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  • CFF cria projeto para apoiar gestão dos conselhos regionais

    CFF cria projeto para apoiar gestão dos conselhos regionais

    O Conselho Federal de Farmácia (CFF) iniciou esta semana, pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado da Paraíba (CRF-PB), a execução de um novo projeto para promover a excelência na gestão dos conselhos de Farmácia.
     
    Batizado de Proad-CFF/CRFs, o Projeto de Cooperação Administrativa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) para os Conselhos Regionais (CRFs) tem o objetivo de diagnosticar dificuldades, planejar estratégias de ação, estabelecer metas e apoiar o desenvolvimento das gestões regionais.
     
    O secretário-geral do CFF, José Gildo da Silva, conselheiro federal pelo estado de Alagoas, que é coordenador do projeto, explica que o Proad-CFF/CRFs prioriza as áreas administrativa, contábil, jurídica e fiscal. O trabalho começa com uma reunião do Grupo Técnico responsável pelo projeto com os diretores de cada CRF. Depois, in loco, é feito um levantamento completo da situação do regional, a partir da avaliação de suas rotinas e procedimentos e da análise das atividades realizadas. Com base nas informações coletadas é elaborado o relatório, com sugestões técnicas e ações a serem desenvolvidas pelos gestores locais em um período de seis meses.
     
    “Durante esse prazo, a equipe técnica segue supervisionando e apoiando os gestores do CRF. Ao final do período, a proposta é realizar segunda visita ao conselho regional”, comenta José Gildo da Silva. A presidente do primeiro regional a ser contemplado, o CRF-PB, Cila Estrela Gadelha de Queiroga, diz que se sentiu “apoiada” pelo CFF. “De fato, esse projeto é um grande avanço, porque dá suporte à gestão dos regionais, nos auxiliando a superar nossos entraves administrativos, contábeis, jurídicos e fiscais.”
     
    De acordo com o presidente do CFF, Walter Jorge João, o Proad-CFF/CRFs abrangerá 12 Regionais em sua primeira etapa. “Mais do que fiscalizar e auditar, estamos levando apoio e cooperação técnica, buscando o aperfeiçoamento da gestão, que é o que realmente importa para a categoria farmacêutica e para os conselhos, enquanto instituições”.
     
    Fonte: Comunicação do CFF
     
  • Fim do SUS? A ameaça de corte no gasto obrigatório com saúde

    Fim do SUS? A ameaça de corte no gasto obrigatório com saúde

    Os gastos com saúde e educação devem ter um mínimo obrigatório? Para Michel Temer e seu partido, o PMDB, não.
     
    No texto que é considerado por muitos seu plano para o país, o Ponte Para o Futuro, a legenda afirma que, para que a economia volte a crescer, é necessário reformar nossa “sistemática orçamentária” — ou seja, reorganizar os gastos do governo brasileiro.
     
    E sugere medidas. “Em primeiro lugar, acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como nos casos dos gastos com saúde e com educação”, diz o documento de 18 páginas sobre a obrigatoriedade do investimento nessas áreas de um percentual fixo da arrecadação com impostos.
     
    O próprio recém-nomeado ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), expôs, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a preocupação de que o país não venha a ter como sustentar o acesso universal a saúde. “Vamos ter que repactuar, como aconteceu na Grécia, onde cortaram as aposentadorias.”
     
    Atualmente, a União é obrigada a aplicar na saúde ao menos o mesmo valor do ano anterior mais o percentual de variação do PIB (Produto Interno Bruto). Estados e municípios precisam investir 12% e 15%, respectivamente. Na educação, o governo federal deve gastar 18% do arrecadado e as outras esferas, 25%.
     
    Em seus tempos de vice, o presidente interino defendeu publicamente o fim dessa regra. “Essa fórmula (acabar com a exigência) reforça a Federação, que se ancora na ideia de autonomias locais”, afirmou na convenção do PMDB, em novembro.
     
    Mas, enquanto ainda não é possível saber se o governo interino levará a ideia adiante e se conseguirá o apoio do Congresso para tal, há um projeto que atende a parte desse ideal de orçamento. E com grandes chances de aprovação.
     
