Category: Notícias

  • Cientistas criam 1ª pele artificial que transmite impulsos para o cérebro

    Cientistas criam 1ª pele artificial que transmite impulsos para o cérebro

    Cientistas de uma universidade americana desenvolveram uma espécie de pele artificial capaz de reproduzir a sensação da pele humana.
     
    Um aperto de mão diz muita coisa. Se for fraco, pode transmitir insegurança. Uma saudação firme passa confiança. E é na pele que a gente sente a diferença. Mas quem precisa usar uma prótese não consegue perceber essa nuance.
     
    Foi pensando nisso e em tantos outros gestos do dia-a-dia, que uma equipe da Universidade de Stanford, na Califórnia, criou uma película com a mesma sensibilidade da pele humana.
     
    A chefe da pesquisa, Zhenan Bao, diz que a película “sente” até o carinho mais suave. E que no futuro, terá sensores de temperatura.
     
    Quando tocamos um objeto, a pele envia impulsos elétricos pro cérebro. Quanto maior a pressão, maior é a quantidade de sinais emitidos. Pra reproduzir esse mecanismo, a pele artificial usa pirâmides de borracha minúsculas cheias de tubos de carbono que imprimem nos sensores elétricos a intensidade do estímulo. E são esses sensores que levam a informação até o cérebro.
     
    Os testes com próteses manuais já começaram. O próximo passo é usar o mesmo material da pele artificial em implantes médicos e aparelhos pra monitorar a saúde.
     
    Uma pulseira inteligente poderia medir os sinais vitais, como pressão arterial e batimento cardíaco com alta precisão. A tecnologia também poderia ser usada para detectar uma arritmia do coração em tempo real e enviar o alerta direto pro celular do paciente.
     
    Fonte: G1 – Jornal Nacional
  • Brasil avança no diagnóstico do câncer de mama

    Brasil avança no diagnóstico do câncer de mama

    Desde a década 90, o mês de outubro tem sido dedicado ao trabalho de conscientização sobre o câncer de mama, tipo mais letal entre as mulheres e que afeta, por ano, mais de 57 mil brasileiras. Este ano, a campanha do Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”, tem como objetivo desconstruir os mitos associados à doença. Entre os alertas, a importância da detecção precoce, a partir da orientação do médico e da realização da mamografia.
     
    Nos últimos anos, o acesso a exames no Sistema Único de Saúde, assim como tratamento da doença tem sido ampliado gradativamente. De janeiro a junho de 2015 foram realizados 1,8 milhão de mamografias no país, 31% a mais que no mesmo período de 2010 (1,4 milhão de exames). O crescimento é ainda maior, de 51%, quando comparados os exames realizados entre mulheres de 50 a 69 anos (faixa etária prioritária) nos primeiros semestres de 2010 (724.409) com 2015 (1.092.577).
     
    As Regiões Norte e Nordeste foram as que mais registraram crescimento, quando comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período dos últimos cinco anos. Na Região Norte o aumento foi de mais de 100%, tanto no geral quanto na faixa prioritária, passando de 29.114 para 63.745, no geral, e de 14.376 para 33.963, na faixa prioritária. No Nordeste, o principal aumento foi na faixa prioritária, ampliando em cinco vezes o número de mamografias realizadas, passando de 124 mil para 629.517. No geral, o número de exames saltou de 261.341 para 401.421.
     
    Na comparação com anos fechados, o total de mamografias realizadas na faixa etária prioritária aumentou 61,9% entre 2010 (1.547.411) e 2014 (2.506.339). Já em números totais desses exames, o aumento foi de 41,8% entre 2010 (3.035.421) e 2014 (4.304.619).
     
    O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. A faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame.
     
    O rastreamento é uma estratégia de detecção precoce utilizada em políticas públicas para populações-alvo específicas a fim de reduzir a mortalidade por uma determinada doença. Essas diretrizes visam aprimorar a política de atenção ao câncer, garantindo também que todas as mulheres, independente da idade, com pedido médico, façam o exame. Desta forma, o Ministério da Saúde tem garantido investimento crescente na assistência oncológica, com ampliação de 45% dos recursos nos últimos quatro anos, totalizando R$ 3,3 bilhões em 2014.
     
    MOBILIZAÇÃO – Neste Outubro Rosa, a campanha vai enfatizar para as mulheres que buscar informações confiáveis constituem importante estratégia para a detecção precoce e o controle do câncer de mama. Há consenso científico atualmente sobre a influência de fatores comportamentais no desenvolvimento de diversas doenças, inclusive o câncer de mama. Manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo de bebidas alcoólicas podem contribuir para a redução do risco de desenvolver câncer de mama.
     
