Category: Notícias

  • Psicotrópicos são remédios com maior alta

    Psicotrópicos são remédios com maior alta

    Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os preços dos remédios subiram 10,52% neste ano. O aumento reflete o reajuste autorizado pelo governo, que passou a vigorar no fim de março.
     
    Os remédios foram autorizados a serem reajustados em até 12,50%. Esse limite é traçado com base na inflação passada e outros fatores como produtividade do setor, concorrência e custo dos insumos dos produtos.
     
    Os maiores aumentos no período foram registrados em psicotrópico e anorexígeno (12,28%), gastro protetor (11,57%) e anti-inflamatório e antirreumático (11,12%). O anti gripal foi o que menos subiu (8,73%).
     
    O aumento dos produtos farmacêuticos está bem acima da inflação medida pelo IPCA, a oficial do país. De janeiro a maio deste ano, o índice foi de 4,05%, conforme divulgou o IBGE na manhã desta quarta-feira (8).
     
    Os preços dos remédios não subiam tanto desde 2003, quando acumularam alta de 11,50% (considerando o ano inteiro). Naquele ano, o câmbio disparou com as incertezas do mercado sobre o primeiro governo PT.
     
    Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, a tendência dos preços dos produtos farmacêuticos é estabilizar daqui para frente. Pelo padrão histórico, os preços não encostam no limite do reajuste.
     
    “As farmacêuticas sempre oferecem algum desconto no medicamento. Então, vamos ver os preços flutuarem pouco daqui para frente”,disse a coordenadora do IBGE em entrevista coletiva para divulgação do IPCA de maio.
     
    PREÇO DE GENÉRICOS 
     
    Além de estarem mais altos em geral, os preços de medicamentos genéricos também podem variar até 1.200% em São Paulo, segundo pesquisa do Procon-SP feita em maio.
     
    Em valores absolutos, um medicamento genérico pode variar até R$ 52 —a atorvastatina cálcica, utilizada para a redução do colesterol, era vendida por R$ 11,94 em uma farmácia e R$ 63,95 em outra (embalagem com 30 comprimidos de 10 mg).
     
    No levantamento geral realizado pelo Procon, que inclui 68 medicamentos (34 de marca e 34 genéricos), a maior variação percentual foi na Nimesulida, 100 mg, com 12 comprimidos. O custo variou entre R$ 1,77 e R$ 23,03.
    A pesquisa ocorreu em 15 farmácias nas cinco regiões da cidade.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • CRF/AL fecha parceria com Instituto Racine para capacitação profissional

    CRF/AL fecha parceria com Instituto Racine para capacitação profissional

    Parceria Instituto Racine e CRF alagoas

    Com o intuito de promover capacitação aos seus associados, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) fecha mais uma parceria educacional. Desta vez, os associados terão descontos e bolsas de estudo parciais (50%) para cursos de pós-graduação, intensivos e de educação continuada promovido pelo Instituto Racine.

    Segundo Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, os benefícios concedidos já estão valendo e os interessados em se qualificar podem procurar diretamente o Instituto Racine. “No ato da matrícula, ele precisa apresentar a Carteira de Identificação Profissional e o comprovante de pagamento da anuidade do exercício. Os descontos concedidos serão de 15%”, destacou.
    O presidente ressaltou que essa é mais uma oportunidade que os farmacêuticos de Alagoas terão para se atualizar. “O instituto Racine é uma referência na área e nós estamos trazendo para os nossos associados uma oportunidade única de se desenvolver profissionalmente com os melhores”, afirmou.

