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  • Remédio contra a autoestima

    Remédio contra a autoestima

    A atriz Lupita Nyong`o é a atual estrela de Hollywood. Queniana, de 31 anos, ela conquistou o Oscar de Atriz Coadjuvante, foi eleita a mulher mais bonita do mundo e se tornou a primeira garota-propaganda negra da marca de cosméticos Lancôme. Lupita usou seu sucesso para trazer à tona uma questão vivida por milhares de mulheres no mundo: elas sofrem com sua pele escura. Numa palestra, Lupita contou ter recebido a seguinte mensagem de uma jovem: “Querida Lupita, você é muito sortuda por ser tão negra e, ainda assim, bem-sucedida em Hollywood. Eu estava prestes a comprar um creme para clarear minha pele quando você apareceu e salvou minha vida”. Lupita disse que ela mesma já quis ter a pele mais clara. Quando criança, rezava por isso todas as noites e se decepcionava por não ser atendida.
     
    A mensagem da fã de Lupita trouxe à tona uma prática polêmica, comum entre mulheres jovens de África, índia, Tailândia e Paquistão. Elas usam cremes desenvolvidos para tirar manchas do rosto que acabaram se transformando num falso elixir de embranquecimento, aplicado no corpo inteiro. Em fóruns da internet, blogs e vídeos, jovens discutem a marca dos produtos e como aplicá-los. No início de julho, a modelo queniana Vera Sidika se gabou numa entrevista de TV de ter clareado três tons de sua pele com um tratamento médico de R$ 380 mil. “Clarear a pele não é só um ato de vaidade, é um projeto perverso de inclusão”, afirma a antropóloga brasileira Débora Diniz, do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.
     
    Não é por acaso que o creme mencionado pela jovem que escreveu a Lupita tenha como garota-propaganda uma cantora nigeriana de sucesso. Na Nigéria, 77% das mulheres fazem uso desse tipo de produto, o índice mais alto no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Dencia, a cantora nigeriana, é negra, mas aparece quase branca nas fotos de divulgação do produto, chamado Whitenicious (um trocadilho que mescla as palavras branco e delicioso em inglês). È improvável que o embranquecimento mostrado na propaganda seja mérito do produto, lançado no começo deste ano e vendido pela internet. A brancura exibida por Dencia nas imagens é resultado de um jogo poderoso de luzes e de uma boa dose de retoques feitos no computador. Na vida real, o efeito dos cremes é limitado e temporário – dura enquanto o produto for usado. E está longe de causar tamanha transformação.
     
    A essência do produto é um componente chamado hidroquinona. Ele age dentro das células que dão cor à pele e impede a produção dos pigmentos. É usado há décadas por médicos der-matologistas e pela indústria de cosméticos para tirar manchas escuras do rosto, causadas por acne, queimaduras e pelo envelhecimento. Há uma margem de concentração de hidroquinona considerada segura. No Brasil, os produtos autorizados têm no máximo 2% desse componente. Se forem manipulados em farmácias, com receita médica, podem chegar a 4%. Em alguns países, onde o desejo embranquecedor é mais forte, as concentrações permitidas são altas. Em Zimbábue, Zâmbia, Angola e Zaire, pode chegar a 20%. Nesse teor, há riscos para a saúde. “Estudos feitos com ratos associam o uso de grandes concentrações de hidroquinona a câncer do sangue e de pele”, diz a dermatologista Elisete Crocco, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Por esses riscos, França, Austrália e Nova Zelândia já baniram o uso do componente.
     
    O desejo de clarear a pele não é uma exclusividade de países africanos e asiáticos. A pele alva, sem imperfeições, é um objetivo também para brasileiras. “A pele com coloração uniforme é considerada um sinal de juventude e beleza”, diz a dermatologista Sabrina Talarico, da Universidade Federal de São Paulo. Mas, aqui, o bronzeado é valorizado. Isso talvez explique por que a moda de clarear a pele não pegou. “Vivemos recentemente uma valorização da identidade negra”, diz Mônica Oliveira, diretora de Programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial?
     