    O movimento popular Outubro Rosa é internacional. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. Em Brasília, o prédio Central do Ministério da Saúde, o Congresso Nacional e outros monumentos públicos estão iluminados com luzes cor-de-rosa. O movimento também está presente em várias partes do país.
     
    INCA – Para estabelecer e fomentar a comunicação com as mulheres e a população sobre o câncer de mama, a campanha do INCA deste ano vai contar com cartaz, filipeta, e hotsite (www.inca.gov.br/outubro-rosa), além de inserções nas mídias sociais do Ministério da Saúde (facebook, twitter e Blog da Saúde).
     
    Outra ação de comunicação promovida pelo Instituto é a exposição “A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil”, que aborda aspectos históricos, médicos e culturais das mamas, com atenção especial ao câncer e à evolução das ações para o seu controle no Brasil. Iniciativa do INCA e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a mostra é composta por 22 painéis que serão dispostos no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro em parceria com o Consórcio BRT.
     
    A exposição também conta com uma versão digital que pode ser exibida em eventos e iniciativas de mobilização. Os interessados devem entrar em contato com o INCA pelo e-mail [email protected] e fazer a solicitação do material.
     
    Autor: Por Amanda Mendes, da Agência Saúde ? ASCOM/MS
  • Fosfoetanolamina ‘não é remédio’, diz USP sobre substância controversa

    Fosfoetanolamina ‘não é remédio’, diz USP sobre substância controversa

    Obrigada a distribuir composto, universidade estuda denunciar funcionários.
    Rumor de que substância cura o câncer é obra de ‘oportunistas’, diz reitoria.
     
    A reitoria da USP emitiu hoje uma carta dirigida a pacientes de câncer que estão requisitando à universidade cápsulas da fosfoetanolamina, anunciada como cura para o câncer pelo professor de química Gilberto Chierice, aposentado pela universidade. “Essa substância não é remédio”, afirma a reitoria, sugerindo que a propaganda da droga como panaceia é obra de “exploradores oportunistas”.
     
    O comunicado foi uma reação da universidade à decisão judicial que a obrigou a distribuir o composto para doentes de câncer e familiares persuadidos de que a droga teria algum efeito benéfico.
     
    “A USP não desenvolveu estudos sobre a ação do produto nos seres vivos, muito menos estudos clínicos controlados em humanos”, afirma o comunicado. “Não há registro e autorização de uso dessa substância pela Anvisa e, portanto, ela não pode ser classificada como medicamento, tanto que não tem bula.”
     
    A droga vinha sendo inicialmente fornecida de graça por funcionários da USP no campus de São Carlos, mas uma portaria do Instituto de Química restringiu a distribuição. A partir daí, criou-se uma disputa judicial que culminou na liberação da substância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Pessoas têm formado filas todas as semanas para retirar o produto gratuitamente no campus de São Carlos, contrariando a recomendação de vários oncologistas que se pronunciaram sobre o assunto.
     
    Em entrevista ao G1, o pesquisador da USP Salvador Claro Neto, um dos detentores da patente da substância, afirmou que cada cápsula é produzida por menos de R$ 0,10.
     
    ‘Oportunistas’
     
    Mesmo obrigada a distribuir a fosfoetanolamina, a universidade diz que se sentiu no dever de informar o status de pesquisa do composto, por “respeito” aos pacientes.
     
    “É compreensível a angústia de pacientes e familiares acometidos de doença grave. Nessas situações, não é incomum o recurso a fórmulas mágicas, poções milagrosas ou abordagens inertes”, diz o comunicado “Não raro essas condutas podem ser deletérias, levando o interessado a abandonar tratamentos que, de fato, podem ser efetivos ou trazer algum alívio. Nessas condições, pacientes e seus familiares aflitos se convertem em alvo fácil de exploradores oportunistas.”
     
    A universidade também afirma não tem capacidade de produzir a substância na escala com que vem sendo solicitada. A reitoria sugere que a Justiça busque a indústria química caso queira obrigar uma distribuição da fosfoetanolamina em grande escala. “Não há, pois, nenhuma justificativa para obrigar a USP a produzi-la sem garantia de qualidade”, diz o comunicado.
     
