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  • Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Um novo exame de sangue, realizado em apenas duas horas, pode ajudar os médicos a detectarem se uma infecção é causada por uma bactéria ou por um vírus. O resultado, publicado na revista científica “Plos One”, pode fazer com que pacientes tratados com antibióticos parem de tomá- los caso não sejam necessários, explicam os cientistas.
     
    Apesar de o teste ainda estar em estágio de laboratório, a equipe que o idealizou — cientistas de centros médicos em Israel, em colaboração com a empresa farmacêutica Memed — já está trabalhando num dispositivo portátil para comportá- lo, e novos estudos estão sendo realizados.
     
    Ao contrário da maior ia dos diagnósticos de doenças infecciosas, que se baseiam na detecção de agentes patogênicos diretos, essa abordagem decodifica a resposta imune do corpo para caracterizar com precisão a causa da infecção.
     
    Analisando amostras de sangue de mais de mil pacientes que estavam com suspeita de infecções, os pesquisadores descobriram que podiam detectar cor retamente um vírus ou uma infecção bacteriana em cerca de 90% dos casos. A nova tecnologia se aproveita do fato de que a bactéria e o vírus desencadeiam diferentes vias no sistema imunológico humano. Ao realizar o rastreio extenso de proteínas nesse sistema em pacientes com infecções agudas, o grupo identificou três proteínas solúveis que são ativadas exclusivamente por bactérias ou por vírus.
     
    Os pesquisadores, então, desenvolveram algoritmos patenteados que integram essas proteínas, para produzir uma “assinatura imunológica” que identifica com precisão a causa da infecção. O experimento foi validado num grupo diversificado de crianças e adultos em diferentes períodos após o início dos sintomas ( a partir do primeiro dia até 12 dias) e em 56 espécies de agentes patogênicos diferentes. O resultado permaneceu coeso em todos os subgrupos estudados.
     
    600 PROTEÍNAS RASTREADAS
     
    Segundo a empresa, o estudo foi conduzido com uma gigantesca filtragem de dados, seguido por um extenso rastreio de 600 proteínas relacionadas ao sistema imunológico, apontando que algumas tiveram padrões bem divergentes em pacientes infectados por bactér ias ou por vírus. Em particular, a proteína mais informativa que encontraram, chamada “Trail”, aumentava dramaticamente no sangue de pacientes infectados com uma vasta var iedade de vír us, mas, surpreendentemente, diminuía nas infecções bacterianas.
     
    — Nossa equipe desenvolveu um algoritmo que integra pelo computador a “Trail” com outras proteínas. O teste é preciso. Para a maioria dos pacientes, conseguimos dizer se a infecção foi causada por uma bactéria ou por um vírus dentro de duas horas — afirmou o pesquisador Eran Eden, da Memed. — O procedimento não é perfeito e não substitui o julgamento de um médico, mas é melhor do que muitos dos testes de rotina utilizados hoje.
     
    Segundo especialistas, os médicos enfrentam uma série de desafios para decifrar o que é responsável por uma infecção e qual seria o melhor tratamento para enfrentá- la. Os exames de rotina feitos para verificar a identidade definitiva do causador pode levar dias. Em muitos casos, o processo envolve pegar um amostra e tentar cultivar o organismo em um laboratório.
     
    O REMÉDIO CERTO
     
    A pesquisa demonstrou, ainda, que testes de partículas no sangue também podem ajudar a dar pistas, mas o problema é que alguns organismos são criados tanto em infecções bacterianas quanto virais. Assim, muitas vezes, os antibióticos — que só funcionam em bactérias — são usados em excesso. Por outro lado, alguns pacientes que precisam tomar esse tipo de remédio não o fazem cedo o suficiente.
     
    — O trabalho aborda um problema realmente sério. Ser capaz de identificar uma possível infecção logo no início e, em seguida, poder diferenciar entre uma possível causa viral ou bacteriana, é importante — disse o professor Jonathan Ball, um especialista em vírus da Universidade de Nottingham. — Isso vai permitir a intervenção clínica informada e minimizar a necessidade de uso inadequado de antibióticos em alguém infectado por um vírus.
     