    Fonte: Época
  • Obesos têm risco menor de morrer do coração, sugere estudo

    Obesos têm risco menor de morrer do coração, sugere estudo

    O excesso de peso, caracterizado por um Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, é associado a várias doenças cardiovasculares. No entanto, um estudo norte-americano revela a existência de um “paradoxo da obesidade'':  o risco de morrer por essas mesmas doenças é maior para pacientes magros do que para os que estão acima do peso.
     
    O trabalho, publicado na Mayo Clinic Proceedings, avaliou 36 estudos, que envolviam dezenas de milhares de pacientes com doença arterial coronariana submetidos a procedimentos de revascularização, como a colocação de stents ou cirurgia de bypass coronariano. A análise mostrou que o risco de morrer por infarto ou outros problemas cardiovasculares foi 1,8 a 2,7 vezes maior em pacientes com baixo peso (IMC inferior a 20 kg/m2), ao longo de quase dois anos.
     
    Por outro lado, pacientes com excesso de peso e obesos tiveram resultados mais favoráveis. O risco de mortalidade cardiovascular foi menor entre os pacientes com sobrepeso (IMC de 25 a 30 kg/m2) em comparação com o de pessoas com IMC normal (20 a 25 kg/m2). E, em pacientes obesos e obesos mórbidos (IMC de 30 a 35 e acima de 35 kg/m2, respectivamente), a mortalidade total por 27% e 22% menor que a de pessoas com peso normal.
     
    O principal autor do estudo, Abhishek Shama, da Universidade Estadual de Nova York, diz que por enquanto só é possível especular sobre possíveis explicações para o paradoxo. Uma hipótese é que pacientes com excesso de peso tendem a receber com mais frequência dos médicos a prescrição para remédios que protegem o coração, como drogas para pressão alta e para baixar o colesterol, e em doses mais altas.
     
    Além disso, o pesquisador sugere que a reserva metabólica mais alta dos pacientes com excesso de peso poderia servir como fator de proteção em doenças coronarianas crônicas. Outra possibilidade é que os obesos tinham um dano maior nos vasos, e isso teria contribuído para resultados mais favoráveis após os procedimentos.
     
    Mais estudos são necessários para explicar, ao certo, a vantagem dos pacientes com excesso de peso. Os pesquisadores esclarecem, no entanto, que os resultados não devem tirar a legitimidade das campanhas antiobesidade, já que o excesso de peso é, sim, um fator de risco importante para diversas doenças, inclusive do coração.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Vitamina B3, usada para reduzir colesterol, traz risco de morte

    Vitamina B3, usada para reduzir colesterol, traz risco de morte

    A niacina, conhecida como vitamina B3, usada para reduzir o risco de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas com colesterol alto, também traz risco de morte, revelou um amplo estudo internacional divulgado nesta quarta-feira.
     
    Por este motivo, a maioria das pessoas deveria parar de usar este suplemento popular, destacou em editorial a revista New England Journal of Medicine, que publicou simultaneamente os resultados da prova.
     
    A niacina ganhou popularidade nos últimos 50 anos e é usada principalmente para elevar o nível de colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade), também conhecido como colesterol bom.
     
    No entanto, um estudo feito durante quatro anos com pessoas entre os 50 e os 80 anos, com colesterol elevado, revelou não haver benefícios que se traduzissem em uma redução da taxa de infartos ou AVCs.
     
    Foram estudadas 25.673 pessoas, todas já tinham tomado estatinas para reduzir o colesterol. Além disso, algumas tomavam niacina e laropiprant (um medicamento que reduz a vermelhidão do rosto causado pelas altas doses de niacina). Outras tomaram um placebo.
     
    As pesquisas foram feitas em Grã-Bretanha, China e Escandinávia.
     
    A niacina “se associou a uma tendência crescente de morte”, informou o estudo, segundo o qual o composto também se associa a “um aumento significativo de efeitos colaterais graves: problemas hepáticos, excesso de infecções, sangramento excessivo, gota, perda de controle (das taxas) de açúcar no sangue, no caso dos diabéticos, e desenvolvimento de diabetes naqueles que não padeciam dela quando começou o estudo”.
     