    Briga judicial
     
    A reitoria diz que as decições judiciais serão cumpridas, mas vai brigar para revertê-las. “A USP está verificando o possível envolvimento de docentes ou funcionários na difusão desse tipo de informação incorreta”, diz o comunicado. A USP “estuda, ainda, a possibilidade de denunciar, ao Ministério Público, os profissionais que estão se beneficiando do desespero e da fragilidade das famílias e dos pacientes.”
     
    Nada disso exclui, porém, que “estudos clínicos suplementares possam ser desenvolvidos no âmbito desta Universidade”, encerra o comunicado.
     
    Tribunal de Justiça de São Paulo havia inicialmente suspendido a distribuição da substância, mas voltou atrás após uma liminar que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), acatando pedido de uma paciente do Rio de Janeiro que requeria a fosfoetanolamina.
     
    Segundo a sentença do TJ-SP, a substância foi liberada a despeito da incerteza sobre sua eficácia, por uma questão de respeito a liberdades individuais na busca de melhores condições de saúde. “Do ponto de vista jurídico há uma real contraposição de princípios fundamentais”, escreveu o presidente do tribunal, desembargador José Renato Nalini. Para ele, porém, o “maior risco de perecimento é mesmo o da garantia à saúde.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Com filas, USP distribui senhas para fornecer substância contra o câncer

    Com filas, USP distribui senhas para fornecer substância contra o câncer

    Após a liberação da entrega da fosfoetanolamina sintética para pacientes com câncer pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na sexta (9), a procura pelas cápsulas foi grande nesta terça-feira (13) na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. Com filas, foi necessário até a distribuição de senhas.
     
    A alta demanda já preocupa a universidade que divulgou um comunicado informando que não tem condições de produzir a substância em larga escala para atender às liminares, “que serão cumpridas dentro da capacidade da instituição”.
     
    As liminares de 742 pacientes que lutavam pelo tratamento foram suspensas desde o fim do mês passado quando o TJ-SP entendeu que, por não ter sido testada oficialmente em humanos, a substância não tinha efeito comprovado no combate ao câncer. Na quinta-feira (8), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a liberação do composto para uma paciente do Rio de Janeiro e, no dia seguinte, TJ-SP reconsiderou a primeira decisão e as liminares voltaram a valer.
     
    A fosfoetanolamina não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não passou por todos os testes necessários. Com a decisão do TJ, a USP tem que alertar as pessoas que substância não é um medicamento.
     
    Esperança
     
    O analista de sistemas José Luís Sanches foi um dos pacientes que foram buscar a substância. Ele tirou um tumor da perna, mas agora descobriu nódulos no pulmão. “A minha quimioterapia estava marcada para o dia 16 de setembro e, no começo de setembro, eu comecei a ter contato com esse assunto através das redes sociais. Pesquisei muito, fui muito fundo no assunto. Vou sair daqui e já vou tomar a minha primeira cápsula. Eu tenho três filhos lindos e quero ver meus netos”, disse.
     
    Para a obstetra Lika Campanha, que hoje se dedica a ajudar a irmã com câncer, a senha para retirar a fosfoetanolamina nas mãos tem um grande valor. “Tá aqui. Uma senha número 29, acreditando mais do que nunca. Eu acredito que isso veio me trazer nova esperança, para quem já venceu a literatura”, disse.
     
    A agente de viagem Márcia Antonelli foi ao instituto de química só para dividir com as pessoas a história do sogro. “O médico disse que ele tinha um mês de vida. A gente começou a dar o remédio para ele e ele viveu 10 anos bem vividos. A causa da morte dele não foi o câncer”, destacou.A esteticista Tatiana Cristina Rodrigues foi com o marido buscar o composto para a filha Júlia, de 14 anos. Ela começou a tomar a fosfoetanolamina há 40 dias, depois que o câncer evoluiu. “Tentamos tudo. Quimioterapia, transplante abriu, fechou e deu metástase no abdômen. Há 40 dias eu fiquei sabendo que não tinha mais o que fazer”, afirmou.
     
    O quadro ficou tão grave que até a quimioterapia parou de fazer efeito. “O professor Gilberto mandou a medicação para a Julia. Isso foi numa quarta-feira. A Júlia estava bem debilitada, com diarreia, vômito. Muito ruim mesmo. Ela voltou para a escola na segunda-feira. Isso foi aos poucos, ela começou a ter apetite, ela engordou de 36,7 para 40,1 quilos. A Júlia está muito bem”, disse.
     
    Alta demanda e estrutura da USP
     
    Apesar disso, a preocupação é com a estrutura da USP para atender tantos pacientes. “A nossa preocupação é que haveria um número limitado de cápsulas para a concessão das liminares que estão aqui hoje. São 60 cápsulas por liminar e as pessoas teriam em torno de 15 a 20 dias. As pessoas que estão aqui hoje vão voltar e como é que o Estado vai se posicionar nesse meio agora?”, questionou o advogado Henrique Camacho.
     
