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  • Novo fármaco que trata o ebola consegue bons resultados, diz estudo

    Novo fármaco que trata o ebola consegue bons resultados, diz estudo

    Novo fármaco que trata o ebola consegue bons resultados, diz estudo
     
    Favipiravir reduz mortalidade de 15% a 30% no estágio inicial da doença.
    Resultado não é efetivo em pacientes com alto grau de contaminação.
     
    Um tratamento contra o ebola cofinanciado pela União Europeia e desenvolvido por um instituto francês alcançou “resultados promissores” que levam a acreditar que o fármaco poderia ser eficaz para combater a doença em uma fase inicial, informou a Comissão Europeia (CE).
     
    “A luta contra o ebola avança mais um passo rumo a um tratamento efetivo” graças aos fundos europeus destinados a programas de pesquisa e inovação, de acordo com um comunicado divulgado na terça-feira (24).
     
    O Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm) anunciou esta semana uma evidência encorajadora que o fármaco antiviral favipiravir poderia ser um tratamento eficaz contra o ebola em um primeiro estágio.
     
    Segundo os resultados do experimento, o favipiravir reduz as possibilidades de mortalidade de 15% a 30% nos estágios iniciais da doença. No entanto, em crianças e pacientes com alto grau de contaminação pelo vírus, o resultado não é efetivo.
     
    Dinheiro aplicado
     
    O projeto da Inserm, conhecido como Reaction (Reação), receberá 2,5 bilhões de euros da União Europeia. As atividades de pesquisa já receberam 1,93 milhão de euros e começaram em 1 de novembro de 2014.
     
    “Estou entusiasmado com esses resultados de um de nossos projetos financiados pela UE para combater o ebola”, destacou o comissário europeu da Pesquisa, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.
     
    Segundo ele, assim que os resultados se confirmem através dos testes clínicos que estão sendo realizados, este se tornará o primeiro tratamento contra a doença durante o atual surto.
     
    Em setembro de 2014, a CE mobilizou 24,4 milhões de euros do programa Horizonte 2020 para apoiar a pesquisa urgente do ebola através de um procedimento rápido.
     
    Médicos Sem Fronteiras
     
    De acordo com a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), os testes clínicos iniciados em dezembro mostraram eficácia e podem reduzir o índice de mortes.
     
    A ONG afirma que experimentou o medicamento em tratamentos em Guekedu, na Guiné.
     
    No total, desde que começou a epidemia do ebola em dezembro do 2013, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizou 23.539 casos confirmados, suspeitos e prováveis da doença, dos quais 9.541 pessoas morreram.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Baixar a pressão arterial pode reduzir os riscos do diabetes

    Baixar a pressão arterial pode reduzir os riscos do diabetes

    Baixar a pressão arterial pode reduzir de forma significativa o risco de complicações do diabetes tipo 2. Essa foi a descoberta de uma análise de dados de 40 experimentos que envolveram 100 mil pessoas com diabetes.
     
    Os diabéticos ficam mais vulneráveis aos efeitos da hipertensão do que quem não tem a doença. Orientações médicas recentes sugerem que seja bom manter a pressão sistólica (maior valor verificado durante a medição) de pessoas com diabetes abaixo de 140 milímetros de mercúrio. Todavia, um novo estudo descobriu que talvez seja melhor manter a pressão a 130 ou menos.
     
    Publicada no periódico JAMA, a análise descobriu que a diminuição de 140 para 130 foi associada a uma redução de 13 por cento no risco de morte. Foi mostrado que essa redução diminui o risco de doença arterial coronariana em 12 por cento e de derrame em 26 por cento.
     
    Ela também foi associada à diminuição do risco de retinopatia (doença causadora de cegueira em diabéticos) em 13 por cento e de albuminuria (condição que indica problemas renais) em 17 por cento.
     
    O Dr. Kazem Rahimi, um dos autores do estudo e professor adjunto de Medicina Cardiovascular da Universidade de Oxford, afirmou desconhecer que exista algum benefício em manter o valor abaixo de 130 milímetros de mercúrio. Todavia, “o diabético com leitura de 135 que não toma medicamentos para pressão alta provavelmente obterá benefícios se tomá-los”, afirmou.
     