    O INSTITUTO

    O Instituto Racine é uma empresa do Grupo Racine, criado em 1990 para oferecer produtos e serviços de educação, desenvolvimento profissional e empresarial nas áreas química, farmacêutica, cosmética, hospitalar, nutricional e da saúde em geral. Foi a primeira instituição privada no Brasil a atuar com foco na continuação do aprendizado após a graduação nestes segmentos.
    Referência nacional em sua área de atuação, acredita que a colaboração interativa e interdisciplinar é elemento fundamental para a obtenção de avanços duradouros na educação e na pesquisa científica. Seu ambiente educacional privilegia a civilidade e a responsabilidade e incentiva o pensamento crítico, reflexivo e global. Visa desenvolver seus alunos de modo sustentado para que estes alcancem pleno potencial individual e no trabalho em equipe, valorizando a integridade, a adaptabilidade e a liderança no debate público como peça-chave em suas contribuições para com o desenvolvimento social sob uma perspectiva humanística.
    Ascom/CRF

     

  • Programa bilionário dos EUA pretende dar

    Programa bilionário dos EUA pretende dar

    Na segunda (6), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, falou para uma plateia de médicos sobre aquele que pode ser o mais importante marco da participação do país na luta contra o câncer.
     
    A iniciativa recebeu o nome de Moonshot (tiro na Lua, em tradução livre) e remete à década de 60, quando o governo dos EUA prometeu que o país levaria o homem à lua antes de 1970 –e assim o fez.
     
    O novo Moonshot quer investir US$ 1 bilhão em colaborações entre pesquisadores, médicos e entidades para catalisar os avanços na área oncológica. A iniciativa tem apoio da maioria dos americanos até mesmo para uma elevação dos impostos para cobrir seus gastos e também conta com a aprovação de sociedades médicas e de acadêmicos.
     
    O projeto de Biden começou há pouco mais de um ano, após a morte de Beau Biden, filho do vice-presidente, aos 46 anos, de um câncer no cérebro. O caso gerou grande comoção no país.
     
    Aos presentes no encontro anual da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), que ocorre em Chicago, Biden falou por cerca de meia hora sobre os desafios que deverão ser enfrentados pela classe médica para otimizar a pesquisa na área de câncer. Para ele, o principal é mudar a maneira de se pensar.
     
    “Se não houvesse ciúmes entre laboratórios e grupos de pesquisa, poderíamos evitar redundâncias desnecessárias das pesquisas”, disse o vice-presidente americano. “Vocês oncologistas aprenderam que não dá para trabalharem sozinhos.”
     
    “Sei que o que vou dizer parece impossível, mas imaginem o que seria possível se todos trabalhassem juntos”, disse Biden, que foi aplaudido pelos presentes.
     
    A Asco tem contribuído com a iniciativa de Biden por meio de iniciativas como CancerLinQ, que pretende aproveitar a quantidade de dados de câncer disponíveis hoje. Já foram coletados dados de mais de 750 mil pacientes.
     
    Biden costuma dizer que a análise de big data (grandes dados) é um dos caminhos mais promissores para promover um melhor cuidado e encontrar melhores tratamentos para os pacientes de câncer. Um exemplo seria comparar a pratica clínica com as diretrizes médicas mais recentes.
     
    Com todo os dados brutos disponíveis, “daria para enxergar todo o panorama, e não só aquilo que se se espera de cada estudo individualmente”.
     
    TAPUR
     
    Outra iniciativa que teve destaque é o ensaio clínico de fase 2 que será patrocinado pela própria Asco, uma iniciativa sem precedentes chamada Tapur (Targeted AgentProfiling Utilization Registry, ou algo como registro de uso e caracterização de terapia-alvo).
     
    A iniciativa encabeçada pela Asco tentará uma abordagem diferente no estudo de câncer: em vez de tratar um tumor baseado no local onde ele se encontra (pulmão ou intestino, por exemplo) e em suas características morfológicas (resultado da biópsia), serão utilizados como critério apenas as características do tumor.
     
    Esse tipo de terapia é conhecido como terapia-alvo, e se baseia no ataque seletivo de algumas moléculas a alvos no tumor, impedindo sua proliferação e/ou facilitando sua destruição.
     
    Só serão admitidos pacientes com câncer avançado e que não obtiveram sucesso em outras terapias. No anuncio desta segunda (6), foi comemorado o ingresso do 49° paciente no Tapur.
     
