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  • Distribuição de cápsulas contra câncer é vetada

    Distribuição de cápsulas contra câncer é vetada

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu liminares que obrigavam a Universidade de São Paulo (USP) a fornecer a fosfoetanolamina sintética a 368 pacientes com câncer. O presidente do TJ, José Renato Nalini, alega não haver comprovação de que a substância produza efeito. A suspensão pegou de surpresa pessoas que se dirigiram ao campus da USP em São Carlos, interior de São Paulo, para retirar cápsulas. Advogados tentam rever a proibição. A suposta eficácia da fosfoetanolamina contra o câncer vem sendo discutida há 20 anos, desde que uma formulação foi desenvolvida pela equipe do pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, ex-professor da universidade.
     
    Durante mais de uma década, a fosfoaminasintética, como também é conhecida, foi distribuída gratuitamente. Em 2014, portaria do Instituto de Química da USP São Carlos suspendeu a entrega e pacientes foram à Justiça. A Anvisa informou em nota ser necessária a avaliação de ensaios clínicos antes de qualquer medicamento ser colocado para uso – o que não ocorreu.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Cresce demanda por genéricos, mas insumo mais caro reduz faturamento

    Cresce demanda por genéricos, mas insumo mais caro reduz faturamento

    A venda de genéricos vem crescendo acima da média do setor farmacêutico, impulsionada pela demanda dos consumidores que procuram economizar. Mas a alta acentuada do dólar nas últimas semanas pode atrapalhar o desempenho das fabricantes neste ano.
     
    Com a disparada do câmbio, o custo das farmacêuticas com matéria-prima, na maioria importada, tem pressionado mais as margens de lucro. “A demanda de genéricos tende a aumentar na crise, mas com insumo mais caro, parte do ganho é perdido”, explica o diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), Geraldo Monteiro.
     
    Apesar de ser mais barato, a categoria já registra uma desaceleração no ritmo de expansão, segundo a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), Telma Salles. “Mesmo sendo um mercado que ainda cresce, percebemos que o consumo de medicamentos de maneira geral está menor neste ano”, diz. Diante disso, a Pró Genéricos já revisou a projeção de alta de 15% no volume de vendas para o ano. “A expectativa agora é manter o 12,3% de crescimento do primeiro semestre”, acrescenta.
     
    Outro fator que pode impactar o avanço dos genéricos é a possível retirada de aportes do governo ao programa de subsídio à compra de medicamentos Aqui Tem Farmácia Popular.
     
    A proposta encaminhada para o Congresso Nacional para o orçamento de 2016 prevê repasse zero para o Farmácia Popular, que neste ano deve receber R$ 578 milhões. O programa, em funcionamento desde 2006, permite a compra de remédios com desconto em farmácias credenciadas. “Se a proposta passar, esse corte afeta sim as fabricantes e esperamos que o governo reconsidere”, declara a presidente da Pró Genéricos. Ela esclarece que ainda não é possível estimar o impacto da medida sobre o setor, mas ressalta que os genéricos respondem por cerca de 80% dos produtos vendidos por meio do programa Farmácia Popular.
     
    Estratégia
     
    Enquanto isso, as empresas saem em busca de alternativas para reduzir o impacto cambial e manter competitividade. A EMS adotou algumas práticas para reduzir custos. Hoje, 95% da sua matéria-prima é importada. “Estamos num processo de redução de custos para tentar recompor a alta do dólar, inclusive buscando aumentar o volume de produção para ganhar economia de escala”, revela o diretor comercial da unidade de genéricos da EMS, Aramis Domont.
     
    A exportação, ainda pouco representativa no total comercializado pela farmacêutica, é apontada pelo executivo como uma das alternativas para manter a rentabilidade. “Como exportamos, o dólar alto favorece. Mas hoje apenas 2% do faturamento vêm dessas vendas. A ideia é que esse percentual cresça nos próximos anos”, afirma. Do total vendido para outros países, 90% é composto por genéricos.
     
    “Acreditamos que o dólar tende a se desvalorizar um pouco e não permanecer nesse patamar atual. Mas, se isso não ocorrer, precisaremos rever a nossa grade de custos e discutir a situação com o governo, que regula os preços no setor”.
     
    Com a redução dos custos e a ampliação da produção de genéricos, a EMS espera fechar o ano com volume de vendas 20% maior ante 2014.
     
    Já a paranaense Prati-Donaduzzi também vê nas exportações uma alternativa para manter a expansão no médio e longo prazo. De acordo com o vice-presidente da Prati, Eder Maffissoni, a empresa tem procurado novos mercados potenciais em outros países.
     
