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  • Ministério estuda ampliar a vacinação contra HPV no País

    Ministério estuda ampliar a vacinação contra HPV no País

    Rio de Janeiro – O Ministério da Saúde estuda a ampliação do público-alvo para a vacinação contra HPV, vírus responsável pelo câncer de colo de útero, segundo tipo mais comum de câncer entre mulheres. Hoje, meninas de 9 a 13 anos e mulheres com HIV até os 26 anos são vacinadas na rede pública. O grupo de trabalho, que reúne técnicos do ministério, representantes de sociedades médicas e pesquisadores, define até o fim do ano quem serão os próximos beneficiários. Os integrantes do grupo revisarão resultados de estudos sobre o impacto da vacinação em meninos, homens com HIV e pacientes imunodeprimidos.
     
    “O grupo de trabalho começará a reunir-se em agosto para que possamos pensar, em curto prazo de tempo, quem deverá ser incluído como estratégia de saúde pública”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues. Ela participou, na manhã de ontem, do lançamento da campanha Onda Contra o Câncer, sobre a importância da vacinação contra HPV, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), realizada em São Paulo.
     
    Baixa adesão
     
    A vacinação, neste ano, está abaixo do esperado. Em 2015, 92% das meninas tomaram as duas doses da vacina – para garantir a imunização, é necessário repetir a aplicação da vacina seis meses depois da primeira dose. Neste ano, 43% das meninas de 9 a 11 anos tomaram a segunda dose.
     
    O ministério vai propor que os municípios intensifiquem a campanha de vacinação nas escolas, uma vez que adolescentes frequentam menos consultórios médicos e postos de saúde. A vacinação nas escolas públicas e particulares é feita por profissionais das Secretarias Municipais de Saúde e esbarra na dificuldade de logística para o deslocamento de funcionários e falta de pessoal. “Temos de buscar estratégias que melhorem a cobertura”, afirmou Carla.
     
    A preocupação é maior com a Região Norte, onde a cobertura é ainda mais baixa do que no restante do País. “São Estados com maior prevalência de HPV e onde as meninas iniciam a vida sexual mais cedo”, disse a coordenadora.
     
    Outra dificuldade é a resistência de pais e mães com a vacinação a partir dos 9 anos, já que as meninas estariam longe de iniciar a vida sexual. “É importante tomar a vacina quando ela é mais eficaz. Estudos mostram que quanto mais cedo a criança recebe a vacina, maior é a produção de anticorpos e mais ela estará protegida”, afirmou.
     
    Para a presidente da SBIm, Isabella Ballalai, é importante dissociar a ideia de que tomar a vacina tenha a ver com vida sexual precoce. “A primeira vacina que o bebê toma quando nasce é contra uma doença sexualmente transmissível, a hepatite B; 23% das meninas no início da atividade sexual com um parceiro já têm lesão no colo do útero, que dirá a infecção”, afirmou ela.
     
    Conscientização
     
    A SBIm lançou ainda a segunda fase da campanha Onda Contra o Câncer (www.ondacontracancer.com.br). Pelas redes sociais, serão divulgadas mensagens voltadas para o público jovem, famílias, professores e médicos. No ano passado, em apenas três meses de campanha, as menções positivas sobre a vacinação passaram de 17,5% das postagens para 34,5%.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • PÓS-GRADUAÇÃO EM FARMACOLOGIA CLÍNICA

    PÓS-GRADUAÇÃO EM FARMACOLOGIA CLÍNICA

    O CRF-AL em parceria com o IBRAS, traz para Maceió a TERCEIRA TURMA de pós-graduação em Farmacologia Clínica com ênfase em PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA.
     
    O valor da pós será de 24 vezes de 320 reais (esse valor só poderá ser feito em uma turma com 50 inscritos). Em cima desse valor será aplicado o desconto de 30 reais para pagamento em dia e para quem for inscrito no CRF.
     
    As inscrições começam em Janeiro, no CRF-AL. O valor da matrícula será de 150 reais, mas para quem estiver em dia com o CRF-AL terá um desconto de 20% na matrícula.
     
    Caso não seja atingido o número suficiente de inscritos para a abertura da turma, o valor será devolvido integralmente.
     