    Além da Bayer e da MSD, que acabaram de entrar na colaboração, fazem parte da iniciativa as farmacêuticas Astellas, AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb, Eli Lilly e Cia, Genetech e Pfizer.
     
    Elas oferecerão ao todo 17 drogas que possibilitam 15 tipos de terapia-alvo diferentes para todos os tumores sólidos avançados, mieloma múltiplo e um tipo de linfoma.
     
    Um objetivo secundário do Tapur é oferecer uma chance de cura por meio desse estudo. “Apenas 5% dos pacientes participam de estudos clínicos. Abordagens criativas como o Tapur são necessárias para trazer informação que beneficie futuros pacientes”, disse Richard Schilsky, da Asco.
     
    A iniciativa contou com a intermediação do Instituto Nacional de Câncer dos EUA, que se encarregou de conversar com as principais farmacêuticas na área oncológica para que se tornassem parceiras do projeto.
     
    O projeto também tem um braço educacional que se dedicará a ensinar médicos oncologistas sobre como usar testes genéticos para ajudar seus pacientes.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Estudo com novos exames de sangue aponta para tratamento de depressão personalizado

    Estudo com novos exames de sangue aponta para tratamento de depressão personalizado

    Cientistas desenvolveram um exame de sangue que pode prever se pessoas com depressão irão reagir ou não a antidepressivos comuns, uma descoberta que pode dar início a uma nova era de tratamentos personalizados.
     
    Os pesquisadores disseram que, orientados por este exame, no futuro os médicos deverão ser capazes de encaminhar pacientes depressivos para tratamentos precoces com uso mais adequado de antidepressivos, possivelmente incluindo duas medicações, antes que eles piorem.
     
    “Este estudo nos deixa um passo mais próximos de proporcionar um tratamento de depressão personalizado aos primeiros sinais de depressão”, afirmou Annamaria Cattaneo, que liderou o trabalho do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres (IoPPN, na sigla em inglês).
     
    A depressão é uma das formas mais comuns de doença mental e afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a listou com a causa principal de invalidez no planeta.
     
    O tratamento normalmente envolve medicação ou alguma forma de psicoterapia, ou ainda uma combinação de ambos. Mas cerca de metade de todas as pessoas tratadas por depressão não melhora com antidepressivos de uso inicial, e aproximadamente um terço dos pacientes tem resistência a todos os medicamentos concebidos para ajudá-los.
     
    Até agora, os médicos não foram capazes de estabelecer se alguém vai reagir bem ou não a um antidepressivo, ou se o paciente pode precisar de um plano de tratamento mais agressivo desde o início.
     
    Como resultado, muitas vezes os pacientes são tratados na base da tentativa e erro, experimentando uma droga após outra durante meses a fio e com frequência sem testemunhar uma melhoria em seus sintomas.
     
    No estudo, publicado nesta terça-feira (7) na publicação científica International Journal of Neuropsychopharmacology, a equipe de Cattaneo se concentrou em dois marcadores biológicos que medem a inflamação sanguínea.
     
    Estudos anteriores já haviam ligado níveis altos de inflamação a uma reação ruim a antidepressivos. Os pesquisadores mensuraram os dois marcadores, chamados de Fator de Inibição da Migração de Macrófagos (MIF) e interleucina (IL)-1 Beta, em dois grupos de pacientes depressivos antes ou depois de eles tomarem uma variedade de antidepressivos comuns.
     
    Fonte: Reuters
     
  • Estudo confirma caso de bebê sem microcefalia, mas com lesões causadas por zika

    Estudo confirma caso de bebê sem microcefalia, mas com lesões causadas por zika

    Pesquisadores brasileiros documentaram o primeiro caso de uma criança que não tem microcefalia, mas teve lesões neurológicas e oculares graves causadas pelo vírus da zika.
     
    Eles alertam que o espectro de problemas causados pela doença é mais abrangente do que o desenvolvimento anormal da cabeça dos bebês, e que crianças atingidas podem ainda não ter recebido atendimento.
     
