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  • CRF/AL promove palestra para estudantes de farmácia da faculdade Maurício de Nassau

    CRF/AL promove palestra para estudantes de farmácia da faculdade Maurício de Nassau

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) participou, na sexta-feira, 29, das Oficinas profissionalizantes realizada pela faculdade Maurício de Nassau. O CRF/AL foi convidado para ministrar o tema Fiscalização como instrumento de valorização profissional, apresentado pela fiscal do CRF/AL, Daiana Santa Ritta aos alunos do curso de farmácia daquela instituição.
    Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, pontuou que essa é uma das funções do Conselho, orientar aos farmacêuticos que estrarão ingressando no mercado de trabalho como é a atuação do Conselho no Estado. “Fomos convidados pela faculdade e prontamente aceitamos o convite. Para nós é muito importante essa relação com as instituições de ensino superior e claro, que com os futuros profissionais”, destacou.
     
    O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, que também esteve no evento, comentou que o Conselho tem um importante papel que é auxiliar e orientar todos os farmacêuticos do Estado. “A gente precisa estar presente nesses encontros, essa relação não pode ser apenas com os nossos associados, o CRF tem fortalecido esse contato com a comunidade acadêmica que serão futuros profissionais do nosso segmento”, afirmou.
     
    Diana Santa Ritta, fiscal do CRF/AL, explicou que o encontro com os estudantes foi para orientar e esclarecer o papel do Conselho. “A ideia era apresentar o papel do Conselho que muitas vezes, os profissionais confundem com as atividades do sindicato, assim como da vigilância sanitária”, esclareceu.
     
    Além disso, ela também explanou a atuação da fiscalização mostrando que os estabelecimentos que exploram atividades farmacêuticas para contratar os farmacêuticos são autuados, fazendo com que empregos sejam gerados com a promoção à saúde por profissionais capacitados. “Se não houver fiscalização, os proprietários não querem manter o farmacêutico dentro do estabelecimento”, lamentou.
     
    O coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Maurício de Nassau, o professor Daniel Fortes, disse que o evento acontece semestralmente na faculdade e tem como objetivo apresentar os estudantes, o mercado de trabalho em que eles irão atuar. “É importante que os alunos entendam que quando o farmacêutico está atuando, o CRF estará ali para auxiliar o farmacêutico a executar as suas funções e garantir que suas atribuições sejam respeitadas pela empresa que está contratando o serviço dele. É muito esclarecedor para o nosso aluno saber que ao ser inserido no mercado de trabalho, ele vai ter quem faça a defesa dele junto aos casos em que ele precisar de apoio”, apontou.
     
    Ascom/CRF
  • Mapa do câncer de mama

    Mapa do câncer de mama

    Análise do DNA de 560 pessoas com câncer de mama revela 93 genes que, se modificados, podem causar tumores — 60% dessas mutações envolvem apenas dez genes. Dois estudos publicados ontem traçam o mapa mais completo já feito sobre o câncer de mama, identificando quais mutações no genoma humano são capazes de causar o tumor e os genes envolvidos nessas alterações. A descoberta é considerada um marco, porque permite que pessoas com a mesma doença possam receber tratamentos diferentes e personalizados, de acordo com o gene e o tipo de mutação que fez surgir o câncer de mama em cada uma delas. A partir de agora, os médicos conseguirão saber, ao identificar um tumor na mama, quais genes contêm erro e em que ponto do genoma ocorreu a mutação.
     
    A equipe de pesquisadores analisou o DNA de 560 pacientes de câncer de mama (sendo 556 mulheres e quatro, homens) e chegaram a 93 genes — ou conjuntos de instruções — que, se modificados, podem causar tumores. A maioria deles já era conhecida, mas, desta vez, os pesquisadores acreditam ter alcançado o quadro mais definitivo de possíveis mutações. O trabalho foi realizado pelo Instituto Wellcome Trust Sanger — um dos maiores centros de estudo de genoma do mundo, no Reino Unido —, e as descobertas foram publicadas nas revistas “Nature” e “Nature Communications”.
     
    Diretor do instituto onde as análises foram realizadas, Mike Stratton considera que os resultados são um divisor de águas para a compreensão do câncer de mama. — Existem cerca de 20 mil genes no genoma humano. E, agora, com uma visão completa sobre o câncer da mama, sabemos que 93 desses genes, se alterados, irão converter uma célula normal da mama em uma célula cancerosa. Esta é uma informação de extrema importância — ressaltou ele, em entrevista à “BBC”.
     