    “Queremos exportar para os Estados Unidos, sendo a primeira empresa a comercializar por lá medicamentos produzidos no Brasil”, conta. A previsão é que os genéricos da fabricante passem a ser exportados no meio de 2016.
     
    Maffissoni acredita que a operação pode ajudar a equilibrar o efeito do câmbio no faturamento da Prati. Ele reconhece, entretanto, que ainda levará tempo para que o volume de vendas para o mercado externo tenha relevância nos negócios para compensar o aumento dos insumos.
     
    Concorrência
     
    “Além disso, ainda há muita demanda retraída no mercado interno, por isso o Brasil segue como nosso foco”, comenta. Nos primeiros oito meses do ano, a Prati avançou 25% em faturamento, com o volume crescendo um pouco acima desse percentual. Segundo o executivo, essa diferença é reflexo do aumento da concorrência na categoria de genéricos, que tem levado a uma redução nos preços médios.
     
    “Percebemos, do início do ano para cá, uma leve queda nos preços. Isso tem uma relação direta com a concorrência maior este ano”, afirma.
     
    Na avaliação dele, a disputa por preço é mais agressiva entre as fabricantes nacionais, já que as multinacionais concorrentes têm políticas de precificação mais conservadoras.
     
    “Nossa principal estratégia para fazer frente a essa disputa tem sido investir em uma malha logística eficiente, para entregar o mais rápido possível as encomendas e ter a menor ruptura do mercado”, cita ele.
     
    Na Torrent do Brasil, o impacto da alta do dólar tem sido maior que nas fabricantes locais. A companhia importa 100% dos genéricos comercializados no País.
     
    “Temos um impacto direto no custo do produto, porém, apesar da margem apertada, mantemos os preços”, diz o diretor-presidente empresa, Tadeu Strongolli. A receita com vendas até setembro ficou 15% acima do previsto. A Torrent espera encerrar o ano com alta de 10% no faturamento.
     
    Fonte: DCI
  • Remédio contra diabetes reduz risco de morte cardiovascular

    Remédio contra diabetes reduz risco de morte cardiovascular

    Um novo estudo mostrou que a empagliflozina, medicamento utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2, reduz em 38% a probabilidade de morte por eventos cardiovasculares e em 32% por qualquer causa em pacientes com alto risco de complicações cardíacas. Os dados foram apresentados durante o Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo de Diabetes, realizado em Estocolmo, e publicados simultaneamente na revista científica New England Journal of Medicine.
     
    “Essa é a primeira vez na história que um medicamento antidiabético se mostra eficaz na redução de eventos cardiovasculares, que são a principal causa de morte destes pacientes”, diz o cardiologista José Kerr Saraiva, chefe do serviço de cardiologia do Hospital Universitário da PUC-Campinas e um dos autores do estudo. “Até agora, todas as pesquisas realizadas com outros medicamentos mostraram que eles não tinham nenhum efeito sob o risco cardiovascular ou, em um caso específico que foi inclusive retirado do mercado, aumentava esse risco. Por isso, esse estudo é um grande marco e foi recebido com muito ânimo pelos cardiologistas”, explicou.
     
    O estudo EMPA-REG descobriu que o Jardiance, nome comercial do medicamento, também mostrou que as hospitalizações por insuficiência cardíaca crônica caíram em 35%. Após três anos de acompanhamento, 10,5% dos participantes no grupo de Jardiance sofreram um infarto, AVC ou morreram por outras causas cardiovasculares, em comparação com 12,1% dos pacientes que tomaram o placebo. O que corresponde a uma redução relativa de 14% no risco destes eventos.De acordo com Saraiva, os resultados são ainda mais surpreendentes porque quase 80% dos participantes já utilizavam medicamentos para controlar o diabetes, a pressão arterial e o colesterol. Mesmo durante o estudo, estes pacientes puderam continuar os tratamentos.
     
    Sabe-se que a redução do açúcar no sangue (efeito dos medicamentos antidiabéticos) já tende a reduzir o risco cardiovascular. Entretanto, os autores do estudo acreditam o efeito benéfico de Jardiance na redução destes eventos esteja relacionada com outros efeitos do medicamento, como a capacidade em reduzir a pressão sanguínea, o peso e a rigidez arterial.
     
    Problemas cardiovasculares como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) e doença coronariana são as principais causas de morte de metade dos pacientes com diabetes tipo 2 ao redor do mundo. Isso acontece porque o excesso de açúcar no sangue traz serie de transtornos metabólicos que danificam o coração e os vasos sanguíneos. No caso de pacientes diabéticos que já correm um risco elevado de complicações cardíacas, como pessoas que já tiveram um AVC, infarto ou que têm artérias obstruídas -, a expectativa de vida se reduz em, em média, 12 anos.
     
