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  • Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Os cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps relataram a criação de um anticorpo artificial, o qual, uma vez no sangue, agarra o vírus e o desativa. A molécula pode eliminar o HIV de macacos contaminados e os proteger de infecções futuras.
     
    Não se trata de uma vacina. Ao instalar genes sintéticos nos músculos de macacos, cientistas estão reformulando os animais para resistirem à doença. Os pesquisadores também estão testando essa abordagem contra o ebola, a malária, a gripe influenza e a hepatite.
     
    Para o principal autor do estudo, Michael Farzan, a técnica pode fornecer proteção contra doenças para as quais não há vacina eficaz.
     
    Já está em andamento o primeiro teste em humanos dessa estratégia, chamada imunoprofilaxia por transferência de genes (IGT, na sigla em inglês).
     
    “Isso poderia revolucionar a forma de imunização contra ameaças à saúde pública no futuro”, disse o médico Gary Nabel, diretor científico do laboratório Sanofi, que produz uma vasta gama de vacinas.
     
    Os pesquisadores ainda precisam avaliar a segurança e a eficácia da IGT em seres humanos. Além disso, a perspectiva de manipular geneticamente os indivíduos para que eles resistam a doenças infecciosas pode gerar preocupações entre os pacientes.
     
    “Vai exigir explicação”, disse David Baltimore, virologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia e ganhador do Prêmio Nobel.
     
    Nas vacinas, agentes patogênicos enfraquecidos ou mortos são apresentados ao sistema imunológico, “ensinando-o” a produzir anticorpos. Muitas vezes, porém, elas não resultam em anticorpos eficazes. O HIV, por exemplo, tem muitas cepas, de modo que uma vacina que sirva para um tipo pode não funcionar contra outro.
     
    Com a IGT, os cientistas isolam os genes que produzem anticorpos poderosos contra certas doenças e então sintetizam versões artificiais.
     
    Os genes são colocados em um vírus e injetados no tecido humano. Esses vírus invadem as células humanas com as suas cargas de DNA, e o gene sintético é incorporado ao DNA do destinatário. Se tudo correr bem, os novos genes instruem as células a iniciarem a produção de anticorpos poderosos.
     
    A ideia da IGT surgiu na luta contra o vírus da Aids. Algumas pessoas desenvolvem anticorpos extremamente potentes contra o HIV.
     
    Os chamados anticorpos amplamente neutralizantes são capazes de se agarrar a muitas cepas virais, impedindo-as de contaminarem novas células. O médico Philip Johnson, do Hospital Infantil de Filadélfia e virologista da Universidade da Pensilvânia, teve uma ideia: por que não oferecer anticorpos amplamente neutralizantes a todos?
     
    Os pesquisadores já haviam descoberto como carregar genes em vírus e como estimulá-los a invadir as células. Johnson imaginou que seria possível usar essa estratégia para introduzir um gene associado a um anticorpo potente nas células de um paciente.
     
    Em 2009, ele e colegas anunciaram que a técnica havia funcionado numa experiência destinada a proteger macacos da contaminação pelo SIV, versão símia do HIV.
     
    Eles usaram os vírus para inserir genes poderosos nos músculos dos macacos. As células musculares então produziram os anticorpos contra o SIV. Em seguida, os cientistas contaminaram os macacos com o vírus da imunodeficiência símia, e os animais produziram anticorpos suficientes nos músculos para protegê-los de infecções. Já os macacos contaminados sem serem submetidos à terapia genética morreram.
     
    Inspirado no sucesso de Johnson, Farzan e outros foram modificando os anticorpos do HIV para desenvolver defesas mais poderosas.
     
    Enquanto isso, em 2011, Baltimore e seus colegas mostraram que os anticorpos inseridos em células com vírus eram capazes de proteger camundongos contra o HIV. “Contornamos o sistema imunológico em vez de tentar estimulá-lo”, disse Baltimore.
     
    Outros experimentos vêm tendo sucesso contra a malária, o ebola e várias cepas de gripe. Johnson já iniciou o primeiro teste clínico da IGT em seres humanos, para avaliar se o tratamento é seguro.
     
