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  • Estudo descarta relação entre vacina contra HPV e risco de coágulos

    Estudo descarta relação entre vacina contra HPV e risco de coágulos

    Pacientes relataram aumento de coágulos no sangue após tomar dose.
    Testes foram realizados com 500 mil mulheres na Dinamarca.
     
    A vacina tetravalente, que imuniza contra quatro tipos de vírus do papiloma humano, que podem causar câncer de colo de útero, não aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos, afirmam cientistas.
     
    Estas são as conclusões de um estudo divulgado no “Journal of the American Medical Association (JAMA)” e realizado com 500 mil meninas e mulheres com idades entre 10 e 44 anos, vacinadas contra o HPV entre 2006 e 2013 na Dinamarca.
     
    Cientistas dinamarqueses, que trabalharam a partir de estatísticas nacionais, constataram que estas pacientes não tinham desenvolvido trombose venosa (ou flebite) até 42 dias depois de tomar a vacina, o período considerado o mais arriscado.
     
    Na amostragem de 500 mil pacientes, foram registrados 4.375 casos de aparecimento de coágulos sanguíneos durante o período de 42 dias entre as pacientes que tinham sido vacinadas. Quando os cientistas afinaram seus resultados, levando em conta o fato de que entre elas havia mulheres que tomavam pílula anticoncepcional, que aumenta o risco de coágulos, não encontraram nenhuma correlação entre a flebite e a vacina.
     
    “Nossos resultados, que consideraram a ingestão de anticoncepcionais orais, não deram evidência de um aumento do risco de trombose venosa depois da injeção da vacina tetravalente contra o HPV”, afirmaram os cientistas.
     
    Análises anteriores
     
    O estudo destaca que duas pesquisas anteriores tinham mencionado uma relação entre a vacina tetravalente Gardasil, fabricada pelos laboratórios Merck, e um risco maior de coágulos sanguíneos. Em 2009, os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirmaram que as pacientes tinham constatado um aumento no número de coágulos de sangue depois desta vacina.
     
    No entanto, em um comunicado posterior, os CDCs disseram que 90% destas mulheres “apresentavam um risco conhecido de formação de coágulos como (o de) a pílula anticoncepcional”. As autoridades sanitárias americanas recomendam que meninos e meninas sejam vacinados antes de iniciar a vida sexual.
     
    Esta vacina foi criada para evitar a transmissão do HPV, uma das doenças sexualmente transmissíveis mais contagiosas. Alguns tipos de HPV podem causar câncer de útero, cérebro, pescoço e ânus.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Exame de sangue pode prever o aparecimento do mal de Alzheimer

    Exame de sangue pode prever o aparecimento do mal de Alzheimer

    Uma colaboração internacional liderada por cientistas do King's College, na Inglaterra, identificou dez proteínas no sangue que podem predizer o aparecimento do mal do Alzheimer.
    A pesquisa, publicada na revista “Journal of the Alzheimer's Association”, identificou biomarcadores que podem prever o surgimento do alzheimer com um ano de antecedência e 87% de precisão em pessoas com problemas de memória.
     
    Os cientistas usaram amostras de sangue de 1.148 pessoas. As amostras foram testadas para 26 proteínas previamente identificadas associadas ao mal de Alzheimer (veja infográfico).
     
    Depois, os cientistas fizeram testes para estabelecer quais dessas proteínas poderiam predizer a progressão do comprometimento cognitivo leve para alzheimer. O resultado foi a identificação de dez proteínas do sangue capazes de prever se um indivíduo vai desenvolver alzheimer.
     
    “Problemas de memória são muito comuns. O desafio é identificar quem são as pessoas com mais chance de desenvolver demência. Nosso estudo é a culminação de um trabalho de muitos anos para identificar quais proteínas são clinicamente relevantes”, disse Abdul Hye, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em comunicado.
     
    Entre 5% e 10% das pessoas com comprometimento cognitivo leve vão desenvolver alguma forma de demência no período de um ano, sendo o alzheimer a demência mais comum no mundo. No Brasil, 4,9% das pessoas com mais de 65 anos têm a doença.
     
    “O estudo tem mais relevância para a pesquisa do que para a prática clínica. Isso porque mesmo que identifiquemos que uma pessoa pode desenvolver o alzheimer, ainda não há nada que possamos fazer para evitar a doença”, diz Jerusa Smid, do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP.
     
    As proteínas identificadas, explica Smid, podem ser importantes para o desenvolvimento e teste de novas drogas contra o alzheimer. “Se eu consigo identificar alguém que sabidamente irá desenvolver o mal de Alzheimer, eu devo testar novas drogas para a doença justamente nesses indivíduos.”
     
