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  • Tratamento pioneiro desativa tumor em menina de 11 anos

    Tratamento pioneiro desativa tumor em menina de 11 anos

    No dia de seu aniversário, britânica recebe notícia de que tumor raro no pulmão ficou inativo após tratamento com medicamentos que atacam mutações genéticas.
     
    Quando tinha apenas nove anos, Sophie Armitage foi diagnosticada com um tipo raro de câncer no pulmão chamado tumor miofibroblástico inflamatório (IMFT, na sigla em inglês). O tumor de Sophie ainda não tinha se espalhado pelo organismo, mas ele crescia em volta de suas vias respiratórias, o que dificultava cada vez mais a sua respiração.
     
    Os médicos chegaram a considerar a retirada de um de seus pulmões, mas um tratamento pioneiro lhe deu esperanças de ficar livre da doença.
     
    Sophie é uma das pessoas submetidas a testes clínicos com novos medicamentos contra a doença na Grã-Bretanha, que estão apresentando resultados promissores.
     
    O programa Panorama, da BBC, acompanhou durante 18 meses um grupo de pacientes de câncer que participam dos testes, realizados em conjunto pelo Instituto de Pesquisa do Câncer e pelo hospital Royal Marsden.
     
    A garota de 11 anos foi submetida a um tratamento com drogas-alvo, parte de uma série de novas armas contra a doença.
     
    Diferentemente da quimioterapia convencional, que ataca todas as células que estão se multiplicando rapidamente (para evitar o crescimento do tumor e a metástase do câncer), as drogas-alvo focam em mutações genéticas que impulsionam o crescimento do tumor.
     
    O tratamento pode aumentar as chances de curar pacientes que são diagnosticados nos estágios iniciais da doença.
     
    Como parte dos testes no hospital Royal Marsden, Sophie passou pela terapia-alvo e tinha que fazer exames regulares desde então.
     
    No dia do seu aniversário de 11 anos, após fazer três exames de sangue e uma ressonância magnética, ela recebeu uma ótima notícia: o tumor havia diminuído de tamanho e o que resta dele parece estar completamente inativo.
     
    “Fiquei muito feliz de saber que já não tenho um tumor enorme no meu pulmão”, disse à BBC.
     
    “Minha primeira ressonância mostrou que meu tumor era muito, muito grande e agora está bem menor. E agora isso não me afeta mais. É muito bom ouvir isso.”
     
    Os pais de Sophie dizem que ela manteve o pensamento positivo durante os tratamentos: “Ela nunca teve pena de si mesma e nunca perguntou nada do tipo: 'Por que eu tenho câncer?'”.
     
    'Milagre'
     
    Udai Banerji, médico da equipe que coordena o tratamento pioneiro, comparou o câncer a um “gênio do mal”, para dar uma ideia dos desafios enfrentados por pacientes, médicos e cientistas.
     
    Os especialistas acreditam que a chave para a nova geração de medicamentos está em uma compreensão cada vez maior sobre a genética humana.
     
    A revolução do sequenciamento do DNA nos últimos anos fez com que a doença pudesse ser mapeada de maneira mais rápida, mais barata e mais detalhada.
     
    O tumor de Sophie, por exemplo, foi causado por um defeito no gene ALK. A mutação cria um sinal químico que estimula o crescimento de células anormais.
     
    O medicamento experimental que ela está tomando, LDK 378, inibe estas mensagens químicas. Este tratamento vinha apresentando resultados promissores em algums tipos de câncer de pulmão em adultos.
     
    Semanas após o início da terapia-alvo, o tumor de Sophie, que antes era do tamanho de uma ameixa, ficou do tamanho de uma avelã.
     
    O médico que a acompanha, Louis Chesler, disse que o caso da menina é inspirador.
     
    “O objetivo de todo oncologista pediatra é ver esse tipo de resposta (em um paciente). Ver (a recuperação de Sophie) é realmente surpreendente e milagroso. Acho que dissemos a ela na clínica que ela é especial, é uma criança-milagre.”
     
    O professor Johann de Bono, diretor da unidade de desenvolvimento de medicamentos no Instituto de Pesquisa do Câncer disse à BBC que “é um momento de progresso sem precedentes na história da medicina do câncer e na pesquisa sobre o câncer”.
     