    A empagliflozina é produzida em parceria pelas farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly e pertence a uma classe de medicamentos chamada inibidores de SGLT2, que ajudam excretar o excesso de açúcar do sangue pela urina. Por isso, estes remédios são contra indicados para pacientes com problemas renais. Os efeitos colaterais incluem desidratação, baixo nível de açúcar no sangue e infecções urinárias. O tratamento está disponível no Brasil desde março e custa, em média, 185 reais por mês.
     
    Fonte: Veja Online
     
  • Infecções são causa de 30% das internações de quem tem câncer

    Infecções são causa de 30% das internações de quem tem câncer

    Um levantamento do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) mostra que 30% das internações de pacientes com câncer se devem a infecções generalizadas (também conhecida como sepse), o que equivale a cerca de 100 pacientes por mês na instituição.
     
    O objetivo do estudo é ressaltar a importância de os hospitais padronizarem o atendimento a quem tenha suspeita de sepse –isso acontece no Icesp, mas não em boa parte dos hospitais, o que deve fazer com que os números sejam ainda mais altos em outras instituições.
     
    Um dos problemas é que os sintomas são inespecíficos, o que significa que o diagnóstico nem sempre é imediato.
     
    No caso de pacientes com câncer, é especialmente preocupante. O organismo já é naturalmente imunologicamente mais frágil nesses pacientes, o que justifica tomar uma série de cuidados, como, por exemplo, lavar as mãos e ter bons hábitos de higiene.
     
    O choque séptico é a forma mais grave da sepse, quando a função dos órgãos já está comprometida. O índice de mortalidade no país é de 55%. Na Europa, América do Norte e Austrália o índice é de 25%, de acordo com a cardiologista especialista em UTI do Icesp, Ludhmila Abrahão Hajjar, que também é professora da Faculdade de Medicina da USP.
     
    TRATAMENTO DE CÂNCER
     
    O próprio tratamento contra o câncer podem aumentar o risco de infeção, explica o oncologista do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo Fernando Maluf.
     
    Isso porque técnicas como a quimioterapia e a radioterapia também podem agredir as células brancas do sangue ou provocar lesões locais, respectivamente.
     
    No primeiro caso, o organismo perderia a principal linha de defesa interna ao organismo. Já no segundo, as lesões funcionam como porta de entrada para germes.
     
    No entanto, as chances variam de acordo com o tipo de tumor. No caso de um câncer no sangue como a leucemia, por exemplo, a chance de a internação se dever a uma infecção é muito maior do que quando uma mulher está fazendo controle de metástase com uma quimioterapia, diz Maluf.
     
    No tratamento de alguns cânceres mais complicados, que apresentam risco de gerar infecção, podem ser administrados antibióticos profilaticamente e existe até um medicamento injetável que é capaz de estimular a produção de células brancas para proteger o organismo.
     
    Uma doença aumenta aumenta muito agressividade da outra, explica Ludhmila: um paciente com câncer tem uma chance maior de morrer.
     
    “O pior é que depois do choque séptico, a pessoa fica pelo menos 20 dias internada. O paciente fica débil, fraco, desnutrido e para voltar ao tratamento oncológico pode demorar de meses a anos.”
     
    A sepse atinge 400 mil pessoas anualmente no país e grande parte das pessoas morre por conta de uma demora em iniciar o tratamento –algumas horas podem fazer a diferença.
     
    Entre as possíveis causas da da infecção generalizada e do choque séptico estão infecções mal resolvidas, como a urinária, a gástrica ou mesmo uma pneumonia. Os pacientes que tenham infecções recorrentes também devem estar atentos e procurar um médico.
     
    A reação inflamatória provocada pelos micróbios acaba afetando o funcionamento de todos os órgãos, lesando os tecidos e prejudicando seu funcionamento normal. “O rim para, o fígado para é complicado”, diz a médica.
     
    CAMINHO DA INFECÇÃO
    Por que a sepse é um problema (também) para quem tem câncer
     
    30%
    é a fração de internações de pacientes com câncer por causa de infecções*
     
    55%
    é o índice de mortalidade de sepse no Brasil
     
    400 mil
    novos casos de sepse são relatados por ano no Brasil
     
    DICAS QUE VALEM PARA TODOS, COM CÂNCER OU NÃO
     
    > Lavar as mãos frequentemente
     
    > Procurar um médico no caso de infecções recorrentes
     
    > Não tomar antibióticos por conta própria
     
    Fonte: Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), Fernando Maluf (oncologista)
  • USP descobre molécula para `remédio inteligente` que reduz efeitos colaterais

    USP descobre molécula para `remédio inteligente` que reduz efeitos colaterais

    Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), pode ajudar na produção de “remédios inteligentes”, mais precisos contra doenças e com menos efeitos colaterais. Segundo os pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), novas moléculas descobertas após sete anos de estudos podem reduzir a necessidade dos médicos em receitar vários medicamentos para evitar diferentes reações nos pacientes.
     