    Trata-se da proposta de emenda à Constituição de número 143/2015, já aprovada em primeira votação no Senado. A PEC pretende estender aos Estados e municípios um direito que o governo federal já exerce com a DRU (Desvinculação de Receitas da União): o que permite que as gestões usem livremente 25% dos valores que teriam de aplicar compulsoriamente em saúde — a educação acabou poupada.
     
    O tema desperta controvérsias. De um lado, há quem condene a retirada, até mesmo de fatias, dessa obrigatoriedade – e vê sob ameaça a própria existência do Sistema Único de Saúde (SUS); de outro, alguns veem na regra atual um “engessamento” dos gastos que, além de colaborar com a piora nas contas públicas, não garante uma boa aplicação do dinheiro.
     
    Alívio?
     
    Embora não atenda diretamente ao governo federal, a eventual aprovação da PEC, de autoria do senador Dalirio Beber (PSDB-SC) e relatada pelo hoje ministro do Planejamento de Temer, Romero Jucá (PMDB-RR), chegaria em um momento favorável para o governo.
     
    Como muitas administrações locais sofrem com a crise econômica, um alívio como esse seria bem-vindo – vale lembrar aqui que o PMDB é o partido líder em número de Estados e municípios no país.
     
    Em seu primeiro discurso, Temer disse querer corrigir o que vê como distorções que sobrecarregam cidades e governos estaduais e defendeu uma reforma do “pacto federativo” (de modo geral, dos direitos e responsabilidades de cada ente da federação).
     
    Gustavo Fernandes, professor do Departamento de Gestão Pública da EAESP-FGV, diz que países mais desenvolvidos não costumam vincular o orçamento a gastos fixos, mas não vê a retirada da obrigatoriedade, seja em partes ou definitivamente, como uma boa saída para o Brasil.
     
    “Estamos flexibilizando o processo, o que faz sentido, mas não estamos garantindo que a educação seja privilegiada”, afirma ele, que defende a vinculação de verbas a resultados.
     
    O professor cita como exemplo o programa educacional No Child Left Behind (Nenhuma criança deixada para trás, em tradução livre), do governo dos Estados Unidos.
     
    Como no país a educação é financiada pelo imposto de propriedade, que é local, regiões mais pobres costumam ter menos recursos para investir. Para harmonizar esse descompasso, o programa monitora os resultados e acompanha os distritos que apresentam dificuldades. O que significa, se necessário, investir mais dinheiro do governo federal naquela região.
     
    A falta desse tipo de fiscalização, avalia o especialista da FGV, potencializa no Brasil os riscos de uma redução dos recursos investidos em caso de desvinculação, principalmente nos municípios.
     
    “O prefeito é um profissional. Tem uma carreira política, quer ascender. Ele tende a adotar políticas de curto prazo, que sejam facilmente identificadas pelo eleitor. Com isso, essas políticas difusas, de longo prazo, mas que mudam as gerações – o caso típico de educação –, tendem a ser menos importantes para o prefeito”, afirma.
     
    A proposta peemedebista de acabar de vez com o percentual de gasto obrigatório aposta na adoção de um orçamento impositivo – ou seja, que obrigue o Executivo a investir tudo que está no plano aprovado no Legislativo –, o que, na sua visão, colocaria os parlamentares como “guardiões” da manutenção do investimento nessas áreas.
     
    Hoje, o orçamento é facultativo, ou seja, o governo não é penalizado se deixa de aplicar algo que estava previsto.
     
    Para Fernandes, isso é discutível: “Os fatores que vão influenciar um maior ou menor gasto em educação e saúde manterão seu efeito com ou sem o orçamento impositivo”.
     
    Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral da ONG Todos Pela Educação, diz que qualquer medida que permita reduzir os gastos da área representa um retrocesso.
     
    Principalmente porque, segundo ela, o Brasil ainda precisa vencer desafios que já foram ultrapassados na maioria dos outros países da América Latina, como a inclusão, explica ela: “Há 2,5 milhões de jovens em idade de frequentar o ensino médio que não estão frequentando. Mesmo no ensino fundamental, tem meio milhão fora da escola”.
     
    Velasco cita ainda os gargalos de infraestrutura escolar. “E não é nenhuma extravagância: estamos falando de água potável, esgoto sanitário, de condições quase mínimas de funcionamento.”
     
    Presente no texto inicial do Senado, a área acabou poupada na versão aprovada em primeiro turno: emendas determinaram o cumprimento do gasto mínimo obrigatório constitucional com manutenção e desenvolvimento de ensino. Mas a saúde foi mantida.
     