    Mas não há garantia alguma de que o sucesso nos testes em animais será repetido em humanos. Os sistemas imunológicos humanos podem atacar os anticorpos artificiais ou os vírus que os carregam, destruindo a proteção esperada. Ou então as células musculares podem produzir anticorpos demais, porque eles não possuem a mesma regulação própria das células imunológicas.
     
    Farzan também investiga interruptores moleculares que sejam capazes de desligar a produção de anticorpos ou de ajustar sua dose. “Se quisermos ver isso florescer, precisamos desses interruptores.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    O Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade da doença, nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2014, a incidência da doença no Brasil foi de 33,5 casos por 100 mil habitantes, contra 43,4, na mesma proporção, em 2004. A taxa de mortalidade de 2013 foi de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 2,9 óbitos por 100 mil habitantes registrados em 2003.
     
    O Ministério da Saúde assumiu, nesta segunda-feira (23) o compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da tuberculose até 2035. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado em 24 de março. Segundo o governo, a redução da mortalidade e de novos casos é relacionada à descentralização do tratamento e também à disponibilidade do tratamento gratuito no  Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    O teste rápido da tuberculose já está disponível em 94 municípios, espalhados em todos os estados e no Distrito Federal. Um diagnóstico pode ser obtido em até duas horas.  
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Um novo exame de sangue, realizado em apenas duas horas, pode ajudar os médicos a detectarem se uma infecção é causada por uma bactéria ou por um vírus. O resultado, publicado na revista científica “Plos One”, pode fazer com que pacientes tratados com antibióticos parem de tomá- los caso não sejam necessários, explicam os cientistas.
     
    Apesar de o teste ainda estar em estágio de laboratório, a equipe que o idealizou — cientistas de centros médicos em Israel, em colaboração com a empresa farmacêutica Memed — já está trabalhando num dispositivo portátil para comportá- lo, e novos estudos estão sendo realizados.
     
    Ao contrário da maior ia dos diagnósticos de doenças infecciosas, que se baseiam na detecção de agentes patogênicos diretos, essa abordagem decodifica a resposta imune do corpo para caracterizar com precisão a causa da infecção.
     
    Analisando amostras de sangue de mais de mil pacientes que estavam com suspeita de infecções, os pesquisadores descobriram que podiam detectar cor retamente um vírus ou uma infecção bacteriana em cerca de 90% dos casos. A nova tecnologia se aproveita do fato de que a bactéria e o vírus desencadeiam diferentes vias no sistema imunológico humano. Ao realizar o rastreio extenso de proteínas nesse sistema em pacientes com infecções agudas, o grupo identificou três proteínas solúveis que são ativadas exclusivamente por bactérias ou por vírus.
     
    Os pesquisadores, então, desenvolveram algoritmos patenteados que integram essas proteínas, para produzir uma “assinatura imunológica” que identifica com precisão a causa da infecção. O experimento foi validado num grupo diversificado de crianças e adultos em diferentes períodos após o início dos sintomas ( a partir do primeiro dia até 12 dias) e em 56 espécies de agentes patogênicos diferentes. O resultado permaneceu coeso em todos os subgrupos estudados.
     
    600 PROTEÍNAS RASTREADAS
     
    Segundo a empresa, o estudo foi conduzido com uma gigantesca filtragem de dados, seguido por um extenso rastreio de 600 proteínas relacionadas ao sistema imunológico, apontando que algumas tiveram padrões bem divergentes em pacientes infectados por bactér ias ou por vírus. Em particular, a proteína mais informativa que encontraram, chamada “Trail”, aumentava dramaticamente no sangue de pacientes infectados com uma vasta var iedade de vír us, mas, surpreendentemente, diminuía nas infecções bacterianas.
     