    O custo da deficiência de vitamina D
     
    A deficiência de vitamina D na infância pode estar associada ao enrijecimento das artérias em pessoas de meia-idade, de acordo com as descobertas de um estudo finlandês.
     
    O estudo, publicado no periódico The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, iniciou nos anos 80, quando as 2.148 crianças e jovens inscritos tinham de 3 a 18 anos. Todos realizaram exames físicos periódicos, incluindo medições dos níveis de vitamina D, pressão arterial, níveis de lipídios, dieta, tabagismo e atividade física, e foram acompanhados até a idade de 45 anos. Os médicos usaram ultrassom para examinar as artérias, inclusive a carótida do pescoço. O espessamento desses vasos é considerado um marcador do aumento de risco cardiovascular.
     
    Os níveis que variam de 30 a 50 são geralmente considerados adequados. A probabilidade de espessamento da artéria carótida quase dobrou para as crianças com níveis de vitamina D posicionados no último quartil, aproximadamente 15 nanogramas por mililitros, em comparação com as crianças com níveis em outros quartis. A associação persistiu após o controle das variáveis idade e sexo, bem como outros fatores de risco cardiovascular.
     
    “Há muitos dados demonstrando que a insuficiência de vitamina D é ruim para a saúde. Descobrimos evidências de que ela também está associada à saúde das artérias”, afirmou o Dr. Markus Juonala, professor de Medicina Interna da Universidade de Turku, na Finlândia.
     
    Os autores reconhecem que as associações estão apenas relacionadas com a condição das artérias não com problemas cardíacos ou derrame. “As descobertas não dizem nada sobre doenças cardiovasculares. Ainda não temos informações a esse respeito”, afirmou Juonala.
     
    Parto prematuro associado a risco cardíaco para a mãe
     
    O parto prematuro está associado ao aumento do risco de problemas cardíacos para a mãe, de acordo com as descobertas de uma análise de estudos.
     
    As complicações da gravidez como a pré-eclampsia, hipertensão induzida pela gestação e o diabetes gestacional são fatores de risco de doenças cardiovasculares conhecidos para a mãe. Todavia, essa análise, publicada no periódico The European Journal of Preventive Cardiology, descobriu que o parto prematuro em si também aumenta o risco.
     
    Os pesquisadores analisaram 10 extensos estudos de gestação que envolveram de 3.706 a 923.686 mulheres com períodos de acompanhamento que variaram de 12 a 35 anos. Todos os estudos compararam gestantes de partos prematuros de origem espontânea – antes de 37 semanas de gestação e sem a indução do parto por razões médicas – com as que deram a luz no tempo certo. Todos os estudos excluíram os casos de pré-eclampsia e restrição de crescimento intrauterino ou adequaram as variáveis hipertensão e pré-eclampsia.
     
    Para as mulheres com histórico de parto prematuro o risco de desenvolver uma cardiopatia isquêmica é duas vezes maior em comparação com as que não o possuem e a associação não dependia de outros riscos. As razões para isso permanecem incertas.
     
    “Não quero assustar as gestantes que dão à luz bebes prematuros. Todavia, é importante que saibamos quem são essas mulheres. Não estamos afirmando que elas terão incidentes cardíacos”, afirmou Dr. Karst Y. Heida, principal autor do estudo e ginecologista residente do Centro Médico da Universidade de Utrecht.
     
    Fonte: The New York Times
  • EUA aprovam medicamento contra câncer de medula óssea

    EUA aprovam medicamento contra câncer de medula óssea

    A farmacêutica suíça Novartis anunciou nesta segunda-feira (23) que a FoodDrug Administration (FDA), órgão governamental dos Estados Unidos responsável pelo controle de medicamentos, aprovou o Farydak, droga capaz, segundo o grupo, de inibir o avanço do mieloma múltiplo, um câncer da medula óssea.
     