    Tramitação
     
    Uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos por ambas as Casas para que seja promulgada. Na primeira votação dos senadores, a proposta que estende aos governos locais a liberação de 25% dos recursos atrelados a saúde e a educação foi avalizada por 53 votos a 17 (eram necessários 49, ou três quintos do total).
     
    Em um Senado ocupado com o impeachment, o segundo turno acabou adiado diversas vezes nas últimas semanas. Com o afastamento de Dilma, a previsão é de que o texto finalmente seja votado nos próximos dias, e, caso os senadores mantenham seus votos, siga para a Câmara.
     
    Em conversa com a BBC Brasil antes de ser nomeado ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, o médico Osmar Terra (PMDB-RS), então líder da Frente Parlamentar da Saúde da Câmara, afirmou duvidar que os deputados acompanhem os senadores.
     
    “Não se aprova na Câmara nem com banda de música isso aí”, disse o então parlamentar. “A maioria dos deputados tem a minha opinião. Eles não vão ser coniventes com o fim do Sistema Único de Saúde.”
     
    Para Terra, uma medida como essa não mudaria muita coisa para municípios, que já seriam obrigados a aplicar mais recursos do que a lei manda.
     
    “Nos Estados é que pode permitir que os governadores invistam menos em saúde”, diz. “Aí você junta o governador investindo menos na saúde e o governo federal cortando R$ 20 bilhões como cortou neste ano. Isso é tampa do caixão do SUS”.
     
    Viabilidade em dúvida
     
    Uma carta aberta publicada por instituições ligadas ao setor estima em até R$ 80 bilhões o valor que o sistema público deve perder anualmente caso a proposta seja aprovada — e levada a cabo.
     
    Dalirio Beber, o senador autor da PEC, foi procurado pela BBC Brasil, mas não respondeu aos pedidos de entrevista até a publicação deste texto. Em texto publicado em seu site, classifica a cifra divulgada pelas entidades como “falsa informação” e garante que não haverá redução dos recursos aplicados em saúde.
     
    “Se os (…) 5.570 municípios do Brasil, resolvessem aplicar única e exclusivamente os 15% que a Constituição os obriga, nós teríamos um colapso gigantesco instalado”, diz.
     
    Embora a vitória do texto não tenha sido difícil no primeiro turno, uma análise do placar expõe uma divisão dentro do próprio PMDB de Temer — e do Ponte Para o Futuro: três senadores do partido, Hélio José (DF), Roberto Requião (PR) e Simone Tebet (MS) votaram contra a proposta tucana.
     
    O que, de certa forma, ilustra as dificuldades que o governo peemedebista enfrentaria se resolver ir em frente com a ideia da desvinculação total dos gastos com saúde e educação.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pílula do câncer só vai para o SUS se Anvisa comprovar efeito, diz ministro

    Pílula do câncer só vai para o SUS se Anvisa comprovar efeito, diz ministro

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou durante visita à Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), que, caso o resultado dos estudos sobre os efeitos da fosfoetanolamina, conhecida como pílula do câncer, não comprovarem sua eficácia, a droga não será distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mesmo estando liberada por lei.
     
    “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] está fazendo os estudos. Pedi agilidade à Anvisa não só nesse caso, mas em vários outros nos quais precisamos rapidamente aprovar medicamentos novos e princípios ativos. A Anvisa precisa nos garantir mais agilidade, com segurança e proteção ao consumidor”.
     
    O secretário estadual de Saúde, David Uip, informou que, assim que o laboratório responsável por produzir a fosfoetanolamina entregar o material, o governo paulista encapsulará rapidamente a droga e em prazo de seis meses já haverá resultados.
     
    “É a primeira pesquisa que há e daqui a pouquíssimo tempo teremos os resultados definitivos”. Uip declarou ainda que deve ter reuniões com o ministro quarta (18) e quinta-feira (19).
     
    Saúde não receberá mais recursos
     
    “Não contem com mais dinheiro. Se vier o que está previsto, já vai ser uma grande vitória”, disse na manhã desta segunda, indicando que a escassez de recursos pode comprometer a execução das ações da pasta..
     