    O estudo confirma observações que já vinham sendo feitas pelos médicos de que o vírus poderia trazer consequências mesmo para bebês que, inicialmente, aparentavam não ter alterações na circunferência da cabeça.
     
    Atualmente, a microcefalia – entendida pelo Ministério da Saúde como um perímetro cefálico menor do que a curva normal para seu sexo e idade – é condição para investigar casos de bebês nascidos nos últimos meses que possam ter sido afetados pelo vírus.
     
    Mas em texto divulgado na revista científica The Lancet na noite desta terça-feira, médicos da Fundação Altino Ventura, do Hospital dos Olhos de Pernambuco e do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descrevem o caso de uma criança pernambucana que nasceu com 38 semanas, 3,5 kg e perímetro cefálico medindo 33 cm – normal para sua idade, portanto – mas apresentou outras lesões características do que os pesquisadores já chamam de Síndrome Congênita da Zika.
     
    “A extensão da doença é muito maior. Não dá para excluir a zika só porque a microcefalia está presente. Isso piora muito o problema”, disse à BBC Brasil o oftalmologista Rubens Belfort, da Unifesp, um dos responsáveis pelo estudo.
     
    Quadro neurológico
     
    Desde o nascimento, o bebê apresentou espasmos musculares nos braços e pernas. Exames de imagem mostraram calcificações em seu cérebro – cicatrizes causadas por infecções, que impedem o desenvolvimento cerebral.
     
    Em exames oftalmológicos, os médicos também encontraram nele lesões oculares semelhantes às encontradas em bebês com microcefalia.
     
    A mãe da criança não apresentou sintomas da doença, mas, após serem descartadas outras infecções, um exame do líquor – líquido cérebro-espinhal – da criança mostrou a existência de anticorpos para o vírus da zika.
     
    A oftalmologista Camila Ventura, que conduziu os exames da criança em Pernambuco, diz que outros dois casos semelhantes estão sendo estudados.
     
    Segundo a médica, a descoberta mostra a importância de que pediatras e pais observem com atenção o desenvolvimento dos bebês nascidos após surtos de zika, especialmente se suas mães tiveram sintomas durante a gravidez.
     
    “É preciso levar em consideração o quadro neurológico da criança, não só o tamanho da cabeça. Em qualquer suspeita de que existam lesões no cérebro tem que se levantar a Síndrome Congênita da Zika, dentro do guarda-chuva de possibilidades”, disse à BBC Brasil.
     
    “Queremos mostrar que isso é uma síndrome e tem um espectro. A criança pode ou não ter microcefalia, lesões oculares, auditivas, espasmos, convulsões. Como o Ministério da Saúde tem colocado a microcefalia como critério para continuar investigando os casos, você pode acabar excluindo crianças que têm lesões neurológicas. E muitas dessas mães são do interior, demoram a chegar até nós.”
     
    Atualmente, o Brasil tem 1.551 casos confirmados de microcefalia e 3.017 ainda em investigação.
     
    Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos Estados, e a possível relação com o vírus da zika e outras infecções congênitas”.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
     
  • Morre aos 95 o farmacêutico dr. Paulo Queiroz Marques

    Morre aos 95 o farmacêutico dr. Paulo Queiroz Marques

    Faleceu nesta quinta-feira, 2 de junho, aos 95 anos de idade, o dr. Paulo Queiroz Marques, um dos farmacêuticos mais influentes e com mais tempo de atividade no país. Dono do registro profissional do CRF nº 16, foi vice-presidente, diretor-tesoureiro e conselheiro do CRF-SP por mais de dez anos, além de um dos fundadores da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag).
     
    Dentre os diversos prêmios e homenagens recebidas em vida, em setembro do ano passado o dr. Paulo Queiroz Marques foi contemplado com a outorga da Comenda do Mérito Farmacêutico Paulista, uma honraria concedida pelo CRF-SP a profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da Farmácia.
     