    Donald Lloyd-Jones, diretor de medicina preventiva da escola de medicina da Universidade Northwestern Feinberg e do hospital Northwestern Memorial, disse que os usuários de niacina correm um risco 9% maior de morrer, um percentual que os cientistas consideraram estatisticamente significativo, ou seja, os benefícios ficam em segundo plano.
     
    “Poderia ocorrer uma morte a cada 200 pessoas que tomam niacina”, disse Lloyd-Jones, que escreveu o editorial da revista. “Com um sinal como este, é claro que (a niacina) é uma terapia inaceitável para a ampla maioria dos pacientes”.
     
    Outro estudo sobre a niacina, feito com mais de 3.400 pacientes, revelou que ela aumentava o risco de infecção e daria certa proteção a problemas cardiovasculares, reportou o New England Journal of Medicine.
     
    “Deve-se considerar que a niacina tem uma toxicidade inaceitável para a maioria dos pacientes e que não deve ser usada rotineiramente”, escreveu Lloyd-Jones.
     
    Ao contrário, os tratamentos com estatinas deveriam continuar sendo – como são atualmente – o principal recurso para ajudar a reduzir o colesterol ruim, enquanto a niacina só deveria ser prescrita para pacientes com alto risco que não conseguem tolerar as estatinas, acrescentou.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Mais uma vitória!

    Mais uma vitória!

    O Presidente do CRF-AL Alexandre Correia fazendo parte de mais uma vitória para a classe farmacêutica!
     
    Mais uma vitória!
     
    O Substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD nº) 41/93 foi aprovado, por unanimidade, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), no Senado. Em nome da categoria agradeço a todos os senadores que compõem a CAS, em especial à senadora e farmacêutica Vanessa Grazziontin(PCdoB/AM), pelo brilhante relato da matéria. Agradeço também ao apoio dos senadores Humberto Costa (PT/PE), Rodrigo Rollemberg(PSB/DF), Cícero Lucena (PSDB/PB), Paulo Paim(PT/RS), Cyro Miranda(PSDB/GO), Paulo Davim (PV/RN), Ana Rita (PT/ES), Lídice da Mata (PSB/BA), Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR) e Eduardo Suplicy (PT/SP). Aproveito a oportunidade para agradecer ao apoio de todos os farmacêuticos brasileiros. A força da nossa união está rendendo bons frutos. 
     
    Obrigado
     
    Walter da Silva Jorge João
    Presidente do CFF
  • Professores da USP Ribeirão Preto pedem liberação do canabidiol à Anvisa

    Professores da USP Ribeirão Preto pedem liberação do canabidiol à Anvisa

    Um grupo de professores da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) afirmou que enviou, nesta quarta-feira (16), uma carta aberta à diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedindo a liberação para prescrição médica do canabidiol –composto não psicoativo presente na maconha.
     
    “A [Anvisa] apresenta vários equívocos sobre a substância, que não condizem com o que identificamos em nossas pesquisas”, afirmou o professor José Alexandre de Souza Crippa, que assinou a carta junto de outros três docentes.
     
    De acordo com Crippa, o principal equívoco é afirmar que é impossível extrair o canabidiol sem o THC, que tem efeito psicoativo.
     
    “Por meio da cristalização, por exemplo, indústrias farmacêuticas conseguem extrair [o canabidiol] sem o THC”, afirmou.
     
    Em agosto, a Anvisa deverá votar a reclassificação do composto. Caso seja aprovada, poderá facilitar o tratamento de pacientes que têm epilepsia grave e mal de Parkinson, por exemplo.
     
    “Se o canabidiol fosse encontrado na pitanga ou na jabuticaba, seria motivo de orgulho nacional. Mas é encontrado na maconha, por este motivo existe uma resistência [em aprovar]”, disse o professor.
     
    Na carta, os professores afirmaram à Anvisa sobre as fortes evidências de que o canabidiol tem potencial terapêutico para o tratamento de diversas doenças e que, por este motivo, não justifica que permaneça proibido.
     
    “Destacamos aqui, que isto não se confunde com o registro desta substância para uso rotineiro, o que implica num processo diverso, que não está em discussão no momento”, afirmaram os professores, na carta.
     