    A administradora de empresas Renata Barros levou meses para descobrir que as dores que sentia na cabeça eram provocadas pelo anticoncepcional que tomava diariamente. “Procurei até um oftalmologista, pensando que pudesse ser falta de óculos, mas minha ginecologista indicou o uso do anticoncepcional adesivo, dizendo que tem menor passagem pelo fígado, e realmente, faz dois meses que parei de tomar e melhorou”.Além desse tipo de reação provocada pelo anticoncepcional, outros efeitos colaterais foram observados por diversos estudos envolvendo o assunto. São comuns, por exemplo, anti-inflamatórios provocarem dores de estômago e antialérgicos causarem sonolência.
     
    “Quando você usa de quatro a cinco medicamentos a sua chance de ter reação adversa é praticamente 100%, então todo cuidado é pouco”, comentou a professora da Faculdade de Farmácia da USP, Julieta Ueta. 
     
    Células doentes
     
    Em laboratório, os pesquisadores encontraram uma maneira de os medicamentos atingirem somente as células doentes e não as saudáveis, que é o que desencadeia os efeitos colaterais. “É como se abríssemos uma torneira com água suja. O medicamento clássico simplesmente fecha a torneira e o que a gente está tentando desenvolver é um medicamento que feche a torneira, mas que permita que continue saindo a água e não a terra”, explicou o pesquisador Cláudio Costa-Neto.O grupo identificou novas moléculas sintéticas que quando testadas em receptores celulares causaram uma atividade de sinalização seletiva, atuando em vias benéficas e bloqueando vias de sinalização não benéficas, que poderiam causar os efeitos colaterais.
     
    “É uma chave ligando uma fechadura que consegue, quando girada, ativar aqueles sistemas de travamento, desenvolvendo um novo tipo de chave que selecione quais são as trancas que devem ser ativadas e quais não devem ser ativadas”, disse o pesquisador.
     
    De acordo com os pesquisadores, inicialmente o foco da pesquisa está em doenças cardiovasculares, que costumam exigir remédios de uso contínuo. A próxima etapa dos estudos é criar uma empresa para desenvolver tecnologia para produção dessas moléculas e ainda não há prazo para que esse tipo de medicamento esteja disponível nas farmácias. “Em alguns anos teremos um protótipo”, afirmou Costa-Neto.
     
    Fonte: G1
  • Governo zera repasse para Farmácia Popular em 2016

    Governo zera repasse para Farmácia Popular em 2016

    Brasília – O aperto nas contas vai atingir em cheio um dos programas prediletos da classe média na área de saúde, o Aqui Tem Farmácia Popular. A proposta orçamentária para 2016 encaminhada para o Congresso prevê repasse zero para a ação, que neste ano receberá R$ 578 milhões.
     
    Criado em 2006, o programa permite a compra em farmácias credenciadas pelo governo de medicamentos para rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os descontos chegam a 90%. Com a redução a zero os recursos, na prática essa política deixa de existir.
     
    Pela proposta encaminhada pelo governo ao Congresso, ficam mantidos o braço do programa chamado de Saúde Não Tem Preço (em que o paciente não precisa pagar na farmácia remédios para diabetes, hipertensão e asma) e as unidades próprias do Farmácia Popular.
     
    O problema, no entanto, é que o número de unidades próprias dessas farmácias, que já é pequeno, deve minguar mais em 2016. A previsão é de que não ultrapasse 460 postos de venda, em todo o País.
     
    “Foi uma medida necessária”, justifica a secretária executiva, Ana Paula Menezes. A primeira versão da proposta de orçamento encaminhada para o Congresso reservava para a Saúde um total de R$ 104 bilhões. “Não era a quantia dos sonhos, mas pelo menos a gente não estava morrendo afogado”, afirma a secretária. 
     
    Esse cenário, no entanto, mudou. A nova versão retira da área R$ 3,8 bilhões. A proposta enviada ao Congresso também enterra um acerto que havia sido feito dentro do próprio governo, para que o montante reservado a emendas parlamentares, cujo pagamento passou a ser obrigatório, fosse incorporado ao cálculo desse mínimo que o governo federal tem de desembolsar.
     
    Os problemas para o cálculo do orçamento na saúde não se resumem a esse ajuste, feito na primeira quinzena de setembro. Pela Constituição, tanto municípios, Estados quanto União têm reservar uma fatia mínima de seu orçamento para gastos em ações e serviços de saúde. 
     
