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  • Água poluída mata mais mulheres que Aids e câncer de mama, diz estudo

    Água poluída mata mais mulheres que Aids e câncer de mama, diz estudo

    Doenças transmitidas pela água poluída e pelo saneamento ruim representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo mundo, matando mais que a Aids, o diabetes ou a câncer de mama, revelam pesquisadores.
     
    Quase 800 mil mulheres morrem todos os anos por falta de acesso a banheiros seguros e água limpa, de acordo com a organização desenvolvimentista WaterAid, que analisou dados do Instituto de Métricas da Saúde, centro de estudos sediado na cidade norte-americana de Seattle.
     
    “Esta situação completamente inaceitável afeta a educação, a saúde, a dignidade de mulheres e meninas e, em última instância, resulta em mortes precoces e desnecessárias”, disse a diretora-executiva da WaterAid, Barbara Frost, em comunicado.
     
    As únicas doenças que matam mais mulheres do que a falta de saneamento de qualidade são doenças cardíacas, derrames, infecções das vias respiratórias inferiores e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, de acordo com o relatório.
     
    Mais de um bilhão de mulheres, ou uma em cada três em todo o mundo, não têm acesso a um toalete seguro e particular, e 370 milhões –uma em dez– não contam com água limpa, segundo a WaterAid.
     
    Mais de dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso à água limpa entre 1990 e 2012, mas quase 750 milhões continuam sem recurso ao que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu ser um direito humano.
     
    A água poluída e o saneamento ruim também estão na raiz de problemas como a mortalidade materna e infantil e a violência sexual. Muitas mulheres em países em desenvolvimento dão à luz em casa, sem acesso à água limpa, expondo-se e aos seus bebês a infecções.
     
    Sem banheiros seguros, mulheres e garotas têm que se aventurar ao ar livre para fazer suas necessidades, muitas vezes à noite, arriscando sofrerem assédio e abuso sexual.
     
    Além disso, em muitos países pobres é considerado responsabilidade de mulheres e meninas encontrar água, o que as força a passar várias horas do dia indo e voltando de poços e as impede de frequentar escolas e cuidar de suas famílias.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pode faltar vacina BCG em diversos estados brasileiros

    Pode faltar vacina BCG em diversos estados brasileiros

    A vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG), responsável por imunizar recém-nascidos contra a tuberculose, pode faltar em diversos estados brasileiros, segundo o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, Carlos Basília. O órgão, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, é responsável por monitorar políticas públicas de controle da tuberculose no país.
     
    O coordenador explicou que o fornecimento da vacina está sendo feito de forma intermitente pelo Ministério da Saúde desde o ano passado e que a situação se agravou no início deste ano. No estado do Rio de Janeiro, segundo ele, a Secretaria de Saúde recebeu 30% do quantitativo de uso mensal e o estoque de doses para março está quase zerado.
     
    “Vai faltar vacina nas unidades de saúde. Até recebermos a nova cota, haverá 30 dias, no mínimo, de desabastecimento nas unidades da vacina para recém-nascidos. É um retrocesso, já que a forma mais grave da tuberculose atinge justamente a criança e o adolescente”, disse, ao se referir à tuberculose meningocócica.
     
    Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que o envio de imunobiológicos – incluindo vacinas e soros – vem ocorrendo de forma intermitente desde 2014, sempre com quantitativo abaixo do solicitado, particularmente BCG, (vacina contra difteria e tétano (dT), tetravalente (imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b) e, mais recentemente, doses contra a febre amarela.
     
    “Diante do atraso na entrega de imunobiológicos e do fornecimento em quantidade inferior às solicitadas pelos municípios, não é possível garantir que não haverá falta nos municípios”, informou o órgão no comunicado.
     
    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, na tentativa de evitar o desabastecimento da vacina BCG, a dose deixou de ser aplicada diariamente nas 98 salas de imunização – cada centro agora informa os pacientes sobre os dias em que a vacina é aplicada. Ainda de acordo com o órgão, até o momento, não foi registrado desabastecimento na região. “A mudança foi implantada seguindo orientação do Ministério da Saúde, que emitiu alerta sobre a possibilidade de desabastecimento do produto em todo Brasil”, destacou o órgão.
     