    “Ficou provado que o Farydak melhora as possibilidades de sobrevivência sem que a doença avance nos pacientes afetados por mieloma múltiplo” e que já haviam sido tratados com bortezomib e ImiD, segundo comunicado da Novartis.
     
    É o primeiro tratamento inibidor das enzimas HDAC e “sua atividade epigenética (influência do entorno no genoma) pode ajudar a restaurar as funções celulares afetadas pelo mieloma múltiplo”, afirma o fabricante.
     
    O Farydak “representa uma nova classe de medicamentos” e é um “enfoque terapêutico para este câncer difícil de tratar”, garante Bruno Strigini, presidente do braço oncológico da Novartis, citado em comunicado.
     
    Em outros países, as autoridades reguladoras ainda examinam o novo medicamento, segundo a Novartis.
     
    O mieloma múltiplo ou doença de Kahler, se deve à multiplicação de alguns glóbulos brancos cancerígenos na medula óssea. A patologia afeta entre 1 e 5 em cada 100.000 pessoas no mundo, informa o grupo farmacêutico.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Desconhecido no Brasil, gás para aliviar dor do parto ganha força nos EUA

    Desconhecido no Brasil, gás para aliviar dor do parto ganha força nos EUA

    Bastante comum entre mulheres prestes a dar à luz em países como Suécia, Inglaterra e Canadá. Cada vez mais popular nos Estados Unidos. Praticamente desconhecido no Brasil.
     
    Esse é o óxido nitroso, mais conhecido como gás hilariante ou gás do riso, que tem como um de seus usos aliviar as dores do parto.
     
    Profissionais da saúde e mães entusiastas relatam os benefícios no uso do gás, como ser uma opção a mais para as mulheres em trabalho de parto, além de ser menos invasivo e com menos riscos que uma anestesia como a peridural.
     
    Em países europeus e no Canadá, o uso do óxido nitroso é tão tradicional que na maioria das maternidades ele já está instalado no quarto. No caso de partos domiciliares, cilindros do gás são levados por parteiras (midwives) para as casas das grávidas.
     
    Já nos Estados Unidos, após ficar anos “fora de moda” por questões culturais e financeiras, o óxido nitroso agora está voltando a ganhar força – e adeptas.
     
    Até 2012, há registros de que menos de dez maternidades no país usavam o gás, segundo o órgão do governo americano Agency for Healthcare Research and Quality. A demanda pelo método foi crescendo e, no ano seguinte, uma empresa relançou o óxido.
     
    Desde então, mais de 30 hospitais e casas de parto adotaram o sistema. No ano passado, a FDA (agência que regula remédios e alimentos) aprovou a licença de outro fabricante do produto, ampliando ainda mais o mercado.
     
    Mulher no controle
     
    Um dos que passou a oferecer o gás foi o hospital MedStar, em Washington. Segundo a obstetra Melissa Howard Fries, que dirige a maternidade do local, ele começou a ser usado há pouco mais de um ano e tem recebido ótima aprovação.
     
    “O uso do gás é cada vez mais frequente. É menos invasivo, pode ser controlado pela mulher, já que ela é quem determina quando e quanto inalar”, diz Melissa à BBC Brasil.
     
    “De todas as grávidas que usam o gás, cerca de 30% optam em seguida pela peridural.”
     
    O número é menor do que a média nacional das americanas que optam por essa anestesia, que, segundo a Sociedade de Anestesistas dos EUA, é de 60%.
     
    Sueca em BH
     
    No Brasil, o uso do gás hilariante para aliviar as contrações do parto ainda é praticamente desconhecido, mas está começando a ser testado em um hospital carioca e em outro em Belo Horizonte (Minas Gerais).
     
    “A ideia de usar o óxido nitroso aqui surgiu quando fomos visitar um hospital em Londres, para ver como a obstetrícia era tratada pelo sistema público britânico”, conta João Batista de Castro Lima, diretor clínico do Hospital Sofia Feldman, em BH.
     