    60% DAS MUTAÇÕES EM DEZ SEGMENTOS DO DNA
     
    Os dados das pesquisas mostram, ainda, que 60% das mutações que levam ao câncer de mama envolvem apenas dez genes. No outro extremo, porém, existem certas mutações tão raras que causam somente uma pequena fração dos cânceres, o que significa que é pouco provável que elas recebam investimentos para a criação de terapias.
     
    Todas as mutações identificadas pelos estudos não são de origem genética, e sim somática: são adquiridas ao longo da vida, por interferências do ambiente ou de comportamento, como obesidade, tabagismo ou poluição. Por isso, elas não podem ser rastreadas antes do surgimento de um tumor, como foi o caso da atriz Angelina Jolie, que detectou em seu DNA a mesma alteração no gene BRCA1 que fez sua mãe morrer de câncer de mama antes dos 60 anos — assim como a avó e uma de suas tias.
     
    As pesquisas evidenciam, inclusive, que os genes BRCA1 e BRCA2 podem sofrer mutações por interferência de fatores externos, e não apenas dos herdados em família, como se acreditava anteriormente. Erros nesses genes aumentam muito o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário porque são eles os genes responsáveis por proteger as células dessas duas partes do corpo. Quando eles não funcionam corretamente, não conseguem impedir o surgimento e a replicação de células cancerosas.
     
    E são justamente os cânceres que não têm a ver com herança genética os maiores responsáveis pela alta na incidência de novos casos da doença ano após ano. São esperados, por exemplo, 58 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2016, pelo menos seis mil a mais do que se esperava cinco anos atrás, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). — Esse trabalho do Reino Unido mostra como é importante levarmos uma vida de qualidade — analisa o presidente da SBM, Ruffo de Freitas Júnior. — O estudo mostra que muitos de nós nascemos com o genoma perfeito e acabamos provocando erros por conta do nosso próprio estilo de vida.
     
    Essas modificações pelas quais o DNA pode passar ao longo da vida formam padrões, também chamados de assinaturas de mutação, que podem ser detectados quando um tumor se forma, além de dar pistas sobre as causas do câncer. — No futuro, seremos capazes de traçar o perfil individual de genomas de câncer, para identificarmos o tratamento com mais chances de ser bem-sucedido. Estamos um passo mais perto de uma medicina personalizada — disse a principal autora dos estudos, Serena Nik-Zainal, também pesquisadora da Universidade de Cambridge.
     
    De acordo com Cristiane Nimir, patologista mamária associada ao Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, um dos benefícios do tratamento personalizado para o câncer de mama é a redução dos efeitos colaterais. — Muitos dos quimioterápicos usados hoje não conseguem distinguir as células normais das cancerosas, é como se eles não soubessem exatamente que tipo de erro procuram — explica ela. — Menos efeitos colaterais melhoram não só o bem-estar do paciente, como geram menos custos de internação e remédios. As terapias-alvo beneficiarão todas as pessoas com esse câncer, sejam aquelas com tumor hereditário ou somático.
     
    Fonte: O Globo
  • Primeira vacina contra dengue deve custar até R$ 400

    Primeira vacina contra dengue deve custar até R$ 400

    A primeira vacina contra dengue já aprovada no Brasil poderá chegar às clínicas privadas com preço de até R$400 a dose. O produto prevê três doses para obter máxima efetividade.
     
    A estimativa inicial de preço máximo foi calculada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) —órgão interministerial responsável pela determinação dos preços de remédios no país—após análise de dados enviados pela Sanofi Pasteur, empresa que produz a vacina. O valor final será divulgado em até 60 dias.
     
    O primeiro resultado das análises foi informado pelo presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Jarbas Barbosa, durante encontro com gestores de saúde. A Folha acompanhou o evento.
     
    “Todo primeiro produto é mais difícil,porque há dificuldade de estabelecer precificação. Exigimos metodologia de custo-efetividade.Esse trabalho está sendo concluído. Provavelmente o parâmetro é preço similar ao da vacina contra HPV, em torno de R$ 400 a dose”,afirmou no encontro. 
     