    A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de 1 milhão de pessoas à morte. No Brasil, a tuberculose é considerada um sério problema da saúde pública. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e 4,6 mil mortes. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
     
    O Ministério da Saúde está fazendo uma avaliação das demandas dos estados para ver como restabelecer os estoques.
     
    * Colaborou Aline Leal
     
    Autor: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
     
  • Anvisa aprova frase

    Anvisa aprova frase

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira a frase de advertência que deverá ser estampada nos maços de cigarros a partir de janeiro de 2016. “Este produto causa Câncer – Pare de Fumar”. Abaixo deverá vir o símbolo do Disque Saúde, serviço que traz orientações para quem quer combater a dependência do cigarro. Os dizeres, escritos em branco num fundo preto, deverão ocupar 30% da face frontal da embalagem.
     
    A proposta deverá agora passar por uma consulta pública. As contribuições poderão ser feitas num prazo de dez dias, contados a partir da publicação do texto no Diário Oficial. A obrigação de fabricantes reservarem 30% do espaço frontal das embalagens para frase de advertência foi determinada pela Lei 12.564/2011 e pelo Decreto 8.262/2014. Uma das ideias iniciais era a de que a Anvisa aproveitasse a oportunidade para alterar também as imagens de advertência, usadas na face posterior da embalagem.
     
    Grupos antitabagistas consideram as imagens desatualizadas. Por estarem há muitos anos em exposição, avaliam, as advertências já não provocam o mesmo impacto. A ideia, no entanto, foi adiada, por não haver estudos técnicos sobre eventuais mudanças. Frases de advertência são consideradas cruciais por integrantes de entidades de controle do tabagismo. Estudos mostram que a estratégia de se tornar menos atrativa a embalagem do cigarro ajuda a prevenir que jovens iniciem o tabagismo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa nega renovação de certificado de boas práticas à EMS

    Anvisa nega renovação de certificado de boas práticas à EMS

    O pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos (BPF) da EMS foi indeferido pela Anvisa. A decisão foi publicada na última segunda-feira (2 de março) no Diário Oficial da União.
     
    Com o indeferimento a EMS fica limitada de vender medicamentos para o poder público, também não pode pedir registro de novos medicamentos ou renovar os registro antigos. Porém a venda de medicamentos para empresas privadas continua normal, destas forma a EMS podem negociar medicamentos com farmácias , distribuidoras e hospitais privados.
     
    De acordo com a Anvisa, a negativa de renovação do certificado é decorrente de problemas registrados no almoxarifado da empresa, onde as matérias-primas utilizadas na fabricação de dois antibióticos não estavam sendo conservadas na temperatura e umidade recomendadas. Além disso, segundo a agência, a empresa estava usando matéria-prima diferente da relatada no registro dos medicamentos. Se corrigir os problemas, a EMS S.A. pode fazer um novo pedido para obter a certificação.
     
    A Anvisa destacou, entretanto, que a negativa de renovação do certificado não implica a interdição dos produtos da EMS S.A.
     
    Casos recentes
     
    No dia 4 de fevereiro a Anvisa suspendeu dois medicamentos fabricados pela EMS em hortolândia.Um dos produtos era a Amoxicilina + Clavulanato de Potássio 50 Mg/ML + 12,5 Mg/ML Pó Para Suspensão Oral e o outro a Rifamicina 10 Mg/ML Solução Tópica Spray.
     
    A empresa também teve o almoxarifado da fábrica de hortolância.
     
    No dia 18 de fevereiro a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e uso do medicamento Policlavumoxil 250MG/5ML + 62,5MG/5ML pó para suspensão oral fabricado pela empresa EMS S/A.
     
    Resposta da EMS
     
    Em nota, a empresa informou que todas as providências para a renovação do certificado foram tomadas e reforçou que não há restrição para que seus medicamentos sejam comercializados no país. Consumidores podem tirar dúvidas por meio do telefone 0800-191914, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
     
    Fonte: Pfarma
  • Fiocruz isola vírus da febre chicungunha no Brasil

    Fiocruz isola vírus da febre chicungunha no Brasil

    Um kit de diagnóstico de febre chicungunha confiável e com preço competitivo para que qualquer pessoa com suspeita da doença possa ser testada em todo o Brasil. Este deve ser, a médio prazo, o resultado de um trabalho que já dura três anos no Instituto Carlos Chagas (ICC)/Fiocruz Paraná: em fevereiro, a equipe liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora do laboratório de virologia molecular do ICC, isolou o vírus causador da febre em amostras humanas vindas de Feira de Santana, na Bahia.
     