    — Nossa equipe desenvolveu um algoritmo que integra pelo computador a “Trail” com outras proteínas. O teste é preciso. Para a maioria dos pacientes, conseguimos dizer se a infecção foi causada por uma bactéria ou por um vírus dentro de duas horas — afirmou o pesquisador Eran Eden, da Memed. — O procedimento não é perfeito e não substitui o julgamento de um médico, mas é melhor do que muitos dos testes de rotina utilizados hoje.
     
    Segundo especialistas, os médicos enfrentam uma série de desafios para decifrar o que é responsável por uma infecção e qual seria o melhor tratamento para enfrentá- la. Os exames de rotina feitos para verificar a identidade definitiva do causador pode levar dias. Em muitos casos, o processo envolve pegar um amostra e tentar cultivar o organismo em um laboratório.
     
    O REMÉDIO CERTO
     
    A pesquisa demonstrou, ainda, que testes de partículas no sangue também podem ajudar a dar pistas, mas o problema é que alguns organismos são criados tanto em infecções bacterianas quanto virais. Assim, muitas vezes, os antibióticos — que só funcionam em bactérias — são usados em excesso. Por outro lado, alguns pacientes que precisam tomar esse tipo de remédio não o fazem cedo o suficiente.
     
    — O trabalho aborda um problema realmente sério. Ser capaz de identificar uma possível infecção logo no início e, em seguida, poder diferenciar entre uma possível causa viral ou bacteriana, é importante — disse o professor Jonathan Ball, um especialista em vírus da Universidade de Nottingham. — Isso vai permitir a intervenção clínica informada e minimizar a necessidade de uso inadequado de antibióticos em alguém infectado por um vírus.
     
    Fonte: O Globo
  • Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    O Diário Oficial da União publicou, nesta quarta-feira (18/3), os procedimentos, normas e diretrizes essenciais para as Boas Práticas no Ciclo do Sangue. As regras estão descritas na Instrução Normativa (IN) nº 1, que explicita as reformulações pelas quais está passando o sistema de hemovigilância brasileiro. A norma prevê, ainda, que o detalhamento conceitual e operacional sobre o tema estará descritos no Guia para a Hemovigilância. Este documento já está disponível no site da Anvisa.
     
    Com a IN, os eventos adversos ocorridos desde a doação até o receptor do sangue deverão ser notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) por meio do sistema Notivisa. Esta medida tem o objetivo de subsidiar gestores e demais profissionais de saúde com informações úteis para o planejamento de medidas para reduzir riscos, além de inovar ao estabelecer prazos para a comunicação e a notificação dos eventos adversos.
     
    Até a publicação da Instrução, a vigilância sobre os eventos adversos ao uso do sangue no Brasil estava restrita às reações ocorridas no decorrer ou após as transfusões sanguíneas. Esta ampliação do escopo da hemovigilância brasileira vem sendo discutida, por cerca de três anos, no âmbito da Comissão Permanente de Hemovigilância, que é a instância formalmente constituída para assessorar tecnicamente a Agência nas questões relacionadas ao tema.
     
    A IN estabeleceu, por exemplo, que, em casos de óbito decorrentes de reações transfusionais, o fato deve ser comunicado e notificado ao SNVS em um prazo máximo de 72 horas. Situações como estas eram de notificação obrigatória mesmo antes da norma. No entanto, não havia prazo máximo estabelecido. Uma das inovações da norma é a obrigatoriedade de notificação de reações graves à doação, que devem ser feitas ao SNVS pelo serviço de saúde onde o fato ocorreu até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
     
    O documento proposto por essa comissão – formada por representantes do Ministério da Saúde, vigilâncias sanitárias dos Estados, serviços de saúde, além de associações de especialistas e pacientes com doenças hematológicas – foi objeto de consulta ampliada a diversos órgãos e entidades relacionadas ao tema.
     
    Os diferentes serviços envolvidos com os processos abordados na IN terão 12 meses a partir da publicação desta norma para se adequarem às suas exigências.
     
    Fonte: Anvisa
     
     
  • OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, nesta quarta-feira (18), uma reação internacional para forçar a indústria do tabaco a “fechar as portas”, comemorando o progresso na luta contra o tabagismo em vários países.
     