    Segundo ele, as novas drogas têm a vantagem de ter menos efeitos colaterais do que a quimioterapia e podem ser ingeridas por via oral em casa, todos os dias.
     
    “As drogas que desenvolvemos têm a capacidade de poupar as células normais, causando efeitos colaterais mínimos e matando seletivamente as células do tumor”, afirma o pesquisador.
     
    Para Sophie, a participação em um teste clínico foi uma motivação para pensar sobre o que quer fazer quando crescer.
     
    “Eu sempre quis ser médica e agora que passei por tudo isso e agora quero ser mais ainda.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Após caso de febre amarela em GO, ministério reforça importância da vacina

    Após caso de febre amarela em GO, ministério reforça importância da vacina

    Após a notificação de um caso de febre amarela na cidade de Alto Paraíso (GO), o Ministério da Saúde reforçou a importância da vacinação no combate à doença. A dose faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser administrada aos 9 meses, com um reforço aos 4 anos.
     
    Em adultos, a indicação é que a vacina seja adotada como medida de prevenção para residentes ou visitantes de áreas onde há recomendação de imunização. Pessoas que nunca receberam a dose e vão viajar para áreas de risco devem ser vacinadas com pelo menos dez dias de antecedência. Quem tomou uma única dose da vacina há mais de dez anos deve receber o reforço.
     
    O governo orienta ainda que pessoas que precisem viajar para áreas de risco, sem terem sido vacinadas com dez dias de antecedência, evitem acessar áreas silvestres. Em caso de necessidade de deslocamento para esses locais, a recomendação é usar roupas que protejam as áreas expostas do corpo – principalmente braços e pernas – e usar repelente.
     
    A pasta informou que o caso de febre amarela registrado no interior de Goiás é tratado como um caso isolado de um estrangeiro que passou pela cidade e seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi diagnosticado e recebeu tratamento médico-hospitalar. O paciente já recebeu alta.
     
    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos. No Brasil, a doença ocorre esporadicamente, com registros de casos humanos isolados nas áreas consideradas endêmicas, principalmente na região amazônica e no Centro-Oeste. A vacina, segundo o ministério, é o principal instrumento de prevenção, com elevada eficácia.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Equador implantará programa Farmácia Popular

    Equador implantará programa Farmácia Popular

    Representantes do governo do Equador estão no Brasil para conhecer detalhes do programa Farmácia Popular, criado pelo Ministério da Saúde para ofertar medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto para a população. O grupo técnico estará reunido com representantes do Ministério da Saúde até quinta-feira (12) em Brasília. A transferência de tecnologia do programa, entre outras ações, está prevista em acordo firmado entre os ministérios da Saúde dos dois países em 2014, para fortalecer a cooperação nas áreas de nutrição, medicamentos e vigilância sanitária. A experiência brasileira também está sendo base do programa peruano de Farmácias Inclusivas.
     
    O encontro para transferência de informações acontece entre os dias 10 e 12 de fevereiro. Os temas a serem trabalhados durante os três dias são: sistema de informática, de monitoramento, de acompanhamento e de avaliação do Programa Farmácia Popular; determinação do preço/valor de referência dos medicamentos; sistema de segurança do programa; e sistemas e aspectos complementares para a melhoria do acesso a medicamentos. Os trabalhos também estão sendo acompanhados por representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).
     
    A cooperação entre Brasil e Equador, com duração de cinco anos, estabelece o intercâmbio de informações, visitas técnicas e projetos conjuntos para a capacitação profissional. Além do fortalecimento das estratégias para saúde materna e infantil e do acesso à assistência farmacêutica, o acordo envolve as áreas de pesquisa em saúde e avaliação de tecnologias sanitárias. A parceria foi firmada durante visita do presidente do Equador, Rafael Correa, ao Brasil para conhecer as políticas nacionais nas áreas de nutrição infantil para adequá-las à sua realidade.
     
    Atualmente, o programa brasileiro Farmácia Popular disponibiliza 113 itens na rede própria e 25 nas drogarias particulares, por meio do Aqui Tem Farmácia Popular. São medicamentos para tratamento de doenças como colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas. Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5,7 bilhões na iniciativa que conta com 33.796 estabelecimentos, e que já beneficiou 24,4 milhões de pessoas.
     
    Para retirar os medicamentos em uma das unidades credenciadas, o cidadão deve apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (90 dias). A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.
     
    COOPERAÇÃO – Os ministérios da Saúde do Brasil e do Equador estreitam relações desde a Assembleia Mundial da Saúde ocorrida em Genebra em maio do ano passado, quando o ministro Arthur Chioro convidou a ministra Carina Vance para conhecer o Programa Farmácia Popular. A ministra equatoriana esteve no Brasil no mês seguinte, em junho, e participou de reuniões técnicas com equipes do Ministério da Saúde.
     
    Brasil e Equador já mantêm ações bilaterais na área da saúde desde 2007, quando o Instituto Fernandes Figueira-Fiocruz apoiou a implantação e desenvolvimento do Primeiro Banco de Leite do Equador, na Maternidade Isidro Ayora, em Quito. Em outro projeto conjunto, o Brasil, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oferece apoio técnico para o fortalecimento das funções regulatórias de pré e pós-comercialização de medicamentos daquele país.
     
    Fonte: Ministério da Saúde
  • Fumar causa mais doenças e mortes do que se imaginava, indica estudo

    Fumar causa mais doenças e mortes do que se imaginava, indica estudo

    Um novo estudo acrescenta pelo menos cinco doenças e 60 mil mortes por ano ao mal causado pelo tabaco nos Estados Unidos. Antes do estudo, o fumo já era culpado por quase meio milhão de mortes por ano no país devido a 21 doenças, incluindo 12 tipos de câncer.
     
    Os novos resultados são baseados em dados de saúde de quase 1 milhão de pessoas que foram acompanhadas por 10 anos. Além dos riscos conhecidos de câncer de pulmão, doenças arteriais, ataques cardíacos, doenças pulmonares crônicas e acidentes vasculares, os pesquisadores descobriram que o fumo também está associado a risco significativamente maior de infecção, doenças renais, doenças intestinais causadas por fluxo sanguíneo inadequado e doenças cardíacas e pulmonares antes não atribuídas ao tabaco.
     
    Apesar das pessoas já serem bombardeadas com mensagens sobre os riscos de fumar, os pesquisadores dizem que é importante informar ao público que há ainda mais notícias ruins.
     
    “A epidemia de fumo prossegue e há a necessidade de avaliar o quanto o fumo nos prejudica como uma sociedade, de apoiar os clínicos e as políticas de saúde pública”, disse Brian D. Carter, um epidemiologista da Sociedade Americana do Câncer e o primeiro autor de um artigo sobre o estudo, publicado no “The New England Journal of Medicine”. “Não é uma história encerrada.”
     
    Em um editorial que acompanha o artigo, o dr. Graham A. Colditz, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, disse que os novos resultados mostraram que as autoridades nos Estados Unidos subestimaram substancialmente o efeito do fumo sobre a saúde pública. Ele disse que os fumantes, particularmente aqueles que dependem do Medicaid (o seguro-saúde público para pessoas de baixa renda), não receberam ajuda suficiente para abandonar o fumo.
     
    Cerca de 42 milhões de americanos fumam –15% das mulheres e 21% dos homens– segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças. Pesquisa mostra que a taxa de mortalidade deles é duas ou três vezes mais alta do que o de pessoas que nunca fumaram e que, em média, eles morrem mais de uma década antes dos não fumantes. Os fumantes apresentam uma probabilidade mais de 20 vezes maior de morrerem de câncer de pulmão. Pessoas pobres e aqueles com menor escolaridade formal apresentam maior probabilidade de fumar.
     
    Carter disse que foi inspirado a explorar mais a fundo as causas de morte de fumantes após dar uma olhada inicial em dados de cinco grandes pesquisas de saúde sendo realizadas por outros pesquisadores. Os participantes eram 421.378 homens e 532.651 mulheres com 55 anos ou mais, incluindo quase 89 mil fumantes. Como esperado, as taxas de mortalidade eram maiores entre os fumantes. Mas doenças conhecidas como causadas pelo tabaco foram responsáveis por apenas 83% das mortes a mais entre as pessoas que fumavam.
     
    “Eu pensei, 'Uau, isso é realmente baixo'”, disse Carter. “Nós temos esse grupo imenso. Vamos mais a fundo, lançar uma rede mais ampla e ver o que está matando os fumantes que nós ainda não sabemos.”
     
    A pesquisa foi paga pela Sociedade Americana do Câncer e Carter trabalhou com cientistas de quatro universidades e do Instituto Nacional do Câncer.
     
    O estudo foi observacional, o que significa que olhou para os hábitos das pessoas, como fumar, e notou as correlações estatísticas entre o comportamento delas e sua saúde. A correlação não prova causa e efeito, de modo que esse tipo de pesquisa não é considerada tão forte quanto experimentos nos quais participantes são designados aleatoriamente a tratamentos ou placebo e depois comparados. Mas as pessoas não podem ser eticamente instruídas a fumar para um estudo, de modo que muitos dados sobre os efeitos do fumo sobre as pessoas vêm de estudos observacionais.
     
    Analisando as mortes entre os participantes de 2000 a 2011, os pesquisadores descobriram que, em comparação a pessoas que nunca fumaram, os fumantes apresentavam o dobro da probabilidade de morrer por infecções, problemas renais e males respiratórios antes não associados ao tabaco, e cardiopatia hipertensiva, na qual a pressão alta leva a insuficiência cardíaca. Os fumantes também apresentavam uma probabilidade seis vezes maior de morrer de uma doença rara causada por fluxo insuficiente de sangue nos intestinos.
     
    Carter disse ter confiança nos resultados porque biologicamente faz sentido que essas condições estejam relacionadas ao tabaco. O fumo pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de infecção, ele disse. Também se sabe que ele causa diabete, pressão alta e doenças arteriais, que podem levar a problemas renais. A doença arterial também pode reduzir o fluxo de sangue aos intestinos. Danos no pulmão causados pelo fumo, combinados com o aumento da vulnerabilidade a infecções, podem levar a múltiplos males respiratórios.
     
    As doenças antes estabelecidas como sendo causadas pelo fumo eram os cânceres de esôfago, estômago, cólon, fígado, pâncreas, laringe, pulmão, bexiga, rim, colo do útero, lábio e cavidade oral; leucemia mieloide aguda; diabete; doenças cardiovasculares; acidentes vasculares; aterosclerose; aneurisma da aorta; outras doenças arteriais; doenças respiratórias crônicas; pneumonia e gripe; e tuberculose.
     
    Fonte: Ministério da Saúde
  • Estudo diz que vacina contra HPV não incentiva hábito sexual de risco

    Estudo diz que vacina contra HPV não incentiva hábito sexual de risco

    Pesquisa foi feita com milhares de adolescentes vacinadas ou não.
    Vacina contra o HPV provocou alerta entre pais e pediatras nos EUA.
     
    Apesar das preocupações de alguns pais, a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) não leva os adolescentes a adotar comportamentos sexuais precoces ou arriscados, nem eleva as taxas de doenças sexualmente transmissíveis, asseguram cientistas em estudo publicado na revista especializada da “Associação Médica Americana (JAMA)”.
     
    A pesquisa foi feita entre 2005 e 2010 com 21.000 adolescentes que foram vacinadas e 186.000 que não receberam a vacina. As jovens dos grupos tinham entre 12 e 18 anos e viviam na mesma região dos Estados Unidos.
     
    Foi medida trimestralmente a taxa de doenças sexualmente transmissível (DSTs) antes e depois da vacina. A taxa aumentou nos dois grupos no mesmo ritmo e permaneceu quase idêntica à medida que as meninas cresciam.
     
    Os cientistas determinaram que o comportamento sexual das adolescentes vacinadas não mudou por causa da vacina. “Se o fato de vacinar estas jovens contra o HPV causasse um aumento de atividades sexuais arriscadas, teríamos observado um aumento forte das taxas de infecções sexualmente transmitidas (…), e não foi o caso”, explicou Seth Seabury, da Universidade do Sul da Califórnia e principal coautor do estudo, financiado pelos Institutos Americanos da Saúde (NIH).
     
    Vacina polêmica
     
    A criação, em 2006, da primeira vacina contra o HPV (Gerdasil, do laboratório americano Merck) provocou alerta entre alguns pais, pediatras e legisladores nos Estados Unidos. Segundo os críticos, vacinar adolescentes incentivaria atividades sexuais precoces e arriscadas e alguns estados do país se opuseram a implementar um programa de vacinação obrigatória.
     
    Atualmente, as autoridades de saúde recomendam que se vacinem meninos e meninas pré-adolescentes para prevenir o HPV, que dificilmente é detectado, mas pode causar câncer no colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
     
    No entanto, só 38% das meninas e jovens de 13 a 17 anos nos Estados Unidos receberam as três doses recomendadas em 2013. O número de meninos vacinados é ainda menor, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Veneno de cobra coral pode ajudar a tratar esquizofrenia, dizem cientistas

    Veneno de cobra coral pode ajudar a tratar esquizofrenia, dizem cientistas

    Pesquisadores tiveram êxito na análise do veneno de espécie da Costa Rica.
    Estudo foi publicado na revista da Academia Americana de Ciências, a PNAS
     
    Cientistas revelaram o mistério de como o veneno da cobra coral costa-riquenha causa convulsões em suas vítimas, uma descoberta que pode impulsionar pesquisas sobre esquizofrenia, epilepsia e dor crônica.
     
    O veneno inclui um par de proteínas chamadas micotoxinas (MmTX), que se acoplam aos poros nas células nervosas do cérebro e da medula espinhal, conhecidas como receptores GABA(A). Isto resulta em convulsões potencialmente mortais.
     
    O estudo foi publicado nesta semana na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”. “O que encontramos são as primeiras toxinas animais das que temos notícia”, disse Frank Bosmans, professor assistente de fisiologia e neurociência da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. “De longe, é o composto mais poderoso que ataca os receptores GABA(A)”. “Assim que aderem aos receptores, não os deixam”, prosseguiu.
     
    Descobriu-se que as MmTX se une aos receptores GABA(A) mais firmemente que qualquer outro composto conhecido. Quando isto ocorre, o poro do receptor se abre permanentemente e a célula nervosa não consegue se restabelecer e acaba falhando.
     
    Os especialistas esperam que estas descobertas ajudem a fazer avanços nos estudos sobre epilepsia, esquizofrenia e dor crônica, causados precisamente por falhas nos receptores GABA(A). “Os medicamentos para combater a ansiedade, como o diazepam e o alprazolam, também aderem nos receptores GABA(A), mas causam relaxamento no lugar de convulsões porque o fazem com mais folga”, disse Bosmans. O estudo foi financiado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo relaciona energéticos e bebidas açucaradas à hiperatividade

    Estudo relaciona energéticos e bebidas açucaradas à hiperatividade

    Pré-adolescentes que consomem bebidas energéticas ou muito açucaradas estão 66% mais propensos a ter sintomas de hiperatividade e transtorno de déficit de atenção, segundo um novo estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
     
    A pesquisa indica que o consumo dessas bebidas pode influenciar no desempenho escolar, reforçando a recomendação de que a quantidade de bebidas com açúcar deve ser limitada para crianças e préadolescentes. O presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio (Soperj), Edson Liberal, acredita que energéticos, que contém cafeína, além de altos níveis de açúcar, deveriam ser proibidos para menores de idade, assim como as bebidas alcoólicas.
     
    — A quantidade de cafeína em uma latinha é absurda. A substância muda o mecanismo de vigília e sono, o que afeta o crescimento e a aprendizagem. Ainda pode causar arritmia cardíaca e, a longo prazo, levar ao vício — alerta Liberal.
     
    A equipe de Yale, liderada pela professora Jeannette Ickovics, entrevistou 1.649 estudantes do ensino fundamental. A idade média dos participantes foi de 12,4 anos.
     
    — À medida que a quantidade de bebidas adoçadas aumenta, também sobe o risco de sintomas de hiperatividade e desatenção entre os alunos — afirma Jeannette.
     
    Algumas bebidas adoçadas e energéticos populares entre jovens contêm até 40g de açúcar, e especialistas da recomendam que as crianças consumam, no máximo, de 21g a 33g de açúcar por dia (dependendo da idade). Durante a realização do estudo, os alunos consumiram, em média, duas bebidas açucaradas por dia.
     
    Além de hiperatividade e desatenção, bebidas com açúcar têm uma forte relação com a obesidade infantil. Chefe do serviço de Nutrologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ), Hélio Fernandes da Rocha avisa que o consumo excessivo pode levar também ao diabetes e ao aumento da pressão arterial.
     