    Em nota, a Anvisa informou que a discussão sobre a reclassificação do canabidiol está sendo discutida desde maio e ainda será concluída.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • ”, menina tem sangue filtrado e recebe rim

    ”, menina tem sangue filtrado e recebe rim

    Adolescente carregava anticorpos que atacavam órgão transplantado; procedimento fez garota 'voltar à vida', segundo família.
     
    Em uma operação inédita na Grã-Bretanha, uma jovem de 14 anos teve seu sangue removido, filtrado e reinserido no corpo para possibilitar um transplante de rim.
     
    Nascida com insuficiência renal, Megan Carter recebeu um primeiro transplante em 2011, mas o novo órgão teve de ser removido no dia seguinte porque seu organismo o rejeitou. A menina carregava anticorpos que atacavam o órgão transplantado.
     
    Desde o transplante mal sucedido, ela vinha sendo submetida a diálises. Os chamados antígenos leucocitários humanos são comuns em adultos, sendo produzidos em resposta a transplantes, gravidezes ou doações de sangue.
     
    Quanto mais anticorpos deste tipo uma pessoa tiver, menores as chances de um transplante ser bem sucedido.
     
    Ao longo de uma semana, o sangue de Megan foi removido, filtrado e reintroduzido no corpo por meio de um novo tratamento conhecido como plasmaferese. Depois do procedimento, ela pôde receber um novo rim, doado por seu pai, Edward Carter.
     
    'Voltou à vida'
     
    Segundo a mãe de Megan, a menina “voltou à vida” desde que recebeu o transplante, há três meses, no hospital infantil Great Ormond Street, em Londres.
     
    “Seus cabelos estão sedosos, seus olhos voltaram a brilhar e ela não está mais pálida. É a menina que sempre deveria ter sido”, disse Carol Carter.
     
    A partir de agora, a jovem precisará de medicamentos fortes para garantir que seu sistema imunológico não ataque o novo rim.
     
    “Na maioria dos transplantes usamos três medicamentos para reduzir a ação dos mecanismos de defesa do corpo. Neste caso, usamos quatro e eles são bem mais fortes”, disse à BBC o pediatra Stephen Marks.
     
    O cirurgião Nizam Mamode disse esperar que o transplante melhore a qualidade de vida da adolescente.
     
    “Apesar de este ser apenas o primeiro caso, esperamos oferecer a outras crianças na mesma situação uma nova oportunidade de vida.”
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Injeção de gene no coração tem efeito de marca-passo natural, diz estudo

    Injeção de gene no coração tem efeito de marca-passo natural, diz estudo

    Técnica obteve sucesso em porcos com problema cardíaco.
    Testes em humanos ainda devem demorar de dois a três anos.
     
    Um estudo feito com animais demonstrou que a introdução de um determinado gene no músculo cardíaco pode ajudar um coração debilitado a bater de forma regular, anunciaram cientistas nesta quarta-feira (16). A descoberta foi feita por meio de um estudo com porcos.
     
    Se for demonstrado que a técnica é segura e eficaz em humanos, o procedimento poderia substituir, no futuro, os marca-passos eletrônicos.
     
    “Estes avanços antecipam uma nova era de tratamentos genéticos, nos quais os genes não são usados unicamente para corrigir uma enfermidade, mas para transformar um tipo de célula em outro para tratar a doença”, explicou Eduardo Marban, diretor do Cedars-Sinai Heart Institute, que liderou a pesquisa. Segundo o pesquisador, esta é a primeira vez que uma célula cardíaca é reprogramada em um animal vivo para curar uma doença.
     
    O estudo, publicado na revista “Science Translation Medicine”, descreve um tratamento que consiste na introdução de um gene conhecido como TBX18 em uma região do coração de porcos que sofriam de uma condição chamada bloqueio cardíaco completo, um problema grave que provoca batidas irregulares.
     
    O gene transformou algumas das células normais do coração em células de outro tipo, chamadas células sinoatriais, que têm a função de bombear o coração.
     
    “Basicamente, criamos um novo nó sinoatrial na parte do coração que originalmente propaga o impulso, mas não o origina”, explicou Marban a jornalistas em uma teleconferência para discutir a pesquisa. “O nó recém-criado assume, então, a função de um marca-passo”, acrescentou.
     