    Falando na conferência mundial sobre “o tabaco ou a saúde” em Abu Dhabi, Margaret Chan, diretora da OMS, saudou medidas tomadas por diversos países – como a Austrália, pioneira na adoção de embalagens neutras para os cigarros – e convidou outros países a seguirem estes exemplos.
     
    Os fabricantes de tabaco “usam todo tipo de tática, como o financiamento de partidos e políticos para que eles trabalhem em seu favor”, disse Chan a jornalistas.
     
    “Este vai ser um combate difícil […], mas nós não devemos desistir até que a indústria do tabaco feche as portas”, ressaltou Margaret Chan, já que quase metade dos fumantes atuais morrerão em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo, segundo os organizadores da conferência.
     
    De acordo com a OMS, o tabagismo mata uma pessoa a cada seis segundos – quase seis milhões de pessoas mortas em todo o planeta todos os anos. Ao todo, o tabaco poderia matar um bilhão de pessoas ao longo do século XXI, estima a organização.
     
    Apesar da diminuição no número de fumantes em diversos países, ainda há muito a ser feito na luta anti-tabaco para atingir ao objetivo de reduzir em 30% o consumo até 2025, informaram os participantes da reunião.
     
    “Graças especialmente a medidas legislativas, o tabagismo caiu em diversos países”, disse Chan, citando o último relatório da OMS, segundo o qual a proporção de homens fumantes diminuiu em 125 países.
     
    Os não fumantes “passaram a ser a regra”, comentou a diretora, dizendo-se “muito contente de ver este progresso em muitos países”.
     
    Ela convidou os países produtores de folhas de tabaco a “agirem mais rapidamente” para combater o tabagismo, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a OMS.
     
    A conferência de Abu Dhabi, iniciada na noite desta terça-feira, deve discutir durante cinco dias as relações entre tabagismo e doenças não-transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas).
     
    “O tabaco é um dos maiores fatores de risco [para estas doenças], em particular para o câncer”, insistiu Chan.
     
    Em matéria de prevenção, ela afirmou que as “embalagens neutras funcionam”, parabenizando as medidas adotadas por Austrália, Irlanda e Reino Unido, apesar “das ameaças [da indústria] de travar longas e caras batalhas judiciais”.
     
    “Mais de dez países estudam” tomar medidas similares, ressaltou Chan, citando Burkina Fasso, Nova Zelândia, Chile, França, Panamá, Noruega e Turquia.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Está para começar no Brasil o primeiro estudo clínico com medicamentos da chamada nova geração de antivirais contra a Hepatite C. Eles trazem uma série de vantagens em relação às terapias atuais, como o fato de serem tomados somente por via oral, sem necessidade de injeções.
     
    O novo tratamento dispensa o uso do interferon, substância que provoca uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Além disso, dura apenas 12 semanas, um quarto do tempo necessário, atualmente, para combater o vírus.
     
    Mas o principal benefício dos novos antivirais é aumentar a taxa de cura dos atuais 35% para até 100%. Hoje, não é incomum os pacientes enfrentarem um ciclo completo de tratamento e, no fim, descobrir que não conseguiram baixar a carga viral. Isso tem feito muitos infectologistas se referirem à nova geração de remédios como uma verdadeira revolução.
     
    Neste novo estudo, será utilizada uma combinação de três antivirais (“Viekira Pak”), já aprovada pela FDA (agência que aprova medicamentos nos EUA) e pelas agências reguladoras na Europa. A combinação evita a replicação do vírus.
     
    Ao todo, quatro novos medicamentos, de diferentes laboratórios, devem desembarcar este ano no Brasil. Dois já foram aprovados (daclastavir e simeprevir) e outros dois estão sob análise prioritária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (os agentes virais de “Viekira Pak” e o sofosbuvir, considerados de primeira escolha pela Associação Americana de Estudos de Doenças dos Fígados).
     
    Antes de chegarem aos pacientes, todos ainda devem passar por aprovação do Comitê  Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias, que analisa diversos aspectos, como o custo-efetividade dos produtos.
     