    Fonte: O Globo
  • Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    O Diário Oficial da União publicou, nesta quarta-feira (18/3), os procedimentos, normas e diretrizes essenciais para as Boas Práticas no Ciclo do Sangue. As regras estão descritas na Instrução Normativa (IN) nº 1, que explicita as reformulações pelas quais está passando o sistema de hemovigilância brasileiro. A norma prevê, ainda, que o detalhamento conceitual e operacional sobre o tema estará descritos no Guia para a Hemovigilância. Este documento já está disponível no site da Anvisa.
     
    Com a IN, os eventos adversos ocorridos desde a doação até o receptor do sangue deverão ser notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) por meio do sistema Notivisa. Esta medida tem o objetivo de subsidiar gestores e demais profissionais de saúde com informações úteis para o planejamento de medidas para reduzir riscos, além de inovar ao estabelecer prazos para a comunicação e a notificação dos eventos adversos.
     
    Até a publicação da Instrução, a vigilância sobre os eventos adversos ao uso do sangue no Brasil estava restrita às reações ocorridas no decorrer ou após as transfusões sanguíneas. Esta ampliação do escopo da hemovigilância brasileira vem sendo discutida, por cerca de três anos, no âmbito da Comissão Permanente de Hemovigilância, que é a instância formalmente constituída para assessorar tecnicamente a Agência nas questões relacionadas ao tema.
     
    A IN estabeleceu, por exemplo, que, em casos de óbito decorrentes de reações transfusionais, o fato deve ser comunicado e notificado ao SNVS em um prazo máximo de 72 horas. Situações como estas eram de notificação obrigatória mesmo antes da norma. No entanto, não havia prazo máximo estabelecido. Uma das inovações da norma é a obrigatoriedade de notificação de reações graves à doação, que devem ser feitas ao SNVS pelo serviço de saúde onde o fato ocorreu até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
     
    O documento proposto por essa comissão – formada por representantes do Ministério da Saúde, vigilâncias sanitárias dos Estados, serviços de saúde, além de associações de especialistas e pacientes com doenças hematológicas – foi objeto de consulta ampliada a diversos órgãos e entidades relacionadas ao tema.
     
    Os diferentes serviços envolvidos com os processos abordados na IN terão 12 meses a partir da publicação desta norma para se adequarem às suas exigências.
     
    Fonte: Anvisa
     
     
  • OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, nesta quarta-feira (18), uma reação internacional para forçar a indústria do tabaco a “fechar as portas”, comemorando o progresso na luta contra o tabagismo em vários países.
     
    Falando na conferência mundial sobre “o tabaco ou a saúde” em Abu Dhabi, Margaret Chan, diretora da OMS, saudou medidas tomadas por diversos países – como a Austrália, pioneira na adoção de embalagens neutras para os cigarros – e convidou outros países a seguirem estes exemplos.
     
    Os fabricantes de tabaco “usam todo tipo de tática, como o financiamento de partidos e políticos para que eles trabalhem em seu favor”, disse Chan a jornalistas.
     
    “Este vai ser um combate difícil […], mas nós não devemos desistir até que a indústria do tabaco feche as portas”, ressaltou Margaret Chan, já que quase metade dos fumantes atuais morrerão em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo, segundo os organizadores da conferência.
     
    De acordo com a OMS, o tabagismo mata uma pessoa a cada seis segundos – quase seis milhões de pessoas mortas em todo o planeta todos os anos. Ao todo, o tabaco poderia matar um bilhão de pessoas ao longo do século XXI, estima a organização.
     
    Apesar da diminuição no número de fumantes em diversos países, ainda há muito a ser feito na luta anti-tabaco para atingir ao objetivo de reduzir em 30% o consumo até 2025, informaram os participantes da reunião.
     
    “Graças especialmente a medidas legislativas, o tabagismo caiu em diversos países”, disse Chan, citando o último relatório da OMS, segundo o qual a proporção de homens fumantes diminuiu em 125 países.
     
    Os não fumantes “passaram a ser a regra”, comentou a diretora, dizendo-se “muito contente de ver este progresso em muitos países”.
     
    Ela convidou os países produtores de folhas de tabaco a “agirem mais rapidamente” para combater o tabagismo, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a OMS.
     
    A conferência de Abu Dhabi, iniciada na noite desta terça-feira, deve discutir durante cinco dias as relações entre tabagismo e doenças não-transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas).
     
    “O tabaco é um dos maiores fatores de risco [para estas doenças], em particular para o câncer”, insistiu Chan.
     
