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  • Aprovados medicamentos inéditos para câncer e diabetes

    Aprovados medicamentos inéditos para câncer e diabetes

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (30/5), o registro de mais um medicamento genérico inédito. Trata-se do medicamento Temozolomida, da empresa Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A. O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
     
    De acordo com a bula, o Temozolomida é indicado no tratamento de pacientes com tumor cerebral chamado glioblastoma multiforme, recém-diagnosticado, em tratamento combinado com radioterapia, seguido de tratamento com temozolamida isoladamente (monoterapia). Também é indicado para glioma maligno, tal como glioblastoma multiforme ou astrocitoma anaplásico, que apresenta recidiva (que acontece de forma recorrente ou repetitiva) ou progressão após tratamento padrão, após terapia padrão. É indicado, ainda, no tratamento de pacientes com melanoma maligno metastático em estágio avançado.
     
    Combate à diabetes
     
    A Agência também concedeu registro de Medicamento Novo NESINA PIO® (benzoato de alogliptina + pioglitazona) na forma de comprimido. O medicamento é indicado como segunda ou terceira linha de tratamento em pacientes adultos com 18 anos ou mais com diabetes mellitus tipo 2.
     
    O novo medicamento NESINA PIO® será fabricado pela empresa Takeda Pharma Ltda, localizada em Osaka, Japão, e será importado e comercializado pela própria Takeda Pharma no Brasil, localizada em Jaguariúna, São Paulo.
     
    Fonte: Anvisa
  • Testes em ratos mostram que “pílula do câncer” não faz mal, mas é ineficaz

    Testes em ratos mostram que “pílula do câncer” não faz mal, mas é ineficaz

    Os testes mais recentes para medir a eficácia e a toxicidade da fosfoetalnolamina sintética, principal composto da chamada “pílula do câncer”, em organismos vivos indicam que a substância, apesar de não ser tóxica, não possui nenhuma eficácia no tratamento do câncer. Os estudos foram realizados no tratamento de tumores de ratos em laboratórios em Santa Catarina e no Ceará, com patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (que foi fundido ao Ministério das Comunicações).
     
    Em março, outro relatório do grupo de estudo já indicava que a pílula não tinha efeitos contra o câncer em células em laboratório. Na época, defensores do composto diziam que ele agia no metabolismo de um organismo vivo e, por isso, não teria efeito in vitro.
     
    De acordo com os experimentos realizados no Ceará, a fosfoetanolamina foi incapaz de inibir o crescimento de tumores nos animais. Em comparação feita durante a pesquisa, a substância ciclofosfamida, comumente empregada em tratamento de cânceres, apresentou resultados positivos nos ratos. Nos testes feitos em Florianópolis a fosfo não apresentou efeitos tóxicos em genes e células do organismo dos roedores.
     
    Os testes sobre a eficácia no tratamento de tumores foram feitos pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará. A eficácia da fosfoetanolamina foi testada em dois tipos diferentes de tumores inoculados nos ratos: o Carcinossarcoma 256 de Walker e o Sarcoma 180. As células tumorais utilizadas seguem padrão mundial de pesquisa oncológica em fase que antecede testes clínicos, segundo o relatório do estudo.
     
    A fosfoetanolamina utilizada nos testes foi fornecida pelo governo federal, e as doses, de 1g/kg, foram ajustadas ao longo dos 10 dias de pesquisa de acordo com o peso dos animais. Ao todo, 45 camundongos inoculados com células tumorais participaram dos testes, divididos em grupos de tratamento e controle, para comparação de resultados.
     
    Dessa forma, 15 animais receberam fosfoetanolamina por via oral, 15 receberam soro fisiológico e outros 15 receberam a substância ciclofosfamida, amplamente utilizada no tratamento do câncer. Os procedimentos seguiram protocolos dos EUA e do Brasil. Foram mensurados os tumores e utilizados métodos estáticos para a conclusão.
     