    Fabricante e varejo, no entanto, podem negociar preços menores, lembra. “De HPV, o preço-teto é de R$400 na rede privada,o valor cobrado por dose fica em torno de R$380, mas é vendida ao SUS por um preço muito menor. Normalmente o preço-teto é utilizado quando o produto vai para o setor privado e não tem concorrência”, diz Barbosa, que ressaltou que o custo inicial deve passar por nova análise.
     
    A vacina da Sanofi é a única já aprovada no país. Há outras três em estudo—duas em fase final de pesquisas. Sugerido inicialmente para a rede privada,o valor reduz as chances de a vacina ser incorporada no SUS. A avaliação entre membros do governo é que o preço não compensaria o resultado do produto, cujos índices de eficácia são considerados baixos —a média é de 66% entre os quatro tipos de vírus da dengue.
     
    “Fica praticamente impossível incorporá-la no Programa Nacional de Imunização”, diz o ministro interino da Saúde, Agenor Álvares. “Para o governo, o valor informado foi de 22 euros a dose (cerca de R$ 88). Mesmo nesse preço, o impacto é de R$ 10,5 bilhões ao ano, três vezes o orçamento do programa.” 
     
    IMPASSE 
     
    Outro impasse é que a vacina só é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos,oque exclui crianças e idosos, considerados mais vulneráveis a complicações e mortes. Neste ano,o Brasil já soma 996 mil casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde obtidos pela Folha. Em 2015, o país registrou recorde da doença, com mais de 1,6 milhão de casos.
     
    Em nota, a Sanofi Pasteur informa que aguarda a definição do valor pela Cmed para comentar. Ainda segundo a empresa, estudos clínicos apontam que a vacina é capaz de evitar 8 em cada 10 internações por dengue.O produto também reduziu em 93% os casos graves em pessoas acima de nove anos, diz.
     
    Outros três institutos e empresas pesquisam vacinas antidengue: Butantan, Takeda e Bio-manguinhos/Fiocruz (em parceria com a GSK). O mais adiantado é o Butantan.
     
    Em dezembro, o instituto obteve aval para iniciar a terceira e última etapa de testes em humanos. O instituto prevê que a vacina, desenvolvida para ser aplicada em apenas uma dose, esteja disponível para uso até 2018.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Como a maconha afeta o cérebro adolescente

    Como a maconha afeta o cérebro adolescente

    O uso pesado de maconha na adolescência pode estar relacionado a maior risco de morte antes dos 60 anos, sugere um novo estudo. A pesquisa reforça a tese de que o impacto da droga na saúde e no comportamento depende diretamente da idade de contato inicial e do padrão de uso. O trabalho, realizado pelo Instituto Karolinska, da Suécia, avaliou 45 mil homens que fizeram o serviço militar obrigatório no país entre 1969 e 1970. Eles foram acompanhados até 2011. Os pesquisadores registraram 4 mil mortes em 42 anos. Aqueles que haviam feito uso pesado de maconha (definido como ter consumido a droga mais que 50 vezes na adolescência) apresentaram um risco 40% maior de morrer precocemente do que aqueles que nunca a fumaram.
     
    Os especialistas arriscam as razões para essa associação: usuários pesados de maconha tenderiam a fumar tabaco com maior frequência, ter um pior padrão alimentar, apresentar saúde mais precária e, ainda, maior incidência de câncer de pulmão e de problemas cardíacos. Os dados, publicados no periódico American Journal of Psychiatry, mostram também que o risco de morte por suicídio e acidentes é diretamente proporcional à quantidade de droga usada na adolescência.
     
    O cérebro do adolescente, ainda em franco desenvolvimento, pode ser mais sensível (tanto do ponto de vista biológico como emocional) aos efeitos de qualquer tipo de droga. Assim, há um risco maior de consequências do abuso de substâncias em um momento potencialmente mais crítico de formação de redes e circuitos neuronais.
     
    Estudos anteriores já davam uma dimensão desses riscos. Alguns dos mais frequentes são piora cognitiva (padrões mais pobres de Q.I., por exemplo), maior chance de quadros psicóticos, impulsividade, falta de motivação, dificuldades persistentes de memória e desenvolvimento inadequado do córtex pré-frontal (área do cérebro ligada a julgamento, pensamento complexo e tomada de decisões). Outros trabalhos também já elencam possíveis impactos econômicos e sociais, de longo prazo, com esse padrão de uso mais precoce e mais frequente de maconha, como dificuldades nos relacionamentos interpessoais, menor qualificação no trabalho, salários mais baixos e problemas financeiros.
     
