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  • Autorizados novos estudos clínicos para Covid-10

    A Anvisa publicou na quarta-feira (24/6), em edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.), a autorização para a realização de dois novos estudos clínicos relacionados à Covid-19. O objetivo das pesquisas é testar medicamentos experimentais no tratamento de pacientes hospitalizados com quadros graves provocados pela doença.

    O primeiro deles é um estudo de fase 3 destinado à avaliação da eficácia e da segurança do medicamento experimental remdesivir em pacientes com pneumonia grave provocada pela Covid-19. Nesta pesquisa, o produto será usado no tratamento de dois grupos, sendo que um receberá o medicamento associado ao fármaco tocilizumabe e outro será tratado com o remdesivir com placebo.

    O pedido de autorização dessa pesquisa foi feito pela empresa PPD do Brasil Suporte a Pesquisa Clínica Ltda. De acordo com o protocolo clínico, o estudo deve envolver um total de 105 pacientes.

    A outra autorização é referente a um estudo, também de fase 3, desenvolvido para avaliar a eficácia e a segurança do medicamento experimental ruxolitinibe em pacientes com “tempestade de citocinas” associada à Covid-19. Esta situação ocorre quando o organismo gera uma quantidade exagerada de defesas (citocinas) contra a doença, causando agravamento do quadro clínico. A pesquisa é da Novartis Biociências S.A. e deve incluir 60 pacientes.

    Priorização

    Desde o reconhecimento de calamidade pública no Brasil em virtude da pandemia do novo coronavírus, a Anvisa tem adotado estratégias para dar celeridade às análises e às decisões sobre qualquer demanda que tenha como objetivo o enfrentamento da Covid-19.

    Uma dessas estratégias foi a criação, no âmbito da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), de um comitê de avaliação de estudos clínicos, registros e mudanças pós-registros de fármacos para prevenção ou tratamento da Covid-19. O trabalho do grupo visa também reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos com impacto em saúde pública devido à pandemia.

    Regras para pesquisas clínicas

    Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). A anuência de pesquisa clínica pela Anvisa constitui-se na etapa regulatória, que se aplica somente aos estudos com finalidade de registro e pós-registro de medicamentos e analisada por solicitações de empresas patrocinadoras ou seus representantes. O prazo para início do estudo após a aprovação ética e regulatória é definido pelo patrocinador.

    Confira aqui os estudos clínicos autorizados pela Agência.

    Confira a publicação da autorização no D.O.U.

    Fonte: Anvisa

  • CFF recebe contribuições para guia farmacoterapêutico no tratamento do Covid-19

    O texto do Guia farmacoterapêutico para o tratamento específico da Covid-19 em pacientes graves, elaborado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), está disponível para receber sugestões de 16 a 02 de julho.

    A publicação engloba tópicos como Características genéticas do SARS-CoV-2, história natural e síndromes clínicas da Covid-19, Monitoramento laboratorial recomendado para pacientes com Covid-19 grave, Decisão clínica para o tratamento da Covid-19 em pacientes hospitalizados, Tratamento específico da Covid-19 grave, que aborda Racionalidade de uso da terapia específica da Covid-19 grave e Evidência disponível para a terapia específica da Covid-19 grave, além das Interações medicamentosas da terapêutica específica da Covid-19.

    O objetivo da publicação é subsidiar a equipe multiprofissional de saúde na tomada de decisão baseada nas melhores evidências disponíveis.

    Para dar a sua contribuição acesse o documento (pdf) e depois preencha o formulário.

    Fonte: Comunicação CFF

  • Mais de 22 mil farmácias já aderiram à receita digital Memed

    A pandemia provocou uma série de mudanças importantes, entre elas, a forma como os médicos fazem as prescrições e também como as pessoas compram seus medicamentos de uso contínuo ou que são receitados após uma teleconsulta, modalidade que emergiu nesse cenário. As farmácias também tiveram que se adaptar para receberem a receita digital e dispensarem os medicamentos usando o novo formato do documento. Segundo a Memed , heathtech pioneira e líder em prescrição digital no país, o que antes era somente um piloto, restrito às grandes redes, já é uma realidade em mais de 22 mil drogarias em todo país. A plataforma da Memed é 100% gratuita para médicos e drogarias e suas receitas podem ser assinadas por diversos tipos de certificados padrão ICP-Brasil, seguindo todos os padrões e orientações do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

