o presidente do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da sociedade, Cláudio Fuganti.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Menina com hidrocefalia sorri pela primeira vez depois de cirurgia

    Menina com hidrocefalia sorri pela primeira vez depois de cirurgia

    A menina indiana Roona Begum, 3, que sofre com a hidrocefalia, está sorrindo pela primeira vez depois de ter passado por várias operações para drenar o líquido que inchava sua cabeça. Com os procedimentos ela conseguiu reduzir a circunferência do crânio de 37 cm para 23.
     
    Roona precisou voltar para o hospital próximo de Nova Déli, na Índia, no ano passado, para passar por uma nova cirurgia destinada a tirar alguns ossos do crânio. Depois que ela recebeu alta, os cirurgiões avisaram aos pais que ela teria poucas chances de sobrevivência, mas agora ela chocados os médicos por estar viva, sorrindo e dando risadas.
     
    Em entrevista ao Daily Mail, a mãe da garota, Fátima Roona Khatun, 23, contou os avanços da filha depois da cirurgia. “Ela está muito melhor agora. Consegue manter a cabeça reta e pode se movimentar de um lado para o outro sozinha. Ela responde a outras crianças e sorri quando alguém chama seu nome”, afirma.
     
    “Eu ficaria muito feliz se Roona pudesse ficar de pé e falar, ser como uma criança normal. Esperamos que um dia ela possa ir para a escola”, diz Khatun.
     
    A garota ainda não consegue andar devido ao peso da cabeça. No entanto, Roona é capaz de engatinhar, comer, dormir e interagir com seus pais em sua casa, em Tripura, na Índia.
     
    O neurocirurgião Sandeep Vaishya, que acompanha a garota, ficou surpreso pela recuperação, mas afirma que ainda há um longo caminho pela frente. “Ela começou a rir, faz um monte de sons e ocasionalmente fala algumas palavras. Roona também ganhou peso e suas atividades têm melhorado, mas se ela será capaz de viver uma vida normal, ninguém pode dizer”, avalia.
     
    O neurocirurgião, no entanto, afirma que o mais provável é que fique alguma sequela. “Um caso grave de hidrocefalia normalmente causa algum dano ao cérebro”, diz.
     
    Graças ao progresso de Roona, Vaishya quer que ela passe por mais uma operação para reduzir ainda mais o tamanho de sua cabeça.
     
    No entanto, o pai dela, Abdul Rahman, 21, está preocupado com os riscos. “Minha esposa passou por muita coisa com a condição de Roona e no passado as pessoas até sugeriam que a gente entregasse nossa filha para um orfanato, mas a gente sempre quis que ela ficasse com a gente”, conta o pedreiro, analfabeto, que ganha apenas duas libras por dia (aproximadamente R$ 7,60).
     
    “Se os médicos puderem garantir que a cirurgia vai dar certo e que vão fazer o melhor, fazer com que Roona possa ficar sentada e conversar, como uma criança normal, então nós queremos. Mas se eles não podem nos dar essa garantia, então preferimos que ela fique como está”, conta Rahman.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo questiona técnica para retirar útero

    Estudo questiona técnica para retirar útero

    Um novo estudo traz mais evidências mostrando que os médicos devem ser extremamente cuidados ao realizar um procedimento comum para a remoção do útero por causa do risco de disseminar um câncer.
     
    A operação usa um equipamento para cortar o tecido uterino em pedaços antes de removê-lo por meio de pequenas incisões durante uma cirurgia minimamente invasiva. A técnica, chamada de morcelação elétrica, também é usada para remover tumores fibrosos.
     
    Relatórios recentes indicaram que equipamento cortou tumores que nem elas ou seus médicos sabiam que existiam, o que causou o espalhamento de células cancerosas no abdome.
     
    Agora, uma nova pesquisa publicada na revista médica “Jama” aponta que tumores não identificados em mulheres que passaram pela cirurgia de remoção de útero, chamada histerectomia, são mais comuns do que se pensava. A conclusão pode levar à limitação da morcelação.
     
    A FDA (agência que regula medicamentos e equipamentos médicos nos EUA) disse em abril que a morcelação deveria ser desencorajada e, neste mês, fez reuniões para avaliar o procedimento.
     
    O estudo analisou um banco de dados que incluía 15% de todas as internações do país entre 2006 e 2012. Os pesquisadores encontraram 232 mil casos de mulheres que retiraram o útero –36 mil delas passaram pela morcelação. A conclusão é que uma em cada 368 mulheres que fez a cirurgia tinha um câncer que só foi detectado mais tarde. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Hepatite pode ser eliminada com mobilização dos recursos necessários, diz OMS

    Hepatite pode ser eliminada com mobilização dos recursos necessários, diz OMS

    A eliminação da hepatite viral, que a cada ano causa 1,4 milhão de mortes, pode ser conseguida com a mobilização dos recursos técnicos, financeiros e de capacitação, disse nesta quinta-feira (24) a OMS (Organização Mundial da Saúde).
     