    Esses achados reforçam a ideia de que a dose e o momento do contato com a maconha podem ter impacto de forma distinta na saúde e no comportamento das pessoas. Com leis mais flexíveis de consumo em boa parte do mundo, é importante que esses pontos sejam levados em consideração na formulação de políticas públicas.
     
    Fonte: Época
  • Zika causa danos mais sérios do que se esperava

    Zika causa danos mais sérios do que se esperava

    Numa pequena sala de exames em Salvador, Ana Gabriela do Prado Paschoal começou um ritual doloroso que já se tornou familiar. A cabeça de seu bebê é menor que o normal, disse a médica à mãe, que contraiu o vírus da zika durante a gravidez.
     
    A criança de três meses, Maria Luiza, também tem lesões no cérebro. Seus músculos são mais rígidos que o normal, um sinal de danos cerebrais. Maria Luiza vai levar mais tempo para começar a andar e a falar, disse a médica à mãe, uma trabalhadora rural de 24 anos. Provavelmente haverá complicações mais sérias, mas a médica não quis dar mais notícias ruins naquele dia.
     
    A escala e a gravidade dos danos pré-natais causados pelo vírus da zika são muito maiores que os defeitos de nascimento associados à microcefalia, uma doença caracterizada pelo tamanho reduzido da cabeça e anormalidades no cérebro. Ultrassonografias e autópsias mostram que o vírus da zika corrói o cérebro do feto. Ele encolhe e destrói os lóbulos que controlam o pensamento, a visão e outras funções básicas e impede que partes do cérebro se desenvolvam.
     
    A microcefalia, um raro defeito de nascimento que afeta cerca de seis em cada 10 mil bebês nos Estados Unidos, é frequentemente associada a atrasos no desenvolvimento e a deficiências mentais. Mas algumas crianças são afetadas só levemente. No Brasil, praticamente todos os casos relacionados à zika envolvem dano cerebral significativo.
     
    Fonte: Valor Econômico
  • Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde

    Medicamentos prejudicam os micróbios que cuidam da nossa saúde

    Nosso corpo é uma gigantesca colônia para todos os tipos de micróbios. É estimado que cada pessoa abriga um quilo deles em seu interior, especialmente bactérias, de 1.200 espécies diferentes. Esses convidados são em sua maioria benignos e muitas vezes necessários. É sabido que as bactérias participam na digestão de alimentos, na produção de proteínas e na modulação do sistema imunológico, todas funções de grande relevância à saúde.
     
    Uma ampla série de estudos publicados na quinta-feira pela revista Science mostra com dados que existe uma relação entre a diversidade dos microrganismos que se encontram no intestino e a saúde. Essa mesma análise produziu uma segunda conclusão que chama a atenção: os medicamentos, como antiácidos, antibióticos e antidepressivos, são o primeiro fator que afeta a diversidade microbiana. Essa informação indica que, cada vez mais, além de nós como indivíduos isolados, devemos prestar atenção nesses diminutos ocupantes ao tratar nossas doenças.
     
    Os resultados foram obtidos pelos dois maiores estudos publicados até o momento sobre o microbioma, um na Bélgica e outro na Holanda, que analisaram no total o conteúdo das fezes de quase 4.000 pessoas. Com esse trabalho foram identificados 14 grupos principais de microrganismos que estão presentes em 95% das pessoas, mas mostra a complexidade do ecossistema identificando mais 664 grupos. Um dos aspectos interessantes dos trabalhos, feitos pelo Instituto Flamenco para a Biotecnologia (VIB), na Bélgica, e pela Universidade de Groningen, na Holanda, é que foram realizados de maneira independente e, apesar disso, obtiveram resultados semelhantes.
     
    Entre os muitos parâmetros analisados, além do impacto do uso de medicamentos sobre a diversidade microbiana, foram encontradas relações entre essa diversidade e a dieta. As pessoas que consomem iogurte com regularidade têm uma flora intestinal mais variada, algo que também acontece com o consumo de vinho e café. Por outro lado, tomar leite integral e comer muito produz o efeito oposto. A macroanálise belga, liderada por Jeroen Raes, pesquisador do VIB, observou também uma relação “pequena, mas significativa”, entre a composição do microbioma e o índice de massa corporal, e confirmou a relação entre alguns micróbios e doenças como o câncer colorretal e a colite ulcerosa. Os cientistas viram também que problemas de saúde, como um ataque cardíaco, reduzem a presença de algumas bactérias.
     