    O resultado dos testes não indica diferenças entre os tamanhos dos tumores dos ratos tratados com a fosfoetanolamina e dos que receberam o soro fisiológico. Já os animais tratados com ciclofosfamida apresentaram resultados diferentes dos que receberam a fosfo e o soro fisiológico, com inibição significativa do volume do tumor e com pouca alteração do número de glóbulos brancos (células de defesa). 
     
    Testes em humanos
     
    Os primeiros testes clínicos da fosofetanolamina sintética, quando há participação de seres humanos, devem ser realizados no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro nos próximos meses. A “pílula do câncer”, desenvolvida pelo Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos, vem sendo usada há mais de 20 anos sem nunca ter sido testada. Ela era distribuída gratuitamente para pessoas interessadas pela equipe coordenada pelo professor aposentado Gilberto Chierice, sem nunca ter tido uma comprovação científica de que combate o câncer.
     
    Uma determinação da USP, no entanto, impediu a distribuição, o que fez com que muitos pacientes entrassem na Justiça para conseguir acesso ao medicamento. Muitos doentes garantem ter detectado efeitos positivos ao usar a pílula, mas análises iniciais não comprovaram sua eficácia.
     
    Após diversos protestos e decisões judiciais, uma lei foi aprovada pelo Congresso Nacional permitindo a comercialização e uso da substância mesmo sem registro da Anvisa. Contudo, o STF (Supremo Tribunal Federal), em decisão liminar, suspendeu a lei. Ela pode ser considerada inconstitucional no julgamento definitivo do mérito por passar por cima de regras de avaliação e liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
     
    Enquanto isso, alguns centros pesquisam sobre a eficácia da substância. Um laboratório já foi autorizado a produzir a fosfoetanolamina sintética para análises clínicas. Até o momento, foram manufaturados 35 quilos para serem testadas em pacientes de hospitais em um trabalho coordenado pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
     
    Em um primeiro momento, o estudo definirá a dose a ser ministrada em dez pacientes. Também serão analisados efeitos colaterais graves. Não havendo problemas, 21 voluntários passarão a tomar a substância. Entre outros, estarão envolvidos doentes com tumores no pulmão, próstata, fígado e estômago. A intenção é ir ampliando o número de pacientes até chegar a 1 mil.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uma vacina em constante mutação

    Uma vacina em constante mutação

    Todo ano uma vacina inteiramente nova é produzida para combater uma mesma doença: a gripe. E o motivo desse trabalho incessante é a “inteligência” do Influenza, um dos vírus que mais passam por mutações, gerando uma série de subtipos e linhagens, como o H1N1 e o H3N2, ambos pertencentes ao tipo A. Entre um inverno e outro — época em que há mais disseminação dos vírus —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica quais foram as três ou quatro estirpes mais comuns em circulação na temporada anterior e, a partir dessas cepas, desenvolve a imunização. Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, defende o uso de sequenciamento genético para encontrar os padrões de mutação dos vários subtipos do vírus da gripe e, assim, preparar a melhor vacina para proteger contra a versão atualizada deles.
     
    Dada a velocidade das mutações do Influenza, é comum surgir uma cepa nova em cima da hora, sem que dê tempo de incluí-la na elaboração da vacina. Isso aconteceu na temporada de gripe de 2015, quando a imunização utilizada mostrou eficácia inferior a 20%, índice muito aquém das expectativas.
     
    Publicado na revista “Nature Microbiology”, o estudo que propõe o novo método de produção aposta que, uma vez identificados os padrões, seria possível prever as futuras mutações do Influenza. O virologista Yoshihiro Kawaoka, líder da pesquisa, analisou o H1N1 — uma nova versão do mesmo vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e a gripe russa em 1977 —e o H3N2, que surgiu na gripe de Hong Kong, em 1968, e vem passando por mutações desde então.
     
    — Podemos identificar as mutações que irão ocorrer na natureza e tornar esses vírus disponíveis, em laboratório, no momento da seleção de cepas para a vacina — aspira Kawaoka.
     