    MAIORES INFORMAÇÕES ATRAVÉS DO NÚMERO 99603-9110(João Neto)
     
  • Memento Fitoterápico estimula uso de plantas medicinais

    Memento Fitoterápico estimula uso de plantas medicinais

    A Anvisa vai publicar um documento específico para orientar a prescrição de fitoterápicos no Brasil. Nesta terça-feira (14/6), os diretores da Agência aprovaram o Memento Fitoterápico, que reúne informações sobre o uso terapêutico e características botânicas de plantas medicinais. O Memento é um dos Compêndios da Farmacopeia Brasileira e traz as informações que o profissional precisa para avaliar a necessidade de prescrição para o paciente.
     
    O documento contém 28 monografias com informações detalhadas sobre a família, nomenclatura popular e a parte utilizada da planta, além de contraindicações, precauções de uso, efeitos adversos, interações medicamentosas, vias de administração e posologia. Deste total, 17 monografias estão na Lista de Plantas Medicinais de Interesse do SUS (Renisus).
     
    A expectativa do diretor Ivo Bucaresky, relator da matéria, é de que o Memento se torne uma fonte de informação útil para a sociedade e, principalmente, para os profissionais da área de saúde, para orientar a prescrição. “Seu uso ampliará o espaço para os fitoterápicos enquanto alternativa terapêutica, de baixo custo e fácil acesso. Também apresenta importante impacto ambiental e social por promover o uso de recursos não madeireiros da flora brasileira”, explica Bucaresky.
     
    O Brasil é visto em destaque na questão dos fitoterápicos por possuir um terço da flora mundial, além do fato de a Amazônia ser a maior reserva de produtos naturais com ação fitoterapêutica do planeta. Esta intensa presença vegetal favorece as pesquisas e o próprio desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos no país.
     
    Fitoterápicos e desenvolvimento
     
    Dados extraídos do banco IMS Health/PPP mostram que o mercado de fitoterápicos brasileiro é economicamente relevante e apresenta potencial de crescimento. Em 2014, foram vendidas aproximadamente 56 milhões de unidades, faturando um total de R$ 1,1 bilhão de reais. Estes números representam 1,9% em unidades e 2,8% em faturamento da participação dos fitoterápicos no mercado total de medicamentos.
     
    A fitoterapia faz parte da agenda de politicas do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como uma de suas ações de maior destaque a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Desde 2006 o Ministério da Saúde disponibiliza opções terapêuticas e preventivas aos usuários do SUS, dentre elas o uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Um grande número de municípios e estados brasileiros já fazem uso da fitoterapia em suas redes de saúde.
     
    Fonte: Anvisa
  • CRF/AL participa de Encontro Norte-Nordeste de Fiscalização

    CRF/AL participa de Encontro Norte-Nordeste de Fiscalização

    A diretoria do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) participou no último final de semana do Encontro Regional de Fiscalização (Eref) do Norte e Nordeste promovido pelo Conselho Federal de Farmácia. O evento que aconteceu em João Pessoa, no estado da Paraíba teve como tema “CFF e CRFs: Trabalhando na Excelência da Fiscalização – Vamos Construir Juntos”, e reuniu profissionais que atuam na fiscalização para alinhar os procedimentos adotados e discutir as melhores formas de colocá-los em prática.

    Durante o encontro foram apresentados temas ligados a fiscalização sob o prisma jurídico, bem como as experiências das regionais do Norte ao Sul do país. “O encontro foi muito proveitoso. Nós tivemos treinamento, discussões de proposta e deliberamos uma série de pontos para melhorar o trabalho da fiscalização dos Conselhos de Farmácia”, pontuou o presidente do CRF/AL, Alexandre Correia.

    Segundo o vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio o evento só fortalece a importância que os Conselhos tem para os profissionais, já que eles tem o papel de proteger a sociedade e os farmacêuticos empenhados no cumprimento das normas éticas. “Acredito que esse evento trouxe uma forma linear de se trabalhar com a fiscalização, claro que respeitando as particularidades de cada região. Temos que exigir o cumprimento da nossa legislação”, confirmou.

    Fonte: Ascom/CRF-AL

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    Condições especiais para a compra do seu carro

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  • Estudo com cães indica que droga pode prolongar vida

    Estudo com cães indica que droga pode prolongar vida

    Há quase um ano, desde que foi incluída num estudo da droga rapamicina, que comprovadamente prolonga a vida de ratos de laboratório, a cadela Bela, pertencente a Lynn Gemmell, é observada por donos de cachorros no parque que frequenta.
     
    Gemmell tenta ignorar aqueles que insistem em dizer que Bela, 8, voltou a ser um filhote — “Olha só como ela está rápida para pegar a bola!” É possível que Bela, uma mestiça de collie e pastor, tenha recebido um placebo.
     