    Um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que experiências durante os primeiros meses de vida, como o nascimento com ou sem cesárea e amamentar ou não, não influem na composição da microbiota. Uma relação mais previsível foi o encontrado entre muitos aspectos da dieta ocidental, como a abundância de calorias e carboidratos, comida industrializada e o leite integral, e a baixa diversidade microbiana. Estudos anteriores já haviam observado que as tribos com modo de vida primitivo têm uma variedade de bactérias muito maior. Nesse grupo, os ianomâmis, uma tribo indígena da Amazônia, são os humanos com o microbioma mais diversificado.
     
    Jordi Urmeneta, pesquisador em ecologia microbiana da Universidade de Barcelona, reconhece a importância de amplos estudos para obter informação confiável sobre a relação entre microbioma e saúde. Além disso, explica como esses dados estão ajudando a mudar a forma como se tratam diversas doenças, pelo menos do intestino.
     
    “Inicialmente pensava-se que por culpa da doença a microbiota era alterada e depois se produziam os sintomas”, diz Urmeneta. Uma vez que se sabe que não é assim, é possível agir sobre a microbiota, mesmo que seja muito difícil fazê-lo com antibióticos sem matar bactérias úteis quando se trata de eliminar a que causa a doença. “O que se faz com relativo sucesso é transplantar fezes de um paciente a outro, para inocular os microrganismos bons do paciente saudável na quantidade adequada”, diz o pesquisador da UB. Com essa técnica, é possível combater a obesidade inserindo fezes de uma pessoa magra no intestino de uma pessoa obesa.
     
    Raes também acredita que, começando pelo diagnóstico de doenças como a síndrome do intestino irritado e o câncer de cólon, o estudo do microbioma ajudará a tratar muitos problemas. Reconhece, entretanto, a dificuldade, porque “o modo no qual devemos modular a microbiota variará entre as doenças”. “Algumas vezes iremos erradicar somente uma bactéria prejudicial e em outras será preciso modificar todo o ecossistema”, acrescenta. Como acontece nos ecossistemas na natureza em grande escala, dadas as relações de interdependência de todos os membros, o procedimento não está isento de riscos. Mas a medicina do futuro deverá levar em consideração, cada vez mais, essas complicadas interações.
     
    Fonte: El País (Brasil)
  • Epidemia de dengue é a maior da história

    Epidemia de dengue é a maior da história

    O Ministério da Saúde divulgou ontem o 13° boletim epidemiológico com os números de casos suspeitos, confirmados e óbitos causados pelas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados coletados de 1º de março até 2 de abril indicam aumento de 62% nos casos de dengue em relação a 2015. Para a febre chicungunha, há 38.332 notificações. Em relação à zika, 91.387 casos foram registrados desde abril de 2015. É a primeira vez que o documento traz uma notificação universal do vírus zika no país.
     
    Em 2015, considerada até agora a maior epidemia de dengue do país, com mais de 1 milhão de notificações, foram registrados cerca de 700 mil casos no mesmo período. Neste ano, houve um aumento de 62%, cerca 800 mil notificações. Apesar do crescimento, o número de mortes e casos confirmados é menor. E embora a Região Sudeste ainda lidere o ranking, Minas Gerais superou São Paulo. São 463.807 ou 57.8%, em toda a região. Em contrapartida, a Norte mantém o menor índice, 28 mil casos.
     
    De acordo com o ministério, houve uma redução de 67% no número de mortes — caiu de 693 para 140. Entretanto, o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirmou que “pode parecer uma boa notícia, mas ainda é cedo demais para se falar nisso”. Segundo o diretor, cerca de 300 outras pessoas morreram com suspeita de dengue, mas a confirmação laboratorial ainda não veio. “É necessário testes nas vísceras, e muitos laboratórios não fazem”. Isso significa que o número pode aumentar.
     