    Barros não detalhou quais seriam os primeiros programas afetados pela falta de verba. “Os cortes já foram feitos pelo governo anterior. Temos R$ 5,5 bilhões de corte já efetuados na Saúde e eu pretendo trabalhar muito para ver se recupero aquilo que estava no orçamento”, disse o deputado federal licenciado.
     
    Apesar do problema de subfinanciamento do SUS (SUS), Barros voltou a defender medida que desvincula as receitas da União e que poderia diminuir o
     
    repasse para áreas como saúde e educação. Relator do Orçamento de 2016 na Câmara, ele preparou proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o tema, mas disse que, como ministro, não tratará do assunto.
     
    A desvinculação dos recursos da União e também a desindexação das despesas são uma necessidade para o equilíbrio fiscal, mas isso agora será discutido pela equipe econômica (do governo Temer). Eu, apenas como parlamentar, tenho uma noção de formas de solução para esse problema, mas não estou afeto a essa área. A área da saúde foi a que o presidente me dedicou.”
     
    Embora tenha classificado a situação do país como “grave”, o ministro disse que a estrutura de atendimento nos Jogos Olímpicos do Rio está garantida. “O presidente Michel Temer convocou uma reunião ministerial só para tratar do cumprimento das obrigações que assumimos com as Olimpíadas. Os turistas e os atletas podem vir com absoluta tranquilidade ao Rio de Janeiro, que não haverá nenhum problema de falta de atendimento, de atenção e dos cuidados necessários para o evento.”
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Cientistas americanos produzem clone da zika e avançam na busca por vacina

    Cientistas americanos produzem clone da zika e avançam na busca por vacina

    Em uma tentativa de acelerar a busca por uma vacina, cientistas americanos anunciaram que conseguiram clonar o vírus da zika.
     
    O clone produzido pelos pesquisadores é uma réplica do tipo do vírus que está se espalhando pelas Américas e que tem sido associado a um boom nos casos de microcefalia e demais malformações cerebrais em bebês.
     
    Em testes realizados na Universidade do Texas, o clone conseguiu infectar mosquitos Aedes aegypti , que carregam o vírus da zika, e provocou a doença em ratos de laboratório. O estudo foi publicado na revista científica “Cell Host & Microbe”.
     
    Especialistas afirmam que esse experimento pode ser usado para ajudar no desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a doença – a esperança é que uma possa estar pronta para testes já nos próximos meses.
     
    TESTES EM HUMANOS
     
    Apesar dos avanços, a criação de uma vacina eficaz e segura o suficiente para ser oferecida para o público geral pode levar anos.
     
    O vírus da zika pode causar sérios problemas aos fetos, embora normalmente a mãe não apresente nenhum sintoma visível.
     
    Segundo pesquisadores, uma vacina que proteja gestantes e outras pessoas com riscos maiores de infecção é uma das formas mais eficazes de combater a doença. Muitos grupos de pesquisa ao redor do mundo trabalham para tentar desenvolvê-la.
     
    O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos espera dar início aos testes clínicos em humanos em setembro.
     
    Ainda é necessário encontrar uma versão mais “segura” do vírus da zika, ou seja, que seja capaz de reagir à infecção sem que a doença seja causada. A equipe da Universidade do Texas afirma que a clonagem do vírus pode ajudar os cientistas a atingir esse objetivo.
     
    AVANÇOS
     
    Os pesquisadores já conheciam a estrutura do vírus, mas ainda não a haviam replicado –ao menos não essa cepa da zika.
     
    Pesquisador da Universidade de Manchester, na Inglaterra, Tom Blanchard está usando uma variação da vacina contra a varíola para tentar desenvolver um antídoto para a doença transmitida pelo Aedes Aegypti.
     
    “O desafio para quem desenvolve vacinas, como nós, é separar os efeitos nocivos do vírus daqueles que são benéficos. Queremos criar algo que vai replicar a infecção, mas sem causar danos. E pesquisas como essa podem ajudar”, afirmou.
     
    A professora Polly Roy, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, também recebeu a notícia sobre o estudo de forma positiva. “Isso é muito bom. Os cientistas têm tudo o que precisam para testar o vírus agora.”
     