    Em um comunicado divulgado no site da universidade nesta terça, a USP informou que “não é uma indústria química ou farmacêutica. Não tem condições de produzir a substância em larga escala, para atender às centenas de liminares judiciais que recebeu nas últimas semanas. Mais ainda, a produção da substância em pauta, por ser artesanal, não atende aos requisitos nacionais e internacionais para a fabricação de medicamentos”.
     
    A USP informou ainda que a substância “está disponível no mercado, produzida por indústrias químicas, e pode ser adquirida em grandes quantidades pelas autoridades públicas. Não há, pois, nenhuma justificativa para obrigar a USP a produzi-la sem garantia de qualidade. Os mandados judiciais serão cumpridos, dentro da capacidade da Universidade”, informou.
     
    A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que a pesquisa, produção e distribuição das cápsulas são realizados pela USP, que é responsável pelo cumprimento das ações judiciais.
     
    Outras esferas
     
    Na última quinta-feira (1º), pesquisadores detentores da patente da fosfoetanolamina (ou fosfoamina) sintética se reuniram com o senador Ivo Cassol (PP-RO) e os deputados estaduais Roberto Massafera (PSDB-SP) e Rodrigo Moraes (PSC-SP) para discutir a apresentação da substância em uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).
     
    Na sessão extraordinária da CCT realizada na manhã desta terça (6), foi definido que serão convidados para a audiência os pesquisadores e também Jarbas Barbosa da Silva Júnior, diretor presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e Meiruse Sousa Freitas, superintendente de medicamentos e produtos biológicos da agência.
     
    Em âmbito estadual, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que iria avaliar o caso e o gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PSC-SP) informou que foi marcada uma reunião com Nalini para pedir a revisão das suspensões. O encontro foi agendado para 26 de outubro.
     
    Entenda o caso
     
    Estudada desde o início dos anos 90, a fosfoetanolamina (ou fosfoamina) sintética era entregue gratuitamente no campus da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, mas, em 2014, uma portaria determinou que as substâncias experimentais deveriam ter todos os registros necessários antes que fossem disponibilizadas à população.
     
    Com isso, as cápsulas, que não têm a licença da Anvisa, começaram a ser distribuídas somente mediante decisão judicial. Pacientes com câncer obtiveram liminares estipulando a entrega, porém uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo passou a suspender as autorizações.
     
    O que dizem as instituições
     
    A universidade afirma que não tem capacidade para produzir a substância em larga escala e reforça que a regulamentação é necessária, mesma opinião da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.
     
    A entidade diz que não é contra pesquisas, mas aponta que, antes de novas substâncias serem oferecidas como medicamentos, devem passar por estudos amplos que comprovem seus benefícios e a eficácia diante do tratamento que já é oferecido.
     
    A Anvisa, por sua vez, aponta que “não há nenhum processo de pesquisa clínica” para o produto e “não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar este produto em um medicamento”.
     
    Fonte: G1
  • ” está prejudicando memória humana, diz estudo

    ” está prejudicando memória humana, diz estudo

    O uso indiscriminado de tecnologias digitais está enfraquecendo a memória dos seres humanos, revelou uma nova pesquisa.
     
    O estudo, conduzido por uma empresa de cibersegurança sediada no Reino Unido, constatou que as pessoas vêm recorrendo a computadores e dispositivos móveis para guardar novas informações em vez de usar seus próprios cérebros.
     
    Segundo a pesquisa, muitos adultos que ainda se lembravam de números de telefone durante a infância não conseguiam memorizar os números de telefone do trabalho ou de parentes próximos.
     
    Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na região central da Inglaterra, disse que o hábito de usar as máquinas para buscar informação “impede a construção de memórias de longo prazo”.
     
    O estudo, que analisou os hábitos de memória de 6 mil adultos no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, constatou que mais de um terço dos entrevistados afirmou que recorreria primeiro a computadores e dispositivos móveis para buscar informações do que à própria memória.
     
    Memória externa
     
    A pesquisa revelou que a dependência dos computadores gera um impacto de longo prazo no desenvolvimento das memórias.
     
    “Nosso cérebro parece guardar informações cada vez que tentamos nos lembrar delas, e ao mesmo tempo esquecer aquelas que não são tão importantes”, explica Wimber.
     