    Gestantes
     
    Em relação ao vírus zika, foram notificados 91.387 casos distribuídos em 1.359 municípios. Desse número, 31.616 foram confirmados. O Rio de Janeiro tem 35 mil casos notificados. Em relação à incidência em gestantes, cerca de 7.500 casos são prováveis, enquanto 2.844 foram confirmados por detecção de sintomas ou testes laboratoriais. O restante ainda está em investigação. Três óbitos de adultos foram registrados, um no Maranhão, outro no Pará e o terceiro no Rio Grande do Norte. O informe traz os números de zika desde abril de 2015, quando os primeiros casos foram notificados. Os óbitos de recém-nascidos, natimortos, abortamentos ou fetos que tenham associação com a microcefalia causada pelo vírus zika, são apresentados em outro informe.
     
    Foram notificados 39 mil casos possíveis de febre chicungunha. Desses, 6.159 foram confirmados. Testes comprovaram que 15 pessoas morreram no Nordeste em função do vírus. Bahia tem o índice mais alto, são 13.836 casos até agora. Há ocorrência da febre em 1.126 municípios.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Mortes por vírus aumentam 8 vezes em PE; chikungunya é principal suspeito

    Mortes por vírus aumentam 8 vezes em PE; chikungunya é principal suspeito

    BRASÍLIA – Depois da microcefalia, outro alerta em saúde foi dado em Pernambuco, desta vez em torno da febre chikungunya. O Estado registrou neste ano um aumento inexplicado de oito vezes no número de mortes supostamente causadas por arboviroses (vírus transmitidos por insetos). São 191 óbitos sob investigação até esta segunda-feira, 25, ante 23 no mesmo período do ano passado.
     
    Uma equipe do Ministério da Saúde está há três semanas no Estado para investigar as causas das mortes. A Paraíba também relatou aumento significativo do número de óbitos e requisitou ajuda federal. Oficialmente, além de 12 mortes em Pernambuco, o País confirmou 3 óbitos na Bahia, 2 na Paraíba e 1 no Rio Grande do Norte.
     
    O alerta para o aumento dos indicadores de óbitos partiu do professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Brito. “Boa parte dos pacientes que morreram apresentou sintomas relacionados à chikungunya”, disse.
     
    O coordenador do Programa Nacional de Controle de Dengue, Giovanini Coelho, confirma a preocupação. “Há na literatura registros de casos graves relacionados à chikungunya. Mas a letalidade esperada é próxima de zero”, afirma.
     
    Dos casos suspeitos de óbito de Pernambuco, 12 foram confirmados para chikungunya e apenas 1, para dengue. A gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Recife, Natalie Barros, conta que, até 2 de abril, dos 40 óbitos suspeitos de terem sido provocados por arboviroses na capital, 7 já foram confirmados para chikungunya. “A análise dos prontuários indica que, dos pacientes que morreram, 63% apresentaram quadro compatível com chikungunya: febre, dores fortes nas articulações”, completou Natalie. Embora seja prematuro, ela também considera forte a hipótese de uma ligação com a febre. “Nunca vimos isso na literatura.”
     
    Dúvidas –  “Há várias dúvidas que têm ainda de ser respondidas”, comenta Coelho. Entre elas, por que o aumento de casos foi identificado apenas neste ano, em Pernambuco, uma vez que a febre chikungunya já havia provocado em 2015 um número significativo de casos na Bahia? Por que outros países que tiveram epidemias de chikungunya não identificaram aumento das mortes? Os óbitos seriam provocados pelo próprio vírus ou a infecção levaria a uma desestabilização da saúde do paciente?
     
    Uma das hipóteses é de que em outros países a doença não tenha sido identificada porque a epidemia não atingiu grandes proporções. “Foi o mesmo que aconteceu com a microcefalia”, afirma o professor. Já o diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, George Dimech, pede investigação. “Há indícios de que a Colômbia enfrenta um fenômeno semelhante.”
     
    Brito diz estar convicto da relação de causa e efeito. Ele observa que Pernambuco enfrenta neste ano uma epidemia pelo vírus, que, a exemplo da dengue e da zika, é transmitido pelo Aedes aegypti. “A letalidade por dengue nunca foi tão alta. Temos agora de investigar o fato novo: a chegada da chikungunya.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • H1N1: mortes sobem 50% no país em uma semana

    H1N1: mortes sobem 50% no país em uma semana

    BRASÍLIA – Em uma semana, o número de mortes por H1N1 subiu cerca de 50% no país, segundo dados de boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem. Do início do ano a 16 de abril, foram 230 vítimas, contra 153 registradas no balanço anterior, com informações até 9 de abril. A quantidade de casos da síndrome respiratória aguda grave ( SRAG) causada pelo vírus também aumentou de 1.012 para 1.365 ( alta de 34%).
     