    Atualmente o teste laboratorial existe, mas não em larga escala. Na maioria das vezes, a doença é apontada por um diagnóstico clínico epidemiológico, com informações sobre uma região onde o vírus está circulando, combinada com os sintomas de febre e dores articulares. A equipe da Fiocruz Paraná trabalha com dois horizontes: um teste rápido para ser feito à beira do leito em 15 minutos, e um teste Elisa (sigla para Enzyme- Linked Immunosorbent Assay), exame que permite a detecção de anticorpos no sangue, já usado no diagnóstico de várias doenças.
     
    — Hoje sabemos que temos outras cepas de vírus no Brasil. Uma foi sequenciada e tem uma mutação no genoma que permite que, além do Aedes aegypti, o vírus cresça no mosquito Aedes albopictus, que suporta temperaturas mais baixas e é muito agressivo — explica a pesquisadora. — Esses mosquitos têm poder epidêmico muito grande, por isso o diagnóstico diferencial é importante. Também porque a doença pode ser confundida com outras, como a dengue.
     
    MAL EXISTE DESDE ANOS 1950
     
    A febre chicungunha foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique, e se espalhou por África e Ásia. No fim de 2013 a doença foi registrada pela primeira vez nas Américas. Até janeiro de 2015, mais de 1,135 milhão de casos suspeitos foram registrados nas ilhas do Caribe, em países da América Latina e nos EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E 176 mortes foram atribuídas a ela no mesmo período.
     
    No Brasil, o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta 771 casos autóctones suspeitos no país, sendo 82 confirmados (nove por exame laboratorial e 73 por diagnóstico clínico epidemiológico), 687 em investigação e dois descartados no período de 4 de janeiro a 7 de fevereiro deste ano. Os estados de Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia, além do Distrito Federal, são os afetados.
     
    Há três anos, quando o trabalho do laboratório de virologia molecular do ICC começou, o vírus da febre chicungunha sequer circulava no Brasil, mas os pesquisadores já previam, pela dispersão que acontecia nas ilhas do Oceano Índico, que a doença viria para as Américas. A equipe, então, sintetizou quimicamente o gene do vírus e, a partir dele, produziu uma proteína recombinante. Num primeiro momento, até era possível produzir insumos antígenos e anticorpos para fazer o diagnóstico, mas ainda não havia amostras de soro de pacientes para validar isso.
     
    Depois disso, uma parceria com o Instituto Pasteur da Guiana Francesa enviou amostras de pacientes, mas numa fase específica da doença — o interessante é ter pacientes em diferentes fases, e elas são três. A primeira é quando há vírus circulante no organismo; já na fase aguda são criados os anticorpos; e a terceira é a de convalescença.
     
    — Recentemente, o Instituto Gonçalo Muniz, na Bahia, reuniu pesquisadores, médicos e enfermeiros envolvidos com o vírus, e, a partir desse contato, conseguimos um painel de amostras de pacientes de Feira de Santana na fase aguda, nos primeiros cinco dias da doença — conta Cláudia. — Recebemos as amostras, inoculamos o vírus nas células de mosquito em cultura e conseguimos fazer o isolamento — comemora.
     
    Fonte: O Globo
  • Para OMS, sul-americano deve cortar em 60% ingestão de açúcar

    Para OMS, sul-americano deve cortar em 60% ingestão de açúcar

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez nova recomendação ontem para que adultos e crianças reduzam substancialmente o consumo diário de açúcar – o Brasil é o maior produtor mundial do ingrediente. A entidade afirma que a América do Sul tem o consumo mais alto no mundo e deveria cortar em pelo menos 60% a ingestão diária de açúcar.
     
    A entidade global aconselha fortemente os países a manterem o objetivo atual para que o produto represente menos de 10% do aporte diário das pessoas. E destaca que “se possível“ as políticas nacionais devem levar a população a baixar a menos de 5% o açúcar no total calórico diário, para reduzir mais o risco de obesidade, diabete, cárie dentária e outras doenças.
     