    O estudo clinico deve começar agora, em maio, e inclui 16 centros brasileiros, distribuídos em cinco Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, 1,5% da população brasileira pode estar infectada pelo vírus da hepatite C, ou seja, 3 milhões de pessoas. O número é quase três vezes o total de infectados pelo HIV.
     
    Em muitos casos, o vírus da hepatite C é eliminado sozinho, mas a maioria dos infectados torna-se portador crônico e fica sem apresentar sintomas por 20 ou até 30 anos. Por ser silenciosa, a doença pode ser descoberta somente depois de ter causado muitos danos – tanto que essa hepatite é responsável por 25% de todos os casos de câncer de fígado. Por isso, fazer o exame de forma preventiva é importante.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Tomar aspirina ou ibuprofeno tende a reduzir o risco de desenvolver câncer de cólon para a maioria das pessoas, mas não funciona em uma minoria com algumas variações genéticas, afirmaram pesquisadores nesta terça-feira (17).
     
    As descobertas publicadas na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) se baseiam na análise de 10 amplos estudos na Austrália, Canadá, Alemanha e Estados Unidos. Mais de 16 mil pessoas – todas de origem europeia – participaram da pesquisa.
     
    Os dados confirmaram que o uso regular de aspirina ou anti-inflamatórios não esteroidais (NSAIDs) está relacionado a um risco 30% menor de desenvolver câncer colorretal para a maior parte das pessoas acompanhadas.
     
    Mas o benefício preventivo não foi observado em pessoas com variantes relativamente incomuns em genes nos cromossomos 12 e 15, apontou o estudo.
     
    Já que o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios apresentam riscos, como hemorragia interna, os médicos devem avaliar junto aos pacientes os potenciais perigos e benefícios, afirmou o professor da escola de medicina de Harvard Andrew Chan, co-autor da pesquisa.
     
    “O estudo sugere que adicionar informação sobre o perfil genético de alguém pode ajudar na tomada desta decisão”, disse Chan, que é membro do setor de gastroenterologia do Hospital Geral de Massachusetts.
     
    “Contudo, ainda é cedo para recomendar o mapeamento genético para guiar os cuidados clínicos, já que nossas descobertas precisam ser validadas em outras populações”, prosseguiu.
     
    Nos Estados Unidos, pessoas negras são confrontadas com taxas muito mais elevadas de câncer colorretal e morte por este tipo de tumor do que pessoas brancas – e esta população ficou de fora do estudo.
     
    Os pesquisadores também esperam que mais estudos ajudem a encontrar se os genes desempenham algum papel na probabilidade de se desenvolver efeitos colaterais perigosos com o uso de aspirina e NSAIDs.
     
    Avanços na medicina de precisão, que tem como objetivo tratamentos geneticamente personalizados, significam que estudos como este podem ter um impacto tangível em pouco tempo, avaliaram os especialistas.
     
    “Em um futuro não muito distante, será possível conduzir testes genéticos eficientes e mais baratos em indivíduos saudáveis para definir precisamente os benefícios e riscos de intervenções que podem diminuir os riscos de doenças”, apontou o editorial da JAMA, escrito por Richard Wender, da Associação Norte-americana de Câncer em Atlanta.
     
    “A habilidade de traduzir mapeamento genético em tratamentos preventivos personalizados para cada indivíduo ainda está um pouco longe, mas com estudos como este, o caminho – por mais árduo que seja – fica mais iluminado”, concluiu.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    O evolucomabe é um novo agente redutor de colesterol que inibe a proteína PCSK9, responsável pela degradação do receptor de LDL-colesterol (conhecido como “colesterol ruim”). A sua ação permite que mais receptores de LDL-c fiquem disponíveis na superfície celular, reduzindo a concentração de LDL-c circulante no sangue.
     