    Na ocasião deixou um belo depoimento sobre a sua trajetória e dedicação à profissão: “Tenho feito da farmácia o meu oxigênio, a minha razão de ser. Vivo em função da paixão pela farmácia brasileira, sou um autêntico farmacêutico de farmácia pública, gostava muito de manipulação, essa foi a verdadeira farmácia que eu exerci, tenho uma gratidão muito grande e orgulho de ser farmacêutico”.
     
    O dr. Paulo Queiroz Marques foi responsável por muitos dos passos que o setor magistral deu em prol da profissionalização e do fortalecimento frente à sociedade e aos poderes constituídos. Pioneiro, acreditou em um sonho e mobilizou profissionais de todo o país em torno dessa causa. 
     
    Farmácia no gene
     
    A Farmácia sempre esteve no gene familiar de dr. Paulo. O pai, Joaquim Marques da Silva era boticário autodidata. Por conta disso, os quatro filhos seguiram pelo mesmo caminho. Ele e os irmãos Álvaro, Ariovaldo e Cícero também nos se tornaram farmacêuticos. Crescido nos balcões da farmácia do pai em Itapeva, interior paulista, dr. Paulo formou-se pela USP em 1944, em uma turma de apenas 12 farmacêuticos. A seguir, foi trabalhar no laboratório Paulista de Biologia, ao lado do professor (e cientista) Antônio Carini. Depois, foi durante 15 anos sócio do irmão mais velho em uma farmácia em Higienópolis.
     
    Volta às origens
     
    Nascido em Itaberá (SP) em 04/02/1921, dr. Paulo orgulhava-se de sua vivência associativa em órgãos de classe. Foi conselheiro do CRF-SP durante 10 anos – sua carteira é no. 16 –, tesoureiro e até vice-presidente. E aproveitava seu cargo para “pregar” a volta às origens. Iam em grandes caravanas para o interior, para ensinar os farmacêuticos novos a manipular.
     
    Apaixonado pela história da Farmácia, dr. Paulo dedicou-se ao Museu da Farmácia (que ele próprio criou, dentro da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo) e à Associação Brasileira Para a Preservação da Memória da Farmácia, outra iniciativa sua. Também escreveu o livro “Memória da Farmácia no Brasil”.
     
    Fonte: CRF-SP
  • Discussão sobre sistema nacional para rastrear medicamentos será adiada

    Discussão sobre sistema nacional para rastrear medicamentos será adiada

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu adiar nesta quarta-feira (1º) a avaliação sobre uma nova proposta de regulamentação para a criação de um sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos.
     
    A decisão por adiar os debates foi tomada após o diretor-presidente, Jarbas Barbosa, pedir vistas do processo. O tema estava pautado para reunião nesta quarta, quando os diretores avaliariam a possibilidade de que uma nova proposta fosse colocada em consulta pública.
     
    Conforme a Folha publicou nesta quarta-feira, o sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, projeto que visa controlar o caminho dos remédios da indústria até o consumidor e previsto inicialmente para ser implementado neste ano, deve ficar mais tempo no papel.
     
    Até então, uma resolução anterior da agência definia que o sistema, conhecido como “RG” dos remédios, começasse a funcionar em dezembro deste ano. Agora, a agência estuda uma nova regulamentação do tema, o que deve adiar o início do sistema.
     
    Proposta preliminar, a qual a Folha teve acesso, sugere que a implementação ocorra em três etapas.
     
    Na primeira delas, empresas teriam mais um ano para apresentar três lotes-piloto de medicamentos rastreáveis para testes. Em seguida, a Anvisa teria oito meses para avaliação do processo e correção de impasses. Após as duas primeiras etapas, o setor teria três anos para a implementação do sistema.
     
    Com isso, caso a nova proposta seja aprovada pela agência, a estimativa é que o início do sistema possa ficar apenas para 2021. Diretores, no entanto, ainda podem sugerir alterações após as contribuições de consulta pública ou novas propostas.
     
    O novo prazo em estudo é semelhante a um projeto de lei do Senado, de 2015, e que hoje tramita na Câmara.
     