    No Estado do Rio são 17 mortes. Na semana passada, o governo havia divulgado 14 casos. São Paulo continua no topo do ranking, com 51,7% dos registros ( 119 notificações). Na sequência estão Santa Catarina ( 20 óbitos), Rio Grande do Sul ( 13), Minas Gerais ( 10), Bahia ( 8), Pará ( 6), Paraná ( 4), Distrito Federal ( 3), Mato Grosso do Sul ( 3), Mato Grosso ( 3), Rio Grande do Norte ( 3), Ceará ( 3), Alagoas ( 2), Pernambuco ( 1), Paraíba ( 1), Amapá ( 1) e Espírito Santo ( 1).
     
    O Sudeste também concentra a maioria dos casos de H1N1. São 883 em São Paulo, cerca de 65% do total. Em seguida, Santa Catarina ( 102 casos), Goiás ( 62), Rio ( 44), Minas Gerais ( 44), Pará ( 42), Distrito Federal ( 36), Rio Grande do Sul ( 32), Bahia ( 32), Paraná ( 30), Mato Grosso do Sul ( 14), Pernambuco ( 11), Alagoas ( 6), Ceará ( 6), Rio Grande do Norte ( 6), Espírito Santo ( 5), Mato Grosso ( 4), Paraíba ( 3), Amapá ( 1) e Sergipe ( 1).
     
    Em meio à corrida por vacina em várias cidades, o Ministério da Saúde informou que já enviou, desde o dia 1 º de abril, 57% do total dos lotes do imunizante para a campanha deste ano. E esclarece que a entrega aos municípios é responsabilidade dos estados. Segundo o órgão, ainda serão previstas mais quatro remessas com o restante do produto para as próximas semanas, de acordo com a entrega da vacina pelo fabricante, o Instituto Butantan.
     
    O Ministério da Saúde reforça, no entanto, que outras medidas de prevenção, além da vacina, devem ser tomadas, como lavar sempre as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias. O órgão destacou ainda que todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir, medicamento para tratar a contaminação por H1N1, que deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. A compra do remédio é centralizada no Ministério da Saúde.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Farmacêuticos do Agreste e Sertão participam de curso de atualização em Arapiraca

    Farmacêuticos do Agreste e Sertão participam de curso de atualização em Arapiraca

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realizou no último sábado, 23, em Arapiraca, o I Ciclo de Palestras do Agreste e Sertão Alagoano. O objetivo do encontro foi promover uma atualização para todos os farmacêuticos que atuam naquela região. Os temas debatidos no evento foram desde atenção e prescrição farmacêutica aos paciente idoso até a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98 e RDC 20/2011.
     
    De acordo com o vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, o evento permitiu que os profissionais pudessem conhecer as novidades quanto à atenção farmacêutica e a revisão do conteúdo a respeito de medicamentos anti-hipertensivos. “Durante as palestras, a gente pode dirimir muitas dúvidas no que diz respeito ao programa farmácia popular, além de aproximar ainda mais o CRF-al dos colegas do agreste e sertão e proporcionar a todos um momento de confraternização e troca de experiências”, pontuou.
    A abertura do evento contou com a participação de Saulo Sales e Jaelson Carnaúba da Vigilância Sanitária de Arapiraca, Eline Baracho diretora do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas (Sindfal), do presidente do CRF/AL Alexandre Correia e do vice-presidente do CRF/AL Robert Nicácio.
     
    Saulo Sales explica que esses encontros estreitam as relações entre as instituições que buscam o melhor para população. “A Vigilância Sanitária e o Conselho de Farmácia são parceiros na realização das ações que buscam oferecer o melhor para o população do Agreste e Sertão e nos sentimos honrados em fazer parte desse evento”, comentou.
     
    Para Orlando José Palheta Campos, que ministrou a palestra a prática farmacêutica no atendimento aos receituários da portaria 344/98 e RDC 20/2011 e o programa Aqui tem Farmácia Popular encontros como este são importantes, sobretudo pela troca de experiência. “O dia foi muito proveitoso, tivemos uma troca de experiência e percebo que os nossos profissionais que atuam na região estão conscientes da importância de se atualizar sobre a legislação farmacêutica”, apontou.
     
    Ascom/CRF-AL