    Em matéria de prevenção, ela afirmou que as “embalagens neutras funcionam”, parabenizando as medidas adotadas por Austrália, Irlanda e Reino Unido, apesar “das ameaças [da indústria] de travar longas e caras batalhas judiciais”.
     
    “Mais de dez países estudam” tomar medidas similares, ressaltou Chan, citando Burkina Fasso, Nova Zelândia, Chile, França, Panamá, Noruega e Turquia.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Está para começar no Brasil o primeiro estudo clínico com medicamentos da chamada nova geração de antivirais contra a Hepatite C. Eles trazem uma série de vantagens em relação às terapias atuais, como o fato de serem tomados somente por via oral, sem necessidade de injeções.
     
    O novo tratamento dispensa o uso do interferon, substância que provoca uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Além disso, dura apenas 12 semanas, um quarto do tempo necessário, atualmente, para combater o vírus.
     
    Mas o principal benefício dos novos antivirais é aumentar a taxa de cura dos atuais 35% para até 100%. Hoje, não é incomum os pacientes enfrentarem um ciclo completo de tratamento e, no fim, descobrir que não conseguiram baixar a carga viral. Isso tem feito muitos infectologistas se referirem à nova geração de remédios como uma verdadeira revolução.
     
    Neste novo estudo, será utilizada uma combinação de três antivirais (“Viekira Pak”), já aprovada pela FDA (agência que aprova medicamentos nos EUA) e pelas agências reguladoras na Europa. A combinação evita a replicação do vírus.
     
    Ao todo, quatro novos medicamentos, de diferentes laboratórios, devem desembarcar este ano no Brasil. Dois já foram aprovados (daclastavir e simeprevir) e outros dois estão sob análise prioritária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (os agentes virais de “Viekira Pak” e o sofosbuvir, considerados de primeira escolha pela Associação Americana de Estudos de Doenças dos Fígados).
     
    Antes de chegarem aos pacientes, todos ainda devem passar por aprovação do Comitê  Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias, que analisa diversos aspectos, como o custo-efetividade dos produtos.
     
    O estudo clinico deve começar agora, em maio, e inclui 16 centros brasileiros, distribuídos em cinco Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, 1,5% da população brasileira pode estar infectada pelo vírus da hepatite C, ou seja, 3 milhões de pessoas. O número é quase três vezes o total de infectados pelo HIV.
     
    Em muitos casos, o vírus da hepatite C é eliminado sozinho, mas a maioria dos infectados torna-se portador crônico e fica sem apresentar sintomas por 20 ou até 30 anos. Por ser silenciosa, a doença pode ser descoberta somente depois de ter causado muitos danos – tanto que essa hepatite é responsável por 25% de todos os casos de câncer de fígado. Por isso, fazer o exame de forma preventiva é importante.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Tomar aspirina ou ibuprofeno tende a reduzir o risco de desenvolver câncer de cólon para a maioria das pessoas, mas não funciona em uma minoria com algumas variações genéticas, afirmaram pesquisadores nesta terça-feira (17).
     
    As descobertas publicadas na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) se baseiam na análise de 10 amplos estudos na Austrália, Canadá, Alemanha e Estados Unidos. Mais de 16 mil pessoas – todas de origem europeia – participaram da pesquisa.
     
    Os dados confirmaram que o uso regular de aspirina ou anti-inflamatórios não esteroidais (NSAIDs) está relacionado a um risco 30% menor de desenvolver câncer colorretal para a maior parte das pessoas acompanhadas.
     
    Mas o benefício preventivo não foi observado em pessoas com variantes relativamente incomuns em genes nos cromossomos 12 e 15, apontou o estudo.
     
    Já que o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios apresentam riscos, como hemorragia interna, os médicos devem avaliar junto aos pacientes os potenciais perigos e benefícios, afirmou o professor da escola de medicina de Harvard Andrew Chan, co-autor da pesquisa.
     
    “O estudo sugere que adicionar informação sobre o perfil genético de alguém pode ajudar na tomada desta decisão”, disse Chan, que é membro do setor de gastroenterologia do Hospital Geral de Massachusetts.
     
    “Contudo, ainda é cedo para recomendar o mapeamento genético para guiar os cuidados clínicos, já que nossas descobertas precisam ser validadas em outras populações”, prosseguiu.
     
