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  • Não há evidência científica para uso da homeopatia, conclui extensa revisão

    Não há evidência científica para uso da homeopatia, conclui extensa revisão

    Revisão sistemática de estudos foi feita por conselho de saúde australiano.
    Para médicos homeopatas, falta verba para fazer pesquisas maiores.
     
    Não há evidência científica de que a homeopatia seja eficaz contra qualquer problema de saúde. De acordo com uma extensa revisão de estudos promovida pelo Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália, a homeopatia não deve ser usada para tratar problemas de saúde crônicos ou graves.
     
    “Pessoas que escolhem a homeopatia podem colocar sua saúde em risco se rejeitarem ou postergarem tratamentos para os quais há evidências de segurança e eficácia”, diz o documento, divulgado pelo governo australiano este mês.
     
    A homeopatia é um tratamento alternativo e complementar baseado na premissa de que as substâncias que provocam doenças também podem, quando usadas em doses muito pequenas, tratar sintomas dessas mesmas doenças.
     
    Para chegar à conclusão sobre a ineficácia dos tratamentos homeopáticos, o órgão levou em conta 57 revisões sistemáticas que testaram a homeopatia em comparação a placebo ou a outros tratamentos. Ao todo, as revisões incluíram 176 estudos individuais.
     
    Esses estudos avaliaram a eficácia da homeopatia para tratar 55 problemas de saúde diferentes, entre os quais asma, dor de cabeça, fibromialgia e sinusite. Entre os estudos de boa qualidade e com um número suficiente de pacientes para ter um resultado significativo, nenhum reportou que a homeopatia tenha resultado em uma melhora maior do que a obtida com placebo.
     
    Outro lado
     
    O médico Rubens Dolce Filho, um dos diretores da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) observa que é difícil reunir evidência científica sobre a eficácia da homeopatia por causa da falta de financiamento de pesquisas na área. “Os órgãos fomentadores criam uma série de obstáculos. Não vamos criar evidência nunca porque tem a questão econômica”, diz o homeopata.
     
    Outro fator que torna difícil a elaboração de estudos sobre a homeopatia, segundo Dolce Filho, é o fato de o tema não ser abordado nas faculdades de medicina. “Para se fazer ciência, tem que ter cientista. Como vamos criar cientistas com pensamento homeopático se a homeopatia não é ensinada na universidade?”, diz Dolce Filho.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Droga contra o colesterol aumenta risco de diabetes

    Droga contra o colesterol aumenta risco de diabetes

    As estatinas, que são as drogas mais utilizadas contra o colesterol, impedindo a ocorrência de doenças cardiovasculares como angina, infartos e derrames, trazem um risco: provocar diabetes.
     
    A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, que é publicado pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.
     
    Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor).
     
    Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença.
     
    Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.
     
    Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes, como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).
     
    Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir diabetes ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso acontece.
     
    Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas.
     
    “As estatinas são a `pedra fundamental` da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração)
     
    Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.
     
    “Graças às estatinas nós obtivemos uma diminuição significativa na incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte atualmente”, diz o médico e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert.
     
    Antes consideradas “a nova aspirina”, as estatinas também têm outros riscos associados. Cerca de um terço das pessoas se queixam de dores ou desconfortos musculares e ainda há risco de mal funcionamento do rim e do fígado, por exemplo.
     
    Apesar da pletora de riscos, até mesmo a classe médica abusa da droga, diz a cardiologista e especialista em colesterol e hipercolesterolemia familiar Tânia Martinez. “Tem gente que come churrasco e toma estatina depois para evitar a formação de colesterol ruim, o que não é de forma alguma recomendável”.
     
    Tânia lembra ainda que, conforme as necessidades do paciente, o médico pode variar a escolha da estatina (algumas são mais potentes do que outras) e a dose, reduzindo o risco de efeitos colaterais.
     
    Uma alternativa ao tratamento convencional com estatinas que vem sendo estudada por Dias Filho é a sua associação com a droga ezetimiba, medicamento que impede a absorção de gordura pelo intestino e, assim, também evita a formação de colesterol.
     