    RASTREABILIDADE
     
    Criada por meio de uma lei federal de 2009, a rastreabilidade prevê que cada embalagem de remédio contenha um código bidimensional e um número único de identificação, próximos à data de fabricação e do número do lote, o que permite obter o monitoramento dos produtos.
     
    A estimativa é que 3,9 bilhões de embalagens circulem por ano no país e sejam atingidas pela medida, que ajudará a evitar falsificação e contrabando, além de agilizar o recolhimento de produtos em caso de falhas. O controle dos dados deve ser feito pela Anvisa.
     
    Essa não é a primeira vez que o sistema de rastreabilidade dos remédios é adiado. Inicialmente, a previsão era que fosse implementado três anos após a lei, mas o processo foi suspenso.
     
    Em 2013, a agência editou uma nova resolução que definia que o sistema passaria por testes em 2015 e começaria a funcionar em 2016.
     
    Parte da indústria e varejo, no entanto, alega que o prazo é insuficiente diante dos custos necessários para investimento nos testes.
     
    Após pressão do setor, a primeira etapa acabou suspensa. O prazo final, no entanto, ainda era mantido.
     
    Segundo o diretor Ivo Bucaresky, relator da proposta, a necessidade de contratação de um banco de dados público, o que evitaria o compartilhamento de informações, uma das principais preocupações do setor, já torna inviável que o sistema comece a funcionar ainda neste ano.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Governo federal anuncia R$ 65 mi para novas pesquisas sobre o vírus da zika

    Governo federal anuncia R$ 65 mi para novas pesquisas sobre o vírus da zika

    O governo federal anunciou nesta quinta-feira (2) um novo edital que prevê a liberação de R$ 65 milhões para pesquisas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus da zika.
     
    Os recursos, que fazem parte do Plano de Enfrentamento à Microcefalia, lançado em dezembro, devem ser liberados por meio dos ministérios da Saúde, Ciência e Tecnologia e Educação. A ideia é selecionar propostas para desenvolvimento de testes capazes de detectar o vírus, vacinas, repelentes e tecnologias para combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus.
     
    Do total, cerca de R$ 20 milhões são do Ministério da Saúde, R$ 30 milhões da Capes, agência que regula a pós-graduação no país, e R$ 15 milhões do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
     
    Pesquisadores poderão encontrar o edital na página do CNPq. Os estudos devem ser concluídos em até quatro anos. Questionado, o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), negou que a medida ocorra de forma emergencial. “É necessária”, disse.
     
    ATRASO NOS REPELENTES
     
    Em meio a críticas pelo atraso na distribuição de repelentes contra o mosquito Aedes aegypti, medida esperada para o início deste ano, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a pasta deve fazer em breve a compra de produtos para distribuir às gestantes da rede pública.
     
    Barros, no entanto, evitou dar prazos de quando deve ocorrer a compra e a distribuição. Inicialmente, a previsão era que os repelentes estivessem disponíveis até fevereiro, ainda durante o período de maior proliferação do mosquito e, com isso, de maior transmissão do vírus.
     
    Até agora, porém, o produto ainda não foi adquirido pelo governo. “Vamos tentar de forma muito definitiva agora a compra dos repelentes que serão distribuídos a toda a rede pública para as populações de risco, especialmente as gestantes”, afirmou ao fim do evento de lançamento do edital.
     
    Ainda segundo o ministro, a pasta deve acompanhar a situação de outros bebês cujas mães foram infectadas pelo vírus da zika na gestação para verificar “reflexos tardios” do vírus além do quadro de microcefalia.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Estudo prova ser possível criação de vacina anticâncer folha

    Estudo prova ser possível criação de vacina anticâncer folha

    São Paulo – Cientistas da Alemanha e da Holanda descreveram uma nova estratégia de vacinação contra o câncer capaz de atacar os tumores, colocando em ação mecanismos do sistema imunológico que normalmente são acionados contra infecções virais. 
     