    Segundo os autores do trabalho, os próximos passos são validar os resultados com amostras maiores de pessoas a fim de melhorar a precisão e reduzir o risco de um diagnóstico errado.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Vitória dos farmacêuticos!

    Vitória dos farmacêuticos!

    Depois de uma grande mobilização das lideranças da Farmácia, coordenada pelo Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, foi aprovado na tarde desta quarta-feira, dia 02 de julho, pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 4385/94, da ex-senadora Marluce Pinto, que classifica a farmácia como uma unidade de prestação de serviços, destinada a prestar de assistência farmacêutica e assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, onde se processe a manipulação e /ou dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos.
     
    Relatado pelo deputado federal Ivan Valente, atualizado por meio de uma subemenda aglutinativa proposta pelo Fórum, e, ao longo da tramitação transformada em emenda substitutiva de plenário, o PL ratifica a obrigatoriedade da presença permanente de farmacêuticos nas farmácias de qualquer natureza e em postos da indústria farmacêutica, como responsáveis técnicos. Agora o projeto de lei precisa ser novamente votado pelo Senado.
     
    A votação foi acompanhada por representantes do Fórum e por farmacêuticos de vários estados, que comemoraram muito. Com o projeto de lei, não haverá mais dúvidas de que farmácias não são estabelecimentos comerciais, simplesmente. Além disso, está claro, também, que somente os farmacêuticos podem assumir a responsabilidade técnica nas farmácias de qualquer natureza e na indústria farmacêutica. Essa permanência, diz a Lei nº 5.991/73, deve ser em tempo integral, ou seja, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.
     
    Qual a importância dessas mudanças? A resposta vem do presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, uma das lideranças que trabalharam incansavelmente pela aprovação do projeto, principalmente nas últimas semanas, com plantões em tempo integral na Câmara e uma manifestação que parou a Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 14 de maio: “Trata-se de um ganho para os farmacêuticos, que terão sua importância profissional muito mais reconhecida, e para a população, que ganha em qualidade dos serviços prestados nos estabelecimentos farmacêuticos.”
     
    Para Walter Jorge João, a nova legislação contribuirá para modificar a relação da população com os medicamentos, reduzindo a automedicação, hoje um problema de saúde pública no País. “Se a farmácia deixa de ser um estabelecimento comercial comum, com o tempo, os medicamentos também passarão a ser vistos da forma adequada pelo cidadão, como coadjuvantes importantes para a saúde.”
     
    História – O acordo pela aprovação do PL foi fechado no dia 4 de junho, com a Abrafarma, a ABCFarma e o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Alves, em encontro no gabinete da Presidência da Câmara. Participaram representantes dos farmacêuticos e de proprietários de farmácias, além dos deputados Ivan Valente (Psol-SP), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Leonardo Quintão (PMDB-MG), entre outros parlamentares envolvidos nas negociações.
     
    A construção do acordo foi coordenada pelo Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica – CFF, Fenafar, Feifar, Abef e Enefar –, tendo contado, também, com a participação de conselheiros federais e lideranças da Farmácia nos estados. A votação, que ocorreria no dia 10 de junho, acabou sendo mais uma vez adiada, porque a pauta foi trancada por partidos de oposição.
     
    O Projeto de Lei nº 4385/94 está em tramitação há 20 anos e, embora tivesse passado por mudanças, ainda continha pontos discrepantes em relação à realidade atual da saúde. Criado em fevereiro com o objetivo de unificar a luta das entidades representativas da Farmácia, o Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica estabeleceu, como prioridade, o estudo aprofundado do projeto. Ao final dos trabalhos, propôs, aos parlamentares, a sua atualização por meio de uma subemenda aglutinativa, transformada em emenda substitutiva de plenário. A proposta foi acatada e, finalmente, o projeto foi aprovado.
     
    Parabéns a todos os farmacêuticos e ao povo brasileiro!
     
    Fonte: CFF
  • EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos

    EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos

    Medicamento Afrezza pode substituir injeções no controle glicêmico.
    Níveis de insulina são alcançados até 15 minutos após administração.
     
    A Agência de Alimentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no país a comercialização da insulina inalável Afrezza, medicamento de ação rápida e que substitui as injeções para o controle glicêmico em pessoas que têm diabetes.
     
    É uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes que devem usar insulina antes de ingerir alimentos.
     
    A aprovação ocorreu no fim de junho. O Afrezza consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea.
     
    Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produziu o medicamento, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração.
     
    Mas a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética.
     
    Antes da aprovação, testes foram realizados com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil.
     
    Dados sobre a doença
     
    A diabetes é uma doença que atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Se bem controlada, ela não prejudica a qualidade de vida do paciente; porém, se não houver o controle adequado, o diabético pode ter riscos de problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração.
     
    A doença também favorece o aumento de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
     
    Para metabolizar o açúcar, ou seja, quebrar suas moléculas e aproveitá-lo como energia nos tecidos muscular e gorduroso, o pâncreas produz insulina. Pessoas com resistência a esse hormônio têm dificuldade de executar o processo, e aí o açúcar se acumula na corrente sanguínea.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Vacina contra sarampo não causa autismo, reafirma estudo

    Vacina contra sarampo não causa autismo, reafirma estudo

    Uma revisão de estudos publicada na revista “Pediatrics” reafirmou que a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba não causa autismo.
     
    Com esses resultados, os autores do estudo esperam acalmar pacientes e cuidadores que têm dúvidas sobre a segurança da imunização.
     
    Na Europa e nos EUA, há um movimento antivacinal crescente que associa as imunizações oferecidas na infância a diversos transtornos, principalmente o autismo. Por isso, a incidência de doenças que podem ser prevenidas com as vacinas subiu. No Brasil, esse movimento ainda é minoritário.
     
    Os autores do novo estudo analisaram 67 estudos quanto aos efeitos adversos de vacinas aplicadas na infância. Eles concluíram que algumas dessas vacinas podem causar efeitos graves, mas eles são extremamente raros e não incluem autismo, leucemia ou alergia a alimentos.
     
    A vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, por exemplo, pode causar febre.
     
    Há também alguma evidência de que crianças imunodeficientes podem ter infecções ou reações alérgicas à vacina da catapora.
     
    No período analisado pelos cientistas (de 2010 a 2013), não houve nenhuma morte. Os autores ainda descrevem as vacinas como “uma das maiores conquistas do século 20 por seu papel em erradicar a varíola e controlar a poliomielite e outras doenças infecciosas”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Transplante mais brando cura anemia falciforme em estudo com adultos

    Transplante mais brando cura anemia falciforme em estudo com adultos

    Um experimento feito nos EUA com um forma menos agressiva de transplante de medula óssea para o tratamento da anemia falciforme grave em adultos teve uma taxa de sucesso de quase 90%. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (2) na revista científica “Jama”.
     
    A anemia falciforme é a doença genética com maior prevalência no Brasil. Ela atinge mais a população negra e é causada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína que dá a coloração avermelhada ao sangue e ajuda no transporte de oxigênio pelo corpo.
     
    Essa alteração faz com que as hemácias –glóbulos vermelhos do sangue– assumam a forma de foice. As células deformadas se tornam rígidas e dificultam a circulação sanguínea.
     
    O transplante é um procedimento indicado apenas para as formas mais graves da anemia falciforme –em torno de 20% dos casos– e é a única cura conhecida para a doença.
     
    O procedimento tradicional destrói completamente a medula óssea do paciente por meio da quimioterapia para que a pessoa receba a nova medula. Apesar da alta taxa de cura (95%), é um procedimento arriscado em pacientes já comprometidos pela doença.
     
    “É difícil prever a evolução da doença e as complicações vão se somando com a idade, o que torna o transplante arriscado para adultos”, diz Belinda Simões, hematologista da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.
     
    Já o novo procedimento usa doses menores de químio e imunossupressores e doses maiores de células-tronco do que a terapia tradicional.
     
    O estudo americano durou quase dez anos e envolveu 30 pacientes adultos que tinham complicações decorrentes da doença –26 ficaram livres da doença e 1 morreu.
     
    Simões diz que o estudo é importante porque mostra que, mesmo utilizando doses baixas de quimioterapia, é possível que uma nova medula óssea se desenvolva.
     
    Como no experimento feito nos EUA a medula do paciente não é completamente destruída, parte dela convive com a medula do doador.
     
    Por isso, ainda é preciso avaliar se essas medulas compartilhadas continuarão funcionando corretamente ou se a medula “doente” vai prevalecer sobre a transplantada, o que levaria ao retorno da anemia falciforme, explica Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca (Instituo Nacional de Câncer).
     
    NO SUS
     
    O transplante para o tratamento da anemia falciforme ainda é experimental no Brasil e não é feito pelo SUS.
     