    “É possível eliminar a hepatite viral. Estamos pedindo aos líderes do mundo para perceberem que esse é o momento de aplicar as medidas necessárias para acabar com a hepatite, porque agora podemos realmente eliminá-la”, afirmou em coletiva de imprensa o médico Samuel So, diretor do Centro Asiático do Fígado e especialista da OMS.
     
    “Estamos em um momento de muita empolgação porque finalmente temos os tratamentos necessários. Remédios que provaram que 90% dos doentes que tomaram ficaram curados. Devemos atuar agora para mudar a dinâmica”, afirmou por sua vez Stefan Wiktor, diretor do Programa Mundial de Hepatite da OMS.
     
    A necessidade e a urgência de lutar contra a doença estão em que não só 1,4 milhão de pessoas morrem a cada ano por causa da hepatite, mas que 500 milhões de pessoas que convivem com algum dos vírus que a provocam e desconhecem que possuem, podem continuar transmitindo. Em 22 de maio, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução que pede o desenvolvimento e implantação de políticas públicas multissetoriais destinadas a reduzir a incidência e o índice de mortalidade da hepatite.
     
    A resolução pede aos países que desenvolvam programas de prevenção da hepatite e reforcem os programas de imunização para reduzir a incidência dos tipos que existem vacinas.
     
    “Isso foi um grande passo porque se tomou total consciência do alcance da doença e das possibilidades de eliminá-la”, afirmou Wiktor.
     
    O especialista explicou que apesar de terem passado apenas dois meses desde a aprovação da resolução, dados já foram passados para países como Brasil, Egito, Indonésia e Ucrânia, que estão estendendo ou criando programas transversais para lutar contra a doença.
     
    A hepatite é a inflamação do fígado, causada na maioria dos casos por uma infecção virótica gerada por cinco vírus principais: A, B, C, D, E. Os mais perigosos são os tipos B e C porque são os que podem desencadear cirrose e câncer de fígado.
     
    Calcula-se que, aproximadamente, 240 milhões de pessoas no mundo convivam com o vírus B e corram risco de desenvolver cirrose ou câncer de fígado, já que dois terços desconhecem que convivem com a doença porque nunca foram diagnosticados.
     
    No entanto, agora que existem fármacos muito eficazes, ficou provado que a medicação evita em 80% dos casos de câncer de fígado, o segundo câncer que mais mata depois do de pulmão, assinalou So.
     
    “O problema é que não basta ter remédios, mas também precisam ter os serviços clínicos necessários, as equipes capacitadas, os laboratórios com o equipamento. A luta é global”, advertiu Wiktor.
     
    A hepatite A e E é contraída após a ingestão de água ou comida contaminadas, enquanto os vírus B, C e D aparecem por contato com fluidos corporais após ter partilhado uma seringa, feito transfusão de sangue ou nas relações sexuais. No caso da hepatite B a mãe também pode transmitir o vírus para o filho, por isso é recomendada a vacinação do recém-nascido.
     
    Para os vírus A e B já há vacinas, e desde sua implantação a recomendação é de imunizar todas as crianças contra o vírus B. Atualmente, 74% das crianças no mundo já a obtiveram.
     
    Dos 1,4 milhão de mortes, 55% se devem ao vírus B, 35% ao vírus C, e 10% restante entre os tipos A e E, especificou So.
     
    O problema principal assinalado pelos especialistas para eliminar a hepatite é “a falta de grandes doadores que queiram lutar especificamente contra a doença”, lamentou Wiktor, que explicou que os países é que terão que tomar as rédeas, o que desacelerará o processo.
     
    “A hepatite mata anualmente quase o mesmo número de pessoas que a Aids e, no entanto, não se tem os fundos necessários para tentar sua erradicação. É muito frustrante”, confessou So, que sugeriu que sejam usadas as mesmas estruturas já estabelecidas para lutar contra a Aids, como o Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária, para combater a hepatite.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Justiça obriga governo a dar remédio derivado da maconha a criança em SP

    Justiça obriga governo a dar remédio derivado da maconha a criança em SP

    Medicamento com o Canabidiol só pode ser usado com autorização especial.
    Estado e Prefeitura de São Carlos têm 30 dias para cumprir decisão liminar.
     