    O estudo representa uma nova fronteira na busca pela comprovação de uma proposta de melhora da saúde humana: em vez de desenvolver tratamentos para cada doença associada ao envelhecimento, seria melhor nos concentrarmos nos aspectos biológicos subjacentes do envelhecimento.
     
    As doenças que mais matam nos países desenvolvidos — doença cardíaca, AVC, Alzheimer, diabete, câncer — têm diferentes causas, mas a idade é um importante fator de risco para todas. Significa que mesmo avanços relevantes nessas áreas representam apenas quatro ou cinco anos adicionais de vida, dizem especialistas.
     
    Uma droga que retardasse o envelhecimento poderia adiar o surgimento de diversas doenças ao mesmo tempo. Algumas drogas parecem prolongar a vida saudável de ratos, sendo a rapamicina a mais eficaz delas.
     
    Num estudo feito em 2014 pelo laboratório Novartis, a droga pareceu reforçar o sistema imunológico em doentes humanos mais velhos. Os resultados em cães idosos sugerem que a rapamicina também os beneficia, segundo o pesquisador Matt Kaeberlein, da Universidade de Washington, especialista em biologia do envelhecimento que conduz o estudo.
     
    Muitos de nós acreditamos que o envelhecimento é o resultado do desgaste do organismo. Mas, segundo especialistas, a melhor prova de que a expectativa de vida não é uma característica “de fábrica” é que diferentes organismos vivos envelhecem em ritmos significativamente distintos.
     
    “Se olhar o que a natureza selecionou e permitiu, isso sugere que seria possível acionar as diversas alavancas que alteram as coisas”, disse o biólogo Gary Ruvkun, da Escola de Medicina de Harvard.
     
    Essa aspiração ganhou força nas décadas de 1990 e 2000, quando os cientistas se debruçaram sobre os complexos caminhos celulares que regulam o ciclo de vida de muitas espécies. Ao remover genes que produzem certas proteínas, ou acrescentando genes que geram outras, pesquisadores prolongaram significativamente a vida de organismos simples, como leveduras de brotamento, vermes e moscas.
     
    Como os genes não podem ser manipulados tão facilmente em seres humanos, foi significativo que Kaeberlein e alguns colegas tenham demonstrado, em 2006, que a rapamicina suprimia uma proteína crucial na levedura, resultando em maior longevidade sem a remoção de nenhum gene. Os estudiosos da biologia do envelhecimento dizem que a área é erroneamente associada a cremes antienvelhecimento, hormônios e outras “fontes da juventude”. Esforços para prolongar a vida muitas vezes são considerados egoístas ou fúteis.
     
    “Parece bastante egocêntrico que, enquanto ainda temos malária e tuberculose, os ricos financiem coisas para que possam viver mais tempo”, disse Bill Gates em uma entrevista em 2015.
     
    O teste com cães tem suas raízes numa série de estudos com ratos, o primeiro dos quais publicado em 2009. Produzida a partir de uma bactéria do solo, a rapamicina prolonga em cerca de 25% o ciclo de vida de leveduras, moscas e vermes, segundo os testes.
     
    Os pesquisadores que a testaram em ratos enfrentaram dificuldades para criar uma fórmula facilmente administrável. Por isso, os ratos já tinham 20 meses de idade — equivalentes a 60 anos humanos — quando o teste começou. O fato de ratos mais longevos terem vivido cerca de 12% a mais que animais no grupo de controle indica que a droga poderia ser administrada em idades avançadas sem perder a eficácia.
     
    “Fazendo uma extrapolação para pessoas, provavelmente estamos falando de décadas, com a expectativa de que esses anos sejam vividos com saúde relativamente boa”, disse Kaeberlein.
     
    Ainda assim, medicamentos que funcionam em ratos muitas vezes fracassam em humanos.
     
    Kaeberlein afirmou que não foram observados efeitos secundários significativos nos cães, mesmo com o uso da mais elevada das três doses. Em comparação com o grupo de controle, o coração dos cães que recebiam a droga bombeava o sangue de forma mais eficiente no final do estudo.
     
    Haveria riscos num teste com humanos, mas Kaeberlein acha que valeria a pena.
     