    A adesão à receita digital não é uma exclusividade das grandes redes detentoras das principais bandeiras de farmácias do Brasil, abrange também as chamadas redes independentes. São já 867 diferentes bandeiras no Brasil. São Paulo é Estado com maior número de bandeiras aceitando (318), Minas Gerais aparece na segunda colocação (124), seguido de Paraná (101) e Rio Grande do Sul (100). No caso das farmácias independentes, 49 das 58 lojas (84,48%) associadas à Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias) já fazem uso da plataforma da Memed. Em alguns estados, como Bahia, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, a taxa de adesão entre essa modalidade é de 100%. São Paulo (93,75%) e Minas Gerais (91,6%) também estão entre os de maior número de estabelecimentos independentes que aceitam as receitas digitais da Memed. Hoje mais de 130 mil médicos já estão cadastrados na ferramenta da Memed e dois milhões de prescrições foram realizadas eletronicamente apenas no primeiro trimestre deste ano.

    Mesmo com a gratuidade da ferramenta, antes da pandemia, o valor da tecnologia no atendimento ao paciente não era tão explícito, o que atrasava a adoção inclusive não só da receita digital, como de outras ferramentas. Desde 2012, a Memed vem trabalhando para criar um ecossistema digital e transformar o tradicional cenário das receitas manuscritas em 100% digital. “Primeiro os médicos ainda não estavam habituados ao uso da plataforma de prescrição digital , depois, mesmo quando eles decidiram experimentar prescrever dessa forma mais segura, a grande maioria das farmácias ainda não aceitavam as receitas. A pandemia foi quase que uma imposição para todos os envolvidos: médicos, pacientes e drogarias”, explica Rafael Moraes, CMIO da Memed.

    Embora o movimento de adesão tenha sido abrupto, as facilidades, a segurança e a agilidade da receita digital são bastante perceptíveis. Em comparação às receitas manuscritas, as receitas digitais são extremamente claras em termos de tratamento e dosagem e requerem menos interpretação por parte do farmacêutico, reduzindo assim erros de prescrição e medicação. Levando em consideração que, de acordo com estudos, 28% das receitas feitas em papel nunca chegam a uma farmácia, outro ponto importante é que a transmissão eletrônica de uma receita para uma farmácia aumenta a probabilidade de a receita chegue até o destino, eliminando a responsabilidade do paciente de levar a receita até a farmácia, um problema citado por mais de um 1/3 dos pacientes, que normalmente esquecem-se de levar o documento em papel.

    Também se pode citar como benefícios a otimização do tempo de balcão conferindo receitas e aprimoramento do fluxo de trabalho nas farmácias. Para o paciente também aumenta a segurança, pois sua maior legibilidade, ajuda a diminuir os erros de medicação e os eventos adversos. Quando plataformas de prescrição eletrônica são adotadas por drogarias elas podem fornecer aos farmacêuticos total visibilidade de todas as alergias documentadas e medicamentos prescritos anteriormente e acionar alertas clínicos no caso do potencial para reações negativas.

    A tendência é que o número de farmácias aderindo à prescrição eletrônica continue a crescer. Espera-se uma mudança de cultura para que os médicos continuem prescrevendo digitalmente e as ferramentas continuem evoluindo. Também são necessários ajustes técnicos, como por exemplo, capacidades que evitem a dupla dispensação e sinalize na receita se aquele medicamento já foi vendido por outra drogaria ou não. Com a pandemia e a regulamentação do Ministério da Saúde que liberou em caráter emergencial o uso da telemedicina, um movimento que, talvez levasse cinco anos para ocorrer, resumiu-se em dois meses e tomou grandes proporções. Os desenvolvedores de tecnologias tiveram que correr para corrigir todos os gaps, aprimorar recursos e agregar ainda mais inteligência ao processo.

    “Vamos seguir trabalhando, sempre em paralelo aos Conselhos Federais de Medicina e Farmácia. Também estamos à disposição para apoiar os demais órgãos em quaisquer questões que envolvam o ecossistema digital de saúde. Sempre visando facilitar a vida de todo mundo e garantir a segurança, até do ponto de vista de proteção de dados”, finaliza Moraes.