    O Tribunal de Justiça determinou que o Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Carlos forneçam o medicamento Canabidiol (CBD), que tem substâncias derivadas da maconha, a uma criança de 7 anos. Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, o remédio foi o único capaz de controlar as crises convulsivas crônicas do garoto, que ocorriam até 30 vezes ao dia. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que vai pedir um tempo maior para o cumprimento da decisão, que estipulou prazo de 30 dias. A Prefeitura não se manifestou.
     
    A Defensoria Pública do Estado em São Carlos, que representa a família, entrou com a ação judicial para que governo e Prefeitura acionem a Anvisa com um pedido especial de
     
    importação dos Estados Unidos, onde o medicamento é legalizado, e arquem com o custo do remédio.
     
    Segundo a defensora pública Maria Alice Macedo, a medicação tem sido usada no tratamento deste paciente e houve um pedido médico para que o órgão pudesse dar entrada com a ação na Justiça. “O medicamento melhorou drasticamente a qualidade de vida dessa criança, que de 30 convulsões diárias passou a ter quatro”, relatou. O menino sofre de Síndrome de Dravet.
     
    Sentença
     
    Na decisão, o juiz de direito Claudio do Prado Amaral considera que a criança já fez uso de diversos medicamentos que não apresentaram resultados e ainda que ela já vem usando o Canabidiol sativa como medicamento, o que melhorou as crises convulsivas.
     
    O juiz ressaltou também que em caso semelhante, uma criança aguardava por esta medicação e acabou morrendo pela demora na prestação ordenada. A liminar, expedida no dia 27 de junho, estipula prazo de 30 dias para a entrega do remédio. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 500 por dia.
     
    CDB
     
    O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas. Medicamentos comercializados no exterior já utilizam a substância derivada da Cannabis sativa. A reclassificação do CBD é discutida pela Anvisa e defendida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
     
    Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília (DF), discutiu se o Canabidiol seria retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Entretanto, um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão. Na ocasião, a assessoria de imprensa da Anvisa informou que uma nova sessão está prevista para agosto.
     
    Veja íntegra da nota da Saúde
     
    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que recebeu notificação sobre a decisão judicial no dia 10 de julho. O canabidiol (CBD) não faz parte da lista definida pelo Ministério da Saúde para distribuição na rede pública de saúde brasileira e não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização em território nacional.
     
    Por se tratar de medicamento importado e sem registro, o processo de aquisição requer o cumprimento de uma série de etapas para viabilizar a compra, incluindo autorizações de importação pela própria Anvisa e desembaraço alfandegário por parte da Receita Federal, entre outras. Por isso, é inviável o cumprimento da liminar no prazo estabelecido pelo juiz.
     
    A Secretaria entrará com um pedido de extensão de prazo para cumprimento de decisão judicial, via Procuradoria Geral do Estado, mas informa que já adotou todas as providências necessárias tão logo recebeu a notificação.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Garoto indiano tem 232 dentes extraídos em cirurgia de 7 horas

    Garoto indiano tem 232 dentes extraídos em cirurgia de 7 horas

    Ashik Gavai, de 17 anos, tem um tumor benigno chamado odontoma. 
    Especialistas que o atenderam em Mumbai dizem que o caso é raro.
     
    O garoto Ashik Gavai, de 17 anos, procurou o Departamento de Odontologia do Hospital J.J., em Mumbai, na Índia, por causa de um inchaço do lado direito da mandíbula. A equipe identificou como a causa do problema 232 dentes “extras”, que foram extraídos em uma cirurgia de 7 horas.
     
    A chefe do departamento, Sunanda Dhiware, contou à “BBC” que a doença que afetou Ashik é um tipo de tumor benigno chamado odontoma, em que uma única gengiva forma muitos dentes.
     
    “Quando abrimos a gengiva, dentes pequenos parecidos com pérolas começaram a sair, um por um. Inicialmente, estávamos coletando, eles eram realmente como pequenas pérolas brancas. Mas então começamos a ficar cansados. Contamos 232 dentes”, disse Sunanda à “BBC”.
     
    Segundo a especialista, casos como o de Ashik são muito raros. Ela observa que a literatura médica sobre a condição apresentada pelo garoto registra um máximo de 37 dentes extraídos por causa do tumor na parte superior da gengiva. No caso do garoto, o tumor foi encontrado em uma região profunda, parte inferior da mandíbula.
     
    O pai do garoto, Suresh Gavai, disse ao jornal “Mumbai Mirror” que o filho reclamou de fortes dores há cerca de um mês. A família viajou de seu vilarejo natal, no distrito de Buldhana, até Mumbai para buscar tratamento.
     
    Fonte: G1 Saúde