    “Devemos estar dispostos a tolerar algum nível de risco se o retorno for de 20% a 30% de aumento na longevidade saudável”, disse ele. “Se não fizermos nada, sabemos qual será o resultado. Você irá ficar doente e morrer.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Ministério da Saúde pode comprar testes que comprovam zika

    Ministério da Saúde pode comprar testes que comprovam zika

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, vai a Salvador, na segunda-feira (13), verificar – junto ao Laboratório Bahiafarma – a possibilidade de compra, em grande quantidade, pelo governo federal, de um teste rápido de comprovação do vírus zika. Ele não informou quantos testes seriam comprados, mas acrescentou que, atualmente, os testes que já são aplicados em pessoas que apresentam os sintomas permitem a identificação e notificação de todos os casos.
     
    Por isso, classificou de confiáveis os números de registros da doença feitos no país. O ministro fez o comentário durante entrevista a correspondentes estrangeiros para apresentar as ações de saúde com vistas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
     
    “Estamos procurando dar a vocês subsídios para que possam tranquilizar as pessoas de que neste período dos Jogos, no Rio de Janeiro, o risco é baixíssimo de alguém ser contaminado com zika. Menos de uma pessoa em 500 mil visitantes estrangeiros, pelas projeções da Universidade de Cambridge no Reino Unido e de outros tantos cientistas, está sujeita a ser contaminada, portanto, é quase risco zero”, contou.
     
    O ministro espera que, com as informações prestadas, os atletas estrangeiros se tranquilizem e venham para o Brasil. “Estamos falando de um espetáculo, de um megaevento, mas para cada atleta é a vida deles. Aquilo para o que se dedicam e aquilo no que acreditam e nós queremos que eles venham com absoluta tranquilidade para o ápice de toda a preparação que fizeram durante anos”, destacou.
     
    Reunião da OMS
     
    Ricardo Barros revelou que, na terça-feira (14), o comitê de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai se reunir, por videoconferência, como ocorre a cada 90 dias, e poderá avaliar as recomendações feitas com relação aos cuidados e prevenção relacionados ao vírus zika.
     
    O ministro da Saúde afirmou que tudo indica que as recomendações permanecerão, como a de que grávidas evitem viajar para os 60 países onde foi constatada a presença do vírus, ou então, para que mulheres retardem a gravidez até que a comunidade científica internacional amplie os conhecimentos sobre os reflexos do vírus. Barros descartou, no entanto, a possibilidade de o comitê propor a mudança de datas ou de local dos Jogos 2016.
     
    “Nós não consideramos a hipótese de adiamento das Olimpíadas. Não há nenhuma base científica que recomende este tipo de decisão. O que espero em relação aos atletas que estão em dúvida de virem ao Rio de Janeiro é que a nossa explanação hoje sirva de informação para que eles possam rever a sua posição e venham competir no Brasil, porque, de fato, nós estaremos em uma das regiões de menor circulação do vírus. Nos outros países em que ele existe, muitos estarão em temporada de verão, com alta proliferação do vírus. A região do Caribe, por exemplo, onde há uma circulação de milhares de turistas, tem uma possibilidade muito maior de alguém adquirir o vírus lá, do que aqui durante o inverno no Rio de Janeiro. Espero que os atletas possam, a partir das nossas informações, rever as suas posições e esperamos ter todos aqui conosco nas olimpíadas”, disse.
     
    De acordo com o ministro, o governo brasileiro resolveu acatar todas as recomendações da OMS para as Olimpíadas e para o vírus zika. “Temos uma grande estrutura montada para que possamos – com segurança – receber aqueles que vêm ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e vamos informar o que está disponível em infraestrutura para suportar esta vinda dos turistas e da família olímpica para os Jogos Olímpicos”, disse.
     
    O ministro da Saúde afirmou, ainda, que, durante a Copa do Mundo, quando o número de visitantes superou 1 milhão de pessoas, houve apenas três casos de dengue e que, às vésperas dos Jogos 2016, a possibilidade é menor, com a expectativa de o país receber até 500 mil turistas para acompanhar as competições.
     
    Barros assegurou que a rede de saúde está preparada. O governo federal repassou mais R$ 19,5 milhões para a rede de saúde do estado do Rio de Janeiro. Já há ambulâncias disponíveis e recursos para esses veículos no valor de R$ 30 milhões. Estão selecionados, ainda, 130 leitos para atendimentos de emergência caso sejam comprovados casos de zika. Além disso, haverá o reforço de 3 mil profissionais atuando no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. No Rio de Janeiro, mais de 80% dos imóveis foram vistoriados para identificar focos de dengue.
     