    Fonte: Saúde Business

  • Mais de 760 municípios podem implantar Centros de Atendimento para Covid-19

    O Ministério da Saúde credenciou, na segunda-feira (22/06), 807 Centros de Atendimento para enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus. Os Centros de Atendimento são estruturas auxiliares, que servem para identificação precoce dos casos, com atendimento adequado das pessoas com síndrome gripal (SG) e Covid-19, no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria nº 1.579 libera R$ 251,4 milhões para 767 municípios que solicitaram adesão para receberem custeio temporário para implantação destas unidades de saúde.

    Os Centros de Atendimento podem identificar e tratar os casos com sintomas leves de coronavírus. Estes estabelecimentos possibilitam que os demais serviços oferecidos nas unidades de saúde da Atenção Primária, como cuidados com a saúde da criança, consultas de pré-natal, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, sejam mantidos e retornem à rotina habitual. A criação dessa estratégia de atendimento dos cidadãos com Covid-19 foi feita por meio da portaria nº 1.445, de 29 de maio de 2020.

    Os Centros de Atendimento estão disponíveis para todos os municípios brasileiros que solicitarem credenciamento. Estas unidades atuam como ponto de referência da Atenção Primária à Saúde (APS) e buscam também conter a transmissibilidade do coronavírus, ao reduzir a ida de pessoas com sintomas leves aos serviços de urgências ou hospitais, além de deixar a procura das unidades de saúde para manutenção e retorno do atendimento de rotina.

    As gestões municipal e distrital podem utilizar os espaços disponíveis em sua rede de saúde ou até mesmo criar um espaço específico para o Centro de Atendimento. A decisão de como operacionalizar a estratégia é de autonomia do gestor. As solicitações de credenciamento estão sujeitas a análise técnica e orçamentária e podem ser feitas por meio da página e-Gestor AB.

    ESTRUTURA

    Os Centros de Atendimento para enfrentamento da Covid-19 podem ser de três tipos: Tipo 1, para municípios de até 70 mil habitantes; Tipo 2, para municípios entre 70 e 300 mil habitantes; e Tipo 3, para municípios com mais de 300 mil habitantes. O incentivo financeiro para os municípios e Distrito Federal possui os seguintes valores mensais: R$ 60 mil para os Centros de Atendimento Tipo 1; R$ 80 mil para os do Tipo 2; e R$ 100 mil para os do Tipo 3.

    Os Centros de Atendimento devem oferecer os seguintes espaços: consultório, sala de acolhimento, sala de isolamento e sala de coleta. Podem ser instalados em estabelecimentos de saúde, como Unidade de Saúde, Unidade Mista, Policlínica, Centro Especializado. Precisam funcionar 40 horas por semana com a composição de médico, enfermeiro e técnico ou auxiliar de enfermagem.

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança orientações para padronização do atendimento à Covid-19

     A população brasileira atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terá mais equidade no tratamento da Covid-19 com a publicação das “Orientações para o Manejo de Pacientes com covid-19”. O documento, voltado aos profissionais e gestores de saúde, orienta o atendimento dos pacientes desde o acolhimento dos casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 até a alta hospitalar. Foi construído por todas as áreas técnicas do Ministério da Saúde, que receberam apoio de especialistas de instituições públicas e privadas, para questões de suporte intensivo adulto e pediátrico, além do cuidado com gestantes. O objetivo é orientar a organização, de maneira prática, do fluxo de atendimento dos pacientes, principalmente aqueles que necessitam de suporte ventilatório.

    Para dar a resposta adequada ao enfrentamento da pandemia, o SUS deve contar com infraestrutura e suprimentos adequados, organização da força de trabalho, comunicação unificada, clara e efetiva com a população e todas as unidades de saúde, apoio da telemedicina e regulação mais ágil para direcionar a demanda às vagas adequadas. “Com essas orientações os pacientes serão atendidos da mesma maneira, do Oiapoque ao Chuí, com mais eficiência e rapidez”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

    O documento descreve as características da doença, as formas de diagnóstico – clínico e laboratorial – os fatores de risco e a importância da correta notificação. Também discrimina os procedimentos, estrutura e profissionais necessários, exames possíveis e desfechos esperados em cada tipo de serviço de saúde do SUS e para atendimento de públicos específicos, como crianças, gestantes e indígenas. Traz ainda orientações por fluxogramas para casos leves, moderados e graves, bem como suporte ventilatório, inclusive antes do paciente chegar à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das possibilidades de teleatendimento e teleconsultoria.