    — O açúcar industrializado tem uma absorção rápida que provoca picos de reação do pâncreas, aumentando o nível de insulina. Se o consumo for frequente, pode levar a uma resistência à insulina, que é o primeiro passo para o diabetes — explica o nutrólogo.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Insulina inteligente poderia ser aprovada para diabetes

    Insulina inteligente poderia ser aprovada para diabetes

    Um tipo de insulina experimental “inteligente”, que atua por 14 horas, demonstrou avanços em ratos de laboratório e pode ser aprovada para provas em pessoas com diabetes tipo 1 em dois anos, afirmaram pesquisadores nesta segunda-feira (9).
     
    O produto, conhecido como Ins-PBA-F, e desenvolvido por bioquímicos da Universidade de Utah, se ativa sozinho mesmo quando os níveis de açúcar aumentam, segundo estudo publicado nas atas da Academia Nacional de Ciências americana.
     
    Testes em ratos com diabetes tipo 1 demonstraram que uma injeção pode, “repetida e automaticamente fazer diminuir o nível de açúcar no sangue depois de administrada aos ratos uma dose de açúcar comparável à que consomem na hora de comer”, destaca o estudo.
     
    A droga imita a forma como o organismo dos ratos comuns volta a níveis normais de glicemia (açúcar no sangue) após uma refeição.
     
    “É um avanço significativo na terapia com insulina”, afirmou o coautor do estudo, Danny Chou, assistente do professor de bioquímica da Universidade de Utah.
     
    “Nosso derivado de insulina parece controlar o açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa disponível para pacientes com diabetes”, afirmou.
    As pessoas com diabetes tipo 1 precisam controlar estritamente seu nível de açúcar no sangue e aplicar manualmente injeções de insulina quando necessário.
     
    Qualquer erro ou lapso pode levar a complicações, que incluem doenças cardíacas, cegueira e, inclusive, a morte.
     
    O Ins-PBA-F é uma versão modificada quimicamente de um hormônio de origem natural.
     
    Diferencia-se de outros tipos de “insulina inteligente” em desenvolvimento, que usam barreiras baseadas em proteínas como géis ou revestimentos que inibem a insulina quando o nível de açúcar no sangue está baixo.
     
    Os primeiros testes em humanos poderão começar entre dois e cinco anos, assim que forem realizados mais testes de segurança de longo prazo em animais de laboratório.
     
    Fonte: A Tarde Online
     
  • Falta de transparência pode comprometer confiança nos genéricos

    Falta de transparência pode comprometer confiança nos genéricos

    Dá para continuar confiando nos genéricos? Várias pessoas me fizeram a pergunta nos últimos dias, após a reportagem Anvisa interdita parte da fábrica da EMS, maior farmacêutica do país. Eu digo que sim, até que me provem o contrário.
     
    Mas a desconfiança é compreensível. Afinal, quando a maior farmacêutica do país comete erros primários como os encontrados na inspeção da Anvisa e das vigilâncias sanitárias do Estado de São Paulo e de Hortolândia, onde fica a fábrica da EMS, fica a dúvida de como está a segurança do mercado de genéricos de uma forma geral.
     
    Os genéricos circulam nas farmácias brasileiras há 16 anos, mas ainda é comum gerarem desconfiança em relação a sua eficácia, principalmente, na classe médica. Pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde e Anvisa já mostraram que 40% dos médicos têm algum tipo de insegurança e 20% deles dizem que não os prescrevem.
     
    Já entre a população, o grau de confiança é bem maior: 73%, segundo recente pesquisa Datafolha, encomendada pelo ICTQ (instituto de pesquisa e pós-graduação do mercado farmacêutico).
     
    Eu digo que confio nos genéricos porque sou consumidora desses medicamentos. Agora mesmo acabei de tomar um comprimido de levoflocacino (prescrito pelo médico, que fique bem claro) para combater uma sinusite que me derrubou.
     
    Mas confesso que o episódio EMS me incomodou, especialmente pelo silêncio da empresa, que só se manifestou por meio de uma nota vaga.
     
    Erros que levam ao recall de medicamentos acontecem com frequência, é só dar uma espiada no site da Anvisa.
     
    Agora, venhamos e convenhamos, é bastante incomum (ainda bem!) um almoxarifado que armazena toda a matéria-prima do laboratório estar numa temperatura de 46ºC (quando a norma é entre 15 e 28ºC). Ou a empresa usar ingredientes em desacordo com o determinado pela Anvisa ou ainda aumentar o lote de um medicamento em dez vezes e também não informar a agência reguladora.
     