    “Achamos interessante oferecer mais essa opção porque era a própria mulher que controlava e porque já usamos outros métodos aqui para aliviar a dor, como banheira, chuveiro e bola. Também tivemos uma paciente sueca aqui que nos falou maravilhas do gás, muito utilizado no país dela.”
     
    Ele explica que o gás foi usado durante alguns meses, em uma fase de teste, e que a resposta das mulheres foi bastante positiva. “Agora, vamos implementá-lo para valer e estamos em busca de equipamentos mais adequados, porque a máscara que estávamos usando deixava escapar um pouco do gás.”
     
    Falta de hábito
     
    Segundo o anestesista Oscar Pires, que é presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, o fato de o gás hilariante ser praticamente desconhecido no país deve-se mais a uma questão cultural, por não haver o hábito, do que uma posição contrária de médicos ou outros profissionais.
     
    “Não conheço ninguém que seja contra seu uso, até porque diversos estudos mostram que ele traz conforto às pacientes, que não traz problemas clínicos para o bebê e que não aumenta o índice de cesárea ou o do uso de fórceps, o que é ótimo”, diz o médico, lembrando de alguns efeitos colaterais que podem ocorrer, como tontura (veja ao lado).
     
    “Outra vantagem é que ele é eliminado rapidamente, em questão de minutos, do organismo, não fica no rim nem no fígado. Ou seja, é uma ótima alternativa para as pacientes que não querem a peridural ou que desejam esperar um pouco mais para tomá-la.”
     
    Para o anestesista, é preciso lembrar da importância de ter um profissional cuidando da analgesia da mulher – e outro do parto em si. Para ele, não há impedimento para que outros profissionais como uma obstetriz acompanhe o uso do gás.
     
    “Mas há hoje um limbo, já que as faculdades contam com essa técnica em seus currículos”, diz, lembrando que dentistas fazem um curso suplementar para receberem treinamento para usar o óxido nitroso.
     
    Delícia x tontura
     
    Brasileiras que usaram o gás hilariante em seus partos fora do país relataram à BBC Brasil como foi a experiência.
     
    Elas pariram seus filhos em hospitais britânicos e tiveram reações diferentes ao óxido nitroso, que é conhecido por lá também como “gas and air” ou pelo nome de uma das marcas, Entonox, e é usado por mais da metade das grávidas, seja em maternidades ou em partos domiciliares.
     
    Para a fotógrafa e doula Letícia Valverdes, que teve dois de seus três filhos em Bristol (Inglaterra), o gás foi a ajuda que ela precisava.
     
    “No meu primeiro parto (na Inglaterra), eu não queria anestesia peridural, mas queria uma ajudinha. Então, usei o óxido nitroso e foi uma delícia, aliviou muito a dor”, conta.
     
    “No meu segundo filho, mal entrei na maternidade e já pedi 'gas and air'. Meu terceiro filho eu tive no Brasil, então já sabia que não poderia contar com o gás. Usei bola e outros métodos para aliviar a dor, mas senti falta do gás. Acho que uma dica é não usá-lo logo de cara, esperar um pouco, porque se não no final o gás pode não dar conta da dor.”
     
    Já para a professora Daniela Yallouz Rodbande, mãe de duas filhas, só foi possível perceber o impacto do gás em seu segundo parto: “Eu tive minha primeira filha na Inglaterra e usei o gás lá. Confesso que na época achei que não tinha ajudado muito. Mas no parto da minha segunda filha, já no Brasil, vi que fez muita diferença, sim, que ele tirava o pico da dor. Na hora das contrações, pensava muito em como seria ótimo se tivesse um gás também!”
     
    Já a jornalista Andreia Nobre e a parteira Suzan Correa tiveram tiveram problemas com o uso do gás.
     
    “Aqui na Inglaterra, o gás é uma das primeiras opções de analgesia oferecidas e também muito pedida pelas mulheres. O feedback que recebemos varia muito”, conta Suzan.
     