    “Estamos esperando a portaria que regulamenta o transplante ser publicada. O último pedido foi enviado no final de 2012, mas até agora não houve nada”, diz Belinda Simões. Nos EUA e na Europa o procedimento é autorizado e cerca de 1.200 transplantes já foram realizados.
     
    No estudo americano, o número de hospitalizações dos pacientes caiu de 14 por ano (um ano antes do transplante) para 1 (três anos após ele).
     
    “Esse dado é importante porque mostra que, apesar dos altos custos do transplante, no médio prazo há economia, com a diminuição das hospitalizações, além de melhora na qualidade de vida do paciente”, diz Simões.
     
    Bouzas também é favorável à inclusão do transplante no SUS, mas adverte que os riscos do procedimento devem ser bem avaliados.
     
    “No caso de transplante convencional, a taxa de mortalidade no primeiro ano gira em torno de 30% a 40% dos pacientes”, diz.
     
    O Ministério da Saúde afirmou que está concluindo as análises técnicas e de impacto orçamentário para incluir o transplante de medula óssea para anemia falciforme no SUS o mais breve possível. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Infecção por HIV inibe casos graves de H1N1, segundo estudo brasileiro

    Infecção por HIV inibe casos graves de H1N1, segundo estudo brasileiro

    HIV estimula produção de proteína que inibe replicação de vírus H1N1.
    Em pandemia, observou-se menos mortes em pessoas com HIV e H1N1. 
     
    Cientistas brasileiros ficaram intrigados com um fenômeno observado durante a pandemia de H1N1 em 2009: apesar de o vírus ser mais agressivo entre pessoas com imunidade comprometida (como pacientes com câncer ou transplantados), surpreendentemente as pessoas infectadas com HIV apresentavam casos menos graves da gripe H1N1.
     
    Ao estudar essa interação entre os vírus HIV e H1N1, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram que o HIV faz com que o organismo aumente a produção de uma proteína chamada IFITM3. Essa proteína tem um papel importante no combate ao H1N1, pois é capaz de bloquear sua replicação. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira (30) revista científica “PLOS ONE”.
     
    Em um paciente infectado pelo HIV, os mecanismos de defesa do organismo ficam em alerta permanente, aumentando a produção de várias proteínas chamadas fatores de restrição, que tentam combater os vírus. Nessa “queda de braço”, o HIV consegue superar a resposta do organismo, garantindo a continuidade de sua replicação. O H1N1, porém, sucumbe diante de um desses fatores de restrição: o IFITM3.
     
    Segundo o estudo, o HIV e o H1N1 convivem em dois tipos de células no aparelho respiratório: os macrófagos e as células do epitélio pulmonar. Na situação de infecção simultânea, uma molécula na superfície do HIV, chamada gp120, é a responsável por desencadear as reações que vão inibir a replicação do vírus H1N1.
     
    É por isso que indivíduos com HIV tendem a ter casos mais brandos de H1N1 em comparação a outros pacientes imunodeprimidos. Nos casos de HIV positivo, a gravidade da infecção é semelhante à observada na população em geral.
     
    HIV x Aids
     
    Em entrevista por e-mail, os autores do estudo, Thiago Moreno e Milene Mesquita, ambos do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, afirmaram que o comportamento do H1N1 em pessoas infectadas pelo HIV depende do estágio de progressão para a Aids.
     
    Em indivíduos que já manifestam os sintomas da Aids, a gripe H1N1 tende a ser mais grave. “Sendo assim, embora nossos achados possam ajudar a explicar o que surpreendentemente aconteceu com inúmeros indivíduos infectados pelo HIV, naturalmente estes indivíduos devem continuar recebendo a vacina anual contra influenza conforme indicação do Ministério da Saúde”, afirmaram os pesquisadores.
     
    Segundo os autores, a descoberta pode resultar em novas possibilidades de tratamento contra a gripe H1N1. “Mas ainda será preciso ter mais estudos até se chegar nesse resultado. Por exemplo, será preciso verificar qual a região destas proteínas do HIV são responsáveis pela indução do efeito anti-influenza e como podemos potencializar esta resposta.”
     