    Diante disso, o esperado seria a farmacêutica vir a público e relatar o que motivou os problema apontados pelos agentes sanitários e as providências que tomou em cada caso. Por que a temperatura estava tão alta? O que levou a esse erro? O que foi feito para evitá-lo? E não me venham colocar a culpa no estagiário porque erros assim são, em geral, de processos, nunca de uma única pessoa. O mesmo vale para as outras irregularidades encontradas que levaram à suspensão e comercialização dos dois antibióticos.
     
    Os genéricos respondem hoje por quase 30% das vendas em unidades do mercado farmacêutico brasileiro. Em países como o Reino Unido, a participação é o dobro. Nos EUA chega a quase 80%, o que mostra que o nosso mercado tem ainda muito a crescer.
     
    No Brasil, o programa de genéricos não só aumentou o acesso da população aos tratamentos, já que agora consegue comprar remédios até 50% mais baratos em relação aos medicamentos de referência, como também fortaleceu a indústria nacional. Hoje, entre as maiores farmacêuticas, seis são brasileiras.
     
    Segundo a Anvisa, todos os medicamentos genéricos passam por rigorosos testes de qualidade antes de terem seu registro e comercialização autorizados. Também garante a mesma eficácia do medicamento de marca.
     
    Mas não dá para ignorar que quase um quarto da população brasileira ainda desconfia dos genéricos. Embora pontuais, episódios como esse envolvendo da EMS podem, sim, aumentar o grau de desconfiança se não houver transparência e respeito com o consumidor. É o mínimo que se espera.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Aplicativos ajudam campanha de conscientização sobre risco da Aids

    Aplicativos ajudam campanha de conscientização sobre risco da Aids

    Segundo pesquisa, 46% das pessoas na região Sudeste não preservativo.
    Campanha incentiva o uso do preservativo, teste e tratamento.
     
    O Ministério da Saúde vai realizar um campanha inédita para ajudar na prevenção à Aids neste carnaval. Além do uso do preservativo, neste carnaval os foliões terão dois aplicativos que ajudarão na conscientização da importância do uso do preservativo para prevenir a doença. A estratégia foi divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Ministério da Saúde na quadra da escola de samba Mangueira.
     
    Segundo pesquisa do Ministério, 46% da população sexualmente ativa na região Sudeste não fez uso do preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais no último ano. Ainda segundo os dados, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 18%, em 2004, para 26% em 2008, chegando a 49% no ano de 2013, o maior percentual dentre todas as regiões brasileiras.
     
    A escolha dos aplicativos foi uma estratégia baseada no aumento desse número de jovens que, apesar do conhecimento sobre as formas de transmissão do HIV, continuam fazendo sexo sem preservativo. Os aplicativos promovem encontro de pessoas para encontros casuais a partir de localização geográfica. Para atingir o maior público possivel, a campanha  criou cinco perfis diferentes, que se identificavam como pessoas em busca de sexo sem camisinha. Durante a conversa, essas pessoas recebem mensagem direta sobre a importância da prevenção e sexo seguro. “O que mais preocupa são os jovens de 15 a 24 anos que assumiram uma prática sexual desprotegida apesar de saber quais são os riscos. 94% sabe que para prevenir a Aids é preciso usar camisinha, mas 46% admite fazer sexo sem preservativo com parceiro casual”, afirmou o ministro Arthur Chioro, ressaltando que esses dados evidenciam a importância de adotar outras estratégias além do uso do preservativo.
     
    Outra medida utilizada como forma de prevenção nessa campanha é o tratamento do HIV, onde o objetivo é tratar a doença imediatamente após a descoberta e não apenas quando os sintomas aparecem. A mensagem geral da campanha de carnaval deste ano é informar o jovem para se prevenir contra o vírus da aids, usar camisinha, fazer o teste e, se der positivo, comece logo o tratamento, reforçando o conceito “camisinha+teste+medicamento” de prevenção combinada. São 129 mil cartazes em quatro versões, segmentados para a população jovem, travesti e jovem gay. Displays com camisinhas serão instalados em aeroportos como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de outras cidades como Salvador e Recife. No Rio, o Ministério da saúde distribuirá  3 milhões de camisinhas no carnaval.
     
    Fonte: G1 Saúde