    Quando as duas drogas são combinadas, a dosagem de estatina necessária é bem menor, diminuindo o risco de diabetes. Dias Filho está conduzindo estudos para saber se a ezetimiba também provocaria a doença.
     
    Outra alternativa, que está sendo estudada no exterior, é a injeção de anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, que atua na formação do colesterol ruim.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Técnica experimental melhora a memória de roedores com Alzheimer

    Técnica experimental melhora a memória de roedores com Alzheimer

    Cientistas usaram método que perfurou proteção natural do cérebro.
    75% dos roedores tiveram melhora em testes de memória e orientação
     
    Cientistas conseguiram corroer a placa que se forma no cérebro dos pacientes de Alzheimer com uma técnica experimental aplicada em roedores, alguns dos quais recuperaram sua memória.
     
    Os dados foram publicados nesta quarta (11) na revista “Science Translational Medicine”.
     
    O dano cerebral causado pela doença é originado por causa de depósitos anômalos de fragmentos da proteína beta-amiloide.
     
    Esses depósitos formam placas que se concentram e formam cúmulos e novelos impenetráveis que afetam as sinapses entre as células nervosas do cérebro.
     
    O tratamento desta doença continua sendo difícil, em parte, porque o cérebro tem uma barreira protetora, formada por uma densa camada de células que impede a penetração de qualquer substância potencialmente danosa que circula pelo sangue. Porém, ela também impede a circulação de medicamentos.
     
    Combinação de métodos
     
    Os neurocirurgiões Jürgen Göt e Gerhard Leinenga, do Instituto do Cérebro da Universidade de Queensland, na Austrália, exploraram as possibilidades para tentar penetrar no cérebro do roedor e erodir a placa beta-amiloide.
     
    Para consegui-lo, os especialistas utilizaram um exame de ultrassom, combinado com microbolhas injetadas no sangue da cobaia que vibram em reação às ondas emitidas pelo aparelho, para abrir temporariamente a barreira protetora do cérebro.
     
    Os pesquisadores aplicaram essa técnica ao cérebro de dos animais afetados pelo Alzheimer em várias ocasiões durante o período de algumas semanas. Após o experimento, descobriram que as placas desapareceram quase totalmente em 75% dos roedores, sem causar danos ao tecido cerebral.
     
    Os roedores, por sua vez, tiveram melhores resultados nos testes de memória, orientação e reconhecimento de objetos após a aplicação do ultrassom.
     
    A análise dos tecidos cerebrais revelou que o exame de ultrassom também estimulou as células do sistema imunológico do sistema nervoso central (micróglias), que contribuíram para erodir as placas de beta-amiloides.
     
    Os cientistas assinalaram que se trata de uma técnica não invasiva que se encontra nos estágios iniciais de pesquisa, mas acreditam que, no futuro, poderá oferecer uma possível estratégia para tratar o Alzheimer e outras doenças degenerativas.
     
    Os autores esperam testar agora esta técnica em ovelhas com a doença de Alzheimer.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasil tem 340 cidades com risco de surto de dengue, informa ministério

    Brasil tem 340 cidades com risco de surto de dengue, informa ministério

    Até 7 de março, foram registrados 224,1 mil casos da doença no país.
    Outras 877 prefeituras estão em situação de alerta.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta quarta-feira (12) que há 340 municípios brasileiros em situação de risco de surto dengue e outros 877 estão em situação de alerta para novas infecções.
     
    Segundo o governo, até 7 de março foram registrados 224,1 mil casos da doença no país, aumento de 162% em relação ao
     
    mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.
     
    O ministério informou ainda a queda de 31,5% no número de mortes entre 2014 e 2015. Entre 1 de janeiro e 7 de março do ano passado morreram 76 pessoas. No mesmo período de 2015, foram 52 óbitos.
     
    As informações integram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e foram divulgadas em coletiva em Brasília. A pesquisa foi feita com base em 1.844 cidades que se voluntariaram a participar da coleta.
     