    Wimber explica que o processo de memorização de dados é “uma forma muito eficiente para criar uma memória permanente”.
     
    “Por outro lado, buscar informações continuamente na internet não cria uma memória sólida e duradoura.”
     
    Entre os adultos que participaram da pesquisa no Reino Unido, 45% conseguiam lembrar-se do número de casa quando tinha 10 anos, enquanto 29% conseguiam lembrar-se dos números de telefone de seus filhos e 43% conseguiam lembrar-se do número de telefone do trabalho.
     
    A capacidade de lembrar-se do número de telefone do parceiro foi mais baixo no Reino Unido do que em qualquer outro lugar da Europa. Enquanto apenas a metade dos entrevistados (51%) britânicos sabia de cor o número de telefone do parceiro, a proporção na Itália era de 80%.
     
    O estudo, realizado pela Kaspersky Lab, empresa de cibersegurança sediada no Reino Unido, constata que as pessoas se acostumaram a usar computadores como uma “extensão” de seus próprios cérebros.
     
    Trata-se da chamada “amnésia digital”, pela qual as pessoas se esquecem de informações importantes pois acreditam que podem buscá-las imediatamente na internet, informa a pesquisa.
     
    A pesquisa destaca também que há uma tendência cada vez maior de guardar memórias pessoais em formato digital. Fotografias de momentos importantes, por exemplo, deixaram de ser impressas para serem armazenadas somente no universo virtual, com o risco de serem roubadas ou perdidas.
     
    “Existe também o risco de que o registro constante de informação em dispositivos digitais nos torna menos propensos a guardar informações de longo prazo, e até nos distrair de memorizar corretamente um acontecimento da forma como ele ocorre”, afirmou Wimber.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Bactéria presente no muco vaginal pode barrar o HIV, sugere estudo

    Bactéria presente no muco vaginal pode barrar o HIV, sugere estudo

    Um determinado tipo de bactéria presente no muco vaginal pode tornar certas mulheres mais resistentes à infecção pelo HIV, o vírus da Aids. É o que mostra um estudo publicado na mBio, periódico on-line da Sociedade Americana de Microbiologia.
     
    O muco da vagina e do colo do útero pode agir como uma barreira contra micro-organismos causadores de doenças. Segundo pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, uma espécie particular de bactéria, chamada de Lactobacillus crispatus, seria capaz de exercer uma espécie de barreira contra o HIV.
     
    Eles chegaram à conclusão após analisar amostras de mucos de 31 mulheres em idade reprodutiva. Em laboratório, ficou claro que a presença desse tipo específico de bactéria fazia com que o muco “prendesse” as partículas de HIV. Os pesquisadores não sabem, ainda, como é possível aumentar a população desse micro-organismo na vagina das mulheres. As informações são do site ScienceDaily.
     
    Trata-se de um estudo pequeno, feito somente em laboratório, mas a descoberta pode abrir caminho para novas formas de reduzir o risco ou mesmo bloquear a transmissão vaginal do HIV. O que se tem certeza, até agora, é que determinadas DSTs, como a vaginose provocada pela Gardnerella vaginalis, podem facilitar a infecção pelo HIV. Portanto, evitar essas doenças também é uma maneira de se proteger contra o vírus da Aids.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Um novo arsenal contra a enxaqueca

    Um novo arsenal contra a enxaqueca

    A origem da dor de cabeça relacionada a crises de enxaqueca intriga cientistas. A linha de estudo mais forte é de que o problema viria de fontes externas ao cérebro. Agora, um grupo de cientistas ingleses e norte-americanos, após experimentos com ratos, defende exatamente o contrário. Segundo eles, o peptídeo PACAP-38 gera uma atividade cerebral que desencadeia a dor. Os achados foram publicados na edição de hoje da revista Science Translational Medicine e podem ser uma promessa de novas e mais eficientes estratégias de tratamento.
     
    “Trabalhos passados demonstraram que essa biomolécula está envolvida nessa doença, mas queríamos também determinar como ela causa os ataques e onde esse evento ocorre no cérebro”, explicou ao Correio Simon Akerman, um dos autores do estudo, neurologista e pesquisador da Universidade de Nova York. No experimento, os cientistas induziram o cérebro dos animais a terem reações semelhantes às da enxaqueca em humanos com o auxílio de uma onda de ativação neuroquímica. “Vimos que esse peptídeo provoca a sensibilização de neurônios que transmitem toda a informação sensorial da cabeça e do rosto, causando, assim, uma hipersensibilidade que está relacionada neuralmente aos sintomas da enxaqueca”, explica Akerman.
     