    “Vejo mulheres que usam até o final (do nascimento) e não têm problemas ou efeitos colaterais nenhum e relatam que o Entonox foi essencial. Mas também vejo mulheres que não conseguem tolerar os efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e tonturas. Eu particularmente não gostei, achei que me deixou grogue e sem noção dos acontecimentos, me causou muita náusea e eu parei de usar em menos de uma hora.”
     
    Andreia conta que, no primeiro parto, não gostou de usar o gás porque ele lhe deixou zonza. “Uma hora, perguntei para o meu marido que diabo era aquele programa em português na TV. É claro que o programa não era em português, eu que estava com tontura.”
     
    Mas relata que, no segundo parto, a experiência foi melhor: “Eu usei corretamente dessa vez. Ou seja, para me ajudar a respirar mais profundamente e aliviar a dor – e me ajudou muito. Apenas depois de algumas horas de trabalho de parto, pedi uma peridural.”
     
    Fonte: BBC Brasil
  • OMS exige seringas de uso único para evitar infecções

    OMS exige seringas de uso único para evitar infecções

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo nesta segunda-feira (23) para que sejam utilizadas seringas de uso único, a fim de prevenir a propagação de doenças infecciosas fatais.
     
    A OMS, que publicou suas novas diretrizes sobre as injeções, assegura que “milhões de pessoas poderiam se proteger contra infecções transmitidas por injeções se todos os programas de saúde utilizassem seringas de uso único”.
     
    Segundo um estudo de 2014, cerca de “1,7 milhão de pessoas foram contaminadas pelo vírus da hepatite B, 315.000 pelo vírus da hepatite C e 33.800 pelo HIV por causa de uma injeção de risco”, afirma a OMS.
     
    A cada ano, são aplicadas 16 bilhões de injeções, 90% das quais utilizadas para administrar medicamentos. “Nestes casos, avisa a OMS, estas injeções não são necessárias, e podem ser substituídas por pílulas.
     
    Segundo a OMS, muitos pacientes acreditam que a aplicação de uma injeção é mais eficaz.
     
    Enquanto as seringas não seguras custam entre 0,03 e 0,04 dólar para um organismo das Nações Unidas, as novas seringas, chamadas “inteligentes”, pois são equipadas com um sistema de bloqueio de uma segunda aplicação, custam ao menos o dobro.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisadores iniciam testes de vacina contra o HIV na África do Sul

    Pesquisadores iniciam testes de vacina contra o HIV na África do Sul

    Primeiros resultados, divulgados em 2009, mostraram eficácia de 31%.
    Vacina foi adaptada para um subtipo do vírus no país.
     
    Uma equipe internacional começou ensaios clínicos para estudar na África do Sul uma vacina experimental contra o vírus do HIV, causador da Aids, informaram nesta quinta-feira (19) as autoridades de saúde dos Estados Unidos.
     
    A experimentação se baseia nos resultados do teste clínico RV144, conhecido como o “ensaio tailandês”, o primeiro estudo que conseguiu reduzir o risco de infecção por HIV mediante uma vacina. Os primeiros resultados do RV144, divulgados em 2009, mostraram que ela tinha alcançado eficácia de 31%.
     
    O novo teste clínico HVTN 100 foi desenvolvido para ampliar a proteção obtida com a vacina tailandesa, que foi modificada para ser adaptada a um subtipo vírus HIV predominante na África do Sul. A testagem será feita, inicialmente, com 252 voluntários, com idades entre 18 e 40 anos, para avaliar a segurança da vacina e para ver se ela produz no sistema imunológico a resposta esperada.
     
    O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) da rede de Institutos Nacionais de Saúde (NHI) dos Estados Unidos estará a cargo da parte operacional nas duas primeiras fases do teste. Os primeiros resultados estão previstos para saírem em dois anos, informou a instituição.
     
    “Uma vacina segura e eficaz contra o HIV é essencial para conseguir um final sustentado à pandemia da Aids”, disse o imunologista e diretor do Niaid, Anthony Fauci, em comunicado.
     
    Para ele, o lançamento do HVTN 100 é um “importante passo” rumo à produção de uma vacina contra o HIV, que teria um “grande impacto” na África do Sul, um dos países mais atingidos pela doença.
     
