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  • ” cura mulher com síndrome rara

    ” cura mulher com síndrome rara

    Um rearranjo do DNA fez com que gene defeituoso fosse expulso do código genético de paciente
     
    Uma mulher com uma doença rara foi espontaneamente curada, um evento tão improvável que médicos o descreveram como o equivalente a ganhar na loteria.
     
    Ela sofria de hipogamaglobulinemia, caracterizada por uma falha no sistema imunológico e pela alta ocorrência de verrugas e infecções no corpo.
     
    Mas, segundo médicos americanos, ela foi curada há 20 anos após uma mutação acidental de seu DNA, quando ela tinha por volta de 30 anos de idade – hoje ela está na faixa dos 50 anos.
     
    Ao periódico científico Cell, um dos médicos disse que as chances de isso ocorrer são “astronomicamente baixas”.
     
    Sistema imunológico
     
    Pacientes com este mal têm um defeito em uma única seção do DNA. Seu organismo ainda fabrica células que formam o sistema imunológico, mas elas ficam retidas na medula óssea, onde são produzidas.
     
    Isso os deixa muito vulneráveis a infecções, especialmente ao vírus do papiloma humano, ou HPV. Além da ocorrência de verrugas, esta condição gera um maior risco de câncer.
     
    A mulher, que pediu aos médicos para não ter seu nome revelado, foi o primeiro caso de hipogamaglobulinemia registrado no mundo, há mais de 50 anos.
     
    Mas, aos 58 anos de idade, ela contatou uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos para fazer verificar se suas filhas tinham a mesma falha no DNA.
     
    Os testes deram positivo para duas de suas filhas, mas o médico quer realizou os exames, Philip Murphy, foi surpreendido com a revelação de que a mulher perdeu suas verrugas há 20 anos.
     
    Os pesquisadores buscaram entender, então, como este “caso miraculoso” ocorreu.
     
    'Notável'
     
    A origem da cura se deu a partir da mutação de uma única célula em sua medula óssea.
     
    Um evento conhecido como “estilhaçamento de cromossomas”, em que parte do DNA é rearranjado, fez com 164 genes fossem eliminados de seu código genético, entre eles o gene mutante que causava o problema.
     
    Se isso tivesse ocorrido em uma célula muscular, não teria feito diferença para a paciente. Mas o “estilhaçamento” ocorreu em uma célula-tronco que fabrica células imunológicas.
     
    Esta célula aos poucos tomou conta da médula óssea e foi o ponto de partida para que um novo sistema imunológico chegasse até sua corrente sanguínea.
     
    “É notável. Ela começou como uma menina azarada e acabou ganhando na loteria ao ter uma ocorrência tão rara – e a única conhecida no mundo até hoje”, afirmou Murphy.
     
    “Ela não tem mais verrugas, não é mais suscetível a infecções nem apresenta anormalidades no sangue. As chances disso ocorrer são extremamente baixas.”
     
    Murphy espera que uma maior compreensão sobre a doença possa levar a um tratamento ou a formas melhores de realizar transplantes de medula.
     
    Andrew Jackson, da Unidade de Genética Humana do Conselho de Pesquisa Médica, no Reino Unido, considera o caso uma “história científica interessante”.
     
    “Vejo muitos pacientes com doenças congênitas, e normalmente a regra é 'você tem que conviver com o que você nasceu'. Então, uma cura espontânea não é algo esperado”, disse Jackson.
     
    Ele explica que já houve “relatos similares” envolvendo outras condições, mas que houve conjuntamente trabalhos científicos excelentes que “permitiram entender biologicamente” o funcionamento destas síndromes.
     
    Jackson ainda acrescenta que seria importante avaliar a contribuição para a cura dos outros 163 genes afetados pelo estilhaçamento de cromossomas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Amamentação, chave da saúde futura

    Amamentação, chave da saúde futura

    Logo após o nascimento, começa uma bela relação entre o bebê e os bilhões de micróbios que em breve irão colonizar o seu trato gastrointestinal. Em estudo publicado recentemente na revista “Frontiers in Microbiology CellularInfection”, pesquisadores da Escola de Medicina e da Faculdade de Artes e Ciências da Carolina do Norte descobriram que a dieta de um bebê durante os primeiros meses de vida tem profunda influência sobre a composição, a diversidade e a estabilidade do microbioma intestinal. Esses fatores, por sua vez, atuam na capacidade do organismo infantil de efetuar a transição do leite para alimentos sólidos, e pode ter efeitos na saúde a longo prazo.
     
    — Já o processo entre bebês que se alimentam também com fórmula pode ser mais dramático. Achamos que os microbiomas de bebês que não são exclusivamente amamentados podem contribuir para mais dores de estômago e cólicas — diz a coautora do estudo e professora assistente no departamento de biologia celular e fisiologia da UNC, Andrea Azcarate-Peril.
     
    A descoberta aumenta a percepção crescente de que o microbioma intestinal desempenha um papel importante para nos ajudar a digerir alimentos e combater patógenos, entre outras funções.
     
    — Este estudo fornece ainda mais suporte para as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros órgãos para que as mães amamentem exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida do bebê — afirma Amanda Thompson, professora associada do Departamento de Antropologia e autora principal do estudo. — Podemos ver a partir dos dados que a inclusão da fórmula na dieta de uma criança muda as bactérias do intestino, mesmo se você também estiver amamentando.
     
    De acordo com a ginecologista e obstetra Wanessa Rezende, o leite materno tem enzimas que já são conhecidas da criança desde que ela está na barriga da mãe. Assim, quase todos os nutrientes do alimento são aproveitados pelo neném.
     
    — Diferente do leite animal, o materno é constituído por mais globulinas, que são proteínas de digestão mais fácil, do que caseínas (proteínas de difícil digestão). Assim, o leite materno vai fermentar menos, e a flora intestinal ficará mais preservada — explica. — Isso pode favorecer a introdução de outros alimentos.
     
    ENZIMAS AUXILIAM DIGESTÃO
     
    No estudo, a equipe de pesquisadores coletou amostras de fezes e informações sobre as dietas e saúde de bebês desde duas semanas de vida até 14 meses. Aplicando técnicas de sequenciamento de genomas em amostras de fezes, os cientistas deduziram os tipos e as funções das bactérias no microbioma do intestino dos bebês.
     
    O que surpreendeu Thompson e Azcarate-Peril foram as diferenças genéticas drásticas em amostras de fezes colhidas depois que os bebês começaram a comer alimentos sólidos. Os pesquisadores descobriram diferentes quantidades de cerca de 20 enzimas bacterianas em bebês exclusivamente alimentados com leite materno, contra 230 enzimas em bebês alimentados com fórmula e leite materno. Os microbiomas de bebês alimentados exclusivamente com leite materno tendiam a ser menos diversificados e foram dominados pela Bifidobacterium, um tipo de bactéria considerada benéfica para a digestão. Já aqueles alimentados com uma mistura de leite materno e fórmula tinham uma proporção menor do gênero.
     
    O estudo sugere, ainda, que a composição do microbioma pode afetar a capacidade de um bebê para digerir os alimentos no curto prazo e influenciar a saúde a longo prazo.
     
    — Os bebês que forem amamentados poderão ter menos riscos de síndrome metabólica, diabetes, obesidade e doença celíaca, causada pela intolerância ao glúten — diz Wanessa.
     
    Fonte: O Globo
  • Só 25% das mulheres acima de 50 anos fazem mamografia regularmente

    Só 25% das mulheres acima de 50 anos fazem mamografia regularmente

    Número de mulheres que fazem o exame ainda é muito baixo. 
    Mamografia é importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
     
    Apenas 25% das brasileiras, que têm mais de 50 anos, estão em dia com a mamografia. O número preocupa porque o exame é extremamente importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo que mais mata mulheres no mundo todo.
     
    Aos 65 anos de idade, Neiza Pires conta que não faz o exame há três anos. “Ah, estou sempre deixando pra lá, eu nem sou de sair de casa”, diz.
     
    Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, o número de mulheres que fazem o exame ainda é muito baixo. O último levantamento divulgado pela instituição mostra que menos de 25% das brasileiras entre 50 e 60 anos fizeram mamografia pelo Sistema Único de Saúde em 2013, número que representa apenas 30% do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde para mulheres acima de 50 anos.
     
    “A mamografia ainda representa a principal estratégia para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A grande importância dela é o fato de que quando se diagnostica a doença precocemente, é possível atingir metas de cura de até 95%. Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve fazer a mamografia no intervalo de um a dois anos, periodicamente”, explica o médico mastologista Clécio Lucena.
     
    Elisete Magalhães está com os exames em dia. Ela faz a mamografia há 30 anos. “Minha mãe teve a doença e eu fiquei em alerta, então faço o exame religiosamente a cada seis meses”, diz.
     
    A mamografia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é um exame que depende de indicação médica, como qualquer outro.
     
    O profissional vai indicar a mamografia de acordo com o histórico familiar, a idade ou a suspeita de alguma alteração na mama da mulher. Para quem tem entre 50 e 69 anos, a recomendação é fazer o exame com mais regularidade, já que essa é a faixa de maior risco.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Anvisa aprova regras para agilizar pesquisas clínicas com medicamentos

    Anvisa aprova regras para agilizar pesquisas clínicas com medicamentos

    A diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quinta-feira (5) uma resolução que estabelece novas regras para autorização de pesquisas clínicas com medicamentos no país.
     
    A medida passa a estabelecer um prazo de 90 dias a até 180 dias para análise e aprovação de pedidos de pesquisas clínicas, ou seja, testes feitos em pacientes voluntários para medir a segurança, doses e eficácia de novos produtos.
     
    O prazo maior vale para medicamentos considerados de maior risco ou produzidos no país pela primeira vez. Já o menor, de 90 dias, vale para pesquisas já aprovadas em outros países.
     
    Nos casos de menor risco, caso a agência não se manifeste até o prazo de 90 dias, a pesquisa fica automaticamente liberada.
     
    Até então, não havia prazos definidos e o processo poderia demorar até mais de um ano –o que inviabilizava a produção de novos medicamentos no Brasil. Também foi aprovada uma resolução semelhante para dispositivos médicos, como próteses e stents, entre outros.
     
    Para José Carlos Moutinho, diretor da Anvisa, a mudança deve ampliar o número de pesquisas feitas no país e o futuro registro dos produtos. “E o Brasil vai entrar na rota dos principais países que têm ensaios avançados”, disse.
     
    A mudança também traz a possibilidade de ampliar o acesso da população a tratamentos experimentais, afirma Flávia Sobral, coordenadora do setor de pesquisas clínicas com medicamentos na agência.
     
    MENOS ETAPAS
     
    Além dos prazos, as novas regras também excluem a necessidade de uma nova chancela da agência reguladora a cada etapa da pesquisa.
     
    Pela novas regras, o grupo interessado na pesquisa deve apresentar um plano amplo de desenvolvimento do medicamento, incluindo as diferentes fases e protocolos de pesquisa propostos -até então, a agência analisava cada braço da pesquisa de forma isolada.
     
    Nelson Mussolini, do Sindusfarma, afirma que o país perdia espaço em pesquisas internacionais por conta da burocracia envolvida.
     
    Para ele, a previsibilidade de aprovação e até do futuro registro dos medicamentos é o principal benefício das novas regras. “Não existe inovação se não existir estudos clínicos rápidos e desburocratizados”, afirma. “Do jeito que estava, havia quem esperava mais de um ano e desistia. Havia um prejuízo muito grande, e o Brasil perdia mercado”, disse.
     
    A previsão é que as novas regras sejam publicadas no Diário Oficial da União em até duas semanas, quando passam a entrar em vigor.
     
    Processos anteriores, no entanto, ainda devem ser submetidos às regras anteriores. Hoje, a Anvisa tem 115 pedidos de pesquisas ainda sujeitos a análise, e recebe, em média, 120 novas solicitações por ano. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Vírus misterioso que paralisa crianças intriga médicos nos EUA

    Vírus misterioso que paralisa crianças intriga médicos nos EUA

    Médicos e pesquisadores dos Estados Unidos tentam decifrar um mistério: nos últimos seis meses mais de cem crianças e jovens do país foram vítimas de um ataque de paralisia repentina sem uma causa aparente.
     
    Os casos começaram em agosto e os sintomas são debilidade repentina em uma ou várias extremidades do corpo e a perda da mobilidade.
     
    Exames de ressonância magnética nestes pacientes mostram uma inflamação na massa cinzenta do cérebro.
     
    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), em Atlanta, está investigando os casos registrados, os fatores de risco e possíveis causas do problema.
     
    Mas, até agora, o pouco que se sabe é que o CDC chamou a doença de mielite flácida aguda e que pode ter relação com um surto de enterovírus que ocorreu no país na mesma época em que foram registrados os primeiros casos.
     
    Debilidade e paralisia
     
    A mielite flácida aguda é uma doença neurológica que causa debilidade nas extremidades do corpo e, nos casos mais graves, paralisia.
     
    Os primeiros 12 casos ocorreram em agosto de 2014, no Hospital Infantil Colorado em Aurora, no Estado americano do Colorado. A partir daí foram 111 casos relatados em 34 Estados americanos.
     
    “De repente começaram a chegar ao hospital crianças com sintomas pouco usuais. Tinham debilidade muscular, perda da mobilidade das extremidades e rigidez no pescoço”, disse à BBC Mundo o médico Kevin Messacar, que trabalha no hospital.
     
    A idade das crianças afetadas por este surto era de, em média, sete anos.
     
    Quase todas as crianças foram hospitalizadas e algumas tiveram que ser ligadas a aparelhos para ajudar na respiração, mas todas já estão em casa, recebendo terapia de reabilitação.
     
    A maior parte dos pacientes também apresentava febre e problemas respiratórios antes da aparição dos sintomas neurológicos.
     
    Cerca de dois terços das crianças em observação melhoraram em uma média de 19 dias e apenas uma delas se recuperou totalmente.
     
    Causas?
     
    As causas específicas da mielite flácida aguda ainda estão sendo investigadas.
     
    Mas, os casos desta doença são parecidos com doenças causadas por vírus como o enterovírus (entre eles, o causador da poliomielite), adenovírus, vírus do Nilo ocidental e o vírus da herpes.
     
    Estas doenças podem ser resultado de uma série de causas, incluindo infecções virais, toxinas do ambiente, problemas genéticos e síndrome de Guillain-Barre, uma doença neurológica causada por uma resposta imune anormal a ataques contra os nervos do corpo.
     
    Os especialistas também investigam se os casos de mielite flácida aguda têm relação com as mais de mil infecções respiratórias, algumas delas graves, causadas pelo enterovírus D68 (EV-D68) nos Estados Unidos desde agosto de 2014.
     
    Os médicos epidemiologistas do CDC afirmam que, no ano passado, o EV-D68 foi o tipo predominante de enterovírus em circulação nos Estados Unidos.
     
    Para James Sejvar, neuroepidemiologista do CDC, a associação entre a mielite flácida aguda e o enterovírus seria coincidência.
     
    “Os casos de paralisia apareceram durante o surto do EV-D68. As curvas temporais das duas doenças coincidem: surgiram em agosto e o declive começou a ser notado ao final de outubro, começo de novembro”, disse Sejvar à BBC Mundo.
     
    Mas, os pesquisadores não descartaram a associação entre as duas doenças.
     
    “O que temos são provas circunstanciais. Não identificamos o próprio enterovírus EV-D68 na medula espinhal das crianças afetadas por esta mielite. Se encontrássemos algo assim, nos daria uma base mais sólida para estabelecer uma conexão entre as duas doenças”, disse Sejvar.
     
    Uma equipe do Hospital Colorado estudou os 12 casos de paralisia que chegaram ao centro entre agosto e outubro de 2014.
     
    Segundo a investigação citada pela revista especializada The Lancet, as amostras nasais de oito das 12 crianças afetadas tinham o enterovírus e cinco delas tinham o EV-D68.
     
    O que se pode fazer
     
    No momento, e devido à incerteza que cerca esta doença, não há tratamento específico.
     
    “Não conhecemos uma terapia eficaz para tratar a doença”, disse Kevin Messacar, do Hospital Colorado.
     
    “Até agora foi aplicada a terapia de reabilitação para que as crianças possam recuperar o máximo de mobilidade”, acrescentou.
     
    James Sejvar, do CDC, afirma que a fisioterapia é a única forma de tratamento, mas acrescenta que os pacientes demonstraram pouco progresso na recuperação.
     
    Além disso os especialistas do CDC recomendam manter as vacinas em dia e lembram os conselhos mais comuns como lavar as mãos com frequência usando água e sabão, evitar o contato mais próximo com pessoas afetadas pela doença e desinfetar superfícies tocadas com frequência.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Câncer de pulmão é mais letal em mulheres de países ricos do que o de mama

    Câncer de pulmão é mais letal em mulheres de países ricos do que o de mama

    O câncer de pulmão é agora a principal causa de morte por câncer nas mulheres de países desenvolvidos, superando o de mama, que ocupou esta posição durante muito tempo, anunciaram cientistas nesta quarta-feira (4).
     
    O novo estudo foi conduzido por pesquisadores da American Cancer Society, em colaboração com a francesa Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (AIRC, na sigla em francês).
     
    Os cientistas destacaram que esta mudança reflete uma tendência crescente no consumo de tabaco entre as mulheres, que ocorreu mais tardiamente em comparação com os homens. O câncer de pulmão é, há várias décadas, a principal causa de morte por câncer nos homens, tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento.
     
    Nos países em desenvolvimento, o câncer de mama se mantém como a principal causa de morte entre as mulheres.
     
    Os resultados do estudo foram publicados na terceira edição das Estatísticas Mundiais sobre o Câncer, CA.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Câncer mata ao menos 8 milhões de pessoas no mundo todos os anos

    Câncer mata ao menos 8 milhões de pessoas no mundo todos os anos

    No Dia Mundial de Combate ao Câncer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira que a doença registra, anualmente, 14 milhões de novos casos e 8 milhões de mortes em todo o mundo. A maioria das óbitos – cerca de 60% –, segundo os dados, é identificada na África, Ásia e na América do Sul.
     
    “A OMS está trabalhando em conjunto com todos os países para construir soluções que reduzam as mortes prematuras provocadas pelo câncer por meio de um esforço global para diminuir em 25% as mortes prematuras provocadas por doenças crônicas não transmissíveis até 2025”, informou a OMS.
     
    Análise feita pela organização mostra que o número de novos casos de câncer deve aumentar em 70%, nas próximas duas décadas, em todo o mundo, passando de 14 milhões para 22 milhões. Entre homens, os cinco tipos mais comuns da doença são pulmão, próstata, colorretal, estômago e fígado. Entre as mulheres, os principais tipos são mama, colorretal, pulmão, cérvix e estômago.
     
    De acordo com a OMS, um terço das mortes por câncer são resultado de cinco riscos comportamentais e alimentares: alto índice de massa corporal, baixo consumo de frutas e verduras, falta de atividade física, uso do tabaco e consumo de álcool.
     
    O tabaco aparece como o principal fator de risco para câncer, uma vez que responde por cerca de 30% das mortes pela doença e por 70% das mortes por câncer de pulmão em todo o mundo.
     
    Fonte: Agência Brasil
     
  • Fototerapia e sol ajudam a tratar doenças como vitiligo e psoríase

    Fototerapia e sol ajudam a tratar doenças como vitiligo e psoríase

    Programa mostrou como tratar as manchas de pele.
    As duas doenças não são contagiosas.
     
    A fototerapia é uma das opções para quem sofre de psoríase ou vitiligo. O tratamento é feito com um aparelho que emite raios ultravioletas na pele. O tempo de permanência no aparelho varia de acordo com o tipo de pele.
     
    Existem outros tratamentos, além da fototerapia. Pomadas antiinflamatórias, remédios orais e laser, por exemplo. Mas tem um tratamento natural que muita gente desconhece: o sol. “Para algumas doenças de pele, o sol é um tratamento bom. É um benefício que as pessoas precisam aprender a usufruir”, explica o dermatologista Ricardo Romiti.
     
    Vale lembrar que o vitiligo e a psoríase não são doenças contagiosas. “A doença não é infectocontagiosa. Não podemos ter preconceito”, explica a nossa consultora. As duas doenças têm um fundo genético, mas também existe uma ligação com o emocional. Aos primeiros sinais, procure um dermatologista. Quanto mais cedo começar o tratamento, mais chances de cura.
     
    Hanseníase
     
    O Brasil é o segundo país do mundo que mais tem hanseníase. A causa é uma bactéria. Por isso, é uma doença transmissível. “A hanseníase é transmitida pela saliva, no convívio prolongado, de pelo menos dois anos”, explica a doutora Márcia.
     
    Por ser uma doença que causa uma mancha branca, muitas pessoas acabam se confundindo. Hoje, todo o tratamento é dado pelo governo e tem cura.
     
    Luz azul
     
    O sol não é mais a única fonte de luz. Na vida moderna, nos cercamos de outras formas de radiação. A luz azul é uma delas, provocada pelas televisões, computadores, celulares e tablets.
     