    Municípios que detectaram focos de dengue em 1 a cada grupo de 100 prédios são incluídos na categoria “satisfatório”. Acima de 1 até 3,9 foram enquadrados na categoria “alerta”. As cidades com índice acima de 4, entram no nível de “risco de surto de dengue”.
     
    Cuiabá (MT) é a única capital na última categoria.
     
    Outras 18 capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
     
    Brasília foi considerada satisfatória, assim como João Pessoa (PB) e Teresina (PI). Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) Natal (RN) e Rio Branco (AC) não apresentaram dados.
     
    Chioro destacou ainda a redução de 9,7% no número de casos graves da doença em relação a 2014. “Houve [também] uma diminuição de internações nesse período por dengue de 44%. E, apesar de haver 31,5% a menos de óbitos, eles estão ocorrendo, e é fundamental reforçar o conjunto de ações que já constam no plano de contingência.”
     
    Recorde foi em 2013
     
    O coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho, disse que, apesar do aumento detectado, os dados são positivos se comparados a 2013, ano considerado o mais epidêmico em relação à história de dengue no país.
     
    “Em relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja remota”, declarou.
     
    Já sobre chikungunya, foram 1.049 casos confirmados até 7 de março, contra 2.773 casos em 2014. A tendência, para o ministério, é de menos transmissão da doença. “É uma transmissão ainda muito localizada, no estado do Amapá no município de Oiapoque, e no estado da Bahia”, completou Coelho.
     
    Para reforçar o combate aos focos do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Além disso, realizou capacitação à distância, disponibilizou um telefone 0800 para que profissionais de Atenção Básica pudessem tirar dúvidas e elaborou um plano de contingência nacional.
     
    O ministro falou sobre a importância de a população se envolver e adotar 15 minutos para erradicar os focos do mosquito em casa e dos profissionais de saúde estarem habilitados a reconhecer os sintomas das doenças. “A dengue não deve e não pode matar”, afirma.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Saiba porque diabéticos são pacientes de alto risco cardíaco

    Saiba porque diabéticos são pacientes de alto risco cardíaco

    Em 2010 o diabete melito (DM) atingia 6,4% da população adulta mundial, e para 2030 a estimativa é de que a cifra atingirá 7,7%. A maior parte desse aumento se dará em países em desenvolvimento como o Brasil.
     
    Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), em pessoas com mais de 18 anos de idade e residentes em capitais brasileiras, mostram que a prevalência de quem refere ter DM aumentou de 5,3% para 6,3% entre 2006 e 2010.
     
    O risco relativo, ou seja, risco atribuído a um determinado fator de risco, para uma doença cardiovascular (infarto do miocárdio, derrame cerebral, entre outras) aumenta de duas a quatro vezes nos pacientes com diabete melito do tipo 2 (DM2) em comparação com a população não diabética. O DM 2 é a forma mais comum da doença, afetando principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade e com excesso de peso.
     
    Diabéticos apresentam frequentemente associação de fatores de risco cardiovascular: pressão alta, níveis baixos de HDL-C (“colestrol bom”), microalbuminúria (perda de proteínas pela urina) e doença renal, além de um aumento do índice de massa corporal (IMC) e da relação cintura-quadril, indicativos de obesidade e acúmulo central de gordura (acima da cintura).
     
    Considerando-se o conceito de risco cardiovascular global (risco calculado pelo somatório dos fatores de risco de cada indivíduo), pacientes com DM, mesmo sem doença aterosclerótica estabelecida (sem antecedentes de infarto do miocárdio, por exemplo), apresentam maior risco de desenvolver complicações cardiovasculares no futuro.
     
    A doença arterial coronariana (DAC), ou seja, obstruções das artérias do coração por placas de gordura, é mais incidente e mais grave nos pacientes com DM em relação àqueles sem DM. As mulheres com DM são particularmente afetadas pela DAC, e seu risco de morte é 50% maior do que o dos homens com DM.
     
    O DM, quando associado a fatores de risco clássicos para DAC, como colesterol elevado, fumo e pressão alta, aumenta o risco para doenças cardiovasculares atribuído a cada um destes fatores de uma forma mais importante do que é observado em indivíduos sem DM.
     