    Isso significa que os adultos deveriam limitar seu consumo de açúcar a 50 gramas ou 12 colheres pequenas, mas “se possível” baixar mesmo para 25 gramas ou 6 colheres pequenas por dia.
     
    Atualmente todos os países excedem esses limites e o consumo de açúcar vem aumentado, ao invés de baixar, segundo a OMS. Na América do Sul, cada pessoa consome 131 gramas diárias em média, quase três vezes mais que a recomendação mais flexível da OMS.
     
    A organização afirma que os governos podem implementar a redução recomendada por meio de medidas que já vêm sendo adotadas por alguns países, como a taxação adicional sobre determinados produtos e a regulação do marketing de refrigerantes e outros alimentos e bebidas açucarados.
     
    Conforme a entidade, muito do açúcar consumido hoje é “escondido“ em alimentos processados que não são vistos como doces. Uma colher de ketchup, por exemplo, contém quatro gramas de açúcar. Uma única lata de refrigerante tem cerca de dez colheres pequenas de açúcar.
     
    A recomendação não se refere ao açúcar contido em frutas e vegetais ou naturalmente presente no leite, porque não há evidências de efeitos adversos decorrentes de seu consumo. Tampouco faz referência a produtos com adoçante artificial, como a Coca-Cola Zero.
     
    Em todo caso, a indústria de alimentos e de bebidas precisará reconsiderar e ajustar o uso de açúcar nos seus produtos, avisou o diretor de Nutrição e Saúde da OMS, Francesco Branca. Nas consultas para estabelecer a nova recomendação, a OMS recebeu 173 submissões com comentários de 24 governos, dezenas de indústrias e de outros setores.
     
    “O Brasil não fez objeções”, disse Francesco Branca, admitindo a surpresa com a posição do maior produtor e exportador mundial, mas considerando “excelente para nós, que focamos na saúde pública”.
     
    No caso específico do Brasil não haveria problema para entrar em conformidade com a futura recomendação, segundo fontes. O Ministério da Saúde tem feito acordos com a indústria alimentar no país para reduzir o uso de açúcar, sal e gorduras nos produtos.
     
    Quanto ao impacto do anúncio da OMS no consumo mundial de açúcar, aparentemente ainda é uma questão em aberto.
     
    Globalmente, o consumo aumentou 10% entre 2003 e 2013, de 58 para 63 gramas por pessoa por dia. Na América do Norte, é de 95 gramas; na Europa Ocidental, de 101 gramas; na Ásia, de 42 gramas; e na África Equatorial e do Sul, é de 30 gramas. Enquanto na Suécia e na Dinamarca o açúcar representa 12% das calorias diárias ingeridas por crianças, em Portugal atinge 25%.
     
    Nesse cenário, governos em todas as regiões têm aumentado medidas para frear o consumo de açúcar por causa do seu crescente peso no orçamento nacional de saúde. A OMC calcula que o custo de tratar de problemas dentários, por exemplo, representa até 10% dos gastos de saúde em países industrializados.
     
    No México, onde um em cada três adultos é obeso, o governo impôs taxa adicional de 8% sobre refrigerantes. O objetivo é reduzir o consumo de açúcar em 15%. No Equador, o governo impõe etiquetagem no setor, de forma que o uso de açúcar caiu 20% na indústria de alimentos e bebidas para receberem o “selo verde“ nos seus produtos, em vez do “selo vermelho“.
     
    A obesidade afeta 500 milhões de pessoas no mundo e aumenta nos países emergentes, onde mais cresce também a indústria de refrigerantes.
     
    A indústria preferiu acusar sobretudo o consumo de calorias e falta de exercício para problemas de obesidade. Mas, depois de resistir ao novo padrão, já mostra pragmatismo. A Nestlé, maior grupo alimentar do mundo, anunciou que vai lançar este mês uma nova versão de seu popular cereal Fitness com 30% a menos de açúcar, aumentando o volume de trigo e arroz. O novo produto estará disponível primeiro na Europa, e mais tarde na América Latina e na Ásia.
     
    Para a OMS, uma dieta saudável deve ter só 5% de açúcar e 30% de gordura no consumo calórico total, não mais de cinco gramas de sal e pelo menos cinco porções, ou 400 gramas, de frutas e vegetais por dia.
     