    Para o cálculo do piso federal, a regra usada até o orçamento de 2015 era: o equivalente ao que foi desembolsado no ano anterior, acrescida a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Com a mudança, o governo federal tem de reservar para o setor o equivalente a 13,5% das receitas correntes líquidas.
     
    “Acreditamos que esse é um mecanismo de cálculo apropriado. O problema foi o comportamento da economia neste período mais recente”, disse Ana Paula.
     
    Se fosse aplicada a regra anterior, o mínimo para saúde neste ano seria de R$ 103,7 bilhões. Com a nova regra, o piso passa para R$ 100,2 bilhões.
     
    “Para compensar as perdas, havia ficado acertado que os recursos das emendas parlamentares, cujo gasto é obrigatório, não entrariam na conta. Mas isso mudou.”
     
    No formato encaminhado para o Congresso, ficam preservados os recursos para compra de medicamentos, vacinas. A opção da pasta, em vez de fazer cortes em várias ações e serviços de saúde, foi concentrar o enxugamento em dois pontos principais: farmácia popular e ações de média e alta complexidade. 
     
    Esta última rubrica concentra todos os recursos que são repassados para Estados e municípios pagarem hospitais conveniados com o Serviço Único de Saúde (SUS), hospitais universitários, filantrópicos, Santas Casas para pagamento de procedimentos de saúde, como cirurgias, internações. 
     
    Os recursos de média e alta complexidade também são usados para financiar despesas com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), serviços de análise clínica, exames de imagem. 
     
    A escolha do setor atingido não foi sem motivo. A área de média e alta complexidade conta com uma rede poderosa de defensores tanto no Congresso quantos nos Estados e municípios. Ao mirar nesta área, o Ministério da Saúde tenta encontrar entre parlamentares, governadores e prefeitos uma rede de apoio que não encontrou dentro do próprio governo e, com isso, tentar reverter o tamanho do corte.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Saiba quais os riscos de tomar anticoncepcional

    Saiba quais os riscos de tomar anticoncepcional

    A auxiliar de cozinha Daniela Borges, de 23 anos, estava trabalhando em sua cidade, Itumbiara, Goiás, quando sentiu uma forte dor de cabeça acompanhada de tontura. Em seguida, parou de escutar com o ouvido esquerdo, começou a vomitar e sua visão embaçou. Em pânico, procurou um hospital, só que os profissionais demoraram para entender o que estava acontecendo. Primeiro pensaram em labirintite. Depois, cogitaram uma crise de sinusite ou até mesmo um derrame. Uma semana depois, finalmente se deram conta de que ela estava com uma trombose venosa cerebral, que, ainda bem, pôde ser controlada com medicamentos. Mas foi por pouco. “Se demorasse mais um dia, eu teria morrido”, relembra Daniela. Na apuração da causa do problema, todas as evidências encontradas apontaram para a pílula.
     
    O relato é assustador. Afinal, 61,6% das brasileiras tomam o comprimido regularmente para evitar uma gravidez, segundo o IBGE. Será que o método que revolucionou a humanidade de repente não é mais seguro? O temor entre as mulheres aumenta a cada depoimento nas redes sociais. O zumzum-zum é tanto que foi criada uma página no Facebook dedicada ao tema, a “Vítimas de Pílulas Anticoncepcionais — Unidas a Favor da Vida”, que já conta com mais de 58 mil seguidores. Os relatos mais chocantes, como o de Daniela, são de tromboembolismo — o surgimento de um coágulo na corrente sanguínea, que viaja pelo corpo até alcançar os pulmões ou o cérebro.
     
    Acontece que, apesar da sensação de alarme, não dá pra sair por aí condenando a pílula à fogueira. O tromboembolismo causado pelo anticoncepcional é um fenômeno raro. De acordo com uma publicação recente da Sociedade de Obstetras e Ginecologistas do Canadá, independentemente do uso do remédio, a encrenca já atinge uma em cada 2 mil mulheres por ano. Se a pílula entrar no jogo, esse índice duplica, mas ainda é relativamente baixo. Para você ter ideia, a probabilidade de um episódio desses é bem maior em grávidas: a gestação aumenta em seis vezes o risco. Entre as mulheres que acabaram de virar mães, o perigo catapulta. A possibilidade é 80 vezes maior. “Sem dúvida o tromboembolismo é uma tragédia para as pessoas que passaram por ele, mas devemos ter em mente que a sua incidência por causa da pílula é muito pequena”, ressalta o médico Pedro Komlós, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular.
     