    O estudo OSLER, apresentado no Congresso do American College of Cardiology, avaliou os efeitos do evolucomabe sobre complicações cardiovasculares. Um total de 4.465 foram selecionados para serem incluídos nesse estudo. Os pacientes foram randomizados na proporção 2:1 para receber o evolucomabe em combinação com tratamento padrão (2.976) ou, simplesmente, tratamento padrão (1.489). O tratamento padrão consistia no uso das estatinas, como a sinvastatina e atorvastatina (30% dos pacientes não usava nenhuma estatina).
     
    O seguimento médio dos pacientes foi de 11,1 meses. O evolucomabe foi administrado de forma subcutânea nas doses de 140mg a cada 2 semanas ou 420mg ao mês, uma vez que reduziram os níveis de LDL-c de forma similar.
     
    O estudo avaliou os níveis de colesterol, a tolerabilidade à droga e as complicações cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, angina instável, revascularização miocárdica, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral transitória e insuficiência cardíaca). A administração de evolucomabe em associação ao tratamento padrão reduziu os níveis de LDL-c em 61% (nível médio de 73mg/dL) ao final de 48 semanas. Ao se considerar as metas recomendadas para o LDL-c, mais de 90% alcançaram concentrações abaixo de 100 mg/dL de LDL-c no grupo evolucomabe versus 26% no grupo controle.
     
    Em relação aos desfechos clínicos, a incidência de complicações cardiovasculares foi de 2,18% no grupo controle e 0,95% no grupo evolucomabe ao final de 1 ano. No quesito segurança,  os achados clínico-laboratoriais foram similares entre os grupos e a interrupção de evolucomabe aconteceu em apenas 2,4% dos pacientes.
     
    O Dr. Marc Sabatine, professor da Harvard Medical School, concluiu a apresentação do estudo dizendo: “os dados desses estudos dão suporte à inibição do PCSK9 como um meio seguro e efetivo para a redução de complicações cardiovasculares maiores através de uma redução intensa do LDL-c”.
     
    Devemos lembrar que muitas pessoas não toleram as estatinas por seus efeitos colaterais (dores musculares) ou não atingem os níveis ideais de LDL-c em doses máximas ou associadas com outras drogas, como a ezetimiba. Um estudo que já está em andamento, chamado de Fourier, deverá avaliar os efeitos do evolucomabe em mais de 27 mil pacientes com doença cardiovascular.
     
    Fonte: Congresso do American College of Cardiology,
  • Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer.
     
    O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, de rins, de pâncreas, de útero e de esôfago.
     
    Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.
     
    Acredita-se que o estrogênio seja o combustível para o desenvolvimento de câncer.
     
    A pesquisa analisou um grupo de mil mulheres obesas e descobriu que, neste grupo, 274 tinham maior tendência a desenvolver câncer ao longo de sua vida.
     
    Os pesquisadores também analisaram um grupo de mil mulheres com o peso considerado normal e descobriram que 194 mulheres tinham chances de ser diagnosticadas com câncer durante suas vidas.
     
    'Pequenas mudanças'
     
    Para Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK, “pequenas mudanças” no estilo de vida já podem ajudar a evitar a doença em mulheres obesas.
     
    “Perder peso não é fácil, mas você não tem que entrar para uma academia e correr quilômetros todo dia, ou desistir de sua comida favorita para sempre.”
     
    “Fazer pequenas mudanças que você consegue manter no longo prazo pode ter um impacto real. Para começar, tente sair do ônibus uma parada antes da sua e cortar alimentos gordurosos ou com muito açúcar”, afirmou.
     
    “Perder peso demora, então, gradualmente, aumente (exercícios e alimentação saudável) para chegar a um estilo de vida mais saudável que você consegue manter”, acrescentou.
     
    “Sabemos que nosso risco de desenvolver câncer depende de uma combinação de nossos genes, nosso ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir o risco de desenvolver câncer ainda é crucial para enfrentar a doença”, afirmou.
     
    Para a médica, mudanças no estilo de vida como “parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são grandes oportunidades para reduzir o risco de desenvolver a doença.
     
    “Fazer estas mudanças não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as possibilidades a nosso favor”, disse.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    Link para a CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014  
     
    http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?NrSolicitacao=MR040625%2F2013