    “O objetivo do documento é apresentar, de uma forma prática e viável, para todos os pontos de assistência do SUS, a maneira de organizar, as características da assistência e o fluxo de atendimento das pessoas suspeitas ou confirmadas da Covid-19, dos casos mais leves aos mais graves, que precisam de suporte ventilatório, em cada unidade de saúde”, explicou Mariana Borges Dias, médica assessora da Coordenação Geral de Atenção Hospitalar e Domiciliar do Ministério da Saúde.

    O documento salienta que todos os pacientes com sintomas de síndrome gripal deverão estar em uso de máscaras, conforme protocolo local, e ter o fluxo de atendimento diferenciado e sinalizado com uma sala de espera exclusiva. O atendimento deve seguir as recomendações de precaução de contato e antecedentes de risco e contar com exame físico que verifique os dados vitais e a oximetria de pulso e avalie a necessidade de testagem para Covid-19 e solicitação de exames de sangue ou de imagem.

    Para a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do atendimento à pandemia, o documento orienta que os hospitais tenham alas separadas para pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. Também sugere um questionário rápido na entrada do turno dos profissionais para medir temperatura e avaliar outros sintomas de síndrome gripal. Outras orientações são refeitórios em turnos maiores de funcionamento e escalonados, reuniões virtuais, atenção aos locais de prescrição e repouso, quando de trocas de turno de plantão, uso de máscara cirúrgica e manutenção do distanciamento e uso adequado dos equipamentos de proteção individual, além de não transitar com material potencialmente contaminado.

    “O Ministério da Saúde reuniu os técnicos de diversas áreas e profissionais de diversos serviços de excelência do Brasil para construir orientações seguras de manejo e cuidado dos pacientes de Covid-19, garantindo uniformidade e equidade no atendimento e tratamento, de forma que todos tenham acesso ao mesmo protocolo clínico”, concluiu Mariana Borges Dias.

    Leitos Intermediários

    O Ministério da Saúde autorizou a habilitação de leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar para atendimento exclusivo aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19. Os leitos possuem estruturas mais simples que uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e devem receber pacientes que não estão em estado grave da doença, mas precisam de suporte de oxigênio. Esses leitos terão habilitação temporária por 30 dias que podem ser prorrogados por igual período, em decorrência da situação epidemiológica do Coronavírus no Brasil.

    O custeio referente à diária da habilitação dos leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar será feito por transferência fundo a fundo (do executivo para os fundos estaduais) em parcela única, no valor correspondente a 30 dias, a partir da publicação da portaria. O Governo Federal vai pagar pela diária de cada leito o valor de R$ 478,72.

     

    Fonte: Ministério da Saúde

  • CFF vai à Justiça contra estágio EaD e em defesa do ensino presencial

    O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até o dia 31 de dezembro o prazo para a utilização de atividades remotas no ensino superior. O órgão também autorizou a realização de estágios à distância durante a pandemia de Covid-19. A informação dada pelo diretor de Política Regulatória da Secretaria de de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres-MEC), Márcio Coelho, em uma videoconferência na segunda-feira, dia 16, foi consumada com a publicação de Portaria Nº 544/2020, hoje, 17 de junho. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) mantém sua posição em defesa do ensino presencial e vai acionar a Justiça contra a medida.

    A providência será conjunta com outros conselhos de profissões também afetadas. “A portaria afronta todos os princípios de qualidade do ensino, visto que o aprendizado em saúde demanda o desenvolvimento de habilidades que não se aprendem a distância. O CFF se mantém firme em seu propósito de defesa do ensino presencial e lutará com todas as armas contra o EaD”, comentou o presidente do conselho, Walter da Silva Jorge João. Em fevereiro do ano passado, o presidente anunciou a decisão de não registrar diplomas de egressos de cursos a distância. Até agora, nenhum profissional se graduou ainda por meio desses cursos.

    A portaria diz que a flexibilização de aulas práticas e estágios para que ocorram à distância deverá respeitar as Diretrizes Curriculares Nacionais e o Programa Pedagógico do Curso. Caso seja necessário, os cursos poderão editar seus programas por meio dos conselhos internos da instituição. “Assistimos com estupefação a banalização do ensino e estamos temerosos pelo resultado de uma medida completamente irracional. Todo o planeta está sendo afetado por essa pandemia, é fato. Mas a circunstância não pode determinar uma medida que resultará num risco tanto para a população que dependerá do cuidado desses profissionais sem o devido preparo, quanto para os próprios, que estarão sujeitos às sanções por eventuais erros profissionais”, avalia a presidente da Comissão Assessora de Educação Farmacêutica do CFF, Zilamar Costa.