    Para ela, além de desenvolver a vacina, os pesquisadores tão poderão testar remédios antivirais que capazes de reduzir os efeitos do vírus da zika em quem já foi infectado.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uip vai discutir

    Uip vai discutir

    O secretário estadual da Saúde de São Paulo, David Uip, quer discutir com o novo ministro da pasta, Ricardo Barros, a questão da fosfoetanolamina, substância que ficou popularmente conhecida como “pílula do câncer”, apesar de não haver provas científicas de sua eficácia.
     
    Em entrevista ao Estado, Uip chamou de “absurdo” que São Paulo venha sendo alvo de mandados de busca e apreensão da substância ainda em pó. “Nem encapsulamos ainda, é material produzido somente para pesquisa, e tem juiz expedindo mandado de busca e apreensão de 250 gramas do pó. Não sei o que uma pessoa vai fazer com 250 gramas de um produto que ainda nem foi testado”, disse.
     
    Barros, que tomou posse na quinta-feira na gestão em exercício de Michel Temer, estará em São Paulo hoje em visita à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e ao Hospital das Clínicas. Uip participa do encontro.
     
    O secretário disse que tem uma “porção bem grande de assuntos para tratar com o ministro”, entre eles a fosfoetanolamina. Na sexta-feira, em sua primeira entrevista coletiva à imprensa, Barros falou de “fé” ao ser questionado sobre a lei que liberou o uso da substância. “Pessoalmente, na pior das hipóteses, tem efeito placebo. A fé move montanhas”, disse.
     
    Polêmica. O composto, formulado em um laboratório do Instituto de Química da USP em São Carlos no final dos anos 1980, foi por mais de duas décadas distribuído gratuitamente à população. Em 2014, uma portaria suspendeu a entrega da substância, uma vez que ela não tinham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pacientes começaram a ir à Justiça e conseguiram liminares para manter o tratamento. Os boatos chegaram à internet e houve uma avalanche de pedidos no segundo semestre de 2015.
     
    Após meses de polêmica, uma lei foi aprovada rapidamente em março na Câmara e no Senado e recebeu, em abril, sanção da presidente Dilma Rousseff. Paralelamente, São Paulo iniciou os procedimentos para testar o produto. Um laboratório em Cravinhos está produzindo a substância para 70 mil cápsulas que vão ser usadas para pesquisa. Uip já tinha declarado que esse material seria exclusivamente para os estudos, mas está sendo alvo de novas ações judiciais para atender a população antes que sejam concluídos.
     
    Sobre a declaração de Barros, Uip disse: “Ele estava tomando posse. Vai depender da nossa ajuda de mostrar como vai a pesquisa básica e depois a clínica. Seguramente ele vai esperar ter todos os dados de São Paulo antes de ter uma posição mais definitiva sobre a questão. O ministro refletiu o que aconteceu no País. A Câmara aprovou, o Senado aprovou e a presidente Dilma aprovou. Cabe a nós provar se funciona.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Após câncer, homem recebe primeiro transplante de pênis dos EUA

    Após câncer, homem recebe primeiro transplante de pênis dos EUA

    Um americano de 64 anos recebeu o primeiro transplante de pênis dos Estados Unidos. Thomas Manning, de Massachusetts, teve o órgão removido após um câncer.
     
    Segundo o cirurgião plástico Curtis L. Cetrulo, líder da equipe que realizou a operação, se tudo acontecer como o esperado, Manning deve conseguir ter micção normal dentro de algumas semanas e as funções sexuais podem ser reestabelecidas em alguns meses.
     
    A cirurgia experimental durou cerca de 15 horas e custou entre US$ 50 mil e US$ 75 mil (aproximadamente R$ 175 e R$ 263 mil). O órgão foi transplantado de um doador falecido. O paciente afirmou que se sente bem, com pouca dor, e que espera poder voltar a “ser quem era”.
     
    O primeiro transplante de pênis do mundo foi realizado na Universidade de Stellenbosch na África do Sul em dezembro de 2014.
     
    Nos EUA este procedimento é experimental e faz parte de um programa de pesquisa para ajudar veteranos de guerra feridos durante o combate, além de pacientes com câncer e vítimas de acidentes. (*Com a Associated Press)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • OMS pede para grávidas evitarem o Rio de Janeiro, palco da Olimpíada

    OMS pede para grávidas evitarem o Rio de Janeiro, palco da Olimpíada

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu, em um comunicado sobre o vírus Zika, sobre os riscos para mulheres grávidas no Rio de Janeiro, palco da Olimpíada : “Mulheres grávidas continuam a ser aconselhadas a não viajar a áreas de contínua transmissão de zika. E isso inclui o Rio de Janeiro”, afirmou a organização em um comunicado nesta quinta-feira.
     
    À BBC Brasil, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, explicou que é a primeira vez que um alerta a respeito da zika é direcionado à cidade-sede dos Jogos, mas enfatizou que as recomendações são as mesmas feitas para todas as regiões onde casos da doença foram observados e, portanto, não se trataria de uma discriminação.
     
    “Esse é o primeiro comunicado específico a respeito da zika e dos Jogos Olímpicos. Anteriormente não havíamos abordado nenhuma cidade diretamente, mas isso é um esclarecimento dentro do contexto das recomendações que já vinham sendo feitas a viajantes”, disse Lindmeier.
     
    O informe diz ainda que parceiros sexuais de mulheres grávidas que retornem do Rio só devem ter relações sexuais com camisinha, ou se abster, durante todo o período da gestação.
     
    RECOMENDAÇÕES
     
    De maneira geral, a OMS aconselha aos viajantes que consultem um médico antes de ir aos Jogos.
     
    “Evite visitar áreas empobrecidas e superpopulosas em cidades e vilarejos sem água encanada e com saneamento precário (criadouros ideais de mosquitos), onde o risco de ser picado é maior.”
     
    A organização recomendou também que os turistas procurem acomodação com ar-condicionado, para evitar que mosquitos entrem pelas janelas, e ressaltou que é preciso praticar sexo seguro.
     
    “Use preservativos correta e consistentemente, ou abstenha-se do sexo durante sua estadia e pelo menos quatro semanas após seu retorno, particularmente se teve ou experimentou sintomas do vírus Zika.”
     
    O aviso sugere o uso de repelentes e de roupas claras com mangas longas, para reduzir o risco de ser picado.
     
    INVERNO
     
    Feitas as recomendações, a OMS faz a ressalva de que os Jogos Olímpicos ocorrerão durante o inverno e nessa época “há menos mosquitos ativos” e “o risco de ser picado é menor”.
     
    A OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde aconselham o Brasil em questões de políticas de saúde pública. A organização também tem um memorando de entendimento com o Comitê Organizador dos Jogos para ajudar a mitigar os riscos de atletas e visitantes contraírem zika.
     
    De acordo com o último boletim epidemiológico, também publicado nesta quinta, 58 países e territórios já registram a presença da doença, sendo que 45 experimentam pela primeira vez um surto de zika em 2015.
     
    No Brasil, o primeiro caso de zika foi confirmado em 7 de maio de 2015, dando início a uma epidemia associada à má-formação de bebês, com casos de microcefalia, e à ocorrência da síndrome neurológica de Guillain-Barré.
     
    As anormalidades levaram a OMS a decretar emergência de saúde pública mundial, para melhor acompanhar a epidemia.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Corrida contra a zika

    Corrida contra a zika

    O surto de casos de microcefalia associados com o vírus da zika, no Brasil e noutros países, impulsionou um vagalhão de publicações científicas. A associação é nova e extraordinária, e a emergência por ela criada também imprime feições extraordinárias à onda de pesquisas sobre o assunto.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a microcefalia como emergência internacional em 1º de fevereiro. Em seu plano de ação, propôs acelerar a publicação de estudos e o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapias. Desde então, já editou 15 artigos em seu boletim especial, “Open Zika”.
     
    A celeridade se justifica pelo imperativo de fazer circular mais rapidamente informações que possam ser úteis a outros pesquisadores e a profissionais de saúde no front de tratamento dos afetados.
     
    Para tanto, abre-se mão, temporariamente, da principal salvaguarda da qualidade científica, a revisão por pares (“peer review”).
     
    Em situação normal, o que decerto não se aplica à zika, pesquisas podem demorar vários meses para sair em periódicos. Isso em geral só ocorre depois de respondidas todas as questões suscitadas por revisores especializados.
     
    O vírus zika, embora isolado há sete décadas, é um grande desconhecido. Toda revelação sobre seu modo de atuação no organismo, com consequências tão devastadoras sobre o sistema nervoso humano, torna-se potencialmente valiosa e não pode dormir nas gavetas.
     
    Pesquisadores do mundo todo, e notadamente no Brasil, atenderam ao chamado da OMS e vêm publicando seus artigos de modo imediato, sem esperar pela chancela dos pares. Utilizam para isso repositórios eletrônicos de estudos preliminares, não auditados, como “bioRxiv” e “PeerJ Preprints”.
     
    Assim procedem, entre outros os grupos de Paolo Zanotto, da USP, e de Stevens Rehen, da UFRJ. Eles têm veiculado por esse atalho estudos de grande repercussão, dos efeitos do vírus zika em minicérebros cultivados em laboratório à presença do vírus em saguis e macacos-prego do Ceará.
     
    A pressa, no entanto, não torna obsoleto o controle de qualidade, ainda que a posteriori. A zika engendrou uma situação excepcional, impondo a agilidade na divulgação de resultados. Leigos e especialistas, contudo, não podem perder de vista seu caráter preliminar e a necessidade de tomá-los pelo valor de face apenas depois de submetidos ao teste do tempo.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Vício em analgésicos explode nos EUA

    Vício em analgésicos explode nos EUA

    A morte do músico Prince chocou os fãs e expôs uma epidemia silenciosa que assola os Estados Unidos: a explosão nos casos de dependência e overdose por analgésicos com opiáceos nos últimos 20 anos. O problema é tão grave que já afeta a expectativa de vida de parte da população, principalmente entre pessoas de meia idade.
     
    Embora as investigações continuem, as evidências indicam que Prince, aos 57 anos, foi mais uma vítima dessa epidemia, que mata 78 pessoas por dia nos EUA.
     
    Amigos do músico confirmaram que ele começou a tomar os analgésicos anos atrás, para aliviar dores causadas por uma longa carreira de shows usando salto alto.
     
    Depois de uma cirurgia nos quadris em 2000,ouso teria aumentado, tornando Prince dependente dos analgésicos opiáceos, conhecidos nos EUA como “painkillers”.
     
    É um caminho semelhante ao traçado pela maioria dos dependentes, que começam a tomar os analgésicos após cirurgias e em pouco tempo se tornam viciados. A corretora imobiliária Betty Tully, 67, passou por isso. Em 2001 ela começou a tomar 10 mg diárias do analgésico oxicodona, depois de sofrer duas cirurgias na coluna. Em seis meses a dose era de 280 mg e ela estava viciada.
     
    “Virei um zumbi”, contou à Folha. “Na prática, meu médico me receitou uma versão de heroína, mesmo depois de eu ter dito que não queria nada que pudesse levar à dependência,porque tenho um histórico familiar de alcoolismo e drogas. Mas ele disse para eu não me preocupar, porque essa era uma droga nova e maravilhosa.” Hoje ela é militante de campanhas para tornar mais rigoroso o controle dos analgésicos opiáceos. Para ela, vários fatores explicam a explosão de casos de overdose nos EUA por opiáceos: a promoção agressiva que os laboratórios fazem dos analgésicos somada à prescrição exagerada dos médicos e ao excesso de leniência do governo.
     
    Andrew Kolodny, diretor executivo do grupo Médicos pela Prescrição Responsável de Opiáceos, diz que a epidemia começou em 1996, quando o laboratório americano Purdue colocou no mercado o analgésico Oxycodon.
    “Investiram milhões de dólares para convencer a comunidade médica que nós havíamos permitido por tempo demais que os pacientes sofressem sem necessidade, e que o risco de dependência havia sido exagerado”, diz.
    O resultado foi devastador.
     
    O número de mortes por overdose quadruplicou, totalizando 250 mil entre 1999 e 2014, a maioria por medicamentos sob prescrição médica. Hoje, é a principal causa de mortes “evitáveis” no país, superando os acidentes de trânsito.
     
    Segundo Kolodny, há hoje quase 10 milhões de dependentes nos EUA. Também levou a um aumento explosivo no consumo de heroína,usado pelos dependentes que não conseguem obter as receitas para os analgésicos.
    Segundo ele,muitos médicos receberam dinheiro para promover os opiáceos, mas uma grande parcela simplesmente “caiu na história” de que estava submetendo os pacientes a dor sem necessidade.
    “Em grande medida, essa epidemia foi causada pela comunidade médica”, diz.
     