    Para João Toniolo Neto, ex-diretor do Grupo de Vigilância Epidemiológica da Gripe (VigiGripe), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudo é promissor, mas precisa passar por mais testes e requer, além de uma integração com a OMS, um grande investimento em tecnologia. E alerta que esse método só conseguirá prever as mutações menores pelas quais os vírus passam todos os anos. Já as maiores, capazes de transformar o vírus, continuarão imprevisíveis, segundo ele.
     
    — O H1N1 do ano passado, por exemplo, se assemelha muito ao deste ano, porque só teve uma mutação menor. Isso faz com que a vacina atual seja muito segura, embora o cenário ideal fosse, é claro, colher esse vírus agora e preparar rapidamente uma vacina com ele, a tempo de usar já. Mas isso não é possível: uma vacina demora entre quatro e seis meses para ficar pronta — conta ele. — Por sequenciamento genético, só é possível prever mutações menores, mas são as maiores que provocam as pandemias. E essas nunca são previsíveis.
     
    LONGE DE UMA VERSÃO UNIVERSAL
     
    Alguns cientistas mundo afora investigam a possibilidade de uma vacina universal da gripe, que proteja contra todos os seus subtipos. No entanto, Toniolo Neto ressalta que esse horizonte ainda está distante. — A vacina universal ainda está muito longe de ser realidade. A ideia mais concreta, hoje, é que passemos a acrescentar cepas à vacina. Antes só tínhamos a trivalente, e este ano temos a tetra. Daqui a pouco devemos ter a pentavalente e assim por diante. Quanto mais cepas, mais as pessoas estarão protegidas — afirma ele.
     
    Diretora médica da Sanofi Pasteur na América Latina, Lucia Bricks explica que cultivar os vírus em laboratório, matálos e aplicar neles os reagentes recebidos pela OMS, chamados de antígenos — que induzem uma resposta imunológica —, é um processo demorado. Além disso, segundo ela, o risco de erro na previsão sobre as cepas que mais circularão é considerável. Estes aspectos tornam a elaboração e a logística da vacina da gripe “uma dor de cabeça anual”, diz Lucia.
     
    — Ninguém poderia ter certeza, ano passado, de que a cepa que mais circularia em 2016 seria o H1N1. Poderia ser outra, mas que bom que não foi — destaca. — Vírus como o H2N2 já causaram pandemias, mas ninguém sabe por onde ele anda hoje. Também há o H5N1, muito letal e para o qual já existe uma vacina, que só não é usada porque ele não está circulando. Pode sempre haver surpresas, por isso é essencial a cultura da vacinação.
     
    Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, a Olimpíada no Rio não deve ajudar a espalhar o H1N1. — Como este ano a temporada de gripe no Brasil começou muito antes do previsto, em janeiro, devemos terminar antes também, não pegando os Jogos Olímpicos. Isso diminui o risco — diz.
     
    Fonte: O Globo
  • Por que a vacina da dengue é tão cara?

    Por que a vacina da dengue é tão cara?

    Maior esperança no combate à doença no Brasil, a vacina contra a dengue deve custar tão caro que boa parte da população continuará sem usufruir de seus benefícios. Pior, o alto valor pode inviabilizar a adoção do medicamento pelo sistema público de saúde. O que era para ser alívio virou preocupação após o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, afirmar que cada dose pode chegar a R$ 400. Detalhe: são necessárias três para a imunização, o que dá um total de R$ 1,2 mil. Na esteira da declaração, o então ministro da Saúde de Dilma Rousseff, Agenor Álvares, afirmou que fica “praticamente impossível” incorporar o remédio ao programa nacional de vacinação. “Para o governo, o valor informado foi de 22 euros a dose (cerca de R$ 88). Mesmo com esse preço, o impacto é de R$ 10,5 bilhões ao ano, três vezes o orçamento do programa”, disse o ministro. “Sem dúvida, R$ 400 é impeditivo”, afirmou o infectologista Marcos Boulos, chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças de São Paulo, estado campeão de casos de dengue no Brasil. “É caro para o serviço público e muito provavelmente nós não vamos comprar nunca.”
     