    Em geral, o contraceptivo só desencadeia a complicação em uma conjunção de fatores. Na maioria das vezes, as mulheres já apresentam uma trombofilia, condição genética ou provocada por doenças autoimunes (como lúpus) que desequilibra o processo de coagulação do sangue. É claro que, nesses casos, a medida certa seria simplesmente não tomar a pílula. Ocorre que as pessoas raramente sabem da existência da disfunção. E, como a trombofilia não dá sintomas, fica difícil identificar quem está sob ameaça. Além disso, para que o coágulo apareça e cause transtornos, a mulher costuma passar por alguma circunstância que altere a consistência ou a velocidade do sangue. Pode ser uma pancada na perna, uma virose, ficar muito tempo sentada dentro do avião…
     
    O fato é que, embora não seja tão comum, o tromboembolismo é grave. O coágulo pode se formar nas veias da perna, se soltar e trafegar até o pulmão, gerando uma embolia, quadro tantas vezes fatal. Em algumas vítimas, como Daniela, o danado surge no coração e viaja ao cérebro, onde entope um vaso e corta o fluxo sanguíneo. A condição pode ser remediada, mas é capaz de deixar sequelas.
     
    E que parcela de culpa a pílula teria nessa história? Bom, seu envolvimento nesse desfecho ainda não foi totalmente elucidado. Numa tentativa de esclarecer a questão, o FDA, agência que regula a venda de medicações nos Estados Unidos, se uniu a universidades e se debruçou sobre dados médicos de 800 mil mulheres entre 2001 e 2007. Concluiu que os anticoncepcionais orais mais perigosos nesse sentido — quando existe predisposição, vale lembrar — são aqueles que combinam hormônios, isto é, juntam estrogênio e progesterona. Coincidentemente, esse é o tipo mais usado pelas mulheres.
     
    Na mesma análise, os especialistas descobriram que as pílulas mais novas, de terceira e quarta geração, têm uma probabilidade de duas a três vezes maior de patrocinar uma trombose. A maioria dos incidentes acontecia após sete a 12 meses de utilização. Tais resultados levaram a entidade a emitir um alerta, que repercutiu no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os profissionais de saúde sejam mais criteriosos ao prescrever o anticoncepcional.
     
    Pare de tomar a pílula?
     
    Quando o médico detectou o tromboembolismo em Daniela, fez questão de ler em voz alta a bula do anticoncepcional: “Usuárias de qualquer contraceptivo oral combinado apresentam risco aumentado de eventos trombóticos venosos em comparação a não usuárias. A condição é fatal em 1 a 2% dos casos”. A garota ficou em choque. Ela não tinha a menor ideia de que corria perigo, muito menos de que era portadora de uma disfunção que o amplificava. Hoje, um ano depois, ela se pergunta por que não foi avisada. “Se eu soubesse, não teria tomado. Eu não posso mais trabalhar por causa das sequelas”, lamenta.
     
    Para impedir situações como essa, a orientação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é que, antes de receitar o anticoncepcional oral, os ginecologistas realizem uma entrevista e um exame físico detalhado. “Cabe ao médico, na consulta inicial, fazer todas as perguntas para avaliar os antecedentes pessoais e familiares da paciente, que indiquem possíveis riscos ou contraindicações ao uso de qualquer contraceptivo hormonal”, afirma Marta Franco Finotti, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo.
     
    Desde 2(X)4, a Organização Mundial da Saúde faz a mesma recomendação e ainda reforça que os ginecologistas devem alertar suas pacientes sobre possíveis complicações. Além dos “eventos trombóticos venosos”, há evidências de que o uso contínuo da pílula estimule, em algumas mulheres, o desenvolvimento de tumores benignos no fígado, por exemplo. Um estudo publicado no respeitado The New England Journal of Medicine em 2012 constatou que o anticoncepcional aumenta, ainda, a suscetibilidade a infartos e AVCs.
     
    Na prática, porém, nem todos os profissionais aderem à diretriz. De acordo com Jaque-line Neves Lubianca, ginecologista e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os médicos temem aterrorizar as pacientes com uma enorme lista de pequenos riscos em potencial, o que levaria ao abandono do método — sim, em números absolutos, os riscos são pequenos. Se isso acontece, seriam inflacionados os índices de gravidez indesejada no país, que já chegam a 30%, segundo a Fundação Oswaldo Cruz. Pior: pode-se abrir caminho a um aumento na busca por abortos, procedimento ilegal no Brasil e que envolve danos à saúde. “Temos de ser abrangentes na prescrição da pílula no intuito de disseminar e justificar a importância de um método contraceptivo, principalmente diante das adolescentes”, analisa Jaqueline.
     