    O estudo, publicado na quarta-feira, 1º, na revista Nature, mostra que a vacina induziu o sistema imunológico a responder fortemente contra tumores em camundongos e em três pacientes humanos com melanoma avançado. Segundo os autores, a estratégia é um grande passo para o futuro desenvolvimento de uma vacina universal para tratamento imunoterápico de câncer. 
     
    A vacina tem por base nanopartículas de RNA tumoral, isto é, os cientistas injetaram nos pacientes moléculas de RNA do tumor criadas em laboratório e envoltas em uma membrana de gordura. Depois de entrar nas células, as nanopartículas liberam o RNA tumoral, que funciona como um antígeno, ou seja, disparam o mecanismo que defende o corpo humano de invasões virais, redirecionando-o para identificar e atacar as células tumorais. As nanopartículas carregam o RNA tumoral diretamente para os glóbulos brancos que protegem o corpo de micróbios invasores, acionando as células T, que induzem células tumorais à autodestruição.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Rastreamento de medicamentos deve ser adiado e ficar para 2021

    Rastreamento de medicamentos deve ser adiado e ficar para 2021

    Previsto inicialmente para ser implementado neste ano, o sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, projeto que visa controlar o caminho dos remédios da indústria até o consumidor, deve ficar mais tempo no papel. A Folha apurou que um novo prazo é estudado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Assim, a regras teria início em 2021.
     
    Até então, uma resolução anterior da agência definia que o sistema, conhecido como “RG” dos remédios, começasse a funcionar em dezembro deste ano. Agora, a agência prepara uma nova regulamentação do tema.
     
    Criado por meio de uma lei federal de 2009, a rastreabilidade prevê que cada embalagem de remédio contenha um código bidimensional e um número único de identificação, próximos à data de fabricação e do número do lote, o que permite obter o monitoramento dos produtos.
     
    A estimativa é que 3,9 bilhões de embalagens circulem por ano no país e sejam atingidas pela medida, que ajudará a evitar falsificação e contrabando, além de agilizar o recolhimento de produtos em caso de falhas.
     
    NOVOS PRAZOS
     
    O prazo inicial para o modelo operar, porém, tem sido questionado por parte das indústrias farmacêuticas, distribuidoras e farmácias. Diante do impasse, a Anvisa pretende apresentar uma nova proposta para ser colocada em consulta pública. O tema será discutido em reunião da diretoria colegiada nesta quarta-feira (1º).
     
    Segundo a Folha apurou, a nova proposta em estudo prevê três etapas. Na primeira delas, empresas teriam um ano para apresentar três lotes-piloto de medicamentos rastreáveis para testes. Em seguida, a Anvisa teria oito meses para avaliação do processo e correção de impasses. Caberá também à agência reguladora criar um banco de dados para centralizar as informações e impedir o compartilhamento de dados. 
     
    Na terceira etapa,o setor teria três anos para a implementação do sistema. Os prazos passam a valer assim que a regulamentação da Anvisa for aprovada —daí a estimativa que, se isso ocorrer ainda neste ano, o sistema pode ficar apenas para 2021. A proposta é semelhante a um projeto de lei do Senado, de 2015, e que hoje tramita na Câmara.
     
    Essa não é a primeira vez que o sistema de rastreabilidade dos remédios é adiado. Inicialmente, a previsão era que fosse implementado três anos após alei,mas o processo foi suspenso. Em 2013, a agência editou uma nova resolução que definia que o sistema passaria por testes em 2015 e começaria a funcionar em 2016. Após pressão do setor, a primeira etapa acabou suspensa. O prazo final, no entanto, ainda era mantido.
     
    “Submeter isso a consulta pública é postergar um debate que já ocorre há sete anos. É absurdo continuar adiando”, afirma o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto.
     
    Já para Nelson Mussolini, do Sindusfarma, sindicato que reúne as principais empresas farmacêuticas do país, o prazo inicial era muito curto diante dos custos para adequação das empresas. “Os investimentos não são pequenos. A indústria quer fazer a rastreabilidade, mas queremos fazer da forma certa”, afirma. A Anvisa não comentou os novos prazos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo