Category: Notícias

  • São Paulo quer testar `pílula do câncer` em 5 hospitais estaduais

    São Paulo quer testar `pílula do câncer` em 5 hospitais estaduais

    Cinco hospitais da rede pública de São Paulo deverão testar em mil pacientes a fosfoetanolamina sintética, uma droga de eficácia ainda não comprovada contra o câncer. A informação foi divulgada ontem pela Secretaria estadual de Saúde. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) frisou que a suposta medicação, que vem sendo chamada de “pílula do câncer”, ainda não se enquadra nas exigências necessárias para testes em humanos.
     
    O monitoramento dos efeitos da droga está em fase de planejamento, mas já se sabe que os testes serão conduzidos pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e, de acordo com o secretário estadual de Saúde, David Uip, envolverá centros e hospitais de oncologia que tenham expertise em pesquisas clínicas. Além do Icesp, pacientes atendidos pelo Hospital do Câncer de Jaú (no interior paulista) deverão receber as pílulas.
     
    Desenvolvida por um professor aposentado do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) no município de São Carlos, a substância vem sendo produzida pela instituição, mas nunca foi submetida a testes em humanos. Mesmo assim, o governador Geraldo Alckmin anunciou, no começo desta semana, que oferecerá a droga à rede hospitalar e a laboratórios do estado.
     
    David Uip disse que a USP, assim como o professor aposentado Gilberto Chierice, criador da substância, estão sendo permanentemente informados sobre o andamento do projeto, já que a droga é patenteada.
     
    PEDIDO ESTÁ SENDO ELABORADO
     
    Pesquisadores estão finalizando o plano de testes, que deverá ficar pronto na próxima semana e será apresentado às comissões de ética dos hospitais e laboratórios selecionados. Porém, a Secretaria estadual de Saúde ainda não detalhou como será o pedido que fará à Anvisa para a liberação do uso da “pílula do câncer”.
     
    O número de pessoas que deverão participar dos testes já foi estabelecido, mas os critérios de escolha, não. — O projeto será encabeçado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. O trabalho está sendo desenhado e provavelmente terá vários braços, que ministrarão a pílula em tipos de câncer diferentes. Quando a minuta do projeto ficar pronta, a pesquisa passará pelo comitê ético de cada instituição participante e, sendo aprovada, poderemos começar os testes — disse Uip.
     
    Por meio de uma nota, a Anvisa informou que não recebeu qualquer solicitação da Secretaria estadual de Saúde de São Paulo. Além disso, a agência destacou que só aprova “testes de medicamentos que ainda se encontram em fase de ensaios clínicos se já tiver sido demonstrada sua segurança e apresentado resultado promissor quanto à eficácia”. De acordo com a Anvisa, a “pílula do câncer” não se enquadra nesses critérios.
     
    No mesmo comunicado, a Anvisa lembrou que a disponibilidade da droga deve seguir protocolos adotados por agências reguladoras internacionais e pelo Brasil. Embora já tenha dado início ao projeto, o secretário estadual de Saúde de São Paulo assegurou que nenhum teste será feito à revelia da Anvisa. Uip garantiu que a pesquisa com os mil voluntários só sairá do papel com a aprovação da agência federal. — Se a Anvisa negar, está negado. Quem manda é a Anvisa. A pesquisa vai passar por todas as fases de aprovação e comissões de ética. Ninguém fará nada contra as melhores práticas de pesquisa clínica. Somos absolutamente obedientes às regras — disse Uip.
     
    Recentemente, houve uma grande procura pela droga no campus da USP em São Carlos, mas a universidade só dava as “pílulas do câncer” a pessoas que apresentavam ordens judiciais para recebê-las. Mas, no último dia 11, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão total do fornecimento da droga, cassando todas as liminares que obrigavam a instituição a entregá-la. Além disso, juízes do estado foram proibidos de tomar decisões sobre o assunto.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Dilma promete visitar Estados do NE afetados por surto de microcefalia

    Dilma promete visitar Estados do NE afetados por surto de microcefalia

    Brasília – A presidente Dilma Rousseff se comprometeu a visitar, depois que voltar da sua viagem ao exterior, Pernambuco e outros Estados do Nordeste atingidos pelo surto de bebês com microcefalia. A promessa foi feita ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que foi recebido pela presidente no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 26.
     
    Segundo o governador, Dilma se mostrou muito preocupada com o aumento do número de casos e colocou o governo federal à disposição para ajudar a controlar a epidemia. “Eu senti da presidente todo o desejo de nos ajudar”, afirmou Câmara.
     
    Dilma escalou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para ir ao Recife na próxima Segunda-feira (30) e participar de uma reunião com prefeitos do Estado para discutir medidas conjuntas.
     
    Diante da suspeita de que o vírus da zika é o responsável pela epidemia, o foco imediato das ações será o combate ao mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue.
     
    Pernambuco é o Estado com o maior número de casos de bebês com microcefalia. Segundo o governador, 175 já foram confirmados, mas há mais de 470 notificados. No Nordeste, já são mais de 800 casos.
     
    A preocupação com que o surto se espalhe por Estados de outras regiões fez com que o governo anunciasse, no início da semana, a criação de uma força-tarefa para definir ações práticas. O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, é o responsável por coordenar o grupo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • A nova arma transgênica para acabar com a malária

    A nova arma transgênica para acabar com a malária

    Michelle Roberts
     
    Editora de Saúde do site da BBC
     
    Cientistas americanos criaram um mosquito geneticamente modificado que pode resistir à infecção por malária.
     
    Pesquisadores acreditam que, se os testes fora do laboratório forem bem-sucedidos, o inseto transgênico pode se tornar alternativa para impedir a transmissão da doença para os humanos.
     
    Usando um método conhecido como Crispr, os cientistas inseriram um gene no DNA de mosquitos que impediu a infecção pelo protozoário causador da malária.
     
    Quando os insetos procriaram, a prole herdou a mesma resistência dos pais, informou o estudo, publicado na revista científica PNAS.
     
    Em teoria, se esses mosquitos picarem as pessoas, a doença não seria transmitida, acrescentaram os cientistas.
     
    Cerca de 3,2 bilhões de pessoas ? ou metade da população mundial ? correm risco de contrair malária.
     
    Telas de proteção, inseticidas e repelentes podem ajudar a conter os insetos e medicamentos são administrados a quem contrai a doença. Ainda assim, a malária mata cerca de 580 mil pessoas por ano.
     
    'Papel primordial'
     
    Cientistas vêm buscando novos meios para combater a malária.
     
    A equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia diz acreditar que o mosquito transgênico poderia desempenhar um papel primordial em interromper a transmissão do vírus.
     
    Para criar o inseto transgênico, os cientistas usaram um tipo de mosquito encontrado na Índia, o Anopheles stephensi.
     
    De acordo com Anthony James, responsável pelo estudo, um novo código de DNA foi inserido no genoma do mosquito para torná-lo menos propenso a hospedar o parasita da malária.
     
    O DNA, que inclui os anticorpos que combatem o parasita, foi herdado por quase 100% de todo a prole dos mosquitos e por várias gerações.
     
    Os pesquisadores acreditam que as descobertas geram esperanças de que o mesmo método possa ser usado em outras espécies de mosquitos.
     
    Embora não seja a única solução para erradicar a malária, o inseto seria uma arma adicional, dizem eles.
     
    David Conway, especialista britânico da London School of Hygiene & Tropical Medicine, disse: “Não se trata de um produto acabado mas certamente parece promissor. Parece ser uma alternativa para este problemas por vias genéticas”.
     
    Outros cientistas pretendem usar mosquitos geneticamente modificados para deixá-los inférteis e, assim, erradicar a doença. Mas alguns especialistas temem que eliminar inteiramente os mosquitos pode gerar consequências inesperadas e não desejadas.
     
    Nesse sentido, substituir os mosquitos transmissores da doença por espécies inofensivas é uma alternativa potencial.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Com tratamento preventivo, Aids não assusta mais San Francisco (EUA)

    Com tratamento preventivo, Aids não assusta mais San Francisco (EUA)

    Nadji Dawkins, 28, exibe um sorriso mais largo que a aba de seu boné. “Gosto de fazer amor do jeito como gosto de fazer amor”, ele diz. Traduzindo: sem preservativo. Antes esse era um comportamento de alto risco, mas nos últimos dois anos o jovem funcionário de correios passou a não se afligir mais quando ele “conhece alguém”. Ele adotou a PrEP, o tratamento de “profilaxia pré-exposição”, que consiste em um comprimido que permite que os soronegativos tenham relações desprotegidas sem correrem o risco de serem contaminados pelo HIV.
     
    Barbara Garcia é a diretora de serviços de saúde pública de San Francisco (EUA), uma senhorinha que supervisiona dois hospitais, 20 clínicas, 8.000 funcionários e um orçamento de US$2 bilhões (R$7,5 bilhões). Ela também gosta da PrEP. Desde 2012, a prefeitura passou a recomendá-la a pessoas que possuem comportamentos de risco.
     
    O número de contaminações pelo HIV diminuiu 30%, tendo permanecido estável em todos os Estados Unidos. “É um ponto de virada”, ela comemora. De fato, uma etapa tão significativa quanto a descoberta do vírus, em 1983, ou o surgimento das triterapias em 1996. “Uma nova era começou”, atesta Steve Gibson, diretor da clínica Magnet, um programa da San Francisco AIDS Foundation. “Chegamos ao estágio do fim do medo.”
     
    San Francisco respira aliviada, libertando-se após 30 anos sob o jugo do vírus. Na comunidade gay, a empolgação é palpável. Filas são formadas desde a manhã em frente à Magnet, no bairro do Castro, a “república gay” de San Francisco, onde tremula a bandeira arco-íris acima da estação do metrô, enquanto na calçada as passagens para pedestres levam as mesmas cores do arco-íris. “Por toda nossa vida a expressão mais íntima de nós mesmos se baseou no medo”, conta Steve Gibson. “Poder se libertar disso é uma experiência muito forte.”
     
    A clínica recebe de 40 a 70 pessoas a cada dia. O balanço anual foi de 10 mil pacientes em 2014 (ante 1.200 em 2003), 9.608 testes de HIV, e 700 soronegativos em tratamento PrEP, que já em sua primeira visita recebem uma caixa de 30 comprimidos Truvada, a pílula milagrosa que deve ser tomada uma vez por dia. Na Kaiser, a gigante dos seguros de saúde particulares que administra a principal clínica para HIV de San Francisco, com 3.000 pacientes, cerca de 1.000 homens estão inscritos para a profilaxia, com uma fila de espera de três semanas para uma consulta. “É como para os novos iPhones. Alguns acampam em frente à Apple Store para terem os primeiros, e depois todo mundo quer”, sorri o Dr. Brad Hare.
     
    Foco da revolução sexual dos anos 1970, San Francisco foi “o epicentro da epidemia”, lembra Barbara Garcia. A cidade norte-americana teve 25 mil mortos desde 1982, sendo 1.641 em 1992, o ano mais letal. Hoje, tem a ambição de reduzir o número de contaminações em 90% até 2020, sendo que conta com 16 mil pessoas que convivem com o vírus (58% das quais têm mais de 50 anos). A PrEP é essencial para esse plano. Dois estudos, um inglês (“Proud”), o outro francês (“Ipergay” ou PrEP “por demanda” que não requer uma ingestão diária de Truvada), demonstraram sua eficácia entre os homens que mantêm relações homossexuais. Em ambos os casos, o tratamento resultou em uma redução de 86% no risco de infecção.
     
    Perda de interesse pelos preservativos
     
    A PrEP foi aprovada pela FDA (a agência americana que regula os medicamentos) no final de 2012. No começo, os adeptos eram vistos como depravados, ou quase. Eles eram chamados de “Truvada whores” (“putas do Truvada”), e os homens escondiam seus frascos de medicamentos. Os preconceitos logo caíram. “A PrEP entrou na cultura popular, e chegou a ser mencionada em uma série de TV”, relata Ifeoma Udoh, diretora da clínica Crush de Oakland, que recebe um subsídio público de US$20 milhões para incentivar o tratamento entre jovens vindos das minorias.
     
    Entre os médicos também “havia reservas”, relata Stephanie Cohen da City Clinic, uma das três clínicas que participaram do primeiro estudo nacional nos Estados Unidos. “As pessoas trabalharam por anos com o modelo do preservativo como ferramenta de prevenção. Foi preciso uma mudança de cultura.” Mas os médicos notaram a perda de interesse pelos preservativos. “As pessoas nos perguntam por que não se usa mais o preservativo o tempo todo”, diz indignado Nathan Allbee, 36, de longa barba negra e uma pomba tatuada no braço. “Para aqueles que conseguem, ótimo! Mas não é o caso de todo mundo. A prova é que ainda houve 302 contaminações aqui no ano passado.”
     
    Cerca de 6.000 pessoas estão passando pela PrEP em San Francisco, o que faz da cidade uma espécie de laboratório mundial do tratamento. “Até então eu só tinha duas opções: ou usar camisinha o tempo todo, ou confiar em meu parceiro”, relata Nathan. “Com a PrEP, não tem mais a ver com o outro. Tem a ver comigo”. Os soronegativos assumiram o controle de sua segurança. Já os soropositivos se sentem menos banidos da comunidade. A PrEP “tirou o HIV das conversas”, afirma Matthew Sachs, 29, que optou por tomar o Truvada ainda que a infecção de seu parceiro seja indetectável no sangue, e portanto praticamente sem risco de contágio.
     
    O custo do tratamento é proibitivo –de US$8.000 a US$14 mil por ano (até R$ 52 mil), mas é coberto quase que integralmente pelas seguradoras. E, para aqueles que não possuem seguro, por um fundo de assistência financiado pela fabricante do Truvada, o laboratório Gilead.
     
    Os críticos estão preocupados com o risco de doenças sexualmente transmissíveis. Barbara Garcia, diretora da saúde pública, reconhece isso sem reservas. “Nós salvamos vidas, mas as infecções sexualmente transmissíveis estão em crescimento.” Nenhum estudo confiável mediu a incidência da PrEP. Segundo questionários coletados pela Kaiser, 42% dos usuários relatam uma redução no uso do preservativo. “Estamos testando as pessoas com muito mais frequência. É normal que estejam detectando mais infecções”, responde o Dr. Hare, da Kaiser.
     
    As estatísticas da clínica Magnet apontam um aumento de 32% nos casos de gonorreia em 2013 e de 20% nos de sífilis (1.014 casos em toda a cidade). Mas, como diz Nadji Dawkins, hoje o importante não é isso. “É claro que temos as DSTs. Mas o negócio sério sempre foi o HIV. Então nossa geração não precisa mais se preocupar com isso.”
     
    Fonte: Le Monde
     
     
     
     
     
  • ” em mil pacientes

    ” em mil pacientes

    Os testes para comprovar a eficácia da fosfoetanolamina sintética, substância que teria suposta capacidade de curar o câncer, devem ser realizados em cinco hospitais da rede estadual de São Paulo, com a participação de até 1 mil pacientes na pesquisa, segundo o secretário estadual da Saúde, David Uip.
     
    Os detalhes sobre o trabalho, que será encabeçado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), foram apresentados após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar que ofereceria a rede hospitalar e os laboratórios do Estado para a realização de testes clínicos.
     
    “A decisão é que vamos fazer um trabalho multicêntrico envolvendo centros e hospitais de oncologia que tenham expertise em pesquisa clínica. Pesquisadores estão desenhando esse trabalho que será apresentado nas comissões de ética dos hospitais selecionados. Quando aprovado, começará a pesquisa”, explica Uip. Além do Icesp, está prevista a participação do Hospital do Câncer de Jaú.
     
    Autorização
     
    O secretário informou que, paralelamente à elaboração dos padrões da pesquisa, será solicitada a autorização do responsável pela substância, o professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, e da própria universidade, pois a droga é patenteada.
     
    O número de pessoas que devem participar dos testes também já foi estabelecido, de acordo com Uip, mas os critérios de escolha ainda não foram definidos. “Os critérios de inclusão e exclusão serão feitos dentro do desenho que ainda não está pronto. A ideia inicial é de que vários braços (da doença) serão pesquisados, como câncer de pulmão, de bexiga, leucemia. Provavelmente, serão sete braços”, afirmou o secretário.
     
    Anvisa
     
    Uip não detalhou o pedido que o governador fará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por uma autorização especial para que alguns pacientes façam uso da substância antes da realização dos testes. “Ainda temos de estudar como fazer. Vou conversar com o governador. É um detalhe técnico. Temos de saber como será, porque o uso é individualizado, analisado paciente por paciente”, disse.
     
    A fórmula ainda não foi testada em humanos e não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser distribuída como um medicamento comum. Uip disse que o objetivo do Estado é oferecer suporte para a realização da pesquisa. “Sou professor de Medicina e pesquisador. Então, defendo a pesquisa clínica. Vamos fazer uma pesquisa nos moldes daquilo que há de mais refinado na área”, concluiu.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Lotes de Cloridrato de Tramadol, do Laboratório Teuto, e de Metronidazol, da Halex Istar Indústria Farmacêutica foram recolhidos

    Lotes de Cloridrato de Tramadol, do Laboratório Teuto, e de Metronidazol, da Halex Istar Indústria Farmacêutica foram recolhidos

    O Laboratório Teuto comunica o recolhimento voluntário do produto Cloridrato de Tramadol 100mg, solução injetável com 60 ampolas de 2ml (embalagem hospitalar), lote 9069057, fabricado em 06/2015 e válido até 06/2017. A decisão foi tomada devido à identificação de uma ampola do medicamento Furosemida junto ao lote especificado de Cloridrato de Tramadol. Apesar da irregularidade ter sido constatada em apenas uma ampola, a qual já se encontra em posse do Laboratório Teuto, a empresa optou pelo recolhimento, tendo em vista a ocorrência de desvio de qualidade no lote. 
     
    A Halex Istar Indústria Farmacêutica LTDA também comunica o recolhimento voluntário do Metronidazol 5mg/100ml, solução injetável, lote 000009864, com validade até 01/2017. A retirado do lote se deu porque foi identificada uma bolsa de metronidazol dentro de um envelope impresso como ciprofloxacino.
     
    Fonte: Comunicação do CFF
     
  • Fiocruz comprova relação entre zika e doença rara

    Fiocruz comprova relação entre zika e doença rara

    Brasília – A Fiocruz de Pernambuco comprovou em pacientes brasileiros a relação entre zika vírus e a Síndrome Guilliam-Barré (SGB), uma doença autoimune rara que também apresentou aumento atípico nos últimos meses nos Estados do Nordeste. O achado aumenta o sinal de alerta em torno da infecção pelo zika, principal suspeita da epidemia de microcefalia identificada no País. O vírus, que chegou no Brasil este ano, está presente em 18 Estados, incluindo São Paulo e Rio.
     
    “A ligação da síndrome com o vírus é inequívoca”, avaliou o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e responsável pela identificação da chegada do zika vírus no Brasil, Kleber Luz. Questionado, o Ministério da Saúde disse que o assunto está sob investigação.
     
    Os resultados foram obtidos em trabalho feito pela pesquisadora Lúcia Brito, chefe do serviço de neurologia do Hospital da Restauração, de Pernambuco. A análise identificou a presença do zika no líquido espinal e no sangue de sete pacientes que apresentaram a SGB. As suspeitas sobre a relação entre a infecção pelo zika e a síndrome surgiram na Polinésia, quando pesquisadores identificaram um aumento do número de SGB logo depois de uma epidemia da doença.
     
    “A infecção pelo zika, por si só, pode ser branda. Mas ela tem potencial de provocar sérios problemas, tanto para fetos quanto para adultos”, avaliou o pesquisador da Fiocruz e coordenador da análise que comprovou a presença do zika nos pacientes com SGB de Pernambuco, Carlos Brito.
     
    O número de casos de SGB cresceu de forma expressiva no Nordeste do País entre abril e junho, pouco depois que os Estados apresentaram a epidemia de zika. No Rio Grande do Norte, foram 24 casos de SGB – quatro vezes mais do que a média histórica. Em Pernambuco, foram encontrados 130 casos, também um aumento expressivo diante dos indicadores tradicionais. A notificação aumentou ainda no Maranhão e Paraíba, com 14 e seis casos, respectivamente.
     
    Especialistas discutem agora com governo estratégias para tentar acompanhar o impacto da zika e as relações com SGB. Entre as propostas está criar um grupo para identificar, o mais rapidamente possível, primeiros sinais da SGB e encaminhar pacientes para tratamento. A ideia é também organizar um comitê de estudo para avaliar qual a evolução da SGB.
     
    A síndrome Guilliam-Barré afeta em média uma pessoa a cada cem mil habitantes. A reação geralmente ocorre depois de uma infecção provocada por bactéria ou vírus. Em alguns casos, terminada a infecção, o sistema autoimune do paciente sofre uma “pane” e identifica células do organismo como invasora e passa a atacá-las.
     
    O ataque das células de defesa provoca um processo inflamatório e a destruição da bainha de mielina, uma espécie de capa que recobre os nervos periféricos. O resultado é o bloqueio da passagem dos estímulos nos nervos, levando à paralisia.
     
    Um dos primeiros sinais da SGB é a fraqueza muscular, geralmente nas pernas. O processo pode evoluir, atingindo tronco e membros superiores. O maior risco é de a paralisia afetar também músculos respiratórios. A mortalidade da doença é considerada baixa. Uma parcela pequena de pacientes de SGB pode ficar com sequelas. Brito afirma que a maioria dos casos, a recuperação ocorre de forma tranquila. “É um processo longo, que pode levar até 90 dias. Muitos pacientes ficam internados”, contou.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Pílula contra o câncer

    Pílula contra o câncer

    Um editorial publicado nesta terça-feira (24) pela revista Nature, uma das mais importantes publicações científicas do mundo, abordou os riscos da fabricação e distribuição da chamada “pílula do câncer”, desenvolvida pelo Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos (SP). O texto afirma que “a triste verdade é que é pouco provável que a droga seja um milagre”.
     
    O texto ressalta que mesmo que as cápsulas de fosfoetanolamina sintética tenham algum benefício sobre pacientes que lutam contra o câncer, essa eficácia precisa ser comprovada e isso só acontece fazendo testes em humanos (o que não aconteceu ainda). O composto, mesmo sem ter passado pelos testes exigidos legalmente, começou a ser distribuído de maneira gratuita há alguns anos, mas no dia 29 de setembro o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) vetou essa distribuição. Uma batalha judicial se formou. De um lado, pacientes insistindo no uso do produto, de outro, tribunais ora permitindo, ora negando o acesso. O ministério da Saúde decidiu recentemente criar um grupo de trabalho para estudar a pílula, mas orientou as pessoas a não tomarem o composto.
     
    Segundo a revista, a cada dez novas drogas que passam pela primeira fase dos testes clínicos, apenas uma consegue a aprovação do FDA (Food and Drug Administration), agência do governo norte-americano que libera novos medicamentos. Em outras palavras, mesmo com os testes, poucas drogas são aprovadas como efetivas contra o câncer. 
     
    Além disso, para a revista um laboratório de uma universidade não é “nem uma planta farmacêutica, nem uma farmácia” e, por isso, não é obrigado a seguir os protocolos de produção de medicamentos. “Não há nenhuma supervisão para certificar o que está dentro das cápsulas de fosfoetanolamina sintética produzidas na Universidade de São Paulo. Nem os efeitos colaterais do composto nem a sua eficácia são monitorados sistematicamente”. A Nature classifica a situação vivenciada no Brasil de “extrema” e afirma ainda ser um “desrespeito com a importância das medidas de segurança” do processo de produção de medicamentos fornecer um composto desta maneira.
     
    Na semana passada, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação informou que a fase pré-clínica (aplicação da nova molécula em animais) da fosfoetanolamina sintética será concluída em sete meses, quando o material deverá ser encaminhado para análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Só depois dessa etapa é que a Anvisa vai determinar se o composto será administrado em voluntários humanos, que é a fase 1 do estudo clínico.
     
    SP vai pedir liberação da Anvisa
     
    Mesmo sem os testes em humanos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nessa segunda-feira (23) que vai solicitar à Anvisa a autorização o uso da substância pelos pacientes até que ela tenha aprovação final do governo federal. O anúncio foi feito durante encontro com o professor Gilberto Orivaldo Chierice, do Instituto de Química da USP de São Carlos, que fabricou e distribuiu o composto por anos, no Palácio dos Bandeirantes.
     
    Alckmin também ofereceu hospitais do Estado, institutos de pesquisa e o laboratório do FURP (Fundação para o Remédio Popular) para auxiliar nas próximas fases dos estudos para a aprovação do uso do fosfoetanolamina sintética em pacientes com câncer.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • O câncer em tempos de crise

    O câncer em tempos de crise

    Este mês, além de ser dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata, com a estratégia do “Novembro Azul”, é marcado ainda pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil (23) e pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer (27).
     
    Discutir a importância de organização das redes pública e privada, a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce é uma das contribuições que a Fundação do Câncer quer trazer para este momento de reflexão.
     
    Em tempos de crise econômica, estados e municípios precisam estar atentos à importância de organizarem suas redes de saúde para oferecerem a prevenção e o diagnóstico precoce de câncer à população. É simples entender.
     
    Tratar pacientes em fase inicial é significativamente menos oneroso do que em estágios avançados da doença. Isso porque o tratamento do câncer, quando o tumor é detectado no início, apresenta resultados muito mais eficientes. E principalmente para o paciente o tratamento é geralmente muito menos agressivo.
     
    Mais do que nunca é necessário cuidar do uso adequado e racional dos recursos da saúde, primeiro porque a detecção precoce permite tratar melhor dos pacientes que apresentarem um diagnóstico de câncer.
     