    Mas não dá pra terceirizar a responsabilidade apenas para os médicos. Muitas vezes, as usuárias de pílula o fazem por conta própria, sem se submeter a uma consulta. Ana Calila Santos, de 29 anos, aprendeu essa lição da pior forma. Há seis meses, a comerciante de Conceição do Coité, na Bahia, também teve uma embolia cerebral desencadeada pelo anticoncepcional. Ela havia pedido uma indicação a uma amiga e comprou o medicamento sem receita. Como conseqüência, ficou 15 dias na UTI com fortes dores na cabeça e problemas de visão. “Eu não deveria ter feito isso, mas nunca imaginei correr qualquer risco”, diz Ana, que também compartilhou sua experiência no Facebook.
     
    Tanto Daniela quanto Ana gostariam de ter tido acesso a mais informações e acreditam que os profissionais deveriam solicitar o exame para detectar a trombofilia ou predisposição à trombose, que depende de uma amostra de sangue. O Ministério da Saúde garante que o exame faz parte da tabela do SUS e que fica a critério do médico indicá-lo caso haja suspeita. Os especialistas pedem, no entanto, muita calma nessa hora. A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia discorda que o teste deva virar rotina. Em nota, a entidade pontua que o exame é caro e não determina de forma definitiva o risco de trombose. “Alterações genéticas que levam a essa condição são muito raras. Não faz sentido testar todo mundo”, argumenta Antônio Paulo Stockler, ginecologista do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense. O custo/benefício é maior, inclusive para a paciente, quando ela passa por uma consulta minuciosa.
     
    Ganhos e perda… de terreno
     
    O outro lado da moeda, quer dizer, da pílula, é que a versão combinada, a mais popular, também traz benefícios que não se restringem à prevenção da gravidez. “Ela controla o fluxo e a freqüência da menstruação, reduz sintomas da TPM, como cólicas, e ainda ajuda a evitar pelos e espinhas no rosto”, exemplifica o ginecologista José Bento, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Estudos indicam também que, na contramão das ameaças para alguns grupos, o anticoncepcional ainda protege grande parte delas de doenças graves. Um trabalho recém-publicado no The Lencet Oncology concluiu que, a cada cinco anos de uso, a medicação está associada a um risco 25% menor de câncer no endométrio. E cálculos do Instituto Nacional de Câncer americano sinalizam que meia década de utilização faz cair pela metade o risco de tumores nos ovários. Embora haja indícios preliminares de que a pílula, dependendo da formulação, eleve um pouco a probabilidade de câncer de mama, pesquisas sugerem proteção extra para o intestino.
     
    Apesar das vantagens e da praticidade, a pílula não é unanimidade em termos de preferência — e se observa uma tendência, da parte dos médicos, de priorizar os chamados métodos de longa duração, como o DIU (entenda mais sobre essas alternativas à esquerda). A demanda tem feito inclusive as farmacêuticas repensarem seu portfólio. A Bayer, curiosamente uma das maiores fabricantes de pílulas do planeta, acaba de lançar o menor sistema intrauterino do mundo.
     
    O mini-DIU, que tem duração de três anos, é instalado pelo ginecologista no consultório e, em função do tamanho pequeno, pode ser utilizado por mulheres que ainda não tiveram filhos. O DIU regular não costuma ser a preferência das jovens, uma vez que elas possuem o colo do útero mais estreito e isso gera dor quando o dispositivo é inserido. A novidade, já comercializada fora do país, ainda oferece baixas doses de progesterona, o que eleva seu perfil de segurança. Por aqui, ela aguarda liberação da Anvisa, e a expectativa é que chegue ao mercado nos próximos meses. Como se vê, a pílula definitivamente já não reina sozinha. Ela tem e terá seu espaço, mas convenhamos que, com mais opções (e uma boa indicação médica), é a saúde das mulheres que sairá no lucro.
     
    Fonte: Revista Saúde É Vital
     
  • Concentração de neurônios determina tempo de sono

    Concentração de neurônios determina tempo de sono

    A relação entre a densidade de neurônios e a quantidade diária de horas de sono pode ajudar a explicar como os mamíferos ganharam cérebros maiores, aponta um estudo da neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel.
     
    Tudo indica que o papel mais importante do sono é fazer uma faxina cerebral, recolhendo moléculas potencialmente nocivas. Ocorre que, quando um mamífero está acordado, o fluido que é responsável por carregar o “lixo” dos neurônios para longe deles só consegue alcançar uma área relativamente pequena do cérebro.
     
    Isso acontece, grosso modo, porque os neurônios do cérebro estão “inchados”. Quando o sono vem, é como se o tecido cerebral relaxasse, de maneira que ele é banhado pelo fluido de forma mais homogênea, facilitando a faxina.
     