    Estima-se que 70% dos pacientes com DM2 sejam hipertensos. A pressão alta em pacientes com DM associa-se a uma significativa carga de doença nesses indivíduos, com uma fração de risco atribuível na população de cerca de 28%, ou seja, mais de um quarto do risco dos diabéticos podem ser atribuídos à pressão arterial elevada.
     
    Fonte: I Diretriz sobre Aspectos Específicos de Diabetes (tipo 2) Relacionados à Cardiologia.
  • Anvisa aprova o 12º genérico inédito de 2015

    Anvisa aprova o 12º genérico inédito de 2015

    A Anvisa aprovou o registro de mais um genérico inédito, cuja substância ainda não tem concorrente no mercado. Somente no ano de 2015, a Anvisa já aprovou 12 novos medicamentos genéricos. Em 2014 foram registrados outros 23. Isso significa que os pacientes e médicos poderão ter novas opções de tratamento e a um custo mais acessível, pois os genéricos chegam ao mercado com um preço 35% menor que o preço de tabela dos medicamentos de referência.
     
    Trata-se do genérico da substância cloridrato de trazodona, na forma farmacêutica comprimido, indicado no tratamento da depressão mental com ou sem episódios de ansiedade, na dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas e no tratamento da Depressão Maior. O medicamento é um genérico inédito classificado como agente antidepressivo que age no sistema serotoninérgico cerebral, isto é, ele aumenta a concentração da substância serotonina cerebral levando a melhora do humor e dos sintomas relacionados a depressão.
     
    A concessão dos registros significa que esse produto é cópia fiel de seu medicamento de referência e que possui eficácia e segurança comprovadas.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de hepatite C

    Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de hepatite C

    Previsão é que medicamento esteja disponível pelo SUS ainda este ano.
    Esta é a segunda droga contra hepatite C aprovada pela Anvisa em 2015.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou mais um medicamento para tratar hepatite C. O simeprevir sódico (nome comercial Olysio) tem a vantagem de ser usado apenas uma vez por dia e ter um percentual maior de eficácia, além de um tempo menor de tratamento.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que a droga esteja disponível pelo SUS ainda este ano.
     
    Esta é a segunda droga contra hepatite C a ser aprovada pela Anvisa em 2015. Em, janeiro, foi aprovada a droga daclatasvir (nome comercial Daklinza). Há ainda uma terceira droga em análise pela agência: o sofosbuvir.
     
    Entenda a doença
     
    Segundo os médicos, as hepatites se caracterizam por uma inflamação no fígado e podem ser causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo. Porém, são doenças silenciosas e 90% dos casos não dão sintomas – apenas 10% dão sinais, como urina escura e pele amarela, por exemplo e, em algumas situações, inclusive, sinais semelhantes aos de uma gripe.
     
    Quem é infectado pelo vírus C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, tendo apenas que conviver com ele. Além dos danos ao fígado, como cirrose, câncer e insuficiência hepática, a hepatite C também pode levar à diabetes, comprometer os rins e nervos e causar artrites em diferentes articulações.
     
    Para evitar o vírus C, é importante tomar cuidado ainda com o compartilhamento de objetos, como alicates, por exemplo, que devem ser sempre esterilizados.
     
    Existe um teste disponível no SUS que pode ajudar a diagnosticar a doença. Porém, não é necessário que todas as pessoas façam, apenas os mais vulneráveis, ou seja, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados ou com piercing ou que fizeram sexo desprotegido.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisadores da UFAl desenvolvem pomada para combate ao HPV

    Pesquisadores da UFAl desenvolvem pomada para combate ao HPV

    Sem dor e sem procedimentos invasivos! É o fim de um dos sintomas mais terríveis do HPV: as verrugas genitais! A constatação não é mais utopia, é comprovada cientificamente com o resultado de uma pesquisa realizada por quatro professores da Universidade Federal de Alagoas. Após 12 anos de estudos, os pesquisadores tiveram indicação favorável à patente de uma pomada que curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento do papiloma vírus humano, no Hospital Universitário.
     