    Fonte: Valor Econômico
  • OMS: 1,1 bilhão em risco de perda auditiva

    OMS: 1,1 bilhão em risco de perda auditiva

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, cerca de 1,1 bilhão de adolescentes e jovens adultos estão em risco de perda auditiva. A causa seria o “uso inseguro de dispositivos pessoais de áudio, incluindo smartphones, e exposição a níveis sonoros prejudiciais em locais como bares, discotecas e eventos esportivos. Nesta terça-feira, 3 de março, a agência marca o Dia Internacional do Cuidado Auditivo.
     
    Irreversível
     
    De Porto Alegre, o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico – Facial, Dr. Sady Selaimen da Costa, falou à Rádio ONU sobre o tema. Ele disse que a questão é “uma preocupação no mundo inteiro”.
     
    “A perda auditiva induzida pelo ruído é um problema que afeta a todas as sociedades, mas, principalmente as mais desenvolvidas e industrializadas. A gente sabe que o ouvido humano quando confrontado com intensidades sonoras acima de 85 decibéis, que não é uma intensidade muito, muito alta, ele tem um tempo de exposição que quando passa de oito horas diárias, para 85 decibéis, ele começa a ser prejudicial às células que habitam internamente o ouvido humano. Isto pode gerar num primeiro momento, desconforto, depois zumbido e, depois, quando o estímulo é sustentado, perda auditiva de caráter irreversível”.
     
    Jovens
     
    O especialista falou ainda sobre a incidência do problema entre jovens e destacou a importância da prevenção.
     
    “Eu acho que nós estamos vivendo uma epidemia de perdas auditivas induzidas pelo ruído na população mais jovem. Normalmente, a gente esperava este tipo de problema em indivíduos mais idosos, ou indivíduos de idade média que trabalham em ambientes absolutamente ruidosos, como nas fábricas ou com motores ou coisa assim. O que a gente tem visto são jovens, de 16, 17 anos, que passam o dia inteiro com fones de ouvidos e com intensidades sonoras absurdas, acima, às vezes, de 90, 100 decibéis. Estes, sim, vão sofrer perdas auditivas. Neste caso, o que a gente tem pra fazer é a prevenção porque, na verdade, quando a perda se estabelece, nós não temos como revertê-la exceto através de uso de aparelhos auditivos convencionais.”
     
    OMS
     
    De acordo com dados de estudos feitos em países de renda média e alta, analisados pela OMS, cerca de 50% dos adolescentes e jovens adultos entre 12 e 35 anos de idade são expostos a níveis sonoros inseguros pelo uso de dispositivos pessoais de áudio. Cerca de 40% são expostos a níveis sonoros potencialmente prejudiciais em locais de entretenimento.
     
    Ainda segundo a agência da ONU, 360 milhões de pessoas em todo o mundo têm perda auditiva de moderada a profunda. As causas são diversas entre elas, barulho, condições genéticas, complicações no nascimento, doenças e envelhecimento, entre outras.
     
    Fonte: Laura Gelbert
     
  • Parceria com escolas deve voltar para vacina do HPV

    Parceria com escolas deve voltar para vacina do HPV

    Sem conseguir atingir a meta da segunda etapa de vacinação contra o HPV, o Ministério da Saúde pretende retomar a parceria com escolas em nova campanha nacional, segundo a Folha apurou.
     
    O governo esperava vacinar 80% das jovens de 11 a 13 anos até dezembro. Porém, até esta terça (3), apenas 58% dessas meninas haviam tomado a segunda dose da vacina, que protege contra câncer de colo de útero uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no Brasil.
     
    Na primeira etapa, quando houve parceria com as escolas, 100% das meninas foram imunizadas.
     
    O ideal é que a segunda dose da vacina seja ministrada em até seis meses após a primeira especialistas recomendam que o prazo não ultrapasse um ano.
     
    Em alguns municípios, como São Paulo, a parceria com escolas já está confirmada e o agendamento começa no dia 10. Agora, o governo quer estender a ação para todo o país.
     
    O Ministério da Saúde não comentou a baixa cobertura vacinal na segunda etapa.
     