    Aprovada pela Anvisa no fim de 2015, a vacina contra a dengue espera a definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed) – órgão composto por cinco ministérios que define o preço máximo dos remédios no País – para ser liberada, o que deve acontecer em meados deste ano. Apesar de o valor final ainda não estar definido, a declaração de Barbosa dá a tônica de quanto poderá ser preciso desembolsar caso se busque proteção contra a doença que mata centenas de brasileiros anualmente. Secretário-executivo da CMed, Leandro Safatle afirma que a precificação desta vacina é mais complicada porque se trata de um produto novo, sem referências. “Estamos desenvolvendo uma metodologia.”
     
    Como o combate ao mosquito Aedes aegypti é muito deficiente no Brasil, a vacina é considerada a melhor chance para vencer a doença. Pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) calculou que em cinco anos os casos poderiam cair até 81% se fosse feita campanha via Sistema Único de Saúde (SUS) entre pessoas de 9 e 40 anos. Mesmo no cenário considerado mais realista, o de distribuição apenas a jovens de 9 a 16 anos, o número de registros já cairia pela metade. “Mas se o governo não adotar a vacina, a resposta será baixa”, diz o médico Denizar Vianna Araújo, responsável pelo estudo. Com o preço alto, a perda para a dengue se dá não só em vidas, mas também em dinheiro público. O custo da doença para o País pode chegar a R$ 4,7 bilhões por ano, de acordo com levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) feito em 2015.
     
    Diretora brasileira de planejamento estratégico de dengue da Sanofi Pasteurs, a empresa que desenvolveu a vacina, Amanda Pinho afirma que o laboratório não recebeu um posicionamento oficial da Cmed, mas que prepara um relatório de custo-efetividade com a sugestão de preço do medicamento para venda ao Ministério da Saúde. A pesquisa leva em conta os custos de produção e desenvolvimento do remédio, mas também o quanto ele pode ajudar o governo a economizar no tratamento de doentes. E o valor será “menor” do que os R$ 400 anunciados pelo presidente da Anvisa durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Continuamos otimistas (na distribuição da vacina pelo SUS) porque sabemos o benefício que podemos trazer para a saúde pública”, diz Amanda. Procurados, tanto o Ministério da Saúde quanto a Anvisa ressaltaram que, apesar da declaração de Barbosa, o preço definitivo ainda não foi estabelecido.
     
    A boa notícia é que outras três vacinas contra a dengue estão em desenvolvimento e, quando começarem a chegar ao mercado (a partir de 2018, de acordo com os responsáveis), a concorrência deve fazer o preço cair, independentemente da avaliação da CMed.
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • CRF/AL participa de assembleia geral do sindicato dos farmacêuticos

    CRF/AL participa de assembleia geral do sindicato dos farmacêuticos

    O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Robert Nicácio participou da assembleia geral realizada pelo sindicato dos farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), no dia 20 de maio. As pautas de discussão foram: a contraproposta do Sincofarma, relacionada a farmácia comunitária/ manipulação e a deliberação a respeito da proposta do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais) com relação a farmácia hospitalar.
     
    Na reunião, os farmacêuticos colocaram em votação a contraproposta do Sincofarma (Sindicato das Fármacias) no percentual de 6% para o aumento de salário que acabou sendo rejeitada pela categoria. Após a discussão ficou definida uma nova reunião entre os sindicatos para rediscutir o novo percentual.
     
    Com relação a proposta para o setor de farmácia hospitalar não houve deliberação por falta de quórum. Uma nova reunião deve acontecer para construir uma proposta para apresentá-la.
     
    Participaram também da assembleia: os diretores do Sindfal Hugo Alexandre, Eline Baracho, Deives Galvão, Henrique Aciole e Lindomar Feitosa.
     