    Cuidados
     
    De acordo com o ministro, o Comitê Olímpico vai distribuir repelentes para todos os atletas e o governo brasileiro está adquirindo unidades do produto para distribuir gratuitamente a gestantes incluídas no Programa Bolsa Família.
     
    Ainda com relação às mulheres que querem engravidar, o ministro da Saúde lembrou que o Instituto Evandro Chagas desenvolveu pesquisas com a Universidade do Texas de uma vacina para o vírus zika e a previsão é iniciar os testes clínicos em novembro. “Temos a expectativa de fazer os testes em fast track como aconteceu com o vírus Ebola e, em pouco tempo, as mulheres poderão ter uma gravidez segura”, afirmou.
     
    Fonte: Valor Econômico / Site
     
  • BulasMed: bulas completas de medicamentos em um aplicativo gratuito e totalmente offline

    BulasMed: bulas completas de medicamentos em um aplicativo gratuito e totalmente offline

    Agora o conteúdo completo do bulas.med.br pode ser acessado no seu celular ou tablet sem a necessidade de conexão com a internet. Os mais de 4.000 medicamentos podem ser acessados de maneira cômoda e conveniente em seu smartphone ou tablet.
     
    O aplicativo permite a busca por medicamentos, laboratórios, substâncias ou ações terapêuticas. Outras funcionalidades incluem: navegação rápida pelos tópicos da bula através de um índice, marcação de bulas como favoritas e acesso às últimas bulas visualizadas e às bulas favoritas na tela inicial do aplicativo.
     
    Bulas convencionais em papel possuem letra em tamanho reduzido, o que prejudica a legibilidade. A leitura da bula digital possibilita uma leitura mais fácil. O aplicativo pode ser especialmente importante para momentos de emergência, em que seja necessária uma consulta rápida à bula de um medicamento, para saber sobre reações, por exemplo. A bula poderá ser encontrada em questão de segundos e não é necessário possuir uma conexão com a internet.
     
    O aplicativo BulasMed está disponível nas lojas de aplicativos do Android e da Apple. Nesta primeira versão o sistema é inteiramente gratuito e garante esta gratuidade para as futuras versões.
     
    Todo o conteúdo do BulasMed também pode ser acessado no site http://bulas.med.br, seja através de dispositivos móveis ou pelo computador.
     
     
    Fonte: Portal Exame
  • Bactérias do intestino podem agir no sistema nervoso e provocar obesidade

    Bactérias do intestino podem agir no sistema nervoso e provocar obesidade

    Obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica estão associadas a alterações na flora intestinal. Segundo um estudo de cientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, e da Universidade de Yale (EUA), a forma como os micro-organismos se comportam no intestino pode influenciar o sistema nervoso e ser a causa dessas doenças. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (8) pela revista Nature.
     
    Uma pesquisa, feita com roedores, mostra que a produção de acetato pela flora intestinal ativa o sistema nervoso parassimpático para que ele aumente a produção de grelina (conhecida como o “hormônio da fome”) e de insulina induzida pela glicose. Segundo os pesquisadores, isso gera aumento do apetite e da ingestão de alimentos, ganho de peso, doença hepática gordurosa e resistência à insulina. A capacidade da flora intestinal ativar essa região era desconhecida até o momento.
     
    A glicose é um carboidrato que fornece a energia necessária para o organismo funcionar. Ela está presente em diversos alimentos como massas, pães e frutas. A insulina é um hormônio, produzido no pâncreas, que ajuda a glicose a se transformar em energia e penetrar nas células do corpo. Quando o indivíduo se torna resistente à insulina a glicose se acumula no sangue, o que pode causar doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e a obesidade.
     
    Durante o processo digestivo, as bactérias do intestino produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que incluem acetato, propionato e butirato. Os cientistas relataram que roedores alimentados com uma dieta rica em gordura produziam acetato em maior quantidade do que os alimentados de forma comum. A análise destes dados vai permitir identificar a forma como a flora intestinal ajuda na progressão da obesidade induzida pela má alimentação.
     
    Para os pesquisadores, essa informação pode ajudar a prevenir doenças. “Os resultados destes estudos demonstram que através do bloqueio desse acetato é possível prevenir a obesidade e a resistência à insulina”, diz Gerald Shulman, professor de medicina da Faculdade de Yale, e um dos autores da pesquisa.
     