    A campanha nacional de vacinação contra o HPV deve ser lançada na próxima semana. Além das meninas de 11 a 13 anos que ainda não receberam a segunda dose, serão ofertadas também vacinas para garotas de 9 e 10 anos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Estudo pode ajudar a prevenir e tratar infecções fatais em diabéticos

    Estudo pode ajudar a prevenir e tratar infecções fatais em diabéticos

    Uma nova estratégia com potencial para tratar infecções generalizadas em portadores de diabetes do tipo 1 foi proposta por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em artigo publicado na revista “Science Signaling” no final de janeiro e divulgado nesta terça-feira (3), no site da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). 
     
    Em experimentos com camundongos diabéticos, o grupo do Instituto de Ciências Biomédicas conseguiu reduzir em 40% a mortalidade por infecção generalizada, ou sepse, ao tratar os animais com uma substância capaz de inibir a síntese de um mediador inflamatório conhecido como leucotrieno, que estimula a produção de glóbulos brancos, responsáveis por defender o organismo de infecções. Drogas semelhantes já são usadas no combate à asma e a outras doenças alérgicas.
     
    “Nosso trabalho mostrou que os camundongos com diabetes tipo 1 apresentam inflamação sem que haja infecção, por conta da ação do leucotrieno LTB4. Essa inflamação de base aumenta a suscetibilidade à sepse”, explicou Luciano Filgueiras, autor principal do artigo. Filgueiras explica que a diabetes tipo 1 se desenvolve quando o próprio sistema imunológico do paciente destrói parte das células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina, fazendo com que os níveis desse hormônio no organismo se tornem insuficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue.
     
    A infecção generalizada, chamada de sepse por cientistas, é caracterizada por uma inflamação sistêmica potencialmente fatal, que produz mudanças na temperatura corporal, na pressão arterial, na frequência cardíaca, na contagem de células brancas do sangue e na respiração. As formas mais graves costumam causar disfunção no funcionamento de diversos órgãos, condição conhecida como choque séptico.
     
    Os experimentos foram conduzidos durante o doutorado de Filgueiras – parte no Laboratório de Imunofarmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas e parte no laboratório do professor Henrique Serezani, na Indiana University – Purdue University Indianapolis, nos Estados Unidos. 
     
    Experimentos
     
    O modelo usado pelos pesquisadores consistiu em induzir a diabetes tipo 1 em camundongos com a injeção de uma droga que destrói as células pancreáticas produtoras de insulina. “Nosso trabalho trouxe à tona uma nova possibilidade terapêutica para essas drogas experimentais. E isso é relevante, pois nos últimos 50 anos não surgiu nenhum tratamento capaz de aumentar a sobrevida de pacientes com sepse de forma significativa”, comentou o pesquisador.
     
    A infecção generalizada era provocada por um método conhecido como ligação e perfuração do ceco (CLP, na sigla em inglês), no qual uma abertura é feita no intestino de forma a permitir o extravasamento de fezes e de bactérias para a cavidade peritoneal (na região do abdome).
     
    Os camundongos foram divididos em três grupos: não diabéticos com sepse, diabéticos com sepse e diabéticos com sepse tratados com o inibidor de LTB4.
     
    No grupo de diabético não tratado, 100% dos animais morreram cerca de 24 horas após a perfuração do intestino em decorrência da inflamação sistêmica. No grupo tratado com o inibidor de LTB4, 40% dos camundongos sobreviveram durante os seis dias de duração do experimento. No grupo de camundongos não diabéticos, o índice de sobrevivência à sepse foi de 60%.
     
    O tratamento com o inibidor de LTB4 foi iniciado 16 horas antes da perfuração do intestino. Uma segunda dose foi administrada 8 horas antes do procedimento. Após a perfuração, a droga foi oferecida a cada 12 horas, durante seis dias.
     
    Além de reduzir a mortalidade, a terapia também controlou o quadro inflamatório, o que foi avaliado pela produção de citocinas anti e pró-inflamatórias.
     
    Em um outro experimento, o grupo avaliou a resposta à sepse em camundongos modificados geneticamente para não expressar o receptor do LTB4. Nesse caso, tanto os animais com diabetes quanto os não diabéticos tiveram sobrevivência de 100% ao final dos seis dias do experimento.
     
    “Na ausência do receptor do LTB4, portanto, não houve diferença entre diabéticos e não diabéticos no que se refere à suscetibilidade à sepse”, comentou Filgueiras.
     
    Os cientistas também compararam grupos de camundongos com diabetes do tipo 1 e do tipo 2, na qual há um aumento na produção de insulina pelo pâncreas. Nos diabéticos tipo 2, as células do fígado, músculo e tecido adiposo apresentam resistência à insulina, o que leva à hiperglicemia, embora os macrófagos ainda sejam responsivos a esse hormônio.
     
    De acordo com Filgueiras, drogas capazes de inibir a síntese de outros tipos de leucotrienos já são usadas no tratamento de asma e outras doenças alérgicas. Substâncias capazes de inibir especificamente o LTB4 ainda estão em fase de desenvolvimento e não foram testadas no tratamento da sepse ou da diabetes do tipo 1 em humanos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa veta compras públicas com a EMS, maior farmacêutica do país

    Anvisa veta compras públicas com a EMS, maior farmacêutica do país

    A EMS, maior farmacêutica do país em faturamento, está proibida de vender medicamentos para o poder público. Também não pode pedir registro de novas drogas ou renovação das antigas.
     
    A empresa teve indeferido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. A decisão foi publicada nesta segunda (2) no “Diário Oficial” da União.
     
    O documento é a garantia de que a empresa tem condições técnicas e operacionais para a fabricação de remédios. Sem ele, fica com as atividades limitadas.
     
    A medida foi tomada quase um mês após a Anvisa interditar parte da fábrica da EMS e suspender a fabricação de dois antibióticos genéricos: a amoxicilina + clavulanato de potássio 50 mg/ml + 12 mg/ml pó para suspensão oral e rifamicina 10 mg/ml, solução tópica spray.
     
    Conforme revelado pela Folha, a temperatura do almoxarifado da fábrica em Hortolândia (SP) estava em 46°C, quando a determinada pelas normas é entre 15°C e 28°C. Essa condição pode degradar o produto.
     
    No caso da amoxilina, segundo a Anvisa, a empresa estava utilizando uma substância não aprovada e sintetizando outra de forma diferente da que foi informada à agência. Isso pode tornar o remédio ineficaz e com potenciais riscos à população.
     
    Em relação à rifamicina, a Anvisa constatou que o laboratório aumentou o tamanho do lote em dez vezes sem que houvesse aprovação prévia.
     
    CERTIFICADO
     
    Sem o certificado de boas práticas, a EMS não pode participar de licitações, mas isso não a impede de vender remédios para as farmácias.
     
    “É uma idiossincracia, mas amparada pela legislação. Não pode vender para o SUS, mas pode comercializar para o público”, diz Dirceu Raposo de Mello, professor de farmácia da Anhembi Morumbi e ex-presidente da Anvisa.
     
    Procurada, a Anvisa informou que não poderia se manifestar sobre a decisão.
     
    Mello explica que, se a empresa recorrer da decisão, a medida tem efeito suspensivo até o julgamento do recurso. Em algumas situações, isso pode levar até dois anos.
     
    Outras duas farmacêuticas pertencentes à EMS, Germed e Legrand, também de Hortolândia, tiveram negados pedidos de certificados de boas práticas, mas a Anvisa não informou o motivo. A EMS diz que já tomou providências para resolver o problema.
     
    Figuram ainda na lista publicada no “Diário Oficial” o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e a Hypermarcas.
     
    Segundo diretor-presidente do Lafepe, José Fernando Uchôa, o problema será corrigido em até 120 dias. Já a Hypermarcas informou que a fábrica que consta na lista está fechada desde 2011.
     
    OUTRO LADO
     
    A EMS informou, por nota, que “todas as providências já foram tomadas com a finalidade de obter a renovação das certificações”. A empresa afirma ainda que o mesmo vale para as outras unidades do grupo, Germed e Legrand.
     
    Segundo diretor-presidente do Lafepe, José Fernando Uchôa, o pedido de renovação foi indeferido porque a vigilância encontrou problemas na unidade de pomadas. “São coisas básicas. Uma parede que não está pintada de forma adequada, por exemplo.”
     
    Ele diz que a empresa já está corrigindo as irregularidade e solicitará nova vistoria. “Em até 120 dias esperamos já estar tudo resolvido.”
     
    A Hypermarcas informou que o pedido indeferido se referia a uma fábrica desativada em 2011. “A produção foi migrada para subsidiária da companhia em Anápolis, Goiás, que possui os certificados necessários para a fabricação de medicamentos.”
     
    Fonte: Uol Saúde