    Os recursos são finitos, especialmente em cenário de aperto financeiro. Por isso, é preciso planejamento que considere este fator, apontando os grupos de risco e as áreas que necessitam de investimentos prioritários.
     
    Demora-se muito para detectar a doença no país – na maioria dos casos, o paciente é diagnosticado em estágio avançado, muitas vezes com o estado de saúde já agravado. É demorado também o acesso aos procedimentos cirúrgicos, quimio e radioterápicos.
     
    O controle do câncer exige planejamento de longo prazo. Para reverter esse quadro, estados e municípios devem desenvolver planos de atenção oncológica capazes de estruturar a rede de saúde ao longo de pelo menos uma década.
     
    Esses planos têm de definir ações, programas e projetos necessários à implantação de uma política de atenção oncológica em todos os aspectos da educação, promoção à saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos, sistemas de informação e regulação assistencial. A Fundação do Câncer desenvolveu metodologia para a elaboração e implementações de planos de atenção oncológica e tem apoiado estados e municípios na sua realização.
     
    O Brasil tinha 23,5 milhões de idosos em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que esse número subirá para 32 milhões em 2025. Em 2055, o país deverá ter maior parcela da população formada por pessoas com 60 anos ou mais do que jovens de até 29 anos.
     
    A preocupação é porque o câncer se manifesta com muito mais frequência entre os idosos. Por isso, a sociedade e o sistema de saúde devem preparar-se para cuidar desta enfermidade com foco nessa faixa etária.
     
    O planejamento oncológico deve levar em conta também o envelhecimento da população para sua base de diagnóstico. Num estado com maior número de idosos, por exemplo, esse estudo aponta metas necessárias para ampliar o diagnóstico precoce e a oferta de equipamentos de saúde. Nos estados com mais jovens, indica ações de prevenção importantes para evitar que o grupo nessa faixa etária desenvolva câncer.
     
    É importante destacar que um quarto da população brasileira (50.261.602 vínculos em setembro de 2015) possui plano de saúde. As operadoras de planos de saúde deveriam desenvolver iniciativas de prevenção e diagnóstico precoce – de forma mais efetiva – visando a controlar o câncer.
     
    Poderiam, por exemplo, realizar o rastreamento e o monitoramento em toda sua carteira de beneficiários para os tipos de câncer mais frequentes, como mama, colo uterino, próstata e cólon-retal.
     
    Neste tempo de crise temos –toda a sociedade– que buscar as melhores alternativas para o enfrentamento dessa doença. Necessita-se urgentemente que o poder público e empresas privadas revisem suas responsabilidades, pactuando ações concretas para a prevenção, a detecção precoce e o acesso rápido ao tratamento do câncer no Brasil.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Dilma monta força-tarefa para evitar que microcefalia se espalhe

    Dilma monta força-tarefa para evitar que microcefalia se espalhe

    Com o aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos no Nordeste, a presidente Dilma Rousseff anunciou nessa segunda-feira (23) a criação de uma força-tarefa em uma tentativa de evitar que o surto se espalhe por outras regiões do país.
     
    Em reunião da coordenação política, a petista anunciou a instalação de um gabinete interministerial para definir medidas emergenciais e pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, que promova reuniões com especialistas e pesquisadores em saúde pública na tentativa de evitar a expansão da doença para o Norte e o Centro-Oeste.
     
    A principal desconfiança do Palácio do Planalto é de que o aumento de casos de malformação do crânio esteja relacionada com o zika vírus, transmitido pelo mosquito da dengue.
     
    O vírus circula atualmente em 14 Estados e, por isso, o governo federal acredita que a tendência é de que o aumento dos casos não fique circunscrito apenas ao Nordeste. Em três meses, 400 casos de microcefalia foram constatados.
     
    Campanha
     
    Em entrevista à imprensa, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, informou ainda que o governo federal lançará campanha informativa, em veículos radiofônicos e televisivos, para orientar a população sobre o aumento da doença e sobre medidas de combate ao mosquito da dengue.
     
    Segundo ele, se for necessário, o governo federal poderá remanejar recursos orçamentários para o Ministério da Saúde para o enfrentamento da microcefalia.
     
    “Não temos de criar nenhuma situação de alarde indevido, mas é ela preocupante e, portanto, a presidente pediu para que o ministro da Saúde tome todas as providências possíveis”, disse.
     
    Fonte: Valor Econômico / Site