    Ascom/CRF
  • Câncer pode ser combatido com transplante de células de pessoa saudável

    Câncer pode ser combatido com transplante de células de pessoa saudável

    Cientistas descobriram que é possível combater tumores cancerígenos utilizando células do sistema imunológico de uma pessoa saudável no corpo de uma pessoa com a doença. A pesquisa com a descoberta foi feita pelo Instituto de Câncer da Holanda e pela Universidade de Oslo, na Noruega, e publicada semana passada pela revista Science.
     
    Os pesquisadores observaram que ao inserir em laboratório componentes de células do sistema imunológico de um doador saudável nas células de um paciente com câncer é possível fazer com que seu organismo reconheça os tumores e passe a atacá-los. A pesquisa foi feita com três pacientes com melanoma, um tipo de câncer de pele.
     
    É função dos linfócitos T diferenciar células do organismo de corpos estranhos. Quando esses corpos são reconhecidos, são desencadeados estímulos imunológicos que destroem ou eliminam o invasor. O problema é que nem sempre as células imunológicas reconhecem o câncer como um invasor. Isso permite a sua proliferação pelo corpo.
     
    “A célula tumoral é traiçoeira. Ela tem algumas técnicas para desligar e escapar do sistema imunológico”, afirma Denyei Nakazato, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
     
    Para avaliar essa capacidade de reconhecimento pelos linfócitos T, os pesquisadores mapearam todos os antígenos que poderiam estimular uma resposta às células de câncer de pele de três pacientes. Antígeno é toda substância que, ao entrar no organismo, é capaz de iniciar uma resposta imune, ativando os linfócitos.
     
    Os linfócitos T dos pacientes com a doença deixavam passar despercebido fragmentos estranhos de células tumorais. Já linfócitos derivados de voluntários saudáveis conseguiram detectar um número significativo de antígenos.
     
    Avanço de técnicas
     
    Para Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o estudo é promissor, apesar de envolver apenas três pacientes. Ele afirma que uma técnica parecida já havia sido testada com tumor de rim no Hospital Sírio-Libanês, mas teve uma resposta pouco eficaz. A novidade com o novo estudo seria a sugestão de transferir as células entre pacientes imunologicamente parecidos por meio do sangue.
     
    “No teste no Brasil, as próprias células do paciente acabaram reconhecendo as novas como anômalas e acabava havendo uma reação. O potencial de matar o tumor diminuía porque o paciente reconhecia aquilo como estranho”, diz.
     
    Rafael Schmerling, oncologista clínico do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo, acredita que esse também é um risco para o novo estudo. “O paciente pode reconhecer essas células como estranhas. Mas se elas viverem, começam a crescer, se multiplicar e fazer parte do sistema imunológico da pessoa”, afirma.
     
    Schmerling define o novo estudo europeu como um avanço de técnicas com conceitos que já vinham sendo utilizados. Segundo ele, a estratégia mais recente de terapia celular para o combate ao câncer consiste em modificar as células do próprio paciente para que as proteínas do tumor sejam reconhecidas pelo sistema imunológico.
     
    “Nesse estudo, em vez de 'ensinar' as células do próprio paciente os cientistas estão pegando as células competentes de outras pessoas para combater o tumor”, analisa.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Estudante cria aplicativo para detectar primeiros sinais de câncer de mama

    Estudante cria aplicativo para detectar primeiros sinais de câncer de mama

    Um estudante da Universidade Nacional da Austrália, em Camberra, criou um aplicativo para smartphone, que pretende ajudar mulheres na prevenção do câncer de mama.

    Sanjay Sreekumar, aluno da escola de Ciências e Engenharia da instituição, afirmou que o programa permite que sejam identificadas com antecedência irregularidades, com medições mensais, indicando a necessidade da realização de exames médicos.

    — Os aplicativos têm um grande potencial no diagnóstico de doenças.

    Sreekumar desenvolveu o aplicativo junto ao órgão de luta contra o câncer The Young Adults Program (YAP). O estudante afirmou que está trabalhando para acrescentar gráficos e mais idiomas ao aplicativo, garantindo que espera que ele seja utilizado globalmente.