    Tendo como princípio ativo os taninos, a pomada foi desenvolvida utilizando o extrato de um vegetal comum na flora do litoral brasileiro, o barbatimão. Mas segundo o professor Luiz Carlos Caetano, do Instituto de Química e Biotecnologia da Ufal, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV. “A pomada feita com o extrato das cascas do caule da espécie Abarema cochliocarpos, o barbatimão mais comum na nossa região, deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. A suas cascas tem coloração mais avermelhada do que as cascas da planta encontrada na região do Sudeste do país, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos”, explicou Caetano. “Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizada pela população mais simples como agente cicatrizante e anti-inflamatório”, acrescentou.
     
    Tratamento com pomada
     
    Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus foram acompanhados no Hospital Universitário. Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia. O produto foi cedido aos voluntários pela equipe da pesquisa, financiada pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (NIT/Propep) da Ufal.
     
    Os efeitos positivos do tratamento foram percebidos logo nas primeiras aplicações com a diminuição das lesões. Já os resultados que demoraram mais a aparecer foram observados nos pacientes que tinham algum tipo de limitação na imunidade. “Indicamos a pomada em crianças, jovens, idosos, gestantes e até para as pessoas com imunodeficiência, como é o caso dos portadores de HIV. Todos constataram a cura do papiloma vírus e, o melhor, sem recorrência da doença”, comentou o professor Manoel Álvaro.
     
    Há cerca de 15 anos desenvolvendo pesquisas químicas e biotecnológicas relacionadas ao barbatimão, o professor Luiz Carlos Caetano trabalhou em conjunto com o agrônomo Pedro Accioly, professor do Centro de Ciências Agrárias, e o biólogo Zenaldo Porfírio, docente do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde. Ele revela que não imaginava alcançar o desenvolvimento de um produto de aplicação direta na área da saúde.
     
    Mas a parceria com um médico, o professor Manoel Álvaro, foi a medida certa para a descoberta da pomada que utiliza os taninos do barbatimão, para curar uma doença que causa efeitos físicos e psicológicos. A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem. “O grande mérito disso é mesmo o ganho social de um estudo que era meramente científico, e, aí, muda o caminho das nossas vidas”, enfatizou Caetano.
     
    Patente
     
    A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação está apoiando todo o processo do registro do estudo no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que já se posicionou favorável à patenteabilidade da pomada desenvolvida na Ufal. A Propep também fez o depósito do trabalho nos Estados Unidos, através do apoio de um projeto financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o que indica que pode ser a primeira patente internacional da universidade.
     
    “Nós investimos em pesquisa e queremos o retorno para reinvestir em outros estudos científicos que beneficiam a população. Agora, estamos buscando parcerias com grandes laboratórios para comercializar o produto”, disse a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufal, Sílvia Uchôa, ressaltando a satisfação do NIT em acreditar no potencial dos professores da instituição.
     
    “Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo”, adiantou o professor Álvaro.
     
    O que é o HPV
     
    O HPV, o papiloma vírus humano, é uma doença sexualmente transmissível que atinge milhões de pessoas em todo o mundo e é um dos responsáveis pelo câncer de colo do útero nas mulheres. De acordo com o professor Manoel Álvaro, da Faculdade de Medicina da Ufal, estudos comprovam que uma a cada quatro mulheres serão infectadas pelo vírus em algum momento da vida. A infecção por HPV é a principal enfermidade viral transmitida pelo sexo. Atualmente, os tratamentos para as verrugas genitais que se manifestam de forma mais ou menos graves em determinados pacientes são invasivos e dolorosos, além de contraindicados em situações específicas.
     
    “Os tratamentos mais comuns são feitos por meio de intervenção clínica com ácido tricloroacético, podofilina, podofilotoxina, laser, crioterapia e cirurgia com cauterização, usando bisturi elétrico. O que desenvolvemos aqui na Ufal foi uma pomada, de uso tópico, sem efeito colateral e sem contraindicação. Estamos muito felizes e orgulhosos dessa pesquisa que vai beneficiar a sociedade. O impacto disso é muito grande e valioso”, ressaltou o médico Manoel Álvaro.
     