    Os investigadores também descobriram a localização no cérebro em que a enxaqueca é desencadeada. O experimento mostrou que os espasmos tinham como origem o córtex central, área mais acima do cérebro. Abouch Krymchantowski, neurologista especializado em dor de cabeça e médico do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça (RJ), explica que os dados se somam estudos similares que mudam a concepção sobre um problema que atinge de 10% a 15% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Por muito tempo, tentamos entender onde inicia o processo da crise da enxaqueca, que inclui essa sensibilização, mas a dúvida era se ela começava realmente no tronco central, como trabalhos anteriores mostravam. Esse estudo e outros que têm surgido atualmente mostram que não, que esse processo teria início no córtex central. Por isso, nunca se conseguiu evidenciar a enxaqueca em animais, eles não têm a parte superior do cérebro”, explica o especialista.
     
    Fim da crise
     
    No experimento, os pesquisadores norte-americanos e ingleses também testaram anular o efeito do PACAP-38 com um composto que inibiu a ação de PAC-1, um receptor do peptídeo. A estratégia deu certo e, após essa intervenção, a reação de dor foi cessada. Por causa desse resultado, a equipe acredita que novas estratégias de tratamento que tenham como alvo a área do córtex cerebral e o combate ao efeito do PACAP-38 possam ser mais eficientes contra a enxaqueca. “Isso nos sugere que o desenvolvimento de medicamentos que sigam esse modelo poderiam modular de forma mais eficiente o processamento da dor da enxaqueca”, destaca Akerman.
     
    Mario Peres, neurologista do Hospital Albert Einstein de São Paulo, explica que a dor causada pela enxaqueca tem vários elementos desencadeantes. “Eles fazem com que o cérebro ‘transborde’, gerando assim o disparo da dor. A pesquisa é interessante e tem um papel importante na área porque acrescenta um novo elemento para se entender como essa dor da enxaqueca funciona”, avalia.
     
    Krymchantowski, no entanto, pondera que ainda falta muita investigação e pesquisa para que novas estratégias de combate a dor causada pela enxaqueca surjam, já que a enfermidade é um problema de saúde complexo. “Trata-se de uma doença genética que envolve vários peptídeos. Uma droga só não vai curar nem resolver o problema. Hoje, a opção mais eficaz é a combinação de medicamentos ”, destaca.
     
    O especialista também ressalta que o resultado obtido no experimento com ratos pode não se repetir em humanos.
     
    Para saber mais
     
    Mais comum em mulheres
     
    De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca é uma doença que afeta 15% da população brasileira e tem vários fatores desencadeantes, como preocupação excessiva, ansiedade, estresse, jejum, nortes maldormidas e ciclo hormonal. Conforme o Manaul Merck de Informação Médica, a dor de cabeça latejante é três vezes mais frequente nas mulheres, tende a aparecer em pessoas com idade entre 10 e 40 anos e ficar menos intensa ou desaparecer a partir dos 50. Ainda não se sabe porque as mulheres têm mais enxaquecas que os homens, mas especialistas desconfiam que o problema esteja relacionada ao hormônio feminino. Para evitar as crises, os médicos recomendam realizar exercícios físicos regularmente, dormir e se alimentar bem.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Trio que estudou reparo do DNA recebe Nobel

    Trio que estudou reparo do DNA recebe Nobel

    O Prêmio Nobel de Química de 2015 foi concedido ao sueco Tomas Lindahl, 77, ao americano Paul Modrich, 69, e ao turco Aziz Sancar, 69, por terem mapeado e explicado como a célula repara o DNA.
     
    O anúncio foi feito nesta quarta (7) pela Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo.
     
    O trio, trabalhando separadamente, abriu a “caixa de ferramentas” das células e descobriu quais mecanismos ela usam para reparar os erros que aparecem ao DNA ao longo do ciclo celular, preservando a informação genética.
     
    Os mecanismos descritos envolvem enzimas que identificam falhas, removem sequências erradas e colocam as certas no lugar. Se eles falham, a informação genética muda rapidamente e o risco de desenvolver câncer aumenta. Essa instabilidade genética faz com que o DNA das células cancerígenas seja muito instável e resistente aos tratamentos.
     
    Os mecanismos descobertos pelos cientistas são tão amplos que mesmo células cancerígenas dependem deles. Se eles estivessem desligados, o DNA de tais células seria muito danificado –e elas acabariam morrendo.
     
    Ou seja, impedir que o reparo de DNA aconteça de ser inclusive uma arma para pesquisar novas drogas contra o câncer.
     