    O gene foi introduzido através de um cateter, não sendo necessária cirurgia de peito aberto. No dia seguinte, os porcos nos quais o gene foi introduzido apresentaram batidas cardíacas significativamente mais rápidas do que aqueles que não foram submetidos ao tratamento.
     
    A técnica funcionou em animais nas duas semanas em que o estudo durou. A equipe de cientistas prossegue seus trabalhos para ver quanto poderia durar o efeito do tratamento.
     
    Quem a técnica pode beneficiar?
     
    Os indivíduos que poderiam se beneficiar inicialmente do novo tratamento incluem os 2% de pacientes com marca-passos que desenvolvem infecções ou fetos portadores de bloqueio cardíaco congênito, que afeta um em cada 22 mil e causa uma batida cardíaca irregular no útero.
     
    Já que é impossível implantar marcapassos em fetos, há muito pouco que se possa fazer para tratar o bloqueio cardíaco congênito, que costuma fazer com que o bebê morra ainda no útero.
     
    A abordagem desenvolvida por Marban e seus colegas ainda está a dois ou três anos da realização de testes em humanos, segundo o pesquisador.
     
    “Ela ao menos aponta para o potencial de um tratamento curativo de dose única sem a necessidade de se seguir com intervenções, procedimentos repetidos ou dependência de um dispositivo artificial implantado no corpo”, afirmou Marban.
     
    Fonte: G1 saúde
  • Comissão do Senado aprova suspensão do veto da Anvisa a emagrecedores

    Comissão do Senado aprova suspensão do veto da Anvisa a emagrecedores

    A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (16), um projeto que pretende derrubar o veto feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2011 a três tipos de emagrecedores.
     
    O texto aprovado, por 15 votos favoráveis contra seis contrários, é um projeto de decreto legislativo apresentado em 2013, na Câmara dos Deputados. A proposta pretende sustar a resolução da Anvisa que, em 2011, proibiu a comercialização das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol (do grupo das anfetaminas e seus derivados), além de ter estabelecido regras mais rígidas para a venda da sibutramina.
     
    Após a chancela da CCJ, o projeto agora será encaminhado para análise do plenário do Senado para, então, ser promulgado pelo Congresso –assim, o texto não depende de sanção presidencial.
     
    A eventual aprovação final da matéria será uma grande derrota para a Anvisa, já que a argumentação dos parlamentares é que a agência extrapolou suas competências legais ao vetar os emagrecedores.
     
    “Infelizmente, um órgão da importância da Anvisa ainda não possui dados técnicos e científicos conclusivos a respeito desses medicamentos que neste momento estão em discussão”, explica um trecho da justificativa do projeto, apresentado pelo deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).
     
    A diretoria da Anvisa tem evitado entrar no mérito político da decisão, argumentando, por outro lado, que os dados científicos não indicam benefícios reais dessas drogas e apontam para efeitos negativos decorrentes de seu uso.
     
    Nesta quarta, coube ao senador Humberto Costa (PT-PE), médico e ex-ministro da Saúde, a tentativa de evitar a votação do projeto.
     
    “A lei dá poderes ao Executivo para suspender, a qualquer momento, a fabricação e venda de qualquer produto de efeito nocivo à saúde humana. Por que o Congresso não impediu outras proibições que a Anvisa definiu? Por exemplo, quando tivemos o exemplo das próteses mamárias e a Anvisa tomou a posição de proibir a comercialização das próteses?”, argumentou o senador.
     
    Costa chamou de “esdrúxula” a proposta em discussão. “Não é nosso papel definir que medicamento deve ser comercializado no nosso país.”
     
    Relatora da matéria na CCJ, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) disse que a prescrição de medicamentos é um ato médico e que a aprovação do projeto pode fazer com que a Anvisa rediscuta o assunto.
     
    Vários parlamentares que votaram a favor da proposta citaram a pressão de médicos da área do emagrecimento e de pacientes para a reversão do veto da Anvisa.
     
    Legalmente, a agência tem a possibilidade de reeditar a resolução que baniu os emagrecedores, mesmo após uma votação final que suspenda a norma de 2011. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Novartis vai licenciar lente de contato do Google para pessoas com diabetes

    Novartis vai licenciar lente de contato do Google para pessoas com diabetes

    Lentes inteligentes medem nível glicose e enviam para aparelho móvel.
    Produto pode chegar ao mercado em 5 anos, afirma empresa farmacêutica.
     
    A companhia farmacêutica Novartis fechou um acordo com o Google de licenciamento das lentes de contato inteligentes que ajudam diabéticos a medir o nível de glicose no sangue ou restauram a habilidade dos olhos de focar em um objeto.
     
    O presidente-executivo da Novartis, Joe Jimenez, afirmou que espera que esse produto chegue às lojas dentro de cinco anos. “Isso realmente traz alta tecnologia e combina com biologia ─e essa é uma combinação muito empolgante para nós”, afirmou o executivo em entrevista à agência de notícias Reuters.
     
    O dispositivo para diabéticos é capaz de medir a glicose no líquido lacrimal e enviar os dados a um aparelho móvel, diz a Novartis. A tecnologia tem o potencial de mudar a vida dos diabéticos, que chegam a espetar seus dedos dez vezes por dia para chegar a produção de açúcar no sangue.
     
    O sucesso na empreitada pode permitir à Novartis competir no mercado de rastreamento de sangue que deve lucrar mais de US$ 12 bilhões em 2017, segundo a empresa de pesquisas GlobalData. Estimativas mostram que a diabetes atinge 382 milhões de pessoas no mundo.
     
    O segundo elemento do acordo com o Google é centrado na presbiopia, na qual o envelhecimento dos olhos causam problema de focar objetos. A Novartis espera que a tecnologia de lentes irá ajudar a reabilitar essa capacidade dos olhos.
     
    Como parte do acordo, o serviço de cuidado com os olhos Alcon, da Novartis, irá desenvolver e comercializar as tecnologias de lentes desenhadas pelo Google X, a área de projetos especiais do Google.
     
    “Eu acho que vocês estão prestem a ver mais e mais áreas de cuidados médicos em que companhias como a Novartis terão uma conduta não tradicional para suprir essas necessidades”, afirmou Jimenez.
     
    Google X
     
    O executivo do Google por trás das lentes de contato inteligente e dos óculos conectado Glass se despediu da companhia para assumir um cargo na Amazon. Babak Parviz anunciou a saída em seu perfil na rede social Google +. Ele foi um dos idealizadores das duas tecnologias, que fazem parte da área Google X.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Cientistas do Canadá descobrem gene que retarda o Alzheimer

    Cientistas do Canadá descobrem gene que retarda o Alzheimer

    Variante do gene 'HMG CoA reductase' reduz riscos de sofrer da doença.
    Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos.
     
    Cientistas canadenses descobriram um gene que pode retardar em pelo menos quatro anos o desenvolvimento do mal de Alzheimer, segundo estudo publicado nesta terça-feira (15). Uma variante natural de um gene chamado “HMG CoA reductase”, presente em 25% dos americanos e canadenses, reduz consideravelmente os riscos de sofrer desta doença, escreveram os cientistas na revista “Molecular Psychiatric Journal”.
     
    “Constatamos que entre os indivíduos portadores desta variante genética, os riscos de desenvolver a doença diminuem 50% nas mulheres e 30% nos homens”, disse Judes Poirier, encarregado da pesquisa realizada pelo Instituto Universitário de Saúde Mental Douglas e pela Universidade McGill de Montreal.
     
    Este gene já é muito conhecido entre os cientistas que trabalham na área cardiovascular, devido ao seu papel na produção do colesterol. Segundo Poirier, as estatinas, inibidores químicos do funcionamento deste gene, causariam o mesmo efeito no mal de Alzheimer que a variedade natural do gene descoberto pelos cientistas do Instituto Douglas.
     
    “Se tivéssemos um medicamento que nos permitisse atrasar em cinco minutos o aparecimento da doença, poderíamos reduzir à metade o número de casos de Alzheimer em uma geração”, avaliou Poirier.
     
    O mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre pessoas idosas. Com 40 milhões de afetados no mundo, a doença representa um desafio em escala planetária para os sistemas de saúde e para a pesquisa, que ainda não desenvolveu um remédio para a doença.
     
    Fonte: Bem Estar