    A portaria do MEC ignora o posicionamento técnico do próprio Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Ministério da Saúde (DEGERTS/MS), do Conselho Nacional de Saúde, instância máxima de controle social do SUS, e do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), que recomendam pelo ensino presencial.

    Fonte: Comunicação do CFF

  • CRF/AL faz alerta para o uso da dexametasona na fase leve da Covid-19

    Foi veiculado na terça, 16, um estudo realizado pela Universidade de Oxford que comprova a eficácia da dexametasona na redução das mortes por Covid-19. A redução, segundo o estudo, foi de um terço em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio. O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) faz um alerta quanto ao uso deste medicamento fora do ambiente hospitalar.

    O secretário-geral do CRF/AL, Daniel Fortes, explica que desde o início da pandemia, os corticosteróides, como a dexametasona, metilprednisolona e hidrocortisona vêm sendo utilizados em quase todos os protocolos para tratamentos das formas graves da COVID-19, para combater a inflamação mais intensa provocada pelo vírus no organismo. “O uso deste medicamento sempre foi defendido pela maioria dos profissionais que trabalham com informações baseadas em evidências para pacientes internados e em tratamento com ventilação mecânica”, pontuou.

    Daniel ressalta que o uso de corticosteróides, como a dexametasona, na fase viral da COVID-19, quer por via oral ou injetável diminui a resposta imunológica do usuário, podendo aumentar a capacidade de infecção e desenvolvimento de sintomas (incluindo os graves). “Temos que levar em consideração os efeitos colaterais do medicamento e também o risco do surgimento de infecções oportunistas. Além disso, existem sérios riscos no uso do medicamento na fase leve da doença, não devendo o paciente se automedicar em hipótese algum com os corticoides”.

    O farmacêutico lembra que este é um medicamento que só pode ser comprado com prescrição médica, mesmo assim, segundo ele, a preocupação que a população corra às farmácias para comprar o medicamento como forma de prevenção é enorme. “Foi isso que aconteceu quando foi divulgado o estudo com a hidroxicloroquina, azitromicina, anticoagulantes, aqui nós fazemos um alerta para que as pessoas não comprem os medicamentos, a automedicação pode levar a morte”, comentou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmacêutico compõe comitê de enfrentamento do COVID-19 em Campo Grande

    Distante dos centros urbanos, o farmacêutico tem exercido um papel importante no combate ao covid-19 tanto nas farmácias quanto nas unidades de saúde. O Samuel Luz é um destes profissionais. No município de Campo Grande, ele é responsável pela assistência farmacêutica e também um dos técnicos do comitê de enfrentamento do COVID.

    Ele conta que os pacientes que procuram a Unidade Básica de Saúde recebem inicialmente o acolhimento onde o profissional de saúde conversa com ele, orienta, esclarece todas as dúvidas e faz o encaminhamento necessário. “Quando eles chegam apresentando sintomas, a gente faz anamnese e encaminha para o atendimento médico. Caso haja necessidade de fazer o teste, a gente realiza aqui mesmo na unidade”, explicou.

    Samuel juntamente com mais duas enfermeiras realizam os testes na unidade. A média diária, segundo o farmacêutico, são de 10 testes já que o município é pequeno. “Como farmacêutico estou coordenando esta parte e faço os testes nos dias de terça e sexta. O teste é o Teste imunológico imunocromatográfico (“teste rápido”) e está sendo utilizado o soro para realização do teste para diminuir a chance de um falso negativo”, comentou.

    De acordo com ele, o teste é realizado numa sala própria e todos os profissionais utilizam os equipamentos de proteção individual para resguardar a sua saúde e proteger os pacientes. Além disso, a entrada destes pacientes suspeitos é separada dos demais. “Com todas estas medidas nós diminuímos a chance de contaminar pacientes que estão em consulta, e também evitamos aglomeração para aqueles que aguardam a testagem, já que foi colocada uma tenda com cadeiras distanciadas, em ambiente aberto, para diminuir o contato”, revelou.