    No entanto, a flora intestinal não é a mesma para todo mundo. As bactérias se desenvolvem de acordo com as condições de nascimento e daquilo que o indivíduo ingere durante a vida. “Devemos lembrar que este estudo foi em ratos e não podemos transpor os resultados para humanos. Cada pessoa tem as suas bactérias intestinais. Você pode nascer com uma flora ótima e estragá-la com uma má alimentação. Não podemos dizer que é exclusivamente culpa das bactérias. Elas têm um papel na gênese da obesidade e da diabetes, mas não sabemos o quanto é importante nem dizer que começa aí”, diz ao UOL Érika Bezerra Parente, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês.
     
    Para a médica ainda é cedo para saber como essa terapia será usada. “A medicina já trata do sistema nervoso para auxiliar o controle da obesidade. Talvez no futuro o foco seja tratar as bactérias do intestino. É preciso ver como esse mecanismo vai ser demonstrado em humanos, mas sem dúvida é um começo”, diz Parente.
     
    Os pesquisadores ainda não sabem se essa descoberta também poderá ajudar quem já convive com a obesidade. “Agora estamos estudando para saber se o volume deste acetato em indivíduos obesos causa as mesmas reações no sistema nervoso”, diz Shulman.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Antidepressivos não oferecem benefício claro em crianças e jovens, diz estudo

    Antidepressivos não oferecem benefício claro em crianças e jovens, diz estudo

    A maioria dos remédios antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes que sofrem de depressão grave, podendo ser, eventualmente, até perigoso, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira (8) no periódico médico britânico “The Lancet”.
     
    Realizado por um grupo internacional de pesquisadores, o estudo revê 34 testes em mais de 5.000 crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 18 anos, envolvendo 14 antidepressivos.
     
    Apenas um desses medicamentos, a fluoxetina — comercializada principalmente como Prozac –, mostrou-se mais eficaz do que um placebo para tratar dos sintomas de uma depressão.
     
    A fluoxetina também é mais bem tolerada do que os demais antidepressivos.
     
    No sentido contrário, a nortriptilina foi considerada a menos eficaz dos 14 antidepressivos estudados, e a imipramina, a menos tolerada. Já a venlafaxina está associada a um risco crescente de pensamentos suicidas.
     
    Os pesquisadores reconhecem, porém, que a verdadeira eficácia e os riscos de efeitos colaterais indesejáveis graves desses medicamentos continuam no campo do desconhecido, devido à fragilidade dos testes clínicos existentes.
     
    É o caso, sobretudo, dos pensamentos e comportamentos suicidas ligados aos antidepressivos. Em um comentário agregado ao estudo, o pesquisador australiano Jon Jureidini destaca que, no que diz respeito à paroxetina, eles atingem 10% em uma nova análise de dados, contra 3% em estudos já publicados.
     
    Segundo estimativas citadas pelo estudo, 2,8% das crianças entre 6 e 12 anos e 5,6% dos adolescentes sofrem de problemas depressivos graves nos países desenvolvidos. Esse número pode estar subestimado, levando-se em conta a dificuldade de diagnosticar a patologia.
     
    Esses sintomas são diferentes dos observados nos adultos e incluem, em especial, irritabilidade, não querer ir à escola, ou comportamento agressivo.
     
    Em relação aos antidepressivos — que também podem causar, além das ideias suicidas, dor de cabeça, náusea e insônia –, sua prescrição continua a aumentar, ainda que a maioria dos países ocidentais recomende, a partir de agora, que sejam reservados às depressões mais graves e após o fracasso das psicoterapias.
     
    “Os antidepressivos não parecem oferecer um benefício claro nas crianças e nos adolescentes”, concluem os autores do estudo, que acrescentam que “a fluoxetina é, provavelmente, a melhor opção quando o tratamento medicamentoso é indicado”.
     
    Vários especialistas comemoraram os resultados do estudo, que fortalecem as recomendações de países como a França, ou o Reino Unido, no que diz respeito à prescrição de antidepressivos às crianças e aos adolescentes.
     
    O primeiro tratamento das depressões em ambos os grupos deve continuar sendo “a abordagem psicológica, ou relacional”, que é “mais eficaz no longo prazo”, disse o vice-presidente da Sociedade Francesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Daniel Marcelli, que participou da elaboração das recomendações francesas.
     
    “Estamos de acordo com as conclusões dos autores, que consideram que os antidepressivos devem ser utilizados de forma sensata e acompanhados de perto”, declarou a psiquiatra britânica, Bernadka Dubicka.
     
    Fonte: AFP