    Nos Estados Unidos, pessoas negras são confrontadas com taxas muito mais elevadas de câncer colorretal e morte por este tipo de tumor do que pessoas brancas – e esta população ficou de fora do estudo.
     
    Os pesquisadores também esperam que mais estudos ajudem a encontrar se os genes desempenham algum papel na probabilidade de se desenvolver efeitos colaterais perigosos com o uso de aspirina e NSAIDs.
     
    Avanços na medicina de precisão, que tem como objetivo tratamentos geneticamente personalizados, significam que estudos como este podem ter um impacto tangível em pouco tempo, avaliaram os especialistas.
     
    “Em um futuro não muito distante, será possível conduzir testes genéticos eficientes e mais baratos em indivíduos saudáveis para definir precisamente os benefícios e riscos de intervenções que podem diminuir os riscos de doenças”, apontou o editorial da JAMA, escrito por Richard Wender, da Associação Norte-americana de Câncer em Atlanta.
     
    “A habilidade de traduzir mapeamento genético em tratamentos preventivos personalizados para cada indivíduo ainda está um pouco longe, mas com estudos como este, o caminho – por mais árduo que seja – fica mais iluminado”, concluiu.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    O evolucomabe é um novo agente redutor de colesterol que inibe a proteína PCSK9, responsável pela degradação do receptor de LDL-colesterol (conhecido como “colesterol ruim”). A sua ação permite que mais receptores de LDL-c fiquem disponíveis na superfície celular, reduzindo a concentração de LDL-c circulante no sangue.
     
    O estudo OSLER, apresentado no Congresso do American College of Cardiology, avaliou os efeitos do evolucomabe sobre complicações cardiovasculares. Um total de 4.465 foram selecionados para serem incluídos nesse estudo. Os pacientes foram randomizados na proporção 2:1 para receber o evolucomabe em combinação com tratamento padrão (2.976) ou, simplesmente, tratamento padrão (1.489). O tratamento padrão consistia no uso das estatinas, como a sinvastatina e atorvastatina (30% dos pacientes não usava nenhuma estatina).
     
    O seguimento médio dos pacientes foi de 11,1 meses. O evolucomabe foi administrado de forma subcutânea nas doses de 140mg a cada 2 semanas ou 420mg ao mês, uma vez que reduziram os níveis de LDL-c de forma similar.
     
    O estudo avaliou os níveis de colesterol, a tolerabilidade à droga e as complicações cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, angina instável, revascularização miocárdica, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral transitória e insuficiência cardíaca). A administração de evolucomabe em associação ao tratamento padrão reduziu os níveis de LDL-c em 61% (nível médio de 73mg/dL) ao final de 48 semanas. Ao se considerar as metas recomendadas para o LDL-c, mais de 90% alcançaram concentrações abaixo de 100 mg/dL de LDL-c no grupo evolucomabe versus 26% no grupo controle.
     
    Em relação aos desfechos clínicos, a incidência de complicações cardiovasculares foi de 2,18% no grupo controle e 0,95% no grupo evolucomabe ao final de 1 ano. No quesito segurança,  os achados clínico-laboratoriais foram similares entre os grupos e a interrupção de evolucomabe aconteceu em apenas 2,4% dos pacientes.
     
    O Dr. Marc Sabatine, professor da Harvard Medical School, concluiu a apresentação do estudo dizendo: “os dados desses estudos dão suporte à inibição do PCSK9 como um meio seguro e efetivo para a redução de complicações cardiovasculares maiores através de uma redução intensa do LDL-c”.
     
    Devemos lembrar que muitas pessoas não toleram as estatinas por seus efeitos colaterais (dores musculares) ou não atingem os níveis ideais de LDL-c em doses máximas ou associadas com outras drogas, como a ezetimiba. Um estudo que já está em andamento, chamado de Fourier, deverá avaliar os efeitos do evolucomabe em mais de 27 mil pacientes com doença cardiovascular.
     
    Fonte: Congresso do American College of Cardiology,
  • Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer.
     
    O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, de rins, de pâncreas, de útero e de esôfago.
     
    Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.
     
    Acredita-se que o estrogênio seja o combustível para o desenvolvimento de câncer.
     
    A pesquisa analisou um grupo de mil mulheres obesas e descobriu que, neste grupo, 274 tinham maior tendência a desenvolver câncer ao longo de sua vida.
     