    Outra medida indispensável, pontua o farmacêutico, é a obrigatoriedade de todos os pacientes estarem de máscara todo o tempo e na entrada da unidade de saúde, todos têm as mãos higienizadas com álcool 70. “Esse é o momento onde o trabalho multiprofissional, deve funcionar na melhor forma possível e o farmacêutico integra esta equipe. O seu conhecimento técnico na área da laboratorial, no caso dos bioquímicos, e na área farmacológica e nas demais áreas de atuação, contribuem para tentar amenizar os impactos do vírus”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Mais de 970 mil profissionais de saúde são cadastrados para atuar no combate à Covid-19

    A ação estratégica O Brasil Conta Comigo já recebeu 978 mil cadastros de profissionais de saúde interessados em atuar na linha de frente no combate à Covid-19 em todo o país. Destes, 416, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos e biomédicos, foram contratados diretamente pelo Governo Federal e estão reforçando o atendimento dos serviços de saúde nos estados do Amazonas (322) e Amapá (94). Os demais profissionais estão em fase de capacitação e contratação. A estratégia do Governo Federal objetiva preparar profissionais formados, residentes e estudantes da área de saúde, para reforçar o atendimento em estados e municípios.

    “Com essa estratégia, o Governo Federal busca apoiar estados e municípios no enfrentamento ao coronavírus. Esses profissionais estão reforçando o atendimento nos estados com o maior número de registro de casos”, disse a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

    A contratação destes profissionais é temporária, por até seis meses, e remunerada de acordo com o salário base de cada categoria, acrescido de adicional de insalubridade, e compatível com a carga horária específica da sua profissão. O Ministério da Saúde também providencia alojamento, alimentação, transporte e seguro saúde, além de equipamentos de proteção individual (EPI) para a realização do trabalho.

    A estratégia também já recebeu cerca de 108 mil cadastros válidos de estudantes da área da saúde interessados. Destes, 2.704 já foram recrutados para trabalhar. Esses estudantes são residentes dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia. O Ministério da Saúde já bonificou, como incentivo, 53.085 acadêmicos com o valor de R$ 667. A atuação de todos os profissionais pode ser em postos de saúde da Atenção Primária ou nos serviços de urgência e emergência, como os pronto-atendimentos em UPAs e hospitais, ou até em leitos de UTI.

    Após o cadastramento, cabe aos estados e municípios o recrutamento destes profissionais, que podem fazer o cadastro clicando aqui. Ao final do curso online de capacitação, o profissional poderá sinalizar se deseja fazer parte das ações de enfrentamento ao coronavírus, assim poderá ser chamado para trabalhar em locais onde há maior necessidade, conforme o comportamento e circulação do vírus no território nacional.

    Para participar da iniciativa, os profissionais não podem ter vínculo atual empregatício com a administração pública direta ou indireta, e nem estar entre os grupos de risco do novo coronavírus, ou seja, idade acima de 60 anos ou possuir doenças pré-existentes.

    COVID-19 EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE

    Entre março e junho, 432.668 profissionais de saúde realizaram o teste para o novo coronavírus no país. Destes, 83.118 profissionais testaram positivo e 189.788 estão em análise. Também foram registrados 169 óbitos destes profissionais.

    “Os números de profissionais de saúde testados para Covid-19, assim como os testes positivos e óbitos, estarão na página do Coronavírus, no portal do Ministério da Saúde. A medida do Governo Federal visa dar o máximo de transparência aos dados para a população”, destacou a secretária Mayra Pinheiro.

    Para garantir a proteção de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à COVID-19, o Ministério da Saúde já distribuiu 115,2 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todo o país. Desse total, foram distribuídos 3,9 milhões às forças de segurança pública. Entre os itens estão máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. As entregas representam mais um, entre diversos esforços do Governo do Brasil, para auxiliar e reforçar as redes de saúde dos estados e municípios no combate a pandemia.

    Ao todo, já foram enviados aos estados: 530,2 mil litros de álcool em gel; 2,9 milhões de aventais; 34,6 milhões de luvas; 5,3 milhões de máscaras N95; 53,1 milhões de máscaras cirúrgicas; 1,4 milhão de óculos de proteção; 450,7 mil sapatilhas; 15,4 milhões de toucas; e 1,2 milhão de protetores faciais. Os materiais foram entregues às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais os serviços de saúde vão recebê-los, a partir do planejamento local.

    Aos estados do Centro-Oeste foram entregues 8,3 milhões de EPIs. Para a região Sudeste, o Governo do Brasil entregou 52,2 milhões de EPIs. Os estados do Sul receberam do Ministério da Saúde, 14,4 milhões de EPIs. Para o Nordeste foram 26,9 milhões de itens. Por fim, para a região Norte foram distribuídos 9,2 milhões de EPIs. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.