    “É importante para o tratamento e prevenção do câncer. É por isso que fui premiado”, disse Sancar à agência de notícias Reuters.
     
    EXCISÃO
     
    Toda a informação genética para o desenvolvimento e funcionamento dos seres vivos está contida nas moléculas de DNA, formadas quando o espermatozóide fecunda o óvulo e forma uma única célula, chamada zigoto.
     
    Durante o desenvolvimento, essa única célula vai se dividir, formando duas novas células. A cada divisão, porém, o material genético das novas células é semelhante ao original.
     
    É aí que reside a mágica, porque a divisão celular está sujeita a erros aleatórios e ações de agentes mutacionais como a radiação ultravioleta.
     
    Lindahl descobriu a chamada “reparação por excisão de base”, mecanismo no qual enzimas reconhecem algum erro na cópia das bases nitrogenadas, as letras pelas quais o DNA é escrito, especificamente durante o ciclo celular. Essas enzimas removem a base que foi pareada por engano.
     
    O processo, porém, não dava conta de explicar como as células conseguiam proteger seu DNA de ataques externos, como o da radiação ultravioleta.
     
    Sancar descobriu o “reparo por excisão de nucleotídeo”, mecanismo no qual enzimas identificam e reparam na molécula de DNA algum erro causado por ação da radiação ultravioleta ou outras substâncias cancerígenas, como aquelas presentes na fumaça do cigarro.
     
    Indivíduos com defeitos congênitos nesse mecanismo são muito sensíveis à radiação ultravioleta e suscetíveis ao câncer de pele por exposição ao Sol.
     
    Modrich, por fim, descobriu um mecanismo no qual enzimas detectam um tipo específico de erro de cópia do DNA que ocorre durante a replicação do material genético para a divisão celular. Ele foi batizado de “reparo de pareamentos errados”.
     
    Atualmente, sabe-se que um em cada mil erros que ocorrem durante a replicação de DNA humano é corrigido pelo “reparo de pareamentos errados”, mas ainda restam dúvidas sobre como a célula consegue identificar qual das duas fitas do DNA é correta e deve servir de modelo.
     
    Defeitos no sistema de reparo de pareamentos errados aumentam o risco de desenvolver câncer de cólon hereditário, por exemplo.
     
    Os cientistas dividirão um prêmio de 8 milhões de coroas suecas, que equivalem a R$ 3,8 milhões. O dinheiro provém de um fundo deixado pelo patrono do prêmio, Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite. Os prêmios são distribuídos desde 1901.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Cientistas absolvem a terapia de hormônio

    Cientistas absolvem a terapia de hormônio

    Prescrita para aliviar os sintomas da diminuição da produção do hormônio masculino, a reposição de testosterona, assim como a terapia similar nas mulheres, intriga médicos e pacientes sobre uma possível relação com o desenvolvimento de cânceres. Em estudo inédito, cientistas dos Estados Unidos descartam o temido efeito adverso. Segundo eles, a terapia ao longo de cinco anos não está associada ao desenvolvimento de tumor agressivo na próstata.
     
    Divulgado na edição mais recente do Journal of Urology, o estudo levou em conta dados de 52.579 homens que haviam sido diagnosticados com câncer de próstata entre janeiro de 2001 e dezembro de 2006. Cinco anos antes da descoberta da doença, apenas 1% deles, 574, tinha histórico de reposição de testosterona. Além da baixa representatividade do tratamento entre os pacientes analisados, os cientistas consideraram a idade, a etnia e o estado civil dos adeptos e não adeptos da reposição hormonal.
     
    “Dado o crescimento lento de desenvolvimento do câncer de próstata, essa investigação oferece novas e importantes informações para médicos, pacientes e público em geral”, disse o principal autor, Jacques Baillargeon, professor do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde da Comunidade da Universidade do Texas Medical Branch.
     
    Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a grande maioria dos tumores na glândula masculina cresce de forma tão lenta que não chega a dar sinais durante a vida nem a ameaçar a saúde do homem. Em média, leva cerca de 15 anos para atingir 1 centímetro cúbico. A falta de uma postura preventiva, porém, faz com que esse tipo de carcinoma seja geralmente identificado quando está mais avançado. A instituição estima que, no ano passado, foram descobertos no país 68.800 casos.
     