    Segundo a Organização Mundial da Saúde, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre as dez principais causas de procura por serviços de saúde no mundo, e o HPV é a mais comum de todas, atingindo entre 75% e 80% da população, em algum momento da vida. Estima-se que há em torno de 600 milhões de pessoas infectadas.
     
    O papiloma vírus humano é classificado em baixo ou alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos e com maior probabilidade de provocar lesões persistentes. A transmissão do HPV é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como “crista de galo”.
     
    A doença, predominantemente feminina, também acomete os homens. As pessoas sexualmente ativas devem usar preservativo para evitar a infecção por HPV. Existem no mercado dois tipos de vacina que previnem dois tipos do papiloma vírus (a bivalente) e a que previne os vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18 (a quadrivalente). O tratamento de prevenção com vacina ainda é caro, encontrado em clínicas particulares de saúde, mas o Ministério da Saúde já custeia a vacinação de meninas de 9 a 13 anos de idade, que nunca tiveram contato sexual. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou indicação da vacina do HPV para prevenção também do câncer anal.
     
    Fonte: PFARMA
  • Anvisa amplia indicação de vacina contra HPV para mulheres até 45 anos

    Anvisa amplia indicação de vacina contra HPV para mulheres até 45 anos

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a indicação da vacina quadrivalente contra HPV para mulheres até 45 anos. Até então, a vacina era indicada para mulheres de até 26 anos.
     
    A medida foi publicada nesta segunda-feira (9) no Diário Oficial da União. A mudança foi feita a pedido da fabricante, a MSD, e vale para a vacina conhecida como Gardasil, que protege contra quatro subtipos do vírus.
     
    Além das mulheres de 9 a 45 anos, a vacina também é indicada para meninos de 9 a 26 anos na prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer de ânus, por exemplo.
     
    A ampliação da faixa etária, no entanto, vale apenas para as vacinas aplicadas na rede privada –na rede pública, a vacina é ofertada para meninas de 9 a 13 anos, além de mulheres com HIV de 9 a 26 anos. O objetivo é diminuir os casos de câncer de colo de útero, uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no país.
     
    Para o governo, a escolha em vacinar pré-adolescentes ocorre para que a imunização ocorra antes da exposição ao vírus –ou seja, antes do início da atividade sexual, o que torna a vacina mais eficaz.
     
    Segundo a MSD, a mudança ocorre após estudos que mostram que grupos de mulheres de 24 a 45 anos também podem estar suscetíveis a contraírem o vírus.
     
    PRODUÇÃO NACIONAL
     
    Além da ampliação da faixa etária, a Anvisa também aprovou nesta segunda o registro para que a vacina contra o HPV possa ser fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.
     
    Com isso, o instituto passa a ser o primeiro laboratório nacional com registro para produzir a vacina. A medida é uma das etapas da PDP (parceria de desenvolvimento produtivo) firmada entre a MSD e o Butantan, que hoje distribui o produto para a rede pública.
     
    “Isso qualifica o Butantan como tendo condições de começar o processo de aquisição dessa tecnologia”, afirma o diretor-substituto do instituto, Marcelo de Franco. Segundo o diretor, a previsão é que a vacina seja completamente produzida no país em até cinco anos.
     
    A vacina passou a ser ofertada na rede pública no ano passado. Ao todo, segundo o Ministério da Saúde, serão investidos R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina até 2019 –período necessário para a total transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro.
     
    Para este ano, a previsão do Ministério da Saúde é de adquirir 11 milhões de doses.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Cinco medicamentos para transtorno bipolar são incorporados ao SUS

    Cinco medicamentos para transtorno bipolar são incorporados ao SUS

    O Ministério da Saúde incorporou os medicamentos clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona para o tratamento do transtorno bipolar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria com a decisão foi publicada na edição desta terça-feira (10) do Diário Oficial da União e entra em vigor hoje.
     
    Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas devem estar disponíveis também para esse transtorno afetivo.
     
    A expectativa é que em 2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.
     
    O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença afeta cerca de 2 milhões de brasileiros.
     
    Fonte: Uol Saúde