    Fonte da Notícia: R7

  • Anvisa inclui novas substâncias em listas de produtos controlados

    Anvisa inclui novas substâncias em listas de produtos controlados

    A Anvisa aprovou, em reunião de sua Diretoria Colegiada no dia 16 de maio, a proposta de atualização do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98, que apresenta as “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”. A atualização resultou na publicação da norma RDC nº 79, de 23 de maio de 2016, publicada no DOU de 24/05/2016, seção 1, pág 36.
     
    Com a nova configuração, passam a constar das listas as substâncias Dinitrofenol e Nitrito de Isobutila, além de canabinóides sintéticos. A atualização possibilita coibir a disseminação dessas substâncias no país, além de alinhar a legislação brasileira às principais estratégias internacionais adotadas no combate às Novas Substâncias Psicoativas (NSP).
     
    A proposta, relatada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, acrescenta o Dinitrofenol à lista F4 (Outras Substâncias), que determina total proibição de consumo e comercialização. O Nitrito de Isobutila passa a integrar o rol C1 (Substâncias Sujeitas a Controle Especial), enquanto que os canabinóides sintéticos se enquadram na lista F2 (Substâncias Psicotrópicas).
     
    O Dinitrofenol, cuja comercialização se dá principalmente pela internet, é vendido como uma droga para “perda segura de peso”. Apresenta alta toxicidade, e os sintomas variam entre hipertermia, taquicardia, taquipneia e colapso cardiovascular associado à parada cardíaca e morte. Na literatura médica mundial, já há 62 mortes atribuídas ao seu uso.
     
    A substância foi primeiramente utilizada pelos franceses, durante a Primeira Guerra Mundial no fabrico de munições. O uso como pílula de dieta iniciou-se em 1930, porém, foi interrompido em 1938, por conta dos efeitos adversos. Atualmente, o Dinitrofenol é utilizado em outros países na fabricação de corantes, conservantes de madeira, explosivos e inseticidas.
     
    Já o Nitrito de Isobutila é mais utilizado em odorizantes de ambiente. Se inalado, provoca sensação de “cabeça cheia”, euforia leve, alteração na percepção do tempo, relaxamento da musculatura lisa e intensificação das relações sexuais. Vendido em clubes gays, sex shops, internet e mercados na forma de “poppers” (o nome vem do barulho que a ampola faz ao ser aberta), foi banido do comércio em alguns países. Sua toxicidade causa irritação no sistema respiratório, diminuição do oxigênio no sangue, vômitos, dor de cabeça intensa, tonturas e diminuição da pressão arterial.
     
    Incluso na lista F4, o Dinitrofenol fica totalmente proscrito no Brasil. Já o Nitrito de Isobutila, integrante da lista C1, ganha os seguintes adendos:
     
    * Fica proibido seu uso para fins médicos, bem como a sua utilização como aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido;
     
    * Excetua-se das disposições legais do regulamento técnico o Nitrito de Isobutila quando utilizado exclusivamente para fins industriais legítimos.
     
    Os canabinóides sintéticos, por sua vez, são substâncias psicoativas quimicamente desenvolvidas, em sua maioria, para burlar as medidas de controle aplicadas por autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Contam com grande variedade e rápida disseminação. Trazem riscos para a saúde, uma vez que há poucos estudos sobre seus efeitos e, inclusive, podem ser mais potentes que os canabinóides obtidos da Cannabis.
     
    Para a inclusão dos canabinóides na Lista F2, foi adotada classificação genérica, a qual descreve classes estruturais químicas de moléculas comprovadamente utilizadas para fins ilícitos. Nesse sistema há a descrição química de grupos de substâncias, dos quais podem derivar compostos com potencial psicoativo e para uso ilícito. Sob os pontos de vista sanitário, técnico forense e criminal, a proposta representa um grande avanço na classificação de drogas.
     