    O estudo faz parte de uma pesquisa maior, da qual participam diversas organizações públicas e privadas. O objetivo é conseguir, além da vacina, uma melhor compreensão dos cientistas quanto às respostas do sistema imunológico associadas à prevenção da infecção.
     
    A pesquisa é liderada por Linda-Gail, diretora-adjunta do Centro de HIV Desmond Tutu da Universidade de Cape Town e chefe de operações da Fundação Desmond Tutu, dedicada ao estudo do HIV na África do Sul.
     
    A diretora da Unidade de Pesquisa Perinatal de HIV do Hospital Chris Hani Baragwanath em Soweto (Johanesburgo), Fátima Laher, co-dirigirá o trabalho. O Niaid e a Fundação Bill e Melinda Gates financiaram o projeto, que é realizado junto com o Conselho de Pesquisas Médicas da África do Sul.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Europa aprova primeira terapia com células-tronco para doença ocular rara

    Europa aprova primeira terapia com células-tronco para doença ocular rara

    A Europa aprovou o primeiro medicamento do mundo ocidental com células-tronco para tratar uma doença rara causada por queimaduras nos olhos, criando um marco no uso desta tecnologia.
     
    O Holoclar, da empresa particular italiana Chiesi, recebeu nesta sexta-feira (20) o sinal verde da Comissão Europeia para ser comercializado para o tratamento da chamada deficiência de célula-tronco do limbo devida a queimaduras físicas ou químicas. Sem tratamento, a moléstia pode cegar.
     
    A terapia com células-tronco é realizada com o produto de tecidos vivos que lembra uma lente de contato e é feita com a biópsia retirada de uma pequena área intacta da córnea de um paciente e cultivado em laboratório.
     
    A autorização comercial condicional era esperada na esteira de uma recomendação positiva da Agência Europeia de Medicamentos em dezembro.
     
    A Chiesi declarou que, com a aprovação, o Holoclar estará disponível “no futuro próximo” para todos os pacientes apropriados na Europa, incluindo pessoas que sofreram leões nos olhos causadas por solventes, ácidos, agentes químicos e abrasivos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Explicação para o Alzheimer está ligada a genes demais no cérebro

    Explicação para o Alzheimer está ligada a genes demais no cérebro

    A origem de mais de 90% dos casos do mal de Alzheimer, doença degenerativa do cérebro que leva à perda de memória e à morte, pode estar ligada a estranhas modificações no DNA dos neurônios, que acabam ficando com “excesso de bagagem” em seu material genético.
     
    Tais alterações não são sutis: correspondem a um acréscimo de centenas de milhões de “letras” químicas de DNA nas células cerebrais, ou 10% do conteúdo total do genoma.
     
    Em meio a tanta tralha, os neurônios passam a abrigar cópias extras de um gene específico, que podem levar à produção de uma molécula que danifica o cérebro.
     
    O “excesso” desse gene, conhecido como APP, já tinha sido identificado em alguns casos raros de alzheimer, mas ainda não tinha sido demonstrado de maneira mais ampla, diz Stevens Rehen, pesquisador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um dos autores do estudo, junto com colegas do Instituto de Pesquisa Scripps e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.
     
    Rehen já tinha mostrado que neurônios, por natureza, parecem ser meio rebeldes quando o assunto é DNA. Muitas das células do cérebro possuem quantidades de DNA que não seguem o padrão normal das demais células do organismo (em geral, duas cópias por gene). Essas variações poderiam ajudar os neurônios a se especializar ou, caso saíssem dos trilhos, desencadeariam doenças.
     
    No começo, a ideia parecia tão esquisita que a equipe acabou levando uma década para conseguir publicar seus resultados. “A gente teve de demonstrar mais ou menos a mesma coisa com cinco técnicas diferentes para convencer os revisores”, diz Rehen.
     