    Terceira idade
     
    De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a baixa na produção de testosterona acomete 15% dos homens com idade entre 50 e 60 anos, e chega a mais de 50% quando eles têm mais de 80. Feita por gel, adesivos cutâneos ou injeções, a terapia de reposição não é indicada quando há suspeita ou confirmação de câncer de próstata. Se feita sob orientação médica, surte benefícios como melhora da libido, perda de peso e aumento da densidade óssea.
     
    Para Baillargeon, os resultados do estudo reforçam as vantagens do tratamento. “Os achados oferecem informações importantes sobre a avaliação risco/benefício para os homens com deficiência de testosterona que estão considerando o tratamento”, justifica. Estudos longitudinais têm demonstrado que não há aumento no risco de incidência de câncer de próstata associado ao uso de testosterona. Não havia ainda uma sondagem de base populacional que considerasse além de um ano de tratamento. Os cientistas liderados por Baillargeon também não constataram vínculo entre a quantidade de hormônio recebida pelos pacientes e o surgimento do carcinoma.
     
    Para saber mais
     
    Coágulos descartados
     
    Um estudo também conduzido por Jacques Baillargeon mostrou que a reposição de testosterona não tem ligação com a formação de cóagulos sanguíneos nas veias. Nesse caso, o professor da Universidade do Texas Medical Branch considerou dados de 30.572 homens com, no mínimo, 40 anos e vítimas de tromboembolismo venoso (TEV). Não houve diferenças de risco aumentado de TEV entre os homens que receberam a terapia hormonal 15, 30 ou 60 dias antes da ocorrência do problema circulatório.
     
    O estudo considerou diferentes vias de reposição — cremes, emplastros transdérmicos e injeções intramusculares. Nenhuma delas foi associada a um aumento das chances de TEV. Os resultados foram publicados em julho no Mayo Clinic Proceedings. À época, Baillargeon ressaltou que há complicações atreladas ao tratamento que precisam ser ainda mais estudadas. “É importante reconhecer que existem riscos claros para não receber a terapia de testosterona, incluindo osteoporose, disfunção sexual, aumento da quantidade de tecido adiposo, redução da massa muscular magra, possível síndrome metabólica e doença cardiovascular “, disse.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Planos de saúde no Brasil têm taxa de cesariana de até 99%

    Planos de saúde no Brasil têm taxa de cesariana de até 99%

    São Paulo – Algumas operadoras de saúde fazem até 99% dos partos de suas pacientes por meio de cesariana, revela levantamento do Estado com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que só 15% dos nascimentos ocorram por cirurgia. No Brasil, a taxa geral de cesáreas é de cerca de 50%, mas supera os 80% na rede privada.
     
    A taxa de parto cesáreo é um dos indicadores usados pela ANS para medir a qualidade dos planos de saúde. Levantamento mais recente, referente ao ano de 2014, mostra que das 387 operadoras que informaram seus dados, 222 tiveram taxa de cesárea superior a 90%. Cinco delas tiveram 99% dos bebês nascidos pela via cirúrgica. Só cinco tiveram proporção de cesarianas inferior a 50%.
     
    O cenário é parecido nas empresas de grande porte, com mais de 100 mil beneficiários. São 68 operadoras, das quais 33 fizeram mais de 90% dos partos por meio de cesariana. O índice máximo no grupo foi de 98%.
     
    Diretora de desenvolvimento setorial da ANS, Martha Oliveira afirma que as altas taxas de cesárea nos planos de saúde “são extremamente preocupantes” e vêm sendo discutidas pela agência desde 2004. “As explicações sobre possíveis causas para taxas tão elevadas são diversas. Há estudos que apontam como motivos o melhor controle da agenda do médico e do estabelecimento de saúde, a preferência da mulher, por considerar que será um parto sem dor e a certeza da existência de leito no dia e horário definidos, entre outros”, diz a diretora.
     
    “Independentemente dos motivos, entendemos que o parto é uma questão de saúde e que as cesáreas só devem ser feitas nos casos em que houver necessidade, de acordo com indicação médica”, completa.
     
    Neste ano, a ANS e o Ministério da Saúde iniciaram o projeto Parto Adequado, que tem como objetivo promover o parto normal e evitar cesarianas desnecessárias. Segundo a agência, os 40 hospitais que participam da fase piloto do projeto estão desenvolvendo estratégias para reorganizar o modelo do parto e melhorar a qualidade da assistência à gestante.
     
    A diretora diz que as operadoras de saúde estão participando da iniciativa. Em julho, 31 empresas assinaram um termo de cooperação com a ANS se comprometendo a participar do projeto Parto Adequado. Os primeiros resultados da ação serão divulgados neste mês.
     
    Fonte: Uol Saúde