    SAÚDE MENTAL

    O Ministério da Saúde, em parceria com os ministérios da Justiça e Segurança Pública; da Mulher, Família e Direitos Humanos; e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), lançou uma ação integrada de prevenção ao suicídio e automutilação entre adolescentes durante e pós pandemia do novo coronavírus, quando muitos acabam desenvolvendo quadros de transtornos mentais, como depressão e ansiedade.

    “O aumento de casos de suicídio e automutilação, infelizmente, é uma realidade que já vem acontecendo em outros países que já passaram pelo pico da doença. O Brasil está se antecipando a esse comportamento, que é chamado de quarta onda da pandemia”, explica a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro.

    A medida visa qualificar profissionais de saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais que atuam em conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais, para a abordagem de adolescentes entre 11 e 18 anos.

    A ação acontecerá por meio da promoção de cursos EAD, em todas as escolas públicas, encontros para discussão e trocas de informações e experiências e elaboração de cartilhas sobre o tema, que serão distribuídas em todas as regiões do país.

    Fonte: Ministério da Saúde

  • Doações de sangue são essenciais durante pandemia de COVID-19, afirma OPAS

    As doações de sangue são mais necessárias do que nunca durante a atual pandemia de COVID-19, alerta a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Os hemocentros das Américas estão tomando medidas para garantir que as doações continuem de maneira segura para doadores(as) e receptores(as) de sangue.

    Em uma mensagem para o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, afirmou: “O sangue mais seguro vem da doação voluntária e não paga de pessoas como você e eu. A doação é um ato de solidariedade e altruísmo, que o mundo precisa agora mais do que nunca no contexto da pandemia de COVID-19.”

    Em 2005, a Assembleia Mundial da Saúde designou o Dia Mundial do Doador de Sangue como uma data especial para agradecer aos doadores e doadoras de sangue, incentivar mais pessoas a doarem sangue livremente e aumentar a conscientização sobre a necessidade global de sangue seguro e como todos podem contribuir. O tema da campanha de 2020 é “Sangue seguro salva vidas”, com o slogan “Doe sangue e torne o mundo um lugar mais saudável”. A ideia é focar na contribuição que um doador individual pode dar para melhorar a saúde de várias pessoas que precisam.

    Na Região das Américas, a principal comemoração será realizada pelo Paraguai, em reconhecimento às suas conquistas no aumento de doações voluntárias de sangue. Durante um período de quatro anos, o país aumentou a disponibilidade de sangue para 1,5 unidades por 1.000 habitantes e aumentou a doação voluntária em 5,3%. Outros eventos globais e regionais ocorrerão virtualmente em razão da data.

    Na América Latina e no Caribe, doadores de sangue possibilitam a transfusão de mais de 10 milhões de unidades de sangue a cada ano, essenciais para proteger a saúde e a vida de pacientes que precisam de transplantes, pessoas vivendo com câncer, mulheres com hemorragia pós-parto e pessoas feridas em atos de violência ou acidentes de trânsito.

    A necessidade de dispor de sangue seguro é universal, mas o acesso ao sangue seguro ainda é um privilégio de poucas pessoas. A maioria dos países de baixa e média renda tem dificuldades para dispor de sangue seguro porque faltam doações e equipamentos para testar o sangue. Globalmente, 42% do sangue é coletado em países de alta renda, que abrigam apenas 16% da população mundial.

    A data é um chamado à ação para que governos, autoridades nacionais de saúde e serviços nacionais de transfusão de sangue forneçam recursos adequados e estabeleçam sistemas e infraestruturas para: aumentar a coleta de sangue de doadores não remunerados; proporcionar atenção de qualidade aos doadores; promover e aplicar um uso clínico adequado do sangue; e implementar sistemas de supervisão e vigilância em toda a cadeia de transfusão de sangue.

    Organizações internacionais, entre elas a Organização Mundial de Saúde, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Federação Internacional de Organizações Doadoras de Sangue, a Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue, a Associação Americana de Bancos de Sangue e o Grupo Cooperativo Ibero-Americano de Medicina de Transfusão, colaboram para fornecer orientação e apoio aos membros sobre doações de sangue.

    Clique aqui para acessar o site da campanha deste ano (em português)

    Fonte: Opas Brasil