    Mas deu certo. Além de mostrar que pessoas com alzheimer tinham de fato um genoma “supercrescido”, descobriu-se que cada um dos neurônios de doentes tinha, em média, quatro cópias do famigerado gene APP, contra duas cópias nos neurônios de pessoas sadias e não era incomum encontrar neurônios de alzheimer com seis ou até mais cópias do gene.
     
    A questão, agora, é saber o que está acontecendo.
     
    “Pode ser que, no caso das pessoas que desenvolvem alzheimer, os neurônios estejam acumulando ferrugem naquela engrenagem”, compara Rehen. Ou seja, ao tentar consertar erros no DNA (que aparecem naturalmente ao longo da vida), sem conseguir fazer isso direito, os neurônios estariam acumulando material genético indesejável e ficando doentes.
     
    Se fosse possível minimizar esse processo, surgiria aí uma nova maneira combater o alzheimer. A descoberta, publicada na revista científica “eLife”, pode ajudar também no diagnóstico precoce.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção

    Único fabricante de remédio para dois tipos de câncer suspende produção

    Ministério da Saúde confirma que está buscando o remédio no exterior.
    Em todo o país, 700 crianças dependem do medicamento todos os anos.
     
    Um dos quimioterápicos utilizados para combater dois tipos de cânceres raros na infância está em falta na rede pública e particular de saúde do Distrito Federal e deve começar a faltar em todo o país. O laboratório Bagó, único que fabrica o medicamento no Brasil, informou ao Ministério da Saúde que fornecerá a Dactinomicina D, comercializada com o nome Cosmogen, apenas pelos próximos três meses.
     
    O G1 entrou em contato com o laboratório Bagó, mas uma atendente informou, por telefone, que a empresa está em recesso e só retoma as atividades na próxima segunda-feira.
     
    O Ministério da Saúde afirmou que “já iniciou o processo de aquisição do medicamento”, o que inclui “busca do produto ou similares no mercado internacional, garantindo a assistência aos usuários do SUS”.
     
    A pasta informou ainda que o cancelamento do registro pelo laboratório foi feito em julho do ano passado e, portanto, a empresa deve fornecer o quimioterápico por 12 meses após o comunicado, ou seja, até julho deste ano.
     
    Documento ao qual o G1 teve acesso revela que um encontro entre representantes do Ministério da Saúde e do laboratório foi realizado no dia 26 de janeiro deste ano para discutir o problema. “Nesta reunião, foi informado pela Bagó, através de acordo verbal, que tem estoque disponível e fornecerá o medicamento por mais três meses.”
     
    O documento explica ainda que “a falta de medicação está associada à troca de fornecedor de matéria-prima e não à falta de matéria-prima da medicação”. O problema não afeta apenas a rede pública, mas também hospitais particulares de todo o país.
     
    No DF, a Secretaria de Saúde confirmou, por meio de nota, que “trata-se de um remédio padronizado” e que “no momento não tem [o produto] no estoque”. A pasta disse ter tomado providências para  a compra do quimioterápico utilizado para inibir a multiplicação de células cancerígenas e o seu crescimento.
     
    A situação preocupa pais de crianças com a doença. Daniel Soares, 3 anos, diagnosticou em julho do ano passado um tumor subcutâneo (rabdomiossarcoma) na região dos testículos e começou o tratamento uma semana depois.
     
    “Sem esse remédio, a chance de cura de quase 90% cairia para 45%. Sem esse remédio ele poderia até morrer porque é um tumor que não causa dor e não é aparente”, disse o pai, o defensor público André Soares.
     
    Segundo ele, o tratamento com Dactonomicina é menos invasivo. “Para debelar um câncer mais agressivo com outra medicação, além de ser mais invasivo, é três ou quatro vezes mais caro”, afirma.
     
    O tratamento de Daniel durou sete meses, mas André teme pela necessidade de outras crianças. Em todo o país, 700 recebem o medicamento para tratamento da doença. “Se o único laboratório do país diz que não vai mais produzir, o Ministério da Saúde tem que quebrar a patente para que laboratórios menores possam fornecer. Não vai faltar o remédio, já está faltando, e a produção será interrompida nos próximos meses. Se não houver uma intervenção, muitas crianças vão morrer.”
     
    O defensor criticou a decisão do laboratório. “Não faz sentido que esta decisão de não fornecer mais o remédio se baseie em uma lei de mercado. Não teriam coragem de fazer isso na Europa ou nos Estados Unidos.”
     
    A oncologista pediatra e professora da Universidade de Brasília Juliana França destaca que o medicamento é essencial para dois cânceres raros: tumor de Wilms, que aparece nos rins e afeta principalmente crianças, e  rabdomiossarcomas, tumor subcutâneo que afeta músculos e pele.
     
    “No tratamento desses dois cânceres da infância, ele é insubstituível por outro tipo de quimioterápico. A vantagem é que tem menos efeito colateral e tem atividade tumoral que nenhum outro tem.  Ficando sem ele, as chances de cura diminuem consideravelmente”, explica a médica.
     
    A oncologista disse ainda que no serviço particular, o medicamento já está em falta em alguns hospitais, mas as famílias de pacientes têm opção de importar o medicamento diretamente.
     
    “Nem sempre o custo é repassado para o convênio e nenhum hospital pode importar diretamente porque o pedido é feito diretamente pela família. Ou seja, já não basta o diagnóstico e o afastamento da criança da escola, a família ainda tem que se preocupar em adquirir a medicação e considerar que haverá um atraso no início do tratamento até a chegada do quimioterápico. A única iniciativa em curto prazo seria isso. No serviço público, a situação aí é caótica”, destacou a oncologista.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

    Maconha mais potente triplica risco de psicose, diz estudo

    Estudo britânico sugere que risco está associado ao tipo de maconha consumido e a frequência do consumo.
     
    O uso de 'skunk' – um tipo de maconha mais forte – triplica o risco de psicose, segundo estudo de uma universidade britânica.
     
    Cientistas do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres apontaram também que o risco de psicose é cinco vezes maior entre usuários diários de maconha do que entre pessoas que não consomem a droga.
     
    Por outro lado, o uso de haxixe, uma forma mais branda da maconha, não aumenta o risco de psicose, disse o estudo, que acompanhou 780 pessoas.
     
    A psicose refere-se a delírios ou alucinações que podem estar presentes em certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e transtorno bipolar.
     
    “Em comparação com aqueles que nunca tinham experimentado maconha, usuários de maconha do tipo 'skunk', mais potente, tiveram um risco três vezes maior de psicose”, disse Marta Di Forti, coordenadora da pesquisa.
     
    “O risco de psicose em usuários de maconha depende da frequência do uso e da potência da droga.”
     
    O 'skunk' contém mais THC (tetrahidrocanabinol) do que outras variações da cannabis, principal ingrediente psicoativo da maconha. Já o haxixe contém quantidades substanciais de outro produto químico chamado canabidiol, ou CBD.
     
    Pesquisas sugerem que o CBD pode agir como um antídoto para o THC, contra-atacando os efeitos colaterais psicóticos.
     
    'Salvando usuários'
     
    Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica do King's College, disse que “o trabalho sugere que poderíamos evitar quase um quarto dos casos de psicose se ninguém fumasse cannabis de alta potência”.
     
    “Isso pode salvar pacientes jovens e economizar dinheiro do sistema de saúde.”
     
    Marta Di Forti pediu que seja adotada uma “clara mensagem pública” sobre os riscos da maconha mais forte. Ela também sugeriu que os médicos perguntem aos seus pacientes sobre seus hábitos de uso da droga, como já acontece no caso do álcool e tabaco.
     
    A pesquisa foi realizada ao longo de vários anos e comparou 410 pacientes com idades entre 18 e 65 anos, que relataram um primeiro episódio de psicose num hospital psiquiátrico do sul de Londres, com 370 participantes saudáveis na mesma faixa etária e da mesma área de Londres.
     
    O relatório será divulgado nesta semana na publicação científica The Lancet Psychiatry.
     
    Fonte: BBC Brasil