    Proteção contra outros vírus
     
    Segundo os autores do estudo, é possível que esse mecanismo descoberto também tenha um papel na inibição de outros vírus, além do H1N1. “Já foi descrito que a proteína IFITM3 também restringe a replicação de outros vírus, como dengue e vírus da febre do Nilo. Assim, talvez no contexto de coinfecção com HIV, também exista restrição para este vírus, no entanto isso necessita ser investigado.”
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Brasil tem queda significativa na mortalidade até 5 anos

    Brasil tem queda significativa na mortalidade até 5 anos

    Brasília – Entre os 32 países participantes da Copa do Mundo, o Brasil foi o que apresentou queda mais significativa dos índices da mortalidade entre crianças de até cinco anos. Preparado pela Parceria para a Saúde Materna de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH), entidade que tem entre seus coordenadores a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ranking usou como ponto de partida outra Copa, a de 1990, sediada na Itália.
     
    No período, o Brasil reduziu em 77% as taxas de mortes de menores de cinco anos. No ano em que a Itália sediou a Copa, a taxa brasileira era de 62 mortes por mil nascidos vivos. Atualmente, é de 14 por mil nascidos vivos. O segundo melhor desempenho é de Portugal, que apresentou uma redução de 76% nas taxas. O índice atual de mortalidade é de 4 casos por mil nascidos vivos.
     
    Os dados gerais dos 32 países mostram que todos apresentaram uma redução nos índices de mortalidade entre menores de cinco anos, mas de forma desigual. Costa do Marfim, a última colocada no ranking, teve uma queda de 29% nas taxas, mas ainda apresenta números muito significativos. A cada mil nascimentos, 108 crianças não chegam aos cinco anos.
     
    O ranking foi lançado quatro dias antes da realização do Fórum da PMNCH, evento que vai discutir mecanismos para melhorar condições de saúde de crianças, recém-nascidos e mulheres. “O levantamento mostra que quando governos priorizam medidas para saúde infantil, progressos significativos podem ser alcançados”, afirmou o presidente da Associação de Pediatria da Ásia, Naveen Thacker. “Medidas de baixo custo podem ajudar a reduzir a morte entre recém-nascidos”, garantiu Zulfiqar Bhutta, do Centro de Saúde Infantil do Canadá. Entre os exemplos citados por ele está a limpeza do cordão umbilical, medida que, segundo ele, pode reduzir as mortes pela metade.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo com cobaias atribui ao curry propriedades anti-hipertensivas

    Estudo com cobaias atribui ao curry propriedades anti-hipertensivas

    Cientistas médicos indianos anunciaram ter testado com sucesso uma mistura de temperos conhecida como curry que reduziu a pressão arterial em ratos de laboratório, despertando a expectativa de se encontrar medicamentos naturais e baratos para tratar esta doença crônica.
     
    S. Thanikachalam, especialista em cardiologia que chefiou a pesquisa, disse que sua equipe testou em roedores uma mistura de gengibre, cardamomo, cominho e pimenta, ingredientes comuns na cozinha indiana, junto com pétalas de lótus branca e outros.
     
    “Vimos, então, mudanças positivas em ratos com pressão arterial elevada induzida em nossas experiências em laboratório”, disse Thanikachalam, que chefia o departamento de cardiologia na Universidade Sri Ramachandra da cidade de Madrassa (sul).
     
    “A droga foi muito eficaz em reduzir a pressão arterial e diminuir o estresse oxidativo em ratos”, disse à AFP.
     
    O estudo destaca que as espécies contribuíram a reduzir a hipertensão arterial, uma forma secundária da pressão arterial alta, causada por um estreitamento das artérias nos rins.
     
    Os indianos são geneticamente predispostos à hipertensão. Um em cada quatro pessoas sofre desta doença nas cidades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Não é a primeira vez que o curry foi associado com benefícios para a saúde.
     
    Os resultados do estudo foram publicados na edição de junho da publicação médica Experimental Biology and Medicine.
     
    Fonte: Uol  Saúde
  • Governo amplia lista de remédios com incentivo fiscal

    Governo amplia lista de remédios com incentivo fiscal

    Brasília – O governo federal publicou nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial da União decreto que amplia a lista de substâncias usadas na fabricação de medicamentos que poderão ser beneficiadas com o regime especial de utilização do crédito presumido de PIS/Pasep e Cofins. 
     
    O incentivo fiscal contempla cerca de 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha ou preta. Oito delas são utilizadas em medicamentos para nutrição parenteral e hemodiálise, por exemplo. Também há itens usados no combate de diabetes, como cloridrato de metformina, e no combate de infecções, como amoxicilina.
     
    Segundo as regras do regime especial, cabe à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos o monitoramento das empresas contempladas com o benefício para “assegurar a efetiva repercussão da redução da carga tributária nos preços e a manutenção dos preços dos medicamentos por períodos de, no mínimo, doze meses”.
     
    Fonte: Uol Saúde