    Os pesquisadores também analisaram um grupo de mil mulheres com o peso considerado normal e descobriram que 194 mulheres tinham chances de ser diagnosticadas com câncer durante suas vidas.
     
    'Pequenas mudanças'
     
    Para Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK, “pequenas mudanças” no estilo de vida já podem ajudar a evitar a doença em mulheres obesas.
     
    “Perder peso não é fácil, mas você não tem que entrar para uma academia e correr quilômetros todo dia, ou desistir de sua comida favorita para sempre.”
     
    “Fazer pequenas mudanças que você consegue manter no longo prazo pode ter um impacto real. Para começar, tente sair do ônibus uma parada antes da sua e cortar alimentos gordurosos ou com muito açúcar”, afirmou.
     
    “Perder peso demora, então, gradualmente, aumente (exercícios e alimentação saudável) para chegar a um estilo de vida mais saudável que você consegue manter”, acrescentou.
     
    “Sabemos que nosso risco de desenvolver câncer depende de uma combinação de nossos genes, nosso ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir o risco de desenvolver câncer ainda é crucial para enfrentar a doença”, afirmou.
     
    Para a médica, mudanças no estilo de vida como “parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são grandes oportunidades para reduzir o risco de desenvolver a doença.
     
    “Fazer estas mudanças não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as possibilidades a nosso favor”, disse.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Imunoterapia abre novo caminho no tratamento de câncer, diz pesquisador

    Imunoterapia abre novo caminho no tratamento de câncer, diz pesquisador

    James P. Allison, 66, é o presidente do Departamento de Imunologia no Centro de Câncer M.D. Anderson da Universidade do Texas em Houston.
     
    Sua pesquisa, sobre as formas de estimular o sistema imune a destruir um câncer, abriu um novo campo no tratamento da doença, a imunoterapia.
     
    Ele ganhou o Prêmio Louisa Gross Horwitz, que muitas vezes é precursor de um Nobel.
     
    Leia abaixo trechos de sua entrevista:
     
     
    O tipo de droga que o senhor ajudou a inventar foi elogiado como sendo uma das únicas inovações no tratamento de câncer em décadas. O que o torna tão diferente?
     
    James P. Allison – Nos anos 1980, meu laboratório fez trabalhos sobre como as células T do sistema imunológico, que são as células de ataque, se prendem às células infectadas com ví­rus e bactérias para matá-las.
     
    Essa pesquisa me levou a pensar que o sistema imune poderia ser utilizado para matar cânceres.
     
    Basicamente, eu propus que deveríamos parar de nos preocupar em matar diretamente as células de câncer e desenvolver drogas para liberar as células T.
     
    Procurar uma terapia para o câncer no sistema imune não é uma ideia nova, é?
     
    Houve um cirurgião no século 19, chamado William Coley, que percebeu que os pacientes de câncer que tinham infecções depois de cirurgias tendiam a ter menos recorrências do que os que não tinham infecções.
     
    Ele pensou que havia algo nas bactérias que incitava o corpo a fazer algo terapêutico, e ele tentou desenvolver tratamentos com base nisso.
     
    Coley teve um certo sucesso. Porém, suas ideias desapareceram com o advento da radioterapia, que se tornou o tratamento aceito.
     
    O que o senhor descobriu?
     
    Na década de 1990, minha equipe e outro grupo mostraram que havia uma molécula nas células T que, na verdade, agia como um interruptor, ou um pedal de freio, quando as células T encontram uma célula infectada.
     
    Em vez de atacar a célula, essa molécula aplica uma espécie de freio na reação imunológica. Chamamos isso de ponto de checagem.
     
    Eu me perguntava se poderí­amos bloquear esse interruptor para manter as células T ligadas. E foi o que fizemos. Desenvolvemos um anticorpo para acionar esse interruptor.
     
    Ele funcionou muito bem em muitos tipos de câncer em modelos com ratos.
     
    Mais importante, funcionou em algumas pessoas com câncer de pele.
     
    A primeira droga desenvolvida a partir disso foi a Yervoy, aprovada nos EUA em 2011 contra melanomas metastáticos avançados e não operáveis.
     
    O acompanhamento a longo prazo de 5.000 pacientes de melanoma que a receberam revelou que 22% sobreviveram por pelo menos dez anos.
     
    É um bom número?
     