    Está disponível, na página de “produtos controlados”, documento com orientações sobre o enquadramento de substâncias nas classes estruturais descritas na Lista F2, que pode ser utilizado para auxiliar na identificação de canabinoides sintéticos proscritos no Brasil. 
     
     
    Fonte: Anvisa
  • Câncer de cólon entre menores de 50 anos aumenta nos EUA

    Câncer de cólon entre menores de 50 anos aumenta nos EUA

    A taxa de câncer de cólon continua aumentando entre as pessoas menores de 50 anos nos Estados Unidos, enquanto a enfermidade baixou na população maior graças a melhoras na prevenção e controle, segundo estudo apresentado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
     
    O estudo se baseia em análise de amostras de mais de um milhão de casos entre 2004 e 2013 e estabelece que a quantidade de pessoas menores de 50 anos que foram diagnosticadas com câncer colorretal aumentou 11,4%, que corresponde a um aumento anual médio de 1,28%.
     
    Durante o mesmo período, este tipo de câncer – que surge no cólon ou no reto – diminuiu 2,5% entre maiores de 50 anos.
     
    Estes resultados foram apresentado no grande congresso internacional Digestive Disease Week, que acontece nesta semana em San Diego, na Califórnia (oeste).
     
    Além de notar um aumento na incidência de câncer de cólon nesta faixa etária, os cientistas descobriram “que uma grande proporção dos tumores detectados neste grupo já apareciam em estado avançado, o que é muito preocupante”, assinalou Elie Sutton, do Hospital Mount Sinai West de Nova York, principal autor do estudo.
     
    Sutton recordou que o estudo de cinco anos atrás já havia percebido um aumento como o observado nos adultos mais jovens.
     
    “Isto mostra que não temos feito o necessário para reduzir o risco de câncer colorretal entre os menores de 50 anos”, avaliou.
     
    Não obstante, destacou Sutton, a grande maioria dos tumores colorretais aparecem depois dos 50 anos de forma muito espessa ou como um pólipo no intestino.
     
    Graças à colonoscopia é possível detectar e retirar os tumores do intestino grosso antes que se tornem cancerígenos.
     
    O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum nos Estados Unidos e o segundo mais mortal em 2015, atrás do câncer de pulmão, segundo o Instituto Nacional de Câncer do país.
     
    Fonte: Portal Exame
  • Bebês de mães com zika serão acompanhados, diz ministro da saúde

    Bebês de mães com zika serão acompanhados, diz ministro da saúde

    GENEBRA – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta segunda-feira, 23, em Genebra que os bebês que não desenvolveram microcefalia, mas cujas mães contraíram o vírus zika na gestação, também serão acompanhados, para garantir que não há sequelas. Uma instituição parceira, que possa fazer esse monitoramento, deve ser definida em breve.
     
    Segundo o ministério, dos 7.534 casos suspeitos de microcefalia no País, 2.818 foram descartados, mas devem continuar em observação. Outros 1.384 casos da doença foram confirmados e 2.818 estão sob investigação. Barros discursou nesta segunda na Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua prioridade foi tranquilizar a comunidade internacional sobre os riscos relacionados às transmissão de dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, no Rio, em agosto.
     
    Barros apresentou um mapa que mostra que, na época em que a Olimpíada será realizada, a incidência das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti será menor por causa da diminuição da temperatura e das chuvas.
    A preocupação central é mostrar que o País está preparado e garantir que as doenças estão controladas e não devem influir na segurança do evento. Segundo o ministério, o País deve receber de 350 mil a 500 mil turistas estrangeiros no período.
     
    Barros procurou reforçar que o Brasil não é o único país que lida atualmente com o surto de zika. Segundo ele, a doença está presente em 60 países. O ministro afirmou que 3,5 mil agentes externos foram contratados para garantir que a região dos Jogos estará livre do mosquito.
     
    Para Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que também falou ontem, a epidemia de zika na América Latina é o resultado do abandono das políticas de combate ao Aedes nos anos 1970.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo