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  • O uso da Ritalina e sua promessa de turbinar os estudos

    O uso da Ritalina e sua promessa de turbinar os estudos

    Já me antecipo e digo: sou contra o uso da Ritalina para turbinar os estudos e meu intuito com esse post é alertar os concurseiros aos possíveis problemas que seu uso pode acarretar e seus reais efeitos.
     
    Para quem não sabe do que se trata, a Ritalina é um medicamento de tarja preta que tem como substância ativa o cloridrato de metilfenidato, estimulante do sistema nervoso central. Na medicina, a droga é usada para reduzir impulsividade e hiperatividade de pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), especialmente crianças.
     
    O tema é polêmico! Muitos concurseiros e estudantes estão utilizando essa droga por acreditarem que conseguirão ficar horas e horas estudando sem que o redimento e aprendizado diminuam. Como se trata de um medicamento tarja preta, sua comercialização só é possível através de receita médica especial, muitos concurseiros estão comprando o medicamento no mercado negro, o que sabemos ser totalmente arriscado e contra-indicado!
     
    Essa semana mesmo em um grupo do facebook vi alguns concurseiros perguntando como comprar e aonde comprar sem prescrição médica, e isso aumentou minha vontade em separar um espaço no blog para discutir a questão.
     
    Trago abaixo uma matéria publicada do Jornal Estado de São Paulo que apresenta um estudo da Unifesp demonstrando que a Ritalina não aumenta a memória de longo prazo ou a inteligência. Vejamos:
     
    A Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. Indicada para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ela tem sido usada por estudantes que buscam melhor desempenho em provas e concursos. Apesar da fama que lhe rendeu o apelido de “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros”–, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno.
     
    A psicóloga Silmara Batistela, autora do estudo, decidiu investigar o tema ao perceber a popularização da prática de doping mental. “É muito comum ouvir o relato de pessoas que, para passar a noite estudando antes da prova, tomam Ritalina”, diz. O objetivo da pesquisadora era avaliar se o consumo do medicamento, cujo princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato, realmente trazia vantagens cognitivas.
     
    Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10mg, 20mg ou 40mg da medicação. Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em “turbinar” cérebros saudáveis.
     
    “O uso não alterou a função cognitiva. A única diferença que observamos foi que os que tomaram a dose maior, de 40 mg, relataram uma sensação subjetiva de bem-estar maior em comparação aos demais”, diz Silmara.
     
    Perigos
     
    O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp, observa que o mito de que a Ritalina teria o potencial de tornar alguém mais inteligente não faz sentido. “A pessoa fala que consegue estudar a noite inteira com o remédio. Isso é porque ela fica acordada e não porque tem uma melhora na atenção”, diz. Ele observa que o aprendizado sob o efeito da droga consumida inadequadamente é de má qualidade.
     
    Silveira destaca que existem perigos relacionados ao uso inadequado do medicamento. O consumo aumenta os riscos de problemas do coração e pode levar a um quadro de arritmia cardíaca. O especialista acrescenta que, tratando-se de uma anfetamina, a droga apresenta também um potencial de abuso, razão pela qual é controlada e só pode ser comprada com receita especial.
     
    A alternativa para os que resolvem usar a Ritalina sem ter indicação é recorrer ao mercado negro. Estudantes relatam que não é difícil encontrar fornecedores anunciando o produto em fóruns de discussão na internet.
     
    Um estudante de Economia de 22 anos, que preferiu não se identificar, conta que soube dos efeitos da Ritalina por um amigo. “Ouvi falar de uma droga que todos universitários estavam usando na Europa e nos Estados Unidos para aumentar a concentração. Li sobre seus efeitos colaterais, para o que servia e, como sempre me achei um pouco hiperativo, resolvi experimentar.” As duas primeiras caixas foram compradas de um conhecido. Depois, encontrou um fornecedor na internet que atende aos pedidos dele e de seus amigos. “A gente pede de uma vez só várias caixas.” Para o universitário, que toma o remédio para estudar aos fins de semana ou à noite, quando pretende varar a madrugada entre os livros, a principal vantagem é tirar o sono. “O ganho está nas horas a mais que estudo na madrugada.”
     
    Segundo ele, também há um aumento na concentração e na atenção. “Não fiquei mais inteligente, mas meu tempo de dedicação aos estudos aumentou”, relata. Ele, que foi um dos primeiros entre seus amigos a usar o recurso, conta que hoje conhece cerca de 15 pessoas que aderiram. Um de seus amigos, também estudante de Economia, conta que aderiu à pílula por ter dificuldade de ler textos longos. “Eu começo a me dispersar no meio deles. Como trabalho o dia inteiro, acaba me faltando tempo para conseguir ler volumes grandes.” Para ele, a Ritalina o ajuda a ler bastante sem se dispersar.
     
    Encenação
     
    Outra estratégia que tem sido adotada para obter o remédio é simular os sintomas do TDAH na esperança de ganhar uma receita. O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), conta que tem existido essa demanda, principalmente entre os concurseiros. “O médico precisa ter a habilidade de identificar esses casos: o TDAH não vem de uma hora para outra. É um transtorno incapacitante que acompanha o paciente ao longo da vida.” Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) a pedido do Estado, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. Nesse intervalo, os valores gastos com a medicação passaram de R$ 37.838.247 para R$ 90.719.793.
     
    Remédio é popular entre os que prestam concursos
     
    Um dos grupos em que o uso irregular de Ritalina é mais popular é o dos “concurseiros”: aqueles que se preparam para conseguir uma aprovação nos concorridos concursos públicos. O juiz do Trabalho Rogerio Neiva, que dá aula em curso preparatório e pesquisa sobre neurociência da educação, conta que percebe entre seus alunos “a ideia de que, tomando a Ritalina, vão ter a fórmula mágica do sucesso intelectual e cognitivo”.
     
    Para ele, a grande atração dos estudantes pela droga vem da esperança de que ela acelere o processo de aprendizado. “Os ‘concurseiros’ estão atrás da facilidade, da dica, do esquema. É fácil, portanto, cair em qualquer discurso que se aproxime da ‘pílula do sucesso’”, diz.
     
    No caso de uma “concurseira” de 30 anos, que preferiu não ser identificada, o uso inadequado da Ritalina veio por sugestão de um médico. Ela fazia um tratamento psiquiátrico para distúrbio de humor e sempre reclamava de sua falta de concentração e dificuldade de reter o conteúdo estudado. “Quando você estuda há algum tempo e os resultados positivos não vêm, você fica buscando justificativas.” Seu médico fez, então, algumas perguntas para identificar possíveis sinais de TDAH. Como ela respondeu positivamente a alguns desses sinais, o profissional sugeriu o uso de Ritalina como teste, para ver se ela teria resultado positivo. “Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente.”
     
    A estudante diz que logo começaram a surgir os efeitos negativos. Com a droga, ela conseguia estudar por várias horas, mas se esquecia de tomar água e se alimentar. “A concentração realmente aumenta, mas é falha, porque ficar sentada nem sempre quer dizer que você está aprendendo.” Depois de alguns meses de uso, começou a sentir dores de estômago, prisão de ventre e tremedeira nas mãos.
     
    Em uma ocasião, viajou para fazer uma prova e esqueceu o remédio no hotel. Antes do início do exame, o nervosismo era tanto por saber que teria de fazer a prova sem a droga, que ela roeu todas as unhas. “Desde esse dia, comecei a avaliar se estava vidrada no medicamento, se tinha viciado.”
     
    Quando suspendeu o uso, passou meses sem estudar direito. “Acho que piorei em concentração: é como se eu tivesse ficado sozinha, sem o remédio que me garantia sucesso. Daí veio o choro e a revolta.” Hoje, ela conseguiu uma aprovação, que credita aos cinco anos de estudo, e não à droga.
     
    Neiva observa que a atração pela Ritalina também pode decorrer do fato de que a vida do “concurseiro” não é fácil. “A preparação é um processo intelectualmente desgastante. É uma fase difícil e é natural que as pessoas tentem buscar recursos para minimizar desgastes”, diz.
     
    Substância é eficaz contra déficit de atenção
     
    No caso de pessoas efetivamente diagnosticadas com TDAH, a Ritalina promove o aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Trata-se de um neurotransmissor que aumenta o estado de alerta e melhora a cognição, por isso geralmente promove uma melhora nos estudos.
     
    O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), afirma que a droga não aumenta a inteligência nem fornece habilidades que a pessoa não tinha anteriormente, “mas deixa o paciente pronto para trabalhar em dobro porque tira a fadiga e estabelece um esforço para que consiga se manter em determinadas tarefas”.
     
    O diagnóstico é clínico. “É necessário fazer uma entrevista artesanal, longa, com várias questões. Tem de saber das trajetórias do paciente e o quanto tem de prejuízo nos relacionamentos, no trabalho e na autoestima”, diz. Constatado o transtorno, é preciso inquirir o histórico cardiovascular do paciente. Os que já tiveram problemas no coração não devem usar a droga.
     
    “Para quem precisa, o remédio muda a história de vida do indivíduo. Ouço relatos de portadores que, depois de serem diagnosticados, mudaram de vida, entraram na faculdade e tiveram várias realizações. Isso é gratificante”, diz Junqueira.
     
    Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a fama da Ritalina de tornar as pessoas mais inteligentes vem do fato de que portadores de TDAH são frequentemente rotulados de preguiçosos antes do diagnóstico. “Depois de medicados, o rendimento escolar passa a ser muito bom. Por isso os pais brincam que é a ‘pílula da inteligência’. Tenho um paciente que diz que ficou ‘nerd’ depois da Ritalina.”
     
    Fonte: Portal Farmácia News
  • Reprodução assistida cada vez mais segura e confiável

    Reprodução assistida cada vez mais segura e confiável

    Os avanços em técnicas e métodos usados na reprodução assistida nos últimos 20 anos trouxeram uma constante redução nos riscos à saúde perinatal dos bebês nascidos graças a estes tratamentos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, natimortalidade e mortalidade no primeiro ano de vida. É o que mostra estudo que analisou os resultados de cerca de 92 mil casos de crianças nascidas de gestações únicas ou de gêmeos devido ao sucesso dos processos de fertilização in vitro (FIV), os popularmente conhecidos “bebês de proveta”, na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, entre 1988 e 2007, e os comparou com um grupo de controle de quase meio milhão de nascimentos também únicos ou de gêmeos resultantes de concepções espontâneas no mesmo período, nestes mesmos países.
     
    — Ao longo deste período de 20 anos de nosso estudo, observamos um notável declínio do risco desses bebês (de FIV) nascerem prematuramente ou muito prematuramente — diz Anna Karina Aaris Henningsen, médica da Clínica de Fertilidade do hospital da Universidade de Copenhague e uma das autoras de artigo sobre o levantamento, publicado ontem na última edição do periódico científico “Human Reproduction”. — A proporção de bebês únicos nascidos da reprodução assistida com peso baixo ou muito baixo, menos de 2.500 gramas e 1.500 gramas, respectivamente, também caiu. E as taxas de natimortos ou de mortes durante o primeiro ano também caíram tanto para os bebês únicos quanto para os gêmeos.
     
    MUDANÇA DE ABORDAGEM
     
    Segundo os pesquisadores, estas melhorias são resultado de diversos fatores, sendo o principal identificado por ele a mudança na abordagem pela busca do sucesso nestes tratamentos. Inicialmente, os médicos costumavam implantar diversos embriões no útero das futuras mães na esperança de que pelo menos um deles “vingasse”, enquanto atualmente a preferência tem sido por implantar um ou, no máximo, dois embriões a cada ciclo de tentativas. Mas também contribuíram melhorias nas técnicas de fertilização in vitro nos laboratórios e no atendimento clínico das gestantes, assim como nos meios de cultura onde os embriões são desenvolvidos nos laboratórios e nos medicamentos usados para estimular os ovários das mulheres a liberarem óvulos com “alta qualidade”.
     
    — A transferência de diversos embriões em um ciclo, mesmo que resulte em apenas um bebê, pode ter um impacto negativo na saúde neonatal em geral deste bebê — destaca Anna.
     
    Embora o estudo indique que os riscos à saúde perinatal dos bebês fruto de reprodução assistida ainda sejam um pouco superiores dos das gestações espontâneas, a tendência é que essa diferença continue a cair a ponto de se tornar praticamente insignificante, comenta Paulo Gallo, diretor-médico da Clínica Vida, centro de fertilidade da Rede D’Or de hospitais.
     
    — A reprodução assistida é um processo artificial no qual tentamos ao máximo imitar a natureza — conta. — Claro que, por mais que estes processos evoluam, eles nunca serão tão bons quanto a própria natureza. Mas, hoje, os riscos da reprodução assistida são muito pequenos, o que faz dela uma opção viável e segura para os casais que enfrentam dificuldades para engravidar.
     
    Fonte: O Globo
  • Farmacêuticos podem orientar pacientes para evitar automedicação

    Farmacêuticos podem orientar pacientes para evitar automedicação

    Comprar remédio sem prescrição médica é comum no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no país. Nesta terça-feira (20) é comemorado do Dia do Farmacêutico, profissional que tem, entre outras atribuições, a de evitar a automedicação.
     
    Segundo o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge, o paciente deve sempre procurar um farmacêutico para se certificar do remédio que está levando, caso não precise de receita.
     
    A automedicação pode trazer consequências graves para a saúde, como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de micro-organismos e inibir a eficácia dos remédios.
     
    A contadora Marcela Monte, de 33 anos, admite que compra remédios sem antes passar por consulta médica. “Para dor de cabeça, gripe, resfriados eu mesmo compro por minha conta o que acho que tem melhor efeito em meu organismo. Só vou ao médico em casos mais graves ou com as crianças.”
     
    Mãe de duas filhas, ela sabe que a prática é um erro. “Não sofri nenhum efeito colateral e melhorei o que estava sentindo, então considero que não fez mal. Mas não fico trocando de medicamento, comprando qualquer que ouço falar.”
     
    “O farmacêutico está perfeitamente amparado, respaldado, para prescrever medicamentos que não exijam receita médica. O paciente que chegar à farmácia deve consultar o farmacêutico, que se inteira do problema. Se for um transtorno menor – diarreia, dor de cabeça, quadro febril – o farmacêutico pode indicar medicamento que não exige prescrição médica. Se for mais grave, é papel dele encaminhar esse paciente para um médico”, afirma Walter Jorge.
     
    Segundo o farmacêutico, é função dele orientar o paciente sobre o uso correto do medicamento e verificar o quadro de saúde, como medir a pressão arterial, a febre ou recomendar o teste de glicose. Ele diz ainda que o profissional pode ser punido caso venda sem receita remédios que necessitem de prescrição médica.
     
    “Essa é uma situação de responsabilidade profissional. Identificado o fato, há um processo a ser seguido, com direito a defesa, tudo que um processo ético exige. O profissional pode sofrer uma advertência pública, suspensão do exercício profissional e até cassação do diploma e pagamento de multa”, informa.
     
    A Agência Brasil procurou o Conselho Federal de Medicina para a informação a declaração de Walter da Silva Jorge de que farmacêuticos podem prescrever medicamentos não tarjados, mas não obteve resposta.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Inatividade mata mais do que obesidade, indica pesquisa

    Inatividade mata mais do que obesidade, indica pesquisa

    A falta de exercício pode estar matando o dobro de pessoas se comparada à obesidade, sugere um estudo feito por 12 anos, que incluiu mais de 300 mil pessoas na Europa.
     
    Pesquisadores da Universidade de Cambridge registraram cerca de 676 mil mortes por ano por inatividade, contra 337 mil por conta de excesso de peso.
     
    Eles concluíram que pelo menos 20 minutos diários de caminhada rápida poderiam gerar benefícios substanciais.
     
    Especialistas afirmam, ainda, que exercício físico é benéfico para pessoas de qualquer peso.
     
    Obesidade e sedentarismo, muitas vezes andam de mãos dadas. No entanto, sabe-se que as pessoas mais magras têm um maior risco de problemas de saúde se forem inativas. E as pessoas obesas que se exercitam têm melhores condições de saúde do que pessoas inativas.
     
    Os pesquisadores acompanharam 334.161 europeus por 12 anos. Eles avaliaram os níveis de exercício e a circunferência das cinturas a cada morte.
    “O maior risco (de morte precoce) está associado aos classificados como inativos, sejam com peso normal, sobrepeso ou obesidade”, disse às BBC News Ulf Ekelund, um des pesquisadores envolvidos no estudo.
     
    Ekelund afirma que eliminar a inatividade na Europa cortaria as taxas de mortalidade em cerca de 7,5%, ou 676 mil mortes, mas eliminar a obesidade reduziria a mortalidade em apenas 3,6%.
     
    “Mas não acho que seja caso de um ou outro. Nós também devemos nos esforçar para reduzir a obesidade, e a atividade física deve ser reconhecida como uma estratégia muito importante de saúde pública”, acrescentou Ekelund.
     
    Ekelund, que faz pelo menos cinco horas de exercício vigoroso toda semana, afirma que uma caminahada rápida todo dia é suficiente para transformar a saúde.
     
    “Vinte minutos de atividade física, o equivalente a uma caminhada rápida, é algo possível de incluir em qualquer trajeto para o trabalho, ou em intervalos de almoço, ou à noite, em vez de assistir TV”, sugere.
     
    Os males causados por inatividade e obesidade são, em grande parte, os mesmos, como doença cardiovascular. No entanto, a diabetes tipo 2 é mais comum entre os obesos.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Com novo edital do Mais Médicos, governo espera alcançar 4,2 mil municípios

    Com novo edital do Mais Médicos, governo espera alcançar 4,2 mil municípios

    O governo espera que o programa Mais Médicos alcance 4.209 municípios, de um total de 5.570 no país, com a nova seleção de profissionais para o programa, feita a partir de hoje. O novo edital abrange 1.500 municípios, dos quais 424 ainda não participam do programa, que prevê a contratação de profissionais para atendimento básico à saúde, sobretudo em áreas distantes dos grandes centros.
     
    O novo edital do Mais Médicos foi apresentado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, à presidente Dilma Rousseff durante reunião no Palácio do Planalto, na quarta-feira. Dilma, que monitora de perto o programa, aprovou o novo formato de seleção e participação dos profissionais e externou sua preocupação para que, mesmo com ajustes, o Mais Médicos mantenha o caráter “republicano” e a “coerência”, em aspectos como critérios para priorização de municípios beneficiados – desde o início do programa avaliados com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
     
    A intenção é evitar discussões de caráter partidário na execução do programa, reconhecido pelo próprio governo como “polêmico”. Em caso de recusa à adesão ao programa, o governo federal busca respeitar a autonomia federativa de Estados e municípios e reavaliar necessidades de cada região.
     
    O edital anunciado pelo Ministério da Saúde ontem incorpora o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), de estímulo ao ingresso de profissionais (médicos, enfermeiros e dentistas) na Estratégia de Saúde da Família em localidades de difícil acesso.
     
    A intenção é incentivar a permanência nos municípios dos profissionais do Provab, de um ano de duração, pelo período de dois ou três anos por meio do Mais Médicos. “São aprimoramentos importantes, deixa de ter dois programas. Isso vai trazer ampliação de oferta e um processo de gestão mais simplificado”, disse Chioro.
     
    A estimativa de custos e de profissionais contratados com a nova etapa do programa será feita pelo ministério em fevereiro.
     
    Fonte: Valor Econômico
  • Memória funciona melhor com olhos fechados, diz estudo

    Memória funciona melhor com olhos fechados, diz estudo

    Pesquisadores da Universidade de Surrey dizem que empatia com entrevistador também ajuda a lembrar fatos com mais precisão.
     
    Fechar os olhos na hora de pensar aumenta as chances de lembrar fatos com precisão, de acordo com pesquisadores da Universidade de Surrey.
     
    Os cientistas testaram a capacidade das pessoas de lembrar de detalhes de filmes que mostram cenas de crimes falsos.
     
    Eles esperam que os estudos ajudem testemunhas a relatar detalhes com mais precisão quando interrogadas pela polícia.
     
    Os pesquisadores dizem que estabelecer algum tipo de relação com a pessoa que faz as perguntas também podem ajudar a melhorar a memória.
     
    Sem distração
     
    Em artigo na revista “Legal and Criminological Psychology”, os cientistas testaram 178 participantes em dois experimentos separados.
     
    Na primeira, eles pediram aos voluntários para assistir a um filme que mostra um eletricista entrando numa propriedade, fazendo seu trabalho e, em seguida, roubando uma série de itens.
     
    Os voluntários foram então divididos em quatro grupos e questionados. Uma parte foi entrevistada de olhos abertos e a outra de olhos fechados.
     
    Também houve duas abordagens diferentes por parte da pessoa que fazia as perguntas: em um grupo, o entrevistador não tentou criar nenhum tipo de empatia com o entrevistado; em outro grupo, o pesquisador se apresentou e tentou criar uma relação amigável antes de começar a fazer as perguntas.
     
    As pessoas que tinham alguma relação com o entrevistador e mantiveram os olhos fechados durante todo o interrogatório responderam a três quartos (75%) das 17 perguntas corretamente.
     
    Mas aqueles que não foram apresentados ao entrevistador e tinham os olhos abertos responderam a apenas 41% corretamente.
     
    A análise mostrou que fechar os olhos teve um impacto maior na tentativa de lembrar detalhes corretamente, mas que se sentir confortável durante a entrevista também ajudou.
     
    No segundo experimento, os pesquisadores questionaram os voluntários sobre uma cena de crime simulada.
     
    Lembrança pelo som
     
    “Nossos dados e outros dados que temos indicam que fechar os olhos ajuda porque diminui a distração”, disse o pesquisador chefe, Robert Nash.
     
    “Fechar os olhos também pode ajudar as pessoas a visualizar detalhes do evento que estão tentando lembrar, mas nossa segunda experiência sugere que manter os olhos fechados pode ajudar a focar em informações de áudio também.
     
    “Os mecanismos que identificamos se aplicam a outros contextos, como por exemplo tentar lembrar detalhes de uma aula.”
     
    “Isso contribui para o crescente número de pesquisas que indicam que o fechamento dos olhos pode ser uma técnica útil se usada pela polícia”, disse Tim Hollins, da Universidade de Plymouth, que não teve participação no estudo.
     
    “A outra coisa boa deste trabalho é que eles observaram também a construção de uma relação com o entrevistador também. Estes dados mostram o benefício de fechar os olhos e construir uma relação se somam em vez de se anular, como algumas pessoas pensavam.”
     
    Fonte: Valor Econômico
  • ” pelo SUS

    ” pelo SUS

    Combinação de Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz é mais fácil de ingerir.
    Uso de dose unica promove melhor adesão ao tratamento.
     
    Os pacientes com HIV passarão a ter acesso a um medicamento “3 em 1” pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde. A nova droga combina três medicamentos: Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz. Dessa forma, o paciente só precisará tomar um comprimido, em vez de três. A adoção do remédio deve facilitar a ingestão das drogas e aumentar a adesão ao tratamento. A previsão é que a novidade comece a chegar aos estados na semana que vem.
     
    Segundo o ministério, 100 mil pacientes devem passar a receber o medicamento. A droga já é distribuída desde novembro nos dois estados com os maiores índices de detecção do vírus: Rio Grade do Sul e Amazonas. Nos demais estados, os pacientes recebem atualmente os três medicamentos em comprimidos separados.
     
    Em nota do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro comentou sobre a expectativa de haver uma melhor adesão ao tratamento. “Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido.”
     
    Desde dezembro, o tratamento contra HIV está disponível a todos os adulos com testes positivos de HIV, mesmo quando ainda não apresentaram sintomas. Antes, as drogas só eram distribuídas a pacientes que tivessem um grau mínimo de comprometimento do sistema imunológico.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Anvisa libera uso medicinal de derivado da maconha

    Anvisa libera uso medicinal de derivado da maconha

    Em uma decisão inédita, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (14) a liberação do uso medicinal do canabidiol, um dos 80 princípios ativos da maconha.
     