    A epidemia é principalmente americana.Embora tenham 5% da população mundial,os EUA são responsáveis por 80% do consumo mundial de analgésicos opiáceos.
    À Folha, Anne Pritchett, vice-presidente de pesquisa da PhRMA, maior lobby das empresas farmacêuticas americanas,disse que a indústria está engajada com as autoridades americanas no esforço de conscientizar os médicos do perigo de receitar esses analgésicos em excesso.
     
    “Nossa indústria leva muito a sério a prescrição apropriada”, disse Pritchett, que foi evasiva sobre a alegação de que a promoção agressiva dos opiáceos pelas empresas deflagrou a epidemia. Para ela,é importante também informar sobre o potencial de dependência e cuidar para que os pacientes não cheguem a outras pessoas. Segundo estatísticas oficiais, 60% dos dependentes obtêm os analgésicos com familiares e conhecidos.
    Veterano da guerra do Iraque, Timothy Wynn, ficou viciado ao voltar do front. Preso várias vezes, recorria a qualquer fonte disponível.
     
    “Bastava ver alguém de muletas para perguntar se tinha analgésicos”, diz. “Virou um comércio, porque as pessoas sabem o valor que tem”.
     
    No Brasil, o uso desse tipo de analgésico é baixo. Segundo Paulo Renato Fonseca,diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor,o Brasil está entre os países com as menores taxas de prescrição de opioides.
     
    Fonte: Folha de S. Paulo
  • OMS recomenda o uso de preservativos por 6 semanas após Rio-2016

    OMS recomenda o uso de preservativos por 6 semanas após Rio-2016

    GENEBRA – Para evitar a proliferação do vírus zika, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda aos estrangeiros que viajarão ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos em agosto que pratiquem “sexo seguro” ao retornar aos seus países por até seis semanas. A recomendação foi feita depois que ficou claro para a entidade que o risco de um contágio por relações sexuais é maior do que se imaginava.
     
    A OMS indica que tem “confiança” nas autoridades brasileiras de que, em agosto e durante os Jogos no Rio, o controle do vetor seja eficiente. Mas, ainda assim, recomenda que tanto agora quanto no evento esportivo no Brasil, cada turista, atleta ou jornalista tome medidas de proteção, até mesmo no retorno a seus locais de origem.
     
    “Para os viajantes retornando do Brasil, recomendamos a prática de sexo seguro de quatro a seis semanas”, afirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
     
    Em um informe publicado na semana passada, a OMS ainda destacava que “o fato de que a transmissão sexual do zika é mais comum do que se pensava e complica ainda mais a recomendação a casais planejando suas famílias”. Em um ano, nove países registraram a transmissão da doença por meio do sexo.
    No Brasil, a recomendação é para que cada estrangeiro “se proteja da melhor forma possível”. Isso inclui o uso de inseticidas, dormir em locais fechados e uso de redes nas janelas ou ar-condicionado. 
     
    Para mulheres grávidas, a recomendação é de que consultem seus médicos e autoridades, além de avaliar se a viagem é de fato necessária.
     
    Lindmeier, porém, apontou que acredita que as autoridades brasileiras façam um controle concentrado nas áreas dos Jogos para reduzir a população do mosquito que serve como vetor da doença. “O Brasil fará o que for necessário para ter Jogos seguros em termos de saúde pública”, insistiu a OMS.
     
    Durante a estadia no Brasil, o turista deve, ainda assim, monitorar sintomas. “Se sentir alguma suspeita, recomendamos ir ao médico e pedir um teste”, indicou Lindmeier.
     
    Normalidade
     
    Para a OMS, tudo indica que, em alguns meses, o zika passará a ser a nova realidade de uma doença que não será simplesmente eliminada. “Vamos ter de conviver com ela, assim como é o caso da malária e outras doenças”, disse o porta-voz. “O cenário mais provável é que o turista tenha de consultar quais vacinas serão necessárias para ir a determinados países e, a partir de agora, terão de incluir o zika nessa conta”, afirmou.
     
    Uma vacina contra o vírus ainda não existe. Mas a OMS aposta que essa realidade possa mudar em dois anos. 
     
    A entidade também deixou claro que deixou de tentar contar quantas pessoas no mundo estão contaminadas pelo zika. “Isso seria simplesmente impossível”, disse Lindmeier. A conta de casos de microcefalia, porém, continua, com 1,2 mil no Brasil.
     
    Fonte: Uol Saúde