    Pois bem: ao analisar 24 mamíferos, Suzana verificou que, em geral, bichos maiores e de cérebro mais avantajado eram os que dormiam menos.
     
    O detalhe crucial é que, nos grandalhões, o tamanho da superfície do cérebro era relativamente menor em relação ao córtex cerebral como um todo. Além disso, os neurônios tendiam a ser maiores também.
     
    Com neurônios maiores, menos células desse tipo podem ser empacotadas no mesmo espaço do cérebro, o que leva a uma circulação mais eficiente de fluido –realizando uma faxina mais eficiente à noite, com menos horas de sono. O estudo está na “Proceedings of the Royal Society B”.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Apneia do sono pode ser muitas vezes diagnosticada como depressão

    Apneia do sono pode ser muitas vezes diagnosticada como depressão

    Mais de 70% das pessoas que sofrem de apneia do sono apresentam sintomas de depressão. O que significa que, em muitos casos, o transtorno psiquiátrico na verdade é provocado por interrupções constantes na respiração durante o sono.
     
    A conclusão é de um estudo publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine e divulgado no siteMedical News Today.
     
    A apneia do sono é um problema frequente, que tem sido associado ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardíacas, derrame e diabetes tipo 2. O tratamento mais comum é o uso de uma máscara de pressão positiva, a CPAP, que mantém as vias aéreas desobstruídas durante a noite.
     
    Pesquisadores da Universidade Western Australia avaliaram mais de 400 pacientes, dos quais 293 foram diagnosticados com apneia do sono. Desse total, 73% apresentavam sintomas de depressão, que eram mais intensos conforme a gravidade da apneia.
     
    Os 228 participantes que aderiram ao uso da máscara de pressão positiva relataram uma redução significativa nos sintomas depressivos depois de 3 meses de tratamento. Além disso, 41 pacientes que apresentavam pensamentos suicidas deixaram de manifestar o sintoma depois desse período.
     
    Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de depressão devem conversar com seus médicos sobre eventuais alterações de sono, como ronco frequente e sonolência diurna. E é importante que os psiquiatras considerem a possibilidade de pedir um exame de polissonografia.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • ” da mente

    ” da mente

    Um homem com paralisia conseguiu recuperar parte do controle sobre as pernas e caminhar com apoio usando um aparelho que “lê” o cérebro, de acordo com cientistas.
     
    Depois de capturadas, as ondas cerebrais do paciente foram interpretadas por um computador, que então enviou estimulação elétrica aos músculos de sua perna.
     
    No estudo, feito nos Estados Unidos e publicado no “Journal of Neuroengineering and Rehabilitation”, o homem conseguiu andar um pouco menos do que quatro metros, com ajuda de um andador ortopédico.
     
    Especialistas elogiaram o trabalho preliminar, mas afirmaram que, para que a pessoa possa andar de forma independente, ainda é preciso descobrir como ela poderia manter o equilíbrio.
     
    Uma lesão na medula geralmente impede a transmissão de mensagens do cérebro para o resto do corpo. Mas, em princípio, o cérebro continua sendo capaz de criar essas mensagens, assim como as pernas ainda estão aptas a recebê-las.
     
    Os pesquisadores da Universidade da Califórnia usaram um sistema para conectar o cérebro do paciente ao computador e, com isso, transpor a lesão do homem, que havia perdido o movimento das pernas há cinco anos.
     
    Eles usaram uma touca de eletroencefalograma para ler a atividade cerebral do homem. Este tinha sido treinado a controlar um avatar em um jogo de computador.
     
    'ESTUDO INTERESSANTE'
     
    Após esta fase, foram colocados eletrodos nos músculos de sua perna e o paciente começou a treinar a execução de movimentos.
     
    “Mostramos que é possível restaurar o andar intuitivo, controlado pelo cérebro, após uma lesão completa na medula”, disse um dos pesquisadores, Dr. An Do.
     
    “Esse sistema não invasivo para estimular músculos da perna é um método promissor e um avanço em relação aos sistemas atuais de controle pelo cérebro, que usam realidade virtual e exoesqueletos robóticos.”
     
    Já Mark Bacon, da entidade Spinal Research, disse à BBC que este é um “estudo em estágio inicial interessante”.
     
    “É interessante porque ele se afasta do campo da realidade virtual ao ativar músculos de membros inferiores em um padrão de caminhada.”
     
    “Quanto a isso, houve sucesso. Mas caminhar de forma independente ainda está longe, até porque a questão de manter o equilíbrio não foi abordada.” 
     
    Fonte: Uol Saúde