    Com isso, o canabidiol sai de uma lista de substâncias proibidas no país e passa para uma lista de substâncias controladas.
     
    É a primeira vez que o órgão reconhece, oficialmente, o efeito terapêutico de uma substância derivada da cannabis. A mudança também abre espaço para laboratórios pesquisarem o canabidiol e solicitarem o registro de produtos e até remédios à base da substância no país.
     
    A mudança foi aprovada por unanimidade. “É um momento histórico”, disse um dos diretores do órgão, Ivo Bucaresky. Em seu parecer, os diretores citaram estudos que indicam que a substância, administrada principalmente por via oral, não apresenta risco de dependência e tem poucos efeitos adversos.
     
    “A pergunta não é por que reclassificar, mas por que manter em uma lista de substâncias entorpecentes e psicotrópicas um produto que não tem essa propriedade”, afirmou o diretor-presidente substituto da Anvisa, Jaime Oliveira.
     
    A mudança faz com que o canabidiol passe das listas E e F2, que incluem substâncias como entorpecentes, para a lista C1, de substâncias controladas, como medicamentos cujo desenvolvimento e registro precisam de aprovação.
     
    “É uma sinalização para a sociedade, pacientes e médicos de que esta substância não pode ser considerada tão nociva e sem efeitos terapêuticos como se imaginava”, completa Oliveira.
     
    Associações que reúnem famílias de pacientes com epilepsias graves e outras doenças comemoraram a mudança. “A Anvisa está dando uma contribuição histórica para aliviar o sofrimento de pacientes”, disse Júlio Américo, presidente da Ama-me, associação de usuários de maconha medicinal.
     
    “Estar na lista de proibidos passa para a sociedade a imagem de que é algo ruim. Reclassificar mostra que há outras opções de tratamento”, disse Norberto Fischer, pai da menina Anny, 6, cuja história despertou o debate sobre o uso da maconha para fins medicinais no país, em 2014.
     
    Apesar da mudança, famílias de pacientes ainda terão que solicitar à Anvisa autorização para importar produtos à base de canabidiol. Isso ocorre porque não há registro de medicamentos ou produtos semelhantes no Brasil.
     
    Além disso, segundo a Anvisa, o pedido é necessário porque produtos conhecidos no mercado contêm outros canabinoides que continuam proibidos, entre eles o THC.
     
    O órgão, no entanto, já planeja novas medidas para facilitar o processo de importação. A ideia é criar uma lista dos produtos mais utilizados e que terão liberação previamente autorizada.
     
    A expectativa é que uma nova resolução sobre o tema fique pronta em até 30 dias.
     
    ACESSO LEGAL
     
    Para o psiquiatra José Alexandre Crippa, da USP de Ribeirão Preto e que estuda o uso do CBD, a decisão vai favorecer pesquisas e o acesso à substância. “Vamos passar a trabalhar com uma substância que não é ilegal”, afirma.
     
    A discussão sobre a retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas começou em maio do ano passado, depois que famílias como a da menina Anny entraram na Justiça para obter produtos à base de canabidiol e tratar casos graves de epilepsia.
     
    A Anvisa passou a liberar a importação em caráter excepcional o órgão já liberou 336 pedidos. Em dezembro, o Conselho Federal de Medicina autorizou médicos a receitar produtos a base de CBD para tratamento de epilepsia em crianças e adolescentes.
     
    Alguns médicos, porém, ainda tinham receio de fazer a prescrição, já que ainda não havia definição da Anvisa. “Agora, fica mais fácil para os médicos poderem prescrever”, diz Ivo Bucaresky.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pílula que queima gordura sem esforço deve ter poucos efeitos colaterais e ajudar no tratamento do diabetes

    Pílula que queima gordura sem esforço deve ter poucos efeitos colaterais e ajudar no tratamento do diabetes

    Você já imaginou um dia poder acordar, tomar um remédio e perder uns quilinhos sem esforço? A novidade é que tal situação pode sair da imaginação e virar realidade quando uma molécula chamada fexaramina chegar ao mercado. Por enquanto, ela está sendo estudada por um grupo de pesquisadores americanos em camundongos obesos, mas os resultados são promissores.
     
    Diferente das atuais classes de medicamento para tratar a obesidade disponíveis no Brasil, o remédio não é absorvido na corrente sanguínea e atua diretamente no aparelho digestivo, explica o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas.
     
    — O remédio estimula o gasto de energia e a queima de gordura sem esforço. Atualmente, a única forma de gastar calorias é praticando atividade física. Não temos nenhum remédio para tratar obesidade com essa ação.
     
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    Na prática, a fexaramina estimula a produção de substâncias no intestino, alterando a composição dos ácidos biliares e, por conta desse mecanismo, desencadeia consequências metabólicas favoráveis ao organismo, como a redução de peso, esclarece Mancini.
     
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    O endocrinologista Walmir Coutinho, da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), acrescenta que a droga simula a queima de gordura do organismo, independentemente da ingestão de alimentos.
     
    — Esse é um mecanismo totalmente novo. A única semelhança é com o orlistate, comercializado no Brasil há mais de dez anos, pois ambos não são absorvidos pelo sangue. Já no mecanismo de ação, o orlistate atua no intestino e bloqueia a absorção de apenas 30% da gordura da dieta.
     
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    Outro benefício levantado por Mancini é que “a fexaramina também atua na redução da produção hepática de glicose, se tornando um grande potencial para tratar diabetes”.
     
    — O tratamento do diabetes e da hipertensão conta com várias classes de medicamentos que podem ser administradas simultaneamente e essa também é a tendência de combater a obesidade. Desde que não aumente os efeitos colaterais, a ideia é usar vários remédios que atuem em frentes diferentes do organismo. Isso só traria benefícios ao paciente.
     
    Apesar dos resultados promissores, Coutinho avisa que o novo medicamento não será indicado para todos os obesos.
     
    — Ainda não sabemos qual será a indicação para os humanos. Nesta fase de estudos, os camundongos comiam a vontade e perdiam peso. No entanto, como acontece com os outros remédios para emagrecer, a recomendação é que a pílula atue como auxiliar de um programa de mudança de hábitos.
     
    Sobre os efeitos colaterais, o endocrinologista da SBEM afirma que “espera-se que tenham poucos, já que a droga não atua no sistema nervoso central nem no sistema cardiovascular”.
     
    A notícia ruim é que o medicamento pode demorar de cinco a dez anos para chegar ao mercado brasileiro. A próxima etapa da pesquisa é testar a droga em humanos saudáveis. Se tudo der certo, segue para a fase de avaliar as diferentes doses do medicamento para se estabelecer a melhor relação entre risco e beneficio. Depois disso, começa a fase 3 que consiste em estudar o remédio em milhares pacientes do mundo para estabelecer a eficácia e segurança.
     
    Os resultados do estudo até agora sugerem que a substância é a nova aposta para tratar a obesidade e a síndrome metabólica conjunto de doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes, dislipidemia.
     
    Fonte: R7
     
  • Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), divulgou um trabalho com as avaliações do órgão sobre quais demandas foram atendidas e quais ainda precisam ser cumpridas em relação à Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), concebida em 2003, durante a 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica.
     
    Dentre as propostas apresentadas no Relatório Final da 1ª Conferência, o Ministério da Saúde categorizou 528 como sendo de sua competência para serem executadas, divididas de acordo com três eixos: Eixo I: “Acesso à assistência farmacêutica: a relação dos setores público e privado de atenção à saúde”; Eixo II: “Pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a produção nacional de medicamentos”; Eixo III: “Qualidade na assistência farmacêutica, formação e capacitação de recursos humanos”.
     
    No Eixo I, destacam-se nas demandas atendidas com êxito o aumento do acesso a medicamentos para usuários com doenças de perfil endêmico e o amplo alcance do Programa Farmácia Popular do Brasil.
     
    No Eixo II, o trabalho trata sobre as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que visam proporcionar economicidade ao sistema e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
     
    No Eixo III, o relatório destaca os resultados do Programa Qualifar-SUS, que visa aprimorar a implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica nas ações e serviços de saúde.
     
    Fonte: CRF/SC