    Eram pacientes que geralmente teriam de sete meses a um ano de vida. Uma mulher em Santa Monica foi uma das primeiras pessoas a receber a droga.
     
    Ela tinha dois filhos no colégio. Nada havia funcionado. Então Antoni Ribas, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse: “Temos uma coisa experimental. Não sabemos se vai funcionar. Pode ser tóxico”. Ela disse: “Farei qualquer coisa para viver mais alguns meses e ver meu filho se formar no colégio”.
     
    Então eles a trataram e seus tumores desapareceram em cerca de quatro meses.
     
    Eu a encontrei dez anos depois e ela me disse: “Sabe, meus filhos terminaram os estudos, se casaram e estão formando famí­lia”.
     
    Há muitos casos de câncer na sua famí­lia, não é?
     
    Minha mãe morreu de linfoma quando eu tinha 12 anos. Um tio morreu de melanoma, outro de câncer no pulmão. Meus dois irmãos tiveram câncer de próstata –um morreu disso.
     
    Eu também fui diagnosticado com a doença. Foi detectada cedo. Fiz uma prostatectomia. Depois de ver como ela progrediu rápido no meu irmão e como era terrível, eu disse: “Não vou correr riscos. Vou me expor aos efeitos colaterais. Podem tirá-lo agora”?
     
    Como se sente por ter dado um golpe em algo que causou tal devastação em sua famí­lia?
     
    Acho que minha mãe e meu irmão ficariam orgulhosos.
     
    Desde o Yervoy, foram aprovadas duas outras drogas desse tipo nos EUA. E houve testes com outros cânceres usando Yervoy que indicam reações com benefícios clínicos para cânceres de próstata, de rim e de bexiga.
     
    Neste momento, praticamente todas as companhias farmacêuticas que trabalham com câncer estão elaborando drogas imunoterápicas.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    Link para a CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014  
     
    http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?NrSolicitacao=MR040625%2F2013
  • OMS lança recomendações sobre hepatite B, que mata 650 mil por ano

    OMS lança recomendações sobre hepatite B, que mata 650 mil por ano

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou esta quinta-feira seu primeiro guia de recomendações para o tratamento da hepatite B crônica, uma doença viral que ataca o fígado e mata 650 mil pessoas por ano.
     
    Segundo a OMS, a maioria das vítimas está nos países de baixa e média rendas e no mundo, 240 milhões de pessoas convivem com a hepatite B crônica. Os índices mais altos de pacientes estão na África e na Ásia e a agência da ONU lembra que a doença aumenta os riscos de morte por cirrose ou por câncer de fígado.
     
    Testes
     
    Existem medicamentos eficazes para ajudar os pacientes a não desenvolver essas condições, mas muitas pessoas não têm acesso, ou os países não têm uma orientação clara sobre o tratamento.
     
    A OMS quer mudar o quadro e recomenda às nações uma série de medidas. A primeira orientação é o uso de testes não invasivos para avaliar o estágio da doença do fígado e assim, identificar quem precisa de tratamento.
     
    Genéricos
     
    Outra recomendação é priorizar o tratamento dos pacientes com cirrose. A OMS também indica o uso do tenofovir ou do entecavir, remédios eficazes para o tratamento da hepatite B crônica.
     
    A agência explica que são medicamentos com poucos efeitos colaterais e apenas um comprimido por dia já é suficiente, sendo que há versões genéricas que chegam a custar apenas US$ 5 por mês. O tenofovir é também utilizado para o tratamento do HIV.
     
    Vacinação
     
    A OMS destaca que vários países estão desenvolvendo programas de tratamento da hepatite B, por isso a agência pede que se melhore o acesso aos medicamentos e seja garantido o tratamento de qualidade.
     
    Segundo a agência da ONU, o tratamento pode prolongar a vida das pessoas com hepatite B e também prevenir novas infecções. Outra recomendação é para que todas as crianças sejam vacinadas e a primeira dose seja dada no nascimento.
     
    Alguns países na Ásia conseguiram reduzir a infecção de hepatite B em menores por meio da vacinação universal. O desafio agora é aumentar esforços para que todas as crianças do mundo sejam protegidas do vírus.
     
    Outra rota de infecção é pela reutilização de seringas e agulhas. Recentemente, a OMS lançou uma nova política para injeções seguras, defendendo “seringas inteligentes”, que não podem ser reutilizadas.
     
    Fonte: Leda Letra