    Os pesquisadores descobriram que ela também faz mal a pele. “A luz azul se encontra após a radiação UVA. Ela é uma irmã da radiação UVA, tem um pouco menos de energia. Os efeitos na pele não são notados imediatamente. A gente pode ter mais rugas, mais manchas no futuro”, explica o farmacêutico e cosmetólogo Lucas Portilho.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Laboratório lança insulina inalável para diabéticos nos Estados Unidos

    Laboratório lança insulina inalável para diabéticos nos Estados Unidos

    Medicamento deve ser administrado com a ajuda de um pequeno inalador.
    Inalação promete agir mais rápido e ser mais conveniente que injeções.
     
    A partir de agora, diabéticos que vivem nos Estados Unidos e cujo tratamento inclui o uso de insulina terão uma alternativa ao produto injetável. O laboratório Sanofi lançou uma insulina em pó inalável. O produto já tinha sido aprovado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) em junho de 2014.
     
    A inalação promete agir mais rapidamente e ser muito mais conveniente do que as injeções.No entanto um produto inalável já falhou no passado e há preocupações sobre os potenciais riscos associados com o ato de respirar a insulina em pó.
     
    Chamado Afrezza, o medicamento deve ser inalado com a ajuda de um pequeno inalador de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina para a corrente sanguínea, cumprindo o papel de regular a quantidade de açúcar no sangue.
     
    O Afrezza não deverá ser usado em pacientes com asma ou por aqueles que sofrem de certas complicações. Também não é recomendado para fumantes ou ex-fumantes.
     
    Uma outra insulina inalável produzida pela concorrente Pfizer chamada Exubera foi aprovada em 2006, mas deixou de ser vendida logo depois. O inalador era grande e desajeitado e os pacientes acabaram desistindo de usá-lo, desencorajados pelos testes de função pulmonar periódicos a que tinham de submeter.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Libéria inicia testes de duas vacinas contra o ebola

    Libéria inicia testes de duas vacinas contra o ebola

    As vacinas ChAd3 e rVSV-ZEBOV são as mais promissoras contra doença.
    Produtos protegeram animais contra o vírus, em testes iniciais.
     
    Os primeiros testes clínicos das duas vacinas mais promissoras contra o ebola iniciaram nesta segunda-feira (2), na Libéria, um dos países mais afetados pelo vírus, anunciou o projeto de cooperação Prevail.
     
    Trata-se do ChAd3, desenvolvido pela companhia britânica GSK (GlaxoSmithKline) com o Instituto americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) e do rVSV-ZEBOV, da agência de saúde pública do Canadá (PHAC), cujos direitos foram comprados pelo laboratório americano Merck, em cooperação com a empresa americana NewLink Genetics.
     
    “Essas duas vacinas protegeram animais contra o vírus ebola e foram consideradas seguras durante os testes humanos durante os estudos de inocuidade menores na África, na Europa e América”, lembra o Prevail (Parceria para a Pesquisa sobre Vacinas anti-Ebola na Libéria) em um comunicado.
     
    “O teste começa no hospital Redemption em Monróvia e outros hospitais participarão posteriormente após os 600 primeiros participantes”, indica o texto.
     
    Os testes foram oficialmente lançados neste hospital no domingo durante uma cerimônia na presença do vice-presidente Joseph Boaikai.
     
    “Esperamos que este projeto científico lançado hoje traga uma resposta ao mistério que representa esta doença”, para a qual não existe nenhuma vacina homologada, declarou Boaikai.
     
    O diretor do Wellcome Trust, no Reino Unido, que financia as pesquisas contra o ebola, Jeremy Farrar, considerou “fantástico que esses primeiros testes de vacinas em grande escala aconteçam na Libéria, um país que tem sofrido enormemente com a epidemia”, com ao menos 3.700 mortos do total de cerca de 9 mil vítimas fatais da doença.
     
    Os pesquisadores, sob a supervisão do NIAID, visam atingir 27 mil homens e mulheres com boa saúde, a partir de 18 anos.
     
    Segundo o Prevail, essas vacinas podem causar dor, inflamações e inchaço nos braços, assim como febre, dor de cabeça e fadiga. Mas esses efeitos colaterais “foram leves ou moderados e desapareceram em pouco tempo”, ressaltou.
     
    De acordo com os pesquisadores, o nível de imunização necessário para evitar que um ser humano seja contaminado com o Ebola permanece desconhecido.
     
    Fonte: Bem Estar